Encantado
14 Capítulo Treze - Attitude
Notas iniciais
A gente se fala na N/A!
Divirtam-se ;}
Bella POV.
Eu não sei dizer o que me levou a despertar exatamente. Talvez fosse a claridade atravessando a cortina e batendo diretamente na poltrona onde eu me encontrava, talvez fossem os sons dos roncos de Riley, ou talvez fosse o fato de que aquela poltrona era desconfortável demais.
Suspirei pesadamente, puxando o meu celular e olhando as horas. Não se passava das oito da manhã e eu não dormira quase nada naquela noite...
Joguei meu cobertor para o lado e me levantei, dobrando-o e pegando meu travesseiro. Guardei-os e puxei uma roupa para usar naquele dia. Então saí do quarto e me dirigi ao banheiro.
Pretendia tomar um banho rápido, mas assim que senti a água quente bater em minhas costas comecei a relaxar. Depois de uns bons quinze minutos ali, saí e me enrolei na toalha.
Enxuguei-me e me vesti, sempre demorando mais do que o necessário, já que meu braço ainda se encontrava engessado. Saí do banheiro, pronta para ir à cozinha e preparar um café da manhã e levar no sofá para o meu pai.
Surpreendi-me ao encontrá-lo acordado, sentado no sofá e vendo televisão. As roupas de cama que ele usou se encontravam dobradas de um jeito meio embolado na poltrona que havia ali. Isso me fez sorrir.
- Bom dia, pai – disse. – Dormiu bem?
Ele olhou para trás e sorriu a me ver. Caminhei até o sofá e me sentei ao seu lado, sorrindo ainda mais quando meu pai passou o braço pelos meus ombros, me puxando mais para si.
- Dormi criança. Você ainda acorda cedo, hein?
Ri baixinho.
- Costume – deu de ombros. – Vamos tomar café da manhã?
Ele assentiu, pegando o controle e desligando a TV. Seguiu-me até a cozinha, sem perguntar nada sobre Riley. Ainda estava achando meu pai bem estranho em relação a tudo, mas decidi que era paranoia minha. Charlie simplesmente nunca foi com a cara dele.
- O que quer comer? – indaguei, abrindo a geladeira.
- Qualquer coisa, criança – disse-me, sentando-se. – Precisa de alguma ajuda?
Revirei os olhos, pegando tudo o que era necessário para fazer algumas panquecas.
- Não, obrigada – disse. – Pode deixar que eu me viro.
Preparei algumas panquecas, servi um copo de leite quente para o meu pai – como ele sempre tomava quando morávamos juntos – e me sentei de frente para ele, pegando um pouco de molho.
Era um pouco difícil e estranho cozinhar com uma mão só, mas eu até conseguia me sair bem. Nós comemos em meio a conversas e risos, Riley esquecido no quarto.
- Você quer dar uma volta? – indaguei, animada com a ideia de sair com meu pai. – Teremos que ir a pé ou de táxi, já que eu não tenho um carro aqui... Mas seria legal passear com você pai.
Ele sorriu para mim.
- Eu adoraria – disse.
Sorri. Dei uma ajeitada na cozinha enquanto ele tomava um banho, agradecendo por Riley ainda estar dormindo. Peguei um casaco e o coloquei, enquanto meu pai terminava de se arrumar.
- Aonde vamos? – indagou.
- Não sei – ri, enquanto saíamos e eu voltava para trancar a porta. – Podemos ir visitar Sue, caso você queira.
Nós passeamos o dia inteiro. Almoçamos com Sue e seus filhos, a quem eu não via há tempos. Fomos ao shopping na parte da tarde e demos uma volta pela cidade. Acabamos lanchando e jantando fora também.
Eu realmente não liguei para o fato de não ter avisado a Riley nem nada do tipo. Estava aproveitando a companhia do meu pai, sem ter que me preocupar em fingir ser uma esposa feliz. Quando voltamos para a casa de Riley naquela noite, eu me encontrava mais exausta do que nunca.
Riley se encontrava sentado no sofá, assistindo televisão. Ele a desligou assim que nos viu e se virou com um sorriso no rosto.
- Olá, querida – disse de forma suave. – Fiquei preocupado... Você não avisou aonde iria...
Suspirei pesadamente.
- Desculpe – disse. – Eu me esqueci. Só quis sair com meu pai.
Charlie assentiu ao meu lado, olhando Riley com o semblante fechado. E mais uma vez me peguei pensando por que meu pai estava agindo de forma tão estranha.
- Está tudo bem – riu. – O problema é que eu combinei de sair com alguns amigos... Não sabia se você iria demorar.
- Pode ir – disse imediatamente. – Não tem problema algum.
Meu pai tornou a assentir, ainda sem dizer nenhuma palavra. Riley se levantou do sofá, já completamente vestido para sair, e me deu um selinho e um tapinha no ombro do meu pai antes de sair de casa.
Relaxei imediatamente assim que ouvi a porta sendo trancada. Olhei para o lado e percebi que meu pai sorria para mim.
- É estranho... – murmurou.
- O que? – franzi a testa.
Ele corou um pouco.
- Nada não, criança.
Tentei ficar com meu pai o máximo que pude naquela noite, mas eu realmente estava morrendo de sono. Ele também pareceu cansado enquanto eu arrumava o sofá. Então, depois de trocarmos algumas palavras e desejarmos boa noite, dirigi-me para mais uma noite na poltrona.
Ajeitei-me o melhor que pude ali e suspirei, finalmente me rendendo ao sono.
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Acordei no dia seguinte ainda me sentindo bastante cansada, já que praticamente não dormira naquela poltrona. Foi melhor, entretanto, que na noite anterior, então um banho aliviou minha dor nas costas e me acordou.
Enquanto me vestia e penteava meus cabelos, deixando-os soltos, me peguei me lembrando de Edward e de toda a família Cullen. Não sabia exatamente o que me levou a pensar neles, mas de repente eu estava suspirando.
- Foi melhor assim – sussurrei para o espelho, terminando de ajeitar minha roupa. – Bem melhor.
Puxei minha toalha e saí do banheiro, caminhando até a cozinha, já pensando no que preparar para o café da manhã.
Meu pai queria ir comigo trabalhar, mesmo eu não entendendo muito o por que. Tomamos café da manhã juntos, mais uma vez livres da presença de Riley, que nem mesmo dormiu em casa. Se meu pai notou tal coisa, ele não comentou nada.
Tentei fazer com que ele dormisse mais um pouco, mas não quis.
- Pai, eu vou trabalhar – disse, revirando os olhos, enquanto esperava o ônibus. – Você vai se sentir entediado.
Foi à vez de ele revirar os olhos.
- Não se preocupe comigo, criança – disse. – Eu vou ficar lá um pouco, vamos almoçar juntos e depois eu vou dar uma volta.
Suspirei.
- Tudo bem – dei de ombros. – Você quem sabe. Sinto muito por não poder passar o dia todo com você.
- Não precisa mesmo se preocupar – tornou a dizer.
Nós conversamos durante o trajeto de ônibus e logo enquanto eu caminhava até a confeitaria. Sue pareceu animada ao ver meu pai mais uma vez e o puxou para a cozinha, logo após eu tê-lo apresentado à Angela.
Almoçamos juntos, como ele disse que faríamos e depois eu me despedi dele, voltando ao trabalho.
- Seu pai parece ser legal. – Angela comentou, tirando seu avental.
Sempre que eu voltava do horário de almoço, era a vez de ela ir.
- Ele é – sorri.
Voltei minha atenção ao trabalho, sem entender direito por que meus olhos passaram a olhar a porta com mais freqüência. Era irracional e eu me sentia muito confusa, já que sempre parecia estar pensando em Edward ou procurando por ele.
Eu dei adeus, não dei? Eu pedi que fosse embora.
Então, por que eu me decepcionava tanto por ele não ter me procurado?
Edward POV.
Estar longe de Bella se tornava a cada dia mais difícil, então eu me mergulhei no trabalho, adiantando reuniões, revendo controles, resolvendo coisas que não eram tão urgentes, mas que me manteriam ocupado. Não estava ligando que fosse sábado e domingo. Eu realmente só precisava ocupar minha cabeça.
Ficava um pouco mais aliviado, porém ao saber que Charlie estava aqui e que passaria uns dias com ela. Até a quarta, na verdade. Daqui a dois dias, eu voltaria a vê-la na saída da lanchonete.
Continuaria cuidando dela, mesmo que fosse só de longe.
Na segunda, recebi uma ligação de Charlie, me perguntando se podíamos nos encontrar depois do almoço de Bella. Dando-lhe o endereço de minha empresa, esperei que ele chegasse.
- Olá, Edward – cumprimentou-se, sorrindo um pouco.
Eu sorri também.
- Oi, Charlie. – Levantei-me, somente para apertar sua mão.
Levei-o até o sofá que havia ali e me sentei na poltrona que havia ali na frente, logo após oferecer uma bebida. Ele recusou.
- Bem, aconteceu alguma coisa? – indaguei.
Ele suspirou pesadamente.
- Não sei como Bella agüenta – confessou. – O clima daquela casa é tão pesado... E aquela não é a filha que eu criei Edward. A Bella que eu conhecia até um ano atrás não se curvaria às vontades do marido, não seria assim... É horrível ter que agüentar tudo aquilo. Vê-lo dizendo coisas gentis, se aproximando dela e ela se encolhendo ao máximo... É a relação mais estranha que eu já vi.
Ele tomou fôlego, enquanto eu sentia meu coração apertar.
- Bella acha que eu não percebi as coisas – continuou. – Eu fui até o quarto deles nessas duas últimas noites e em nenhuma deles, ela estava dormindo na cama. Bella dorme na poltrona... E na noite passada, Riley nem mesmo dormiu em casa.
Minhas mãos apertaram o sofá e eu mordi o lábio inferior com força. Por quê? Por que Bella permitia que isso acontecesse?
Será que ela não tinha nenhuma ideia do quão valiosa e especial era?
- Não estou agüentando essa situação. – O rosto de Charlie estava vermelho, os olhos tomados pelas lágrimas. – Não sei como Bella agüenta... Achei bebidas, cervejas e tudo o mais naquela casa, Edward. Sei que não é bom ficar espiando, mas ela é minha filha... Eu tenho que fazer o que posso.
Ele respirou fundo.
- Eu não quero ir embora – soltou. – Não quero deixar minha filha aqui, passando por isso.
- Eu vou tentar ajudá-la, Charlie – murmurei. – Mas ela não aceita que as pessoas se aproximem... Não aceita que cuidemos dela...
Ele assentiu.
- Eu sei disso. Tenho que fazer algo. Não posso ir embora e deixar as coisas como estão. Não suporto olhar na cara daquele canalha... Tenho vontade de pegar minha arma e...
Charlie parou de falar, esfregando o rosto com as mãos.
- Eu fiz um juramento, eu sei, mas não dá para pensar nisso em uma hora dessas...
- Eu queria dizer que entendo como se sente exatamente, Charlie – interrompi-o –, mas ainda não tenho filhos... Tenho essa vontade também, mas infelizmente tudo aqui só depende de Bella.
Mergulhamos em um silêncio por alguns segundos, até minha secretária me chamar para a reunião marcada para aquela tarde.
- Sinto muito por te atrapalhar. – Charlie se levantou, já sorrindo um pouco. – E obrigado por tudo, Edward. Eu nunca conseguirei pagar a dívida que tenho com você e sua irmã.
- Não se preocupe com isso. – Acompanhei-o até a porta. – Se precisar de alguma coisa é só ligar, ok? Qualquer coisa.
- Certo. Obrigado mais uma vez.
Eu assenti e observei Charlie Swan se afastar, desejando que ele conseguisse fazer a filha se abrir.
Minha secretária tornou a me chamar e eu balancei a cabeça, saindo de meus devaneios.
Lembrando-me do sorriso de Bella, peguei meus arquivos e me dirigi para a sala de reuniões.
Bella POV.
Meu pai apareceu pouco antes do meu expediente acabar e ficou conversando com Sue enquanto eu atendia meus últimos clientes do dia. Ele iria embora dentro de dois dias e eu me peguei pensando quando nos veríamos novamente.
Jantamos fora novamente e chegamos bem tarde à casa de Riley.
Mais uma vez, deitei-me cedo e mais uma vez acordei sentindo as dores por causa da poltrona.
Mais uma vez, Riley não dormira em casa.
Arrumei-me e tomei café na companhia de meu pai.
- Bella... – começou. – Eu irei embora hoje à noite, querida.
Parei de comer, voltando-me para ele.
- Sério? – indaguei. – Eu pensei que ficaria aqui até amanhã.
Ele suspirou.
- Eu até ficaria, criança, mas precisam de mim na delegacia logo cedo... E como um colega meu vai para Forks hoje à noite, pensei que seria melhor se eu fosse de uma vez.
Assenti.
- Tudo bem – dei de ombros. – Eu vou tentar ir para lá durante um final de semana.
Meu pai me fitou durante alguns segundos, abrindo e fechando a boca diversas vezes. Pensei que ele iria falar algo realmente importando, mas depois de alguns segundos, ele suspirou e deu de ombros, resmungando baixinho e voltando sua atenção à comida.
O dia pareceu passar ainda mais rápido, agora que eu sabia que meu pai iria embora naquela noite. Quando saímos da confeitaria, ele insistiu que jantássemos fora mais uma vez, mas eu neguei.
- Não, senhor – sorri, arrastando-o para o ponto de ônibus. – Quero preparar alguma coisa especial para você essa noite. E quem sabe não preparo alguma coisa para você levar para Forks?
Ele resmungou um pouco, como sempre fazia quando eu começava a cuidar dele. Assim que chegamos à casa de Riley, dirigi-me a cozinha, pensando em preparar a macarronada que ele tanto amava.
- Hm... – Olhei os armários. – Vou ter que ir ao supermercado comprar os ingredientes para fazer o molho.
- Eu vou. – Meu pai se pôs de pé. – Vou ser inútil aqui de qualquer forma...
Revirando os olhos, puxei um bloco de notas e anotei tudo o que ele precisaria. Recusando o dinheiro que eu oferecia, ele saiu, dizendo que voltaria em breve.
Resolvi me trocar enquanto isso. Fui até o quarto e puxei meu pijama de frio, correndo para o banheiro e tomando um banho rápido. Estava saindo quando escutei o barulho da porta se abrindo e fechando.
Sorri. Meu pai não tinha demorado nada.
- Ei, pai. Pode deixar as coisas na cozinha que eu só vou... – Passei pelo corredor, entrando no quarto, pronta para guardar meus tênis, mas parei imediatamente.
Riley estava bem ali, sentado na cama.
- Riley... – gaguejei. – Você sumiu.
Ele se levantou, caminhando bem devagar até a mim.
- Claro, querida. – Revirou os olhos. – Você chamou o seu papai para vir aqui... Eu precisava de espaço... E dar uma avaliada, já que nem para isso você presta.
Engoli em seco.
- Você está bêbado? – indaguei, encostando-me a parede.
- O que você acha? – Sua mão se fechou ao redor do meu pescoço.
- Me solta – pedi, sentindo as lágrimas tomarem conta de mim. – Me solta agora.
Ele riu alto.
- Ou então o que? – Ele me pressionou mais contra a parede. – Vai me bater, é? Oh, não, espere... Vai me denunciar? Esqueci que você não tem coragem para fazer tal coisa... Você reconhece o seu lugar, Isabella. O lugar que te pertence, que cabe a você...
- Me solta. – Lágrimas escorreram pelo meu rosto. – Meu pai vai chegar e...
Ele bateu minha cabeça contra a parede, me impedindo de continuar.
- Você ainda não se livrou daquele velho? – grunhiu. – Pois bem, aqui está o seguinte. Lembra-se de que eu tinha algo para te dizer no outro dia, Isabella?
Eu não disse nada, nem assenti, não querendo saber.
Mas mesmo assim, ele continuou.
- Preciso de dinheiro – sibilou. – E muito. Tenho umas dívidas para pagar, sabe? Venho jogado para me distrair, já que minha esposa não presta nem para isso...
Engoli em seco.
Era esse o motivo de seus atrasos?
Jogos?
- Não tenho dinheiro – sussurrei.
Ele riu.
- Eu sei que você tem. E se você não me der...
- Meu pai vai chegar a qualquer momento – interrompi-o. – Vai embora. Anda logo.
Ele grunhiu ainda mais alto, me apertando ainda mais. Tossi com a repentina falta de ar.
- Mande seu pai embora, Isabella – rosnou. – Quando eu voltar amanhã, não o quero aqui.
Ele me apertou mais uma vez contra a parede e me deu um tapa forte no rosto, me jogando no chão com a força do impacto. Eu o ouvi saindo de casa e solucei alto, encolhendo-me contra o chão, sabendo que logo teria mais dois hematomas: no rosto e no pescoço.
Tudo pareceu piorar ainda mais quando ouvi o barulho da porta e meu pai assoviando alegremente. Continuei ali, deitada no chão, implorando para conseguir me controlar.
Não queria que meu pai me visse assim.
- Bella? – chamou. – Bella?
Solucei alto ao tentar responder e logo fui achada por meu pai. Ele se abaixou ao meu lado e puxou meu rosto, sua outra mão se fechando em punho.
- Bella... – sussurrou entre dentes. – Nós vamos para a delegacia agora.
Neguei imediatamente, me afastando dele e me colocando de pé.
- Eu só caí e bati o rosto contra o chão e... – comecei a negar imediatamente.
- Essa não é a Bella que eu conheço. – Ele me cortou, seu rosto de repente vermelho. – Não é. A minha filha, a que eu criei, nunca deixaria um homem bater nela. Acha que eu sou idiota, filha? Acha que eu não percebi, que não sei das coisas?
Respirei fundo, meus olhos arregalados, meu rosto e pescoço doendo.
- Se fosse há um ano, você denunciaria imediatamente – continuou. – Essa não é a Bella corajosa e forte que eu sempre admirei...
- Mas... Mas... Como?
- Precisou que dois amigos seus fossem a Forks para me contar, Bella – murmurou ele. – Precisou que eles fizessem isso, porque não agüentavam mais ver o jeito que está vivendo!
Comecei a negar imediatamente.
- Não negue Bella. – Sua voz agora não passava de um sussurro, enquanto eu continuava chorando. – Do que você tem medo? Por que não toma uma atitude?
Afastei-me do meu pai, ainda chorando.
- Vai embora – pedi. – Por favor, pai...
Ele suspirou pesadamente.
- Eu tenho que ir mesmo – sussurrou. – Queria poder ficar, filha, mas não há mais nada aqui que eu possa fazer... Eu te ajudaria a enfrentar tudo com o maior prazer, mas será a minha palavra contra a sua...
As lágrimas não parariam nunca?
- E não fique com raiva dos Cullen – disse. – Eles só gostam muito de você...
Não sei em qual momento meu pai saiu, porque eu me encontrava chorando alto naquele momento. Por mais que eu estivesse tentando, simplesmente não dava para esquecer o que meu pai disse.
O que vinha acontecendo na minha vida desde que eu me aceitara casar com Riley.
Agachei-me no chão, puxando minhas pernas para mim, enquanto tudo o que meu falara ia se fixando cada vez mais.
Essa não é a Bella que eu conheço. A minha filha, a que eu criei, nunca deixaria um homem bater nela. Acha que eu sou idiota, filha? Acha que eu não percebi, que não sei das coisas? Se fosse há um ano, você denunciaria imediatamente. Essa não é a Bella corajosa e forte que eu sempre admirei.
O que mudou? Por que eu estava permitindo que tais coisas acontecessem comigo? Por que eu estava sendo tão covarde?
Charlie já sabia, Edward e Alice também... Não era isso que eu evitava? Não era isso que eu tanto negava? Não estava fugindo da humilhação de descobrirem?
Eles já sabiam... Então, o que me impedia de aceitar a ajuda deles?
Chorei durante mais alguns minutos, mas depois me pus de pé, secando as lágrimas. Eu precisava tomar uma atitude.
Precisava de uma pessoa naquele momento.
E mais do que isso, precisava pensar em uma maneira de dizer adeus à pessoa certa dessa vez.
Notas finais
Bem, vou ficando por aqui. A gente se fala mais no domingo que vem. Quem quiser spoiler, já sabe, né? Só deixar email no review (;
E bem, semana que vem, algo me diz, que vocês vão amar o Edward ainda mais!
Besos, fofas ;*
N/B: já disse o quão patética é essa Bella? Pois é, mesmo com todos falando com ela, a idiota ainda nega. Isso estressa, mas eu espero sinceramente que ela ouça o pai agora. Até o próximo galera! (:
kisses, Tamy ;*
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