Encantado

25 Capítulo Vinte e Quatro - Always


Notas iniciais
Oi, meninas :33 Tenho que dizer que apaixonei com o final desse capítulo, ok? HAHA Espero que se apaixonem também (;
Espero que gostem e divirtam-se!
A gente se fala na N/A ;*

Bella POV.

Acordei no dia seguinte mais cedo do que eu esperava e a cama estava tão quentinha que tive preguiça de levantar. Simplesmente enrolei-me mais nas cobertas, ajeitando-me mais contra o travesseiro e tornando a bocejar.

Entretanto, antes mesmo que eu pudesse fechar os olhos, escutei meu celular tocando em algum canto da sala, o que me fez grunhir. Levantei-me aos tropeços, correndo até a sala, meus olhos ainda sonolentos percorrendo o local. Corri até a mesinha quando o vi ali, pegando-o e sorrindo ao ver o nome de Edward.

- Bom dia! – atendi.

Escutei o som de sua risada do outro lado, o que me fez sorrir ainda mais.

- Bom dia – devolveu de forma alegre. – Acordei você?

Sentei-me no sofá, puxando minhas pernas para cima e brincando com a manta que estava ali.

- Não, não – sorri. – Eu só estava enrolando para levantar e o celular tinha ficado aqui na sala...

Ele riu outra vez e eu desejei que ele estivesse diante de mim naquele momento, somente para ver aquele brilho dos seus lindos olhos verdes.

- Mas então... – continuei antes que Edward tivesse a chance de falar alguma coisa. – Aconteceu alguma coisa?

- Não – disse. – Só liguei para saber se posso podemos sair na hora do almoço... Podemos ficar juntos até a tarde e depois eu vou te ajudar com suas roupas.

Eu sorri ainda mais.

- Claro, Edward – ri.

- Então posso passar daqui uma hora ou algo assim? – indagou.

- Pode ser – sorri. – Vou me arrumar e a gente se vê daqui à uma hora, ok?

- Certo. Até daqui a pouco, linda.

Desliguei o celular deixando que um sorriso bobo tomasse conta do meu rosto, me pondo de pé e caminhando até o banheiro.

Deixei que a água escorresse pelo meu corpo, lavando meus cabelos de forma rápida. Desliguei o chuveiro e já puxei a toalha, secando-me e me dirigindo para o meu quarto.

Demorei um pouco para encontrar uma roupa naquelas malas, sem saber o que vestir. Edward havia dito que iríamos almoçar, mas não tinha dito se seria no shopping mesmo ou em outro lugar. Suspirando, puxei uma das roupas que Alice havia me dado de presente, aproveitando que o clima de Seattle andava bom, e me vesti.

Depois de pronta, voltei para o banheiro, secando meus cabelos rapidamente. Por fim, caminhei até a cozinha, beliscando algumas coisas, somente para que eu não saísse sem comer nada.

E então, antes que eu pudesse terminar de lavar a louça, uma batida soou à porta, fazendo com que eu sorrisse. Sequei minhas mãos em um pano de prato e corri até a porta, sorrindo ao olhar no olho mágico e comprovar quem era: Edward.

- Ei! – cumprimentei assim que abri a porta, puxando-o para um abraço.

Ele retribuiu, rindo baixinho, depositando um beijo em minha cabeça.

- Hm... – Afastou-se um pouco, segurando meu rosto entre suas mãos e depositando um beijo demorado em meus lábios. – Você está linda.

Corei, mordendo o lábio inferior.

- Obrigada – murmurei. – Não sabia aonde você iria, então...

Ele balançou a cabeça, tornando a rir.

- Está pronta? – indagou. – Podemos ir?

- Claro – respondi. – Vou só pegar meu celular.

Alguns minutos depois, nós nos encontrávamos dentro do seu carro. Fomos ao shopping, passeamos de mãos dadas, rimos, compramos sorvete. Às vezes só andávamos, observando o movimento ao redor, sem falar nada.

E era bom. Demais.

Passar esse tempo com Edward, ouvir algumas de suas histórias – da faculdade e de quando ele era mais novo –, saber mais dele... E compartilhar minhas próprias histórias, visitas ao hospital, minha época no ensino médio...

Parecia tão perfeito.

Depois que saímos do cinema, passeamos mais algum tempo. Edward pediu minha ajuda para escolher o presente de Esme, já que estávamos entrando em maio e logo seria o aniversário da mesma.

Por fim, voltamos para o apartamento, onde Edward cumpriu sua promessa de me ajudar a guardar as minhas coisas. Enquanto caminhávamos em direção às malas e de volta ao guarda-roupa, continuávamos a compartilhar nossas histórias, em meio a risos, beijos e trocas de olhares.

Até poderia parecer coisa de adolescentes, mas eu estava gostando disso. De conhecer Edward, de deixá-lo entrar em minha vida, de deixá-lo me conhecer.

- Ansiosa para voltar a trabalhar amanhã? – Edward me perguntou, enquanto guardávamos as últimas peças de roupas.

- Sim – respondi quase que imediatamente. – Gostei muito de passar um tempo descansando e tudo o mais, mas estou pronta para voltar a trabalhar. Sinto falta de passar um tempo com Sue e Angela. Elas realmente me faziam rir.

Edward assentiu.

- Acredito que eu vou voltar a freqüentar a confeitaria – comentou, puxando-me para seus braços e depositando um beijo em meu nariz. – Senti saudade de seus doces.

Eu ri, balançando a cabeça. Envolvi meus braços ao seu redor, antes de subir minhas mãos pelas suas costas, para logo em seguida passá-las para seu peitoral. Por fim, cheguei ao seu rosto, embalando-o em minhas mãos pequenas, perguntando-me como eu poderia ter tanta sorte de ter alguém como ele ao meu lado. Como alguém como ele poderia estar apaixonado por mim.

- Eu realmente às vezes acho que estou sonhando, sabia? – soltei. – Estar aqui, com você...

Ele sorriu, apertando seus braços ao meu redor.

- Estou aqui – murmurou, beijando-me de forma doce. – E eu não pretendo ir a lugar algum.

Ri.

- Posso te fazer uma pergunta? – indaguei, depois que outro beijo foi quebrado. Ele somente assentiu, esperando que eu continuasse. – Por que você, dentre todas as mulheres que provavelmente caem aos seus pés, foi logo me escolher?

Edward balançou a cabeça, separando-se um pouco, puxando pela cama, fazendo com que eu me sentasse à sua frente.

- Sabe Bella... – Puxou minhas mãos, apertando-as entre as suas. – Eu nunca fui esse tipo de cara que pula de uma mulher para a outra, sem se preocupar com os sentimentos delas ou os meus próprios. Não vou dizer que sou um santo nem nada e que provavelmente já tive meu par de erros, mas sabe... Eu nunca fui assim.

Ele me olhou, sorrindo, e eu me peguei sorrindo também.

- Tive duas namoradas durante toda a minha vida e só – deu de ombros. – Eu realmente achava que tinha me apaixonado por elas, mas assim que descobri que tinha me apaixonado por você... Bem, digamos que eu percebi que eram coisas completamente diferentes.

“Sou o tipo de cara que sonha com uma família. Sonhava em encontrar uma mulher, namorá-la, casar, ter filhos... formar uma família. Tentei sentir isso com as minhas duas namoradas, uma que eu tive no final do ensino médio, outra no final da faculdade, mas sinceramente? Não me via com elas por um tempo longo... Então terminei antes que pudesse machucá-las ou dar esperanças.”

Eu me peguei sorrindo ainda mais. Edward realmente era um cara especial, um cara doce.

E ele estava apaixonado.

Por mim.

- Parei de procurar depois disso – deu de ombros. – Tive que começar a cuidar da empresa, fazê-la crescer, resolver problemas. Achei que depois poderia começar a me preocupar com isso novamente, embora às vezes me perguntasse se iria conseguir encontrar uma mulher que se encaixasse nos meus planos. E então, quando eu menos esperava, encontrei você.

Senti meu coração acelerando em meu peito.

- Sei que vamos levar as coisas devagar, Bella – continuou. – Não quero te assustar nem nada, mas eu não me vejo com outra pessoa. Quando eu penso em um futuro, ter uma pessoa me esperando em casa, cachorros, gatos, filhos... É você quem está ao meu lado, linda. Você.

Envolvi meus braços ao redor dele, apertando-me contra o seu peito. Deixei que duas lágrimas escorressem de meus olhos.

- Obrigada – murmurei. – Eu não sei nem o que falar...

Ele riu.

- Você não tem que me falar nada – disse. – Não estou aqui para te cobrar nada, Bella. Estava bem ciente dos fatos quando me apaixonei por você, e só de tê-la aqui, comigo, me permitindo uma chance... É... Palavras não podem descrever como me sinto.

Sorri.

Afastei-me um pouco dele, tornando a segurar seu rosto. Meu coração batia contra o meu peito de forma rápida e eu sabia que tinha que lhe falar algumas coisas, mesmo não tendo certeza dos meus sentimentos ainda.

- Hoje quando estávamos falando ao telefone – comecei – e você deu aquela risada quando eu disse que estava enrolando para sair da cama... Eu desejei que você estivesse ali, perto de mim.

Edward sorriu.

- Eu sinto sua falta quando estamos longe, Edward – continuei. – Não sei ainda exatamente como eu me sinto, mas como eu já disse, quero tentar. Quero muito.

Ele balançou a cabeça, sem deixar de sorrir.

- Ir devagar, linda, lembra? – murmurou. – As coisas vão dar certo, você vai ver. Logo você vai estar completamente livre daquele Riley, em uma faculdade... Você está meio que começando uma vida nova agora e eu quero muito fazer parte dela.

Apertei suas mãos.

- Você vai – prometi. – Eu quero muito que você faça.

Ele apenas tornou a sorrir, encarando-me durante alguns segundos, sem dizer nada. E eu fiquei ali, encarando-o também, ainda me perguntando como eu podia ter tanta sorte.

Eu realmente não sabia responder a essa pergunta, mas tinha certeza de uma coisa: não deixaria tal sorte escapar.

Não deixaria Edward escapar.

_

Os dias começaram a se passar de forma rápida. Foi realmente bom voltar a trabalhar na confeitaria com Sue e Angela. Elas me introduziam em assuntos que pareciam velhos e até parecia que eu não tinha ficado um mês fora.

Nesse meio tempo, tivemos o aniversário de Esme. Foi um jantar simples, em família, e eu fiquei muito feliz por ter sido incluída nesse termo. Houve troca de presentes, algumas histórias foram trocadas e eu realmente me diverti.

Além de Esme, Carlisle e seus filhos – assim como os namorados dos filhos –, Sue, Angela – junto de seu marido e seu filho – e Charlie também foram convidados. Charlie não pôde vir, infelizmente. Eu sentia falta do meu pai e estava pensando em visitá-lo em breve.

Havia também a questão do psicólogo, que martelava em minha cabeça dia e noite. Como eu dissera a Edward, nunca tinha pensado em tal coisa antes de ele ter mencionado, mas parecia uma boa ideia.

- E então, criança... – Charlie começou um dia, três semanas depois que eu havia me mudado para aquele apartamento. – Você pretende vir aqui me visitar que dia?

Eu ri baixinho, mexendo com a manta do sofá, encarando Edward sentado ao meu lado. Ele sorriu, puxando-me para mais perto dele, onde deitei minha cabeça em seu ombro. Nós nos víamos quase todos os dias – exceto quando ele ficava preso na empresa o dia todo quando tinha que resolver algum problema. Em alguns dias nos víamos até duas vezes; uma quando ele ia me pegar na confeitaria e me levar para almoçar, outra quando me buscava lá à noite e me trazia para casa.

- Estava pensando nisso esses dias, pai – disse. – Estava querendo ir nesse fim de semana, pode ser?

- Claro! – respondeu imediatamente. – Você está me enrolando desde o julgamento... Pensou que eu tivesse esquecido, não era?

Eu ri alto. A cada vez ficava melhor conversar com Charlie. Nós realmente estávamos bem próximos agora.

- Tudo bem, pai – revirei os olhos, mesmo ele não podendo ver. – Eu vou ir nesse fim de semana, ok? Vou alugar um carro e...

- Nem pensar. – Charlie e Edward disseram ao mesmo tempo.

Eu olhei para Edward ao meu lado, franzindo a testa. Por que eu não podia alugar um carro?

- Ahn? – murmurei, me sentindo confusa.

Charlie riu do outro lado da linha.

- Estava pensando em te buscar aí na sexta e te levar no domingo, mas aparentemente Edward tem outros planos – disse. – Pergunte a ele, por favor, Bells.

Tornei a revirar os olhos, movendo o celular um pouco e colocando minha mão sobre ele. Encarei Edward sem dizer nada, apenas erguendo as sobrancelhas.

Ele riu.

- Fale com o seu pai que eu vou com você – disse, para logo depois acrescentar rapidamente: – Se não tiver problema, é claro.

Eu sorri.

- Seria ótimo – falei animada. – Vou poder te mostrar algumas coisas por lá... E meu pai te adora, tenho certeza de que ele vai concordar.

Voltei minha atenção para a conversa com meu pai, falando o que Edward estava pensando.

E, obviamente, Charlie ficou animado.

- Claro que ele pode vir! – disse. – Podemos levá-lo para pescar no domingo ou algo assim... Mostrar os locais onde você passeou quando era mais nova...

Eu ri.

- Certo, pai – revirei os olhos, perdendo a conta de quantas vezes tinha feito aquilo. – Quando soubermos o horário que vamos, eu te informo, ok?

- Ok, criança – riu. – Eu ligo para você na quinta.

O resto da semana passou de forma rápida e logo era sexta. Edward e eu resolvemos partir logo depois do almoço, já que seriam longas quatro horas de viagem e não queríamos chegar tão tarde. Já havíamos informado a Charlie e ele estava realmente animado.

- Você tem certeza de que não quer que eu dirija um pouco? – indaguei a Edward, já na metade da viagem. – Você pode nunca ter me visto dirigir, mas eu não acho que eu vá bater seu carro ou algo assim...

Edward riu alto, balançando a cabeça.

- Não estou preocupado com isso, Bella – revirou os olhos. – Está tudo bem, realmente. Eu gosto de dirigir.

- Sério? – Ergui a sobrancelha. – Então... Por que você tem um motorista?

Ele deu de ombros.

- É o motorista da empresa, na verdade – disse. – Quando um grupo importante ou alguém importante vai até lá, eles usam a limusine.

- Ah, sim – murmurei. – Não tinha pensado nisso.

Edward tornou a rir.

Variamos a viagem em silêncio, músicas e algumas conversas. Acabei cochilando antes que chegássemos e quando acordei – com Edward me chamando de forma suave – já estávamos parados em frente à casa de Charlie, o mesmo parado do lado de fora, um sorriso enorme no rosto, acenando, parecendo bem animado.

- Pai! – gritei, saindo do carro e correndo até ele.

Ele me envolveu em seus braços, rindo um pouco, seu corpo balançando o meu. Afastei-me alguns segundos depois, fitando aqueles olhos castanhos tão iguais aos meus.

- Você parece bem, Bells – sorriu, segurando-me pelos ombros. – Fico muito feliz ao ver isso com meus próprios olhos.

Sorri.

- Ei, Edward. – Charlie me envolveu pelo ombro, puxando-me para o seu lado, e encarando Edward, que retirava as duas malas do seu carro. – É bom vê-lo novamente.

Eles trocaram um aperto de mãos e um abraço típico de homens – cheios de tapas nas costas e tudo o mais – antes de meu pai nos arrastar para dentro da casa.

E ela parecia muito diferente de quando eu tinha saído daqui para me casar e morar com Riley em Seattle.

- Uau, pai – murmurei. – Você realmente limpou aqui, hein?

Eu vi suas bochechas ficarem um pouco vermelhas, antes de ele sacudir a cabeça e rir.

- Eu queria que vocês encontrassem a casa um pouco arrumada – deu de ombros.

Caminhei até a cozinha, sendo seguida pelos dois, e franzi um pouco o nariz ao sentir o cheiro de queimado.

Virei-me para o meu pai, erguendo a sobrancelha, sabendo que um sorriso brincava em meu rosto.

Ele corou novamente, coçando a cabeça.

– Infelizmente, não tive a mesma sorte com o jantar... – confessou. – Acabei queimando...

Eu ri alto, Edward me acompanhando logo em seguida. Aproximei-me da geladeira e a abri, dando uma olhada no que tinha ali e franzindo a testa.

- Hm... – murmurei. – Acho que vou dar uma ida ao mercado e vou comprar algumas coisas para preparar o jantar.

Charlie e Edward riram.

- Vamos lá – disse Edward.

Eu o olhei por um momento, antes de negar com a cabeça.

- Fique aqui com meu pai – disse. – O Thriftway é logo ali, estarei de volta em breve. Por que não aproveita e toma um banho? Assim, quando eu chegar, faço o mesmo e logo em seguida preparo o jantar.

Meu pai e Edward assentiram.

- Pode ser então – deu de ombros. – Tome. Pegue as chaves do meu carro.

Sorri para ele, colocando-me na ponta dos pés e depositando um beijo rápido em sua bochecha antes de sair da cozinha e caminhar em direção ao carro.

Edward POV.

Encarei Bella saindo da cozinha, evitando contato visual com Charlie depois que a filha me deu um beijo. Quer dizer, ele sabia que eu estava apaixonado por ela e tudo o mais, mas... Bem, nós ainda estávamos indo devagar e eu não achava que Bella tinha comentado sobre nossa situação com o pai.

Escutei Charlie rindo ao meu lado e logo em seguida ele deu um tapa em minhas costas.

- Está tudo bem, Edward – disse, caminhando até a geladeira e tirando uma cerveja – Eu não vou te matar nem nada do tipo.

Ri baixinho.

- Você quer uma cerveja agora ou prefere ir tomar banho primeiro? – indagou.

- Acho que vou tomar banho primeiro – disse. – Acho que prefiro tomar quando Bella voltar e estiver tomando o dela. Tem algo que eu gostaria de falar com você.

Ele assentiu.

- Vou te mostrar onde fica o banheiro.

Peguei uma muda de roupas em minha mala e o segui para o andar de cima, que somente Alice tinha visitado quando vim aqui pela primeira vez. Charlie me mostrou o banheiro e gentilmente me entregou uma toalha, dizendo para eu demorar o tempo que precisasse ali.

- Estarei te esperando lá embaixo – anunciou, antes de seguir para as escadas novamente.

- Obrigado, Charlie – disse.

Tentei tomar um banho rápido, mas a água quente acabou me prendendo ali por mais tempo do que eu imaginava. Quando terminei, desliguei o chuveiro, sequei-me e me vesti, passando a toalha em meus cabelos e saindo do banheiro logo em seguida.

Bella já estava na porta, um sorriso brincando nos lábios.

- Dê-me essa toalha – pediu. – Vou tomar um banho rápido e já desço para preparar o jantar, ok?

Assenti.

- Obrigado – sussurrei.

Ela se inclinou, beijando-me de forma doce. Retribuí ao beijo, envolvendo meus braços ao seu redor, aprofundando-o um pouco.

- Eu já desço – murmurou.

Desci as escadas, encontrando Charlie sentado diante da televisão. Ele me estendeu uma cerveja quando me sentei ao seu lado.

- E então... – começou. – Por que você não me fala o que quer logo? Bella não vai demorar muito no banho...

Assenti.

- Conversei com ela logo após ela se mudar para aquele apartamento sobre ela se consultar com um psicólogo. – Fui direto ao assunto. – Ela disse que ia pensar, mas nunca mais tocou no assunto e eu pensei que você pudesse conversar com ela sobre isso, sondá-la...

Ele assentiu.

- Entendo – murmurou, dando mais um gole em sua cerveja.

- Não quero que me interprete mal nem nada do tipo – continuei. – Só pensei que seria bom para ela, sabe? Falar com um profissional sobre o que aconteceu, alguém que possa entender e dar uma opinião de uma forma que nós, que estamos envolvidos com ela sentimentalmente, não podemos.

Charlie tornou a assentir.

- Também acho que é uma boa ideia – murmurou. E então ouvimos um barulho de uma porta abrindo no andar de cima, indicando que Bella havia acabado o banho. – Pode deixar que eu vou conversar com ela.

Sorri para ele, apertando seu ombro de forma gentil antes de virar minha cabeça em direção à televisão.

Bella desceu as escadas não muito depois, dirigindo-se para a cozinha, onde começou a cozinhar e cantarolar de forma alegre. Charlie tornou a se virar para mim, não muito depois, e eu pude notar lágrimas em seus olhos, um sorriso em seu rosto.

- Ela está feliz – murmurou. – Ela está ótima. E eu devo isso a você.

Neguei imediatamente, não conseguindo evitar que um sorriso nascesse em meu rosto.

- Devo sim, Edward – continuou. – Eu nunca a tinha visto assim... Tão iluminada.

Nós dois rimos quando ouvimos Bella cantarolar um pouco mais alto, um cheiro bom invadindo nossas narinas. Logo em seguida ela gritou, anunciando que o jantar estava pronto, e eu me coloquei de pé, pronto para ir para a cozinha.

Entretanto, antes que eu pudesse dar um único passo, Charlie se levantou também, colocando a mão em meu ombro, fazendo com que eu virasse para ele.

- Obrigado, Edward – sussurrou, seus olhos castanhos, tão idênticos e ao mesmo tempo diferentes dos da filha, nunca desviando dos meus. – Obrigado por estar fazendo minha menina feliz.

Eu sorri mais uma vez, ainda escutando Bella cantarolar. Coloquei minha mão sobre o ombro de Charlie e falando o que eu sempre dizia a Bella, mesmo que fosse numa situação completamente diferente.

- Sempre – prometi.

Ficamos por um momento nos encarando antes de sermos mais uma vez chamados por Bella. Rindo, nos dirigimos à cozinha, pronto para preparar o que ela tinha feito para gente.

Sorri ainda mais ao adentrar a cozinha e encontrar Bella com os olhos brilhando, os cabelos presos em um coque bagunçado, o moletom parecendo grande demais para o corpo pequeno que ela tinha.

E encarando esse sorriso lindo – esse sorriso que só fazia com que eu me apaixonasse mais um pouquinho por ela – eu virei para Charlie, desejando que ele pudesse ler a minha mente só naquele momento, para que ele ouvisse o que eu estava pensando.

Sempre, Charlie. Sempre farei essa garota feliz.

Notas finais
N/A: Estou sequestrando o Edward, ok? HAHAHAHA Owwwwwwn, e esse Charlie? >.< Esse Edward com o Charlie... Sei que fui eu que escrevi e os criei, mas às vezes parece que os dois têm vida própria pra tanta coisa fofa haha.
Bem, vou mandar spoiler, ok? Ainda não consegui terminar o capítulo de semana que vem, mas estou trabalhando nisso e devo tê-lo concluído até terça. Então, quem quiser saber um pouquinho mais da viagem dos dois a Forks, só deixar e-mail.
Espero que tenham gostado tanto quanto eu. E espero que tenham tido vontade de apertar Charlie e Edward num abraço, haha.
Bai bai, meninas, até domingo que vem (;
xx
N/B: Não aguento esse Edward! *chora* Ele é tão lindo, mas tão lindo que dá vontade de sequestrá-lo pra mim! Que bom que as coisas estão fluindo com mais facilidade, e eu realmente acho que seria uma boa ideia pra Bella se consultar com um psicólogo, acho que ela irá ficar bem melhor!
Beijos pessoinhas lindas da tia Tamy ;*