Encontro inevitável

6 Capítulo 6 - A Corporação Cápsula


Notas iniciais
Bem vindos a mais um capítulo da minha história. Os personagens de Dragon Ball não me pertencem, mas sim, a Akira Toriyama. Sem mais delongas, boa leitura!

No capítulo anterior...

"E assim, Aiyme via o árido deserto passar diante de seus olhos, mas agora enxergava-o de modo diferente... Pela janela do carro, ela o observava e se debruçava, colocando a cabeça apoiada na palma da mão. Aiyme via a trilha de sua vida tomar um rumo diferente, e a partir daquele momento, seu futuro mudaria muito..."

A partir de agora, Aiyme passará a viver com o Dr.Brief e sua família na Corporação Cápsula...

Chegada à Corporação Cápsula...

O Doutor para o carro, logo a garota se espanta com o tamanho da residência dos Brief, dava para avistá-la de longe, porém, ao ver de tão perto era assustadora a sua dimensão. Assustadora e encantadora ao mesmo tempo...


Dr.Brief: Pronto! Chegamos à Corporação Cápsula, já pode descer, Aiyme...
Aiyme (pensamento): Então aqui é a Corporação Cápsula... Esse lugar é imenso!! – enquanto se perdia em pensamentos ela descia do veículo e, de repente é tirada de seus devaneios.
Dr.Brief: Então, o que achou de seu novo lar, hein? – pergunta-lhe sorridente e cheio de expectativas.
Aiyme: Hum... Não sei bem, ainda nem a vi por dentro... Só sei que ela é bem grande. – diz sem muita emoção e um tanto sarcástica.
Dr.Brief: Tem razão, vamos entrar logo então!

Uma grande porta se abre com um comando de voz dado pelo Doutor, revelando o interior da casa, que era surpreendente e luxuosa.

Robô: Seja muito bem-vindo, Doutor Brief.
Aiyme: Isso é mesmo um robô?! – ela aponta para o robô que cumprimentou o Doutor – Nunca vi um de verdade que funcionasse tão bem...
Dr.Brief: Sim, é um Robô Inteligente, e foi criado por mim.
Robô: E pelo visto, mais que você, menina...
Aiyme: Ora, mas que lata velha mais atrevida!! – ela se enche de raiva quando o robô lhe mostra a “língua” – Você vai ver só...!!
Dr.Brief: Não se irrite, Aiyme. Fique calma, fique calma... Às vezes ele pode apresentar mal comportamento. É um pouco desajustado. Hehe!
Robô: ...E o senhor é muito frouxo e desmiolado, Doutor.
Dr.Brief: O quê?! Mas que desrespeito! Depois te ensinarei modos, Robô 2-7-3... – o Doutor falava com o robô, mas de repente a voz de sua mulher ecoa pela sala principal, que era onde eles estavam.
Sra.Brief: Oh, meu querido, o que está havendo, por que todo esse escândalo? Aconteceu alguma coisa?? – aparece pela porta uma mulher loira, magra e de jeito muito meigo e sorridente com uma bandeja nas mãos. Não aparentava estar zangada com os gritos, mesmo perguntando o motivo deles.
Dr.Brief: Não, meu bem. Por aqui está tudo certo. É só esse robô mal educado que... – e ele é cortado por sua esposa.
Sra.Brief: Oh! Quem é essa jovem adorável que está aqui? – diz, colocando a bandeja sobre uma mesinha e pondo as mãos sobre o rosto, sorrindo docemente na direção de Aiyme.
Dr.Brief: Ah, sim! Essa aqui é Aiyme, eu a encontrei no meio do deserto e ela me ajudou, consertando meu carro que havia quebrado. Se não fosse por ela, não teria chego em casa tão cedo...
Sra.Brief: Oh, mas que maravilha! Obrigada por ajudar meu querido esposo, sou muito grata.
Aiyme: Hunf! Não foi nada... – ela estava um tanto sem jeito, até um pouco vermelha de vergonha.
Dr.Brief: Bom... Mas a questão é que, Aiyme me ajudou e, quis recompensá-la por isso, ofereci carona até sua casa e a mesma disse que morava naquele deserto...
Sra.Brief: Oh! Coitadinha!... Morando no deserto!
Dr.Brief: Sim, e foi então que propus dela vir morar conosco e ser minha aprendiz, já que se mostrou muito eficiente em consertos mecânicos. Mas poderia aprender muito mais que apenas consertar carros estando aqui.
Sra.Brief: Fez muito bem, meu querido! O deserto não é lugar para uma jovem tão bela e delicada morar...
Dr.Brief: Ela é bem jovem mesmo, tem apenas dois anos a menos que Bulma. E por cima ainda não tem seus pais...
Sra.Brief: Oh, pobrezinha!! – a Senhora Brief a abraça – Não se preocupe, a partir de agora, nós seremos sua família! Vamos estar sempre ao seu lado... – ela faz uma pausa – Já sei! Vamos adotá-la como nossa filha e lhe dar nosso sobrenome também!!
Dr.Brief: Creio que não podemos fazer isso, meu bem... Aposto que ela já tem um sobrenome. Falando nisso, qual é mesmo seu sobrenome? Não me disse ainda.
Aiyme: Não disse porque não tenho um...
Dr.Brief: Não?! – ele se espanta – Bem... Então quer dizer que também não tem documentos??
Aiyme: Documentos?! Não. Para que servem esses tais “documentos”? – ela faz aspas com os dedos, falando de modo irônico.
Dr.Brief: Então você não os tem... Bem, eles servem para identificar as pessoas e reconhecê-las como tal.
Aiyme: Hum... Então sem eles é como se eu não existisse?! – diz debochada.
Dr.Brief: Sim, mais ou menos isso. E, quando der, nós iremos regularizar sua existência perante a justiça o mais rápido possível. Vamos registrar você...
Aiyme: Registrar como?! Eu não tenho um sobrenome, apenas o primeiro nome...
Dr.Brief: Esse não vai ser um problema. Se estiver tudo bem para você, receberá o meu sobrenome, Brief.
Aiyme: Fala sério?!
Dr.Brief: Sim! Claro que sim. – ela fica em estado de choque, não acreditava no que estava acontecendo.
Sra.Brief: Oh, que maravilha! Teremos mais uma filhinha!! Vou chamar Bulma e contar a ela essa novidade...!! – então ela começa a chamar sua filha – BULMINHA!! VENHA AQUI!!!...

Após os gritos da senhora, escuta-se passos descendo a escada, que ao chegar até a sala, revela uma garota muito jovem e bonita, de cabelos verde água com fios longos e grandes olhos azuis, trajava um shorts jeans e camiseta branca. Era uma menina delicada, aparentemente, mas bem estressada e reclamona, com uma personalidade forte...

Bulma: Ora, por que está me chamando dessa forma, mamãe?! Parece uma louca!!!
Sra.Brief: Se acalme, Bulma. Seu pai e eu temos uma coisa para te contar...
Bulma: E que coisa é essa?? Espera aí! Quem é essa?! – somente agora Bulma percebe a presença de Aiyme.
Dr.Brief: É exatamente sobre isso que nós íamos falar, Bulma. Essa aqui é... – e ela interrompe o Doutor, não o deixando completar a frase.
Bulma: Não vai me dizer que vocês dois vão se separar?! E que ela é a culpada por isso!!!... – Bulma se desespera e faz o maior escândalo.
Dr.Brief: Não! Não é nada disso, minha filha!!
Bulma: Não?... Então, o que é?? – e ela se acalma um pouco após ouvir isso.
Dr.Brief: Essa é Aiyme, e ela está aqui porque vai morar conosco a partir de agora. Ela será minha aprendiz, assim como também minha filha... Espero que você enten... – Bulma dá um grito.
Bulma: Ah! Não acredito nisso!!
Dr.Brief: Bulma, minha filha...sei que é difícil, mas...
Bulma: Que incrível!! Vou ter uma irmã agora! – diz muito entusiasmada.
Dr.Brief: Ãmm? O-o quê?! Então você gostou da notícia?...
Bulma: Claro que sim! Agora vou ter uma companhia feminina, alguém que me entenda, até porque vocês... Aai... – ela revira os olhos no final da fala – Bom, mas e então, qual é mesmo o seu nome? De onde você veio!? Quantos anos tem ? Por que veio parar aqui?? – Bulma enchia Aiyme de perguntas, e ela ficava irritada com tantos questionamentos de uma só vez.
Aiyme: Aar... É Aiyme, e se quiser saber disso tudo, pergunte aos seus pais, eles sabem o porquê!... – ela estava estressada e falava de modo um tanto grosseiro.
Bulma: Ah, já entendi. Você é tímida, não é?! Mas não precisa ficar assim, iremos morar juntas e vamos nos dar bem, garanto! – ela põe a mão sobre o ombro de Aiyme – Ei, me diz só uma coisa... Você deve ter a idade próxima da minha, não é mesmo?
Aiyme: Tenho 14 anos...
Bulma: 14?! Nossa! Achava que era até mais velha que eu, mas vejo que estava enganada... Ahahaha!
Aiyme: Hunf!... – ela cruza os braços e bufa com o comentário.
Bulma: Não se zangue, não foi para ofender... Tenho 16 anos só. – e de repente, Bulma dá um de seus gritinhos agudos – Ah!! Que tal você ficar no meu quarto?! Assim a gente pode conversar e se conhecer mais... – ela se aproxima de Aiyme e fala em voz baixa – ...falar sobre garotos também...
Dr.Brief: Ótima ideia, minha filha! Leve Aiyme até lá e mostre o resto da casa para ela também.
Bulma: Claro, papai. Mas, e as suas coisas? – ela se vira para Aiyme – Onde elas estão? Não vi nenhuma mala...
Dr.Brief: Verdade, ela não trouxe nenhuma mala! Bem, mas não há nenhum problema, vamos comprar-lhe roupas novas e melhores que essas que está vestindo agora.
Sra.Brief: Oh, sim! Essas roupas que está vestindo são um tanto quanto esfarrapadas. Vou dar o dinheiro para comprar boas roupas que lhe caiam bem! Coitadinha, tão bela e tão farroupilha...
Aiyme: Não preciso que me comprem nada! Já disse que não vim aqui para ser sustentada e servir como um empecilho!! Só aceitei vir porque serei uma aprendiz e ajudarei com alguma coisa... – ela se irrita, era orgulhosa demais para aceitar isso com facilidade.
Dr.Brief: Ora, não se irrite com isso, filha. Só estamos lhe proporcionando o básico. As vestimentas são essenciais... Não é nada de mais, aceite como um presente. Por favor...
Aiyme: Hunf! Está certo... – diz à contra gosto, ainda um pouco zangada. Não gostava da sensação de depender de alguém.
Bulma: Eba!! Então vamos ao shopping! Adoro fazer compras...!! – Bulma fica muito mais animada que Aiyme – Mamãe, me dê o dinheiro e eu levarei Aiyme nas melhores lojas da cidade!
Sra.Brief: Sim, benzinho. Já vou pegar... – e a Senhora Brief vai pegar o dinheiro para as compras – Aqui está, meu bem.
Aiyme: O quê?! Por acaso esse é o dinheiro para fazer compras??! – ela se assusta com a quantia de dinheiro.
Bulma: Eu sei, eu sei... É pouco, mas dá para comprar o básico...
Aiyme: Pouco?! Acha pouco dez mil??!
Bulma: Ah, um pouco... Mas só para comprar o que você vai usar no dia a dia, por enquanto está bom. Outra hora compramos algo mais sofisticado... Hihihi...

Aiyme ainda estava impressionada com a forma que Bulma via o dinheiro. Para ela, dez mil era muito dinheiro, uma quantia que nunca tivera em toda sua vida e agora iria gastar apenas com roupas “básicas”. Com certeza a vida dessas duas garotas eram bem diferentes e suas maneiras de ver o mundo também; mas seja como for, essas duas realidades se encontraram em uma só...

Notas finais
É isso aí, o capítulo vai ficando por aqui. A próxima fase da história será bem interessante aos amantes de compras... Até breve e, obrigada pela leitura!