Encontros E Desencontros - 2 Temporada
5 Capítulo 5 - Não gostamos dela!
Notas iniciais
boa leitura...
No dia seguinte, Aiko estava em seu quarto, separando algumas coisas que precisaria em seu novo apartamento com os amigos, e seria em breve, quando viu sua mãe passar meio triste pelo corredor, ela ainda estava mexida com a história da namorada, então achou que era o momento de falar com ela.
Ele foi até o quarto de seus pais e viu que sua mãe estava sentada em uma cadeira branca, segurando um cartão postal nas mãos, ele olhou a imagem e se reconheceu como bebê na foto, mas estava nos braços de uma mulher que ele nunca vira antes, ele deixou a foto de lado e se sentou no tapete, de frente pra mãe dele.
_Mãe, precisamos conversar.
_É, acho que precisamos... –ela disse meio sem ânimo.
_Mãe, eu sei que tudo isso, me mudar, fazer faculdade, arrumar uma namorada, é tudo muito novo e muito complicado, mas eu amo a senhora, eu te admiro muito, não quero que se chateie comigo, mas também não quero viver pra sempre sob suas asas mãe, eu quero voar sozinho, quero fazer minha vida, um dia ter minha família também, isso não quer dizer que vai me perder.
Tente levantou os olhos rasos pelas lágrimas e encarou os olhos do filho, viu neles o mesmo que viu nos olhos de Neji quando o conheceu, ele com certeza era um pedaço deles, e mesmo continuando sendo filho dele e dizendo que nada mudaria, ela sabia que não era verdade, sabia que todo pai perde os filhos uma hora, mas uma coisa era certa, ela havia sofrido de mais pelo controle de seus pais na sua vida, então não ia fazer o mesmo com o filho, no entanto, tinha que fazer ele entender tudo o que estava acontecendo e porque acontecia.
_Aiko, tem uma coisa sobre você, sobre a gente, que eu e seu pai nunca lhes contamos, mas acho que está na hora de você saber. –ela passou a mão pelo rosto intrigado do filho. –Aiko, seu pai era casado quando nós nos conhecemos, ele era casado com minha melhor amiga, mas eu não sabia, nem de uma coisa e nem da outra, ele não sabia que eu era amiga da mulher dele, mas nós acabamos passando uma noite juntos. O casamento dele estava falido, era quase impossível sair uma separação, eu não queria roubar o marido da minha amiga, então combinamos de não nos ver mais, mas eu já estava loucamente apaixonada pelo seu pai.
Ela viu que o filho estava assustado e ainda não compreendia aquela história, mas ela achou melhor só continuar, depois ver o que ele queria perguntar.
_Alguns meses depois, eu descobri que naquela noite eu tinha ficado grávida, no calor do momento esquecemos de nos prevenir e no fim, teríamos um filho juntos. Neji logo quis se separar de qualquer jeito, queria ficar comigo, com o bebê, mas seria uma luta muito difícil. Minha amiga se tornou minha inimiga e começou um pé de guerra, Neji e eu tivemos momentos terríveis nas mãos dela, era muito difícil, mas estávamos obstinados, nós nos amávamos, queríamos aquele filho mais do que queríamos qualquer outra coisa, por isso lutamos cada batalha, até o dia em que você, o bebê que eu carregava nasceu. Nós dois estávamos bobos por ter você em nossos braços, nós te amávamos tanto, havia sido a libertação pra nós, era a chama de uma nova vida, e seu pai finalmente teria uma mulher de verdade, uma família de verdade, mas então chegou a noticia, você havia sido roubado da maternidade. Temari era investigadora na época e começou a te procurar, descobrimos que aquela lunática da ex do seu pai havia lhe pego e temíamos o que ela poderia fazer com você. Passamos meses sem noticias suas, sem saber que você estava vivo e meu maior medo era poder nunca mais ter você em meus braços.
Ela colocou o cartão postal na mão dele.
_Isso foi uma tentativa de nós deixar perdidos, de achar que você tinha ido embora pra sempre, e quase ficamos loucos, por sorte, Temari descobriu que era só um plano, então continuamos a te procurar, foi difícil, foi triste, e a cada segundo a agonia era crescente, seu pai se culpava por tudo, se culpava por ter deixado ela pra que nos ferisse, se culpava de ter me levado pra aquele destino e se culpava por ter perdido você, nós dois quase morremos, e se não tivéssemos um ao outro, acho que eu não teria sobrevivido pra ver o dia em que você voltou pra nós. A Tema fez uma mega operação pra te trazer de volta e ela trouxe, você estava a salvo e eu jurei pra mim mesma que nunca mais te deixaria nem por um segundo, e eu nunca mais te perderia pra ninguém. Por isso, Aiko, eu estou me sentindo tão mal, porque eu sei que vou acabar te perdendo de alguma forma, mas sei que você precisa viver e que essa promessa eu não vou poder cumprir, você tem sim que ter sua vida, tem que voar bem alto, só não me peça pra não sen
tir sua falta, pra não ficar triste, porque não tem como.
Aiko encarou a mãe e não podia acreditar que era fruto do adultério de seu pai, mas ao mesmo tempo, não conseguia entender como seus pais se amavam tanto, ao ponto de terem sobrevivido a tudo e ainda se amaram a cada dia, fazendo ele querer alguém pra viver daquela forma com ele.
_Mãe, eu... Porque nunca me disseram?
_Achamos que não era necessário, que você não entenderia porque seu pai traiu aquela mulher por uma noite, mas agora não importa nada disso, você tem que saber de tudo, do que passou e como chegou até aqui.
_Obrigado por me contar, estou mesmo um pouco confuso, mas feliz por agora saber de tudo, e agora sei que mais do que nunca devo minha vida a vocês, o amor que sempre tiveram por mim, mas devo também muito a Temari, que minha nossa, me trouxe de volta, ela é mais incrível do que pensei...
_Ela sempre foi uma pessoa muito corajosa, e todos nós devemos muito a ela, muitos de nós está vivo por causa dela.
_Acho que Nayumi vai ser ela no futuro.
_Isso com certeza.
_Mas é bom saber que sempre fui tão amado. –ele abraçou a mãe contra seu peito. –Eu te amo muito mãe, te amo de demais, e obrigado por me querer tanto assim, por ter lutado por mim.
_Eu sou sua mãe, o que esperava? –ela disse com um sorriso em meio às lágrimas.
_Mãe, posso trazer Laica pra conhecerem? Quero que participem do meu vôo e que venham junto comigo sempre. –ele disse sorrindo exatamente como a mãe sorria.
_Claro meu filho, se ela te faz feliz, quero muito conhecê-la.
_Vou convidá-la pra jantar aqui no fim de semana, tudo bem?
_Combinado.
Os dois se abraçaram mais uma vez e gostaram de poder estar no colo um do outro, se sentindo muito bem por serem mãe e filho.
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_Paul, o Aiko vai mesmo trazer a namorada aqui? –indagou Nayumi.
_Vai, por quê?
_Nada, só achei estranho, ele vai assustá-la trazendo ela aqui com toda essa gente.
_Aiko é das antigas, gosta de estar em família e como todos nós pensamos que somos uma grande família, então ele achou que não faria mal.
_Bom, ao menos sabemos que ela é corajosa.
Os dois riram cúmplices.
_Nayumi, se lembra de quando a gente era criança e você e o Aiko viviam pra baixo e pra cima juntos?
_Lembro, dava uma sova nele por dia. –ela riu com a lembrança.
_Sempre achei que vocês algum dia seria mais que amigos.
_Que bobagem, de onde tirou isso?
_Sei lá... Só que uma vez vi vocês dois na casa da Sakura, eu devia ter uns treze anos, e vocês dois estavam na sala, lendo um livro juntos, você com a cabeça no ombro dele, ele encostado na sua cabeça, depois você mostrou a ele a correntinha da mamãe que você nunca deixa ninguém por a mão, pareciam felizes, cúmplices, apaixonados...
_Você bateu com a cabeça? A gente sempre foi como irmãos.
_Eu sei, mas não somos irmãos, e eu achei isso na época, só isso, mas se é assim tão absurdo, se aquilo não teve importância pra você, beleza.
_Paul, Nay, desçam aqui, preciso da ajuda de vocês. –era a voz de comando da mãe deles.
Eles nem esperaram pelo segundo chamado, foram descendo, mas Nayumi pensava nas palavras de Paul e agora sabia, nunca esquecera aquela tarde, nunca esquecera do que sentira encarando os olhos dele, sempre se lembrava de como ele correu preocupado com ela depois de ter caído na cozinha, e de como adoravam os mesmo livros, mesmo sendo pra gente mais velha, e então lembrou que seu irmão usara a palavra apaixonados, e se sentiu bem por pensar que pudessem mesmo estar apaixonados, mas depois ela abanou a cabeça e parou de pensar nisso, ele jamais daria bola pra ela agora que haviam crescido e ele já tinha uma namorada, era ridículo pensar que poderiam ter alguma coisa, assim fez o que sua mãe mandara e parou de pensar naquilo.
Mais tarde, naquela noite, os dez pais e os oito filhos estavam reunidos, todos os homens da casa estavam na sala jogando vídeo-game, enquanto as mulheres terminavam de fazer a comida e fofocavam um pouco, até que a campainha tocou, Aiko fora buscar a namorada.
Aiko e Laica adentraram a casa ela se assustou com o tanto de gente, mas logo passou ao reconhecer o presidente, o corredor, a capitã de policia condecorada, o promotor da cidade, falado em todos os lugares do país e mais toda aquela gente famosa.
_Não me disse que conhecia gente importante.
_É que me esqueço que são famosos, pra gente aqui são só a gente mesmo, mas vem, aquela é a minha mãe.
_Sua mãe é Tenten Mitsashi? –ela perguntou atônita.
_Na verdade é Hyyuga, mas nas lutas ela usava o nome de solteira.
Tenten se aproximou do filho, Neji também veio, então Aiko apresentou ela.
_Laica, esses são meus pais, Tenten e Neji Hyyga.
_Muito prazer. É uma honra conhecer a mulher que fez nome no boxe e difundiu o esporte como feminino também.
_Que isso, assim me deixa sem graça, e depois isso faz tempo, agora estou aposentada, só dou aulas na academia.
Laica sorriu boba, então Aiko a levou pra conhecer os outros.
_Esses são Naruto e Hinata Usumaki, as filhas deles, Tamie e Kira.
_Nossa Kira, eu estudei com você e nunca me disse que seu pai era o hépta campeão mundial.
_A gente gosta mais de ser a Kira e Tamie, e não as filhas do Naruto. –disse Tamie bem humorada.
_Aqueles são Gaara e Ino, a moça é a Linda e o outro o Bily.
_Ele é o presidente, você conhece os presidente. Ah, a menina é adotada né?
_Ninguém se importa com isso.
_Ah, mas é diferente né...
Aiko olhou pra ela de soslaio, mas deixou como estava.
_Ali são Shikamaru e Temari Nara, e com eles é Paul e Nayumi, os filhos deles. Mais ali estão Sasuke e Sakura, com os gêmeos Cris e Jum.
_Você é de mais mesmo gatinho.
_Valeu. Agora vem, vamos enturmar você com o pessoal. Tamie, porque não leva a Laica pra cozinha com vocês, vai ser melhor que ficar vendo a gente jogando vídeo game.
_Claro. –Aiko gostava de Tamie justamente porque ela era bem humorada e conseguia ser muito simpática. –Vem Laica, vamos ao universo feminino.
Elas foram pra cozinha, as mais velhas tomavam vinho e as mais novas tomavam suco, todas conversando animadamente, até que Temari contou como havia pegado um assaltante na rua.
_Minha nossa, isso é muito perigoso. –falou Linda.
_Não é nada afilhadinha, perigoso é as infiltrações, mas isso eu não faço mais, to ficando velha pra isso. –Temari sorriu levando a taça de vinho aos lábios.
_Nossa, eu acho que isso não é trabalho pra uma mulher... –disse Laica, mais alto do que deveria e do que queria dizer. –Quer dizer... –ela começou a se explicar quando se deu conta do que dizia. –É um trabalho nobre, de muita coragem e tudo mais, só que com homens é mais fácil... Sei lá...
_Não sei por que, não é porque eles têm um cassetete no meio das pernas também que com eles é mais fácil. –Nayumi estava irritada, e nem Temari reprovou a filha por falar daquele modo, que normalmente ela repreendia.
_Não é isso, mas é que homens têm imponência, são mais fortes, essas coisas.
_Pra que se tenha ordem e respeito não é preciso falar grosso e impor nada, eu fui deputada e nunca tive nem que levantar a voz. –disse Linda.
_Isso é fácil quando se é a filha adotiva do presidente.
Todas na cozinha fuzilaram Laica com os olhos, aquilo não eram modos e logo se via que ela era muito diferente delas ali, era machista e preconceituosa com certeza.
_Não é fácil nada. Eu tenho que dar um duro danado mesmo sendo filha do promotor, vou ter que me matar de estudar e rezar pra passar na prova pra advocacia, depois pra promotora, então acha que ser filha de alguém com renome é fácil? Saiba que é muito mais difícil, ainda mais sendo como a gente, filhas de gente com um monte de inimigos. –disse Jum um pouco exaltada.
_Sinceramente, não sei o que é tão difícil pra vocês, vocês têm poder, dinheiro, fama e...
_Pra você é isso o que importa na vida? –indagou Tenten estreitando os olhos.
_Bem, não, mas acho que ajuda e muito.
Todas tiveram vontade de voar no pescoço dela, mas controlaram a ânsia apenas rangendo os dentes.
Na sala, Paul estava com o controle de vídeo-game na mão, quando de repente deu pausa no jogo e se ajoelhou no chão, ao invés de ficar sentado.
_Estão ouvindo isso? –ele indagou.
_Ouvindo o que? –perguntou Bily.
_Está silencioso de mais. –disse Shikamaru olhando para o filho e compreendendo.
_Epa... –disse Cris com um comichão. –Jesus, tem alguma coisa muito errada. Sabe aquela coisa que eu tenho de ligação com a Jum? –eles fizeram que sim com a cabeça. –Pois bem, aquela vozinha está me dizendo que ela não está contente, e pra eu sentir é porque ela não está contente mesmo.
Aiko pulou do sofá e foi até a cozinha, mas as mulheres estavam saindo desta, e pareciam nada amistosas.
_Vamos jantar logo. –disse Temari com sua voz de comando, fazendo o Nara e o filho se olharem, conheciam ela como ninguém e a coisa tava preta pelo visto.
Temari colocou a comida na mesa e os demais se sentaram, menos Shikamaru, que foi até a esposa e lhe segurou a mão com seu sorriso tranqüilo.
_Se acalme querida, você fica tão mais linda sorrindo.
_Quer que eu sorria? Então me deixe matar alguém. –ela disse entre os dentes.
_Opa, to indo nessa. –ele deu um beijo no rosto dela e foi se sentar.
Durante o jantar, apenas Laica falou alguma coisa pelas mulheres, as demais estavam caladas, e com exceção de Kira, que parecia mais triste, as outras tinham ódio no olhar; os homens acharam melhor deixarem pra conversar mais tarde, não eram loucos de se meterem com aquelas mulheres naquele estado, eles ainda prezavam por suas vidas.
Notas finais
até mais...
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