Encontros e Desencontros

27 Capítulo 28 - Medos e incertezas...


Notas iniciais
boa tarde meu povo e minha pova... aproveitei esse lindo dia de céu mais que azul, em que estou preza na sala abafada do meu trabalho pra poder fugir daki atraves deste mundo maravilhoso das letras e lhes proporcionar mais um capitulo...
boa leitura...

Dois dias depois ao momento de Naruto e Hinata, as coisas pareciam que iam cada vez melhor para os dez amigos, a praia era ótima, o tempo que passavam juntos idem e se não fosse por um ou outro enjoo de Tenten tudo seria bem mais que perfeito, a única coisa que atrapalhava era que a cada dia o momento de voltarem a realidade se aproximava, mas eles tentavam não pensar naquilo.

Enquanto conversavam naquela noite, depois de observarem o por do sol, Ino teve um leve sobre salto com a conversa.

_Acha que vai aguentar ser primeira dama, amiga? –disse Sakura sorrindo.

_Como é?

_Oras Ino, quando Gaara se tornar o governador, você será a primeira dama do estado... –constatou Temari.

Ino ficou meio perdida, não tinha pensado nisso ainda, não de forma tão seria e direta, por isso encarou os olhos verdes de Gaara, que sorriu e abanou a cabeça em sinal positivo.

_Vai ser a primeira dama mais linda que este estado já viu. –o ruivo disse dando um selinho nela.

A loira ainda continuou meio perdida, não conseguia entender tudo aquilo tão rapidamente, porque agora se dava conta da responsabilidade que aquilo era, afinal se tornaria conhecia de mais, e a privacidade onde ficaria?

Um arrepio se apossou de seu corpo e ela tremeu involuntariamente de repugnância, e tal movimento não passou despercebido ao seu namorado que lhe abraçava.

_O que foi, está com frio?

_É, acho que sim, vou buscar alguma coisa pra vestir.

_Deixe que eu pego pra você. –ele se ofereceu fazendo menção a se levantar.

_Não, não precisa, eu mesma pego. –ela se levantou de uma vez.

Ele observou ela entrar, mas não se importou com aquilo, apenas deixou ela seguir, voltando a conversa que seus amigos tinham.

Ino foi para seu quarto e se sentou na cama, olhando para o espelho a sua frente, encarando seu reflexo, enquanto sua mente vagava sem rumo. Sempre fora uma patricinha, como costumavam lhe chamar, gostava de atenção, mas primeira dama, de um homem tão importante e observado como era Gaara, ia além de suas previsões e possibilidades, o que lhe deu medo.

_Deixa de paranoia garota, ele nem ganhou ainda, pare de pensar bobagem. –ela disse para o reflexo, que pareceu lhe responder por sua própria voz. –Mais ele vai ganhar, ele é o melhor pra esse estado e vem crescendo a cada dia, vai ganhar... –ela suspirou com pesar. –Não sei se quero isso pra mim, não sei que quero ser observada e vigiada... Mas eu sempre soube que seria assim, sempre soube que ele é uma figura pública e que almeja ir ainda muito mais longe, então não deveria nem ter começado se era pra ser assim... Por outro lado, eu o amo e sei que um homem como ele não é todo dia que aparece, aliás, já tive muita sorte, um cara como ele se interessar por uma floristazinha como eu já é bem mais do que eu poderia querer...

Ela travava esse dialogo com seu próprio reflexo como se fossem duas pessoas, mas no fim ela sabia que era apenas ela mesma e que estava com medo daquilo, estava morta de medo daquilo, porque não sabia se estava pronta pra aguentar tudo o que parecia que mudaria em sua vida, e então se lembrou da floricultura, de como teve de suar pra ser uma florista de nome, que era capaz de fazer arranjos pra ocasiões importantes de pessoas importantes, mas mesmo assim, ninguém nunca lê os rodapés das paginas de revistas de fofoca por exemplo, onde cita a decoração, o buffet e afins das festas de pessoas importantes, e assim ela podia seguir sua vidinha sossegada.

Gostava de coisas simples como dar uma volta na cidade, fazer piquenique no parque, ir a boates assim como a museus, gostava de sair com amigas pra fazer compra e sorrir da natureza e das flores que tinham próximos a sua cidade, mas como primeira dama não poderia fazer nada disso sem que se tornasse um grande circo de perseguidores, e depois, não era refinada e dotada de etiqueta suficiente para ser primeira dama e isso seria um escândalo, sem contar uma grande vergonha a mulher do governador mais jovem e diplomático não ser uma lady.

A última coisa que queria era envergonhar ou dar trabalho a Gaara e por isso se sentiu realmente muito desconfortável e suspirou longa e pesadamente observando seus orbes azulados no espelho, sentindo um nó na garganta.

Alguém bateu na porta de vagar e a abriu em seguida, era o ruivo, que ficou preocupado com a expressão da loira a sua frente.

_Aconteceu alguma coisa minha flor? –ele perguntou se aproximando dela.

_Não, nada. –ela se ergueu e lhe deu as costas, indo pro banheiro, o ver ali intensificou a vontade de ser perfeita e a frustação de não o poder ser, fazendo seus olhos marejarem.

_Ino... –ele sussurrou segurando a mão dela antes que ela chegasse ao seu destino. –Eu sei que esta havendo algo, me diz então o que é?

_Não se preocupe, eu estou bem. –ela se manteve de costas e firmou a voz, se desvencilhando dele em seguida e indo pro banheiro, fechando a porta atrás de si.

Ela encostou as costas na porta de vagar e deslizou por ela até ficar sentada, colocou a cabeça entre os joelhos e tentava segurar o choro em sua garganta.

Se sentia desconfortável, se sentia deslocada, tinha medo de o encarar, de ficar com ele, mas tinha ainda mais medo de ficar sem ele e longe dele. Estava confusa, e sabia que aquilo bem parecia um grande drama, mas ela pensava em seu futuro, e no seu futuro não queria algo tão complicado, e se tornou ainda mais complicado e quase insuportável quando ela se lembrou da ex de Gaara, a mulher cm quem teve uma feroz discussão o defendendo e que por sinal estava grávida.

Ainda podia existir alguma duvida sobre a paternidade de Gaara, e se ele fosse o pai, como Ino se encaixava neste contexto? Iriam querer que ele tomasse pra si essa tal família, seria o mais correto a se fazer em vários sentidos, e isso não lhe encaixava de forma alguma.

Tudo era tão complicado e só fazia ficar ainda pior, assim como esse sumiço dele para ir a praia, iriam o corar muito na volta, a marcação seria mais acirrada e poderiam acabar descobrindo quem ela era, e com outra mulher gravida dele o escândalo seria catastrófico, e mais uma vez essa era a ultima coisa que ele poderia querer, e como ela o queria realizado e feliz, também era a ultima coisa que ela queria.

Estava confusa, perdida e muito triste com todas aquelas ideias, não poderia supor qual era o preço astronômico e surreal que teria de pagar por um amor tão complicado, mas ainda assim perfeito, e então as lágrimas corriam por sua face, sem que pudesse dar o grito que lhe entalava a garganta porque não queria que ninguém a visse chorar, muito menos o homem que provavelmente ainda estava naquele quarto.

Ino se lembrou de Sai, do modo com que ele terminou com ela, as coisas que sempre ouviu, e todo o resto que pintavam sobre ela, tudo isso a colocava como uma mulher imensamente fútil, e não poderia discordar dessa afirmação, porém, era injusto de mais fazerem a mesma ideia dela em relação a seus amores e sentimentos, porque não era fútil neste quesito, pelo contrario, se entregava completamente, e por isso sofria tanto agora.

Queria sair dali, queria poder fugir, mas não podia, tinha de ficar e tinha de se decidir, tinha de por a cabeça no lugar e tomar uma atitude, porém não estava em condições disso agora, só queria chorar a amargura e o ardor que estavam dentro de si, então resolveu entrar no banho, ao menos assim o som do chuveiro ajudaria a encobrir o sons de seu choro e lavariam suas lagrimas negras de dor.

Retirou suas roupas e entrou sob a água quente, e assim se entregou mesmo ao choro, porque precisava lavar sua alma, e assim permaneceu por um longo tempo, até sentir que sua pele começava a se desgrudar do corpo pela imersão longa sob o banho, então desligou o chuveiro e se enrolou na toalha, foi até o espelho embaçado pela fumaça e passou a mão sobre ele, e pode ver seus olhos refletidos neste espaço limpo, respirou fundo e saiu, encontrando Gaara dormindo tranquilamente sobre a cama.

A loiro o observou de longe por algum tempo, tão calmo, tão plácido, tão incrivelmente lindo que ela sentiu o coração em brasa, clamando pra que ela aceitasse que ele era indispensável, e pra que não tomasse alguma atitude precipitada, apenas pegou uma troca de roupa no armário e voltou ao banheiro para se vestir.

Secou o corpo e os cabelos, depois se vestiu e voltou mais uma vez ao quarto, mas desta vez se sentou na cama ao lado do ruivo, e ficou apenas o encarando, deixando a mente vagar de pelo nada, enquanto só via aquela figura e sentia seu perfume.

Um longo tempo depois, quando ela já sentia os olhos pesar pelo sono que ela tentava afastar pra poder curtir ainda mais a vislumbrassão do ser que ela amava, o Sabaku se mexeu e lentamente abriu os olhos, podendo ver que a mulher linda que tomara como sua lhe observava com carinho e atenção.

Ele sorriu e se estiou todo na cama.

_Faz muito tempo que está ai.

_Não, só um pouco. –pra ela não fora quase nada as duas horas que ficou ali, ela perdera a total noção do tempo.

_Você demorou no banho, eu acabei dormindo. –ele sorriu mais uma vez, e levou uma mão atrás da cabeça, ajeitando o travesseiro e apoiando na mão pra deitar sobre ela e a almofada fofa.

_É eu demorei mesmo, estava precisando limpar a alma. –ela disse se mexendo, como se quisesse sair do lado dele.

Gaara segurou a mão dela e a puxou de vagar.

_Aonde vai, agora que acordei, fica aqui comigo.

_Eu ia na cozinha pra...

_Fica aqui um pouco vai. –ele disse com os olhos verdes transbordando.

_Está bem...

Ele a puxou para si e ela se deitou sobre o peito dele nu, o cheiro de sua pele era ainda melhor tão próxima, a mão que ele tinha livre, ele começou a usar pra acariciar as costas dela sobre a roupa, e ambos ficaram em silêncio, apenas quietos e juntos.

_Gaara...

_Oi...

_Pra ser primeira dama não ter que ser casada com o governador? –ela perguntou pensativa.

_Porque está perguntando isso? –ele indagou entre o desconfiado e o assustado.

_Não é assim que funciona?

_Bom, geralmente sim, ou se é casado ou solteiro convicto, pelo menos foi assim até hoje.

_Então como a gente não tem nada regularizado, nem nos chamamos de namorados, eu não serei primeira dama, certo?

Ele se moveu levantando um pouco o corpo e ela o encarou, vendo um brilho intenso nos olhos dele, de uma forma que ainda não tinha visto.

_Aonde quer chegar om isso tudo, Ino?

_Bem, não serei primeira dama, só isso que queria confirmar.

_Se quer tanto ser a primeira...

_Não, não, é justamente o contrario, eu não quero, por isso estou analisando nossa situação e vendo como me encaixo nela.

_Não quer ser?

_É muita responsabilidade e falta de privacidade, estava triste porque não sabia se eu suportaria a carga deste cargo, e agora que sei que não serei, estou mais aliviada.

_Então acha que não somos namorados e não tem nenhuma pretensão de se casar comigo...

_Bem, não é assim. Nosso lance é sério, estou loucamente apaixonada por você, mas a paixão é muito intensa pelo roqueiro maluco que me beijou no show, já o governador Sabaku me dá um pouco de medo, eu não acho que pertença ao mundo dele.

_O governador e o roqueiro maluco são a mesma pessoa Ino.

_Eu sei disso, mas é que a mesma pessoa pode parecer tão diferente que parece que cria duas pessoas diferentes, aliás, todos vocês são assim, parecem ser muito diferentes as vezes, mas isso não me incomoda, gosto de você assim e tenho orgulho de você ser quem e como você é, no entanto, eu não me acho capacitada pra assumir esse cargo que é estar ao seu lado, sendo vigiada, e depois, você já tem uma grande candidata a este posto, que trás na bagagem um provável filho de vocês... –foi a vez dela ficar um pouco triste e receosa na conversa.

_Ela nunca vai assumir o posto de primeira dama.

_Mas pode assumir o posto de mãe do primeiro filho, e ela saberá lidar com isso, já a mim...

_Ino, não sei se compreendo muito bem o que isso tudo quer dizer, e sinceramente não estou gostando muito do rumo disso. Estou com você porque quero ficar com vocês, de preferencia pro resto da vida, mas parece que você não quer isso.

_Como eu já disse, não é isso, é só que não estou pronta mesmo pro que vem junto com você de brinde... Eu te amo e queria muito ficar do seu lado, mas sou uma reles florista, não saberia me por ao seu lado quando precisasse e sua vitória é certa, portanto, é difícil pra mim.

_Então se eu ganhar, você vai me deixar? –ele disse depois de algum tempo pensativo.

A loira se assustou com a indagação, ainda não tinha se dado conta daquela questão, ou era ficar com ele e ariscar pertencer ao posto de primeira dama, ou era abrir mão dele pela felicidade e facilidade para ambos.

_Vamos Ino, eu preciso saber, vai me deixar se eu vencer as eleições?

Notas finais
bem, é isso por enquanto... é claro q teremos a continuação no proximo, então aguardem um poquinho, esse é só o primeiro cap. da semana, e se eu receber 10 reviwes por ele, juro escrever três cap. está semana, sei q é quase pedir de mais, porém, pelo numero de acompanhantes isso é uma balela, então caros leitores imanifestantes, vamos tentar me manter feliz e deixar vcs felizes com mto mais por ai...
sugestões, criticas e todo é resto é sempre bem vindo de verdade, então comentem por favor...
um grande beijo e até o proximo...