Encontros

9 Nono Encontro - Acidente


Notas iniciais
Hi o/ Voltei mais cedo em, espero que gostem e boa leitura!

04 de Novembro de 2014

Não estava com a mínima vontade de viver nessa manha escura e chuvosa de outono. Estava com preguiça, frio, dor de cabeça e um possível mal humor.

Shizune havia passado mal noite passada, por volta das 20h, o que fez Tsunade e eu corrermos para o hospital. Foi apenas uma variação de pressão, mas isso era um péssimo sinal no fim da gravidez.


Acabei cobrindo seu plantão na emergência enquanto Tsunade cuidava dela pessoalmente, e constatava o obvio, ela teria que tirar a licença para passar o ultimo mês descansando em casa.


Havia chego o momento de trabalhar dobrado.


Me espreguicei e Goku sequer mexeu-se a meu lado, estava frio demais para ele se importar comigo tendo que levantar.


Depois do banho, ainda de roupão, sentei em frente a TV para tomar um chá mate quente com algumas bolachas doces, não era muito, mas eu poderia comer na cantina do hospital mais tarde.


Hoje eu tinha uma cirurgia marcada para as 9h da manha, seria longa, pois era um transplante, mas de qualquer forma, toda cirurgia era longa o bastante para me manter presa ao hospital até altas horas da noite.


Fui até o closet e separei um vestido claro, meia calça fio 80 preta, bota e a jaqueta de couro preta que papai trouxe de USA.


Me vesti rapidamente, passe um cinto preto pela cintura, ajeitei os cabelos lisos, passei lápis nos olhos e estava pronta. Peguei a bolsa com carteira e cartões, o jaleco e o estetoscópio novo, já que o antigo tinha falecido devido a uma queda.

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Tive que procurar as chaves do carro por alguns minutos, pois não lembrava de modo algum onde as tinha metido quando cheguei em casa. O que não era bem uma novidade.


O trânsito não estava dos melhores, os faróis e os pedestres não colaboravam, e o pior de tudo, parecia que todo mundo desaprendia a dirigir em dia de chuva, era um horror.


Cheguei ao hospital mais cedo para poder conversar com Tsunade sobre o estado de saúde de Shizune.


–- Ela esta bem Sakura, mas todas sabemos que pode ser perigoso essa oscilação de pressão nos meses finais -- Suspirou jogada na poltrona -- O obstetra dela e eu faremos o acompanhamento devido para que não haja complicações,

–- Entendo -- Cruzei as pernas -- Ela já sabe se optará pela cessaria?

–- Decidiu junto a Kakashi que tentaram esperar o parto normal, mas não podemos dar certeza que acontecerá -- Finalizou -- Você e eu estamos preocupadas com razão, Shizune não é mais tão jovem, não podemos bobear com a saúde dela e do bebê.


–- Vai dar tudo certo Tsunade, temos apenas que vigia-la aqui, afinal, Kakashi a vigia em casa -- Sorri me levantando -- Preciso ir!


–- Hoje finalmente é o transplante da Kyoto não é? -- Sorriu daquele modo Senju de ser -- Essa garotinha foi uma guerreira, boa sorte!


–- Obrigada -- Sorri -- Hoje Jiraya volta ao Japão?


–- Oh sim, vou preparar um jantar para ele essa noite -- Jogou a cabeça para trás -- Acabaram meus meses com essa vida de solteira.


–- Confesse que estava morta de saudades de seu marido pervertido -- Ri de seu semblante -- Desejo uma noite maravilhosa, e aproveite ao máximo, pois o serviço aqui tende a aumentar. Sua paz acabou shisou!


–- Aproveitarei, acho que preciso relaxar -- Sorriu maliciosa


–- Ou apenas se estressar mais, afinal é de Jiraya que estamos falando -- Acenei e recebi um aceno de volta.


Segui para o vestiário, coloquei as roupas necessárias, junto com as enfermeiras entramos na área de esterilização e as 9h em ponto, o coração para ser transplantado chegou imerso em gelo e foi devidamente armazenado, iniciamos a cirurgia e ela seria árdua, longa e extremamente delicada.

Kyoto era uma garotinha de cinco anos de idade, havia nascido com um desvio grave no coração e com isso, por volta dos quatro anos iniciou-se um processo de atrofia do órgão. A cada dia, ele funcionava com mais debilidade.


A fila do transplante era longa, mas ela esperou internada no hospital infantil e sempre com um sorriso no rosto.


A seis meses atras seu caso havia chego em minhas mãos, mesmo tratando-se com pediatras, os pais decidiram que queriam que eu realizasse a cirurgia e eu acatei de bom grado, depois de um longo estudo de caso.


Desenvolvi um carinho pela pequena que gostava de pular, mas não podia. Seu maior sonho era representar o Japão nas Olimpíadas sendo umas das ginastas, e eu mesmo sabendo que não podia, me comprometi a ajudá-la a realizar aquele sonho.


Kyoto havia dado tudo dela para sobreviver nesse ultimo ano e eu, Haruno Sakura faria tudo para que ela pudesse ter uma vida normal e sonhar sem obstáculos.

Foram 13hrs de cirurgia, houve uma troca de equipe e quando o coração transplantado deu a primeira batida, houve uma leve comoção, aquele era o primeiro passo para o sucesso.


Depois de devidamente instalada no quarto que ficaria para sua recuperação e uma equipe imensa e cansada, podíamos dar tchau e descansar em nossas casas.

Beirava 22h30 quando já trocada e pronta para ir embora passei em seu quarto, verificando batimentos cardíacos, pressão arterial e seu semblante calmo. Caso o órgão não fosse rejeitado, Kyoto poderia finalmente ter a vida que desejava ter.


Sai do hospital animada, parecia que tudo tinha dado certo e eu poderia ir para minha casa com a sensação de dever cumprido. E para uma médica, essa era a melhor sensação existente.


Quando cheguei passei pelo Hall para pegar a correspondência da semana e cheguei a conclusão de que aquele mês seria regado por "contas, contas e mais contas"


–- Senhorita Sakura -- Yoshi me chamou antes que eu entrasse no elevador -- Boa noite!


–- Boa noite Yoshi -- Sorri -- O que deseja?


–- Um rapaz moreno, que já esteve aqui antes, passou a pouco e perguntou pela senhorita -- Retirou um papel do bolso e estendeu para mim -- Como disse que não estava, pediu para que lhe entregasse isso.


Peguei o papel com um sorriso no rosto, eu já flutuava em meus próprios pensamentos, afinal, o único moreno que já havia pisado eu meu solo sagrado era Sasuke.


–- Obrigada Yoshi -- Agradeci e Yoshi voltou a seu posto.


Abri o bilhete antes de entrar no elevador



"Podemos comer alguma coisa hoje a noite. Se topar, me ligue 043 309 485

Uchiha Sasuke"


Sorri instantaneamente e peguei o celular no mesmo instante, não que eu estivesse com vontade de vê-lo depois de dias e dias sem fitar seus cabelos negros, mas apenas seria ótimo ter com que comer e conversar, correto? Corretissímo!

–- Mochi -- Ouvi a voz rouca do outro lado, aparentemente havia acabado de acordar.

–- Você me convida para sair e esta dormindo? -- Sorri e percebi que ele ajeitava-se no lugar onde estava anteriormente deitado -- Acho melhor não incomoda...

–- Não estava dormindo -- Disse determinado -- Apenas deitado esperando sua ligação.

–- Sabia que eu ligaria? -- Perguntei curiosa


–- Não -- Respondeu com a voz baixa -- Apenas desejei com certo afinco.


–- Então eu desejo com afinco que você esteja na entrada no meu prédio em cinco minutos -- Respondi já notando que ele movia-se


–- Seu desejo é uma ordem! -- E realmente, em cinco minutos, lá estava ele.



***


–- Acho que era exatamente disso que eu precisava -- Ela encarou os pedaços de frango frito com olhos brilhantes


–- Você esta a quanto tempo sem comer? -- Perguntei por curiosidade já dando a primeira mordida, enquanto ela fazia o mesmo. Colocando o guardanapo em frente aos lábios, respondeu quando terminou de mastigar.


–- Minha ultima refeição foi pouco antes sãs 9h da manha -- Mordeu o frango arregalando sutilmente os olhos e limpando os lábios novamente -- Não me dei conta que estava com tanta fome, até sentir o aroma da comida -- Sorriu divertida.

–- Então aproveite e coma bem -- Sorri voltando a mastigar, nos mantivemos em silencio por alguns minutos regados a frango frito, molho barbecue e coca cola.

Sakura era o tipo de mulher ideal, percebi que poderia levá-la a qualquer lugar para comer que não haveria reclamações sobre dieta, gorduras ou qualquer outra coisa.


Conhecê-la, eu chegava a conclusão , tinha sido a melhor coisa que havia me acontecido, e nos últimos tempos, meus amigos e meus familiares concordavam plenamente com isso, inclusive meus pais, estavam loucos para conhecer minha namorada.


Que eu não tinha coragem de dizer que não era, até porque soava agradável te-lá como "minha".



–- Esta calado -- Ouvi sua voz soar antes do canudinho fazer barulho tomando o gole final da Coca Cola.


–- Quer saber no que estou pensando? -- Perguntei cruzando os braços


–- Não sou esse tipo de mulher Sasuke -- Me respondeu sorridente


–- Nunca ouvi algo mais adorável -- Respondi e ela abriu aquele sorriso maravilhoso. -- Hoje pretende descansar?


–- Depende das propostas oferecidas para essa noite -- Ela apoiou-se a mesa ficando mais próxima a mim, as pernas cruzadas há tempos, me chamaram atenção novamente e por Deus, eu possuía ótimas propostas para essa noite.

Encarei seus lábios imaginando o quão doces deveriam ser, e quando me debrucei pronto para tomá-los para mim, seu celular soou, fazendo-a pular levemente.

–- Desculpe -- Afastou-se ruborizada, provavelmente por notar o que estava acontecendo entre nós, não estava com vontade de atender, mas quando fitou o visor, seus olhos semicerraram-se curiosos -- Kakashi? Ele nunca me ligou -- Falou para depois deslizar o dedo pela tela, eu apenas pedi para fecharem a conta. -- O que deseja Kakashi?


Quando voltei do caixa a encontrei em pé recolhendo o celular e a carteira de cima da mesa, os olhos levemente nervosos revelavam que algo muito ruim tinha acontecido, quando ela notou minha presença apenas pronunciou

–- Shizune se acidentou, venha, explico o resto no caminho -- Segurou minha mão entrelaçando nossos dedos -- Preciso ir para o hospital



***


–- O que deseja Kakashi?


–- Por Kami Sakura -- Ele estava ofegante, nervoso e aparentemente havia chorado... ou estava chorando -- Ladrões em casa -- Ofegou -- Shizune, Shizune ela..,


–- Fale devagar Kakashi sensei -- Orientei preocupada -- O que aconteceu com Shizune?


–- Ladrões invadiram nossa casa e ela despencou escada a baixo -- Fungou -- Cheguei em casa e vi tudo revirado, ela no chão com uma poça de sangue.. Ela esta desacordada e não reage.


–- Onde você esta? -- A essa altura meu coração já havia disparado


–- Indo para o hospital -- Respondeu e eu finalmente me ative ao barulho da estrada -- Liguei para Tsunade e ela está a caminho também.


–- Leve Shizune o mais rápido possível, chego em 10min -- Respondi já levantando -- E se acalme, vai dar tudo certo -- Desliguei quando ele assentiu e comecei a jogar tudo dentro da bolsa.


Sasuke apareceu e parecia preocupado, o agarrei e corri restaurante a fora, eu tinha uma ocorrência em uma sala de cirurgia e ele precisava prender quem havia feito isso com Shizune.


***

05 de Novembro de 2014 — 00:15


Atravessei as portas do hospital com Sasuke ao celular, ele já acionava viaturas e homens para fazer buscas. Cheguei a sala de espera e encontrei Kakashi com os cotovelos sobre os joelhos e a cabeça apoiada nas mãos. Ele estava desolado.


–- Vá cuidar dela -- Sasuke apertou minha mão -- Eu cuido dele! -- Assenti e atravessei como um furacão as portas da emergência.


Quando vi Shizune ensangüentada e desacordada, meu estômago deu um giro de 360 graus até parar no devido lugar.


Para os primeiros socorros eu não teria tempo de me preparar, devia trabalhar com o que eu tinha naquele momento.


Retirei a jaqueta jogando sob a primeira enfermeira que passou a meu lado, coloquei o jaleco que estava ainda na bolsa e o estetoscópio ao redor do pescoço.

Enquanto inclinavam sua cabeça e iniciavam a limpeza do ferimento eu conferia seus batimentos cardíacos e média sua pressão, com ela estava tudo normal, mas o coração do bebê batendo mais suavemente me deixava alerta.

O ferimento não era grande o que me surpreendeu dada a quantidade de sangue, mas o perigo em questão era o trauma da queda. Afinal, ninguém sabia como ela tinha caído, se havia batido a cabeça repetidas vezes nos degraus ou apenas uma vez... Eram incontáveis perguntas que poderiam ser respondidas com exames, mas Shizune estava grávida, e eu não poderia simplesmente jogá-la em uma máquina de ressonância.


–- Sakura sama -- Uma enfermeira me chamou enquanto eu costurava seu ferimento e já pedia para que preparassem o curativo -- A pressão esta subindo -- Apontou o monitor que me mostrava a pressão e os batimentos cardíacos, que também subiam.


–- Terminem -- Entreguei o que fazia para a enfermeira que prontamente assumiu meu lugar.


Coloquei o estetoscópio em sua barriga, o coração do bebê batia em intervalos mais longos.


–- Saiam -- Pedi para que os dois enfermeiros saíssem da sala de emergência, ficando com três enfermeiras me acompanhando. Duas no curativo e uma a meu lado. -- Esterilize -- Pedi enquanto tirava as luvas ensanguentadas e as jogava na lixeira.


Nós duas lavamos as mãos e fizemos o exame de toque, como Shizune estava na primeira quinzena do oitavo mês não havia dilatação, o que era bem comum, mas ao mesmo tempo um problema, pois com ela inconsciente não conseguiríamos induzir ao parto normal.


–- Preparem a sala de cirurgia -- Pedi aos enfermeiros que esperavam do lado de fora -- Façam o mais rápido possível e a levem imediatamente. Em seguida preparem a sala de tomografia -- Eles assentiram e sumiram correndo pelo corredor.

Eu os imitei e corri para o vestiário, tirei as roupas que estava com alguns respingos de sangue e coloquei a roupa azul clara, toca, máscara e luvas, encontrei Shizune preparada para a cirurgia e fechei a porta com duas certezas:

No fim, eu faria o segundo parto da minha vida e eu faria de tudo, para salvar a vida de mãe e filha.



***



Se tivessem passado 20min desde que Sakura havia entrado na ala de emergência era muito. Conversei com Kakashi tentando entender o que havia acontecido, mas nem ele compreendia.


A única coisa que eu sabia era que tinham invadido e assaltado a residência dos Hatake, ferindo a matriarca em menos de 30min, onde ele estava no super mercado comprando chocolates para a esposa satisfazer um desejo de grávida.

Meus homens já faziam buscas na região e nas estradas próxima a ela, os peritos encontravam-se na casa analisando tudo que podiam e eu monitorava tudo do hospital, de onde eu não deveria sair, nem do lado de Kakashi, nem do lado de Sakura.


Os amigos chegavam afobados procurando por notícias e novidades, mas até agora, não havia qualquer informação.


–- Como estão as coisas? -- Tsunade apareceu afoita e visivelmente preocupada, as roupas longe de estarem alinhadas como via-se no hospital, a seu lado, um senhor de cabelos brancos e olhar gentil.


–- Sakura esta lá dentro -- Respondi e fui imediatamente encarado -- Sou o delegado Uchiha Sasuke, muito prazer -- Me curvei respeitosamente diante de ambos e Tsunade bateu levemente em meu ombro.


–- Obrigada por estar aqui Sasuke -- Agradeceu mansa, muito diferente do dia que nos encontramos na delegacia.


–- Você não vai entrar Tsunade? -- Kakashi perguntou coçando os olhos enquanto levantava


–- Infelizmente não posso Kakashi -- Respondeu baixando os olhos -- Estava de folga e Jiraya chegou hoje, bebi um cálice de vinho no jantar, não posso passar por aquelas portas -- Encarou as portas da emergência -- Mas Sakura esta com ela, não há nada que eu faça que ela não possa fazer -- Sorriu minimamente -- E confesso, que ela... pode fazer até melhor.



E com isso, todos sentaram-se esperando notícias.



***


Quando Megumi nasceu foi realmente uma grande emoção quando ela abriu o berreiro e quase me deixou surda na sala de parto, mas ouvir o choro da filha de Shizune foi impressionantemente agradável.


Ainda era pequena e estava com um peso razoável, talvez precisasse da incubadora, mas seria por pouco tempo.


Shizune estava sedada, mas seus batimentos cardíacos e pressão arterial não tiveram grandes alterações durante todo o procedimento.


As enfermeiras dariam o banho e ajeitariam a garotinha, por isso logo seus resmungou sumiram porta a fora. Terminei de dar os pontos, fiz o curativo e pedi a remoção de Shizune para a sala de exames, em tese, dentro de 30 minutos no máximo ela acordaria.


Fui até o vestiário onde tomei um banho e coloquei minha roupa anterior, vestindo o jaleco por cima e o estetoscópio no pescoço, estava levemente suja de sangue, mas ninguém se importaria dada a situação.


Visitei primeiro o pequeno bebê que se mexia dentro da incubadora, medi seus batimentos e agora, estavam normalizados e logo ela estaria pronta para ir para casa com seus pais.


Encontrei os enfermeiros no caminho e vi o resultado dos exames, não havia nenhuma fratura ou traumatismo no crânio, e as vértebras da coluna também estavam normais, sem nenhum deslocar.


Provavelmente a inconsciência se devia ao susto e claro, a pequena hemorragia que ela havia tido.


Entrei no quarto onde ela ainda dormia mais tranquila, afinal, ela estava bem, seu bebê estava bem, seu marido ficaria bem e aquele seria um dia bom no fim das contas.


Pensei em ir comunicar tudo isso a Kakashi que esperava, mas preferi sentar na poltrona e esperar que ela acordasse, precisava de testes finais para que eu desse Shizune como liberada dos meus cuidados.


Não calculei exatamente quanto tempo fiquei sentada, mas não foi tanto quanto eu esperava. Ela remexeu-se levemente na cama, abriu os olhos, teve um enjôo e colocou tudo para fora.


–- Consequências da anestesia -- Disse ajudando a se sentar na cama -- Agora esta se sentindo bem?


–- Melhor -- Suspirou com os olhos semicerrados


–- Deixe-me ver -- Ouvi seu coração e medi sua pressão -- Até aqui tudo bem -- Sorri tirando uma pequena lanterna do bolso do jaleco -- Siga com os olhos -- Acendi e vi suas pupilas dilatando-se e indo na direção da luz -- Tudo okay! Seus exames deram normais então, todo mal estar que sentir será graças a anestesia _ Sorri voltando a guardar a lanterna e o estetoscópio


–- Mas o que aconteceu? -- Perguntou ainda atordoada, e quando passou a mão pela barriga e não sentiu o grande volume seus olhos arregalaram-se -- Minha filha...


–- Ela esta ótima -- Sorri e a ajudei a deitar -- É uma menina forte e saudável, que precisa que a mamãe fique bem logo -- Vi seus olhos enchendo-se de lagrimas -- Por enquanto Shizune, apenas descanse. Daqui a pouco liberarei Kakashi para ficar a seu lado e não se preocupe com o bebê, ela esta sendo bem cuidada na maternidade.


–- Obrigada Sakura -- A ouvi murmurar com olhos pesados -- Obrigada! -- E apagou antes que eu fosse capaz de responder



***



Quatro horas haviam se passado desde o momento que entrei correndo pela emergência, e eu sabia que quando saísse seria abordada por Kakashi, era o obvio.

Mas não esperei ser abordada por uma multidão preocupada, que incluía todas as minhas amigas e seus devidos namoridos, Tsunade e Jiraya, que a propósito, eu não via há meses, e por fim, Sasuke.


–- Shizune ela... -- Kakashi parou em minha frente, com o olhar exausto e preocupado.


–- Ela esta ótima -- Sorri apoiando minhas mãos em seus ombros -- Esperei que acordasse para verificar se estava tudo bem, e tirando as leves reações da anestesia, Shizune esta pronta para nos atazanar muito ainda.


–- Graças a Kami -- Seus olhos brilharam quando um sorriso sambou em seus lábios

–- E sua filha também esta ótima – Os olhos escuros me fitaram agora molhados -- É uma menina forte e muito saudável, já fizemos todos os exames, e a única coisa que ela precisa agora é dos pais -- Ouvi o murmúrio de alegria na sala de espera e sorri pela alegria de todos.


–- Sakura -- Tsunade me chamou e sorrindo levemente falou para que todos ouvissem -- Estou orgulhosa de você. – Nunca tinha ouvido nada tão bonito e sincero dela, sorri e me curvei levemente e ela viu em meus olhos, a gratidão por tudo que já tinha me feito até aqui.


E no fundo, até eu estava orgulhosa de mim, pois era a primeira vez que eu fazia uma cessaria e era a primeira vez que eu tratava uma amiga tão próxima.


Mas como era de Tsunade que estávamos falando, em seguida sua bondade acabou e tomei uma bronca por ter me sujado de sangue.


–- Você poderá entrar daqui 1 hora mais ou menos Kakashi -- Respondi sua pergunta silenciosa -- Ela precisa acordar e alimentar a filha de vocês, e esse momento é importante que sejam apenas as duas -- Ele assentiu e aproximou-se me tomando subitamente em um abraço.


–- Obrigado Sakura -- Eu o abracei de volta -- Desde o dia que você entrou em minha sala, eu sabia que você seria um orgulho -- Separou-se e bagunçou meus cabelos -- Obrigado!


–- Todas as broncas que tomei de vocês, valeram muito a pena no fim das contas.

Tsunade e Kakashi sorriram e eu me curvei levemente, meus amigos não poderiam entrar para vê-la, por isso foram todos despedindo-se e partindo, com a promessa que voltariam as 11h da manha para o horário de visita.


Me aproximei de Sasuke que mantinha-se apenas observando o ambiente.


–- Devia ter ido descansar -- Falei olhando no relógio e vendo-o marcar quase 04h15 da manha


–- Estava te esperando -- Murmurou -- Você também precisa descansar. Já que Shizune esta bem...


–- Pois é! -- Fitei o chão rapidamente


–- Pegamos os bandidos -- Falou atraindo minha atenção -- Eles estavam em um condomínio de periferia, recuperamos os objetos roubados e eles confessaram o crime.


–- Shizune foi empurrada? -- Perguntei e ele assentiu


–- Infelizmente sim, um deles responderá por tentativa de homicídio -- Eu concordei -- Podemos ir?


–- Ah claro! -- Sorri olhando ao redor -- Vou apenas pegar minha bolsa lá dentro, já volto para não atrasa-lo mais.


–- A vontade! – Sorriu



***


Sai do hospital ao lado de Sasuke, o frio me atingiu em cheio, junto com a garoa. Tinha sido um dia cheio, longo e desgastante e eu estava exausta.

–- Descanse -- Sasuke murmurou quando parou em frente a meu prédio -- Você precisa!


–- Você também, esta com uma cara péssima -- Falei já destravando o carro


–- Muito obrigado pela gentileza -- Ele sorriu tranquilo, aquele sorriso que me conquistava cada dia um pouco.


–- Disponha -- Me virei para sair do carro, mas antes que colocasse o pé para fora, fui puxada em sua direção, ficando mais próximo do que meu bom senso permitiria -- Oi? -- Murmurei baixo, com os olhos perdidos entre seus olhos escuros e sua boca aparentemente suave.


–- Descanse mesmo! -- Sussurrou fechando levemente os olhos, parecendo controlar algo dentro de si. -- Não me engane Sakura! -- Meu nome sussurrado por ele, era tão sexy e quente que eu notei que precisava sair daquele carro, antes que algo grande acontecesse. Imenso na verdade!


–- É uma promessa Sasuke -- Encostei minha mão em sua pele gelada e pálida vendo seus olhos brilharem em algo que eu sabia o que era, puro desejo, que eu tinha certeza, também brilhava no meu -- É uma promessa! -- Encostei meus lábios levemente nos seus, um suave selar que eu não permiti ser aprofundado, e ele estava surpreso demais para tentar aprofunda-lo.

Ele sorriu e eu sorri acenando já nas escadas do prédio, eu nunca tinha sentido um rebuliço tão grande no estômago por um beijo tão simples, mas as sensações que eu tinha com Sasuke eram sempre inéditas.

Não que tivéssemos alguma coisa, mas eu pensava seriamente em querer ter.

Notas finais
E então, gostaram? Teve selinho sim e capítulo que vem tem pegação *dance* já adianto né, porque vocês estão ficando estéricas com esse "Não tem pegada" tcs tcs hahahaha' Primeiro de tudo, agradecimento para a linda da Sahky Uchiha que deixou uma recomendação maravilhosa, obrigada pelo carinho! Agooora, gostaram do capítulo? Já tinha ele planejado a um tempo, e a estória acabou fluindo com facilidade, por isso o nono foi esse encontro, para Sasuke ver o quão rainha sua futura namorada é *ops* E então, ansiosas para amanha ou quinta quando sai os últimos dois capítulos do Naruto depois de longos 15 anos? Olha, eu acompanho a história há 9 anos e tô quase parindo um bebê dragão de tanto nervouso, sem falar que tô na fossa, mas passo bem. Quero opiniões e reviews sobre o capítulo, me animem bastante porque estou entrando no último mês de aula e o mais turbulento de todos, quero reviews grandes -nn Hahaha' Gente, obrigada pelo carinho de sempre e até breve, espero que seja muito breve! Ja ne