Encontros e Desencontros

34 Capítulo 35 - Traga-o de volta


Notas iniciais
vou ser sincera, estou com medo de postar esse capitulo, pq sei q ele vai ser um marco pra fic, assim como algo q vai abalar bem quem lê e a mim q escreve, mas espero q vcs gostem de emoções fortes e q contem até dez antes de começar a ler...
boa leitura...

O quarto em que Tenten estava na maternidade jazia abarrotado de flores e mimos trazidos por seus amigos, deixando o lugar alegre e cheio de vida pra que agora ela pudesse descansar um pouco.

Ela já havia dado de mamar pra Aiko, e fora a coisa mais incrível de sua vida, ver que ele dependia dela até pra se alimentar bem era maravilhoso, e Neji, que estivera sempre ao seu lado, achava tudo incrivelmente belo e apaixonante.

Agora que o casal estava a sós no quarto, o moreno acariciava os cabelos chocolates da mulher deitada contra seu peito, ambos dividindo a pequena cama do hospital em silêncio, com ele cuidando e protegendo ela, que adorava aquele carinho.

_Meus pais ainda não vieram ver o neto. –ela disse depois de um longo tempo, com a voz baixa.

_Seus pais não aprovam nosso relacionamento desde o começo. –ele disse calmo.

_Eu sei, mas pensei que quando soubessem sobre o neto... –ela suspirou sem terminar.

_Seus pais estão bravos por você ter tido um filho de um homem casado e casado com uma menina que vivia dentro de sua casa. Tenten entender que é difícil pra eles verem isso como uma coisa possível, certa.

_Sou filha deles, essa criança é sangue do sangue deles, poderiam ao menos pensarem em nossa felicidade.

_Tenten... –ele levou a mão ao queixo dela e a fez lhe encarar. –Acho que você está sendo um pouquinho injusta. Aiko acabou de nascer e nós já somos capaz de tudo nessa vida por ele, e faremos de tudo para o bem estar dele, então é só isso que seus pais querem, estão tentando fazer você ver o que eles acham que é certo, e eles não acertam sempre, como nós também não iremos apenas acertar.

_É, nisso você tem razão, mas eu gostaria muito que meu filho pudesse ter a família toda a volta dele. Me lembro quando meus avós me levavam pra casa deles nas férias, de como eu adorava o perfume leve de minha vó e a voz rouca do meu avô quando me contava historias. –ela sorriu.

_De mesmo ser ótimo.

_Me desculpe, eu me esqueci que você quase não tem família e que...

_Não se desculpe, isso não me abala, e concordo com você, seria ótimo os ter por perto, mas dê um tempo a eles, aos poucos nós nos aproximamos e eles vão amar o neto assim que o virem.

_Porque eu acredito em tudo o que você me diz? –ela sorriu admirada.

_Porque jamais seria capaz de mentir pra você. –ele sorriu de volta, cheio de amor.

Eles trocaram um beijo tranquilo e romântico, e depois voltaram a se abraçar.

_Ouvi dizer que os meninos vão cair na estrada de novo.

_Sim, Gaara e Shikamaru vão viajar em três dias.

_Como a Tema está reagindo a isso?

_Hinata me disse que ela não fala no assunto, está trabalhando no caso do Gaara e só fala com as meninas quando é mesmo necessário, do contrario fica no quarto vendo relatórios e afins.

_Ah minha amiga... Ao menos os outros estão bem.

_Estão sim, e vão fazer uma festa de boas vindas pra você e nosso garoto em nossa nova casa.

_Jura? Que maravilha, mal posso esperar pra nossa família ir pra casa. –ela sorriu de uma alegria gigantesca.

_Eu também estou muito empolgado. –ele admitiu com um sorriso.

_Acho que ser feliz assim deve ser pecado, porque não existe ninguém mais abençoada e feliz que eu no mundo.

_Quero manter essa felicidade na sua vida pra sempre.

Eles trocaram um selinho e alguém bateu na porta do quarto.

_Deve ser nosso filhote, está na hora de dar de mamar. –disse Tenten, e Neji se levantou da cama. –Pode entrar. –disse a morena sorrindo.

Sakura adentrou o quarto, mas não trazia Aiko consigo, e sim uma expressão muito séria no rosto, que encheu o casal de um sobressalto terrível.

_Sakura, o que houve?

_Tenten, precisamos conversar.

A chocolate morava com as amigas a mais de dez anos, e conhecia muito bem o que aquele tom de voz da rosada significava, deixando seu coração aflito.

_Sakura, me diz, o que houve?

A rosada se aproximou da cama em que a morena estava e encarou fundo seus olhos, como se procurasse força ali, e por fim respirou fundo, segurando a mão da amiga.

_Tenten, é sobre Aiko.

A morena não conseguiu dizer nada, ficou de olhos e boca bem abertos, encarando a outra.

_Depois de o levarmos pra enfermaria hoje de manhã, após a amamentação, havia uma enfermeira de plantão, enquanto as outras davam auxilio, tudo corria bem, até a uma hora, quando essa enfermeira deu falta de uma criança, chamaram a junta médica e descobriram que uma das crianças havia sumido, e foi Aiko.

_Como é? –Neji disse deixando a voz revelar sua angustia. –Meu filho sumiu? Voê perderam uma criança? –ele disse incrédulo.

_Não Neji, não perdemos ninguém, Aiko foi levado. Houve uma investigação interna, e ao que parece, havia no andar uma enfermeira a mais que o padrão, mas ninguém deu atenção a isso, até agora.

_Meu filho... Meu menino... Foi sequestrado? –Tenten balbuciava num fio de voz.

_Sim, é o que tudo indica, e encontramos isso no cesto que ele ocupava. –ela estendeu um pacotinho com uma aliança dourada dentro, e gravada dentro desta havia gravado as palavras: vocês perderam.

Tenten ficou branca como vela, a boca roxa tremia, e Neji não conseguia se mexer, ambos sentiam o quarto abafado, como se tudo aquilo fosse um pesadelo.

_Já chamamos a policia, Temari vem pra cá e trará uma equipe de investigação muito capacitada, entregarei a aliança pra ela e todo o hospital fará o possível pra colaborar... –tentava ajudar Sakura.

_Meu filho sumiu, foi roubado e vocês faram o possível? Pra que? Vocês não podem fazer nada, nem ao menos cuidar de um bebê. –disse Neji com raiva.

_Foi um erro sim Neji, mas tem algo muito estranho nisso tudo. Jamais algo assim aconteceu neste hospital, jamais. A segurança é reforçada, e a maternidade é o setor mais tranquilo que temos e o que aconteceu é uma fatalidade sim, e ninguém fugira das responsabilidades, mas jamais gostaríamos que algo assim acontecesse, ainda mais a uma amiga minha.

Tenten não conseguia dizer nada, sua mente havia dado um branco total, Neji andava impaciente pelo quarto, também sem conseguir organizar seus pensamentos, e foi então que Temari adentrou o quarto com mais um homem da policia.

_Tenten, Neji, este é meu parceiro, Fred, nós vãos cuidar do caso de vocês pessoalmente.

_Tema, eu quero meu filho. –disse Tenten deixando lágrimas quentes lhe rolarem pelo rosto.

_Não se preocupe, minha amiga, eu vou cuidar de por essa criança em seus braços de novo, mas precisamos começar a trabalhar.

_O que preciso fazer? Não deixe que meu filho se perca.

As três amigas se abraçaram, e Temari foi a primeira a recuperar a ideias.

_Tenten, o protocolo básico é começarmos por algumas perguntas, mas acho que já tenho as respostas pra elas. –a loira encarou Neji. –Mag seria a primeira pessoa em que eu pensaria que pudesse fazer algum mal a vocês.

_O que? Margarete? Isso é loucura, ela seria incapaz de algo assim. –disse Neji.

_Neji, ela ameaçou vocês várias vezes e ela é perturba o suficiente pra fazer algo assim, de modo que eu acho que seria possível.

_Isso é loucura, já disse. Mag pode ser um tanto destrambelhada, mas roubar uma criança, isso nunca.

_Se é assim, ela não vai se importar de falar com a policia, certo?

_Claro que não.

_Então me dê o endereço dela.

Neji fez como lhe foi pedido e Temari mandou Fred designar algum homem para falar com Mag.

_Agora Sakura, reúna todas as enfermeiras que estiveram trabalhando no local do crime, durante a manhã.

_Já foram levadas para um consultório no andar de cima, vou mandar alguém te levar até lá.

_Certo. Não se preocupe, Tenten, nós vamos encontra-lo. –disse Temari se virando pra amiga que estava desesperada enquanto chorava.

Temari subiu com seu novo parceiro até o andar de cima e encontrou quatro moças no consultório indicado.

Depois de falar com as quatro, Temari se deu conta de que tudo estava bem e conforme tinha de ser, a não ser por uma enfermeira loira que viram de relance algumas vezes, e isso deu mais certeza de que Mag estava envolvida, por mais que Neji não acreditasse.

O telefone da policial tocou e ela o atendeu.

_Alô, Temari?

_Fala Carlos.

_Viemos até o endereço que nos deu, a casa está completamente vazia, não há caros na garagem e nenhum sinal de pessoas lá dentro, encontrei com uma vizinha e ela disse que a dona da casa saiu hoje de manhã, com o nascer do sol levando várias malas, que falou com ela e que nossa suspeita disse que estava de mudança pra outro país.

_Desgraçada, foi ela. Quero que mande um alerta geral pros aeroportos e afins, peça um mandado ao capitão, quero essa mulher presa, e me mantenha informada, vou levar a aliança e o sexto do bebê pra analise.

_Certo.

_É parceira, acho que sua amiga está numa enrascada, já faz umas duas horas que deram por falta da criança, fora que deve ter mais umas duas desde que a loira foi vista pela ultima vez, então essa maluca já deve estar bem longe daqui.

_Não, ela não passaria por lugar nenhum sem um documento deste bebê, então ainda está perto.

_Temari, se lembra daquele caso ano passado em que uma mulher também roubou uma criança de um hospital e ela seduziu os seguranças do aeroporto e fugiu com o bebê? Bom, espero mesmo que essa sua suspeita não assista a informativos policiais e seja bem feia.

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_E então?

_As digitais encontradas no cesto do bebê correspondem com as digitais da casa da mulher e com o documento de identidade dela, com certeza foi Margarete Fuler que sequestrou essa criança.

_Eu sabia. Tem mais alguma coisa que você possa me dizer?

_A aliança foi feita e gravada por um velho ourives no centro, o trabalho dele é único, é ele que grava os distintivos dos policiais de nosso departamento. Falei com ele mais cedo, ele disse que Margarete levou a aliança até ele, disse que era sua e nela havia as inscrições gravadas: Neji Hyyuga, mas ela mandou dar um banho de ouro novo e fazer a nova gravação.

_Aquela vaca de uma figa, assim que por minhas mãos no pescoço dela... –disse Temari em voz auto aos policiais de sua equipe.

_Temari... –Fred adentrou a sala. –Tenho boas e más noticias.

_Me dê as más.

_Sua amiga foi internada logo depois que saímos do hospital, ela está em estado de choque e teve de ser sedada, o marido dela também está ensandecido. Ambos não podem nos ajudar muito.

_Coitada da minha amiga, ela não merece isso. Passou os últimos nove meses fazendo planos pra vida dela, gastou uma fortuna na decoração da nova casa, tinha tantos planos...

_Bem, a boa noticia é que acabei de receber a informação que um de nossos informantes viu Margarete em um hotel meia estrela na saída da cidade, se corrermos, acho que poderemos dar um susto na sua inimiga.

_Vocês ouviram, vamos até esse local e vamos por as mãos nela, antes que saia da cidade.

_Sim, senhora.

Eles correram pra algumas viaturas e reforço foi chamado, iniciando uma disparada louca até o tal hotel. O atendente e dono do lugar disse que havia uma mulher com as discrições que Temari dissera, mas ela já havia saído e vinte minutos.

_Pra onde ela foi?

_Eu não sei senhora, ela só pegou o carro cheio de malas, o filho dela e foi embora.

_Não deixou nenhuma pista do que ela pretendia fazer em seguida?

_Não, senhora, eu só achei esses folhetos jogados sobre a escrivaninha do quarto, e sei que o bebê não parava de chorar desde a chegada deles ontem a noite.

_A viu dando de mama ao bebê? –indagou Temari pegando os panfletos da mão do homem.

_Não senhora.

_Filha da égua, com certeza ela não deu comida ao pequeno ainda. –disse Temari abrindo os panfletos e vendo imagens da suíça. –Planejando esquiar, sua mocreia? Eu te pego antes, desgraçada. Fred, de a noticia de que ela pretende pegar um avião de algum estado do país, mande ficarem de olho, não quero ela pegando nenhum avião.

_Está bem.

_Mande também verificarem os postos policiais das estradas e mande fazerem um blitz num raio de duzentos mil quilômetros em volta da cidade, mandem parar qualquer carro. E por falar nisso, que carro ela dirigia? –indagou a loira ao atendente.

_Um Audi i5.

_Certo.

Mais algumas formalidades aconteceram e então os policias se dirigiram as viaturas novamente.

Fred dirigia uma viatura com Temari ao seu lado.

_O que acha disso tudo?

_Acho que pra alguém que foi capaz de planejar horários apropriados, uniforme apropriado, e uma fuga perfeita, levando uma crianças nos braços, Mag foi muito tola de ter vindo parar em um lugar como esse, onde seria fácil reconhece-la.

_E você acha que ela é tola?

_Não, eu não acho que ela seja nenhum pouco tola. Louca sim, mas tola jamais.

_Mas e agora? Sentamos e esperamos?

_Bem, estão atrás dela e de nosso suspeito ao atentado contra meu irmão, o jeito é esperar até termo as uma nova informação sobre um dos casos, enquanto isso não ficamos sentados e sim ajoelhados, implorando pra que Tenten se recupere.

Notas finais
agora entendem meu medo?
espero sinceramente q tds q lerem deixem sua opnião, pq preciso moldar o q vem a seguir. sei q há ainda mta coisa a ser resolvida e essa só veio pra tumultuar td ainda mais,mas minha mente ñ se aquieta até eu transcrever o q ela pede, sendo assim...
ñ vou dz q espero q gostem, pq é provavel q ninguem goste do q aconteceu, mas espero q entendam e q me digam a opnião de vcs...
até o proximo...