Encantado
19 Capítulo Dezoito - So Close
Notas iniciais
Edward POV.
Continuei em silêncio durante alguns segundos, sem saber o que responder a Riley. Suspirei pesadamente, sabendo que ele logo teria de encerrar a ligação. Sabia que ficaria curioso caso negasse, mas não queria dar a ele o gosto de me ver, de achar que era só pedir e eu iria correndo até a ele.
- Eu tenho que ir... – Riley disse, quebrando o silêncio e me tirando de meus devaneios. – Caso possa vir aqui até amanhã, o horário de visitas começa as duas e termina às cinco.
Antes que eu pudesse falar alguma coisa, ele encerrou a ligação. Afastei o celular da orelha, ainda tentando imaginar o que ele queria comigo. Por fim, respirei fundo, já começando a discar o número do celular de Charlie, torcendo para ele não estivesse dormindo.
- Edward? – Ele sussurrou. – Algum problema?
- Oi, Charlie – suspirei. – Sinto muito se te acordei, mas...
- Não, não. – interrompeu-me. – Bella acabou de dormir. Só um minuto que vou sair do quarto, assim podemos conversar um pouco mais.
Esperei alguns segundos, esperando ouvir o barulho da porta sendo aberta e fechada. Quando não ouvi, sorri. Charlie obviamente estava sendo cuidadoso e tudo isso para não acordar Bella.
- Pronto – disse. – O que aconteceu?
Respirei fundo, decidido a falar de uma vez.
- Riley me ligou – sussurrei. – Quer que eu vá até lá amanhã porque ele tem algo a me dizer.
A respiração de Charlie mudou, mas ele não disse nada durante algum tempo. Esperei pacientemente, sabendo que minha reação tinha sido muito parecida, se não igual, a dele.
- Você disse algo? – indagou.
- Não. – Sentei-me na minha cama, apoiando o cotovelo do braço livre no joelho e a cabeça na mão. – Não sabia o que dizer. Não sei se devo ir.
- Entendo... – Ele mais uma vez ficou em silêncio durante algum tempo. – Eu acho que é melhor você ir e ver logo o que ele quer... Ligue para o advogado e veja se há algum problema, você sabe... Por causa do julgamento.
- Certo – assenti, mesmo ele não podendo ver. – Você vai avisar a Bella ou algo assim?
- Vou dizer a ela... – murmurou. – Mas acho que devemos esperar até que você saia da prisão... Para sabermos o que ele quer.
- Certo. Falo com você amanhã, Charlie. Tenha uma boa noite.
- Ok. Ligue-me de manhã. Talvez eu te acompanhe até lá e fique esperando na porta.
- Tudo bem.
Despedimo-nos e eu desliguei, rolando de volta para a cama e puxando a coberta para mim. Arrumei o despertador do celular e o coloquei próximo a mim, fechando os olhos logo em seguida. Suspirei pesadamente, sabendo que naquela noite eu custaria a dormir.
O que Riley poderia querer falar comigo?
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Assim que acordei no dia seguinte – antes mesmo do celular despertar –, liguei para o advogado que eu arrumei para Bella, lhe contando do pedido de Riley. Ele não viu problema algum, só disse para eu não dizer nada sobre Bella, somente para ouvir o que ele queria dizer e não demorar muito lá.
Deixei Charlie saber e ele combinou de ir comigo. Combinei de pegá-lo no hospital por volta das duas e corri para o banho, arrumando-me rapidamente para ir para a empresa.
Foi difícil trabalhar naquele dia. Meu pensamento estava na ligação de ontem e em Bella. Será que Riley queria me falar algo sobre ela?
Almocei na minha sala mesmo, tentando me focar em contratos. Por fim, quando o relógio marcou duas horas, fechei as coisas mais importantes e entreguei à minha assistente, deixando o resto para resolver no dia seguinte. Eu esperava que minha mente estivesse limpa amanhã e pudesse realmente me focar.
Mandei uma mensagem para Charlie, dizendo-lhe para me esperar na porta do hospital e parti. Tinha dado folga a Marcus nesses dias que Bella estava no hospital, então dirigi meu Volvo. Como eu havia pedido, Charlie me esperava.
- E então, pronto? – indagou assim que entrou no carro.
- Vamos lá – suspirei. – Vamos ver o que esse canalha quer.
Comecei a dirigir em direção à prisão, ainda me perguntando o que iria acontecer quando eu estivesse diante do homem que tanto machucou Bella.
Bella POV.
Quando acordei no dia seguinte, Charlie ainda dormia, roncando levemente no sofá. Tentei me virar um pouco na cama e, apesar de toda a dor, consegui com um pouco de custo. Suspirei, feliz por ter tirado o dreno e por aquela noite ser a minha última no hospital.
Uma batida soou à porta e eu tornei a me virar, vendo-a se abrir um pouco e revelar Mandy, a enfermeira ruiva que sempre me ajudava no banho. Ela sorriu quando me viu acordada, abrindo a porta totalmente e entrando.
- Bom dia, Bella – disse. – Como se sente?
- Um pouco melhor – sorri para ela. – Tenho algum exame para fazer agora?
- Não, não. – Ela olhou para o sofá onde meu pai dormia e sorriu. – Eu vim te ajudar no banho e depois vou trazer seu café.
Eu assenti, afastando as cobertas. Foi melhor tomar banho naquele dia. Eu não tinha que usar a cadeira de rodas mais, já que eu não estava mais usando o dreno.
Ela me apoiou enquanto eu escovava os dentes, mas como eu tinha que me esticar muito, não consegui pentear os cabelos.
- Vamos nos sentar na cama e eu ajudo você, querida.
Assenti, deixando que ela me guiasse até a cama. Sentei-me e esperei que ela penteasse meus cabelos úmidos e os trançasse. Mandy ajudou-me a me deitar novamente e saiu do quarto, dizendo que iria buscar a bandeja com o meu café.
Meu pai acordou nesse meio tempo, desejando-me bom dia antes de entrar no banheiro. Saiu de lá assim que Mandy chegou, de roupas trocadas e sorrindo um pouco.
- Melhor, criança? – indagou.
- Sim, pai – respondi, assentindo. – Vai tomar café comigo ou vai à rua?
Ele fez uma pequena careta para o conteúdo da bandeja, perguntando se eu podia ficar sozinha durante algum tempo. Revirei os olhos, acenando enquanto dizia que não tinha problema algum. Ele andou até o sofá e o ajeitou, puxando sua mala e pegando um pouco de dinheiro.
- Pai – chamei antes que ele saísse do quarto –, se importa de trazer algum livro para eu ler?
Eu vi um sorriso nascer em seu rosto, o canto de seus olhos mostrando um pouco de suas rugas e ri baixinho. Imediatamente fui tomada por memórias de quando eu ligava em seu serviço – quando ainda era pequena demais para dirigir sozinha até Port Angeles ou Seattle e comprar alguns livros –, somente para lhe pedir para trazer mais livros.
Acho que ele se lembrou disso também.
- Claro, criança. – assentiu rapidamente, caminhando até a mim e depositando um beijo na minha testa. – Vou tentar achar algum que você ainda não leu.
Ri novamente, feliz somente por ele estar feliz. Há quanto tempo eu não me sentia assim... Tão livre?
Assim que terminei de comer, Mandy levou minha bandeja e eu fiquei um pouco sozinha. Charlie chegou quase uma hora depois, trazendo dois livros. Eu os tirei da sacola, feliz por não conhecer nenhum.
- Obrigada, pai – sorri.
- Qualquer coisa, Bells – piscou, fazendo-me rir.
Fiquei lendo até a hora do almoço, que foi quando Esme e Alice chegaram. As duas trouxeram comida para mim e Charlie e se sentaram próximas a mim, rindo e contando casos.
- Ah, Alice... – comecei, me lembrando das minhas roupas que estavam na casa de Riley. – Será que você se importa de me fazer um pequeno favor?
- Claro que não – revirou os olhos. – Do que precisa?
- Será que você poderia passar na casa de Riley e pegar minhas roupas que estão lá? – indaguei.
- Claro que pego – sorriu. – Só me dizer o que precisa exatamente.
Disse a ela de algumas coisas que eram essenciais para mim e outras que eu podia pegar depois que arrumasse um apartamento.
- Meu Deus! – arregalei os olhos. – O hotel... Eu não volto lá desde sexta e...
- Calma, Bella – meu pai revirou os olhos. – Já resolvi tudo, pode ficar tranqüila.
Assenti, me sentindo um pouco mais aliviada. Depois que Esme e Alice foram embora, puxei um dos livros, começando a lê-lo novamente. Charlie interrompeu minha leitura pouco depois, dizendo que daria uma saída e voltaria logo. Assenti e agradeci a ele mais uma vez.
Passei toda a tarde lendo e logo acabei um dos livros. Puxei o outro, mas antes mesmo que pudesse ler o prólogo, a porta do quarto se abriu, revelando meu pai e Edward.
- Olá – sorri para eles. Fechei o livro e o repousei no meu colo. – Como estão?
Edward sorriu um pouco, se aproximando e depositando um beijo na minha bochecha. Corei um pouco, abaixando a cabeça imediatamente.
- Estou bem – murmurou Edward, se sentando na cadeira ao lado da cama. – E você, se sente melhor?
Assenti imediatamente, sorrindo para ele.
Meu pai andou em direção ao sofá, puxando sua mala. Por fim, veio até a mim, sorrindo um pouco.
- Infelizmente eu vou ter que ir, Bells – suspirou. – Precisam de mim em Forks amanhã... Você tem certeza de que vai ficar bem?
Revirei os olhos para ele, buscando sua mão e a apertando.
- Claro que vou, pai – ri. – Você meio que me intimou a ficar com os Cullen, lembra? Tenho certeza de que ficarei bem com eles.
Ele riu, dando de ombros, aparentemente sem sentir culpa alguma.
- Claro que vão – disse. – Eu vou voltar para o seu julgamento, ok? Você não tem que se preocupar com nada.
Por fim, nós nos despedimos. Ele depositou um beijo demorado em minha testa, deixou que eu beijasse sua bochecha e apertou a mão de Edward, agradecendo por tudo.
- Ligarei para você todos os dias – murmurou. – Se precisar de algo, é só me ligar. A qualquer hora.
Assenti e o vi andando até a porta. Senti-me bem melhor por dessa vez ele estar indo embora sem estarmos brigados nem nada do tipo. Eu havia ficado um pouco afastado do meu pai durante um tempo, mas as coisas estavam se ajeitando agora. Minha vida estava voltando aos eixos.
E eu gostava disso. Muito.
Virei-me para Edward, que ainda sorria um pouco. Eu sorri de volta para ele.
- E então... Como foi o seu dia? – indaguei.
Ele deu de ombros.
- Foi normal na parte da manhã... – sussurrou. – Na parte da tarde, bem... Eu meio que fui à prisão.
Estreitei meus olhos, tentando pensar em um motivo de Edward ir até lá. Quando enfim lembrei-me que Riley estava preso, ofeguei.
Edward tinha ido falar com Riley?
Edward POV.
Charlie ficou esperando do lado de fora, já que eu lhe disse que não pretendia demorar. Deixei que os policiais me revistassem e deixei com eles meu celular e minha carteira. Fui encaminhado até uma sala enorme, coberta de vidros dos dois lados. Várias pessoas conversavam com os prisioneiros através do telefone, protegidos pelo vidro.
Fui encaminhado até um canto e me sentei. Tive que esperar alguns minutos e logo eles trouxeram Riley que estava vestindo aquele horrível uniforme laranja.
Tive que conter o sorriso que queria nascer em meu rosto. Enfim, depois de tudo o que ele tinha feito com Bella, estava pagando. Ele iria merecer cada ano de pena que levaria.
Puxei um telefone quando ele fez o mesmo, colocando-o em meu ouvido. Permaneci sério, analisando o cara que tinha feito tanto mal à Bella. Seus cabelos eram loiros e seus olhos castanhos. Um sorriso presunçoso tomava conta de seu rosto.
- Olá, Edward – disse. – Fico feliz que tenha vindo.
Assenti.
- Não tenho muito tempo, porém – murmurei. – E acredito que nem você. Que tal me dizer logo o que quer?
Ele riu baixinho, assentindo.
- Só queria lhe dizer para não ter muitas esperanças, Edward – disse. – Isabella vai desistir dessa história de julgamento e divórcio, você vai ver. Então, voltaremos para a nossa casa e eu vou fazer questão de mantê-la longe de más influências como você.
Enrolei minha mão livre e que se encontrava no meu colo, em punho, louco para ter o prazer de dar um soco na cara dele e tirar aquele sorriso do rosto. Mantive tais emoções fora do meu rosto, porém.
- Ah, é? – sorri. – E você adivinha o futuro ou algo assim?
Seu sorriso sumiu um pouco do rosto, para voltar logo em seguida. Ele se inclinou um pouco.
- Eu conheço Bella – começou – porque ao contrário de você, vivi com ela durante um ano. Sei do que ela precisa. Você não.
Revirei os olhos.
- Para estar tão cheio de si, você deve realmente achar que a conhece – sussurrei. – Mas você não estava perto dela durante esses dias, Riley, não a escutou falar que iria contar tudo para a assistente social. Você está aqui porque Bella abriu a boca.
O sorriso tornou a desaparecer do seu rosto. Entretanto, dessa vez não voltou.
- Se era só isso que você tinha para falar, vou indo – continuei a falar. – A gente se vê no seu julgamento. Estarei lá, rindo da sua cara quando for julgado por ter sido covarde o suficiente e ter batido em uma mulher.
Ele rosnou baixinho.
- Espere! – disse, um pouco alto.
O guarda olhou, relaxando um pouco quando percebeu que tudo parecia estar bem.
- O que foi? – indaguei.
- Ela nunca vai ficar com você, Cullen – rosnou. – Nunca. Você deve estar todo apaixonadinho por ela, mas Bella ainda é casada comigo! Eu nunca vou dar o divórcio a ela.
Suspirei pesadamente, tranqüilo demais para deixar que as palavras dele me atingissem.
- A gente se vê no julgamento, Riley – disse. – Veremos então qual de nós dois está certo.
Ele ficou calado e isso para mim dizia que ele não tinha mais nada a dizer. Levantei, acenando para o guarda, querendo mostrar que tínhamos acabado de falar, e saí dali. Juntei todas as minhas coisas e me encontrei com Charlie no carro, um sorriso no meu rosto.
- O que ele queria? – indagou.
Ri, balançando a cabeça, enquanto ligava o carro.
- Queria dizer que Bella vai voltar atrás, retirar a queixa – revirei os olhos. – E que ele vai afastá-la de mim, que eu nunca vou ficar com ela... Que ele não vai dar o divórcio.
Charlie bufou, revirando os olhos também.
- E o que você disse? – perguntou.
- Disse que a gente se via no julgamento – dei de ombros. – Que lá veríamos quem estava certo e errado.
Charlie jogou a cabeça para trás, rindo alto.
- Boa! – bateu em meu ombro, o que me fez sorrir.
Nós rapidamente chegamos ao hospital. Charlie disse que iria embora dali a alguns minutos, então fomos diretamente para o quarto de Bella. Deixei que eles se despedissem e me despedi de Charlie, restando somente Bella e eu no quarto.
- E então... Como foi o seu dia? – indagou.
Dei de ombros.
- Foi normal na parte da manhã... – sussurrei. – Na parte da tarde, bem... Eu meio que fui à prisão.
Ela estreitou os olhos e depois ofegou.
- Você... – engoliu em seco. – Você foi falar com Riley.
Assenti.
- Ele me ligou ontem, pediu que eu fosse até lá – disse.
Eu a vi se ajeitar um pouco na cama.
- E aí? – murmurou.
- Está tudo bem, Bella – sorri para ela. – Ele queria me dizer que você mudaria de ideia, que retiraria a queixa e essas coisas.
Ela me observou durante algum tempo e depois relaxou na cama, assentindo.
- Sinto muito – disse. – Não queria que tudo isso mudasse algo em sua vida. Não imaginava que Riley iria querer perturbar você e...
Revirei os olhos.
- Relaxa, Bella – interrompi-a. – Sério. Não estou preocupado com Riley, só quero que você se cure.
Ela assentiu, abaixando a cabeça, mexendo no livro que – só agora eu reparara – estava no seu colo.
- Não vou voltar atrás – sussurrou. – Quero que ele pague pelo que fez e quero ficar livre.
Assenti, sorrindo para ela. Bella não viu, já que ainda olhava para o livro no seu colo. Caímos em um silêncio durante alguns minutos.
- Bella... – sussurrei, algum tempo depois. – Você não ficou com raiva por eu ter ido, não é?
Ela levantou a cabeça, nossos olhos se encontrando. Percebi que tinha me inclinado um pouco e isso deixava nossos rostos perto demais. Não me afastei, porém. Simplesmente me perdi na intensidade de seus olhos castanhos.
Os lábios de Bella se afastaram e eu podia sentir sua respiração no meu rosto. Tudo o que eu queria era me inclinar e tocar seus lábios nos meus.
Ficamos perdidos nos olhos um do outro durante alguns segundos, até que ouvi um baque. Movi meu rosto e vi que o livro que Bella segurava havia caído no chão, do outro lado da cama. Ainda meio atordoado, não pensei em dar a volta para pegá-lo. Inclinei-me por cima do seu corpo, ao mesmo tempo em que ela.
- Oh, desculpe... – murmurou Bella, virando-se.
Só que quando ela se virou, ficando de frente para o meu rosto, acidentalmente nossos lábios se tocaram e eu senti aquela corrente elétrica, aquelas borboletas no estômago, toda aquela paixão que eu sentia por ela, aumentando ainda mais.
Somente com um toque de lábios.
Por um momento ficamos ali, de lábios encostados, sem saber o que fazer. Antes que eu pudesse tomar uma iniciativa, ela se afastou, seu rosto corado, seus olhos arregalados.
- Eu... Eu... – gaguejou. – Eu...
- Está tudo bem, Bella – sussurrei, me afastando também.
Ela assentiu, abaixando o rosto, sem dizer mais nada. Fiquei sem saber o que dizer também, ainda afetado demais com o que tinha acontecido. As sensações que eu sentira quando nossos lábios se tocaram ainda tomavam conta de mim.
- Eu vou... Hm... Usar o banheiro para poder me trocar e dormir. – Coloquei-me de pé, dando a volta e pegando o livro de Bella. – Eu volto já, ok?
- Ok – sorriu um pouco. – Obrigada.
Assenti, sorrindo também, e corri até a mochila que eu trouxe, puxando uma roupa mais confortável. Corri até o banheiro, fechando a porta atrás de mim, respirando fundo.
Eu somente toquei os lábios de Bella e me senti assim... Se eu um dia a beijasse...
Suspirei pesadamente, balançando a cabeça e decidido a não criar esperanças. Comecei a trocar de roupa, antes que me deixasse guiar pelos meus pensamentos.
Eu estaria com Bella como ela precisasse. Sempre. Eu havia prometido.
E iria cumprir.
Bella POV.
Vi Edward adentrando o banheiro e me deixei escorregar na cama, mal ligando para a dor. Ergui minha mão, meus dedos passeando pelos meus lábios, meus olhos se fechando...
O que fora aquilo? Suspirei, sentindo... Bem. Sentir os lábios de Edward nos meus, mesmo que fora por pouco tempo... Era algo que eu nunca sentira antes.
Mas será que eu estava confundindo algo?
Ajeitei-me na cama, decidida a pensar nisso depois. Edward abriu a porta logo em seguida, sorrindo um pouco. Foi impossível não me lembrar do toque de lábios e minhas bochechas tornaram a corar.
- Então, quer ver televisão ou algo assim?
Assenti. Vi-o pegar o controle e ligar a TV, o entregando para mim logo em seguida. Mudei para um canal que estava passando um filme já na metade, mas nem liguei. Assisti Edward caminhar até o sofá onde Charlie dormiu essas duas últimas noites e senti meu coração apertado. Ele não iria sentar na cadeira e pegar minha mão como antes?
- Você não vai se sentar na cadeira? – perguntei, antes que pudesse me conter.
Ele se virou, sorrindo. Assentiu rapidamente, sentando-se ao meu lado, sua mão buscando a minha.
- Sempre, certo? – perguntei, levantando uma sobrancelha.
Ele levou minha mão aos seus lábios, um sorriso torto brincando ali.
- Sempre.
Ficamos em um silêncio confortável, meu polegar acariciando as costas da sua mão. Senti-me culpado por pedir Edward para ficar ali e provavelmente amanhecer com dor nas costas.
- Sabe... Se você quiser, pode ir deitar no sofá – sussurrei. Seus olhos verdes encontraram os meus. – Não quero que tenha dor nas costas ou algo do tipo.
Ele deu de ombros.
- Não se preocupe com isso – disse. – É só mais uma noite. E além do mais, prefiro ficar aqui com você.
Assenti com minhas bochechas corando novamente. Edward se esticou um pouco, somente para desligar as luzes do quarto. Abaixei um pouco o volume da televisão, vendo-o bocejar. Sorri quando ele apoiou a cabeça no colchão, seus olhos se fechando.
Algum tempo depois percebi sua respiração lenta e peguei o controle, desligando a televisão e me aconchegando na cama.
Senti a mão de Edward apertando a minha, o sorriso congelado em seu rosto. Perguntei-me, em um segundo de devaneio, se estava imaginando tudo.
Porém, se eu estava imaginando por que toda vez que ele me tocava, toda vez que ele estava perto, eu me sentia tão segura, com o coração acelerado e as borboletas no estômago?
Notas finais
Povinho, onde estão os reviews? Poxa, dou duro para postar todo domingo e ainda sempre ter um capítulo adiantado para mandar spoiler... ): Comentem, ok? Eu realmente amo saber o que acham ♥
Já sabem, quem quiser spoiler, só deixar e-mail, que eu mando assim que der :D
Até domingo que vem!
Besos enormes ;*
N/B: Awn... ♥ Esses dois são muito fofos juntos, gente! Dá vontade de pegar e sequestrar pra sempre! *aperta* Bom, esse Riley deve ter algum problema mental pra achar essas coisas... Espero que as coisas realmente melhorem daqui por diante e que esse nojento pague por tudo que fez a Bella!
Beijo povo ;*
Tamy.
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