Encantado

23 Capítulo Vinte e Dois - Faith


Notas iniciais
Yey, meninas. Espero que gostem do capítulo (;
A gente se fala na N/A!
Divirtam-se (;

Bella POV.

Eu escutei meu celular vibrando debaixo do travesseiro, indicando que era hora de acordar e me arrumar, mas não consegui me mexer, não queria me mexer.

Braços protetores me rodeavam e uma respiração quente batia contra a minha nuca. Não me assustei por acordar daquele jeito, pelo contrário, me aconcheguei mais ali. Aqueles braços faziam com que eu me sentisse segura e eu amava essa sensação.

Respirei fundo, olhando o quarto ao redor, ainda escuro. Coloquei meu celular para despertar um pouco mais cedo, com medo de acabar me atrasando. Agora tudo o que eu queria era dormir e adiar isso o tanto quanto possível.

O medo que eu havia sentido no dia anterior parecia ter triplicado agora.

Fechei os olhos e aos poucos senti o sono tomando conta de mim novamente. Porém, antes que eu pudesse dormir, senti os braços de Edward se apertando ao meu redor, puxando-me mais contra o seu peito.

- Bom dia – murmurou, depositando um beijo em minha cabeça.

Suspirei.

- Bom dia – disse.

Passamos um momento em silêncio, antes de Edward retirar seus braços de mim. Eu me virei, o vendo se sentar na cama e passando a mão nos cabelos, deixando-os ainda mais bagunçados. Sentei-me também, sentindo-me completamente confusa.

- Está tudo bem? – perguntei.

Ele suspirou pesadamente.

- Desculpe – murmurou. – É só que... Eu não queria invadir o seu espaço desse jeito... Eu só prometi que iria deitar no meu quarto depois que você adormecesse, mas acho que acabei dormindo também.

- Ei – interrompi-o, erguendo a mão e puxando a dele. Entrelacei nossos dedos e dei um aperto ali de forma gentil. – Não tem problema algum. Eu te pedi para ficar. Não precisa se preocupar.

Ele se virou, ficando um pouco sério por um momento, fitando-me com aqueles lindos olhos verdes. Por fim, assentiu e sorriu.

- Certo – disse. – Pronta para ir se arrumar?

Joguei-me na cama novamente, balançando a cabeça.

- Não sei – mordi o lábio inferior, sentindo meu coração batendo cada vez mais rápido. – Estou com medo...

Ele sorriu mais uma vez.

- Bella, vai dar tudo certo. – Apertou minha mão que ainda estava entrelaçada com a dele. – Eu prometo isso para você.

Assenti.

- Então, agora se levante e vai tomar um banho. A gente se encontra lá embaixo para o café, ok?

Edward se aproximou um pouco e depositou um beijo demorado na minha testa. Deixei que meus olhos se fechassem e suspirei, me acalmando imediatamente.

- Até daqui a pouco – murmurou.

Observei-o sair e permaneci uns minutos deitadas, antes de suspirar e me dirigir para o banheiro. Tomei um banho longo, deixando que meus músculos relaxassem e lavei o cabelo com cuidado. Saí do banho e escovei os dentes, para logo em seguida me enrolar em uma tolha.

Segui para o closet que havia no quarto, cheio de roupas minhas. Eu as encarei, pegando uns dos poucos vestidos que eu tinha, mas sem querer usar nenhum. Joguei algumas roupas na cama, tentando fazer combinações, sentindo meu coração voltando a bater acelerado.

E se as coisas dessem errado?

Joguei mais um par de roupas na cama, mas continuei sem gostar de nada. Por fim, sentei-me na cama, procurando respirar fundo, procurando me lembrar de alguma roupa que eu tivesse e que serviria para a audiência.

Alguns minutos depois, ainda sem ter conseguido escolher uma roupa, levantei-me, colocando um short e uma camiseta, apenas para que eu pudesse sair do quarto e pedir ajuda à Alice.

Caminhei até o quarto da mesma e bati à porta, sem saber se ela ainda estava dormindo ou mesmo se estava em casa naquela hora. Para a minha sorte, Alice abriu a porta após a terceira batida, vestindo nada mais do que um roupão.

- Bella! – sorriu. Então seus olhos vagaram pelas minhas roupas, sua testa franzindo em confusão. – Você ainda não está pronta?

Suspirei.

- Não consigo achar uma roupa – confessei. – Você pode me ajuda? Eu... Eu não sei o que vestir.

Ela voltou a sorrir imediatamente, pegando minha mão e puxando para dentro do quarto. Fechou a porta atrás de mim e me arrastou até o seu closet.

- Tenho a roupa perfeita para você – disse.

Alguns minutos depois ela voltou, trazendo umas peças de roupas dobradas em sua mão, junto com um par de sapatos. Entregou-me e disse para me vestir, que em breve ela estaria no meu quarto para ver como tinha ficado.

Agradeci-a com um sorriso, voltando até o quarto que eu estava ficando e trocando rapidamente de roupa. Calcei os sapatos, ajeitei a blusa e decidi que deixaria o meu cabelo solto.

Alice apareceu pouco depois, trazendo um relógio e o colocando em meu pulso. Ela me olhou de cima a baixo, assentindo a cabeça rapidamente e sorrindo para o que estava vendo. Finalmente, eu estava pronta.

- Obrigada, Alice – murmurei. – Estou meio que enlouquecendo.

Ela revirou os olhos.

- Não se preocupe – apertou minhas mãos. – Vai dar tudo certo.

Tornei a agradecer antes de descer e me encontrar com os outros na cozinha. Tomei o café rapidamente, sentindo Edward apertar a minha mão debaixo da mesa, tentando me passar segurança.

- Pronta? – indagou, assim que eu terminei.

Engoli em seco ao assentir, me pondo de pé. Dei um abraço em Esme e Carlisle, que me desejaram sorte, antes de me encontrar com meu advogado na porta da casa dos Cullen e seguir em direção ao tribunal.

Eu torcia minhas mãos no colo, engolindo em seco a todo o momento, balançando minhas pernas. Sabia que Edward e meu advogado estavam conversando, mas não conseguia processar o que estava sendo dito naquele momento.

Depois de um mês eu veria Riley. Depois de um mês eu estaria cara a cara com ele. E por mais que todos insistissem para eu me acalmar, dizendo que tudo ficaria bem, eu não conseguia. E se ele, de alguma forma, escapasse?

- Bella?

Virei meu rosto imediatamente, notando Edward me olhando com um sorriso no rosto. Ele apontou para fora do carro e não precisou dizer mais nada; nós havíamos chegado.

Desci do carro com as pernas trêmulas, mas sorri um pouco ao ver meu pai parado do lado de fora.

- Pai! – Corri até ele, deixando que seus braços me envolvessem. – Que bom que você conseguiu vir.

Eu o ouvi rir, enquanto cumprimentava Edward e o advogado. Permaneci mais um pouco lá fora, antes de ser levada para dentro.

- Está tudo bem? – Meu pai perguntou, sentando-se ao meu lado. – Você parece nervosa...

- Eu estou... – assenti, mordendo o lábio inferior. – Tenho medo de que algo dê errado, pai. Tenho medo de que Riley escape e não queira me dar o divórcio.

Senti meus olhos se encherem de lágrimas e os fechei com força, evitando que as mesmas caíssem. Meu pai me puxou para um abraço, beijando minha testa, sem deixar de sorrir nem por um minuto.

- Bella, olhe para mim – pediu.

Abri meus olhos, tentando respirar fundo e me acalmar.

- Vai dar tudo certo, ok? – murmurou. – Ele vai pegar uns bons anos de cadeia e você não vai ter mais que se preocupar com isso. Quanto ao divórcio, pode ter certeza de que você conseguirá também.

- Obrigada, pai.

Quando enfim fomos chamados, eu me encontrava um pouco mais calma. Meu pai e Edward me desejaram sorte ao entrarem um pouco antes de mim. Escutei meu advogado dizendo mais algumas coisas e logo em seguida nós entramos.

Sentei-me ao seu lado, de frente para o juiz, que ainda não havia chegado. Pude ver o júri, no entanto. Todos eles já estavam ali.

E então, Riley entrou.

Ele trajava uma calça jeans e uma blusa preta social, dobrado até os cotovelos. Seus cabelos pareciam maiores do que os vi pela última vez, embora eu não pudesse ter certeza disso já que eles estavam penteados para trás. Suas mãos estavam presas às algemas e um policial o segurava pelo braço, o arrastando até o local onde seu advogado já se encontrava.

Ele me olhou, um sorriso nascendo em seu rosto. Procurei não demonstrar o medo que sentia naquele momento. Não medo dele, mas sim dele se safar, dele não querer dar o divórcio. Continuei o olhando de forma fixa, meu rosto sério, minhas mãos trêmulas escondidas no meu colo.

O policial soltou suas algemas, deixando que ele se sentasse ao lado do seu advogado, que imediatamente começou a cochichar com ele.

- Lembre-se de tudo o que conversamos – meu advogado instruiu. – Vai dar tudo certo, ok? Procure respirar fundo e mantenha-se calma.

Eu assenti rapidamente, vendo o juiz caminhando até o seu lugar. Observei-o se sentar e então começar o julgamento.

Ele pareceu ter durado horas. Eu falei. Riley falou. Nossos advogados falaram. Por fim, meu pai foi chamado também, assim como Carlisle – como o médico que me atendeu pouco mais de um mês – e os policias que registraram as ocorrências.

Riley tentou argumentar, dizendo que tinha sido um acidente, algo que nunca tinha acontecido antes. Foi um pouco difícil, para mim, admitir tudo o que tinha acontecido entre nós desde que tínhamos começado a namorar, principalmente porque eu podia ver Edward ali, escutando tudo, assim como o meu pai.

Por fim, tivemos uma pausa, quando o júri se reuniu para decidir se Riley era ou não culpado. Pareceu ter durado toda uma eternidade, mesmo tendo passado pouco mais de quinze minutos. Quando fomos chamados de volta, eu mal podia conter o nervosismo.

E então, eu escutei.

Riley sendo declarado como culpado.

Todo o peso que eu sentia nos ombros desapareceu naquele momento. O medo de não conseguir o divórcio, o medo de ficar presa a ele o resto de minha vida, o medo de nunca poder ser livrei novamente... Tudo desapareceu.

E quando ele recebeu sua pena... Três anos de prisão... Eu mal conseguia conter o sorriso.

Virei-me para fitar Edward e Charlie, assim como Esme, Alice e Carlisle, todos sorrindo para mim. Eu abracei um a um, deixando que meu abraço com Edward durasse um pouco mais.

- Ele pode tentar a liberdade condicional em um ano e meio. – Escutei o advogado falar. – Provavelmente vai, mas tomaremos as devidas providências quando tal data chegar.

Eu assenti rapidamente para ele, agradecendo-o por tudo.

- E quanto ao divórcio – continuou –, já vou começar a dar entrada em tudo. De acordo com o estado de Washington, só se pode concretizar tudo em noventa dias, mas vou tentar reduzir isso a sessenta, já que se passaram trinta dias desde que você e ele não vivem na mesma casa mais.

Eu o agradeci mais uma vez, dando-lhe um rápido abraço. Ele se despediu de mim e dos outros, entrando em um táxi, dizendo que entraria em contato em breve.

- Bom, eu vou indo para o hospital. – Carlisle disse. – Tenho uns pacientes para atender e depois vou para casa.

- Obrigada por vir, Carlisle – sorri.

- Não hã de quê, Bella – piscou. – Se precisar, é só chamar.

- Eu tenho que ir para a galeria. – Alice suspirou. – Tenho peças novas chegando, preciso estar por lá.

- Eu vou com você, filha – disse Esme. – Depois nós nos encontraremos em casa, certo?

Eu agradeci a ambas também, vendo-as entrarem no carro de Alice. Virei-me, então, para Edward e meu pai, sorrindo para eles.

- Vocês querem conhecer o apartamento onde eu vou morar?

Eles assentiram rapidamente, adentrando o carro. Dei o endereço a Edward e deixei que ele nos levasse até lá, sempre trocando olhares com ele, sempre querendo lhe dizer algo, mas não sabendo o que.

- É logo ali – apontei para um prédio esverdeado.

Não era muito, eu sabia, só que era perfeito para mim. Havia apenas três andares, com dois apartamentos por andar.

Edward estacionou em frente ao prédio e todos nós descemos. Adentrei o local, me dirigindo ao porteiro, pedindo para ver o apartamento que seria alugado em breve.

- Oh, olá, Srta. Swan. – Ele sorriu de forma gentil para mim. – O Sr. Lawson deixou uns papéis aqui para a senhorita, do contrato. Disse que entraria em contato com você ainda hoje.

Eu sorri também.

- Obrigada – disse. – Eu vou só dar uma olhada no apartamento, ok? Na volta, eu pego.

Ele assentiu.

Subi os degraus e logo estava no segundo, que era onde ficava o apartamento que eu pretendia alugar. Abri a porta e adentrei, sorrindo ao vê-lo.

Era um apartamento que já vinha mobiliado. A sala continha dois sofás, um de três e o outro de dois lugares, uma televisão de tamanho médio e uma pequena mesa. A cozinha tinha fogão, geladeira, os armários e uma mesa redonda que ficava no centro.

Caminhei até o pequeno corredor, levando meu pai e Edward até o quarto, que tinha uma cama de casal, um pequeno closet e uma cômoda. Por fim, fomos ao banheiro, que era bem simples, mas bem bonito, antes de voltarmos para a sala.

- É um belo apartamento, criança. – Charlie sorriu. – Você tem certeza de que não quer um maior? Posso ajudá-la a pagar...

- Não precisa – revirei os olhos. – Ele é perfeito para mim. Vou poder pagar e ainda ir para a faculdade, como eu sempre quis. Pode ficar tranqüilo, pai.

Ele assentiu, se aproximando e me puxando para um abraço.

- Estou orgulhoso de você, Bells – murmurou. – As coisas vão começar a dar certo agora.

Ele se afastou, depositando um beijo na minha testa.

Ficamos mais alguns minutos ali, conversando sobre tudo. Quando enfim descemos, entreguei as chaves para o porteiro e peguei os papéis que o Sr. Lawson tinha deixado, dizendo que iria entrar em contato com ele em breve.

Edward teve que voltar para a empresa e me deixou com Charlie, dizendo que em breve estaria em casa. Eu sorri para ele, apertando sua mão carinhosamente, e esperei que ele adentrasse o carro e desse partida, antes de voltar para o meu pai.

- Que tal um passeio? – sugeri.

Ele assentiu rapidamente, enlaçando seu braço no meu e começando a caminhar. Nós paramos em uma livraria e depois nos dirigimos para uma lanchonete.

- Quando você se muda? – indagou.

- Não sei – dei de ombros. – Vou analisar esse contrato e tudo o mais, arrumar minhas coisas. Já está tudo acertado, é praticamente só assinar.

Ele assentiu.

- Fico feliz que esteja tudo dando certo, Bells – murmurou, tomando um gole do seu café. – Fico mesmo.

Sorri para ele, assentindo.

- Obrigada por tudo, pai – disse. – Obrigada por ter vindo hoje.

Ele revirou os olhos.

- Eu disse que viria, não disse? – riu. – E disse que daria tudo certo também.

Conversamos durante mais algum tempo, antes de ele pegar seu carro, que ficara estacionado próximo ao tribunal, e me levar de volta para a casa dos Cullen.

- Até a próxima, pai – murmurei, puxando-o para um abraço. – Mais uma vez, obrigada por ter vindo.

- Vê se aparece lá em Forks, criança – disse. – Estarei esperando.

Nós nos abraçamos mais uma vez antes de eu descer do carro e acenar para ele. Peguei a chave da casa dos Cullen, que Esme insistiu para que eu tivesse, e adentrei, percebendo que a casa estava silenciosa demais e que provavelmente eu estava sozinha.

Segui para o quarto que eu ocupava, retirando minha roupa e colocando um moletom velho que eu tinha. Enrolei-me nas cobertas, puxando o livro que eu estava lendo e suspirei pesadamente.

Riley tinha sido preso. Riley ficaria preso por, no mínimo, um ano e meio. E em breve, muito em breve, eu e ele estaríamos divorciados e não teríamos mais nenhum laço.

Deixei que as lágrimas caíssem do meu rosto, amando aquela sensação que tomava conta de mim. Não haveria mais o medo de Riley chegar a casa e descarregar todas as frustrações em mim. Não haveria mais a necessidade de usar roupas para cobrir hematomas, com medo do que as pessoas pensariam quando olhassem para mim.

Eu iria ser livre, eu iria ter a chance de seguir com a minha vida, fazer uma faculdade, continuar com meu trabalho, ter amigos... Sem ter o medo me seguindo o tempo todo.

Quando dei por mim, meu corpo estava tremendo com a força dos soluços, um sorriso espalhado em meu rosto, as lágrimas escorrendo e caindo no travesseiro. A sensação de liberdade, de felicidade, era tão grande que eu simplesmente não conseguia me conter.

Era bom demais.

De repente senti braços fortes me envolvendo, os mesmos braços protetores que me cercaram horas atrás. Deixei que minha cabeça caísse no peito dele, sem conseguir deixar de sorrir, sem conseguir parar de chorar.

- Shhh... – Edward me balançou, sentando-se na beirada da cama e me puxando para o seu colo. – Estou aqui, está tudo bem...

Eu ri, balançando a cabeça, me apertando mais contra ele.

- Acabou, Edward – murmurei, levantado o rosto e fitando seus olhos verdes preocupados. – Ele está preso... Eu me sinto tão... Livre.

Ele me fitou por um momento, só então percebendo que eu não estava chorando por causa do medo que sentia ou algo do tipo. Era felicidade, era essa sensação boa que estava tomando conta de mim.

Era bom demais. Era excelente.

Edward sorriu para mim, enxugando minhas lágrimas. Ele se aproximou, depositando um beijo demorado em minha testa.

- Você não tem ideia do quão orgulhoso estou de você agora – sussurrou.

Movi-me para mais perto dele, erguendo minhas mãos e passando pelos seus cabelos, parando em sua nuca. Deixei que nossas línguas dançassem por um tempo, sentindo meu coração batendo cada vez mais rápido e forte.

Nós nos beijamos por alguns minutos, explorando a boca um do outro até que o ar faltou. Encostamos nossas testas, ambos respirando com dificuldade. Abri os olhos, por fim, somente para encontrar os olhos verdes de Edward ali, com aquele brilho que me tirava o fôlego.

Ainda era impressionante saber que ele era apaixonado por mim.

- Tenho algo para te dar – ele sussurrou. – Comprei isso há algum tempo, mas nunca encontrei o momento certo para te entregar... Acho que enfim chegou a hora.

Eu estreitei os olhos, nossas testas ainda coladas uma na outra. Deixei que ele se afastasse, no entanto, puxando algo do seu bolso.

- Abra – disse, puxando minha mão e colocando uma bolsinha de veludo preta nela.

Desamarrei-a, deixando que o conteúdo caísse em minha mão ainda aberta. Ofeguei ao ver uma linda pulseira ali, com a palavra wish. Havia algumas pedras cor de rosa oscilando na pulseira, assim como as palavras.

- É... – sussurrei. – É linda.

Eu ergui a cabeça, encontrando Edward sorrindo para mim.

- Você gostou? – indagou. – Mesmo?

Assentei rapidamente, deixando que meus dedos passassem pelas letras.

- Por que wish? – perguntei, minha voz não passando de um sussurro.

- Eu não soube responder essa pergunta até que percebi meus sentimentos por você... Tinha descoberto que você era casada e estava correndo... Passei em frente a uma loja e... Não sei, ela só parecia perfeita para você. Pelo menos, naquele momento, eu me convenci de que era só isso.

“Depois, quando fui à casa dos meus pais, e minha mãe e Alice perguntaram de você... Quando Alice disse que eu tinha me apaixonado... Bem, eu simplesmente não consegui negar.”

Ele suspirou, brincando com a minha mão livre, sem deixar de sorrir.

- Tudo pareceu fazer sentido naquele momento – murmurou. – Eu me encontrava tão encantado, fascinado e envolvido... Desejava que você pudesse ser minha, que você não fosse casada, que as coisas dessem certo...

Eu mordi o lábio inferior com força, sem conseguir acreditar que alguém tão incrível como Edward tinha feito tanto por mim, tinha se apaixonado.

Voltei a guardar a pulseira na bolsinha de veludo, esticando minha mão e colocando na mesinha que ficava ao lado da cama. Por fim, me ajoelhei na cama, puxando o rosto de Edward para mim, permitindo que ele me beijasse novamente.

- Deita aqui comigo? – pedi, quebrando nosso beijo.

Ele sorriu para mim, depositando um selinho demorado no canto dos meus lábios, assentindo.

Esperei que ele retirasse seus sapatos, ajeitando-me na cama enquanto isso. Quando enfim se deitou, movi-me para mais perto dele, repousando minha cabeça em seu peito. Edward envolveu os braços ao meu redor e depositou um beijo na minha cabeça, acariciando minhas costas com os dedos.

Alguns minutos depois, o quarto já mergulhado em silêncio, ergui a cabeça, apoiando o queixo no peito dele, percebendo-o já adormecido. A respiração de Edward ia e vinha de forma calma, sua boca entreaberta, seus cabelos parecendo mais bagunçados do que nunca.

Fitando-o ali, deitada com a cabeça apoiada em seu peito, seus braços me rodeando com tanto carinho, passando tanta segurança... Eu simplesmente senti que estar com ele era certo.

Eu iria dar uma chance para nós dois. Uma chance de ser feliz de verdade. Sabia que teríamos que ir devagar, principalmente porque legalmente eu ainda era casada, mas eu queria isso. Queria sentir seus braços ao meu redor, queria me sentir protegida.

Queria me sentir amada.

Suspirei, deixando que um sorriso nascesse em meu rosto. Não sabia o que iria acontecer daqui para frente, não tinha ideia do que nos aguardava, e até tinha um pouco de medo – mesmo sem saber por que o sentia – de pensar no futuro, mas eu iria tentar.

Eu teria fé em Edward. Eu teria fé em nós dois.

Voltei a deitar minha cabeça em seu peito, fechando os olhos, deixando que aquela sensação boa de segurança crescesse em mim. Aos poucos, senti meu corpo se relaxando, se tornando mais pesado...

E ali, nos braços daquele homem que era apaixonado por mim, eu adormeci.

Notas finais
N/A: Olá vocês (: Bem, estava ansiosa para postar esse capítulo, porque realmente o achei mucho fofo ♥ Principalmente esse final. Espero que vocês gostem.
E espero reviews, também, ok? haha Quem quiser spoiler, já sabe, só deixar e-mail.
Besinhos e até o próximo!
N/B: awn *-* muito amor esses dois! ♥ Justiça feita, Riley foi condenado e tudo. Mas acho que a pena foi pequena, ele merecia mais tempo vendo o sol nascer quadrado. Só eu que acho que o Riley ainda irá aprontar? Sei lá... Bom, deixem muitos reviews pra Deh! (:
Beijo, beijo ;** Tamy