"Não quero redescobrir
A minha verdade
Se ela me parece tão mais minha
Quando é nossa

Como cortar pela raiz se já deu flor?
Como inventar um adeus se já é amor?
Como cortar pela raiz se já deu flor?
Como inventar um adeus se já é amor?"


Sandy — Morada

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Foi somente Giovana dar o sinal que três rapazes grandes e fortes, e aparentemente mais velhos que ela, surgiram na área da piscina, deixando Fabíola e Jacques de olhos arregalados, e se perguntando o que aquela louca faria.

— Estão preparados, meninos? — Com um sorriso maléfico, Giovana perguntou, e de pronto, os três assentiram.

— O-o que você tá pretendendo fazer, Giovana? — A cara de Fabíola não negava seu amedrontamento. Apesar de ter certeza do que havia perguntado, tinha medo do que a sobrinha lhe responderia.

— Ora titia, tá com medo? — Giovana se achegou à tia, que ainda se encontrava sentada. Jacques permanecia intacto no seu lugar, também um tanto receoso pelo que viria. — Não precisa ficar, eu só quero me divertir com você. — Gargalhou. — Além do mais, temos um acerto de contas, não é?

— Eu não tenho nada contigo, garota! — Gritou. — Sai da minha casa, some daqui, você e esses brutamontes!

— Eu acho melhor baixar o tom, você não tá em condições de exigir nada. Você empurrou minha mãe da escada, e agora ela tá mal no hospital. Ela não pode fazer nada, mas eu tô aqui, e não pretendo deixar barato. Vamos meninos — fitou os olhos nos três, que só estavam aguardando a sua ordem — vamos mostrar a essa aqui com quantos paus se faz uma canoa.

Ao sinal de Giovana, os três rapazes, que mais pareciam armários de tão grandes que eram, saíram de ontem estavam, e seguraram a dona da casa pelos braços, inpossibilando-a de fazer qualquer coisa, deixando, assim, a casa livre para Giovana fazer o que lhe desse na telha.

— Me solta, seus trogloditas! — Fabíola começou a gritar, se debatendo, mas nada adiantou, os três mal se mexiam. — Jaques — olhou o amigo alguns metros dali, com a cara assustada — me ajuda! — Ao som do pedido, Jacques se levantou, mas logo voltou a estaca zero, quando ouviu o grito de Giovana.

— Nem tenta Jacques! Se você se meter, vai acabar sobrando pra você também.

Jacques recuou, não tinha o que fazer, era somente rezar e contar com a sorte.

Giovana entrou e foi seguida pelos amigos que arrastavam Fabíola pelos braços, já que a mesma ainda gritava, se opondo às ordens deles, mas Giovana não estava ligando nem um pouco para o chilique da tia, queria mesmo era colocar seu plano em prática.

— Acho que podemos começar por aqui. — Foi na sala seu ponto de partida. Como haviam combinado, os rapazes colocaram Fabíola sentada no sofá, e ficaram como cães de guarda da mesma, enquanto Giovana se divertia. — Então Fabíola, eu tô sabendo que você é muito ligada a bens matérias, certo? — Fabíola nada respondeu. — É pra responder! — Giovana berrou, encarando-a.

— Sim. — Respondeu indiferente. — Eu não sei o que você pretende fazer, mas será que pode pedir pra esses — olhou os rapazes com desdém — seus amiguinhos desgrudarem de mim?

— Não. -Sorriu. — Hoje as coisas vão acontecer do jeito que você menos gosta, ok? Bom — ela caminhava de um lado ao outro, com pose de madame — esse quadro — parou olhando para o objeto na parede — deve ter custado caro, né. Dez mil, quinze mil? — Fitou a tia. — Seria uma pena se por um descuido, alguém estabanado acabasse com essa belezinha.

Giovana tirou uma caneta pilot da sua bolsa, e com maestria, pôs-se a riscar todo o quadro. Sua ação vinha acompanhada de muitas gargalhadas. Fabíola ficou a beira de um surto enquanto assistia a sobrinha.

— Para, sua louca! — Ela tentou se levantar, mas os seguranças a fizeram sentar de novo.

Vendo que seu objetivo estava sendo alcançado, e sua tia estava odiando tudo aquilo, ela fez questão de repetir o ato insano em todos os quadros do cômodo. Em poucos minutos, aquelas obras de arte haviam perdido todo o valor.

— Olha só o que você fez! Acabou com meus quadros caríssimos! Você vai ter que pagar um por um!

— Vai sonhando. — Gargalhou.

— Acabou com a sua vingancinha?

— Quê isso tia, tô só começando. — Giovana se divertia às custas da tia. — Bom — ela caminhou mais um pouco, e foi seguida por seus comparsas, que guiavam a madame pelos braços — essas taças nessa cristaleira, parecem bem finas, né?

— Por favor Giovana, não faz nada com elas, tem um valor sentimental. — Pediu súplice.

— Hum, quer dizer que você gosta? Então eu só posso fazer uma coisa.

Num golpe só, Giovana abriu a porta da cristaleira e jogou no chão todas as belas taças e outras vidrarias que o móvel guardava. Alguns empregados apareceram, devido o barulho, mas logo foram aconselhados a não se meterem, e foi o que fizeram.

— Por que você não me mata de uma vez? Vai doer menos que ver destruindo minhas coisas!

— Mas a intenção e te machucar o máximo possível, Fabíola. Vem meninos, agora vamos para o andar de cima.

Giovana foi liderando o caminho, enquanto os outros a acompanhavam, e Fabíola era só gritos, e choro. Jacques aproveitou que estava destacado dos demais, para ajudar a amiga em apuros, e fez um rápida ligação.

— Alô, Estêvão? — Sua voz era branda, tentou ser o máximo discreto.

— Oi Jacques, tudo bem?

— Não tá nada bem. Vem pra sua casa agora. Giovana enlouqueceu, e tá torturando Fabi.

— O quê?! Como assim?

— Vem logo, e não faça perguntas, mas tem que ser agora!

— Tá, tô indo pra aí.

Assim que encerrou a ligação, Jacques subiu as escadas quase correndo, com medo do que Giovana estaria fazendo com sua amiga. Quando chegou, encontrou Fabíola sentada na cama, ainda com os brutamontes ao redor, e Giovana tocando o terror. Ele somente se achegou a amiga, e ali ficou em silêncio.

— Vamos ver se você tem bom gosto pra perfumes, tia. — Próxima a penteadeira, a menina pôs-se a inalar as fragrâncias, uma a uma, como se não tivesse outra coisa para fazer. — Tenho que confessar que são muito bons, Fabíola. Eu até aproveitaria algum desses, mas prefiro fazer isso. — Giovana empurrou todos os frascos no chão, e em questão de segundos, todos viraram cacos.

— Você não presta. — Fabíola disse, derrotada.

— Que nada. Agora vamos ver essas makes. Nossa, são lindas Fabíola. E das melhores marcas, hein — ela dizia enquanto passava o olho em casa paleta — mas você vai ter o trabalho de ter que comprar tudo de novo, porque — vagarosamente, ela tirou de dentro da bolsa, uma tesoura pontiaguda, e com a ponta, começou a destroçar uma por uma, até que, por fim, deu cabo de todas — olha — encarou Fabíola com uma paleta destruída na mão — não tem mais nada aqui. — Sorriu.

— Vai mesmo narrar tudo?

— Vou. Percebi que isso te faz mal, e é claro, é isso que eu quero. Mas não falta muito, vai ver só.

Giovana seguiu até o closet da tia, e junto com ela, a própria tia guiada pelos cúmplices. Pouco a pouco, ela acabou com todas as roupas, picotando sem a menor piedade, não ficou uma sequer sem ter o toque especial de Giovana.

Como se não bastasse as roupas, a menina vingativa, também destruiu todos os sapatos como pôde, além de bolsas e acessórios. Nos olhos de Fabíola não se via nada além de ódio. Dava para notar o quanto ela queria exterminar a sobrinha com as próprias mãos. Ver tudo o que amava sem mais utilidade, queimava seu íntimo.

— Satisfeita?

— Na verdade não, tem mais uma coisa que eu quero fazer. Meninos, senta essa mocreia aqui, vamos melhorar esse visual, tem muito cabelo nessa cabeça.

— Não! Não, não, não, não! Não ouse tocar no meu cabelo!

— Tarde demais.

Foi só Fabíola sentar-se na cama que Giovana começou a tosar toda suas madeixas, lentamente, torturando ainda mais a tia, que gritava. Jacques até tentou intervir, mas logo foi advertido para que não se metesse. E enfim, as madeixas loiras e bem cuidadas já faziam companhia ao chão.

— Eu te odeio com todas as minhas forças! — Bradou em alta voz.

— A recíproca é verdadeira.

— Por que você não enfia logo essa tesoura no meu peito?

— Eu não sou uma assassina, você sim é, mas eu, não. — Havia certa melancolia nas palavras da menina.

— Terminou, ou tem mais alguma coisa que a mente perturbada queira fazer?

— Tem mais uma coisa, dessa vez é a última. Levantem ela. — Ordenou aos amigos, e assim que ambas se encontravam na mesma altura, Giovana deu um belo tapa na sua face, fazendo-a virar o rosto. — Esse tapa foi por você me chamado de ordinária aquela vez, se lembra? — Após a breve explicação, outro tapa foi dado. — Esse, é por tentar estragar o desfile da minha mãe. E esse — e novamente repetiu o ato de forma ainda mais brusca e violenta — é por ter empurrado minha mãe da escada.

— Giovana?! — Estêvão apareceu no seu antigo quarto, flagrando então, Giovana estapendo a ex mulher. — O que você tá fazendo? — Perguntou alterado.

— E isso — desferiu mais um tapa no rosto da tia, que já se encontrava vermelho nessa altura do campeonato, ignorando Estêvão à sua retaguarda — é por você ser uma vagabunda, dissimulada!

— Chega Giovana, você tá passando dos limites! — Irado, Estêvão puxou a menina para si, e segurou seu braço, para que ela não voltasse a agredir Fabíola.

— Essa garota não conhece a palavra limites! Olha o estrago que que ela causou! — Fabíola olhava ao redor, vendo o desastre que a sobrinha causara.

— A sua sorte querida, é que Estêvão apareceu, senão tinha tacado fogo nessa casa com você dentro. — Giovana gritou com o olhar repleto de ódio.

— Giovana, vamos sair daqui.

— Estêvão, você não vai fazer nada por mim? Não vai me ajudar? Eu estou precisando de você.

— Jacques está aí, ele vai te ajudar. Enquanto a vocês — olhou os amigos de Giovana — podem solta-la, vocês estão liberados do trabalhinho sujo.

Eles não acataram a ordem de Estêvão de pronto, antes, olharam para a líder, que assentiu com a fala do homem ao seu lado.

Estêvão e Giovana já tinham cruzado a porta do quarto, mas a menina se soltou de Estevão e voltou à tia, que jogada no chão, a olhava com total desprezo. Giovana não se intimidou.

— Isso não vai terminar aqui, a polícia já foi avisada, e você vai pro lugar que você merece estar, sua nojenta.

— Você não tem provas contra mim!

— Não foi só eu quem viu, Fabíola. Alguns empregados lá de casa também viram você tentar matar minha mãe. Pode deixar, quando você estiver na prisão, eu vou lá fazer uma visitinha.

A vingativa Giovana sorriu para tia, e logo cuspiu seu rosto, sentia que tinha vingado parcialmente a mãe, do resto, a polícia cuidaria. Estêvão, que olhava a cena da porta, nada fez, apenas a seguiu quando saiu do quarto.

Já no carro, ambos conversavam amigavelmente, ou melhor, Estêvão a adivertia, dizendo que aquela não era a melhor maneira de resolver as coisas, Giovana, por sua vez, ignorava boa parte do sermão dele, revirando os olhos, mas o clima estava calmo entre eles.

— Precisava mesmo daquilo? — Perguntou com os olhos fitos na estrada.

— Ainda foi pouco — riu — você achou mesmo que eu deixaria barato o que ela fez com a minha mãe?

— Você tem certeza da sua acusação? — Olhou dentro dos olhos, buscando a verdade. — Você pode ter visto errado, Maria pode ter escorregado.

— Pode perguntar pros empregados lá de casa, eles também viram. Não foi acidente, Fabíola fez de propósito.

— Ok, vou acreditar, já que você tá tão convicta. Mas não duvido que Fabíola seja capaz de uma atrocidade dessas, ela disse por várias vezes que se vigaria da sua mãe. — Logo que terminou a frase, Estêvão tornou a olhar para frente, e seguiu assim que o sinal abriu.

— Ela odeia minha mãe, você sabe porque. — Um breve e constrangedor silêncio se formou, mas tomando coragem, Giovana tornou a falar, sabia que aquele assunto chegaria, mais cedo ou mais tarde. — Estêvão — respirou fundo, tomando coragem — eu queria te pedir desculpas.

— Por quê? — A olhou de relance.

— Ora, por quê? Por tudo. Eu sei o quanto fui chata, insuportável até, enchi seu saco, mas diante dos acontecimentos, só me cabe te pedir desculpas.

— Eu não guardo mágoas, Giovana. — Lhe sorriu. — Você foi sim tudo isso que acabou de falar, mas eu sempre soube que, no fundo, era uma boa menina.

— Então estamos bem?

— Sim, estamos. Fica tranquila, aquilo tudo ficou no passado.

— Obrigada. Parece que um peso saiu de cima de mim. — Um sorriso sincero se desenhou nos lábios da menina.

— Você tá indo pro hospital, né? Eu nem perguntei.

— Tô sim.

O curto trajeto serviu para todos os pingos fossem postos em seus devidos lugares, no fim, ambos pareciam terem se acertado. Após uma conversa civilizada, eles chegaram ao hospital, e subiram até o andar onde Maria estava internada. Ao chegarem, encontraram Cláudio e Juliana, com um semblante preocupado, foi então que se desligaram dos acontecimentos, e a angústia voltou a se fazer presente.

— Oi. Tem alguma notícia? — Giovana perguntou.

— Não. — Juliana respondeu séria, provavelmente a presença de Estêvão não lhe agradava. — Você vai mesmo impor sua presença aqui?

— Eu não quero incomodar, como vocês, estou preocupado com Maria. — Estêvão se justificou, um tanto sem graça.

— Não quer incomodar? — Cláudio forçou um riso. — Não sei se percebeu, mas você incomoda desde que apareceu em nossas vidas.

— Giovana, você pode me acompanhar até o banheiro? — A outra gêmea pediu, enquanto encarava Estêvão com a pior das faces.

— Claro.

A sós, Estêvão e Cláudio continuaram se encarando. Talvez se encaravam porque não era muito bonito para ambas imagens partiram para agressão física. Porém, eles não ficaram apenas trocando olhares, algumas farpas foram cruzadas.

— Por que você não sai daqui? Aposto que a sua empresa precisa muito mais de você.

— Tenho funcionários competentes, que fazem um trabalho perfeito na minha ausência.

— Então vai... Vai... Vai pra qualquer lugar bem longe daqui! Você não entendeu que sua presença só nos atormenta?

— Não importa o que você diga, eu não vou me ausentar porque você quer. Eu amo Maria, e vou ficar aqui até que ela saia desse maldito hospital.

— Você deveria se envergonhar de dizer isso. Você sabe muito bem que ela tá aqui por sua causa, mesmo que indiretamente.

— Você não vai fazer eu me sentir mal. Aceita que você perdeu, aceita Cláudio, é melhor pra todos.

— Vamos ver, vamos aguardar Maria acordar, ela decidirá.

— Eu não acredito nisso. — Discretamente, Estêvão pôs-se a rir. — Depois de tudo, você ainda tem esperanças?

— Eu sou capaz de perdoá-la se ela esquecer de tudo isso, e for embora comigo. Não é sensato jogar um casamento como o nosso no lixo.

— Não é sensato insistir em algo que acabou há tempos, mas é você quem sabe, prefere se iludir nessa altura do campeonato, quem sou eu pra dizer alguma coisa?

Estêvão riu descarado na cara do rival, que por sua vez, não gostou nem um pouco da sua atitude, mas quem disse que ele ligou? Estêvão saiu de sua presença e foi procurar alguns médicos, na intenção de saber do estado de Maria, mas saiu entristecido, nada mudara em seu quadro.

...

Os dias começaram a passar lentamente, mas a apreensão não crescia da mesma forma, pelo contrário, crescia de forma torturante, e nada de Maria despertar. Dia após dia, semana após semana, e finalmente, um mês, mas nada.

A falta de resposta de Maria só fazia aumentar a dor dos seus entes, a aflição, o medo. Por mais confiantes que estivessem, a demora por qualquer resposta que fosse, era como se uma faca fosse enfiada lentamente em cada coração sofrido.

— Alguma notícia, doutor Lemos? — Apreensivo, Miguel perguntou ao médico que cuidava do caso da mãe.

— Não Miguel. Sua mãe continua na mesma: não progride, nem regride.

Miguel suspirou com pesar após a resposta do médico.

— Eu posso vê-la?

— Pode sim.

Ele assentiu com um sorriso singelo, e seguiu seu caminho.

Miguel entrou no quarto de Maria, e mais uma vez seu coração se estremeceu ao ver mãe ali, tão vulnerável, tão indefesa. Havia se tornado uma prática frequentar aquele hospital, naquele mesmo horário todos os dias, desde que a visita foi liberada, mesmo que por curtos minutos, e desde então, todos os dias, o coração de Miguel se despedaçava um pouco ao ver sua amada mãe ali, indefesa.

— Oi Maria — ele se aproximou da cama — sou eu, Miguel, de novo. — se acomodou na beira da cama com cuidado, e segurou sua mão — será que já não tá na hora de você acordar? Tá todo mundo sentindo sua falta. A Juliana não para de chorar, todo dia ela se isola, e chora baixinho; Giovana tenta não transparecer, mas você sabe como ela é, também tá sofrendo a sua ausência; Cláudio não faz a barba desde o acidente, talvez nem banho ele esteja tomando banho — riu, sem graça — tem o Estêvão também, dá pra ver de longe o quanto ele está mal, Giovana me disse que ele chega na empresa, se tranca na sala, e só sai quando termina o expediente. Tá muito difícil, Maria.

Inevitavelmente, as lágrimas impiedosas caíram desmedidas. Em silêncio, Miguel chorava, e em seu íntimo, implorava aos céus que trouxessem a mãe de volta, bem, como a boa e velha Maria. Mil e uma promessas foram feitas naquele leito, tudo que fosse possível para que Maria por fim, acordasse.

— Por favor Maria, acorda... Por favor... Mãe.

Bastou que Miguel dissesse a palavra mágica e tão esperava, que Maria deu sinal de vida, apertando a mão do filho que chorava do seu lado. Ao sentir o toque da mãe, seu coração explodiu.