Encontros e Desencontros

39 Capítulo 40 - Enfim...


Notas iniciais
boa leitura pessoal...

_Temari, aqui está. –disse Fred dando um pulo na cadeira acordando de seu transe.

Faziam vinte e três horas, quatorze minutos e vinte e oito segundos que os dois estavam naquele departamento revirando os seus dois casos.

_Finalmente uma noticia boa.

_Essa é muito boa. Cruzei as informações do depoimento do Neji com as investigações sobre o carro, e adivinhe só, seus versículos bíblicos eram também coordenadas, mas de um Canadá bem mais próximo.

_O que quer dizer com isso?

_Sabe o parque nacional? Ele tem uma ala chamada Canadá, com vários coalas e afins, mas é de lá que saem as pessoas de serviço no parque, de alguma maneira podemos encontrar algo lá.

_Neji disse que ela adorava aquele parque, pode ser que tenhamos sorte, o único problema é que é um acervo nacional, não vamos poder ir até lá revirar sem um mandado e depois, ninguém vai nos dar um mandado só com nossas suspeitas, precisamos de provas.

_Não quer arriscar falar com o juiz, de repente...

_Ele já está pra poucos amigos depois do fuzuê que fizemos no monte, então é melhor irmos de vagar. Designe alguém pra vigiar o parque, uma hora ou outra Mag vai ter que sair da toca, e quero ter certeza que um par de olhos a verá.

_Vou por os melhores nisso, pode deixar. –ele falou e depois abriu a boca de sono.

_Estou te matando não é? –ela disse sorrindo.

_Nunca pensei que seria fácil trabalhar por aqui, muito menos que seria moleza com você, então não se preocupe, e depois, acho que ainda tem café na cozinha, quer uma xícara?

_Cairia muito bem. –ela disse se sentando na mesa dele e ele se ergueu indo pegar o café, enquanto ela olhava o interrogatório que fizera com o outro suspeito bem mais durão, que não lhe revelou nada, mas ao menos conseguira uma amostra da letra dele e comparando com a do caderninho de endereços e afins, eram idênticas.

Ela estava muito concentrada, e nem deu bola quando viu alguém se aproximar, só estranhou quando mais alguém se aproximou.

_Temari, acorda, não está vendo que tem visitas? –disse Fred sorrindo e se sentando ao lado dela, com um copo de café.

Temari olhou o outro e achou que estava em outro sonho, porque ali estava Shikamaru, bem agasalhado com copos de café na mão.

_Bom dia. –disse Shikamaru por fim, com um sorriso amarelo.

_Bom dia. –ela disse ainda em transe.

_O café está ótimo. –disse Fred por fim, vendo que os dois estavam calados.

_Ah, eu trouxe café, sem leite, mas muito creme. –dessa vez deu um sorriso simpático verdadeiro.

_Meu favorito... – ela disse pegando o copo de cabeça baixa, como se aquilo a deixasse triste.

_Que bom que consigo ainda me lembrar de certas coisas importantes. –disse Shikamaru amável, mas ela não disse nada. –Então está mesmo dando duro, não?

_É preciso não? Alguém tem que trabalhar nesse setor publico. –ela sorriu de brincadeira e ele retribuiu.

_Deve estar ganhando bem como investigadora, pra trabalhar tanto.

Fred e Temari riram.

_Nem mesmo que esse fosse o país com mais valorização no setor conseguiriam pagar o que se deve por nosso trabalho. –eles disseram rindo.

_Então é pelo dever cumprido. –disse Shikamaru gentil e confiante.

_Sempre. –responderam.

_Bem agora que estou quente, vou dar a ordem pra ficarem de guarde e depois vou deixar nossos relatórios com o capitão. –disse Fred pulando e ficando de pé.

_Fred, você precisa do seu dia de folga, então é bom sumir das minhas vistas por um dia ao menos. –disse Temari com sua voz de comando.

_Sinto lhe decepcionar, mas sou seu parceiro e não seu subordinado, ainda vai me aturar por aqui, e depois, não pense que você vai ganhar essa sozinha. –ele riu. –Mas não se preocupe, vou me dar meio dia de folga, está bom assim?

_Está ficando insolente, não? –ela riu. –Mas está bem por hora, e aliás, quando voltar, traga minhas cem pratas que está devendo.

_Dever pra pobre é terrível. –disse Fred rindo.

Ele foi até a loira a afastou um pouco pra pegar uma pasta cinza sobre a mesa.

_Desculpe, esqueci que estava fora do meu lugar.

_Está tudo bem, já estou de saída, só cuidado pra não manchar minha foto com a Dila quando derramar o café. –ele fez uma cara de graça e depois saiu.

_Pelo menos ele é divertido. –disse Shikamaru sorrindo.

_É um grande homem, com certeza levaria um tiro por mim, mas prefiro o manter em segurança, ainda tem muito o que aprender.

_Pelo menos lhe deram a melhor professora. –disse o outro gentil.

Temari se enrubesceu um pouco, e baixou os olhos, pra então tomar mais um gole do café.

_Mas a que devo a honra? Não veio até aqui com esse frio da manhã só pra me trazer um café.

_E porque não? Posso gostar de fazer gestos de gentileza?

_Claro que pode, mas não quando se trata da mulher que você deixou aos gritos e prantos no meio da rua sem nenhuma explicação plausível pro abandono.

Ele tinha se esquecido de como ela podia ser violenta só com a voz e o olhar.

_Bom, com ela eu deveria ser mais gentil ainda, não concorda?

_Vamos parar com a enrolação, não somos pessoas disso, então porque não diz logo o que quer aqui?

_Quero seu perdão. –ele soltou de uma vez, sem nem bem ela ter terminado a frase, a pegando de surpresa e vendo um monte de gente os encarar pelo departamento que começava a encher de novo depois de uma noite longa de frio na cidade.

Temari o pegou pela mão, se levantou e o arrastou até a sala de interrogatório, fechando a porta atrás deles.

_Não queria ter saído da sua cada daquele jeito, ainda mais depois de ter dormido com você, mesmo que só dormido ao seu lado, mas fiquei sem ação e tinha negócios importantes pra resolver.

_Mas você foi embora, depois de eu sonhar que de novo tinha me entregue a você, mas não precisa vir até aqui e nem pedir meu perdão, eu não vou mais lhe importunar, e como é impossível que nunca mais nós nos encaremos, já que nossos amigos são os mesmos, então me acostumo com sua presença e só. Nada de culpa, nada de nada pra nenhum dos dois.

_Então pra você já acabou mesmo?

_E não deveria? Não era o que você queria? Me desculpe, mas eu não vou ficar chorando por essa perda que eu não escolhi querer.

_Temari, eu te amo. –ele disse encarando os olhos dela.

_porque está fazendo isso? –ela disse irritada. Me diz, porque está fazendo isso? Você me deixou, me fez sofrer e...

Ele segurou o rosto dela com as duas mãos, e a encarou de perto.

_Eu tenho vontade de me matar cada vez que penso nisso, que a fiz derramar uma lágrima, e eu sei que não posso mudar o que eu fiz, não vou pedir que me aceite de volta, isso seria egoísmo de mais, mas eu peço... Não, eu imploro, me perdoe, eu não posso viver com a dor de ser tão burro ao ponto de ter feito tanta canalhice com você.

Ela o olhou meio assustada ao ver que ele tinha os olhos marejados, as palavras carregadas de sentimentos e a voz embargada pelo choro e pela semsibilidade.

Shikamaru engoliu seu orgulho e se ajoelhou na frente da loira.

_Por favor, me bate, me xinga, me prende, faça qualquer coisa, mas não diz que me odeia, não diz que não é capaz de me perdoar.

_Nara, levanta, eu nunca quis que você fizesse isso.

_Eu não me imposto de fazer, aliás, eu sou capaz de qualquer coisa por você. Um tiro é pouco, eu pulo desse prédio, eu grito pro mundo que sou um idiota, eu me estendo no chão pra você me pisar, só não diz que me odeia, que eu te fiz sofrer de uma maneira que você não pode nem ao menos me ver, isso eu não suporto.

_Seu orgulho...

_Meu orgulho que vá pro inferno! Por orgulho fiquei chateado pelas suas palavras na festa, por orgulho me deixei levar pela maluquice do ciúme, e por orgulho eu lhe deixei naquele dia, mas saiba que depois que dei conta que nada feriu mais meu orgulho do que a ver gritar e me chamar de mentiroso, porque eu não menti, mas deixei você pensar que eu a enganei.

_Você disse que me aceitava e que...

_Tudo o que disse naquele dia na praia era verdade, mas chegando aqui, no mundo real, tive medo. Eu fui e ainda sou muito fraco, mas meu sentimento por você não, ele é a única coisa solida que tenho comigo e dentro de mim, então me perdões meu amor, por favor.

Temari o olhou admirada por tamanho ato de altruísmo e resignação.

_Levanta. –ela disse séria, retomando sua pose.

_Tema...

_Levanta! –ela desta vez ordenou.

Ele baixou os olhos deixando uma lágrima rolar por seu rosto, e depois se ergueu, e ficou olhando pra ela, esperando a próxima ordem.

_Queria lhe dar um belo tapa na cara pelo que me fez sofrer. –ela disse dura, o fazendo derramar mais uma lágrima. –Mas eu tenho que admitir que fui infantil quando dancei com aquele homem pra te deixar com ciúmes. Eu sofri, eu tive raiva, eu quis e ainda quero te fazer pagar por eu pensar que você mentiu pra mim, só que eu não consigo, não posso fazer nada disso, porque não posso te machucar. Eu te perdoe Shikamaru, e entendo seu sentimento, sei que ele é verdadeiro e sei que tem medo, mas se quer realmente ficar bem comigo, nunca mais compare a atitude da sua ex com alguma atitude que eu possa ter, porque eu não me rebaixo a esse nível.

_Não quis compará-las, apenas não confiava suficientemente em mim pra ficar com você e fazer por merecer você.

_Você só tem que ser você mesmo, isso basta pra qualquer mulher saber que tem muita sorte por te ter ao lado. E agora, me perdoe pela cena na festa, me perdoe por falar com aquele homem no café, mas nada foi de caso pensado e nem em pensamento eu te trai, apenas admirei o outro por ele ser o que ele é, mas você sempre é mais, você é simplesmente você, o contador sério e genioso, em todos os sentidos, que trombou comigo no estúdio de balé, e sendo assim, você se tornou o homem que eu não deixo de amar. –ela baixou a voz melosa que ficara por se entregar daquela forma.

_Diz de novo. –ele disse com um sorriso e com algumas lágrimas.

_O que? –ela disse também sorrindo.

_Diz de novo que não deixou de me amar. Por favor, diz.

_Eu ainda te amo, te amo muito, te amo de mais, de mais... –ela disse alargando o sorriso.

Ele a segurou em um abraço forte, com um braço enlaçando sua cintura e com o outro contornando seus ombros e segurando sua nuca.

_Eu te amo Temari, eu sinto muito por tudo, mas eu sempre te amei. Eu ainda quero muito morar com você, viver do seu lado, e me redimir todos os dias das nossas vidas pelo erro grotesco que eu cometi.

Ela o afastou de vagar e olhou nos olhos dele, enquanto usava o polegar esquerdo pra lhe secar as lágrimas que haviam manchado seu rosto perfeito.

_Não quero sair daqui nunca mais. Lea se mexeu nos braços dele e contra seu corpo.

_Ótimo, porque nunca mais a deixo sair. Volta pra mim?

_Ainda preciso dizer?

Ele a tomou em um beijo romântico e apaixonante, e Temari preferiu mil vezes aquele momento que sabia que era real pelo calor que invadia seu corpo, do que só o sonho bom que tivera a algum tempo que parecia muito distante deles agora.

Notas finais
mais um capitulo pra por um fim nessa novela q foi este casal, espero q gotem e q esperem pelo o q vem por ai, já que gora estão todos juntos, está na hora de começar a solucionar alguns problemas e revelar outros...
até o proximo...