Encontros e Desencontros

40 Capítulo 41 - (Re)Nascimento - parte I


Notas iniciais
boa leitura...

Mais algumas semanas se passaram, o casamento de Sakura estava ainda mais próximo e com isso o natal também. Em menos de uma semana seria natal e todos os amigos estavam reunidos planejando o fim do ano, não como imaginaram que seria, pois ainda não tinham conseguido recuperar Aiko, mas ainda sim estava um clima ótimo de festa, fraternidade e esperança.

O clima poderia ser abalado pelas ligações que Sakura recebia, por isso ela acordou e achou melhor não dizer nada, no entanto as ligações aconteciam agora duas vezes por dia e ela estava começando a ficar mais que preocupada, estava começando a ficar irritada, por isso se empenhava nos preparativos natalinos a fim de espairecer.

_Pois eu faço questão que a ceia seja aqui em casa, nada mais do que justo oras. –disse Ino.

_Bom, já que é tão importante assim, não tem problema, passamos a noite de natal aqui, e almoçamos com nossas famílias. –disse Naruto sorrindo alegre.

_Então eu acho que devemos parar o corre-corre e montar logo a arvore de natal, é uma vergonha faltar duas semanas pra noite de natal e a gente nem ter montado a arvore ainda. –disse Sakura sorrindo com as mãos na cintura.

_Vamos montá-la esse fim de semana então, todo mundo junto. –sugeriu Neji.

_Adoro o espirito de natal. –sorriu Hinata juntando as mãos e fechando os olhos, de uma maneira muito meiga.

_Combinado então. –disseram todos.

O celular de Sakura tocou, mas ele estava no silencioso, apenas vibrou sobre o balcão da cozinha, Temari tinha ido dar uma olhada no chocolate quente que estavam preparando e por isso viu o aparelho brilhar e vibrar sobre a pedra do balcão, viu que era um numero oculto, e então atendeu, pra poder passar pra Sakura a tempo, mas ao por o aparelho no ouvido ela só ouviu aquela respiração pesada, e mais nenhum som ou palavra, então foi mais pra dentro do apartamento e disse alô, mais de uma vez, perguntou quem era, mais só ouviu a respiração pesada que se entre cortou alguns momento depois e colocou fim a ligação.

Temari franziu o rosto achando aquilo muito estranho, e quando voltava pra sala se deparou com Sakura vindo em sua direção.

_Oras Tema, foi colher o cacau pra fazer o chocolate?

_Não, na verdade estava atendendo seu telefone. –ela balançou o aparelho na frente dos olhos verdes da amiga.

Sakura ficou sem ação, sabia muito bem quem ligava naquele horário, quer dizer, saber bem é só força de expressão, ela sabia que sempre era aquela respiração pesada a lhe importunar.

_Sakura, está acontecendo alguma coisa que eu deveria saber? –indagou Temari percebendo o medo passar pela expressão da rosada.

_Meninas, o que está havendo? –indagou Sasuke atrás delas.

Temari olhou pra Sakura a sua frente e de costas pra Sasuke, e viu que ela estava congelada, não queria que o noivo soubesse ou imaginasse aquilo.

_É que eu tenho um segredo pro chocolate perfeito, estou terminando ele, já, já nós vamos. –disse Temari com um sorriso.

_E vai ensinar o segredo a Sakura? –ele indagou sorrindo debochado.

_Um homem se conquista pelo estômago, tenho que ensinar algumas coisa pra ela então. –disse Temari brincando.

Sasuke assentiu e nem reparou que Sakura não parecia bem, apenas saiu, como Temari parecia alegre, a outra estaria também, não é?

_Haruno, o que está havendo?

_Ai Tema, eu não quero que ninguém saiba sobre isso. –disse a rosada por fim.

_É, eu notei, mas comigo você vai ter que falar.

_Eu queria mesmo falar com você, mas com tudo que tem acontecido, com meu casamento, não quero mais isso em nossas vidas.

_Mas temos que cuidar de todos, e se você está com problemas...

_Não estou. São só algumas ligações malucas, mas não é nada de mais.

_Como não? Aquilo é muito estranho e pelo que posso ver já tem algum tempo que está acontecendo isso e mais de uma vez, não é?

_Como sabe?

_Sou policial, investigadora, o que espera?

_Está bem, mas não quero que Sasuke saiba, pelo menos até o casamento, não quero mais essa confusão.

_Está pedindo a minha pessoa que sempre cuida de todos, menos de mim mesma pra simplesmente não me importar com você e seus problemas que eu posso ajudar?

_Só espere meu casamento, depois disso, pode fazer o que quiser.

_Seu casamento é em um mês, tem ideia de como cada segundo é importante, de tal maneira que um mês pode ser um milénio e...

_Por favor, Temari, por favor, espere ao menos as festas então, pelo menos o natal. –Sakura disse suplicante. –Tenten já sofreu de mais, finalmente estamos todos juntos e felizes, então ao menos espere o natal, por favor.

Sakura pode ver a veia na têmpora de Temari pulsar, característica precisa quando a loira estava enfurecida, mas acuada ao mesmo tempo, ficando ainda mais furiosa.

_Está bem, vou segurar esse assunto até o fim do natal, mas esqueça essa promessa como um pedido de ano novo, entendeu bem? Isso é muito sério Sakura.

A rosada pareceu sentir uma ponta de preocupação maior do que deveria na voz de Temari, mas não disse nada, sua vontade estava sendo atendida e ela só queria um pouco de paz.

Elas serviram as canecas de chocolate quente e voltaram a conversar com a turma, porém Temari estava calada, mas ninguém pareceu achar aquilo anormal.

O tempo passara voando, o natal estava batendo a porta.

A véspera de natal estava reluzente, o frio cortante, mas ainda sim especial, e apesar disso, os fracos raios de sol eram tão cheios de cor que reluziam pela cidade, enquanto as pessoas faziam suas últimas compras, o clima de união e paz reinava e cantigas de natal suavam por todo lugar.

_Me passa a manteiga. –disse Hinata.

_Eu quero o sorvete, temos uma sobremesa aqui meninas. –disse Sakura sorrindo.

_Eu ainda acho que esse sorvete tinha de ser de chocolate. –retorquiu Tenten dando palpite.

_Pra você tudo se resume a chocolate. –disse Temari rindo.

_Saiam pra lá, a rabanada está chegando. –disse Ino espalhafatosa.

Elas brincavam e sorriam enquanto preparavam a ceia de natal, que seria tão caprichada que começaram a prepara-la ainda pela manhã.

_Gente, não sabem o que comprei pro Gaara. –Ino disse saltitante provando uma cereija que roubara da cesta de frutas que Sakura arrumava.

_Parece ser algo realmente empolgante. –disse Temari observando a cunhada e ficando feliz por ver o irmão ter alguém tão apaixonada por perto.

_Ouviram falar naquele leilão da palheta e da munhequera que aquele cantor super tope do rock estava fazendo na internet?

_Claro, ele estava leiloando pra ajudar uma instituição de caridade, eram os objetos que ele tocou no show da abertura do festival mundial de rock. –disse Temari.

_Pois é, eu arrematei o leilão. Foram quase todas as minhas economias, mas valeu cada centavo, eles viram especialmente pra mim e com autógrafos e tudo mais.

_O Gaara vai morrer quando ver isso.

_Não espero tanto, mas se ao menos desmaiar estarei satisfeita. –disse Ino reluzente.

_Eu comprei um capacete pro Naruto, vocês tem que ver a coisa mais linda que ele é. Apesar de não ser nenhum item de coleção de um piloto, ao menos consegui um autografo importante daquele cara que foi campeão do mundo sete vezes na formula1 e o Naruto admira.

_Como conseguiu? –indagou Tenten atônita, sabendo que era algo incrível.

_Digamos que meu pai sabe patrocinar as coisas. –ela sorriu.

_Pois eu vou dar ao Sasuke uma bela caneta que vi pó de ouro branco e pedras indianas, ela é linda, mandei gravar o nome dele e a flor que ele viu no arranjo quando nos conhecemos, é pra dar muita sorte em todos os processos que assinar. –disse Sakura contente.

_Tenho certeza que ele vai adorar, ele sempre gosta de relembrar as coisas. –disse Ino sorrindo.

_Eu comprei pro Neji um livro raro do nosso autor favorito. Ele é alemão e na época do Nazismo queimaram vários exemplares por ir contra os ideais da época, mas restaram alguns exemplares que já tinham se perdido pelo mundo.

_Tamos poderosas em... –disse Tenten rindo.

_E você Tema, o que vai dar ao Shika?

_Pra falar a verdade eu ainda não sei.

_O que? –as outras disseram atônitas.

_Eu não sei o que dar pra ele, sou péssima em escolher presentes, e depois não tive tempo pra isso, se esqueceram que trabalhei até ontem? Hoje não vou achar nada e as lojas vão estar cheias de pessoas estressadas, então depois vejo isso.

_Temari, acabou de voltar com ele e já está sendo relaxada? Ele é seu namorado depois de um bom tempo, está todo romântico e você nem vai lhe dar um presente de natal? –disse Sakura.

Um fuzuê começou na cozinhas com as quatro falando na cabeça de Temari, até que ela dá um grito:

_Silêncio!

As meninas assustadas se calaram.

_Também não precisa ser grossa assim, a gente só estava...

_Psiu! –disse Temari franzindo o cenho e então um barulho conhecido lhe invadiu os ouvidos. –Ah não, está de brincadeira. –ela resmungou indo até a sala.

Ela revirou as almofadas do sofá e encontrou seu bip da policia vibrando com uma mensagem.

“Novidades no Canadá, corra pro departamento, é urgente!”

Ela encarou as amigas e depois voltou a olhar o bip.

_Sinto muito meninas, tenho que ir.

Temari prendeu o bip no cinto e começou a desamarrar o avental.

_Aonde vai?

_O dever me chama Hina.

_Mas é véspera de natal!

_Infelizmente os bandidos não escolhem o dia pra aparecer. –ela jogou o avental pras meninas. –Vou voltar pro jantar, eu prometo.

Ela deu uma ultima olhada nas meninas, principalmente em Tenten e respirou fundo, saindo correndo em seguida, depois de pegar o casaco perto da porta.

Temari dirigiu feito louca até o departamento, encontrando com Fred que chegava apresado também, nas escadarias de entrado do prédio.

_Parece que sua amiga resolveu dar as caras. –ele disse abrindo a porta e dando passagem a eles.

_Só espero que ela não escape de novo.

_É natal, tenha um pouco de fé. –ele disse sorrindo.

_É, acho que é um bom momento pra começar a ter fé.

Eles subiram encontrado o capitão a espera deles com mais alguns policiais prestando atenção ao que ele dizia, mas ele se interrompeu com a chegada dos dois responsáveis pelo caso.

_Minha nossa, quantas multas conseguiram pra chegarem aqui tão de pressa? –disse o capitão puxando os dois pra perto dele.

_Digamos que foi um caminho um pouco tortuoso. –respondeu Temari. –Mas o que temos?

_Nossos observadores viram nossa amiga adentrando o parque nacional e ela não saiu mais de lá até agora, temos grandes chances de encurrala-la.

_Mas precisamos de um mandado e...

_Temari, já lhe disse que deus sempre proverá. –disse o capitão com um sorriso de canto.

_Esse negocio está ficando muito religioso pro meu gosto. –ela disse rolando os olhos pelo teto. –Mas então temos o mandado...

_Garanto que ele estará em sua mão antes que possa se aproximar da Margarete.

_Certo, e ainda bem que hoje o parque está fechado, mas mesmo assim precisamos ficar de olho ela deve ter pensado em todas as saídas possíveis.

_Aqui, eu tenho uma planta do prédio na minha mesa. –disse Fred buscando um rolo de papel grande.

Temari observou bem o mapa e depois disse:

_Vamos ter que fazer duplas.

_Temari, há pelo menos vinte policiais aqui, e apenas duas entradas. –disse Fred baixinho, apenas pra parceira.

_Há duas portas, principais pra entrada e saída de publico, mas duvido que foi aqui que ela foi vista. –disse Temari erguendo os olhos verdes reluzentes e aguçados de felina até o capitão.

_Não, ela foi vista no setor do empregados...

_Que o lugar mais próximo a ala do Canadá. Então aqui temos mais uma possível rota de fuga, somando três. Há ainda os dutos de ventilação com duas saídas de ar, a passagem dos animais novos, o fundo da ala veterinária, o setor de recolhimento de lixo, os dutos que descem os artigos pra lavanderia e uma saída direto pro esgoto.

_Ela não...

_Eu não duvido de nada daquela mulher. –ela ergueu o corpo e os olhos encarando o pessoal reunido na sala. –Sei que é pedir de mais pra vocês fazerem parte disso hoje, porque adorariam estar com suas famílias, mas por causa dessa mulher, um pai e uma mãe estão sem seu filho no natal, então vamos dar uma lição nela, afinal, ninguém põe as mãos em nossas crianças e sai ilesa. Eu prometo, quando tudo isso terminar, vamos voltar pra comer peru quente e esperar o papai noel. –ela riu de canto, sendo acompanhada pelos demais. –Entendido?

_Sim, senhora.

_Ótimo. Agora vamos lá, não vamos deixar que ela nos faça de bobo de novo.

Todos começaram a se arrumar e os carros começaram a sair.

_O mandado está a caminho. –comunicou o capitão.

_Tudo bem, já estamos a caminho. Vamos pegar ela dessa vez, eu posso sentir.

_Conto com isso. Boa sorte. –disse o capitão.

Fred segurava a porta pra Temari correndo em sua direção e colocando o revolver na cintura, na outra mão ele segurava um colete a prova de balas pra ela.

_Vamos nessa.

Ele assentiu e correu atrás dela. Entraram no carro do batalhão e seguiram para o departamento nacional, mas desta vez em total silêncio, eles tinham mandado pra assegurar isso, e quanto mais se aproximavam, mais pediam aos céus com fé, pra tudo desse certo e que Aiko fosse passar seu primeiro natal em casa, nos braços de seus pais.

Notas finais
bem galerinha, mas um capitulo...
agradeço de coração cd reviwes q eu recebi, fiquei tão lisongeada e tão entusiasmada por ver vocês tão ansioso e apegados a fic q juntei forças e fiz ginastica com o tempo pra escrever esse cap., então espero q vcs gotem de coração...
nos mais, continuem acompanhando, comentem, recomendem... enfim, façam td o q têm direito. hehehehee
até o proximo...