Encontros e Desencontros

41 Capítulo 42 - (Re)Nascimento - parte II


Notas iniciais
galerinha já vou avisar, esse capitulo está realmente longo, com certeza é o mais longo, mas não teve como separar pq ia quebrar o ritmo da historia, mas espero q vcs curtam mto, pq vai ter um pouco de tudo por aqui...
boa leitura...

Parados a porta do local onde Mag fora vista pela ultima vez, Temari dava as últimas ordens, enquanto o pessoal se arrumava pra entrar.

A loira estava vestida como uma civil comum, de calça jeans, camisa branca, e uma jaqueta grossa roxa escura, com o colete a prova de balas entre a camisa e a jaqueta, calçava um tênis branco e roxo, com o cabelo preso e com a voz firme de comando.

_Agora vamos. –ela anunciou no fim das deliberações.

Todos se movimentaram, inclusive ela e Fred, esse entraram na frente dos outros, se encaminhando para a ala que ela provavelmente estaria.

Fred sentiu um leve tremor nas mãos quando percebeu uma luz leve vindo de um cômodo na ala, era a primeira vez que ele se via tão perto da ação real, até agora fora só um recruta e só chegara ali tão depressa porque havia se mostrado muito eficaz na coleta de informações e pensamento rápido, mas agora estava nervoso e por isso encarou a parceira. Temari estava séria, olhava sempre pra frente e estava com meio corpo a frente de Fred, sabia que ele era novo naquilo, por isso fingia não perceber que ele estava nervoso, assim ele tinha de se manter firme.

Eles se aproximaram mais de vagar e caminhavam lentamente, as armas em punho e cada vez mais próximos do local em que vinha a luz, começaram a ouvir uma voz entoando uma cantiga de dormir, de forma calma e acalentadora, e quando finalmente chegaram a porta do local, apontando a arma pra dentro, Fred e Temari ficaram estáticos com a cena.

_Minha nossa, achei que fossem vir mais de pressa. –disse Mag com toda calma do mundo. –Assim vocês me decepcionam. –ela olhava pra baixo, não erguia os olhos de forma alguma.

_Mag, você...

_Oh não Temari, me chame de Margarete, você não tem o privilegio de tal intimidade.

_Margarete, você não pode fazer isso? –disse Temari controlando a voz, sem baixar o revolver.

_Não? Oras minha cara, porque não? Fizeram a mesma coisa comigo.

_Não é verdade e você ainda tem uma chance de sair bem dessa, o manicômio estadual não é tão ruim.

_Acha que isso que é coisa certa de dizer? –indagou Mag depois de uma risada forte e diabólica.

_Nós podemos fazer um acordo e tudo pode se resolver, basta que...

_Não, não podemos fazer um acordo, porque o que eu quero você não pode me dar.

_Fazemos concessões as duas e tudo termina bem. –insistiu Temari.

_Não vou perder.

_Você já perdeu Margarete. Sua vida está de cabeça pra baixo, colabore com a gente, é a melhor saída.

_Desde quando você sabe o que é melhor pra mim? –ela ergueu os olhos com fúria. –Você não sabe nada sobre mim, sobre o que eu posso ou não perder, mas quer saber, agora não importa mais, e se você estiver certa eu não tenho mais nada a perder, então posso por fim a minha vida, mas não vou sozinha. –ela sorriu maléfica.

Temari sentiu a garganta seca, estava em uma situação muito delicada.

Aiko estava deitado sobre uma pedra quietinho, como se respeitasse aquelas duas mulheres, ele apenas olhava e mexia as pequeninas mãos enquanto elas conversavam. Envolta da pedra um circo de velas trepidava pelo vento que entrava nas frestas das janelas, Margarete segurava uma pequena foice, ou algo do gênero, como uma arma de sacrifício, sobre o pequeno corpo do menino ao seu lado na pedra, um brilho débil se apossava dos olhos dela de dor e ódio.

A loira tentou se aproximar de vagar, mas cada passo era um centímetro mais perto que a foice chegava perto de Aiko.

_O que você quer afinal Margarete? Vai mesmo por fim a uma vida que mal começou?

_Como o que eu quero ninguém pode me dar, então levarei tudo o que é bom pros outros comigo, e esse garoto é fruto de um pecado, não merece viver.

_O que ele fez pra você?

Enquanto falava Temari pensava na possibilidade de atirar de onde estava, não iria errar de jeito nenhum, mas ela segurava o objeto cortante bem próximo ao menino, na melhor da hipóteses de mata-la, a foice cairia sobre Aiko e seu corpo pequeno e frágil não suportaria mesmo com socorro rápido.

_Alguém tem que pagar, e se ele existe porque aqueles que me traíram o fizeram, então que agora o percam.

_Sua profecia está errada Margarete, se algo assim fosse acontecer, um sacrifício, como você descreveu o bíblico seria feito pelo próprio pai em nome de algo bom, o amor ao ser que os criou e sempre os proveu, já você, faz por ódio, faz a uma pessoa que mal consegue se mexer, quem dirá se defender, e sem ser nada dele.

_Um pai não pode tirar a vida de um filho sem que a mãe deste aprove, seja por qualquer motivo, porque foi ela quem concedeu a vida ao pequeno, de forma que a profecia está errada, depois, eu sou a mãe dele, ele é meu filho, ele...

_Pare com isso, ele é filho de outra mulher, e se ninguém tem o direito de tirar a vida de algum bebê sem o consentimento da mãe, então você...

_Ele é meu. Deveria ser meu e agora é. Neji me traiu com aquela vagabunda, e eu deveria ter tido um filho, se tivesse tido ele jamais me deixaria, porque ele me ama, mas foi enfeitiçado, e eu vou levar o fruto do pecado comigo, porque ele é meu e eu vou purifica-lo com a morte, vamos os dois morrer e você vai assistir de camarote pra poder contar tudo aquela vadia. –ela tinha os olhos débeis e febris encarando a outra com intensidade e fúria.

Em meio aquele desabafo alterado, ela tinha se erguido e mexido com os braços, quando terminou de falar, ouvirão um disparo e a foice caiu no chão, enquanto Margarete caia pro outro lado.

Temari olhou para Fred, podia sentir o calor do cano de sua arma, ele disparara, e fora perfeito, um tiro certeiro na arma quando ela estava longe do bebê, fazendo a outra cair.

Ele correu até Aiko como Temari lhe fez sinal e ela foi até Margarete, por um segundo teve pena dela, com certeza ela precisava de ajuda e rápido, porque sua loucura estava evidente. Ela se ajoelhou ao lado da outra que tinha um corte acima da têmpora no canto da testa que sangrava, correndo o liquido espesso e vermelho pelo rosto branco da outra, Temari segurou o rosto analisando o machucado com uma mão enquanto a outra começava a deixar a arma no chão.

Margarete deu um soco contra Temari, lhe acertando o rosto e fazendo ela cair pra trás, então a outra foi contra ela, dando um grito de raiva. Temari estava meio atordoada, mas conseguiu pegar um braço de Margarete, porém a perna dela lhe acertou uma costela, quando tentou fazer de novo, Temari lhe segurou a perna e puxou com força, fazendo a outra cair e deu a ordem.

_Leve Aiko daqui.

Fred ainda meio perdido pelo ocorrido demorou a entender que era com ele, mas ao ver que Mag vinha contra ele depois de se levantar ele voltou a acordar e segurou firme o bebê nos braços, que agora chorava bastante.

A Sabaku se ergueu de pressa e pegou a adversária por trás.

_Agora Fred, sai daqui.

Ele não esperou outra vez, só segurou o bebê e saiu correndo pelo parque nacional, enquanto as duas se engalfinhavam no cômodo.

Temari conseguiu derrubar a outra, se colocou sobre ela e lhe deu um soco no rosto, Mag conseguiu acertá-la também, mas não tirou a outra de cima de si, então segurou o rabo de cavalo da mulher em cima de seu corpo, e puxou com força, fazendo Temari soltar um grito e baixou o rosto pra perto do corpo dela, enquanto a outra tentava sair, mas Temari não cedeu, retribuiu a gentileza da dor com outros golpes, no fim as duas rolaram pelo chão trocando tapas, socos, chutes e pontapés, até que Mag alcançou a foice antes caída e fez um movimento a frente de seu peito contra a policial, lhe cortando desde o ombro até o fim da espadua sobre o peito, fazendo Temari cair pro lado com uma careta de dor.

_Sua vaca! Não vou desistir do meu planos e você não vai poder fazer nada, porque eu vou te matar.

_Você é baixa, mesquinha e covarde, não consegue nem lutar de maneira limpa, por isso é que Neji preferiu uma mulher de verdade como minha amiga o é, ao invés dessa bonequinha fria e imprestável. –disse Temari entre os dentes, se levantando com a mão no ombro cortado.

Mag ficou ainda mais enraivecida e partiu contra Temari, ainda segurando aquele objeto mortal, mas dessa vez a outra estava preparada, conseguiu segurar seu braço antes de lhe acertar de novo, se esqueceu da dor, deu uma cotovelada na barriga de Mag, fazendo a outra se dobrar de dor, então lhe deu um golpe na cabeça, a deixando muito tonta, lhe quebrou o braço e jogou a foice pra fora do local, depois olhou para Mag caída, se contorcendo de dor e seu braço rangeu de tanta dor, deixando Temari muito irritada.

_Eu senti pena de você, mas agora tenho nojo. Você escolheu a loucura, escolheu perder o controle, assim poderia se vingar, mas você não vai fazer mal nenhum a mais ninguém.

_Mas sempre vai te atormentar o fato de eu ter me deixado ser pega, ou melhor, de eu ter facilitado ser pega, você falhou, não conseguiu me encontrar sem que eu quisesse.

_Não precisa se orgulhar disso, eu acabaria com as mãos em você cedo ou tarde, porque cobras peçonhentas não conseguem ficar muito tempo em sua toca.

_Vadia.

Temari perdeu o ultimo fio de paciência e boa postura e deu um chute conte o rosto de Mag, a deixando desacordada.

_Vadia você vai ser quando estiver na cadeia, vão adorar brincar com você bonequinha. –disse Temari com um sorriso de satisfação.

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_Você está bem parceira? –indagou Fred chegando perto de Temari na maca.

_Estou sim, fora alguns hematomas e esse corte, estou cem por cento.

_Sinto muito ter falhado, eu a deixei sozinha.

_Você não falhou, obedeceu minha ordem e levou o bebê em segurança, fez o que tinha que fazer.

_Deveria ter voltado depressa, mas o socorro demorou a chegar e...

_Fred, não pense mais nisso, você fez o seu melhor.

_Acho que entrei nisso muito velho.

_Você foi perfeito, acredite em mim, e graças aquele colete que você me arrumou, o estrago no meu ombro não foi pior, eu poderia ter ficado sem o braço, então você me ajudou muito no fim das contas. –ela sorriu amável.

_Espero que fique tudo bem então...

_Vai ficar. Agora vá pra casa, vamos comemorar essa noite de natal em grande estilo.

_Está certo...

_O que foi, parece meio desanimado?

_Bom, não gosto de natal.

_Por que?

_Porque passa esse dia muito mais sozinho que todos os outros. –ele disse baixando o olhar e colocando as mãos nos bolsos.

_Sua família...

_Sou órfão Temari, nunca tive pais e eu tinha uma esposa, ela estava gravida, mas morreu em um acidente. –ele disse com pesar sem ter coragem de olhar pra ela.

_Eu sinto muito, eu não sabia. –ela disse se sentindo péssima, afinal ele sabia de tudo sobre ela, sempre cuidava dela, mas agora ela tinha noção de que não sabia nada sobre ele.

_Está tudo bem. –ele respirou fundo, apertou os olhos e depois a encarou, como se nada tivesse acontecendo e ele fosse só o homem despreocupado e cativante de sempre. –Mas adivinha só... Conseguimos que o hospital libere Aiko, ele já pode ir pra casa e o capitão mexeu os pauzinhos pra você mesma entrega-lo aos pais.

_Que ótimo, vou adorar essa satisfação.

_Então bora garota, temos que passar pediatria. –ele sorriu.

_Vamos sim e depois vamos leva-lo pra minha casa e passar o melhor natal de todos.

_ “Vamos?”

_Você vem comigo e passa o natal lá em casa, afinal quanto mais amigos melhor.

_Temari, isso realmente não...

_Isso é uma ordem, não está em discussão. –ela sorriu e pulou da maca. –Agora vem.

Temari conseguiu pegar Aiko e quando sentiu o peno nos braço pode ter ideia da falta que aquilo fazia a Tenten, então sorriu, ela teria um ótimo presente pra amiga e pra todos os outros que torciam por ela.

Ela foi pra casa com o pequeno e com Fred, e deixou o menino nos braços do parceiro na porta de seu apartamento do lado de fora.

_Porque isso?

_Porque vão vir com tudo pra cima de mim e vão fica na duvida do menino e dos meus machucados e depois, se entrar com ele lá assim Tenten e Neji morrem do coração.

_Se você acha... Mas eu tenho medo de machuca-lo. –disse Fred segurando o bebê meio sem jeito.

_É só ficar quietinho assim.

Temari entrou no apartamento e encostou a porta, vendo que todos seus amigos já estavam lá, afinal já era noite avançada e faltava pouco pra ceia.

_Tema! –Shikamaru correu de encontro a ela com os olhos cheios de preocupação ao ver que ela tinha um braço imobilizado e um corte no rosto.

_Se acalme eu estou bem.

_O que houve? –indagou os amigos preocupados.

_Onde se meteu desta vez? –indagou Gaara com o cenho franzido, mas muito preocupado.

_Já disse que eu estou bem, só mais um dia de trabalho... Veem, eu estou inteira, ou quase, mas firme e forte, certo?

_Nossa, que bom que você está bem, então venha, a gente está terminando a ceia, o peru está quase pronto. –disse Tenten prestativa.

_Que ótimo, mas eu quero é saber do champanhe gelado, cadê?

_Mas nós vamos tomar vinho Tema. –disse Ino meio sem entender o jeito da amiga.

_Pois então eu sugiro que alguém vá já buscar uma garrafa bem grande de champanhe, daquela que o Naruto estoura depois das inúmeras vitorias e bem rápido, porque vamos comemorar pro resto de nossas vidas. –ela disse sorrindo animada.

_O que foi, ganhou na megacena? –brincou Gaara.

_Não exatamente, mas o efeito é o mesmo.

_Nossa Temari, fala de uma vez o que está havendo, você está deixando a gente curiosa. –falou Sakura.

_Eu trouxe duas pessoas pra passar a ceia com a gente. –ela sorriu e segurou a mão de Tenten. –E uma delas é seu presente, seu e de seu futuro marido. –ela segurou a mão de Neji junto a delas, deixando ambos de boca aberta. –Eu fiz uma promessa e sei que demorei a cumprir, mas hoje eu cumpro a promessa e lhes devolvo o presente que ganharam de Deus em nome do amor, o amor de vocês.

_Tema... Tema... Você...? –Tenten tinha os olhos cheios de lágrimas.

_Espera ai... –Temari correu até a porta e trouxe Fred segurando o bebê nos braços, que Neji e Tenten ficaram admirando com os olhos cheios de lágrimas que desciam por seus rosto de forma incessante, mas como se não acreditassem eles apenas olhavam.

Temari acariciou a barriga do menino que mexeu um pouquinho e abriu a boquinha de sono, mexendo os bracinhos sobre a cabeça espreguiçando, deixando todos na sala com um sorriso no rosto,

_É o seu filho minha amiga, e é real, pode segurar.

Tenten olhou pra ela ainda chorando e depois de vagar segurou o bebê nos braços, o aninhando contra si, Neji a abraçou e passou a mão na cabeça do filho.

_Aiko...

Quase todos pela sala choravam de emoção e felicidade.

_Obrigada Temari, muito obrigada. Eu nunca duvidei de você.

_Você acabou de nos trazer de volta a vida. –disse Neji sorrindo.

_Apenas mais um dia de trabalho. –ela sorriu triunfante. –Mas Fred tem grande participação nisso viu.

_É claro, somos eternamente gratos. –disse Neji ao outro secando as lagrimas e depois lhe apertando a mão.

Chegou a hora da ceia e a felicidade era mais que geral, todos conversavam e riam muito animados, brincavam e cuidavam de Aiko, e faziam uma verdadeira festa, celebrando o renascimento de tudo aquilo, de todos eles.

Fred ficou encantado com aquele grupo de amigos, eles eram mais que apenas amigos, eram uma grande e feliz família, e transmitiam isso de forma muito forte e contagiante.

Shikamaru cuidou de Temari com zelo, fazia tudo que podia por ela, ainda mais com um braço imobilizado, e ela adorou ser paparicada e mimada daquela forma, ainda mais por ganhar vários beijos no meio disso, e interagia com todos os outros brincando e se divertindo.

Naruto contou várias piadas depois da ceia, os fazia quase morrer de rir, Gaara contou os momentos engraçados e encabulados das viagens dele e do Shikamaru, as meninas relembraram a coisas do colégio, e foi uma noite ótima que adentrou a madrugada, e observaram Aiko dormir tranquilamente nos braços da mãe que não o deixava por nada.

A festa foi celebrada até o amanhecer, quando Hinata se lembrou que eles ainda tinham que passar por papai noel.

_É mesmo gente, temos os presentes. –disse Ino animada.

Todos os pacotes estavam de baixo da árvore que eles tinham montado.

_Eu quero ser a primeira. –disse Sakura correndo pra pegar o presente que daria pro Sasuke.

Ele abriu com cuidado a embalagem e minuciosamente abriu a caixa da caneta, dando um grande sorriso depois.

_É linda.

_Acha mesmo?

_Claro que acho, nunca vou me esquecer de você enquanto me lembrar dessa flor. –ele sorriu lhe dando um beijo apaixonado.

_Quero que lhe dê muita sorte de agora em diante. –ela sorriu e ele foi pegar o presente dela.

_É incrível. –ela disse ao ver o conjunto de colar e brincos de rubi que ele lhe dera. Era simples, mas muito reluzente e bonito.

_É a única coisa que restou da minha mãe, meu pai deu pra ela quando se casaram, ela usou na noite do casamento. –ele disse sorrindo e ela ficou sensibilizada, lhe dando mais um beijo.

_Bom, minha vez. –disse Hinata. –Naruto, meu amor, espero que goste.

Ele abriu o presente e ficou sem ar, com os dois olhos azuis intensos reluzindo.

_Isso... Isso... Minha nossa, você é de mais mesmo, é incrível.

_Quem sabe assim você protege bem essa sua cabeça dura. –ela sorriu amável e divertida, recebendo um beijo em troca.

_Nossa, agora não vou poder responder a altura. –ele disse pegando o presente dela. –Mas espero que entenda que é com muito carinho.

_Naruto, isso é impossível. –ela disse boquiaberta ao ver um par de ingressos pra maior apresentação de balé da companhia russa mais famosa do mundo.

_Consegui com um cara ai. Ele apostou que eu não conseguiria uma namorada, agora ele está morte de inveja por eu ter a melhor mulher do mundo do meu lado. –ambos sorriram e ela o abraçou forte, pra depois lhe dar um selinho.

_Tchan-tchan-tcharam! Minha vez. –disse Ino correndo e trazendo o presente de Gaara. –Espero muito que goste.

_Ino você é maluca? Isso custou uma fortuna. –ele disse bobo pelo presente.

_Você vale cada centavo, mas não é isso que importa, quero saber se gostou?

_É a coisa mais incrível que já ganhei na vida. –ele disse a apertando contra si em um beijo. –Agora seu presente.

Ino abriu uma caixa e havia um vaso com terra dentro e ela não entendeu muito bem, então ele tratou de explicar.

_Ai dentro está a muda da rosa mais rara já criada, foi feita especialmente por um cientista pra mulher dele que estava em coma, dizem que quando a muda floresceu, a mulher acordou, depois de vinte anos, é um caso histórico de coma.

Ela o olhou admirada, já ouvira falar da tal rosa e ficou sem palavras, então apenas o trouxe para mais perto e o beijou.

_Sendo assim, acho que é minha vez. –disse Tenten se levantando e Hinata segurou Aiko.

Neji abriu o presente que ela trouxe e adorou o livro, sem contar que ele valia bastante, era um objeto inestimável pra ele que adorava aquelas obras.

_Você é impossível mesmo. –ele riu pra depois a beijar. –Só você pra encontrar algo assim. Vou ter que caprichar.

Ele lhe deu uma caixa cheia de buracos com um laço vermelho.

_Isso parece um queijo suíço. –ela brincou enquanto abria a caixa, mas se assustou ao ver um cachorrinho pular pra fora da caixa, com a língua de fora e abanando o rabinho, e na coleira trazia um anel com um diamante.

_Nosso filho está de volta, nossa casa nos espera, agora temos um cachorrinho e... –ele se ajoelhou na frente dela tirando o anel da coleira do cachorro. –Casa comigo? –ele olhou fundo nos olhos dela.

_Neji...

_O divórcio está pra sair, mais umas semanas e está tudo acabado, tudo isso vai ficar enterrado no passado e eu quero construir meu futuro e meu presente do seu lado, a quero como minha esposa. –ele disse sorrindo.

_Eu aceito, eu quero me casar com você. –ela disse ficando tonta de felicidade.

Ele colocou a aliança no dedo dela e se levantou, a pegando no colo e a beijando intensamente, enquanto os outros aplaudiam e assobiavam.

_Finalmente vida completa. –ele disse sorrindo.

_Não, falta o nome do cachorrinho, oras. –disse Hinata brincando com o cãozinho branco e peludinho.

_É verdade. –disse Neji. O que você acha Tenten?

_Hum... Que tal Ping? –o cachorro latiu e abanou o rabo. –Acho que ele gostou, então é Ping.

Temari olhou pra Shikamaru e enrubesceu, estava morta de vergonha e desolação por não ter conseguido pensar em nada e nem ter dado nada a ele, e ele percebendo que ela estava sem ação, ele trouxe o presente dela.

_É pra você. –ele estendeu o embrulho pra ela.

_Shika...

_Vamos abra, meu amor.

Ela ficou na dúvida e por fim foi abrir, então ele veio ajudar, mas ai ela achou de mais, não estava invalida, oras.

_Pode deixar, eu consigo. –ela disse o afastando delicadamente com um sorriso torto.

Ela abriu o presente e era uma corrente de prata com um pingente de uma replica de uma medalha de honra por bravura que só tinha sido entregue uma vez, e fora a muito tempo. O pingente era quase do tamanho da palma da mão dela, feito de prata, ouro e madrepérola, mas ainda sim tinha uma leveza de fabricação e detalhes que fazia daquele acessório um amuleto pra ter sempre junto.

_Ouvi dizer que o policial que ganhou essa medalha jamais a tirava do peito, ele a usava como sinal de que havia morrido e sido mandado de volta, e numa noite, durante mais um trabalho ele levou um tiro, mas não morreu, a bala acertou a medalha e ela está no museu municipal como prova de que ele pode não estar mais nesse mundo, mais ainda vive, porque um espirito como o dele nunca morre e a providencia divina nunca o abandona.

_Pesquisa árdua, não? –ela brincou sorrindo de leve.

_Tive um tempinho livre do seu irmão. –ele riu.

_É lindo e muito especial. –ela disse amável.

_Nada comparado a você. –ele disse a beijando.

_Eu não tenho nada pra lhe dar, eu... –ele colocou o indicador sobre os lábios dela.

_Você já me deu quando me perdoo e quando está perto de mim. –ele disse gentil e de vagar.

Ela sorriu e o beijou de novo, o abraçando em seguida, mesmo que só “meio abraço”.

Fred que ficou observando tudo suspirou e sorriu, não tinha mais sua esposa, não tivera a oportunidade de ter um filho, estava tão empenhado em sua nova profissão que quase não tinha amigos, mas com certeza estava mexido e mudado ao perceber como a vida dá voltas, como tudo pode mudar, e por fim abriu mais o sorriso e pensou:

“Pode ser clichê, mas não é balela. Não há bem que seja eterno e nem mal que dure par sempre”.

E naquele dia todos os problemas foram esquecidos, porque a felicidade cura qualquer ferida.

Notas finais
ufa, finalmente acbou né?!
mas eu confesso que foi um capitulo que eu adorei escrever, me empenhei muito em tudo e acho que o resultado ficou bom... claro, havera alguns erros de digitação e afins, minhas vistas já estão cansadas de tanto repassar esse capitulo, e eu vou revisá-lo depois afim de sanar certas coisas, mas acho que de conteudo, esse ficou bom...
estou mesmo orgulhosa deste trabalho e espero continuar proporcionando ótimos trabalhos pra vocês...
um beijo a todos e até o proximo...