Encontros E Desencontros - 2 Temporada
28 Capítulo 28 - Uns melhores que outros...
Notas iniciais
_Ela dormiu, até que em fim. –disse Aiko voltando do quarto de Kira. –Acha que ela vai ficar bem? –ele perguntou a Cris.
_Ela está com os nervos a flor da pele, vai ter que acabar se acalmando de uma maneira ou de outra, mas vamos esperar até amanhã.
_Ela gosta tanto dele... –disse Tamie suspirando.
_Isso todo mundo sabe. O jeito dela nas festas, o modo como ele sempre dá um jeito de se aproximar, está na cara que eles se gostam muito. –disse Jum.
_Bom, não podemos mais fazer muita coisa por eles agora, vamos esperar ele voltar. –disse Paul abraçando Jum, e tentando transmitir confiança a todos com sua tranqüilidade.
_É, o jeito é esperar... –disse Linda a contra gosto.
_Mas você tem que descansar também Linda, venha, eu te levo em casa.
_Não vou conseguir dormir.
_Mas precisa tentar, não vai adiantar de nada todo mundo ficar mal e doente, temos que estar 100% pra poder ajudar a recuperar seu irmão.
_Está bem Jhon, vamos então.
Eles se despediram e se foram.
_Eu também te levo Jum, amanhã a gente volta pra ter noticias. –disse Paul. –Quer carona maninha?
_Não, vou ficar mais um pouco.
_Está bem, até mais.
_Tamie, é melhor a gente falar com seus pais e com a minha mãe, a Kira precisa de mais apoio por enquanto. –disse Cris.
_É, tem razão, já vamos deixar eles de sobre aviso.
Os dois se afastaram.
Aiko e Nayumi se entre olharam, estavam sozinhos, e por alguma razão aquilo era desconfortável, e quando Aiko começou a falar, eles entenderam por que.
_Deve ser terrível essa aflição da Kira, o medo de nunca mais poder ver o cara que você gosta... Eu ficaria maluco no lugar dela. Imagino como meus pais ficaram quando me roubaram.
_Tem razão. Deus que me perdoe, livre e guarde, mas se o Bily não voltar, muita gente vai ficar maluca. Eles poderiam ter ficado juntos, terem lutado pelo o que sentiam, mas deixaram de lado e agora estão ai, separados, sofrendo, com medo, é muito triste.
_A gente tem mania de achar que somos eternos, que as oportunidades também são, deixamos de fazer as coisas certas e que precisamos porque sempre adiamos tudo, principalmente quando se trata dos nossos sentimentos.
Ela concordou com a cabeça, então voltaram a se encarar.
_Nay, eu não consigo esquecer aquele beijo na sua casa, e de como eu gosto de você. –disse Aiko depois de um tempo.
_Eu também sinto isso Aiko, e estou com medo. Não quero perder o amor da minha vida por ter adiado de mais minhas escolhas.
Ele saiu do sofá e se ajoelhou na frente dela, lhe segurando as mãos.
_Sinto muito pelo o que houve na festa, estava carente e a garota era bacana, me deixei levar, porque tinha medo de nunca conseguir ter você.
_Eu não devia ter deixado você com esse medo, devia ter admitido logo o que sinto por você e o quanto eu te amo. Não consigo esquecer aquela sensação de quando segurou minha mão naquela tarde que nos reunimos, e aquele beijo só me deu certeza de que jamais alguém será como você é pra mim.
_E aquele carinha que você disse que estava afim? –ele perguntou azedo.
_Era um carinha que eu achei que podia assumir um lugar que é só seu e eu estava me forçando a gostar dele.
_Nay, fica comigo. Seja minha, por favor.
Ela o abraçou forte, sentindo uma lágrima quente correr por seu rosto.
_É tudo o que eu mais quero.
Ele sorriu, e encarou os olhos dela, tão perspicazes quanto os do pai, a boca tão firme quanto da mãe, e então veio o beijo, o gosto dela, a pele dela, o calor dela, e ele soube que ela era única.
_Eu te amo Nay, te amo de mais.
Ela sorriu, e continuou a beijá-lo, precisava tanto dele, como precisava de ar.
Nayumi era uma garota muito esperta, inteligente, bonita, durona, dona da verdade, mas o que ninguém sabia, era que ela era uma garota frágil por dentro, cheia de neuras, medos, sempre pensando no pior, mas com Aiko ela poderia se sentir assim, porque sabia que tinha alguém pra cuidar dela, pra aceitar tudo isso dentro dela, e não importava o que fosse acontecer, eles estavam juntos, e usariam essa força no que fosse preciso.
_Assim que essa tempestade passar, nós vamos anunciar nosso namoro.
_Ei, você nem perguntou se eu queria namorar. –ela sorriu travessa.
_Nem ligo, você não vai a lugar nenhum mesmo, então digo que é minha namorada e ponto, conforme-se, agora você é minha e só minha.
_Adorei isso. –ela sorriu e o abraçou.
_Acha que seu pai vai arrancar meu couro? –ele indagou divertido.
_Não, mas minha mãe já é outra história, lá em casa, ela é a ciumenta. –os dois riram.
_Quando sua mãe bancar a heroína e salvar o dia mais uma vez, diga a ela que eu agradeço muito ela ter me salvo a vida e me trazido pra você.
_Eu vou me lembrar, assim amansamos a fera.
Os dois trocaram mais um beijo e Cris e Tamie viram.
_Desculpa... –disse Nayumi sem jeito.
_Pelo o que? É bom ver que desse tormento alguma coisa boa saiu. –disse Tamie suspirando.
_Todo mundo merece ser feliz gente, isso não quer dizer que desrespeitam o Bily por isso.
_Valeu gente, só não vamos comentar de mais, ainda tá muito pesado o clima, e queremos muito que o Bily volte, pra nos dar paz e alegria.
_Não se preocupe Aiko, não diremos nada. –disse Tamie.
_Assim parece que a turma toda se juntou...
_Ou quase. –completou Nauyme o que Aiko dissera, olhando pra Tamie e Cris.
O moreno e a loira se olharam.
_Bom, a gente já vai, se precisarem de mais alguma coisa, é só gritar. –disse Aiko pegando Nayumi pela mão, e os dois foram embora.
_Vou deixar você descansar, amanhã a gente se fala. –disse Cris depois de um tempo de silêncio.
_Tudo bem. Mas se minha irmã acordar, o que eu faço?
_Tente acalmá-la e ponha pra se deitar de novo, se só isso não funcionar, sua mãe vai saber o que fazer, a minha mãe já falou com ela.
_Certo. Obrigada pela força, a Kira tinha acabado de se recuperar e isso acontece, valeu por ajudar.
_Não precisa agradecer, é claro que cuidaria de qualquer um aqui.
_É eu sei, mas não deixo de me sentir grata, é minha irmã né?!
_É, é sim... Eu já vou indo mesmo.
_Tá... –ela disse sem convicção.
_O que foi? Não quer ficar sozinha?
_Não é isso, é só que nossos pais estão numa daquelas reuniões super secretas da liga dos amigos pra sempre, a Kira está lá em cima, tentando esquecer tudo o que houve e eu estou me sentindo meio perdida.
_Se quiser podemos jogar damas, até você ficar com sono.
_Pode ser, quem sabe à hora não passe mais de pressa?
Ela arrumou o tabuleiro, e os dois se sentaram pra jogar, mas nenhum dos dois estava concentrado no jogo, e nem viram quando a partida acabou.
_Foi rápido né?
_Foi. Quer tentar a revanche?
Os dois jogaram mais uma partida, e quando começaram a terceira, ela não agüentou mais.
_Então seremos os únicos da turma a não ficarem juntos?
_O que quer dizer?
_Porque tínhamos que dar tão errado? O primeiro casal a ficar junto e o único a não dar certo.
_Talvez não fosse pra ser.
_Talvez você não quisesses que fosse. –ela disse séria, já tinha agüentado calada tempo de mais, ainda queria uma explicação.
_Não é verdade, eu queria que fosse, que durasse, pra sempre.
_Então por que...
_Não sei, eu não sei o por quê. –ele disse a interrompendo. –Não consigo me entender, entender o que deu em mim, nada justifica, eu sei, mas eu sempre quis que desse certo, porque eu sempre gostei de você.
_Não, se você gostasse teria me pedido em namoro de uma vez, teria...
_Tem certeza de que não era um namoro? Até com seu pai eu falei, te considerava minha namorada, mas tinha medo dessa palavra na boca dos outros.
_Tinha vergonha de mim porque eu sempre fui o patinho feio, como a Laica disse.
_Para com isso, é lógico que não. Eu tinha era medo. Medo de assumir que te amava e acabar me expondo de mais. Meu orgulho é um mau grande de família, e eu não soube o controlar.
_Sabe Cris, eu te amaldiçoei tanto, te xinguei tanto, me senti destruída, magoada, irritada, mas nunca consegui sentir ódio puro e de fato por você, assim como nunca deixei de ter certeza que te amava, mas eu não sei se quero mais te amar.
_Eu estraguei tudo, o que eu fiz não tem perdão, e entendo se você ficar magoada pra sempre, mas Tamie, eu nunca senti tanto por algo que eu fiz como eu sinto pelo mal que fiz a você. Eu sinto muito, sinto de verdade, se não me odeia, eu me odeio pelo o que eu fiz, fui um cafajeste, burro, canalha, imbecil, completamente tapado e nem todos os adjetivos nesse sentido que existem seriam suficientes pra mim, e eu não vou pedir perdão, no entanto, eu adoraria ter uma maneira de te provar o quanto eu me arrependo de tudo o que eu fiz.
_Infelizmente arrependimento não se prova tão facilmente, e perdão eu já disse que lhe dei, só que ainda dói aqui, sabe? –ela colocou a mão sobre o peito. –Não sei se ainda tenho um coração aqui dentro.
Ele baixou os olhos, estava triste, envergonhado e se sentindo cada vez pior, mas ela segurou seu queixo, debruçando sobre a mesa, e próxima a ele.
_Mas ainda assim Cris, eu acho que você pode fazer alguém muito feliz, você vai saber apreender com seu erro, e eu espero mesmo que sua vida siga.
_Só tem um problema Tamie, eu quero fazer apenas você feliz. –ele segurou a mão dela, e olhou profundamente nos olhos dela. –Eu aprendi sim, mas queria provar pra você isso, e sem você minha vida vai seguir sim, não vou mentir, a vida de todo mundo tem que seguir, o problema vai ser que não seguira completa jamais.
O coração da garota disparou dentro do peito, como a muito não acontecia, os olhos dele de tão verdes lhe deixava enjoada de prazer, sua boca linda estava tão perto, e o calor da mão dele transitava por todo o corpo dela, mas então a imagem dele segurando a cintura da garota só de calcinha lhe preencheu a mente, era sempre essa imagem que a afastava dele, que a deixava destruída. Iria se entregar a ele, mais cedo ou mais tarde, e queria saber que ele iria gostar disso, que seria o homem dela pra sempre, mas ele preferiu deixar seu orgulho reinar e tomar nas mãos uma garota qualquer que ele se quer sabia o nome.
_Me desculpe Cris, mas eu não posso fazer nada. –ela apertou os olhos, fazendo algumas lágrimas rolarem.
_Não, não, pelo amor, não chore. –ele disse desesperado, a abraçando fortemente. –Não chore, eu não quero isso nunca mais, por favor.
Ela sentiu o abraço dele e tentou se conter, ele estava muito aflito, e quando conseguiu o afastou de vagar.
_Eu sempre vou estar aqui, prometemos ficar juntos e amigos pra sempre, queríamos ser como nossos pais, então eu vou manter minha promessa, mas a gente junto nunca mais Cris, eu não consigo.
Ele não disse nada, então ela deu um beijo no rosto dele, o beijo mais amigável que eles já trocaram e foi pro seu quarto, ele ficou olhando pra ela e suspirou, seria mais difícil do que ele imaginou fazê-la sorrir de novo.
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_Isso não é nada bom. –disse um dos homens segurando Bily pelos cabelos.
_O garoto está verde.
_O que vamos fazer?
_Eu não sei...
Bily estava com a visão turva, sentia dificuldade de respirar, e a cabeça doía muito, assim como seu corpo.
_Ele está respirando muito de vagar.
_Eu disse que deviam cuidar dele direito.
_Isso deve ter sido aquela fumaça do idiota ai. Mas temos que dar um jeito, e se o garoto morrer aqui?
_Ele não vai morrer. –gritou o outro, ele parecia ser o chefe, e era o único que saia do local.
_Bem, ele está parecendo que vai sim.
Os três soltaram ele e foram pra um canto, Bily estava se sentindo muito mal, e a tosse voltou, até que ele viu sangue espirrar de sua boca no chão.
_Merda. –ele resmungou.
Os outros olharam pra trás e viram o sangue, depois miraram o rosto dele, no instante seguinte Bily não viu mais nada.
Notas finais
bjos e até o proximo...
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