Encantado

18 Capítulo Dezessete - Turned Page - Parte II


Notas iniciais
Ei, meninas. Capítulo chegando mais cedo - de madrugada -, mas enfim... Espero que gostem (;
Até a N/A! :D Divirtam-se!

Edward POV.

Depois da notícia maravilhosa que Charlie me dera, convidei-o para tomar um café, já que fui informado que após a radiografia, as enfermeiras ajudariam Bella a tomar um banho e depois ela comeria algo.

Nós nos dirigimos para uma Starbucks próxima ao hospital, fizemos nossos pedidos e nos sentamos, ambos um pouco mais relaxados agora que Riley estava preso.

- Bella já sabe? – indaguei a Charlie, após um período de silêncio.

- Ainda não – balançou a cabeça negativamente. – Quando eu cheguei ao hospital ela já tinha sido levada para a radiografia e logo depois você chegou, então...

Eu assenti rapidamente, antes que ele terminasse de falar.

- Agora ele será processado – comentou. – Tem um período para arranjar um advogado e depois será marcada uma audiência, depois que Bella estiver curada e tudo o mais.

- Eu sei como é – murmurei.

Charlie assentiu.

- Você conhece algum advogado bom? – indagou. – Não estou me importando com dinheiro nesse momento. Bella provavelmente vai brigar comigo por querer pagar um advogado para ela, mas não ligo. Quero aquele canalha atrás das grades o máximo de tempo possível.

- Pode deixar essa parte comigo, Charlie – sorri. – Vou colocar o melhor advogado que conheço no caso. Quero isso tanto quanto você.

Ele sorriu para mim, tornando a assentir. Nossos pedidos chegaram e nós tomamos nosso café e comemos, trocando algumas palavras enquanto isso.

- Então... – comecei, depois de terminar de comer. Charlie ainda tomava seu café. – Bella comentou que eu a convidei para ficar na casa de meus pais enquanto se recupera?

Charlie franziu a testa, negando imediatamente.

- Ela não comentou nada comigo – disse. – O que não me deixa surpreso, é claro. Acho que ela não está acostumada com alguém cuidando dela.

- Eu sei – ri, revirando os olhos. – Ela teima em alugar um pequeno apartamento e contratar uma enfermeira, porque não quer te atrapalhar no trabalho... Meus pais ofereceram, minha mãe até está animada com isso, porque ela gosta de Bella, assim como minha irmã.

- Ela te disse que não aceitaria? – indagou.

- Ela me disse que ia pensar – suspirei. – Mas não sei se ela vai mesmo aceitar.

- Vou conversar com ela – disse. – Obrigado por estar fazendo isso, Edward. Você e sua família... têm feito tanto por Bella que...

Ele não terminou de falar, abaixando a cabeça e suspirando.

- Está tudo bem, Charlie – sussurrei. – Nós queremos que Bella fique bem e não é trabalho algum. Eu vou fazer o que estiver em meu alcance para Riley ficar longe dela e ela poder viver sua vida novamente.

Charlie levantou a cabeça, sorrindo para mim; seus olhos castanhos, tão iguais e diferentes dos da filha, brilhavam.

- Você é um bom homem, Edward – murmurou. – Você seria um ótimo homem para minha criança.

Parei por um momento, analisando suas palavras. Por fim, assenti rapidamente, engolindo em seco. Meu coração acelerou em meu peito, feliz pelas palavras que o pai de Bella dissera. Você seria um ótimo homem para minha criança.

- Vamos? – indagou, já se levantando. – Temos boas notícias a dar à minha filha.

Eu senti o sorriso nascendo em meu rosto e me levantei, indo pagar a conta. Ignorei os protestos de Charlie, não deixando que ele pagasse nada, e logo em seguida seguimos para o hospital. Enquanto eu dirigia, ele ia contando casos de quando Bella era criança, fazendo-me rir.

Quando chegamos, caminhamos diretamente para o quarto de Bella, já que nossas visitas estavam liberadas pelo meu pai. Bati à porta, ainda rindo dos casos que Charlie ainda contava.

Entramos quando escutamos o entre gritado por meu pai. Ele se encontrava perto da cama de Bella, a mesma sorrindo enquanto assentia para algo que ele dizia.

- Olá – cumprimentei-os. – Como você está, Bella?

Ela deu de ombros, fechando os olhos com força logo depois. Imaginei que doía fazer isso.

- Indo – disse, por fim. – Oi, pai.

Charlie se aproximou da cama, se sentando na cadeira que eu ocupava quando me encontrava ali. Fiquei do outro lado da cama, de pé mesmo.

- Como foi a radiografia? – Virei-me para o meu pai, que se encontrava no mesmo lugar.

Ele sorriu.

- Se continuar assim, Bella poderá tirar o dreno amanhã – disse. – Vai conseguir se mover um pouco mais e respirar melhor. Entretanto, como eu estava dizendo antes de vocês chegarem, as costelas demorarão um pouco mais para se curarem, então ela vai continuar sentindo dor.

Assenti, voltando-me para olhar para Bella, que estava fazendo uma careta.

- Ah, Bells... – Charlie começou. – Eu estava olhando com meus colegas hoje e acho que vou conseguir alguém para cuidar das coisas na delegacia enquanto fico aqui com você.

Bella arregalou os olhos.

- Não, pai – disse. – Eu disse que não precisa! Eu posso alugar um apartamento, até preciso fazer isso, e uma enfermeira não deve ser assim tão difícil de achar e...

- Você não precisa – interrompi-a. – Meus pais não se importam de tê-la na casa deles, muito menos Alice. Lá você teria alguém com você o tempo todo.

Ela balançou a cabeça.

- Eu disse que ia pensar, eu sei – sussurrou. – Mas não posso atrapalhar a vida de vocês assim. Então, decidi alugar um apartamento e contratar uma enfermeira.

- Você não vai atrapalhar em nada, Bella – meu pai sorriu. – Esme está até animada e Alice, bem... Você conhece Alice.

Todos nós rimos um pouco e Bella se encolheu um pouco quando uma nova onda de dor a atingiu.

- Então, criança – continuou Charlie –, você decide. Ou você fica com os Cullen ou me deixa te ajudar. De jeito nenhum que vou ficar tranqüilo em Forks com uma enfermeira cuidando de você.

Bella mordeu o lábio inferior com força, mas por fim assentiu.

- Tudo bem, pai – murmurou. – Eu fico com os Cullen. Você ficará mais tranquilo assim?

Ele assentiu imediatamente, um sorriso nascendo em seu rosto. Quando Bella se voltou para agradecer ao meu pai pelo convite, Charlie virou seu rosto para mim, piscando, e eu fechei a boca com força para não rir.

Voltei minha atenção para Bella, sabendo que ainda teria mais uma notícia para dar a ela. Entretanto, antes que pudéssemos dizer algo, o pager do meu pai soou e ele rapidamente o olhou, pedindo licença.

- Eu passo para verificá-la mais tarde, Bella – disse. – Vou deixar Esme saber que você deve receber alta em uns três dias. Até mais.

Ele saiu do quarto então, depois de acenar para eu e Charlie, e nós dois nos voltamos para Bella.

- Tem mais uma coisa que temos para falar com você, Bells – sussurrou Charlie, mal contendo um sorriso no rosto.

- O quê? – indagou. – Aconteceu algo?

- É uma notícia boa – sorri para ela. – Pelo menos, eu acredito que é.

- Bem, Bella... – Charlie pegou a mão da filha, apertando-a gentilmente. – Riley foi preso hoje.

Nós dois fitamos Bella durante algum tempo, observando sua reação. Ela ficou em silêncio durante alguns minutos, seus olhos o tempo todo no rosto do pai e algumas vezes no meu. Por fim, assentiu.

- Tudo bem – disse. – E agora, o que acontece?

Charlie repetiu para Bella o que havia falado comigo na Starbucks. Meus olhos nunca se desviaram dos de Bella, procurando por alguma reação. Ela ficou calma porém, sempre assentindo e ocasionalmente fazendo uma pergunta.

- Agora – começou Charlie, após terminar de falar –, vou deixar meus colegas de trabalho saberem que volto para lá em uns dois dias. Você vai ficar bem, criança?

- Vou sim, pai – sorriu. – Obrigada por vir.

Ele sorriu de volta, inclinando-se e depositando um beijo na testa dela, o que fez com que eu sorrisse.

- Volto em algumas horas – disse. – Até logo para vocês dois.

Acenei para ele e esperei que ele saísse do quarto para dar a volta na cama e me sentar na mesma cadeira de sempre. Apoiei meus braços na cabeça, inclinando-me um pouco, ainda sorrindo.

- Animada para ir embora logo? – indaguei.

Bella sorriu.

- Você não faz nem ideia – sussurrou.

Nós ficamos em um agradável silêncio e logo Bella bocejando, seus olhos abrindo-se e fechando de forma lenta. Eu me vi perdido naqueles pequenos movimentos, sorrindo. Ela era tão linda...

- Desculpe-me – bocejou novamente. – Eu acho que esses remédios para dor acabam me fazendo relaxar demais...

Ri baixinho, passando a mão nos meus cabelos.

- Está tudo bem, Bella – disse. – Pode dormir, eu vou ficar por aqui.

- Sempre? – indagou, os olhos já fechados, sua mão procurando a minha. Um sorriso sonolento tomava conta de seus lábios.

- Sempre – prometi, apertando sua mão e depositando um beijo ali.

Ela dormiu logo em seguida, sua respiração indo e vindo lentamente. Apoiei minha cabeça na cama, sorrindo para o seu rosto sereno. Suspirei, sentindo meu coração batendo de forma acelerada contra o meu peito, sem conseguir deixar de sorrir.

Fechei meus olhos, prometendo que não dormiria, apenas ficaria curtindo aquele silêncio no quarto e sentindo a mão de Bella na minha.

Porém, não consegui cumprir tal promessa e logo estava dormindo também.

Bella POV.

Quando acordei, horas mais tarde, Edward dormia sentado na cadeira, sua cabeça mais uma vez apoiada na cama. Seus dedos ainda estavam entrelaçados com os meus. Sorri para essa imagem e dessa vez não tentei acordá-lo, apenas fiquei ali, pensando em tudo o que tinha acontecido naquele dia.

Depois de fazer minha radiografia, as mesmas enfermeiras de ontem me ajudaram a tomar banho e depois, já deitada na cama, trouxeram comida para mim. Carlisle chegou logo em seguida, falando de meu progresso e que eu provavelmente, se tudo continuasse assim, iria receber alta dentro de uns três dias. Fiquei em pânico por um minuto, pensando já em como iria achar um apartamento e uma enfermeira nesse curto espaço de tempo.

Havia prometido a Edward que iria pensar em sua proposta, mas não podia aceitá-la. Não queria atrapalhar seus pais e Alice. Sabia que me tornaria um pouco dependente e não gostava de dar trabalho às pessoas.

Entretanto, meu pai tinha outros planos. Quando ele e Edward chegaram, interrompendo Carlisle no final de sua explicação, eu tive que aceitar. Não podia atrapalhar o trabalho do meu pai, a vida que ele levava e gostava em Forks. Agradeci a Carlisle, por fim, e em seguida, recebi mais uma notícia.

Riley havia sido preso.

Não houve dor. Aquela pessoa que conhecera Riley em La Push não era mais a mesma. Eu não era mais aquela menina apaixonada que tinha cedido aos seus encantos. E ele já devia estar preso há muito tempo; eu só tinha demorado demais.

Ouvi as palavras de meu pai com atenção, fazendo algumas perguntas em algumas vezes. Consegui compreender tudo e me mantive séria, indiferente à novidade. Sabia que teria de esperar um tempo até o julgamento e até estar livre dele completamente, mas logo tudo teria acabado.

Em breve, Riley seria, de fato, uma página virada em minha vida.

- Bella?

Pisquei várias vezes, saindo de meus devaneios e virando o rosto. Edward me encarava, seus olhos preocupados, sua testa franzida.

- Está tudo bem? – indagou.

Sorri para ele, assentindo. Apertei sua mão que estava na minha.

- Está sim – disse. – Só pensando em tudo...

Ele me fitou durante alguns segundos, mas logo assentiu. Então, um sorriso tomou conta de seu rosto e ele encolheu os ombros.

- Desculpe-me por ter dormido de novo – riu. – Acho que sempre acabo fazendo isso.

Revirei os olhos.

- Não se preocupe com isso – disse. – Você devia passar uma noite dormindo em uma cama de verdade... Há quanto tempo você não faz isso?

Ele deu de ombros.

- Não há problema algum – apertou minha mão. – Estou bem. Você recebe alta em alguns dias e estará livre de hospital por algum tempo.

- Hoje você vai dormir na sua cama – murmurei. – Amanhã você trabalha, então não quero atrapalhar seu sono. Posso ficar sozinha ou Charlie pode vir e ficar aqui. Você não tem que se preocupar.

Edward estreitou os olhos, mas por fim assentiu.

- Vou ligar para Charlie, então – suspirou. – Vou pedir que ele traga algo para você comer. Há algo que queira em especial?

- Não realmente – sorri. – Pode ir para casa, Edward. Meu pai logo chega e você está cansado demais.

Ele se levantou da cadeira, ainda segurando minha mão. Inclinou-se e depositou um beijo na minha bochecha.

- Volto amanhã para checá-la – murmurou. – Não acredito que tenha muito trabalho para fazer na empresa, então assim que terminar, venho para cá.

- Passe em casa e descanse mais um pouco primeiro – sussurrei. – Vou ficar bem, de verdade.

Ele sorriu.

- Qualquer coisa, me ligue, ok? Eu vou realmente passar aqui amanhã.

Edward soltou a minha mão e já ia saindo, mas eu o chamei. Ele se voltou para mim e eu tornei a puxar sua mão, esperando que seus olhos encontrassem os meus.

- Obrigada por tudo – disse. – De verdade.

Um brilho passou por seus olhos, um brilho que não consegui entender. Ele tornou a sorrir.

- Não há de quê – piscou.

Eu o observei sair, sentindo meu coração acelerado contra o meu peito. Fechei os olhos, lembrando-me do brilho nos olhos dele e em um minuto de devaneio, perguntei-me se estava vendo algo a mais ali. Porém, balancei a cabeça logo em seguida, me xingando mentalmente.

Meu pai chegou alguns minutos depois, dizendo que já avisara a Sue sobre o meu estado e que eu não iria trabalhar durante algumas semanas. Assenti, sem mais nada para dizer. Eu não gostava de me ausentar do trabalho, mas nesse momento não podia fazer nada.

Meu pai concordou em dormir ali comigo. Ele havia comprado um lanche para nós dois e depois ficamos vendo um pouco de televisão. Um pouco antes de dormir, uma enfermeira apareceu no quarto, me dando mais remédios. Charlie já roncava no sofá no canto do quarto, o que me fez sorrir.

Peguei o controle e desliguei a televisão, fechando os olhos. Eu havia dormido naquela tarde, mas incrivelmente sentia sono. Lembrei-me de Edward dormindo com a cabeça apoiada na cama e sorri, a imagem de seus olhos fechados, seus cabelos bagunçados, sua mão na minha...

Ele vinha sendo um bom amigo e eu sabia que nunca seria capaz de agradecer a ele pelo tudo o que fizera.

E pensando nele e em tudo o que acontecera, me permiti dormir, torcendo para ir embora do hospital logo.

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Acordei no dia seguinte e me vi sozinha no quarto. O sofá que Charlie dormira já estava arrumado novamente, o quarto incrivelmente silencioso. Puxei o controle da televisão novamente, deixando-a ligada em um canal de desenhos. Não pude prestar muita atenção, entretanto, já que alguns minutos depois Carlisle e uma enfermeira chegaram e eu fui levada para fazer mais uma radiografia.

Mais uma vez recebi ajuda para tomar banho, querendo tirar aquele dreno logo só para não ter que ficar tomando banho de cadeira de rodas. Depois de devidamente vestida e já na cama, recebi comida e logo me encontrava sozinha novamente.

Depois de assistir um pouco de televisão, desliguei, desejando que eu tivesse algum livro ali para me distrair. Pensar nisso fez com que eu me lembrasse que minhas roupas ainda estavam na casa de Riley. Eu precisava passar lá e pegá-las antes de ir para a casa dos Cullen.

Uma batida à porta tirou-me de meus devaneios. Gritei um entre e logo tive um vislumbre de cabelos bronze. Porém, eles não pertenciam a Edward e sim à sua mãe, Esme.

- Boa tarde, Bella. – Ela sorriu gentilmente. Entrou e fechou a porta, andando até a cama. – Como se sente?

- Ainda um pouco dolorida – sorri para ela. – Sente-se aqui, por favor, Esme.

Ela caminhou até a cadeira e se sentou, colocando sua bolsa no colo.

- Você já sabe quando vai receber alta? – indagou-me.

- Carlisle disse ontem que era dentro de três dias – disse. – Então, acredito que depois de amanhã estarei liberada para ir.

Seus olhos não se desviaram de mim nenhuma vez e ela ainda sorria, assentindo.

- Estamos felizes por você ter aceitado ficar lá em casa enquanto se recupera – murmurou.

- Eu não queria incomodar... – comecei. – Se for algum problema, eu posso ir...

- Não, não há problema – interrompeu-me. – Estamos felizes, Bella, de verdade.

Sorri para ela, assentindo. Movi-me um pouco na cama, fechando os olhos com força quando as pontadas me atingiram.

- Está tudo bem? – indagou.

- Sim, sim – sussurrei. – Só não posso me mexer.

Ela assentiu.

- Sabe, Bella... – suspirou. – Fiquei um pouco surpresa quando soube o motivo de você estar aqui no hospital.

Corei, mordendo o lábio inferior.

- Eu imagino – disse. – Acho que todos que não sabiam ficaram.

Esme tornou a assentir.

- Eu sei que nós não nos conhecemos muito bem – continuou –, mas queria que soubesse que não deve se sentir envergonhada, Bella. A pessoa que deve ter vergonha. E quero que saiba também que se precisar de algo, é só pedir. Pelo que conversamos e pelo que Edward e Alice falam de você, sentimos como se já a conhecêssemos há anos.

- Obrigada – sussurrei, com lágrimas nos olhos. Esme apertou minha mão, sem deixar de sorrir. – De verdade.

Peguei-me lembrando de quando eu adoeci e aquela família me acolheu e me deu carinho, carinho que eu nunca recebera da minha mãe. Desde o começo eles tinham sido tão bons e eu sabia que nunca seria capaz de agradecer por toda dedicação e preocupação.

Esme conversou comigo mais um pouco, até Edward chegar com Sue e Angela. Elas não ficaram muito, apenas conversaram um pouco e me desejaram melhoras. Agradeci mentalmente o fato de elas não mencionarem o motivo de eu estar ali. Esme foi embora junto com elas, dizendo que voltaria para me ver no dia seguinte, com Alice. Eu tornei a agradecer e então elas se foram, deixando Edward e eu sozinhos.

- Como foi seu dia? – indaguei. – Trabalhou muito?

- Um pouco – deu de ombros. – Se sente um pouco melhor?

- Só quero tirar esse dreno – sussurrei. – Acho que vou me sentir melhor depois disso.

Ele sorriu, assentindo.

Carlisle apareceu alguns minutos depois, trazendo uma boa notícia. Eu seria levada para retirar o dreno. Edward ficou me esperando no quarto enquanto me levavam para retirá-lo. Senti-me melhor após retirar, já que conseguia respirar e suspirar sem sentir aquela dor de outrora. Quando voltei para o quarto, Charlie e Edward estavam ali, conversando.

Mais uma vez insisti para que Edward fosse para casa descansar. Ele relutou um pouco, mas acabou concordando. Prometeu voltar no dia seguinte, antes de meu pai ir embora. Por fim, ficamos novamente só nós dois.

Naquela noite, eu demorei um pouco para dormir, pensando em como as coisas seriam daqui para frente. Ficaria um tempo na casa dos Cullen, mas não sabia ao certo quanto. Depois teria que procurar um apartamento e talvez até já pudesse começar a faculdade.

Por fim, os remédios começaram a fazer efeito e eu fechei os olhos, deixando que o sono tomasse conta de mim.

Edward POV.

Eu saí do hospital depois de prometer a Bella que voltaria no dia seguinte, deixando que ela tivesse um momento com Charlie, que partiria naquela terça, à noite. Fui para casa e tomei um banho longo, sorrindo ao pensar em Bella. Dentro de dois dias ela iria para a casa dos meus pais, longe daquele Riley.

E ninguém nunca mais a machucaria.

Eu já havia entrado em contato com um advogado e ele logo conversaria com Bella. E se dependesse de mim, as coisas daqui para frente só melhorariam para ela.

Fiz uma macarronada e comi em frente à televisão, antes de me jogar na cama, bocejando levemente. Puxei meu celular para ajustar o alarme, mas antes mesmo que pudesse fazer tal coisa ele tocou.

Era um número desconhecido.

Franzindo a testa, atendi, colocando o aparelho na orelha.

- Alô? – murmurei. Meus olhos se arregalaram quando ouvi a outra voz. – Riley?

- Olá, Cullen – disse. – Só tenho direito a essa ligação e tenho que ser rápido... Será que você poderia vir aqui amanhã para conversarmos?

Franzi a testa, minha mão livre se fechando em punho. Suspirei pesadamente, sem responder nada. O que esse canalha poderia querer comigo?

Notas finais
N/A: Oi, povinho fofo hahahaha. Como estão? Bem, o que acharam? O que será que Riley quer com Edward, hein? E no próximo capítulo, own, vai acontecer algo muito amor hahaha. Não conto. Comentem, ok? Algumas pessoas andaram dando uma sumida e espero que voltem agora... mas né...
Capítulo postado agora graças à Lu, porque se ela não tivesse betado, provavelmente eu o postaria só na segunda. Viajo mais tarde e não sabia se iria conseguir postar. Bicadinha, sua fofa ♥
Bem, quem quiser spoiler, já sabe.
Até o próximo, meninas!
Besos ;*