Encontros E Desencontros - 2 Temporada

4 Capítulo 4 - Depois da festa, a ressaca...


Notas iniciais
boa leitura...


Cris estava atrás da lanchonete beijando e se esfregando com a ruiva que encontrara na festa, ela era uma delicia e não fazia nenhuma objeção a ele lhe tocar as pernas sob as saias, e ele estava adorando, só que não conseguia se concentrar, uma sensação de formigamento crescia dentro dele.

Desde que se entendia por dentro, Cris tinha aquela sensação, e era sempre algo relacionado a irmã dele e ele já sabia que ela sentia o mesmo em relação a ele, e essa sensação aparecia quando eles estavam se sentindo em apuros, o que fazia o outro sentir também.

Sakura, como médica, havia estudado bastante sobre isso, irmãos gêmeos eram conhecidos por terem uma ligação muito forte, mesmo que não fossem idênticos, haviam vários estudos sobre isso, vários teste e ninguém conseguia explicar a ligação, o que irmãos gêmeos tinham, mas eles tinham e Cris não estava gostando daquilo.

Às vezes quando ele estava de boa, vendo TV ou algo assim, ele começava a se sentir muito bem, feliz, e era só ver sua irmã que via ela radiante, dando seus pulinhos de alegria, o mesmo acontecia se ela estivesse triste, ele também se sentia desconfortável. Não era sempre que isso acontecia, mas acontecia e era estranho, forte, e aquele formigamento lhe dizia que ela precisava dele, mas ele estava gostando tanto de estar ali.

A garota lhe mordeu a orelha e ele quase subiu pelas paredes, vendo que as mãos dela estavam tão próximas de seu membro , mas a sensação de formigamento cresceu mais, e ele não conseguia se manter concentrado, de modo que começou a perder sua excitação e ficou furioso com isso, porque sua irmã tinha que ser irresponsável.

Ele afastou a menina de vagar e disse qualquer coisa, saindo correndo em seguida, ele procurava pela irmã em todos os cantos possíveis, mas não a encontrava, até que um pouco afastado da li, em uma arvore, ele viu o cara que dançava com ela a prensando contra a madeira e ela tentando o afastar e gritar.

Cris correu até eles e pegou o sujeito pelo colarinho, o jogando longe de Jum, ele se levantou e veio pra cima do moreno, que lhe deu um soco na barriga e outro na cara, deixando o rapaz se torcendo de dor no chão.

_Chegue perto da minha irmã de novo, e juro que seus rins nunca mais vão funcionar.

Cris sabia tudo sobre o corpo humano e doenças, parecia uma biblioteca anatômica, sempre estava perto da mãe lhe perguntando coisas, então ele sabia que podia deixar os rins ou qualquer outro órgão que quisesse sem funcionar e quais seriam as conseqüências disso.

Cris pegou Jum pela mão e foram saindo dali.

_Obrigada Cris, mas como soube?

_Esqueceu que somos gêmeos e o que você sente eu sinto.

_É verdade, obrigada.

_Não agradeça, eu vou te matar assim que chegarmos em casa.

Os dois entraram na lanchonete e logo encontraram Kira e Bily.

_É melhor a gente ir embora, essa irresponsável acabou de arrumar confusão. –disse Cris seco.

_Tudo bem, só temos que achar os outros. –disse Kira.

_Vou com a Jum lá pra fora, vocês podem procurá-los? –disse Cris ainda irritado.

_Claro.

Os irmãos Uchira saíram novamente, dessa vez pra frente do lugar e ficaram esperando.

_Você não precisava ter me chamado de irresponsável, não foi culpa minha, eu não quis isso.

_Você ficou dando mole pro cara e ainda acha que não fez nada.

_Não é porque eu flertei com ele que isso dá o direito dele fazer o que fez.

_Ele é homem, o que esperava?

_Que ele fosse homem de verdade, que sabe respeitar uma mulher, e pensei que isso fosse ser homem pra você também, que você fosse assim, mas pelo visto né, até meu irmão é um canalha idiota.

_Eu não sou assim, não seja ridícula, mas você não precisava ter facilitado, não precisava ficar dando em cima dele assim.

_Você é meu irmão, devia estar do meu lado.

_Você devia estar do meu também, eu estava numa boa com uma garota, mas esse senso de ligação é um inferno.

_Ótimo, então não sou mais sua irmã, se isso é um estorvo pra você.

_Não seja ridícula, isso não muda nada, sua burra.

_Burra é...

_Gente, para com isso. –disse os amigos se aproximando.

_Olha, que saber, vai pro inferno Cris. –Jum deu um tapa na cara do irmão e saiu andando.

_Eu vou matar ela. –ele avançou um passo, mas Paul se colocou na frente do amigo.

_Vai pra casa Cris, eu vou atrás dela e depois a levo pra casa também.

_É melhor mesmo você ir, se não eu mato ela, e só você pra ter paciência mesmo com aquela maluca.

Paul se despediu dos amigos e correu na direção de Jum, a alcançando alguns minutos depois.

_Se veio aqui me fazer voltar e dizer que meu irmão tem razão, pode dar meia volta e dar o fora daqui Paul, eu não to com paciência.

_Eu não vim pra isso, só estou aqui pra te acompanhar aonde você vai.

_Quem falou que quero sua companhia.

_Ninguém, mas sozinha você não vai andar por ai. Se não quiser nem precisa falar comigo, faça de conta que não estou aqui.

Ela olhou pra ele desconfiada, mas ele apenas olhou pra frente e foi andando ao lado dela, com as mãos nos bolsos e olhar perdido de sempre.

Eles caminharam por alguns quarteirões, até que ela parou em uma praça e se sentou em um banco, ele ficou de pé, próximo ao banco.

_Tudo bem pode se sentar. –ela disse por fim.

Ele se sentou e ficou quieto ao lado dela, então ela começou a falar:

_Meu pai é o cara mais correto e respeitador que eu conheço, sempre tratou minha mãe maravilhosamente bem, cuidando dela, da gente, mas meu irmão é daquele jeito, o que tem de errado com ele? Com quem aprendeu a ser daquele jeito? Não consigo entender porque ele me odeia tanto.

_Ele não te odeia Jum, mas seu irmão tem mania de perfeição e isso eu sei que os seus pais também tem, ele quer ser responsável, que ser independente, está cansado de dividir tudo com você, de se sentir responsável por você.

_Não quero isso dele.

_Ele não pode evitar, é assim mesmo, eu sinto o mesmo com a Nayumi, e não é porque vocês tem a mesma idade que ele não sente isso.

_Eu sei que é um saco ter que dividir tudo comigo, até a data do aniversario, mas a gente nasceu assim, e por mais que eu odeie admitir, eu gosto muito daquele grosseirão, não quero que ele brigue comigo e nem que diga coisas que eu não sou, eu não dei mole pra aquele cara me agarrar daquele jeito.

_O Cris é estourado mesmo, qualquer coisinha pega fogo, mas não era de você que estava com raiva, só não soube controlar e não descontar em você.

_É, no fim ele me salvou, não foi?

_Foi o que eu soube.

_Obrigada Paul, até que sua inteligência irritante e sua calma excessiva serviram pra alguma coisa. –ela sorriu.

_Precisando disponha.

Eles se encaram por algum tempo e por fim ele se levantou, estendendo a mão pra ela.

_Venha, acho melhor irmos pra casa.

Ela pegou a mão dele e se perguntou como ele conseguia parecer tão maduro e tão homem se era até alguns meses mais velha que ele, e foi ao lado dele até chegarem a casa de Aiko, percebendo que ele tinha um perfume delicioso.



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Na manhã seguinte, Cris acordou mais cedo do que gostaria, estava com dor de cabeça pelas cervejas e ainda sonolento, caminhando pela casa. Foi até o quarto de Aiko, ver se ele tinha algum comprimido pra lhe arrumar, então abriu a porta, mas não foi Aiko que viu, Tamie estava apenas de calcinha e camiseta colada, prendendo os cabelos na frente do espelho, quando ela o viu, se virou pra porta e jogou uma almofada nele.

_Cris, sai daqui, seu miserável. –ela jogou outra almofada, e ele se afastou na porta, encostando esta atrás de si.

_Eu não sabia que estava ai, caramba. –ele disse com o coração acelerado pelo susto, atrás da porta, já bem acordado.

_Você é um pervertido, isso sim. Onde já se viu entrar no quarto assim, sem bater.

_Esse quarto não é seu, como eu ia imaginar que você estava ai?

Ele fechou os olhos, tentando recuperar o fôlego, mas a cena dela, semi vestida, se formou na sua cabeça, então ele abriu os olhos e afastou o pensamento.

Ela abriu a porta com força, já vestindo seu macacão de corrida, e encarou ele.

_O Aiko me deixou dormir aqui porque eu tinha que acordar cedo, tenho uma corrida agora, você não viu que ele lá na sala com vocês?

_Acha mesmo que fiz isso de propósito? –ele encarou ela desconfiado, e os olhos azuis dela reluziram, ela achava sim. –Tá maluca Tamie? Claro que não foi de propósito, eu queria acabar com minha dor de cabeça, e não aumentar ela.

_Idiota. Agora sai da minha frente, meu pai vem me pegar pra eu ir correr.

Ele deu passagem pra ela e a viu sair, com seu macacão branco e azul, seu cabelo preso e as sapatilhas de corrida, com certeza ela era bem diferente por de baixo daquilo.

“Para com isso Cris, está maluco? Ela é quase sua irmã, então deixa disso agora.”

Ele entrou no quarto e achou os comprimidos de Aiko, junto com um monte de camisinhas, ele riu da situação e saiu do quarto, foi pra cozinha beber água.



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_Eu disse que ia ganhar, não disse? –falou Tamie chegando em casa com o troféu da prova.

_Parabéns maninha.

_Valeu Kiki.

_Aonde vai por este, na estante do seu quarto não cabe mais nada.

_Não sei mãe, mas acho que podemos desocupar o quarto da Kira e por meus troféus lá.

_Engraçadinha. –disse Kira rindo com a irmã.

_Brincadeira maninha, você sabe que te amo.

As duas se abraçaram, elas eram irmãs e amigas, mas do que qualquer coisa.

_Vai lá guardar o troféu Ta, vamos sair pra jantar na casa do Sasuke.

Ela revirou os olhos, não queria ver Cris depois do que acontecera de manhã, mas não tinha escolha, teriam que superar o ocorrido e pronto.

Elas tomaram banho, se arrumaram e foram jantar, lá encontraram todo mundo, os meninos e as meninas estavam vendo um filme e os adultos conversando na cozinha.

_Oi gente.

_Nossa, demoraram. –disse Aiko. –E ai priminha, acabou com eles?

_Mas é claro, deixei todo mundo comendo poeira.

_Por isso sou seu fã . –ele disse passando o braço pelos ombros dela, a chacoalhando de felicitação.

_Depois te dou um autografo. –ela disse rindo e brincando, enquanto piscava pra ele.

Todos sorriram e se sentaram, o filme logo terminou e eles foram conversar.

_Então o Aiko tá namorando... –disse Kira rindo baixinho.

_Quem disse isso?

_Ah, para Aiko, todo mundo viu. –disse Jum animada.

_Tudo bem, eu estou, mas se contarem pra mim mãe, mato vocês.

_Me contar o que, Aiko Hyyuga?

_Xi, tá lascado. –disse Tamie alegre e divertida como sempre.

_Nada mãe, só que você é a mulher mais incrível desse mundo. –ele foi até a mãe e a abraçou pelos ombros, ela era menor que ele, mas poderia derrubá-lo, se assim ela quisesse e ele sabia disso.

_Aiko, não minta pra mim, eu sou sua mãe.

O menino respirou fundo e viu o pai se aproximar, sentindo seu coração disparar.

_Está bem, vou dizer de uma vez, melhor que saibam por mim.

_Fale então, filho.

_Eu estou namorando, a garota chama Laica.

Tenten sentiu o chão sumir de baixo dos seus pés, num dia ele era só um bebê, sendo arrancado de seus braços, no outro ele era um homem praticamente feito, sendo arrancado de seus braços.

_Namorando?

Neji apoiou a esposa, viu que ela poderia cair a qualquer momento, ela era apegada de mais ao filho pra saber que ele dividiria o amor por ela com outra mulher.

_Mãe, não fica assim, é só uma namorada, não estou indo pra guerra, caramba.

_Eu... Eu vou terminar... pra cozinha. –ela disse meio perdida, e saiu.

_Pai, porque ela ficou assim? Não tem nada de errado nisso.

_Relaxa filho, eu falo com ela.

_Afe, minha mãe é um saco mesmo.

_Oh palhaço, ela é sua mãe, lhe deu a vida, não devia falar dela assim. –disse Tamie.

_Ai, tudo ela faz escândalo, desde que eu era pequeno, sempre me vigiando, não me deixava sair sozinho, será que ela não entende que eu preciso de espaço e viver minha vida?

_Ela deve ter os motivos dela Aiko, não devia falar assim, até mesmo porque sua mãe é super gente boa. –disse Paul.

_Isso porque ela não é a sua mãe.

_Minha mãe é capitã da policia, era investigadora, sabe de cada passo que a gente dá, é neurótica, problemática e vive mandando em todo mundo lá em casa, mas mesmo assim amamos ela.

_Só queria que minha mãe parasse com esses ataques toda vez que tento fazer algo por mim mesmo.

_Você devia falar com ela então, explicar o que sente e não acusá-la. –disse Kira.

Aiko se calou e ficou pensando, talvez os amigos tivessem razão, até mesmo porque, sua mãe era mesmo uma boa pessoa, e sempre foi muito cuidadosa com ele, não era justo acusá-la e nem a tratar mal, e depois, ela sempre fora ciumenta, era normal que ficasse daquele jeito, então precisava fazer ela entender que Laica era a garota maravilhosa que ele via nela.



Notas finais
mais um cap pra vcs curtirem de montão e comentarem...
e quero dedicar esse cap. a Mariaana Ito e Anne Miles, as duas recomendaram minha primeira temporada e ñ pude lhes dedicar nada lá, mas agora espero q estejam gostando da segunda temporada e curtam bastante o cap.
bjos e até o proximo...