Encontro inevitável
7 Capítulo 7 - Vamos às compras
No capítulo anterior...
“...Aiyme ainda estava impressionada com a forma que Bulma via o dinheiro. Para ela, dez mil era muito dinheiro, uma quantia que nunca tivera em toda sua vida e agora iria gastar apenas com roupas “básicas”. Com certeza a vida dessas duas garotas eram bem diferentes e suas maneiras de ver o mundo também; mas seja como for, essas duas realidades se encontraram em uma só...”
Mais do que simples compras, um dia todo dedicado especialmente para isso. Talvez essa seja a primeira vez que Aiyme fará compras de verdade. Como antes morava com Mestre Kame, suas idas às lojas eram bem raras e breves, comprando apenas o que lhe era necessário, jamais fez compras nesse nível que faria com Bulma.
Garagem da Corporação Cápsula...
Bulma: Ah, chegamos! Essa é a garagem onde guardamos todos os veículos para nosso uso. – ela mostrava o local para Aiyme, mas a garota olhava com certa estranheza.
Aiyme: Hunf! Fala sério?!... E, onde estão os veículos aos quais se referia?? Não estou vendo nada por aqui... – diz, cruzando os braços e levantando uma das sobrancelhas. O tom de deboche em sua voz era notável.
Bulma: Ora, não seja boba! Hahaha!! – ela ri de modo escandaloso – Todos os veículos estão aqui, mas eles estão encapsulados...
Bulma abre uma das portinhas do grande armário de ferro que continha vários estojos menores de cápsulas em seu interior. Na frente de cada estojo tinha uma espécie de identificação: veículos de terra, aquáticos e aéreos. Ela escolhe um desses estojos e analisa qual seria o melhor tipo de veículo para levá-las ao seu destino.
Bulma: Hum... Deixe-me ver... – ela encara as cápsulas no estojo por alguns segundos – Ah-há! Já sei!... Esse aqui está ótimo. Vamos para fora, ande, Aiyme. – Bulma pega uma das cápsulas e segue para fora da casa, sendo acompanhada por Aiyme.
Lado de fora da residência...
Ao chegarem na parte externa, Bulma pega a cápsula que estava em suas mãos, aperta um botão na sua parte superior e a arremessa a alguns metros de distância, fazendo com que surgisse uma pequena nave azul e branca, que tinha lugar para duas pessoas.
Bulma: Pronto, agora podemos partir. Vamos lá, suba! – ela abre o teto da nave, que era de vidro, para que pudessem entrar nela.
Aiyme: Hunf... Certo. – e ela sobe na nave junto à Bulma, que era quem pilotaria o veículo...
Na nave – a caminho do shopping
A nave decola e parte à toda velocidade em direção ao centro da cidade. Bulma estava detrás do “volante”, mas logo coloca a função Piloto Automático para que pudesse conversar com Aiyme sem causar nenhum acidente, ou pelo menos tentar...
Bulma: Bem... – ela inicia um diálogo com Aiyme na tentativa de interação – A partir de agora você e eu seremos como irmãs, acho que seria bom sabermos um pouco mais uma sobre a outra. – inicialmente, Aiyme apenas a olha de modo questionador e debochado, franzindo um pouco o cenho, mas depois desfere algumas palavras.
Aiyme: Ah, é? – a ironia era levemente acentuada no tom de sua voz – E, o que por exemplo?...
Bulma: Hum... Deixe-me ver... Ah, coisas aleatórias. Se quiser, eu começo falando.
Aiyme: Vá em frente... – a responde, debochada como sempre.
Bulma: Bom, meu nome é Bulma Brief; sou linda; inteligente; adoro ir ao salão de cabelo, fazer compras e viajar. Meu passatempo é criar coisas e eu acho desnecessário ir à escola, já que eu sei tudo o que eles ensinam... – ela faz uma cara de deboche – Bom... Basicamente é isso que tem que falar.
Aiyme: Hunf... Certo. – ela pigarreia para que a voz saísse mais fluida – Meu nome você já sabe, vim do deserto até a sua casa devido a um convite do seu pai, que eu ajudei com o carro e acabei lá para aprender mais sobre mecânica, ciência e tecnologia. É isso.
Bulma: Ah, mas isso eu já sabia!! Achava que ia falar mais sobre você... – ela cruza os braços e fazia “biquinho” de frustração.
Aiyme: Meu passado é irrelevante, não vai te interessar, muito menos quem eu sou...
Bulma: Mas mesmo assim! Bem que você podia... – de repente a sua frase é cortada por um aviso dado pelo Piloto Automático.
Piloto Automático: Você chegou ao seu destino de pouso. Permissão para aterrissagem.
Bulma: Ah, que bom, já chegamos! Permissão de aterrissagem concedida.
Piloto Automático: Aterrissagem bem sucedida, já pode ser feito o desembarque. – então o teto da nave se abre e assim, Aiyme e Bulma saem dela e vão direto para o interior do shopping.
Interior do shopping – Loja “Bain et Luminosité”
Bulma: Vem aqui, Aiyme. Essa loja é maravilhosa! Tem roupas que com certeza você vai adorar!! Anda, vamos entrar... – ela a puxa pelo braço e as duas entram na loja.
Aiyme: Aar... Você poderia ser menos afobada, não?!... – ela diz mal humorada ao entrar na loja, por ter sido arrastada até lá.
Bulma: Ah, não reclame tanto, deveria estarais animada. Vamos ver logo alguma roupa para você... – Bulma então chama uma das atendentes da loja – Ei, moça! Venha aqui, por favor...
Vendedora: Ora, tenha mais educação, mocinha. Aqui não é lugar para escândalos!...
Bulma: O quê?! Escandalosa, eu?! Isso é um absurdo, estava apenas pedindo que alguém viesse me atender! Mas pelo visto não merecem que eu, Bulma Brief, gaste meu dinheiro nesta espelunca!! – ela dá as costas e sai da loja.
Vendedora: O quê? Espere, disse Brief?! Esse é o nome do dono da Corporação Cápsula...
Bulma: É, é isso mesmo. Mas eu não voltarei nessa nunca mais! – ela sai da loja e deixa a mulher falando sozinha.
Lado de fora...
Bulma: Hunf! Onde já se viu falar assim dessa forma com uma moça como eu!... Com certeza essa loja não era a melhor opção, vejamos uma melhor...
Aiyme: Quem mandou você fazer escândalo?...
Bulma: Ah, você também?! Não fiz escândalo nenhum! Deixa disso e vamos fazer logo o que viemos para fazer: compras.
E assim as duas partem para uma outra loja, outra e outra... Compraram muitas peças de roupa, assim também como sapatos. Voltaram tarde para casa e cheias de sacolas de compras.
Bulma: Nossa, essas roupas que você comprou são bem simples, mas lhe caíram muito bem!...
Aiyme: Acha?! – diz de modo indiferente e até um pouco irônico.
Bulma: Sim. Não parece, mas você tem um corpo bonito, deveria usar roupas que mostrassem mais ele!
Aiyme: Hunf! Acho que não faz muito o meu estilo usar roupas vulgares assim... – diz isso e encara Bulma por um certo tempo.
Bulma: Ei, minhas roupas não são vulgares!
Aiyme: Não disse nada...
Bulma: Nem precisou dizer nada... Bom, deixa pra lá. – ele ignora isso e continua a conversa – Você bem que podia se cuidar mais também...
Aiyme: Como assim?! – fala um pouco irritada.
Bulma: Digo, você poderia deixar os cabelos crescerem, usar roupas mais femininas e passar maquiagem às vezes... – elas saíam do shopping e iam em direção à nave, enquanto isso conversavam mas Aiyme para de repente após o último comentário de Bulma.
Aiyme: Qual o problema com a minha aparência?!...
Bulma: Não tem problema nenhum, nem precisa se Irritar também. Não disse que você é feia, muito pelo contrário. Seus cabelos são lindos, tem uma coloração intensa, tão roxos que lembram a cor de uma beterraba.
Aiyme: Beterraba??! É assim que você se refere a mim?! Hunf!
Bulma: Não, não foi isso que eu quis dizer!! – ela balança as mãos freneticamente – Olha, o que eu quis dizer é que se você já é bonita assim, com os cabelos curtos, imagina se os deixasse crescer?... Com certeza realçariam muito mais o seu rosto e seus olhos... Eles tem um tom azul diferente, às vezes parecem até esverdeados. Se usasse maquiagem, essa cor turquesa seria ainda mais destacada.
Aiyme: Bom... Deixe de besteiras, são só detalhes. Vamos voltar a andar. – ela desvia do assunto e logo chegam à nave e partem rumo à Corporação Cápsula.
De volta à Corporação Cápsula...
Bulma: Poxa, hoje o dia passou bem rápido... – Bulma se joga na cama de forma relaxada e sem muito cuidado – Olha, Aiyme... Pode ficar mais à vontade, vai. Agora aqui é a sua casa também. – ela se senta na beirada da cama para conversar com Aiyme.
Aiyme: Hunf... Não é tão fácil assim. E para falar a verdade, ainda mal posso acreditar que seja real tudo o que aconteceu comigo hoje. Esse dia parece surreal...
Bulma: Hum... Com o tempo verá que é mais que real tudo isso. E sobre não se sentir muito à vontade, talvez se você tentasse se abriri mais, falar sobre sua vida e contasse mais o que pensa nós possamos nos dar bem e quebrar essa sensação de desconforto. – Aiyme encara Bulma por um tempo – Não precisa ficar desconfiada, eu não tenho o porque contar o que você me disser. Tudo o que for falado entre nós, fica entre nós.
Aiyme: ...Está bem, eu posso tentar. – dizia sem muita emoção – Mas... Antes de qualquer outra coisa, me diga primeiro onde vou dormir.
Bulma: Ah é!... Vou mandar o robô preparar sua cama. Por enquanto você ficará no meu quarto, mas depois de um tempo vamos montar o seu próprio... – ela dá a ordem para o robô e então, logo depois surge na porta a senhora Brief para falar com as garotas.
Sra.Brief: Oh, olá meninas! Como foram as compras?
Bulma: Ah, foram ótimas, mamãe. Tirando a vendedora da primeira loja que entramos... – ela revira os olhos ao falar da mulher que a chamou de escandalosa.
Sra.Brief: Ora, não se estresse, Bulminha. Vejo que compraram muitas coisas... Devem ter andado muito e estão cansadas. Melhor tomarem um banho e descansarem.
Bulma: É, a senhora tem toda razão. Um banho é tudo o que preciso agora! – Bulma vai ao banheiro e toma seu banho. Aiyme e a Senhora Brief ficam no quarto por mais um tempo.
Sra.Brief: Olha, pode ficar à vontade, meu bem. Tem uma porta virando a direita, no andar de baixo, pode tomar banho naquele banheiro. Provavelmente Bulma irá demorar.
Aiyme: Hum... Está certo, obrigada.
Sra.Brief: Escute, querida, somos todos uma família e você faz parte dela agora. – a Senhora Brief lhe sorri e dá um beijo em sua testa – Boa noite, Aiyme.
Ela estranha a receptividade e simpatia extrema dos Brief, mas no fundo acha bom. Bom de mais para ser verdade...
Aiyme: Espero só que isso não seja um sonho... – ela encarava o grande espelho que tinha no quarto de Bulma.
Após o breve momento de reflexão, Aiyme vai ao andar de baixo e toma seu banho. Ao Voltar para o quarto Bulma já estava dormindo, então resolve se ajeitar na cama que o robô havia a preparado e dormir também.
Conforme o tempo, Aiyme se adaptou bem ao novo lar e às pessoas também. O Doutor fez dela sua aprendiz e assim a garota se tornou não só uma excelente mecânica, mas também uma cientista brilhante. Com a convivência, Doutor Brief não só a teve como sua filha em um papel, o qual havia cumprido com sua palavra e a registrado com seu nome, mas, também em seu coração, o qual denominava ser de “manteiga derretida”.
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