Encontros e Desencontros
43 Capítulo 44 - O desmoronar dos sonhos
Notas iniciais
boa leitura...
Temari estava tomando café sozinha, ainda era muito cedo e as amigas estavam dormindo ainda, apena já se levantara porque começava o trabalho antes da outras, e foi ela quem atendeu a porta quando baterão nesta.
_Bom dia maninha. –disse Gaare adentrando o apartamento. –Sabia que já estava acordada.
_Bom dia. Bonitas flores...
_São pra Ino, sei que ela deve estar enjoada de flores, mas não pensei em nada melhor pra fazer uma surpresa de ultima hora.
_Acho que ela vai adorar.
_Ótimo! Acho que ela está um pouco preocupada e chateada com tudo o que está havendo, Lia não é fácil.
_Ela está mesmo, mas achou uma maneira de deixar as coisas mais leve.
_Mesmo, o que é?
_Você veio fazer uma surpresa, mas acho que ela que vai te surpreender, vem comigo.
Temari levou o irmão até o quarto de Ino, abriu a porta de vagar, sem fazer barulho e ambos puderam ver Linda abraçada a Ino e a boneca
encardida, ambas pareciam anjos em um sono celestial e puro.
_Quem é? –ele perguntou em um sussurro.
_Ino a encontrou na rua, estava com fome, frio e um pouco doente, parece que a menina perdeu os pais, tenho que averiguar, mas enquanto
isso Ino está cuidando dela, como uma mãe muito dedicada.
_A menina é linda.
_Faz jus ao nome que tem. Linda, esse é o nome da garotinha.
Gaara ficou olhando as duas ali por algum tempo em silêncio, Ino era uma mulher cheia de surpresas, e lá estava ela lhe deixando mais uma vez espantado com ela, e admirado, Ino poderia ser várias coisas, menos fútil e insensível, de modo que ele a amou ainda mais.
_Eu pedi pra ela pegar mais informações com a menina, mas tenho que sair agora, estão me esperando pra resolver uma coisa no seu caso, então fique por aqui e depois peça pra Ino me mandar o que conseguiu, vou levantar a ficha da menina.
_Pode deixar.
Temari beijou o rosto do irmão e saiu, ele se manteve ali,
quieto por algum tempo, depois respirou fundo, não iria acordá-la e assustar a menina, então apenas deu as costas pra elas e começou a fechar a porta, mas uma voz meio grogue e baixa o chamou, ele se virou e Ino se espreguiçava de vagar, alternando o olhar entre o ruivo e a menina ao seu lado.
Com cuidado ela conseguiu sair da cama, um vento frio
entrava pela janela entre aberta, então ela a fechou e colocou um roupão por cima da camisola, foi até Gara e com cuidado ele a afastou, fechando a porta atrás deles para que conversassem sem acordar a menina.
_Bom dia. –ele disse sorrindo.
_Bom dia, o que faz aqui tão cedo? –ela disse bocejando.
_Vim lhe fazer uma surpresa, mas você nunca deixa. –ele riu,
e a abraçou pela cintura.
_Já é muita surpresa acordar com você parado a porta do meu
quarto. –ela sorriu.
_Você é linda dormindo, parece um anjo, assim como a
garotinha.
_Eu a encontrei ontem, acabou ficando por aqui.
_Temari me contou, ela que me trouxe até aqui. Não imagina como me sinto orgulhoso de você, da mulher impressionante que você é... –ele
disse com um sorriso e uma voz entorpecedora.
Ela o olhou e sorriu, realmente ele valia qualquer sacrifício que estivera fazendo, e assim não resistiu, espalmou as mãos em seu peito e o beijou delicadamente, sentindo os lábios quentes dele lhe tirar i ar bem de vagar, deixando uma sensação de conforto e bem estar.
_Venha, eu lhe trouxe flores. –ele disse alegre a levando pela mão até a sala e lhe entregou o ramalhete de flores. –É só um gesto simbólico,
sei que você deve estar farta de flores.
_Eu adorei, são lindas. Nunca me enjôo de flores, por isso gosto tanto do meu trabalho. –ela disse agradecida sentindo o perfume das flores.
Os dois voltaram a se encarar e ele a beijou com intensidade, ambos se sentiam fortemente atraídos um pelo outro, bastava alguns
momentos juntos pra precisarem um do outro cada vez mais e mais perto.
Ele a abraçou, se colocou no sofá com ela, ambos meio tortos, um sobre o outro e vice-versa, enquanto trocavam um beijo ávido, e sorriam entre os movimentos de alegria e prazer de estarem juntos.
Ele desceu o ombro direito do roupão que ela usava e deixou a alça fina da camisola dela seguir o mesmo trajeto, até o meio de seu braço, lhe beijando o local agora descoberto, causando arrepios na loira que emaranhava os cabelos dele em seus dedos de uma mão enquanto a outra ia pra baixo da blusa dele.
Ambos ficaram se beijando e se acariciando, até que uma voz os interrompeu, vinda com um choro.
_Linda. –disse Ino se sobressaltando e correndo pelo corredor até seu quarto, ajeitando a roupa.
A Yamanaka entrou no quarto e a menina aos prantos soluçava e corria pra ela na porta, lhe abraçando pela cintura baixa.
_Não deixe que me peguem, por favor, não deixe. –dizia a menina sem controlar a voz e as lágrimas.
Ino se abaixou a abraçou forte com ternura, enquanto as amigas e Gaara se aproximavam.
_Não se preocupe, nada vai te acontecer, eu vou cuidar de você.
_Por favor, não me deixe. –a menina pediu a abraçando pelo pescoço.
_Não vou te deixar, eu prometo.
Ino acariciou os cabelos da menina e deixou que ela se acalmasse, pensando que ela tinha que fazer alguma coisa, só não podia deixar aquela garotinha sozinha e desamparada de novo.
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Naquele dia a noite Temari voltou pra casa exausta, havia corrido atrás dos culpados pelo ataque ao seu irmão o dia todo, mas a coisa não
havia evoluído muito, a não ser um rapaz que vira parcialmente o rosto de um dos atiradores depois do ocorrido retirando a mascara em um beco escuro, nada mais se tinha, e com meio retrato falado não tinha nada pra se animar, achar o cara seria quase impossível, e também tivera muitos afazeres com relação a Linda, mas está foi um pouco melhor, Temari descobrira bastante coisa e era hora de falar com Ino, assim deixaram a menina brincando com Aiko e foram conversar no quarto.
_E então o que descobriu?
_Bem, parece que ela disse mesmo a verdade, os pais morreram em um assalto pra estas bandas da cidade. Família de classe média, ela começava a escola, os pais trabalhavam perto, coisas normais de todo dia, até esse infortúnio acontecer. Ela foi levada para um abrigo e encaminhada pra uma assistente social, mas ela acabou fugindo, sabe como são essas instituições...
_Hoje ela acordou chorando, disse que não queria que a pegassem, porque será?
_Ela viu a morte dos pais Ino. Consta no boletim de ocorrência que ela foi encontrada ninando uma boneca sentada sobre o sangue dos pais estirados no chão, bem acima de suas cabeças. Um tiro certeiro entre os olhos de cada um.
Ino engoliu a seco, imaginando a cena horrível que devia ter sido.
_Isso é muito triste.
_Com certeza. Ela vai precisar de um tratamento psicológico e uma família adotiva com muito amor, só assim pras feridas se cicatrizarem com a menor cicatriz possível.
_Mas e agora, o que fazemos?
_Eu falei com o conselho tutelar, eles vão buscá-la amanhã de manhã, será encaminhada a um bom orfanato, onde recebera a ajuda que precisa e vai aguardar pela adoção.
_Temari, ela já tem sete anos de idade, sabe quais são as chances de uma garota nessa idade ser adotada? Ela vai esperar dia após dia por
uma família que é provável que nunca vai aparecer. –disse Ino quase sem ar.
_Não podemos fazer nada quanto a isso Ino, ela tem de ir, é
o sistema.
_Mas... Mas...
_Ino, eu sei que você se apegou a ela, mas não há nada de diferente que possamos fazer, não posso ir contra lei, os bons princípios e nem nada disso, e depois como seria se ela ficasse? Você esta entrando em um mundo que não conhece, essa casa está cada vez mais super lotada, e eu realmente preciso cumprir o protocolo, já consegui ao menos mais esse dia e essa noite, não podemos esperar mais.
Ino baixou o olhar, a amiga tinha razão, mas ainda assim não podia deixar de ter seu coração pesado, alguma coisa lhe doía de pensar aquela
menina longe de si, e percebeu que a falta dela era a mesma que Gaara provocava em si.
_Está bem, tem de ser feito...
_É, tem... Cuide dela mais essa noite e a prepare, vai ser bom ela sentir que as coisas vão melhorar.
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_Boa noite meu amor.
_Olá minha linda. –disse Sasuke ao ver sua rosada entrar no carro e lhe beijar os lábios.
Ele deu partida e saiu com o carro.
_Gaara nos contou sobre a Linda... –comentou Sasuke.
_Oh, ela é uma garotinha tão especial, se a visse ficaria logo apaixonado por ela, mas ela vai embora amanhã de manhã, terá de ir ao orfanato e fazer um tratamento, Ino está muito triste com tudo isso.
_É uma pena, Gaara pareceu completamente louco pela menina também, pensamos até no caso deles adotarem ela, mas ele disse que é muito complicado e depois não está muito certo ao caso da Ino lhe mpanhar até o fim, essa história de governador é muito pra ambos.
_Com certeza é uma carga muito pesada pra eles, mas até que estão superando, quanto a Linda, espero que ela fique bem e encontre alguém que ame e cuide dela como tem de ser.
_Que assim seja. –ele sorriu.
Poucos instantes depois eles chegaram ao restaurante, ele a convidara pra jantar e acertariam os últimos detalhes pro casamento que estava cada vez mais próximo.
_Me senti até um pouco mal de deixar a Ino triste conversando com a menina antes dela ir amanhã cedo, mas é preciso terminarmos os preparativos, o casamento está cada vez mais próximo.
_Tem razão minha linda, mas tenho certeza que Ino compreende.
_Isso com certeza, ela me obrigou a vir. –Sakura riu.
Eles foram levados a mesa reservada para eles e se sentaram, encarando um ao outro, e sorrindo em seguida, aquele encontro de olhares sempre deixava os dois ainda mais apaixonados.
_Bem os convites estão entregues...
_O salão contratado, assim como o Buffet.
_Já acertei as flores, o vestido e cartório.
_A igreja, o terno e os músicos já estão confirmados.
_Então o que falta?
_Não quer escolher as alianças que vamos usar pro restos de ossas vidas? –ele sorriu de forma mais que encantadora, sorriu de forma perfeita.
_Oras Sasuke, já cuidou disso quando me pediu em casamento... –ela também sorriu e lhe segurou a mão.
_Eu sei, mas é que quero saber se está satisfeita e se...
Ela fez sinal de silêncio e ele se calou.
_Está mais que perfeito. –ela disse de vagar. –E sendo assim não falta mais nada.
_Ai também não, falta algo e algo muito importante. –ele disse soltando a mão dela e levando até o bolso de seu terno. –Falta o mais importante. Está se esquecendo da nossa lua de mel e da nossa casa?
_Casa? Pensei que seu apartamento...
_Está maluca, aquele lugar é um cubículo, como vamos poder criar nosso filhos lá? –ele mostrava a ela uma porção de folhetos de viagem e imobiliárias com apartamentos e casas enormes e aconchegantes.
Ela o olhou admirada e surpresa, mas ainda sim muito feliz, era ótimo fazer planos com ele e perceber que ambos compartilhavam os sonhos.
Eles ficaram discutindo o local da lua de mel até o garçom trazer o jantar que haviam escolhido no meio do caminho e enquanto jantavam olhavam os apartamentos, ambos rindo e brincando.
_A varanda desse é muito pequena, como onde vamos por o nosso cachorro? –indagou Sasuke.
_Eu sou alérgica a cachorros. –disse Sakura parecendo revoltada.
_Bem, então teremos que ter muito antialérgico em casa, porque vamos ter um cachorro. –ela riu e deu um tapa leve no braço dele.
_Prefere um cachorro a sua futura mulher? Oras que ultraje.
_Prefiro mil vezes você meu amor, mas quero um cachorro desde meus seis anos de idade e nunca tive um, de modo que teremos sim um cachorro. Nosso filho vai amar.
_E se for filha?
_Vai amar ainda mais. –ele riu.
Ela também riu e ambos continuaram os planos fervorosos para a nova vida juntos, até o fim do jantar, voltando pra casa.
_Está certo, vou reservar nossas passagens pro Havaí na lua de mel e depois cuido da nossa casa espaçosa.
_Está tudo tão perfeito que se melhorar estraga. –ela disse o abraçando.
Eles desceram do carro na porta do apartamento e como sempre ele a segurou pela cintura e lhe beijou a testa.
_Durma bem e sonhe comigo. –ele sorriu de canto.
_Sempre, rei dos meus sonhos. –ela sorriu.
_Mal posso esperar pra poder lhe chamar de minha eternamente, por ordem dos homens e dos céus.
_Oh Sasuke, eu te amo tanto. –ela o abraçou forte, deixando uma lágrima lhe correr pelo rosto e lhe cair sobre a camisa, em seu ombro.
_O que houve? –ele perguntou vendo os olhos dela marejados transbordando.
_É tudo um sonho tão lindo que tenho medo de não ser real...
_Mas é real, vai ser sempre real, porque nunca vamos nos separar. Eu te prometo Sakura, vamos passar o resto da eternidade juntos, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, e além da morte, porque nem ela pode nos separar.
Ela o abraçou mais uma vez e com força, mais algumas lágrimas correram, e por fim ela o encarou.
_Eu acredito em você.
_Ótimo, porque eu jamais faria nada pra lhe ferir.
Eles se beijaram e se despediram, ela teria que ir trabalhar bem cedo no outro dia.
Sakura subiu as escadas e seu telefone tocou, era uma mensagem de Sasuke.
“Já estou com saudades, sonharei com você a noite toda, assim podemos nos encontrar. Com amor, Sasuke.”
Ela sorriu e adentrou o apartamento que já estava completamente silencioso, se encaminhou para seu quarto e retirou a roupa, quando o celular tocou de novo, desta vez uma ligação, ela atendeu e era aquela espiração pesada e ofegante, que lhe arrepiava.
_Me deixe em paz. –ela implorou, entre o desespero e a raiva.
_Amanhã, no seu armário, lhe reservo uma surpresinha. –disse uma voz grossa e distorcida pelo telefone.
_Quem é que está falando? Porque está fazendo isso?
Não houve resposta, apenas ouviu o telefone sendo posto no gancho do outro lado da linha e depois total silencio.
Sakura quase não dormiu pensando no que lhe aguardava e no que aquilo tudo significava, mas não teve resposta nenhuma, apenas sua cabeça latejante.
Foi trabalhar antes do resto do pessoal, nem Temari levantara tão cedo, a rosada queria logo se por no trabalho e esquecer tudo aquilo que assombrava sua felicidade.
No hospital ela tomou o café reservado aos médicos e foi se trocar, quando chegou no seu armário ele estava com o cadeado arrebentado, e ela sentiu o coração gelar. Se aproximou com cuidado e o abriu, dentro havia uma foto de Sasuke toda esburacada, pintada e com as bordas queimadas, fotos de uma casa queimada, um cachorro morto e crianças defeituosas de experiências cientificas doentias, e junto havia uma folha de papel preto, onde as palavras se formavam de recortes de jornais, e a mensagem dizia:
“Você é esperta, vai entender. Com amor, seu amigo que lhe faz um favor.”
Notas finais
bjos e até o proximo...
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