Encontros e Desencontros
26 Capítulo 27 - Fica comigo...
Notas iniciais
boa leitura...
De vagar se conduziram ao banheiro da suíte que lhes fora preparada e de vagar ele fechou a porta atrás deles, se virando e encarando a jovem mulher a sua frente, para em seguida respirar fundo.
_O que houve? –ela indagou. Já notara que aquele era um gesto de quando ele pensava profundamente em algo.
_Você. –ele disse de vagar, se aproximando dela e lhe tocando o rosto com gentileza.
Ela o olhou como se não entendesse o que ele queria dizer, e realmente não entendeu, mas ao sentir a mão quente sobre sua face, ao encarar o brilho de seus olhos, ao sentir um levar tremor dentro de si, ela soube que não importava muito os reais significados daquelas palavras, tão pouco o que os levou a ter uma briga, o que importava era que podia sentir todo o amor que emanava de seu corpo se chocar com o mesmo sentimento dele, enchendo o aposento de uma luz surreal, despertando o desejo e a vontade em ambos de por um gesto o que aquela explosão significava.
_Você é linda... –ele disse depois de um longo momento de silêncio apenas a observando.
Ela sorriu tímida e ficou um pouco rubra e ele sorriu, de pensar que ele supunha que quando ela estava daquela forma, vermelha, era de raiva.
De vagar ele se aproximou da morena e lhe tocou os lábios de leve, apenas roçando os seus nos dela, e ela fez o mesmo. Ambos deixavam os lábios úmidos e os hálitos quentes se encontrarem de forma lenta e arrepiante.
Naruto deslizou a mão do rosto dela para a nuca, enquanto a outra ia para a cintura denuda dela, e a trouxe pra mais perto, encostando seus corpos, e aprofundou o beijo, mas ainda assim de maneira lenta e envolvente, a qual ela correspondeu e maranhou os dedos nos fios dourados e macios dos seus cabelos.
O loiro quase não cabia dentro de si, finalmente estava ali com ela e desta vez seria de todas as formas, por isso tanta lentidão, por isso tanta calma e ausência de pressa, ele queria acreditar que era real e queria que fosse tudo ao seu tempo, sem protelar nada, porque assim sabia que era tratar uma mulher com a devida atenção e carinho, e isso seria em dobro pra mulher que amava.
Mais uma vez ele deixou a mão correr e foi ao nó que segurava a canga azulada que ela usava, deixando o tecido deslizar pelas belas pernas torneadas pela dança que ela possuía, e se afastou dele um pouco, lhe observando o corpo seminu que ela tinha agora.
_Um banho né... –ele sorriu como se fizesse força pra se lembrar do que os levou até ali.
_Sim, de preferencia quente, gosto de relaxar. –ela sorriu de cato.
Ele confirmou com a cabeça e deu a ela um de seus melhores e mais reluzentes sorrisos, indo até a banheira e ligando a água.
Hinata observava cada movimento de seu namorado, e ficava cada vez mais impressionada com a sorte que tinha. Naruto era romântico, atencioso, engraçado, bem humorado, esperto, corajoso, valente e era incrivelmente bonito. Os braços fortes sempre que a enlaçava lhe davam a sensação de segurança e bem estar, a boca de lábios medianos que esbanjava sorrisos sempre lhe aqueciam de forma intensa, os ombros e o peito onde gostava de repousar pareciam uma fortaleza, poderia sempre a guardar ali, e com tamanha perfeição, porque ela era bem menor que ele, fazendo dela o que ele costumava chama-la, bonequinha.
Enfim, ele era uma delicia e era seu... Foi o pensamento que passou pela cabeça da pequena Hyyuga, a fazendo sorrir abertamente e corar violentamente.
“Mas o que posso fazer, ele é mesmo uma delicia e eu estou louca por ele, e dessa vez ele vai estar com a verdadeira Hinata, não a pugilista... Espero mesmo que ele não se decepcione.”
Quando Naruto terminou de aprontar o banho pra eles, se virou para Hinata novamente e ficou curioso ao ver os olhos dela com um brilho diferente e seu rosto rubro, percebendo que ela lhe observava com cuidado.
_Pago qualquer coisa pelos meus pensamentos. –ele falou divertido.
_Não vai precisar, você logo saberá. –ela alargou mais o sorriso.
_Nossa não faz assim, eu confesso, sou mais curioso que você e suas amigas. –ele se divertiu ainda mais.
Ela apenar riu e se aproximou dele a quase não deixar espaço nenhum entre eles, levou as mãos a camisa dele e a essa altura podia sentir o rosto arder, tamanha era sua timidez por aquela audácia, mas não parou, ficar rubra não a mataria, mas ficar sem ele com aquele desejo dentro de si, sim, acabaria com ela. Com apenas um movimento ela lhe retirou a camiseta e jogou no chão, tomando o devido cuidado pra não por fogo na casa pelas velas espalhadas, depois o encarou de novo e o beijou, sem pedir permissão, coisa que ela não precisava.
Naruto sabia que a rudeza da pugilista e a sua determinação não eram as características fortes da verdadeira Hinata bailarina, mas gostou de ver resquícios disso nela, de ver como ela enfrentava a si própria pra poder estar ali, fazendo tudo o que seu desejo pedia.
O beijo que ela iniciara demorou a se findar, ambos mantinham a aproximação, a intensidade e forma de se amarem cada vez mais crescente, a ponto dele passar o braço pela cintura dela e a apertar tão forte contra si, que por um segundo ela realmente imaginou que poderia atravessar o corpo dele.
As mãos pequenas dela, deslizaram pelas costas largas e fortes dele, o fazendo se arrepiar por um frio na espinha, que só fez aumentar, porque ela deixou os lábios dele por alguns instantes e lhe beijou o pescoço, a orelha, chegando quase a base da nuca, o vendo ter leves tremores e tentar controlar a respiração muito acelerada.
Vontade de tocar o corpo dela só era crescente, por isso, deixou que ela tirasse a bermuda que ele usava e depois a pegou no colo, a suspendendo com um sorriso, vendo a surpresa nos olhos dela, e a conduziu até a banheira que já tinha bastante espuma.
_De seu agrado? –ele perguntando se pondo unto dela e a abraçando.
_Acho que poderia estar mais quente.
_Isso não é problema, vai esquentar ainda mais. –ele sorriu de canto de um jeito meio safado que ela adorou, o abraçando também.
Dentro da agua, onde tudo parece mais leve, ele se sentia assim mesmo, leve, como se pudesse voar, e só não o fazia, porque se distanciaria dela, e isso ele não queria de forma alguma. Era muito intenso e sublime estar com ela, era muito mais que amor, era muito mais que desejo, e poder sentir tudo isso só fazia seu coração disparar dentro do peito, e batia tão forte e tão rápido, que ela, encostada contra ele, pode sentir seus corações batendo juntos, e aquilo deu uma sensação nova a eles, que podiam se amar ainda mais, se é que amor maior seria possível.
_Naruto...
_Oi...
Eles conversavam em meio a um beijo que não era interrompido.
_Eu te amo mais que a mim mesma.
Ele interrompeu o beijo e a olhou, aquelas palavras eram tudo o que ele queria, mas a forma com que foram ditas lhe parecia inapropriada a uma declaração de amor, e era mesmo, ela tinha uma nuance de preocupação no olhar.
Hinata havia jurado a si mesma que nunca mais se entregaria a outro homem, mas era impossível não se entregar a Naruto, estava perdidamente e loucamente apaixonada por ele, e tudo o que ele fazia só faria o sentimento aumentar, e mesmo com o que acontecera no dia anterior, ela sabia que no fundo ele sempre falara a verdade e que bancara a louca por ciúmes e medo de o perder, porém, ainda assim ela tinha medo, receio, de um dia acordar e tudo ter sido só um sonho, por isso a preocupação em seu olhar e a voz diferente do que seria o normal e o apropriado a uma declaração de amor.
_Hina, eu te amo mais que minha própria vida. –ele disse com uma preocupação e com um zelo, que ela não pode controlar uma lagrima correr por seu rosto.
_Porque está chorando? –ele se adiantou a ela, muito preocupado.
_Porque eu te amo tanto que choro de felicidade.
Ela o abraçou forte e o beijou de forma intensa, a qual ele retribuiu, mesmo sem entender muito bem o que se passava.
Eles se beijavam com cada vez mais vontade e intensidade, até que ela começou a “ensaboar” o corpo dele, a manter as mãos em seu corpo, lhe tocando e lhe tomando, e ele passou a retribuir.
Naruto ainda vestia a sunga e ela o biquíni, mas isso não os impedia de tocar seus corpos por cima das peças, e foi em um destes momentos que ele lhe tomou com seus com muita vontade, arrancando um gemido rouco dela, que o deixou ainda mais louco.
Com todo esse incentivo, ele só fez tomar ainda mais seus seios, mãos e boca se ocupavam da tarefa, e ela gemia em seu ouvido, lhe beijando o pescoço entre esses sons.
A espuma espessa já começava a atrapalhar, e então ele cuidou de deixar a banheira ir trocando a água, enquanto devorava com frenesi a pele alva ao alcança de suas mãos e demais partes do corpo.
Por fim, a banheira já tinha apenas a água cristalina que estava morna e ele podia ver o corpo dela, sem muito mais cerimonia, ele retirou os resquícios de vestes que ela ainda possuía e ela fez o mesmo com ele, não precisou de muito mais cainhos e beijos para que ele se sentisse não só pronto, mas muito tentado a estar dentro dela, a qual vontade ela não negou permissão, o deixando adentra-la, enquanto sentia um súbito prazer nunca antes sentido, quando o membro rijo dele lhe invadiu por completo.
A água não era o melhor ambiente para proporcionar conforto as investidas que ele fazia dentro dela, mas a excitação era tanta e a sensação de gravitar durante o ato era tão instigante, que isso só fez o prazer aumentar.
As posições variavam com facilidade naquele local, e a profundidade idem, assim tudo era cada vez melhor, por isso, em um ultimo beijo alucinante, ambos se contraíram e se despejaram, deixando a sensação de êxtase instaurada em sua corrente sanguínea.
Segundos depois ela se ergueu e estendeu a mão pra ele, já estavam enrugados depois de tanto tempo naquele ambiente, e por isso ambos se secaram e se enrolaram em toalhas, e então ele a levou até o quarto e ambos se deitaram na cama abraçados, trocando beijos calmos, deixando os lábios apenas roçarem, depois aprofundavam um pouco mais, ou só mantinham os lábios unidos, sem movimento... Enfim, a boca de ambos já não era segredo pro outro e era cada vez mais aproveitada, de uma maneira ou de outra.
Depois de algum tempo daquela forma, ele sugeriu que bebessem algo, e lá estava a garrafa gelada de champanhe pra brindar o casal mais feliz no mundo todo naquele momento.
Eles beberam um pouco, conversaram outro pouco e se descobriram que a presença do outro era tão boa e tão importante, que seria impossível querer outra coisa, ou querer a saudade novamente instaurada entre eles.
Nova seção de beijos se iniciou e desta vez foi um pouco mais longe, quando ela arranhou de leve as costas dele.
Naruto sorriu safado pra ela, que ficou super vermelha, a intenção era apenas de carinho, e não de excitamento, mas ela não pode negar que gostou de ver aquele sorriso e aquele olhar.
_Minha bonequinha, vai de vagar...
_Não quer mais?
_Tá brincando? Mas é que acabamos... Bem...
_Você tá querendo, eu também tô te querendo... –ela sorriu maliciosa, deixando suas faces ainda mais coradas e quentes.
Naruto não resistiu, a puxou pra um beijo muito intenso e profundo, retirando todo o ar dela, que se agarrou ainda mais a ele.
Beijos, caricias, calor... Tudo crescia de maneira urgente, parecendo que a pouco, nada tinha acontecido naquela banheira.
O loiro retirou a toalha do corpo dela e se pôs a “brincar” com a intimidade molhada dela, retirando gemidos autos da morena que se contorcia de prazer em seus dedos, depois em sua língua, e por fim em seu membro.
Ele intensificava as estocadas a cada gemido dela, gemidos que eram altos e que invadia os seus ouvidos, bem como o quarto de uma intensa melodia estimulante, de um prazer muito além do sexual.
Depois de algum tempo, ambos se derramaram novamente, e suados, continuaram abraçados, ele beijou o topo da cabeça dela e disse:
_Casa comigo?
_O que? –ela se sobressaltou.
_Casa comigo? Quer ser minha esposa?
_Naruto, eu...
_Eu te amo, você me ama, temos uma situação financeira boa, estamos felizes, porque não?
_Você não acha que é muito cedo pra isso?
Ele se abalou um pouco com aquela resposta.
_Porque diz isso?
_Não sei... Mas nós nem passamos muito tempo juntos, e apesar de saber que nos amamos, nem sempre isso segura um casamento. Somos cheios de defeitos e ainda não aprendemos a passar por eles juntos, nós dois, então eu acho que deveríamos primeiro nos conhecer muito, muito bem, depois nos entregamos ao nosso amor e a uma vida juntos...
Ele a encarou visivelmente magoado, mas não disse nada, se ela achava que seria assim, ele não a obrigaria a nada diferente.
_Está bravo comigo?
_Não, bravo não, só esperava que você aceitasse, mas de repente você tem razão, podemos esperar mais um pouco, acho que eu é que sou romântico de mais e estou idealizando as coisas. –ele forçou um sorriso que só saiu pela metade.
_Olha, se você quiser...
_Não, chega, deixa isso pra lá, não quero estragar essa noite discutindo mais nada, só vem aqui e fica comigo.
Eles se abraçaram e ficaram juntos até o cansaço e o sono os arrebatar, completando aquele momento sublime de amor.
Notas finais
de mais a mais, mantenho a promessa de 2 cap. por semana, q já é bem mais do q vem ocorrendo, mas se eu tiver um tempinho a mais de folga, eu posto mais...
até o proximos...
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