Encantado

15 Capítulo Quatorze - Time


Notas iniciais
Ei, meninas. Preparem-se para morrerem de amores pelo Edward e bem... leiam e descubram, rs.
A gente se fala mais na N/A! Divirtam-se ;*

Bella POV.

Meus passos eram apressados enquanto eu caminhava pelo quarto, pegando algumas peças de roupas e colocando em uma mochila. Eu respirava fundo, uma vez ou outra, pensando no que deveria fazer, como deveria agir. Tinha que ligar para o meu pai, conversar com ele, mas deixaria para fazer mais tarde.

Naquele momento, eu queria sair daquela casa antes que Riley chegasse.

Terminei de colocar as roupas que seriam necessárias durante alguns dias e por fim peguei o dinheiro que eu juntara durante tanto tempo. Escondi-o no fundo da mochila e a puxei para meus ombros. Corri até perto do telefone e deixei uma nota para Riley, dizendo-lhe que precisava de um tempo.

Por fim, saí da casa e a tranquei.

Eu realmente precisava de um lugar para passar a noite.

Puxei o capuz para meu rosto, com medo de que as pessoas vissem o corte que se formara ali, por causa do anel que Riley usava. Andei durante um tempo, até parar em um pequeno hotel. Pedi um quarto pela noite e paguei adiantado.

Depois de me forçar a comer algo, eu me deitei, suspirando pesadamente. Encolhi-me contra a cama, puxando meu celular para mim e indo até a agenda telefônica. Meus olhos pararam no nome de Edward e imediatamente lágrimas encheram meus olhos.

- Precisou que dois amigos seus fossem a Forks para me contar, Bella. – Lembrei-me das palavras do meu pai, sem tirar os olhos do celular. – Precisou que eles fizessem isso, porque não agüentavam mais ver o jeito que está vivendo.

Eu só tinha tido dois amigos que sabiam o que passava. Somente duas pessoas que pareciam se importar comigo o suficiente para fazer isso. Será? Será que Edward e Alice tinham ido até a pequena Forks, somente para conversar com meu pai?

E por que eles teriam feito uma coisa dessas? Eu lhes tinha dito adeus, eu pedi para pararem de se meterem na minha vida...

Suspirei pesadamente, sendo atingida por tantas dúvidas que eu nem sabia por onde começar. Levantei-me e caminhei até o banheiro, parando em frente ao grande espelho que havia ali. Retirei a blusa de frio que eu usava, assim como a camisa por baixo. Forcei o jeans e a calcinha para baixo, sem deixar, nem por um minuto, de me encarar.

Meu rosto tinha um hematoma começando a se formar, o corte ali parecendo um pouco pior do que eu imaginara. Meu pescoço estava um pouco dolorido e vermelho demais. No meu braço havia uma marca que me lembrava do que havia acontecido antes de meu pai chegar.

Fechei os olhos por um momento, várias imagens de tapas, cintos, apertões, ameaças, me invadindo.

Lembrei-me, logo em seguida, do meu pai. O jeito estranho que ele agira, as palavras que dissera. Eu tinha sido assim tão estúpida? Eu tinha mesmo me deixado passar por tanto?

Solucei alto, tornando a abrir os olhos. Eu tinha expulsado pessoas maravilhosas da minha vida, eu tinha mandado meu pai ir embora.

- Ou então o que? – As palavras de Riley me atingiram com força. – Vai me bater, é? Oh, não, espere... Vai me denunciar? Esqueci que você não tem coragem para fazer tal coisa... Você reconhece o seu lugar, Isabella. O lugar que te pertence, que cabe a você...

Balancei a cabeça, adentrando o box e ligando o chuveiro. Deixei que a água quente escorresse por meu corpo, relaxando meus músculos. Saí alguns minutos depois, colocando um pijama e me jogando na cama. Tornei a procurar meu celular, sem saber o que fazer, sem saber como agir.

Só que eu tinha certeza de que não agüentava mais ficar sozinha.

Eu precisava de alguém comigo. Alguém específico.

Eu precisava de Edward.

Digitei o número de seu telefone antes que eu pudesse pensar uma segunda vez. Chamou uma, duas, três vezes.

E ele não atendeu.

Mordi o lábio inferior com força, pondo o celular ao meu lado, decidida a esperar alguns minutos antes de ligar novamente. Meu coração batia forte contra o meu peito, porque eu não sabia se Edward e Alice me aceitariam de volta à vida deles.

Puxei o celular, pronta para ligar novamente. Porém, antes sequer que eu digitasse os números, o celular tocou.

E era Edward.

- Alô? — sussurrei, sentando-me na cama e puxando minhas pernas.

- Bella? – Fechei os olhos com força, tentando impedir as lágrimas que queriam sair. – Aconteceu alguma coisa?

Um soluço escapou de meus lábios e eu nem sabia dizer exatamente por que estava chorando. Não conseguia entender aquele aperto no coração, aquela vontade de estar perto de Edward, aquele desejo de me enterrar em seu abraço, somente para me sentir segura novamente.

- Bella? – A voz dele soou desesperada. – Por favor, fala comigo... Me diz o que aconteceu, me diga onde você está...

Solucei ainda mais, sem conseguir acreditar que alguém como ele poderia se preocupar comigo. Outra pessoa em seu lugar já teria desistido, teria me deixado para lá. Mas ele tinha ido até a cidade do meu pai, ele tinha conversado com ele. E agora... agora sua voz soava tão preocupada.

- Por favor, Bella – murmurou. – Se acalme e me diga onde você está...

Respirei fundo, procurando controlar minhas lágrimas, procurando me acalmar. Demorou alguns minutos, mas por fim eu fui capaz de formular uma frase coerente, falando o nome do hotel aonde estava.

- Respire fundo, ok? – pediu. – Eu chego aí dentro de alguns minutos.

Nós desligamos logo em seguida e eu me encolhi contra a cama, respirando fundo. Não havia entendido minha crise de choro, mas me sentia melhor agora, por mais estranho que soasse. Edward estava vindo, Edward não tinha desistido de mim.

Sorri um pouco, abraçando o travesseiro, meu coração batendo de forma acelerada. Lembrei-me do sorriso torto de Edward, do carinho dele, dos olhos verdes... Peguei-me suspirando, sem conseguir explicar exatamente por que me sentia assim. Só sabia que gostava de estar perto dele, de conversar com ele.

O telefone tocou, tirando-me de meus devaneios. Atendi e autorizei a moça da recepção, quando ela me perguntou se Edward podia subir. Levantei-me, tentando limpar o resto dos vestígios das lágrimas. Comecei a caminhar até o banheiro, disposta a lavar o rosto. Antes que eu pudesse, porém, uma batida soou à porta, fazendo com que eu perdesse o fôlego.

Mordendo o lábio e com as mãos tremendo, caminhei até a porta, enquanto me preparava mentalmente para abri-la.

Edward POV.

Minha terça-feira começou com várias reuniões. Mal tive de almoçar, mal tive tempo de sequer respirar. Por volta das duas, quando consegui uma pequena pausa, reuni-me com Emmett para resolver alguns problemas que ele estava tendo no setor. Ele mal saiu e já vinha mais gente, mais problemas, mais contratos.

Definitivamente, aquele dia estava sendo ruim.

Envolvi-me em tantas reuniões que pensei que não sairia da empresa nunca. Quando o relógio apontou sete da noite e eu vi que ainda tinha mais dois problemas para resolver, dispensei Marcus, que voltara a trabalhar naquele dia. Revi contratos, assinei alguns, tive que conversar com meus advogados para rescindir outros.

Então, finalmente, eu estava livre.

Tentei dar uma ajeitada na minha mesa, mas estava realmente tão cansado que deixei para o dia seguinte. Simplesmente puxei meu celular e minha pasta e saí da empresa, chamando um táxi.

Enquanto o taxista dirigia em direção ao meu apartamento, olhei meu celular, encontrando três chamadas perdidas. Cliquei para ver quem era e prendi a respiração.

Charlie. Alice. E... Bella.

Não parei para pensar em nenhuma das outras duas ligações. Simplesmente cliquei no número de Bella e liguei, porque ela tinha me ligado, ela tinha vindo atrás de mim.

- Alô? – A voz dela soou do outro lado e eu me peguei sorrindo, só então percebendo que a saudade que eu sentia era ainda maior do que eu pensava.

- Bella? – murmurei. – Aconteceu alguma coisa?

Escutei um soluço do outro lado do celular, sentindo meu coração de repente muito apertado. Bella tinha me ligado. Bella estava chorando.

- Bella? – Tornei a chamar seu nome. – Por favor, fala comigo... Me diz o que aconteceu, me diga onde você está...

Escutei mais soluços e imediatamente odiei ainda mais aquele dia na empresa. Porque Charlie iria embora naquela noite, ele havia me ligado, assim como Alice. Será que tinha acontecido alguma coisa? Será que Riley?...

Minha mão desocupada se fechou em punho antes que eu concluísse aquele pensamento. Procurei respirar fundo e, naquele momento, me concentrar em Bella e ninguém mais.

- Por favor, Bella – disse. – Se acalme e me diga onde você está...

Ela conseguiu, depois de alguns minutos, me dizer onde se encontrava, me passando o nome de um hotel. Afastei o celular um pouco da orelha, informando ao taxista a mudança de planos e voltei a falar com ela.

- Respire fundo, ok? – pedi. – Eu chego aí dentro de alguns minutos.

Pareceu demorar uma eternidade, mas finalmente o taxista parou em frente ao hotel. Estendi-lhe uma note de cinqüenta dólares, pedindo que ficasse com o troco, e desci, correndo até a recepção. A moça ligou para o quarto de Bella e alguns segundos depois, ela falou para eu subir e me disse o número do quarto.

O elevador pareceu demorar uma hora para chegar e ainda mais para chegar ao terceiro andar, que era o do quarto de Bella. Andei rapidamente até a porta dela, lendo os números nas portas, e parei, meu coração martelando cada vez mais rápido. Bati à porta e simplesmente esperei.

Vi quando a maçaneta foi girada e a porta foi abrindo levemente, mal conseguindo acreditar que a veria depois de ela dizer adeus, depois de tudo o que acontecera.

- Oi... – Bella sussurrou, entrando em meu campo de visão.

Eu a analisei imediatamente, sorrindo levemente ao vê-la de pijama. Uma calça preta com detalhes em amarelo e uma blusa de frio na mesma cor. Estreitei as sobrancelhas quando vi uma marca em seu pescoço e outra em seu rosto. Sem dizer nada, me aproximei, afastando um pouco a gola de sua camisa. Engoli em seco ao ver a marca ali e depois na bochecha.

- Bella... – murmurei.

Duas lágrimas escorreram de seus olhos e ela me deu um sorriso triste. Com o coração batendo forte contra meu peito, ergui a mão, tirando as lágrimas de seu lindo rosto. Permaneci calado, apenas porque eu não sabia o que dizer.

Passeei meus dedos de leve por seu hematoma e pelo corte. Bella estremeceu de leve, aquele tom de rosa que eu amava tanto tomando conta de sua bochecha. Antes que eu sequer pensasse no que estava fazendo, me vi inclinando e depositando um beijo no local.

Sua bochecha parecia ainda mais quente sob meus lábios, o que me fez sorrir. Meu corpo se arrepiou por completo, meu coração parecia a ponto de explodir em meu peito. Porque naquele momento, eu me encontrava ainda mais apaixonado por ela. Porque eu queria cuidar dela. Porque eu queria protegê-la.

Abaixei minha cabeça, depositando um beijo também em seu pescoço, percebendo-o corado também.

Um soluço alto escapou de sua boca e eu me afastei. Puxei-a para um abraço, deixando que ela soluçasse, deixando que ela tirasse toda aquela dor que estava dentro dela. Caminhei para dentro do quarto, seu corpo ainda contra o meu, e fechei a porta.

- Shhh... – murmurei. – Vai ficar tudo bem, Bella, eu prometo.

Ela passou alguns minutos abraçada comigo e eu somente fiquei ali, acariciando suas costas e cabelos, sussurrando que tudo ficaria bem. Aos poucos seus soluços foram diminuindo, seu aperto se tornou mais pesado e ela afastou a cabeça um pouco, fitando-me com os olhos cheios de dor.

- Obrigada – sussurrou. – E desculpe.

Sorri um pouco, depositando um beijo em sua testa. Deixei que meus lábios demorassem um pouco, apreciando o momento.

- Não se preocupe – disse. – Está melhor?

Ela assentiu, um sorriso atingindo seu rosto. Não era o sorriso certo, porém; ele não chegava a seus olhos. Ela bocejou logo em seguida e corou quando percebeu que eu vira.

- Talvez você devesse se deitar um pouco – sugeri, colocando uma mecha do seu cabelo atrás de sua orelha.

Bella mordeu o lábio inferior, olhando para cama e depois para mim. Suas bochechas se tornaram ainda mais coradas.

- Eu... – sussurrou. – Eu não quero ficar sozinha... Você pode ficar aqui até eu adormecer?

Meu coração pareceu parar por um segundo, só para logo em seguida bater com o dobro de velocidade.

Se Bella quisesse, eu ficaria com ela para sempre. Ela nunca teria de ficar sozinha.

- Você não tem que ficar sozinha, Bella – disse, segurando sua mão boa. – Não precisa se preocupar. Eu vou ficar com você enquanto me quiser.

Ela assentiu e andou até a cama, sua mão ainda dada com a minha. Ela a soltou para se deitar na cama e eu me sentei no sofá, fitando seus olhos castanhos, simplesmente fitando-a.

- Você... – Ela começou. – Você se importa de deitar aqui um pouco? É que... bem, eu me sinto segura em seus braços.

Sabendo que eu acabaria falando coisas que não devia caso abrisse a boca, simplesmente assenti. Ela se mexeu, colocando seu corpo no centro da cama e eu me deitei, por cima do cobertor, acariciando seus cabelos, seu hematoma. Aos poucos sua respiração foi acalmando, seu corpo relaxando.

E eu simplesmente fiquei ali, olhando-a. A forma que seus lábios ficavam entreabertos, que seu cabelo caía no rosto, a mão aninhada debaixo do queixo. Eu me sentia quase como se pudesse ficar ali para sempre, simplesmente a olhando. Me cansar parecia ser algo completamente impossível.

Ela suspirou entre o sono, murmurando algo que eu não consegui escutar. Aos poucos, foi falando cada vez mais. Às vezes ela franzia a testa e soltava um ‘não’, outras vezes o nome do pai escapava de seus lábios.

Entretanto, nada, nenhuma palavra me encantou mais do que quando ela disse aquilo. Quando ela ganhou meu coração ainda mais.

- Edward...

Se eu pudesse, ficaria ali durante toda a noite, tomando conta de seu sono, a protegendo. Só que eu ainda tinha algo a fazer. Algo que eu já tinha adiado há muito tempo.

Levantei-me, tomando cuidado para não acordá-la, e procurei por um papel e uma caneta. Deixei próximo ao seu celular uma nota, avisando que eu estaria de volta no dia seguinte para levá-la para o trabalho. Saí logo em seguida, já com meu celular no ouvido, já pedindo por um táxi.

Não demorou muito para que o mesmo chegasse. Dei o endereço da casa de Bella e pedi que ele parasse uma quadra antes.

- Me espere aqui, ok? – pedi. – Não devo demorar.

Atravessei a rua e me aproximei da casa. Talvez a sorte estivesse ao meu lado, porque assim que cheguei, vi um Riley muito bêbado caminhando até a porta. Esperei que ele a abrisse e entrei junto com ele. Seus olhos se arregalaram, seu corpo mal se contendo em pé.

- Isso... – comecei, empurrando-o contra a parede e socando-o com toda força no rosto. – É para você aprender a procurar alguém do seu tamanho. É para você não bater em mulheres mais, seu covarde.

Seu corpo caiu no chão, sua mão imediatamente indo até o local que eu havia atingido. Sorri amargamente para ele e dei-lhe um chute no estômago, aproximando meu rosto do seu, torcendo para que ele acordasse com dor no dia seguinte.

- Quando virar homem e tiver coragem o suficiente para enfrentar alguém do seu tamanho, é só me procurar.

Sentindo-me um pouco melhor por ter finalmente feito isso, saí da casa, voltando até o táxi. Peguei-me sorrindo, lembrando-me da sensação de seu corpo contra o meu, de meus braços em volta dela, o seu cheio, a suavidade de sua pele. Lembrei-me dela dizendo que se sentia segura comigo, dela dizendo meu nome enquanto dormia.

- Chegamos, senhor – anunciou o taxista.

Entreguei-lhe vinte dólares e saí do táxi. Tomei um banho e comi rapidamente, deixando para ligar para Charlie e Alice no dia seguinte. Joguei-me na cama, rezando para que o dia seguinte chegasse rápido, rezando para ver Bella novamente.

E não demorou muito para que eu dormisse.

Bella POV.

Acordei no dia seguinte me sentindo um pouco melhor. Não sabia o que tinha dado em mim para dizer aquelas coisas a Edward, mas sabia que todas elas eram verdades. Eu me sentia segura com ele, eu gostara de tê-lo acariciando meu cabelo até que eu dormisse, eu gostara de sentir seus lábios contra minha pele, seus braços ao meu redor.

Sorri ao ver sua caligrafia em um pedaço de papel, dizendo que me pegaria para ir ao trabalho. Tomei banho rapidamente, arrumando tudo em uma mochila e saindo do hotel. Fechei a conta, pagando pelo jantar e café da manhã e saí, procurando pela limusine. Entretanto, no lugar dela, vi o carro de Edward e o mesmo encostado contra a porta.

- Bom dia – murmurei, mordendo o lábio inferior e sentindo minha bochecha corada demais.

- Bom dia, Bella – sorriu. – Como está?

- Bem... – disse. – Obrigada pela noite passada.

Ele abriu a porta para mim e deu de ombros, dizendo que não tinha sido nada. Esperei que ele desse a volta e adentrasse o carro, ligando-o.

- Eu... – comecei. – Eu preciso te pedir uma coisa.

Edward me olhou rapidamente, já dirigindo.

- É só falar, Bella – sorriu.

Suspirei pesadamente.

- Eu queria que... – mordi o lábio inferior. – Se não tiver problema, me ajudasse a encontrar um pequeno local para morar...

- Local para morar? – indagou, parecendo surpreso.

- Sim – sussurrei. – Acho que eu realmente preciso de um tempo, sabe?

Ele assentiu, sorrindo novamente. Disse que se soubesse de alguma coisa, me falaria e logo em seguida me deixou no trabalho, prometendo voltar para me buscar.

Nas próximas duas noites, adormeci em hotéis. Fui até o hospital, na sexta, e retirei o gesso. Alice me acompanhara, feliz por eu tê-la aceitado de volta a minha vida.

- Vamos comer alguma coisa? – indagou.

- Ah... – Olhei o relógio, mordendo o lábio inferior. – Eu ia passar na casa de Riley e pegar algumas roupas...

Alice me olhou, sorrindo um pouco, mas logo voltou a prestar atenção no trânsito.

- Você sabe que se precisar, pode ficar alguns dias conosco, certo? – disse. – Mamãe e papai ficariam muito felizes e eu tenho certeza que Edward também.

Suspirei.

- Eu sei disso, mas preciso mesmo começar a caminhar com minhas próprias pernas – murmurei. – Sei que vou gastar um pouco agora com hotel, mas logo arrumo um lugar pequeno para mim, você vai ver.

Ela sorriu, assentindo.

- Quer que eu te leve até a casa de Riley e espere na porta? – indagou. – Daí podemos ir comer alguma coisa... Eu só preciso dar uma passadinha na loja antes.

Revirei os olhos.

- Deixe-me na casa dele – comecei –, vá para a sua loja e nós nos encontramos dentro de meia hora, pode ser?

Ela assentiu. Despedi-me dela assim que paramos em frente à casa dele e combinamos de nos encontrar em um café perto do hotel onde eu estava ficando. Acenei mais uma vez para Alice e puxei minhas chaves, usando-as pela primeira vez em dias. Esperava que Riley ainda estivesse trabalhando, como eu esperava. Normalmente, ele nunca voltava cedo para casa mesmo.

Entretanto, assim que abri a porta, o vi sentado no sofá. Ele ergueu a cabeça imediatamente, sorrindo para mim. Não me passou despercebido o seu olho roxo e seu lábio cortado.

- Ora, ora... – riu, se pondo de pé. – Olha quem resolveu dar o ar de sua graça.

Engoli em seco, me encostando contra a porta e me xingando imediatamente por deixar o medo me dominar. Não sabia se Riley estava bêbado e não contava com sua presença no momento.

- E onde está o hematoma em seu rosto, querida? – indagou. – Está precisando de um novo?

Passei a mão pelo meu rosto, feliz por estar usando maquiagem. Não queria que ninguém na rua visse, não queria Sue e Angela me fazendo perguntas.

- Riley – disse, me surpreendendo quando minha voz saiu firme –, eu só passei aqui para pegar minhas roupas.

Ele ergueu as sobrancelhas.

- Suas roupas? – indagou.

Assenti.

- Eu preciso de um tempo – murmurei. – Não vou ficar aqui muito, só pegar algumas coisas... A gente conversa depois...

Tentei passar por ele, mas ele me puxou pelo braço, empurrando-me contra a parede mais próxima. Um rosnado saiu de seus lábios e suas mãos se fecharam no meu pescoço. Imediatamente comecei a empurrá-lo.

- Me solta – gritei. – Me solta agora!

- Nada de tempo, Isabella – disse. – Nenhuma mulher me deixa. Nenhuma!

Seus olhos pareciam negros de ódio, suas mãos me apertavam cada vez com mais força. Mas não me acovardei.

- Pois sempre tem uma primeira vez para tudo – murmurei. – E eu preciso desse tempo.

As próximas coisas aconteceram muito rapidamente para que eu as processasse. Riley me jogou no chão e me chutou com força, uma, duas, três vezes, fazendo com que eu perdesse o fôlego imediatamente. Tornou a me colocar de pé de novo, somente para me jogar no chão.

Senti minha cabeça batendo na mesinha de centro, o vidro dela partindo-se. Meus olhos se fecharam imediatamente, meu corpo mole demais.

E eu simplesmente não vi mais nada.

Notas finais
N/A: Ei, ei! Chegando um pouquinho tarde, mas chegando! Desculpem-me o atraso, mas a beta não pode olhar o capítulo hoje e tudo o mais... Se não fosse pela fofa da lucrepusculo (@lumichelutti), eu nem postaria hoje. Obrigada, sua linda ♥♥
Então, pois é. Bella finalmente começou a tomar coragem de sair de casa e caminhar com as próprias pernas, mas Riley não parece aceitar isso muito bem... E bem, Edward não aguentou ver Bella mais machucada e depois de tanto carinho no quarto do hotel, ele foi lá e bateu nele :') Não sei se vai ter próximo capítulo, ok? Porque nesse momento, estou roubando o Edward para mim e fugindo! Brincadeira, vai ter sim (;. E... para concluir, esse capítulo se chamaria 'Angel', mas ficou grande demais e não coube o que eu quis, por isso vou colocar esse nome no próximo, ok?
Quem quiser, só deixar email - e comente algo sobre o capítulo, pfvr, não deixe só o email. Quero saber o que acharam! - que eu mando spoiler.
Por hoje, é só. Mais uma vez, Lu, obrigada :33 Dedico esse capítulo a você, ok? Sua fofa! ♥
Até domingo que vem, meninas (;
Besos enormes ;*