Encantado
27 Capítulo Vinte e Seis - In Love
Notas iniciais
Capítulo dedicado à fofa da lindalita, pela linda recomendação! Obrigada (;
A gente se fala na N/A!
Boa leitura e divirtam-se! ♥ (e sofram de fofura, rs)
Bella POV.
Saí para almoçar com Edward no dia seguinte, como o mesmo avisou. Conversar com ele um pouco sobre minha sessão com a Dra. Irina foi algo muito bom. E ele realmente ficou feliz quando eu falei que pretendia voltar lá na semana seguinte.
E eu voltei.
A segunda sessão foi um pouco melhor que a primeira, mesmo que eu não tenha contado nada sobre Riley ou o que tinha acontecido desde que ele começou a me bater.
Diferente do que eu tinha imaginado, a doutora Irina falou comigo sobre minha vida com meu pai, minha infância.
E principalmente, minha mãe.
Eu tinha saído do trabalho mais cedo novamente, caminhando para o mesmo lugar. Cumprimentei o porteiro e entrei no elevador, apertando o mesmo número, dessa vez sentindo-me um pouco menos ansiosa, embora ainda estivesse um pouco. Finalmente, quando o elevador apitou indicando que eu estava no andar certo, saí do mesmo, já entrando no consultório e encontrando a Srta. Coppy sorrindo para mim de forma gentil.
- Hey – disse. – Sente-se por um minuto, ok? Vou ver se a Dra. Irina já está pronta para recebê-la.
Eu assenti, sorrindo de volta para ela e me sentando no mesmo lugar que na semana passada, balançando a perna de forma um pouco nervosa. Não tinha ideia de como seria o encontro de hoje e do que iríamos falar.
A Srta. Coppy apareceu um minuto depois, dizendo-me para entrar. Eu agradeci e entrei, encontrando a Dra. Irina de pé, em frente à mesma poltrona que ela havia se sentado na minha primeira visita.
Fechei a porta atrás de mim e caminhei até ela, estendendo a mão para apertar a dela.
- Boa tarde, Bella. – Ela sorriu, já indicando o sofá a sua frente, em um pedido silencioso para me sentar. Cumprimentei-a e me sentei, observando-a enfim se sentando na poltrona. – Como foi à semana?
- Foi ótima – sorri.
Ela assentiu.
- Isso é bom – disse. – E então, pronta para começarmos?
Foi a minha vez de assentir.
Ela puxou a prancheta que parecia estar sempre a acompanhando, pegando uma caneta também. Por fim, ela me olhou novamente, em nenhum momento deixando de sorrir.
- Por que você não começa me contando sobre o seu pai? – indagou. – Você foi criada só por ele, certo? Sem mãe?
Eu assenti, cruzando minhas mãos e entrelaçando meus dedos. Olhei para minhas mãos por um momento, antes de suspirar.
- Renée abandonou meu pai e a mim quando eu era muito pequena – encolhi os ombros, erguendo meus olhos e encontrando os dela me observando de forma muito atenta. – Eu devia ter por volta de um ou dois anos de idade, não sei ao certo. Não me lembro dela, não sei o que foi ter uma mãe em casa.
Peguei-me suspirando ao me lembrar de tudo isso, encontrando a Dra. Irina fazendo suas anotações. Balancei a cabeça e respirei fundo, pronta para continuar.
- Charlie trabalha como chefe de polícia de Forks – disse. – Ele passava o dia trabalhando e geralmente Renée ficava em casa comigo. Depois que ela foi embora, meu pai teve que se virar, virando pai e mãe ao mesmo tempo, além de ter que trabalhar.
“Não vou mentir e dizer que foi fácil, porque não foi. Charlie e eu somos muito parecidos, ambos muito silenciosos, nunca sabendo quando nos pronunciar quanto aos nossos sentimentos. E eu também sentia falta de ter uma mãe para conversar, mesmo que fosse para coisas bobas...”
Tornei a parar, respirando fundo e procurando concluir meus pensamentos.
- Por não ter uma mãe por perto – continuei –, amadureci um pouco mais cedo do que as outras crianças e adolescentes. Meu pai nunca foi muito bom na cozinha, por isso tive que aprender a me virar na cozinha...
- A Renée, sua mãe, nunca voltou? – ela indagou quando viu que eu não ia continuar.
- Não. – neguei com a cabeça. – Quando eu ainda era pequena, costumava perguntar para o meu pai sobre isso... Se ele tinha notícias dela, quando ela voltaria, por que tinha ido... Ele nunca me enganou, apenas disse que Renée tinha outros planos para ela e que nós não estávamos incluídos nele.
- E não deu notícias nem nada do tipo?
- Não que eu saiba, pelo menos – dei de ombros.
Ela assentiu.
Nós falamos da minha infância e adolescência sem uma mãe pelo resto da consulta. Ao passar de uma hora, eu finalizei meu relato e agradeci a ela por mais uma consulta, dizendo que voltaria na próxima consulta.
E assim foi. Os dias pareciam voar e lá estava eu novamente, em uma sexta, saindo um pouco mais cedo para ter uma hora de conversa com a Dra. Irina. Como ela havia dito na primeira consulta, com o passar do tempo eu fui adquirindo confiança no trabalho dela e comecei a contar mais sobre mim; dessa vez me permitindo aprofundar em tudo aquilo que sentia.
Estava sendo muito bom conversar com algum profissional, melhor até do que eu esperava quando tinha ido pela primeira vez.
Ouvir o que ela tinha a dizer também me fazia bem e às vezes eu voltava para casa na sexta e passava horas refletindo, pensando em tudo o que tínhamos conversado. Estava me fazendo bem, muito bem.
Conversar com ela sobre tudo o que tinha acontecido desde que eu conheci Riley, desabafar sobre como foi conviver com ele durante um ano, como foi guardar para mim tudo aquilo que eu guardava, esconder que eu apanhava e fingir, durante o período que Riley viajava, que eu era uma mulher solteira e feliz.
- Por que você nunca contou para ninguém sobre o que passava com seu marido? – indagou, sua prancheta, como sempre, em suas mãos, sua caneta pronta para anotar seja lá o quê.
- Eu não queria que as pessoas sentissem pena de mim – encolhi os ombros. – Não queria ser aquela que eles apontariam e diriam: “Hey, sinto muito por apanhar do seu marido”.
- Você o amava? Ou ainda ama? – tornou a perguntar.
- Nenhum dos dois – dei de ombros. – Sinceramente, hoje, eu acho que nunca amei. Talvez tenha, sim, me apaixonado por ele, pela ideia de que um homem de outra cidade poderia se apaixonar por alguém como eu, tão simples. Mas hoje, vejo que nunca o amei.
- E por que você diz isso com tanta certeza? – Ela se inclinou um pouco, seus olhos azuis nunca desviando dos meus.
Mordi o lábio inferior por um momento e então suspirei pesadamente.
- Eu não tenho certeza de como sei isso. – sussurrei por fim. – É só que Edward e eu estamos tendo algo, embora ainda não tenhamos nada definido. E eu meio que me sinto conectada a ele de uma forma que nunca fui com Riley... O que é meio estranho, porque eu nem sei o que sinto por ele...
Parei de falar quando percebi que estava divagando. Voltei meus olhos para a Dra. Irina e a percebi com um pequeno sorriso nos lábios.
- O quê? – indaguei.
- Há algo que eu gostaria de falar com você – disse. – Só que acho melhor deixarmos para a próxima sessão, se você não se importar, já que essa já está acabando e eu não gosto de deixar as coisas pela metade.
Eu franzi a testa e encarei um pouco confusa, antes de assentir e dar de ombros. Despedi-me dela e agradeci por mais uma consulta, antes de seguir o meu caminho para fora do prédio.
Deixei que um sorriso nascesse em meu rosto assim que saí do prédio, vendo Edward encostado no seu carro do outro lado da rua, sorrindo também, os braços cruzados no peito, um tornozelo apoiado no outro.
Olhei de um lado para o outro antes de atravessar a rua e parei em frente a ele.
- Ei – sorri.
- Ei, linda – piscou, abrindo os braços e me envolvendo em um abraço gostoso. – Como foi à sessão?
- Foi ótima – ri. – E você? Como foi o trabalho?
- Foi bom – disse. – Pronta para ir?
Assenti, tirando minha cabeça do seu peito e a erguendo, em um pedido silencioso para receber um beijo. Edward riu baixinho antes de unir nossos lábios, suas mãos me puxando para mais perto, enquanto eu entrelaçava meus dedos em seu cabelo.
Nós separamos alguns minutos depois. Ele abriu a porta do carro para mim, como sempre fazia, antes de dar a volta e entrar no lado do motorista, já ligando o carro e o colocando em movimento.
Fomos direto para o meu apartamento, como sempre fazíamos.
- O que você quer comer hoje? – perguntei a ele assim que chegamos.
Ele riu, balançando a cabeça.
- Não se preocupe com o jantar hoje, está bem? – murmurou. – Vá tomar o seu banho. Eu vou pedir comida chinesa para nós dois.
Edward pegou seu celular e fez a ligação antes que pudesse dizer alguma coisa. Rindo e revirando os olhos, eu segui até o meu quarto, onde peguei meu moletom antes de seguir para o banheiro.
Menos de uma hora depois, estávamos sentados no sofá, comendo enquanto víamos televisão.
- Ah, minha mãe pediu que eu te fizesse um convite. – Edward quebrou o silêncio cômodo não muito depois.
Virei-me para ele e o encontrei sorrindo, seus olhos verdes brilhando.
- Que convite? – inclinei a cabeça.
Ele riu.
- Bem... Estamos em junho – começou.
- Eu sei em que mês estamos, Edward – revirei os olhos, fazendo-o rir novamente.
- É meu aniversário no dia vinte – disse. – Nós vamos fazer um jantar lá em casa. Eu gostaria que você fosse.
Eu senti um sorriso nascer imediatamente no meu rosto, antes de assentir.
- É claro que eu vou – murmurei. – Não perderia seu aniversário por nada do mundo.
Pouco depois, Edward foi embora, prometendo estar de volta no dia seguinte, bem cedo. Eu me despedi dele e logo fui para o meu quarto, um sorriso o tempo todo brincando nos meus lábios.
Deitei-me na cama e puxei minhas cobertas, enterrando minha cabeça no travesseiro e suspirando de forma feliz antes me entregar ao sono.
_
Na sexta seguinte, eu me vi caminhando apressadamente até o consultório da Dra. Irina, curiosa para a conversa que teríamos naquele dia. Enquanto esperava a Srta. Coppy verificar se ela estava pronta, me vi balançando a perna e ri de repente, lembrando-me de como eu tinha feito isso na segunda vez que tinha vindo aqui.
- Ela está pronta para você, Bella. – A Srta. Coppy disse.
- Obrigada.
Coloquei-me de pé e caminhei até dentro do consultório, já me sentando no mesmo sofá de sempre e vendo a Dra. Irina já sentada na mesma poltrona de sempre, a prancheta e caneta, tão familiares para mim, já em suas mãos.
- Ei, Bella – sorriu. – Como foi a sua semana?
Eu sorri também.
- Olá – ri. – Foi boa.
- Ótimo – disse. – Pronta para começar de onde paramos?
Eu assenti rapidamente, realmente querendo saber o que ela podia tanto querer falar comigo. Ela sorriu de novo e passou alguns papéis de sua prancheta, se focando no último. Franziu os lábios e leu o que estava escrito ali, antes de voltar seus olhos para mim novamente.
- Você estava dizendo que achava que nunca tinha amado o Riley, certo? – indagou. Eu assenti novamente. – E que se sentia conectada ao Edward, mesmo ainda não sabendo o que sentia por ele, estou correta?
Assenti pela terceira vez.
- Certo – sussurrou. – Então, Bella, aqui vai o que eu acho: acho que você está se prendendo muito ao seu passado e deixando que o medo tome conta de sua vida, mesmo não sabendo que o sente.
Eu franzi a testa e ergui as sobrancelhas, me inclinando um pouco em direção a ela, sem saber o que ela queria dizer com aquilo.
- Medo? – indaguei. – Me prendendo no passado?
Ela assentiu.
- Eu acho que às vezes você tem medo – soltou. – Você costumava ter seu pai, do momento que nasceu até escolher se casar com Riley, que foi quando você e Charlie se distanciaram. Seus amigos não procuraram por você depois de casada, vocês nem mesmo trocaram uma simples ligação.
Eu a fitava de maneira curiosa, querendo saber aonde ela queria chegar ao dizer tudo aquilo.
- E depois de se tornar, legalmente, mulher de Riley, querendo ou não, percebendo ou não, você se tornou uma pessoa sozinha.
Mordi o lábio inferior com força ao sentir cada palavra dela me tocando.
- E então as coisas foram diferentes do que você esperava – continuou. – O seu marido começou a te bater e você passou a viver com medo. Ia do trabalho para casa, de casa para o trabalho com medo. Não sabia o que te esperava quando passava por aquela porta.
“Então, um dia, você conheceu Edward. E de repente você tinha amigos, tinha seu pai de volta e agora tem um excelente homem, pelo que você me contou, que confessou estar apaixonado por você.”
Ela parou por um momento, pegando um copo de água e tomando um longo gole, antes de respirar fundo e continuar.
- Acredito que você tenha medo de que isso vá acontecer novamente – disse. – Não racionalmente, é claro, porque acho que você sabe que Edward nunca teria coragem de fazer um décimo do que o Riley fez. É um medo bobo, talvez, mas algo normal para uma pessoa que passou por tudo o que você passou.
“Você foi abandonada por sua mãe e embora tenha se saído bem sem a criação dela, às vezes sente falta desse contato, desse colo que uma filha só encontra com a mãe... E depois você se apaixonou e se deixou envolver por um cara que se dizia apaixonado também e fez o que fez. É normal se sentir assim, perfeitamente normal, Bella.”
Ela parou de falar, me observando por um momento.
- Para concluir... – começou. – Acho que bem no fundo você sabe o que sente pelo Edward, mas que tem um pouquinho de medo de admitir.
Ela tornou a fazer uma pausa, estendendo a mão e me entregando um lenço. Só então eu notei que chorava. As lágrimas escorriam de forma livre pelo meu rosto, embora eu não conseguisse entender o porquê de elas estarem caindo. Não eram lágrimas de tristeza, porém, eram de… Alívio.
- Eu nunca tinha pensando nisso – sussurrei, limpando as lágrimas. – Então, quer dizer que eu estou apaixonada por Edward? É isso?
Ela sorriu, balançando a cabeça de forma negativa.
- Isso é algo que você deve descobrir sozinha, querida – murmurou. – Eu só a guiei até esse caminho.
Fui embora para casa com muito que pensar. Deixei que minha mente vagasse por tudo o que tinha acontecido na minha vida, desde minha adolescência, até quando eu conheci e casei com Riley, e depois, quando conheci Edward.
Preparei o jantar ainda perdida em pensamentos e quando o terminei, fui para o banho, deixando que a água quente escorresse pelo meu corpo. A conversa que eu tinha tido com a Dra. Irina hoje ficou rodando em minha mente e eu comecei a pensar, então, em tudo o que eu sentia quando estava perto e longe de Edward.
O modo que eu sorria só porque ele estava sorrindo também. Como eu gostava de ver aquele brilho em seus olhos verdes, como gostava de estar perto dele e como sentia falta quando ele estava longe.
Engoli em seco ao sentir meu coração acelerar e um sorriso bobo nasceu em meu rosto.
Terminei meu banho ainda sorrindo, sentindo meu coração cada vez mais acelerado, enquanto eu me perguntava como não tinha me dado conta disso antes.
E então, ouvi a voz de Edward, dizendo que tinha chegado e que estava me esperando na sala. Vesti-me o mais rápido possível, ainda pensando no que eu tinha acabado de descobrir, mas que já sentia há algum tempo.
Eu estava, de fato, completamente apaixonada por Edward Cullen.
_
Os dias se passaram rapidamente e logo estávamos no dia vinte de junho, aniversário de Edward. Eu ainda não havia falado com ele sobre meus sentimentos, querendo esperar o momento certo, muito embora não tivesse ideia de quando ele chegaria.
Eu já havia preparado seu presente, algo simples, já que estava juntando tanto dinheiro quanto podia, mas que era especial porque realmente me lembrava de Edward, e estava a caminho da casa dos Cullen. O presente havia ficado no meu apartamento, porque eu queria entregá-lo a Edward quando estivéssemos sozinhos.
- Bella! – Esme caminhou em minha direção, puxando-me para um abraço assim eu coloquei os pés para dentro de sua casa. – Que saudades.
Eu ri, envolvendo-a em um abraço também.
- Olá, Esme – murmurei. – Eu também senti saudades.
Esme vinha se tornando cada vez mais na presente na minha vida e eu realmente estava gostando disso. Nós nos falávamos sempre, mesmo quando apenas queríamos saber se uma estava bem. E quando dava, ela passava um pouquinho na confeitaria, alegando que Carlisle não podia viver sem meus doces.
- Venha, entre – puxou-me em direção à cozinha. – Edward estará aqui em breve e eu estou terminando de enfeitar alguns doces.
Eu a ajudei, já entrando na conversa que todos os outros – já presentes ali – tinham. Esme proibiu Edward de chegar a casa até certo horário, dizendo até mesmo que ele estava proibido de me pegar em casa.
Nós tínhamos almoçado juntos naquele dia e eu me peguei presa àqueles olhos verdes, quase abrindo a boca e dizendo a ele sobre meus sentimentos. Porém, antes mesmo que pudesse fazer tal coisa, seu celular tinha tocado e ele teve de voltar ao trabalho.
- Cheguei! – Edward gritou da sala, não muito depois, fazendo-me sorrir.
Com o coração acelerado, desci da cadeira e corri até a sala, encontrando seus lindos olhos verdes e um grande sorriso no rosto. Joguei-me em seu abraço e o apertei.
- Feliz aniversário! – gritei.
Ele riu baixinho, envolvendo-me em um abraço também, depositando um beijo no topo da minha cabeça.
- Obrigado, linda – murmurou. – Mas acho que você já me desejou feliz aniversário hoje...
Eu tornei a rir, me afastando e dando espaço para que a sua família o cumprimentasse. Logo após todos os abraços trocados, fomos para a sala de jantar, sentamos à mesa e começamos a comer o que Esme havia preparado.
Depois do jantar, fomos para a sobremesa, enchendo a mesa de doces. Cantamos parabéns para um Edward que simplesmente não conseguia parar de sorrir e rir, e observei seus pais, irmãos e cunhados lhe entregando presentes.
Ficamos ali mais um tempo, ouvindo histórias de quando ele era mais novo, antes de irmos para meu apartamento.
- Vamos, vamos. – Chamei-o, animada, já parada em frente ao meu prédio. – Ainda tenho seu presente para entregar.
Ele riu, saindo do carro e me puxando pela mão. Cumprimentamos o porteiro e subimos para o meu apartamento.
- É bem simples, ok? – murmurei, de repente me sentindo nervosa. – Como você sabe, venho economizando para a faculdade e para o aluguel, então não deu para comprar algo muito caro... E eu também queria algo que fosse especial.
Edward revirou os olhos.
- Você não precisa se preocupar com isso, Bella – disse. – Primeiro porque eu disse que você não tinha que me comprar nada e segundo, porque eu vou amar qualquer coisa que você fizer.
Sorri.
- Então, venha.
Eu o puxei em direção à cozinha e o fiz se sentar. Pedi que fechasse os olhos e caminhei em direção à geladeira, puxando o bolo que eu tinha feito. Coloquei-o diante de Edward e terminei de arrumar tudo, mordendo o lábio inferior com força, achando que isso era um presente muito simples.
- Pronto – murmurei por fim, torcendo minhas mãos.
Edward abriu os olhos e fitou o bolo à sua frente, um sorriso nascendo em seus belos lábios. Ele me olhou por um momento antes de se focar no anjo que enfeitava seu bolo.
- Eu fiz uma pesquisa e descobri o anjo que representava seu aniversário – murmurei. Seus olhos verdes voltaram para o meu novamente, fitando-me com atenção. – Eu decidi comprá-lo, porque bem... Como eu já disse tantas vezes, você é como um anjo para mim... E eu quis que você tivesse o seu próprio também.
Parei de falar, tornando a morder o lábio inferior.
- É simples, como eu tinha dito – corei, dando de ombros. – Pode não ser muito, mas...
Edward se colocou de pé, parando-se à minha frente e colocando um dedo sobre meus lábios. Por fim, puxou para um abraço, afundando sua cabeça em meu pescoço, respirando fundo ali.
- Eu amei – murmurou. – É lindo e significativo, Bella. Obrigado.
Sorri novamente, puxando sua cabeça para a minha e aplicando um beijo em seus lábios. Aprofundei o beijo logo em seguida, deixando que minha língua brincasse com a sua.
E então, aquele pareceu o momento perfeito.
Eu simplesmente tinha que dizer a Edward sobre como me sentia.
Afastei-me dele, quebrando o beijo e segurando seu rosto entre as minhas mãos. Sorri, sentindo meu coração acelerar, aquelas famosas borboletas...
- Você apareceu na minha vida e a mudou tanto – sussurrei. – Eu devo tudo a você, ao meu pai e à sua família. Eu realmente nunca serei capaz de agradecê-los por tudo.
- Bella, eu já disse que... – Mas eu o interrompi, dessa vez colocando o dedo em seus lábios.
- Deixe-me terminar, por favor? – pedi. Esperei que ele assentisse antes de continuar: – Você e eu nos tornamos conectados de uma forma que eu nunca tinha imaginado ou esperado. Você foi paciente, amoroso e definitivamente um anjo. Podia ter qualquer mulher, eu sei disso, mas me escolheu.
Sorri, deixando que as lágrimas escorressem pelo meu rosto.
- E agora eu só tenho que te dizer que você não precisa esperar mais – sussurrei. – Posso ter demorado um pouco para descobrir isso, Edward, mas tenho certeza do que sinto e acho que você tem todo o direito de saber.
- O que você sente? – indagou.
- Eu estou apaixonada por você, Edward – soltei. – Completamente apaixonada.
Ele me encarou por alguns minutos e então sorriu. Suas mãos seguraram meu rosto e ele apoiou sua testa na minha, respirando de forma profunda e rápida.
- Bella... – murmurou. – Bella, você não sabe o que escutar isso significa para mim... Você não tem ideia do quão me faz bem...
Eu tornei a beijá-lo, sabendo que palavras não seriam mais necessárias. Deixei que seus braços me envolvessem e envolvi os meus ao redor dele também, ao redor daquele homem que tanto tinha feito por mim, que tanto tinha mudado minha vida.
Para melhor.
Pouco depois, deitamos na minha cama, ainda abraçados. Edward não conseguia parar de sorrir, dizendo que aquele tinha sido o melhor aniversário dele. E eu não conseguia parar também, simplesmente porque tinha feito parte daquele dia.
Comecei a sentir meu corpo relaxar não muito depois e deixei que meus olhos se fechassem. Porém, antes que o sono tomasse conta de mim, escutei o meu celular tocar e bufei, fazendo Edward rir.
Estiquei minha mão, tateando o criado-mudo e o peguei, atendendo-o e o colocando na orelha, sem nem olhar quem era.
- Alô? – murmurei.
- Bella? – A voz que soou era familiar, mas eu realmente não conseguia me lembrar da onde que a conhecia.
- Sim... – Franzi a testa. – Quem fala?
- Marcus, seu advogado...
Sentei-me imediatamente, me sentindo de repente muito ansiosa. Por que Marcus, meu advogado, me ligaria a essa hora da noite?
- Aconteceu alguma coisa? – perguntei.
Edward se sentou também, me encarando com a testa franzida, provavelmente querendo saber quem estava falando comigo.
Escutei Marcus rir.
- Aconteceu algo maravilhoso, Bella – disse. – Acabei de receber uns papéis e sei que é tarde, mas achei que você gostaria de saber...
- Claro, sem problemas – cortei-o. – Que papéis?
Ele tornou a rir.
- Do seu divórcio – respondeu. – Você é agora, oficialmente, uma mulher solteira.
- Sério? – Senti um sorriso nascendo em meu rosto. – Mesmo?
Ele riu pela terceira vez.
- Vou lhe enviar os papéis amanhã, mas é sério. A partir de agora, você volta a assinar Swan. A partir de hoje, você é uma mulher totalmente livre.
Eu agradeci a ele e desliguei a ligação, sem conseguir deixar de sorrir.
Encarei Edward, que me encarava ainda de forma confusa, e sorri ainda mais.
Porque agora nada nos impedia de ter um relacionamento de verdade mais. Porque agora eu era solteira novamente.
Agora eu não tinha mais qualquer vínculo que me ligava a Riley.
E isso simplesmente soava… maravilhoso.
Notas finais
Espero que tenham gostado desse capítulo ♥ Eu realmente amei escrevê-lo.
Um obrigada, muito obrigada, à Lu por ter me ajudado com algumas coisinhas ♥
E um obrigada à lindalita pela recomendação!
Ah, e antes que eu me esqueça, tem nova short postada! O nome dela é One In A Million (link: http://fanfiction.com.br/historia/267866/One_In_A_Million/) e vai ser bem curtinha, terá apenas três capítulos, que serão postados toda quarta-feira. Que tal dar uma passadinha lá, deixar 1review e o e-mail para ganhar spoiler, hã? (;
HAHA.
Por hoje é só. Quem quiser spoiler, só deixar e-mail e tudo o mais. Capítulo de semana quase finalizado já (:
xx
N/B: OMG! Que bonitinhos! Já sou do time dessa psicóloga, falou tudo e um pouco mais. Agora a Bella é uma moça oficialmente divorciada, livre, solteira e pronta pra agarrar de vez a felicidade! *todos comemoram*
Ok, me empolguei! Beijos people ;* Tamy.
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