Encontros

8 Oitavo Encontro - Rosas Cor de Rosa


Notas iniciais
Hi o/ E ai gente, tudo bom com vocês? Ai esta o oitavo encontro, tenham uma ótima leitura!

28 de Outubro de 2014


–- Hoje o que Shizune? -- Levantei os olhos encarando a mulher grávida em minha frente


–- Hoje é o aniversario de dez anos de Tsunade na diretoria do hospital -- Sorriu acariciando o ventre de quase 8 meses


–- Por que você insiste em me lembrar datas que eu poderia muito bem esquecer? -- Debrucei na mesa e vi suas mãos indo a cintura


–- Oras, Haruno Sakura não seja ingrata -- Pronto, o discurso começaria -- Tsunade é como uma mãe para você, foi sua professora e aceitou ser sua mestra, a única pupila da faculdade. Ela trabalhou muito duro por esses dez anos e o mínimo que podemos fazer é retribuir e... Blá blá blá blá blá blá -- Esta me ouvindo Sakura?


–- Só me diga Shizune... -- Suspirei profundamente -- Quanto eu preciso pagar dessa vez?


–- Agora sim, você captou o espírito da coisa -- Sorriu abertamente retirando uma pequena lista do bolso do jaleco. Elas sabiam me explorar muito bem!


***


–- Será que alguém viu passarinho verde essa manha? -- Foi a primeira coisa que ouvi ao atravessar as portas da delegacia, respirei profundamente, tirei a mão da pistola que prendia-se a meu cinto e continuei caminhando.

–- Não é verde, é rosa! -- Falou outro



–- Pela falta da carranca e leveza no andar, eu acho que o delegado DORMIU com a passarinha rosa, isso sim! -- Gargalharam e eu decidi, atiraria para matar

–- Muito bom ver que estão todos animados -- Sorri parando sobre a soleira da porta -- Pois hoje, ninguém pisa fora dessa delegacia sem que todas as diligências sejam cumpridas. E seria cruel se houvessem mais de 300 não é? -- Bati a porta com a satisfação tomando conta de mim.


Joguei-me sobre o sofá deitando e colocando os braços atrás da cabeça, a semana andava maçante e eu andava extremamente cansado, física e mentalmente.

Nunca pensei que pensar em uma mulher pudesse dar tanta dor de cabeça, principalmente quando ela me acordava de madrugada me obrigando a tomar banhos gelados, até porque eu não era nenhum adolescente que resolveria meus problemas sozinho, se é que me entendem.


A ultima vez que a vi foi no zôo, por destino ou não ela cuidou do meu sobrinho e ganhou um fã, pois o garotinho sempre falava da adorável e gentil moça dos cabelos rosados.


Me ajeitei do modo mais confortável que pude no sofá de dois lugares e apaguei até o meio dia, quando acordei foi por causa apenas do meu estômago implorando por alguma coisa.


Levantei já me espreguiçando e pensando o que eu poderia comer, sai da sala vendo meus adoráveis companheiros de serviço trabalhando dobrado, era maravilhosamente bom ter o poder de um delegado.


Sai pisando levemente e notei, mesmo que contrariado, que no fundo os energúmenos dos meus subordinados tinham razão, meu semblante não era mais tão cansado, não possuía olheiras ou ombros caídos. Até os cabelos negros estavam mais brilhosos e a pele mais lisa. Era incrível o que uma mulher podia fazer e eu repetiria essa frase milhares de vezes ao notar cada mudança em meu corpo e minha mente.


Nem as pessoas que geralmente me pareciam tão intragáveis incomodavam mais, afinal agora, meus pensamentos estavam voltados em uma única coisa, uma figura esguia, de corpo delicioso, cabelos rosados e humor invejável.

Decidi seguir até a Starbucks, compraria um café, comeria um pão de queijo ou algo parecido, leria o jornal, verificaria a página policial e por fim, voltaria para tirar outro cochilo no sofá, seria o dia perfeito.


Mas no meio do caminho fui detido por um estabelecimento todo decorado e com uma loira conhecida apoiada ao balcão, eu poderia não entrar e seguir reto, mas nos últimos meses, nada do que eu poderia fazer, eu fazia.


***


–- Essa festa esta saindo absurdamente cara -- Resmunguei com as sacolas nos braços enquanto caminhava no ritmo lento de Shizune, que devorava um sorvete de chocolate -- E coma direito isso, esta me dando enjoo.


–- Sakura -- Lambeu os dedos antes de limpar no papel já rasgado que tinha em mãos -- Ninguém julga o modo de comer de uma grávida, então fique quieta.

–- Eu não julgaria até ver você comendo esse sorvete como um tiranossauro Rex comeria um pterodáctilo -- Me afastei apenas para vê-la mastigar ferozmente a casquinha -- Kakashi precisa ter muito estômago, realmente.

–- O que falta na lista? -- Perguntou jogando o amontoado de farelos fora


–- Deixa eu ver... -- Alcancei o papel na bolsa -- Faltam as bebidas e as flores -- Murmurei -- O resto aparentemente já foi tudo comprado -- Levantei os braços com as poucas sacolas, as demais estavam no carro.


–- Okay!. Eu vou até a adega e compro isso e você, desce na floricultura dos pais da Ino e compra os arranjos -- Murmurou -- Peça para entregar as 17h, a festa começa as 19h.


–- Esta bem, cuidado no caminho -- Orientei e comecei a descer a rua.


A floricultura eram quatros ruas a direita, de pura descida, enquanto a adega era do outro lado da avenida que já estávamos, tenho uma vaga ideia de quem saiu na desvantagem.


Quando cheguei, depois de pensar muitas e muitas vezes em simplesmente entrar em um táxi, avistei Ino no balcão, observando algo para dentro da floricultura.

–- O que faz aqui porca? -- Perguntei a encarando e vendo seu leve pulo de susto

–- Quer me matar do coração testa de marquises – Resmungou


–- Eu em, tá muito assustada -- Coloquei as sacolas sobre o balcão -- Mas e então, porque você está aqui?


–- Papai teve que dar um dia de folga a Kiyoto, hoje era a formatura do filho dela -- Sorriu para em seguida suspirar -- Então, vim parar aqui.


–- Você fica um chuchu atrás do balcão -- Pisquei -- Mais bonita do que isso, só se colocar o aventalzinho


–- Vá para o inferno Sakura!


–- Ah minha cara, já estou em algo bem semelhante -- Sentei no banquinho a sua frente e cruzei as pernas.


–- O que foi dessa vez? -- Me fitou curiosa


–- Shizune inventou de comemorar os 10 anos sei lá do que de Tsunade -- Respirei fundo -- Dez anos que ela é diretora do hospital, acho... Enfim, decidiram comemorar, Shizune me tirou do plantão e esta fazendo eu gastar uma grana com os "preparativos".


–- Você não podia simplesmente dizer não? -- Perguntou como se aquilo fosse obvio

–- E ouvir para o resto da minha vida que sou uma ingrata, egoísta, filha da mãe que aproveitou-se dos ensinamentos e bom coração de Tsunade? Não, obrigada! – Conclui


–- Bom coração de Tsunade? Meu pau de asa delta -- Jogou os cabelos pro lado

–- Olha o linguajar minha querida -- Dei risada


–- Vivo andando com bixa minha filha, estou sendo afetada -- Riu comigo -- Mas estão, você não veio aqui para contar a desgraça da sua vida, o que quer?

–- Ino, o que diabos eu poderia querer em uma floricultura? -- A encarei já debruçada sobre a bancada


–- Não me faça parecer burra, por favor!


–- Não me faça te achar burra, obrigada! -- Suspirei -- Enfim, preciso de alguns arranjos para Tsunade, mas eu não conheço flores, que tal cravos? -- Perguntei vendo os primeiros em minha frente


–- É comemoração ou velório? -- Ino sorriu debochado


–- Depende do ângulo que você analisa -- Voltei a admirar ao redor -- Ah, qualquer arranjo esta bom, não sei de que flores Senju furacão gosta mesmo.

–- Lírios, o que acha? -- Caminhou até um e me entregou em seguida -- Apaziguam o coração.


–- Depende do coração de quem estamos falando, não é? -- Sorri e o depositei no balcão. -- Pode ser esse mesmo, uns dez vasos decorados e bem cheios, pode entregar no hospital as 17h?


–- Seu desejo é uma ordem -- Começou a digitar os dados, e quando a folha impressa foi entregue, quase cai do banquinho


–- Nossa Ino, cadê o desconto para as amigas? Alias, cadê o precinho camarada dessa amizade em?


–- Amigos amigos negócios à parte -- Sorriu cínica e eu obrigatoriamente peguei o cartão de crédito


–- Você é uma 171 mesmo! -- Resmunguei -- Vai fazendo a nota fiscal aí, porque vou colar na ata do hospital, até parece que vou gastar essa fortuna sozinha -- Desci do banco -- Vou procurar alguma coisa para minha mãe, já volto -- E me embrenhei floricultura a dentro


Era nesse momento que eu me sentia o Indiana Jones desbravando o matagal perfumado que era a loja dos pais da Ino. Esse lugar era muito maior do que o outro que fez parte de nossa infância e onde costumávamos brincar.

Fui passando por algumas flores, até encontrar as rosas vermelhas que eram a paixão da mamãe, peguei algumas e já estava pronta para voltar ao balcão quando avistei uma figura aparentemente conhecida de costas.

Alto, moreno, com um bumbum lindo e coxas grossa, e se aquele não fosse Uchiha Sasuke, eu era a Branca de Neve.


Fiquei entre pular em suas costas ou sair correndo para esconder-me em posição fetal em baixo da minha cama.


Respirei e pensei com sensatez, me aproximei lentamente e percebi que ele parecia entretido demais na escolha de algumas flores. Não que eu quisesse toca-lo, mas meus braços simplesmente apoiaram-se nos braços fortes dele em um semi abraço.


Seus olhos negros arregalaram levemente e quando notou que era eu que o abraçava descaradamente, sorriu levemente de canto.


Não tínhamos nada, ou melhor, tínhamos aparentemente um carinho imenso um pelo outro, e acho que só. Ou talvez, tivéssemos medo de admitir qualquer coisa, afinal, quais efeitos eram gerados de uma paixão?

Melhor não descobrir


–- Olá -- Minha voz saiu interessantemente baixa e dessa vez foi sem querer mesmo, pois eu sequer queria soar sexy.


–- Olá -- Aquele sorriso que iluminava o dia abriu-se levemente, me soltei de seu corpo e o vi virar de frente para mim -- O que faz por aqui?


–- Comprando presentes desnecessários para Tsunade -- Respondi voltando a observar as flores ao redor -- E procurando algo para bajular minha mãe -- Peguei algumas rosas -- E você?


***



Eu já tinha ouvido sua voz na loja de Ino, ela conversava distraidamente, a voz levemente cansada, mas mesmo assim, tão doce quanto de uma menina.

Confesso que segurei o riso quando Ino usou uma colocação tão... Inovadora, e percebi que ela era a pessoa do grupo que realmente podia se meter em problemas na delegacia.


Me distrai por breves momentos, até sentir as mãos macias em meus braços. Era tão reconfortante que tive vontade de encoraja-la a me abraçar completamente, para que eu também pudesse tomá-la em meus braços.

Seu sorriso era tão lindo, e não havia um dia sequer que Sakura não estivesse maravilhosamente deslumbrante. Era um colírio e tanto para os olhos.

–- Comprando flores -- Respondi o obvio vendo seus olhos verdes semicerrarem

–- Não me diga -- Deu dois passos para o lado e como bom homem que era, não pude evitar olhar para seu bumbum quando abaixou-se distraída para pegar uma rosa caída no chão.


Sakura era definitivamente um pecado, perfeito dos pés a cabeça.

–- Para quem são as flores? -- Perguntou com os olhos prendendo-se aos meus enquanto sentia o aroma da flor, ela estava agindo desse modo propositalmente, ou era eu que estava com mais calor do que o normal?

–- São... -- Pensa Sasuke, pensa -- São para minha mãe, é... Isso, para minha mãe! -- Baguncei os cabelos


–- Ah, você é um filho carinhoso -- Sorriu levemente e voltou-se a tarefa de mesclar rosas vermelhas com brancas -- Acha que minha mãe vai gostar? -- Virou-se distraída com o arranjo em mãos


–- Acho que sim! -- Murmurei a vendo sorrir fitando as flores -- Ela deve ter bom gosto!

–- Então vou pedir para Ino arrumar para mim -- Suspirou -- Adoro flores, principalmente rosas... Rosas -- Riu limpidamente -- Mas não posso te-las em casa, morreriam do dia para noite -- Deu de ombros -- Preciso ir. Nos vemos logo Sasuke, bom serviço -- Acenou e sorrindo, virou-se seguindo até Ino.

Mal sabendo que havia dado a informação que eu mais necessitava.


***


–- Vou levar essas, pode fazer algo bem bonito? -- Perguntei encarando a loira que sorria


–- São lindas, presente para alguém? -- Perguntou com o olhar curioso

–- Mãe... Minha mãe. É! -- Respondi sem jeito, mas ela não pareceu perceber. Arrumou as rosas em seu devido lugar, fechou com um papel bem bonito, borrifou algo perfumado que acentuava o aroma delas e por fim, jogou um fino pó por cima que dava certo brilho


–- O pó conservara, e assim ela viverá mais do que uma semana... -- Me entregou a nota fiscal -- Isso se bem cuidada, caso contrário, ele não fará milagre -- Entreguei o dinheiro e depois de agradecer e me despedir, sai do estabelecimento.

Eu não poderia simplesmente surgiu com um arranjo de flores na delegacia, pois minha vida seria transformada em um inferno, por isso passei no carro, me esgueirando pelo estacionamento e coloquei no banco do passageiro. Abri um pouco os vidros, mas como o dia estava gelado, não haveria grandes problemas.

Quando voltei a repartição, lembrei subitamente que não havia comido. Tomei um café e mordisquei alguns biscoitos apenas para o estômago não me fazer passar vergonha e voltei a meus afazeres, até alguém bater na porta.


***


–- Shizune, vamos embora -- Tentava a todo custo puxar a morena de volta a nosso caminho original -- O que você quer fazer em uma delegacia barriguda desse jeito, por Kami.


–- Vou conhecer seu namorado -- Sorriu e continuou sua árdua caminhada.

–- O QUE? -- Tive que correr mais ainda para alcançá-la, já que tive um momento de paralisia no meio do caminho -- Shizune, volte aqui imediatamente e não ouse dizer essas coisas, Sasuke é apenas meu amigo -- Conclui que pará-lá seria em vão.


Eu sei bem o que Shizune queria ali, ela era o cão de guarda de Tsunade, e desde que a loira soube do boato, me infernizava para dissertar sobre a personalidade de Uchiha Sasuke.


Como eu não havia aberto a boca até agora, mandou Shizune, era tão obvio.

Ela já subia os degraus da delegacia quando me dei por vencida, subi atrás pronta para lhe dar um chute no traseiro, caso não estivesse grávida.

–- Sakura? -- Juugo proferiu meu nome lá do canto da puta que o pariu, e com isso, todos notaram minha presença, e logo cochichos começavam a distribuir-se pelo local.


–- Olá -- Respondi envergonhada e com vontade de bater a cabeça da morena na parede.


–- Queridinho -- Shizune acenou, como se ela não fosse grande o bastante para ser vista, e ainda vestida toda de branco, assim como eu. Faltava só a placa


"Trago seu amor em dois dias"


Para abrirmos oficialmente o negocio "Mãe de santo delivery" com o slogan "Nossa mandinga vai até você"


–- Onde esta Uchiha Sasuke? -- Perguntou olhando ao redor e Suigetsu que me encarava apenas abriu a porta, revelando um moreno sentado a mesa e concentrado

–- Sasuke, visita para você! -- Os olhos escuros deslizaram prendendo-se em Shizune que estava em seu campo de visão, depois em mim que fui brutalmente puxada pela grávida. Ela aproveitava que não podia quebra-la aí meio.

–- Sakura e... -- Caminhou até nós -- Desculpe, não me lembro de seu nome.

–- Shizune querido -- Sorriu apertando a mão do Uchiha -- Nos conhecemos no jantar dos pais de Sakura, lembra? -- Eu quebraria um grávida na porrada agora mesmo e já ficaria no xilindró


–- Ah, claro! -- O moreno bagunçou os cabelos sem graça diante dos olhares maliciosos dos amigos -- Venha, entre para...


–- Não, não Sasuke -- Meneou negativamente com as mãos -- Não é necessário, vim apenas vê-lo para fazer um convite -- Pane no meu sistema nervoso, que diabo de convite era esse?


–- Shizune... -- Chamei seu nome mas fui ignorada com sucesso


–- Lembra de Tsunade? A shisou de Sakura? Loira, alta... -- Não complete a frase, não complete a frase, não comple... -- Peit...


–- Lembro sim! -- Obrigada Sasuke


–- Ótimo, pois então -- Sorriu -- Hoje completa 10 anos que Tsunade esta a frente da diretoria do maior hospital de Tókio, e mesmo que você não lembre... -- Me puxou bruscamente -- Ontem fez cinco anos que Sakura comanda com maestria a ala cardíaca, que foi eleita esse ano como a melhor dentre os hospitais e Sakura, a melhor cirurgiã cardiovascular do Japão -- Eu cavaria um túnel sobre o concreto apenas para me esconder -- Graças a isso, vamos fazer uma pequena festa de comemoração hoje a noite, não durará muito, pois todos somos plantonistas do PS hoje, mas...


–- Como assim plantonistas do PS? -- Perguntei sussurrando, já não me bastava todas essas horas andando por ai?


–- Se reclamar te coloco na emergência -- Respondeu no mesmo tom e eu me dei por vencida -- Pois então, como você é próximo de Sakura, Tsunade pediu para que eu viesse aqui lhe fazer esse convite. – Concluiu


–- Bom... -- Sasuke coçou o braço -- Seria ótimo, mas eu não posso sair da delegacia antes da 00h00 hoje. -- Respondeu aparentemente chateado


–- Não tem problema -- Tomei a frente já empurrando Shizube para fora -- O convite esta feito, se quiser apareça lá, Tsunade ficara feliz em te receber -- Sorri sem graça -- Um prazer revê-lo Sasuke, até mais.


–- Até mais querido -- Shizune acenou e quando já estávamos nos degraus, ela e sua boca grande conseguiram proferir o meu maior medo -- Esse seu namorado é uma graça! -- Eu rolaria das escadas de não estivesse presa ao corrimão. Ouvi cochichos do lado de dentro


–- Não diga asneiras! -- Falei um pouco mais alto para que eles ouvissem e Sasuke não estivesse em maus lençóis.


Porque eu percebi, não era apenas minha mãe que poderia acabar com minha vida social. Tinha Tsunade e Shizune também prontas para isso.


***


29 de Outubro de 2014



Eu estava humanamente exausta as 3h da madrugada. Porque será que eu lentamente era enlouquecida por cada um a meu redor?


Ino ligou para falar que brigou com Sai e com isso, logo estávamos em um debate grupal de mulheres de como os homens eram canalhas. Onde eu na verdade não dava qualquer palpite.


Não demorou 5min e um sorriso torto para Ino voltar pros braços do magrelo.

Depois Shizune deu a louca grávida "eu posso tudo" e começou seu ataque de sinceridade, que quase acabou em boas porradas, já que todo mundo percebeu que ela andava abusando de seu estado gravídico.


E para encerrar a noite, Encontrei Tsunade rebolando e dando pulinhos junto com meia dúzia de enfermeiras que dançavam a conga, e eu garanto, sóbrio ninguém estava.


E tudo isso dentro de um hospital.


Mas poderia passar, afinal, éramos os melhores no que fazíamos e claro, ninguém precisava saber de algumas reboladas e extravasadas noturnas.

Encerrei as 3hr porque não aguentava mais aquele frio miserável que eu já previa há dias.


Subi do estacionamento direto para o décimo sétimo andar, eu pegaria as correspondências amanha cedo, não estava com paciência para conversinhas com o porteiro.

Enquanto esperava o elevador parar, tive tempo de elencar algumas vantagens de chegar aquela hora: Não tinha trânsito e não tinha gente no estacionamento, no elevador ou no corredor do meu apartamento. Era uma benção!

Quando as portas se abriram e eu virei a direita rumo a porta da minha casa, vi algo sobre o tapete que me chamou a atenção.


Dei passos mais rápidos até chegar ao objeto de meu interesse e constatar ser um belo buque de rosas cor de rosa.


Abaixei para pegar e pude sentir o aroma inebriante quando a movi um pouco, segundos depois, antes de abrir a porta, um bilhete caiu a meus pés. O peguei para em seguida ver uma caligrafia firme e bonita.


"Confesso, não era para minha mãe... Entrei na floricultura pensando em você e parece que funcionou, já que te encontrei. Espero que goste

Uchiha Sasuke"


Virei o bilhete do outro lado ainda atordoada, acabei por encontrar um PS e dessa vez não era a abreviação de Pronto Socorro.


"Lamento não ter ido a festa de Tsunade, eu realmente gostaria de te ver novamente.
Pelo visto, nem todos entenderam que nosso noivado é boato...posso me aproveitar disso?


Com carinho"


Escorei na porta meio zonza, meio "Oh meu Deus", passei o cartão na fechadura e me joguei no sofá.


Eu definitivamente tinha perdido o rumo da minha vida. Acordei apenas quando Goku lambeu minha mão. Dei alguns tampinhas na sua cabeça, que foram suficientes para que ficasse feliz e voltasse a se aninhar para dormir no sofá.

Como assim um homem me deixava nesse estado de nervos as 3 horas da madrugada de uma quarta-feira?


Era a primeira vez que eu recebia flores de alguém, e com isso conclui-se que eu nunca fui bem sucedida no amor. E vocês estão extremamente certos.

Levantei ainda sentindo o aroma das rosas e o soco no estômago. Que era mesclado com uma sensação interessante, refrescante e inebriante de borboletas batendo-se pará-la e para cá, me deixando zonza.


Coloquei o arranjo sobre a mesa, tirei a roupa jogando tudo pelo caminho e entrei no banho, com um leve sorriso nos lábios e uma angústia na alma.

Era o apocalipse, Haruno Sakura tinha se apaixonado.

Notas finais
Gostaram? Eu amo fazer os capítulos dessa fic, logo se aproxima o ultimo capítulo e estou me preparando psicologicamente para desapegar ainda. Hoje o capítulo é dedicado a Jhessy Santos e o agradecimento pela recomendação também, muito obrigada pela confiança no meu trabalho, fico muito feliz. Alias, gostaria de agradecer todas vocês que me deixam reviews pela confiança nas minhas estórias, obrigada de coração. Nos vemos em breve, já tenho o esboço do capítulo nove. A propósito, continuo aceitando sugestões em, aproveitem! Fiquem com Deus e até breve!