Encantado
24 Capítulo Vinte e Três - Start Over
Notas iniciais
A gente se fala mais na N/A!
Divirtam-se (;
Bella POV.
Quando acordei no dia seguinte, ainda bem cedo, eu me encontrava renovada. Aquela sensação gostosa de liberdade, de felicidade, de poder viver sem medo ainda tomava conta de mim e eu realmente estava gostando dela.
Levantei-me, só então notando que Edward já não se encontrava ali no quarto. Rumei para o banheiro e tomei um banho rápido. Naquele dia, eu iria fechar o contrato de aluguel com o dono do apartamento e logo em seguida começaria a levar minhas coisas para ela.
Isso significava que eu tinha que ir, infelizmente, à casa que eu e Riley partilhamos por quase um ano.
Vesti-me de forma simples, resolvendo aproveitar um pouco do sol que fazia em Seattle naquele dia. Prendi meus cabelos em um rabo de cavalo e calcei meus tênis, descendo para o primeiro andar logo em seguida.
- Bom dia – disse, assim que cheguei à cozinha e vi Esme ali.
Ela se virou para mim, limpando as mãos em um pano de prato.
- Bom dia, querida – sorriu. – Venha, sente-se aqui e tome café da manhã comigo.
Caminhei até a bancada que ficava no centro da cozinha, puxando uma cadeira e me sentando. Peguei um copo de suco e o bebi lentamente, ainda sem ter certeza do que queria comer.
- E então, o que você vai fazer hoje? – indagou-me, pegando um copo de suco para ela também.
- Vou fechar o contrato com o dono do apartamento e passar na casa de Riley para terminar de pegar minhas coisas – respondi, mordendo uma panqueca. – Segunda volto a trabalhar, então quero deixar tudo pronto nesse final de semana.
Ela assentiu.
- Você sabe que pode ficar aqui quanto tempo quiser, não é? – perguntou.
Sorri.
- Eu sei, Esme – disse. – E eu realmente agradeço por isso, mas acho que preciso começar a caminhar com minhas próprias pernas. Vai ser um pouco difícil trabalhar para manter o aluguel e a faculdade, que pretendo começar em breve, mas acho que vou conseguir.
- Fico muito feliz em saber disso, Bella – murmurou. – Seu pai deve ter muito orgulhoso de você.
Eu sorri, sentindo minhas bochechas esquentarem.
Nós conversamos durante o resto do café da manhã. Perguntei-lhe onde estava o resto do pessoal, querendo saber se Edward tinha ido trabalhar. Ela disse que ele só tinha uma reunião pela manhã e que logo estaria de volta.
- Bom, eu vou indo. – Pulei da cadeira e lavei a louça que eu havia sujado rapidamente, ignorando os protestos de Esme. – Estarei de volta em breve, ok?
Dei-lhe um abraço e saí da casa, caminhando até o ponto de ônibus mais próximo dali. Peguei-me mexendo na pulseira que usava, sentindo-me ansiosa para acabar logo com aquilo. Queria realmente retirar tudo o que me pertencia da casa de Riley e esperava não ter de voltar ali nunca mais.
Quando enfim o ônibus chegou, adentrei-o e procurei um lugar mais ao fundo para me sentar, encostando minha cabeça na janela. Tantas vezes eu havia feito aquele percurso, tantas vezes com medo do que me esperaria quando chegasse a casa dele. Agora tudo parecia tão distante. Tão diferente. Eu estava indo lá fazer algo que eu nunca tinha imaginado que faria. Estava indo pegar minhas coisas, me mudar de lá definitivamente.
Balancei a cabeça, procurando não pensar muito naquilo. Assim que o ônibus chegou ao ponto que eu queria – próximo à casa de Riley – desci, puxando as chaves do meu bolso de trás. Coloquei-a na fechadura e girei a maçaneta, pela primeira vez não sentindo medo, pela primeira vez sabendo o que eu encontraria quando entrasse ali: uma casa vazia. Sem fingimentos, sem fingir ser feliz pelo tempo que ele estivesse fora. Eu estava livre dele.
Acendi a luz, fazendo uma pequena careta ao sentir o cheiro de casa trancada. Caminhei até o quarto, já puxando algumas de minhas malas, não querendo perder mais tempo do que o necessário ali. Alice havia vindo aqui quando eu ainda estava internada e pegado algumas roupas, mas ainda haviam muitas que foram deixadas para trás.
Consegui encher duas malas antes de partir para a terceira, onde coloquei alguns tênis, mochilas velhas e outros objetos pessoais. Por fim, caminhei pela casa, à procura de algo que eu não queria deixar para trás.
Peguei as poucas fotografias que estavam espalhadas por ali e que me pertenciam. Fotografias minhas com Charlie e com minha avó já falecida. Alguns enfeites eu peguei, que eu havia comprado e realmente gostava, mas a maioria das coisas ficou para trás. Não fazia questão de levar mais nada comigo.
Caminhei, então, até o banheiro, apenas para conferir se alguma coisa faltava. Voltei ao quarto, pegando os meus livros e consegui terminar de encher a terceira mala.
Puxei-as, sabendo que seria praticamente impossível levá-las para o apartamento em um ônibus. Fora que eu ainda tinha que passar na casa de Esme e juntar minhas poucas coisas que se encontravam ali. Eu as levei até a porta e parei ali, olhando tudo ao redor.
Deixei que minha mente fosse tomada por lembranças. Riley e eu havíamos nos casado aqui em Seattle, em um cartório. Não houve festa, apenas um jantar entre ele e nossos pais. Também não houve lua de mel nem noite em hotel. Do restaurante partimos direto para essa casa, onde meu pesadelo começou.
Eu me lembrava da sensação de felicidade que eu sentia quando o juiz de paz declarou que Riley e eu estávamos casados. Eu sabia que meu pai não estava feliz, que ele achava que era muito cedo e que não gostava do meu marido, mas naquela época eu realmente achava que as coisas iriam dar certo. Eu queria muito provar a Charlie que tudo daria certo.
Se ao menos eu tivesse imaginado como minha vida seria...
Sem precisar mais que eu me casasse com ele, Riley mudou no exato momento em que chegamos a essa casa. No começo eu pensei que tinha sido por causa do trabalho, que ele estava cansado e coisas assim, porém as coisas não mudaram com o passar dos meses.
Respirei fundo, balançando a cabeça. Eu não levaria nenhuma lembrança boa desse local.
Porque eu realmente não tive uma.
Uma batida soou à porta, fazendo com que eu pulasse um pouco. Franzi a testa para isso, já que eu não esperava nenhuma visita, já que ninguém – além de Esme – sabia que havia alguém na casa.
Confusa, andei até a porta, abrindo-a. Um sorriso tomou conta do meu rosto quase que imediatamente ao ver Edward ali. Seus olhos verdes me fitaram por um momento, sérios, antes de ver minha expressão.
- Ei – murmurei. – Aconteceu alguma coisa?
Ele sorriu, balançando a cabeça e entrando na casa.
- Não, não. – ele respondeu. – Saí da reunião e liguei lá para casa, querendo convidar você para almoçar, mas minha mãe disse que você tinha vindo aqui pegar suas coisas... Achei que ia precisar de ajuda para pegar as malas ou algo assim... Achei que não ia se sentir bem aqui...
Sorri para ele.
- Está tudo bem – ri. – Só quis pegar tudo logo... Estava prestes a chamar um táxi, porque eu realmente não acho que vou conseguir entrar no ônibus com três malas.
Ele tornou a rir, assentindo.
- E então, há algo mais que queira pegar? – perguntou, já puxando minhas malas e as pegando como se não pesassem nada.
- Não. – neguei.
Segui-o até a saída, virando-me para dar uma última olhada na casa. Eu realmente esperava deixar todas as lembranças ruins para trás e começar uma nova vida. Por fim, tranquei a porta, ainda não sabendo o que faria com aquela chave. Decidi entregar para o meu advogado; ele sabia o que fazer com ela muito mais do que eu.
Edward guardou as malas em seu carro, antes de dar a volta e abrir a porta do carona para mim. Eu corei com isso, o que o fez rir.
- E então, onde você quer almoçar? – indagou, assim que colocou o carro em movimento.
Eu suspirei.
- Não acho que estou vestida de forma apropriada para ir a um restaurante – comentei.
Edward revirou os olhos.
- Você está linda – disse.
Eu tornei a corar, mordendo o lábio inferior.
- Podemos ir a um café ao invés disso, por favor? – pedi. – Eu não estou sentindo tanta fome assim... E marquei de encontrar com o Sr. Lawson também, para resolvermos as últimas pendências do apartamento.
Ele assentiu, sem deixar de sorrir.
Nós comemos alguma coisa em um café próximo dali, antes de nos dirigirmos para o escritório do Sr. Lawson. Ele foi simpático e me respondeu tudo o que eu quis saber. Por fim, assinamos o contrato e ele me entregou as chaves, desejando-me boa sorte em minha nova moradia.
Edward me levou de volta a casa dele, onde terminei de arrumar as minhas coisas. Antes de sair, despedi-me de todos ali com um abraço, os agradecendo por tudo.
- Farei em breve um jantar de agradecimento para todos – disse a Esme. – Ficaria muito feliz se vocês fossem.
Ela sorriu, assentindo.
- Seja bem-vinda para voltar à hora que quiser, Bella. – Apertou minhas mãos. – As portas dessa casa estarão sempre abertas para você.
Senti meus olhos se encherem de lágrimas e a abracei, sabendo que as palavras dela foram sinceras.
- Obrigada, Esme – sussurrei, ainda presa em seu abraço. – Obrigada por tudo.
Ela segurou meu rosto entre suas mãos, sem deixar de sorrir. Balançou a cabeça e se aproximou, depositando um beijo em minha bochecha.
- Vou esperar sua visita, senhorita – riu. – E em breve.
Eu ri também, me afastando.
- Pode deixar – pisquei.
Edward me levou até o apartamento, me ajudando com todas as malas. Ele as levou até o quarto, como eu havia pedido, antes de voltar para o sofá e se sentar ali comigo, puxando-me para os seus braços.
- Eu sei que já disse isso, mas não canso de repetir – sussurrou, seus olhos verdes encarando os meus. – Estou realmente muito orgulhoso de você, Bella.
Eu sorri para ele, inclinando minha cabeça, aproveitando o carinho que ele fazia em meu rosto.
E de repente, senti a necessidade de lhe falar o que eu estava sentindo naquele momento.
- Eu gosto de você – soltei. Ele arregalou os olhos, parecendo surpreso que eu estivesse dizendo aquilo do nada. – Eu me sinto extremamente segura com você. Sinto-me bem, me sinto eu mesma, me sinto amada.
Eu sorri para ele, ainda o encarando, sabendo que tinha que falar tudo aquilo.
- Você entrou em minha vida e mudou tanta coisa – suspirei. – Tudo para melhor... E eu realmente nunca vou ser capaz de capaz de lhe agradecer por tudo, Edward. Você é realmente um anjo, sabia?
Ri um pouco, corando ao vê-lo sorrir e apertar minhas mãos nas suas. Balancei a cabeça, então, tentando pensar em como colocar em palavras tudo o que eu estava pensando e sentindo naquele momento.
- Porém, mesmo eu não querendo – continuei – ainda sou casada, legalmente ligada a Riley. Eu quero muito tentar ter algo com você, mas eu queria que fossemos devagar nesse período, sabe? Sem contar a ninguém, apenas deixando acontecer.
Edward assentiu novamente, nunca deixando de sorrir.
- E bem, é isso – murmurei, dando de ombros. – Você acha que podemos fazer assim? Irmos devagar e depois que o divórcio realmente sair, conversarmos novamente sobre isso?
Ele revirou os olhos, se aproximando de mim ainda mais, segurando meu rosto entre suas mãos.
- Bella... – começou. – Eu nunca imaginei que estaria aqui com você, hoje, vivendo isso. Eu entendo o seu lado, realmente entendo. Podemos fazer isso, linda. Voltaremos a conversar quando tudo acabar, ok?
Eu assenti rapidamente, sorrindo.
- Você é realmente um anjo – repeti, levantando minha mão e deixando que meus dedos acariciassem seu rosto. – Eu fico me perguntando o que fiz para merecer tudo isso.
Ele balançou a cabeça, seu corpo estremecendo com o seu riso.
- Não sou um anjo – discordou. – E você merece muito mais do que isso, Bella. Nunca duvide disso, por favor.
Eu abri a boca para discordar, mas fui imediatamente impedida por ele. Edward puxou meu rosto para mais perto dele, cobrindo nossos lábios, beijando-me primeiro de uma forma mais suave e depois aprofundando o beijo.
Eu imediatamente correspondi, erguendo minhas mãos e infiltrando meus dedos em seus cabelos, deixando que nossas línguas brincassem juntas.
Ficamos nos beijando por alguns minutos, às vezes quebrando os quebrando para que pudéssemos a respirar.
- Obrigada por tudo, Edward – murmurei. – Mesmo.
Ele sorriu.
- Sempre, linda – piscou. – Sempre.
Apoiei minha cabeça em seu peito, deixando que seus braços me envolvessem. Fechei meus olhos e deixei que aquela sensação boa me dominasse, só escutando seu coração batendo contra o meu ouvido.
- Bella... – Ele começou de repente, alguns minutos depois. – Eu queria conversar com você sobre uma coisa.
Afastei-me um pouco, encarando-o nos olhos. Franzi a testa ao ver seu rosto sério, o que fez com que eu me endireitasse no sofá.
- O que aconteceu? – indaguei, tensa.
Ele sorriu.
- Não é nada demais, sério – disse. – Só queria te fazer uma pergunta.
Assenti, sem dizer nada.
- Você já pensou em procurar uma ajuda... Tipo um psicólogo?
Eu tornei a franzir a testa, tentando entender por que ele havia feito àquela pergunta.
- Não me entenda mal – disse de forma rápida, antes mesmo que eu pudesse abrir a boca. – É porque geralmente, quando as mulheres passam pelo tipo de abuso que você passou, elas costumam falar com um psicólogo.
- Eu sinceramente nunca tinha pensado nisso – admiti.
Ele assentiu.
- Se você quiser, tenho certeza de que meu pai pode te indicar uma pessoa – disse. – Conversar com alguém pode fazer com você se sinta melhor e coisas assim... Eu não sei... Só quis falar com você, achei que talvez fosse te ajudar, não sei...
Suspirei pesadamente, mordendo o lábio inferior com força.
- Não tenho condições de pagar um psicólogo, Edward – murmurei. – Tenho que ter dinheiro para o aluguel e a faculdade agora...
Ele me cortou, balançando a cabeça.
- Não se preocupe com isso, ok? – indagou. – Tenho certeza de que meu pai pode arranjar alguém. Basta você querer.
Eu pensei por um momento, inclinando um pouco a cabeça e considerando minhas opções.
- Eu posso pensar nisso por uns dias? – perguntei. – Como eu disse, até você mencionar, eu nunca tinha pensado nisso.
Ele tornou a assentir, puxando minha mão e depositando um beijo ali.
- Sem pressa, Bella – riu. – Só me deixe saber quando você decidir, ok?
Assenti rapidamente, sorrindo para ele.
- Tenho que ir ao mercado – murmurei por fim. – Não acho que tenha algo para comer aqui.
Edward riu e se pôs de pé, estendendo a mão e me ajudando a fazer o mesmo. Peguei as chaves e nós saímos do prédio, caminhando até um mercado que havia ali perto.
- Não quero te atrapalhar – eu disse, nós dois já escolhendo algumas carnes. – Você deve estar cansado e eu provavelmente ficarei aqui um tempo.
- Não se preocupe, Bella – revirou os olhos. – Eu realmente gosto de ficar perto de você.
Senti minhas bochechas queimando, o que o fez rir. Balancei a cabeça e me virei, já empurrando o carrinho em direção a outro corredor.
As compras foram mais rápidas do que eu esperava. Edward voltou para o meu novo apartamento, ajudando-me a guardar tudo. Fiz com que ele se sentasse à mesa, enquanto vagava pela cozinha, preparando algo rápido e simples para comermos.
- A gente podia ter pedido uma pizza. – Edward disse, enquanto eu pegava alguns pratos que Esme me dera. – Você não precisava cozinhar.
Eu revirei os olhos, servindo um pouco de comida para ele.
- Eu gosto de cozinhar – dei de ombros. – Sentia falta de fazer isso. Sua mãe não deixava muito, dizendo que eu precisava me recuperar e tudo o mais.
Ele riu.
Nós comemos em silêncio durante algum tempo, os barulhos dos talheres ecoando pela cozinha.
- E então... – Edward disse de repente, largando seu garfo no prato, quebrando o silêncio. – Você tem algum plano para amanhã?
Eu parei por um momento, tentando me lembrar se tinha algo.
- Acredito que não – dei de ombros. – Provavelmente vou desfazer as malas, guardar tudo, fazer uma limpeza... Por quê?
Ele sorriu.
- Sai comigo amanhã? – indagou. – A gente pode ir assistir algum filme ou fazer qualquer outra coisa... Depois eu venho para cá com você e te ajudo a guardar tudo, pode ser?
Eu fingi pensar por um momento, antes de me render e assentir. Ele ergueu sua mão direita, sorrindo ainda mais, escovando seus dedos lentamente em minha bochecha, fazendo com que eu suspirasse de forma feliz e me inclinasse contra a sua mão.
Quando terminamos de comer, Edward insistiu em me ajudar a lavar as louças e a guardar tudo. Depois partimos para a sala, onde eu coloquei um filme para vermos. Edward se sentou no sofá e me puxou junto, fazendo com que eu deitasse a cabeça no seu colo.
Ele começou a acariciar meus cabelos, fazendo com que eu bocejasse e me ajeitasse mais contra o sofá. Meus olhos começaram a pesar e meu corpo a relaxar.
Nem dez minutos depois, eu estava completamente adormecida.
Edward POV.
Eu observei Bella dormindo, o filme completamente esquecido. Continuei a acariciar seus cabelos, pensando em quão sortudo eu era por tê-la comigo agora, por ter a oportunidade de amá-la.
Afastei sua franja, colocando-a atrás da orelha, observando seu rosto completamente relaxado, um pequeno sorriso brincando em seu rosto. Deixei que meus dedos escovassem sua bochecha, seus lábios rosados, sua testa, seus olhos... Ela era incrivelmente linda. Demais.
E eu realmente me encontrava a cada vez mais apaixonado por ela.
Peguei-me sorrindo ainda mais ao me lembrar da conversa que havíamos tido naquele dia. Eu realmente não via a hora de ela ser legalmente separada do canalha do Riley, para que enfim ela se visse livre dele.
Pensei também no que eu havia falado com ela, sobre ela procurar um psicólogo. Tinha ficado com um pouco de medo de Bella ficar com raiva de mim ou algo assim, mas ela parecia estar disposta a pensar naquilo, o que me fazia feliz. Não havia nada de errado em ela conversar com alguém sobre tudo o que havia acontecido com ela. Isso só a faria se sentir melhor.
Passei meus dedos em seu rosto, sem conseguir realmente acreditar que ela estava ali e que estava me dando uma chance.
- Hm... Edward – murmurou, fazendo com que meu coração batesse de forma rápida contra o meu peito.
Algo tão simples, como ela falando meu nome em seu nome, era capaz de me fazer feliz – e muito.
- Eu te amo, Bella – inclinei-me, depositando um beijo demorado em sua cabeça. – Eu realmente amo e vou fazer de tudo para que você seja feliz.
Fiquei ali durante mais algum tempo, antes de tirá-la do meu colo com cuidado, somente para que eu pudesse me levantar. Tornei a erguê-la em meus braços e a levei até o quarto que ela ocuparia a partir de hoje.
Retirei os tênis que ela usava com cuidado, cobrindo-a com cuidado.
- Ei... – sussurrou ela, fazendo com que eu sorrisse.
Eu nem mesmo havia percebido que ela estava acordada.
- Parece que alguém não achou o filme interessante – brinquei, sentando-me na ponta da cama.
Bella riu, virando-se o suficiente para que pudesse me encarar nos olhos.
- Eu ainda tenho que tomar banho – disse. – Eu não esperava dormir. Alguém começou a fazer carinho em meus cabelos...
Eu ri, revirando os olhos.
- Então vá, senhorita, tomar o seu banho. Estarei aqui para ajudá-la a dormir novamente.
Bella retirou as cobertas, se sentando e aproximando de mim. Abraçou-me com força, apoiando sua cabeça contra o meu peito, respirando ali. Sorri, envolvendo meus braços ao redor dela.
- Obrigada por tudo – beijou-me no peito. – Obrigada por simplesmente estar aqui.
- Sempre – prometi.
Ela sorriu para mim e depositou um beijo demorado em meus lábios, antes de se por de pé e se dirigir a uma das malas.
- Só de me imaginar desfazendo tudo isso amanhã... – suspirou, balançando a cabeça.
Eu ri.
- Nós fizemos um combinado, senhorita – disse. – Você e eu sairemos amanhã e depois eu virei te ajudar.
Ela assentiu, rindo.
Bella demorou pouco mais de quinze minutos no banho, antes de voltar já trazendo seu usual pijama. Eu a ajudei a subir na cama e tornei a cobri-la, sentando-me ao seu lado e acariciando seus cabelos.
- Tem uma chave extra no chaveiro – murmurou ela, seus olhos já fechados. – Leve uma, ok?
- Tudo bem – sorri.
Fiquei ali até que ela adormecesse, observando-a mais uma vez. Inclinei-me contra ela, depositando um beijo demorado em sua testa, antes de me afastar.
- Até amanhã, linda – sussurrei.
Certifiquei-me de desligar as luzes e fechar as janelas, antes de pegar uma chave e sair do apartamento. Desci rapidamente, adentrando o meu carro e já indo até o meu próprio.
Foi estranho estar ali depois de um mês. E foi mais estranho ainda deitar na minha cama e não achá-la confortável.
Simplesmente porque eu havia me acostumado a dormir com Bella em meus braços.
Rindo, virei-me na cama, respirando fundo e fechando os olhos.
Eu sabia que as coisas iriam devagar, que tínhamos um caminho a percorrer e teríamos coisas a enfrentar.
Mas eu estaria com ela nesse novo começo.
Para sempre, se ela me quisesse.
Notas finais
Enfim, por hoje é só.
Espero que gostem.
E quem quiser spoiler, já sabe. Deixe o e-mail (: O próximo capítulo ainda não está concluído, mas eu estou trabalhando nele. Então, assim que terminar, envio, ok?
E para quem lê Sweet Temptation: ainda não terminei o capítulo seis ): Estou trabalhando nele agora, vou tentar mandar o spoiler ainda hoje.
Beijo, meninas.
Até o próximo capítulo. Qualquer coisa, só ir ao twitter: deh_cc.
Bai, bai xx
N/B: awwwn ♥ Esses dois são muito fofos, dá vontade de sequestrar pra mim! *-* Não tenho muito a falar hoje coisas fofas, beijinho a todos e deixem reviews pra Deh linda ♥
bye-bye, Tamy.
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