Notas iniciais
Mais um pra vocês... Espero que gostem! Muito obrigado a todos por estarem lendo a fic!!!

Por Anita...

Eu sai pela porta do casarão, caminhei até o portão e o fechei, andei pela calçada e encarei o céu bastante estrelado, pude sentir o ar quente que se misturava em meio ao sereno que já caía, como em qualquer noite de inverno, parecia que viria uma enorme chuva a qualquer momento, observando a noite clara e um pouco movimentada, mas com um silêncio profundo no fundo, me agachei na calçada e fiquei absorvendo tudo que aconteceu no instante passado na sala do casarão, eu tinha realmente feito aquilo, definidamente eu custava a acreditar, mais uma vez o sentimento confuso que me unia ao Ben, havia falado mais alto, até mesmo que minha razão, que pedia para parar incessantemente antes que eu não pudesse mais, mais ao lembrar dos beijos trocados, eu não pude evitar de deixar escapar um sorriso travesso e alegre ao mesmo tempo debochado. O que me fez sentir mais raiva de mim mesma, o que eu estava fazendo? Apreciando o acontecido, eu só podia estar louca e agindo como uma demente, e se quer me importava tanto com isso, que droga o Ben era algo, que soava como um precipício em minha vida, do qual eu parecia não ter medo de me jogar, mesmo sabendo que a queda seria feia, como no passado foi, se fosse caso de morte talvez, eu poderia dizer que morri, e renasci de novo, eu era estupida e pelo visto gostava disso. Eu podia ter tudo que eu quisesse em minha vida, mas porque eu insistia justamente em ter aquilo que era minha ruina, era tolice minha pensar que minha história com o Ben não viraria um furacão, e tiraria o resto de minhas estruturas. Levei as mãos em meus cabelos os afastando um pouco de meu rosto e fiquei pensando exatamente nisso, porque eu insistia nele, ok, eu sabia que reencontrá-lo depois de tanto tempo não seria fácil, mas a verdade é que estava sendo muito pior do eu imaginava, eu estava me envolvendo com ele, movida sei lá exatamente porque, aliás eu precisava pensar que eu ainda não estava totalmente envolvida com ele, e muito menos dependente daquilo tudo, eu queria pensar que eu poderia parar agora, se eu quisesse sem nenhum dano permanente, só que a questão é que eu não pensava em parar, eu não queria parar, e isso estava me deixando mais desconcertada e não sabendo o que fazer. Eu permaneci ali, mergulhada em meus pensamentos, sentada a calçada perto de casa percebendo que eu estava rodando em círculos de tão confuso e sem nexo que eram meus pensamentos.

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– Eu tenho que admitir, que há muito tempo eu não via um filme tão bom quanto esse. – Disse Meg na saída do cinema para Marcelo.

– E eu tenho que admitir que há muito tempo eu não ia no cinema tão bem acompanhado. – Marcelo retrucou jogando charme

– Eu vou tomar isso como um elogio. – Ela respondeu fingindo não dar importância, Marcelo apenas cruzou os braços contrariado.

– Ok eu já entendi. – Falou ele olhando para o chão.

– Hãm, entendeu o que. – Meg perguntou ficando confusa.

– Que você não vai com a minha cara, bom pelo menos não pra me dar uma chance, me acha chato e convencido demais, muito pouco pra você. – Disparou o garoto, encarando a loira com certa decepção no olhar. – E é melhor eu enfiar isso na minha cabeça, não é. – Disse ele sério.

– Não, não é isso. – Meg se viu abalada. – É que, eu, assim na verdade. – Murmurou ela sem saber como se explicar. – Você é meio chato, quando fica implicando comigo mas não é isso, juro. – Afirmou a garota, sem graça.

– Então. – Disse Marcelo pensativo, descruzando os braços. – Qual é o problema Meg. – Ele questionou direto.

– Nenhum, poxa, não é só porque uma pessoa não quer ficar com a outra que tem algum problema, não é. – Esclareceu ela.

– Desculpa. – Disse ele balançando a cabeça negativamente. – Mais eu não acredito nisso, você tem que ter alguma coisa, sei lá, algum tipo de antipatia comigo, não sei qualquer coisa que justifique, o teu jeito arredio, o que é. – Ele fez uma pausa para respirar fundo. – É o Ben, é isso, é porque você já foi namorada dele, e bom ele é meu amigo, aliás, mais que isso, mas se for, eu acho que não tem problema, eu já conversei com ele sobre isso, acho que ele não veria problema, e até porque tu sabe que o negócio do Ben, é outro, e, aliás, não tem cabelo loiro. – Marcelo se justificou, querendo uma resposta franca dela.

– Claro que não, eu terminei com o Ben há muito tempo não tem cabimento eu nutrir algo por ele, seria loucura. – Meg quis deixar claro. – Mais lógico que eu sei que o Ben, enfim, você sabe. – Meg o olhou de relance que sorria debochado. – Anita e ele, eles estão com um problema não é, sei lá é como tipo riscar um fósforo e jogar numa poça de gasolina, ali esta saindo faísca. – Ela acabou falando de uma vez.

– É eu sei. – Concordou ele sorrindo. – Mais tá tanto assim porque o Ben não me fala nada, bom ele sabe que eu mando a real pra ele, mas na verdade os dois estão em um impasse não é, porque, bom o Ben em um país, ela no outro, como que fica. – Se perguntou Marcelo, confuso com a relação do amigo com Anita.

– Ai nem eles sabem. – Meg também ficou confusa.

– É, eu só espero que acabe tudo numa boa. – Marcelo desejou. – Mais, vamos a voltar do que realmente importa, eu sei que competir com o Ben não é nada fácil, eu também não sei o que vocês veem nele, você, Anita e companhia, mais tudo certo. – Disse ele travesso. – Você quer saber da verdade. – Marcelo proferiu em meio a um suspiro, para espantar toda tensão.

– Que verdade. – Meg indagou sem entender.

– Desde que eu ti vi lá naquele aeroporto, eu me encantei com você, mesmo de verdade. – O garoto quis se explicar. – Eu me lembro que, quando eu vi você falando com o Ben, eu achei que você pudesse ser a Anita, quase me ferrei, não é. – Disse ele, arrancando uma risada de Meg, que continuou o encarando atenta. – Eu acho que eu to começando a gostar de você, conviver com você esses dias, sei lá, me fez perceber que você não é só linda por fora, você tem atitudes incríveis, talvez seja uma das pessoas mais corretas que eu já conheci, só que pelo visto a reciproca, não é reciproca, você não pensa o mesmo, nem que fosse pra ter algo que não fosse sério comigo, aliás, assim também eu não sei, se eu iria querer, eu to completamente envolvido com você Meg. – Marcelo declarou com certo receio da reação dela.

– Ai nossa. – Disse ela esboçando um sorriso tímido. – Agora você pegou pesado, eu não sei o que dizer. – Afirmou Meg, se sentindo lisonjeada.

– Então não diz nada. – Falou ele se aproximando um pouco mais dela. – Às vezes as palavras estragam a magia de um momento. – Marcelo afirmou, encostando uma mecha do cabelo dela atrás da orelha, a garota se viu desconcertada com a aproximação dele, e os dois apenas se olharam fixamente um para o outro, estampando um sorriso sereno em suas faces, o garoto acariciou de leve as pontas dos cabelos da loira, e eles uniram seus lábios em um beijo calmo e ao mesmo tempo empolgado.