Encontros e Desencontros
35 Capítulo 36 - Acordo
Notas iniciais
e depois venho com mais um capitulo... é minha gente, to ficando rapida nisso, já tenho mais dois capitulos escritos, então vams lá...
boa leitura...
_Bom dia meninas. –disse Gaara chegando com Shikamaru ao apartamento da namorada com as amigas.
_Bom dia. –responderam elas não muito animadas.
_Como ela está? –indagou Shikamaru.
_Está muito mal. Há uma semana que ela quase não come, chora a noite toda e de dia tem pesadelos, ou então só fica acordada, sem dizer nada, com os olhos grudados no carrinho de bebê, abraçada ao ursinho que era dela e seria de Aiko. –disse Hinata com pesar.
_E Neji? Ele simplesmente sumiu do mapa.
_Está quase na mesma, vem aqui de vez em quando, fica sentado na cama com ela, tenta conversar, mas ela nunca responde, se sente desprezível por tudo, inútil por não conseguir ajuda-la e está precisando de ajuda também. –disse Ino.
_Ele tentou leva-la pro apartamento que comprou pra eles mas ela não quis ir, disse que lá era pra ser o lar de uma família e não o covil da sua dor, então ele deixou ela por aqui, acha que com a gente por perto ela vai ter mais apoio. –disse Sakura.
_E as investigações?
_Não consegui mais nada. A vaca deixou o carro abandonado perto de um bosque e simplesmente sumiu. Não há nenhuma informação de pra onde ou como ela tenha ido, desconfio que ela tenha planejado isso muito bem e há muito tempo. –explicou Temari.
_Que pena, eles estavam tão bem. –disse Gaara com pesar.
_Com certeza não mereciam isso. E aquela pobre criança nas mãos dessa lunática, não gosto nem de pensar... –disse Hinata com um arrepio.
_Acha que ela pode... Quer dizer... Ela... Aiko... –Shikamaru engoliu a seco a pergunta que não conseguia sair de sua garganta.
_Eu não sei, mas acredito que ela seja capaz de tudo. –disse Temari a ele, se lembrando que a outra deixava o bebê passar fome.
_Eu queria muito ficar e apoiar meus amigos, mas...
_Não se preocupe meu amor, nós estaremos aqui e vamos cuidar deles. –disse Ino dando um selinho em Gaara.
_Maninho, por favor, não faça nenhuma bobagem, fique com seus seguranças e na duvida me grite, vou estar lá em um segundo.
_Não preocupe Tema, não vou fazer nenhuma maluquice. –o ruivo disse abraçando e beijando o rosto da irmã. –E você também se cuida, está em casos perigosos, e mantenha seu parceiro por perto.
_Não se preocupe, sou responsável e confio em Fred, nós vamos resolver tudo isso, ou não me chamo Temari Sabaku.
Os dois irmãos se abraçaram mais uma vez e então o ruivo de despediu das outras meninas, mas achou melhor não incomodar Tenten, assim, apenas ficou esperando Shikamaru no corredor, enquanto se despedia das meninas também.
Quando chegou a vez dele dizer tchau a Temari, seu corpo ficou inerte e na duvida do que deveria fazer, então apenas encarou os olhos dela por algum tempo.
_Faça uma boa viagem. –ela disse por fim, estendendo a mão pra ele.
_Obrigado. Se cuida, está bem?
_Pode deixar.
Ele não segurou a mão dela, apenas lhe deu um beijo demorado no rosto.
_Até a volta.
Ele saiu pelo corredor e ela ficou com a sensação quente dos lábios dele.
_Que Deus os acompanhe e que nos ilumine. –disse Sakura depois que os garotos saíram.
_É, e precisamos fazer algo pela Tenten, ela não pode continuar daquele jeito, ou vai acabar ainda mais doente, e eu nem quero pensar no que vem depois disso. –disse Ino com o olhar triste.
_Tem razão, eu vou ver se arrumo um psicólogo pra ela, ela está em profunda depressão e temos também que fazer a vida dela seguir. –disse Sakura.
_O mesmo vale pro Neji, ele está arrasado e não para de se culpar por tudo. –disse Hinata se lembrando das palavras do primo quando trouxe Tenten pra casa.
O telefone de Temari tocou, era Fred, dizendo que o caso do Gaara havia se mexido, pegaram o suspeito que fugira da cadeia em uma blitz na rodovia.
_Tenho que ir trabalhar garotas, mas deem um jeito nessas coisas ai, precisamos fazer o máximo por eles.
Elas concordaram e então a loira saiu, se dirigindo para o departamento.
_Onde ele está? –indagou Temari quando estava de uniforme e na entrada da sala em que Fred a esperava.
_Está lá dentro. Da ultima vez ele não disse nada, o que acha que vai ser diferente agora?
_Dá ultima vez não fui eu que o interroguei. –ela sorriu de canto.
_Duvido que ele fale alguma coisa, até agora ele não abriu a boca nem pra respirar.
_Quer apostar? –ela disse em escarnio.
_Claro, o que quer perder?
_Aposto cem pratas como faço ele falar.
_Apostado então.
Os dois deram as mãos e selaram a aposta.
Temari pegou a pasta das mãos de seu parceiro e entrou na sala de interrogatório, enquanto Fred esperava do lado de fora.
_Bom dia. –a loira disse quando entrou na sala, mas não houve resposta.
A Sabaku tirou um gravador do bolso e colocou sobre a mesa, o ligando, depois jogou sobre a mesa as chaves de seu carro, as algemas, e a sua pistola, se sentando em seguida.
_Bem, acho que você já conhece o protocolo, então vamos lá, diga seu nome para registro.
O rapaz olha pra ela com certa curiosidade pelos gestos displicentes dela, a começar por jogar uma pistola na mesa, quase a altura da mão dele algemada sobre a mesa.
_Tulio Pereira de Camargo.
_Idade?
_25 anos.
_Tem residência?
Ele não respondeu, não era obrigado.
_Certo. Bem Tulio, você sabe porque está aqui não sabe?
_Claro que sei, fui muito burro ao ponto de andar de carro com a lanterna apagada. –ele sorriu de forma provocativa.
_É você é burro sim, um completo e grande burro. Um cretino vagabundo que gosta de grana fácil, não estou certa?
Ele perdeu o sorriso e a encarou sério.
Temari jogou a cadeira pra trás se afastando da mesa e se pondo de pé, então começou a andar pela sala enquanto falava.
_Você Tulio, agiu como um imbecil, mas eu não lhe culpo, também ficaria tentada com alguns milhões... –ele sorriu de escarnio pela frase, como se aquilo fosse ridículo. –Ah, estou errada? Foi menos que milhões?
_Você ficaria chocada por tão pouco que era.
_Minha nossa, então você é idiota mesmo. Se ariscar a ser preso, ou pior, ser morto por quase nada, enquanto poderia extorquir todo dinheiro publico do estado pras suas mãos com um piscar de olhos? Minha nossa, como você é burro!
_Escute aqui moça, eu...
_Não, escute aqui você. –ela disse mais alto do que ele havia começado a falar. –Você fez a maior algazarra pra matar o único homem honesto da politica, me fez correr com ele pra um buraco, ver o homem da minha vida quase morrer sem ar dentro de um túnel fedido e abafado, e você é burro o suficiente pra se deixar pego e pior por ter ganho pouco pelo serviço, mas sua patetice não termina ai... Ah não, seria contra as leis da física... Você foi mais burro ainda por ser pego dirigindo um carro que você comprou com o dinheiro de um assassinato encomendado e que tinha a lanterna apagada.
_Mentira, aquele carro não foi comprado com o dinheiro sujo.
_Ah não? Por favor, não queira me ofender achando que eu tenho a mesma mente lenta e burra que você. Um homem que mora num barraco de madeira, com a mãe, duas irmãs, uma mulher e a esposa, quer me convencer que comprou um new civic com dinheiro honesto? O que foi, papai noel existe?
Ele não respondeu.
_Escute bem o que eu vou dizer, porque eu vou dizer uma vez só. –disse Temari se abaixando na frente dele, apoiando as mãos na mesa e pondo a cabeça na altura da dele que estava sentado. –Você pode continuar sendo burro pra sempre, ou, pode me dizer quem armou isso e quem são seus parceiros e arrumar um acordo com a promotoria.
_Eu vou fugir de novo. –ele disse sorrindo.
_Vai mesmo? Bom, quero ver você fugir em um presidio de segurança máxima com um homem lhe vigiando de perto a mando do próprio candidato a governador que vai adorar ter uma boneca pra brincar na sua sela.
_Você não vai conseguir me fazer chegar lá.
_Você acha mesmo isso? Me deixe te contar uma coisa que eu fiz ano passado. Era véspera de natal, eu tinha um dos bandidos mais procurados do país bem nas minhas mãos, e então fui fazer a transferência dele de helicóptero e em segredo, e sabe como ele está hoje? Comendo sopa de canudinho por eu ter estraçalhado a garganta dele quando me disse que eu era uma vadia burra, agora imagina o que eu posso fazer com você que se meteu com meu irmão e com meu ex-namorado que eu amo tanto, em?
O rapaz olhou pra ela com os olhos arregalados.
_Eu não sou mulher de brincadeiras, tão pouco de enrolação, então me diz de uma vez, aceita ou não minha proposta. Escolha bem.
_Como posso confiar que vai conseguir um acordo pra mim sem por minha família em risco?
_Eu tenho um amigo que é promotor, posso conseguir um belo acordo pra você e pra sua família. Coloco aquele arem em segurança e você em uma prisão especial, em troca, me diz o que eu quero saber.
_Seu eu pudesse pensar...
Temari deu um soco na mesa tão forte, que tremeu toda a sala, fazendo o homem se encolher e fechar os olhos.
_Eu disse que quero a resposta agora, e já estou fazendo de mais pra você.
_Está bem... –disse o rapaz por fim.
_O que quer dizer com isso Tulio? Vai deixar de ser burro?
_Sim, eu vou. Nós temos um acordo, se você cumprir sua parte.
_É assim que eu gosto, bem obediente... –e então ela sorriu, estava cem pratas mais rica.
A loira voltou pra casa depois de pegar todas as informações que precisava, e encontrou Tenten na sala, o que já era um grande avanço.
_Olá amiga.
_Oi Tema. –disse a outra sem animo.
_Vendo tv?
_As meninas caham que vai ser bom assistirmos um filmo de comedia.
_É, eu também acho. Já fizeram pipoca?
_Estão lá dentro acabando de fazer, tem sorvete de chocolate também.
_Que delicia, seu favorito.
_É sim...
_Tenten, você tem que melhorar, tem que ter forças pra gente poder encontrar seu filho, minha amiga. –disse Temari depois de um tempo de silencio.
_Eu sei, mas é que dói de mais pensar que tiraram um pedaço seu.
_Eu imagino, mas se juntarmos sua força e nossa luta, poderemos fazer algo muito maior e mais eficiente pra encontra-lo.
_Eu vou tentar. –ela tinha lágrimas no olhos. –Tem alguma novidade?
_Infelizmente ainda não, mas tenho certeza que teremos em breve.
A outra fez que sim com a cabeça e segurou as lágrimas, apertando os lábios.
As outras meninas chegaram e começaram a sorrir, tentando animar a amiga.
_Sorvete de chocolate as colheradas, vai dizer que isso não te deixa nem um pouquinho mais animada, vai. –disse Sakura sorrindo.
_Bom, é sorvete de chocolate né? Tem que melhorar. –Tenten forçou um sorriso em meio as lagrimas de seus olhos.
_É isso ai, nada que uma diabete não cure. –disse Ino fazendo graça e as outras sorrirem.
_Obrigada amigas, eu não sei o que seria de mim sem vocês, muito obrigada.
_Oras, desde quando precisa agradecer? –disse Hinata gentil.
_Uma vez membro do clube da Luluzinha, sempre membro do clube da Luluzinha. Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até a morte nos separem. –disse Sakura sorrido e unindo a mãos de todas.
Notas finais
até o proximo...
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