Encontros E Desencontros - 2 Temporada
29 Capítulo 29 - Onde está? Será ele?
Notas iniciais
boa leitura...
_Há dois pontos perfeitos pra um esconderijo. Um está localizado no fundo do bosque municipal, vive vazio e ninguém sabe quem é o proprietário. Eu acho que é o lugar que eu escolheria pra por um refém, mas há outro também, não muito longe da ponte principal, sobre o rio, o dono é um velho conhecido na redondeza, tem alguns pequenos imóveis espalhados por lá e vive muito recluso, apesar de ninguém ter nada contra ele.
_Rotas de fuga?
_O bosque dificulta bastante nos dois casos se tivermos de fazer uma ação ali. As arvores são um bom empecilho em uma perseguição, e se sentirem nossa presença, tomam vantagem, mas depois caem na cidade e ai fica difícil se esconder.
Temari olhou pro chefe da inteligência e da ação, os dois lhe expondo as condições do local e o que seria mais provável, no entanto seu instinto descordava deles, se havia só aqueles dois locais, ela apostava no segundo, e geralmente ela estava certa.
_Vamos fazer assim: Fred vai comandar uma parte da equipe até o primeiro local, tudo na surdina pessoal, quero uma infiltração muito bem feita, silenciosa, e que adentrem o lugar de forma rápida e eficaz. Eu vou com o segundo comando até o segundo local, mas primeiro achem o proprietário, se encontrarmos algo lá tenho certeza que ele vai estar metido nisso.
_Mas vamos alegar o que pro cidadão?
_A verdade. Que estamos desconfiados que um dos imóveis dele seja o local de um seqüestro e queremos tirar algumas informações, e o segurem aqui até eu voltar.
_Temari, não acha melhor o Rick ir no primeiro local? –cochichou Fred.
Temari olhou pro rapaz a sua frente, que lhe observava com atenção e sentiu raiva. Não confiava naquele rosto perfeito, naquela foz perfeita e naqueles malditos sapatos perfeitos.
Rick ocuparia o seu lugar quando saísse, ela tinha certeza disso, assim como todos os outros do departamento, e isso a deixava maluca. Poderia indicar pelo menos uns dez nomes melhores pro seu cargo, até mesmo Yuri, um agente que ela discutia sempre, seria mais bem colocado, mas o rapaz era influente, com costas quentes, subira muito rápido e logo iria comandar seu pessoal, sendo completamente despreparado e irritante, mas o que ela poderia fazer? Não podia armar uma guerra contra ele, não podia humilhá-lo como desejava, tinha que entrar no jogo e fazer o que era certo.
_Está bem, Rick comanda a primeira equipe, e Fred vem comigo, vamos fazer isso a moda antiga. –ela disse sorrindo de canto pro parceiro, seria uma ótima maneira de lembrar o passado.
_Mais alguma pergunta?
Ninguém disse nada.
_Então vamos nessa. –disse Fed fechando o mapa a frente deles.
Temari vestiu o colete a prova de balas e amarrava o cabelo quando Rick se aproximou.
_Vai me dar o privilégio de salvar o filho do presidente? –ele sorriu de canto. –O que tem de interesse nisso?
_Porque acha que ele vai estar lá?
_Você ouviu os peritos.
_Eu ouvi sim, por isso sei que há duas possibilidades, e pouco está me importante quem o salve, desde que ele saia de lá bem.
_Então acha que sou melhor que você... Até que enfim.
Temari sentiu o sangue ferver nas veias, mas se controlou, deveria seguir sua intuição e ia provar pra aquele fedelho o que era ser um policial de verdade.
_Tema, cinco minutos. –anunciou Fred.
Temari pegou um colete e bateu forte com ele contra o peito de Rick.
_Tome cuidado garoto, pode se afogar com seu ego.
Ela deu as costas pra ele, pegou seu revolver sobre a mesa, e saiu das vistas do rapaz.
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A loira respirava de vagar, tentando conter a ansiedade. Queria contar ao irmão que estava com uma boa pista nas mãos, mas achou melhor esperar, dera esperanças a Tenten mais de uma vez e elas foram frustradas, deixando a morena muito mal a cada uma dessas vezes, então era melhor esperar, e depois, Gaara não era controlado como Neji nesses quesitos.
Ela e Fred estavam lado a lado, com mais sete homens, a espreita da casa, vendo se percebiam alguma movimentação, mas não viram nada, só viram rastros recentes de rodas sobre a terra que circundava o lugar que eles vigiavam.
Temari viu uma pequena janela de um cômodo, provavelmente era o banheiro, olhou a ponte, olhou as arvores e a certeza de estar no caminho certo ia aumentando, ela podia sentir o sangue correr mais rápido, como se fosse o detector de que alguém, com o mesmo sangue, estava ali.
Ela fez sinal pra três homens irem por um lado da casa, enquanto ela e o restante ia pelo outro, onde era a entrada pra casa.
Ela respirou fundo, Fred fez o mesmo, os dois se olharam, a fé e a esperança ali presentes, então bateu na porta, e depois invadiram o lugar e o que encontraram foi um grande vazio.
_Que merda! –disse Temari depois de algum tempo olhando o lugar.
_Como sabia que era aqui?
_Eu não sei, só sei que sabia, mas não adiantou nada, ele não está mais aqui.
_Eu sinto muito.
_Será que vai ser exatamente como na vez passada? Que droga.
_Calma, vamos acabar de analisar o local.
_Como quer que eu tenha calma? Como vou explicar pro meu irmão que achei sangue do filho dele no chão, mas não o garoto? Meu sobrinho deve estar passando pelos piores momentos da vida dele.
_Temari, achamos isso na pia do banheiro. –mostrou o policial a interrompendo.
Eram fios de cabelo vermelho vivo, ela só podia ter mais certeza ainda de que ele estivera ali e que fora por um período suficiente pra deixar vestígios.
_Não precisa nem fazer DNA, já sei de quem são. Tente se concentrar no sangue e em algum rastro na casa, mande alguém seguir as marcas de pneus no bosque, e pelo amor de Deus, me arrumem uma boa pista.
_Acho que tenho uma, capitã. –um perito se aproximou. –O sangue contem saliva, o que provavelmente lhe saiu dos pulmões.
_Bily tem um problema sério nos pulmões, qualquer coisa pega uma pneumonia e a renite alérgica fica impossível.
_Eu achei um toco de cigarro no canto da sala, se fumaram aqui, podem ter piorado o estado dele, o que o levou a expelir sangue.
_Quer dizer que ele está doente? –ela disse ficando nervosa.
_É muito cedo pra dizer qualquer coisa com tão pouco, mas pela minha experiência, eu aposto que sim.
_Pode conseguir saliva no cigarro?
_Acho que sim, vou levar pro laboratório, mas posso fazer melhor pra senhora por enquanto, há apenas uma tabacaria em toda cidade que vende este tipo de cigarro. O fumo é mais forte, quase puro como em cigarro de palha, tem uma tarjeta azul, o que significa que é importado, e com certeza pode achar a descrição do suspeito na loja em que compra estes cigarros.
_Você ouviu Fred, pegue o endereço e vá atrás desse lugar, quero o cara na minha sala até o fim do dia.
Fred concordou e providenciou o que Temari pediu, e enquanto a loira vigiava os trabalhos na cena, o seu celular tocou.
_Alô.
_A senhora é a Capitã Temari Nara?
_Sou, quem fala?
_Aqui é do hospital central de cardiologia. Recebemos um paciente essa manhã que se encaixa na descrição que passaram pra gente sobre a pessoa que estão procurando. Ele está inconsciente, não tem documentos, então gostaríamos que viesse até aqui para reconhecê-lo.
_Mas espera, o hospital de vocês é há duzentos quilômetros da cidade...
_É sim, estamos na redondeza, onde foram procurar no inicio das investigações.
“Nesse angu tem caroço. Porque o mandar pra tão longe? Só podem estar querendo ganhar tempo.”
_Estarei ai o mais rápido que conseguir. –ela desligou o celular. –Val, venha aqui. –a moça se apresentou. –Quero que comande o resto desta diligência, recolha tudo o que conseguirem e formalize a entrega no distrito.
_Sim, senhora.
_Vou atrás de uma nova pista, mas vou estar com o celular, me ligue se precisar de alguma coisa. –ela respirava com dificuldade, poderia por fim aquele pesadelo.
Ela saiu do lugar e seu celular tocou de novo.
_Pelo visto você tem muita sorte.
_Sorte não tem nada com isso Rick, mas vamos ao que interessa. Volte pro departamento, tenho novas ordens, e ligue pro Fred, diga que tenho algo novo e quero ele comigo em quinze minutos, diga pra mandar outra pessoa no lugar dele pra cumprir minha ordem.
_Como quiser, capitã. –ele foi sínico e ela sorriu, se sentia muito vitoriosa e queria que essa sensação só aumentasse.
Ela mal desligou o telefone e discou um numero, voltando a falar.
_Tim, enquanto tempo me arruma um helicóptero?
_Pra senhora capitã posso arrumar em vinte minutos.
Ela sorriu, era ótimo ter gente lhe devendo favores.
_Então deixe-o pronto, vou pra ai em vinte minutos.
_Vai precisar de um piloto?
_Não, já tenho um de confiança. Te vejo daqui a pouco.
Ela dirigiu até o departamento e encontrou com Rick e o resto de seu pessoal.
_Recebi uma nova pista, parece que os suspeitos levaram Bily pra um hospital fora da cidade, isso só me deixa pensar que eles querem tempo, porque a troca deve acontecer essa noite, então não quero que saibam que o encontramos, porque o garoto está inconsciente e eles com certeza sabem disso e não esperavam que o encontrássemos tão de pressa. Rick vai ficar e comandar uma simulação de troca, armar uma emboscada, mas esperem minha volta pra agirem, Fred vai comigo verificar se é mesmo o nosso procurado que está nesse hospital, e entramos em contato.
_Certo.
_Agora mãos a obra. E Rick, eu não espero nada menos do que a perfeição.
O outro apenas olhou pra ela de soslaio.
Ela pegou Fred e foi pegar o helicóptero.
_Como conseguiu isso tão rápido?
_Tim me devia alguns favores... Agora se prepare, você vai pilotar.
_Tem idéia de quanto tempo faz que eu não piloto?
_Não importa, você vai saber o que fazer. –ela sorriu. –Só posso contar com você de verdade naquele lugar, e se for o Bily mesmo, quero ele em casa a salvo, e sem que ninguém dê com a língua nos dentes.
Ele concordou e ficou feliz de saber o quanto ela confiava nele, por isso ia fazer com que tudo desse certo.
Adentraram o veiculo aéreo e subiram vôo, a cada milha percorrida, o coração da loira batia mais rápido e ela se lembrou de que era sempre do mesmo jeito quando tinha um caso e uma ação, e percebeu o quanto sentiria falta daquelas aventuras. Depois daquele caso, ela iria mesmo deixar a policia, mesmo que amasse aquilo mais que a própria vida, afinal, tinha aprendido que sua carreira era muito importante pra ela, mas tinha passado a ocupar papel secundário quando construiu sua família e queria aproveitá-la ao máximo enquanto ainda podia ter saúde e forças pra isso.
Não demorou muito pra chegarem, mas pra loira parecia que ela havia envelhecido uns cinco anos, a espera a matava de ansiedade.
Os dois pousaram o helicóptero e foram pro hospital, lá encontraram o quarto em que o garoto estava e ela sentiu um nó na garganta, rezando pra ser mesmo seu sobrinho.
Notas finais
reviwes, por favor...
bjos e até o proximo...
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