Encantado

2 Capítulo Um - At First Sight


Notas iniciais
Capítulo recheado fofura ♥3

Edward POV.


Assim que abri os olhos, tinha um sorriso no rosto. Meu celular ainda não havia despertado, mas não me importei. Levantei-me animado como sempre e segui para o banheiro, onde tomei um banho longo.


Hoje era aniversário do meu pai. Hoje nossa família se reuniria – só nós – e comemoraríamos todos juntos, como todos os anos e em todos os aniversários.


Era um ritual que meus pais mantinham desde que tinham se casado.


Terminei de me arrumar e segui para a cozinha, onde Jully, a empregada que eu tinha contratado e que era um amor de pessoa, já tinha servido o café.


– Bom dia, Jully – cumprimentei, sorrindo.


– Bom dia, Sr. Edward – sorriu também, fazendo com que eu revirasse os olhos.


Ela sempre me chamava de senhor.


– Assim me faz sentir velho – fiz bico e ela gargalhou, batendo o pano meu ombro.


– Vá comer, senhor Edward – revirou os olhos. – E me obedeça que eu tenho idade para ser sua mãe.


Jully já passara dos quarenta anos e era muito simpática. Era casada e tinha dois filhos já grandes, que frequentavam a faculdade. Ela tinha orgulho deles.


Comi de forma apressada, como sempre, enquanto ela ralhava comigo. Despedi-me pouco depois, depositando um beijo em sua testa e já ligando para Marcus, meu motorista. Ele já tinha tudo pronto.


– Bom dia, senhor – disse.


– Bom dia, Marcus – sorri.


Aquele dia poderia ser um dia qualquer em minha vida. Levantar cedo, arrumar e ir para o carro que já estava a minha espera. Meu motorista me levaria até a minha empresa e eu teria um dia lotado de reuniões e problemas para resolver.


Era meu trabalho, afinal. Eu cuidaria de tudo, almoçaria às pressas – na minha sala – e voltaria a resolver tudo. Todos os dias.


Eu simplesmente amava isso.


Marcus me desejou bom dia e eu o liberei, dizendo que ligaria caso precisasse de algo. Subi até o último andar do arranha-céu, onde ficava meu escritório e me pus a trabalhar.


Almocei por lá mesmo e continuei a trabalhar, dando reuniões, ordens, corrigindo números e tudo o mais.


E estava tão concentrado que me assustei quando o telefone tocou.


– Oi, mãe – sorri mesmo ela não podendo ver. – Tudo bom?


– Oi, querido – riu. – Tudo ótimo. Só queria saber se você podia passar numa confeitaria para pegar o bolo do seu pai... Eu fiquei de buscá-lo agora, mas aqui está uma correria.


– Claro que eu vou – revirei os olhos. – Me passe o endereço que eu vou agora mesmo para lá e depois sigo para aí.


– Obrigada – cantarolou.


Peguei o endereço com ela e logo em seguida desliguei, já ligando para o meu motorista. Pedi então que Maggie, minha assistente, cancelasse meus compromissos para aquele dia e desci.


Dei o endereço a Marcus e deixei que ele dirigisse. Não demorou muito que chegassem e logo o meu carro estava parado diante de uma bela confeitaria, chamada Pigellati.


– Volto já – informei, já saindo do carro.


Agradeci pelo local não estar cheio àquela hora do dia e entrei, sorrindo ao sentir o cheiro de doces.


– Boa tarde, senhor. – Uma voz incrivelmente linda chamou minha atenção. – Posso ajudá-lo com alguma coisa?


Eu me virei imediatamente e perdi o fôlego.


Ela era linda.


Seus cabelos castanhos possuíam algumas madeixas que se tornaram vermelhas ao entrar em contato com o sol que ultrapassava a vitrine. Seus olhos tinham aquele tom chocolate perfeito e único e brilhavam. O sorriso tímido... As covinhas nas bochechas rosadas.


– Senhor? – Ela mordeu o lábio inferior, parecendo nervosa.


– Desculpe-me – sorri para tranquilizá-la. – Minha mãe pediu que eu buscasse um bolo. O nome dela é Esme Cullen.


– Espere um minuto que eu vou olhar – disse, as bochechas ainda rosadas. – Sente-se, senhor, e sinta-se a vontade.


Eu me sentei, ainda encantado com tanta beleza e simplicidade, sorrindo feito um bobo.


Ela voltou pouco depois, carregando uma caixa enorme. Levantei-me imediatamente e peguei a caixa de suas delicadas mãos, sentindo um arrepio correr pelo meu corpo.


Como alguém poderia mexer assim comigo?


– Pode deixar que eu levo, senhor – tornou a morder o lábio.


– Claro que não – revirei os olhos, sorrindo. – Então, o que você me recomendaria comer?


– Bom... É meu primeiro dia aqui e...


– Você fez alguma dessas delícias? – cortei, achando lindo como a cada minuto que passava ela se tornava mais corada.


– Eu fiz apenas uma torta de chocolate – deu de ombros. – Posso servir ao senhor, se quiser. Dê-me a caixa com o bolo que vou guardar e lhe sirvo.


Tornei a me sentar e esperei alguns minutos, até que ela voltou, carregando uma bandeja com um pedaço da torta.


– Alguma bebida para acompanhar?


– Apenas um café, por favor.


Ela voltou logo, trazendo o café e se retirou, colocando-se atrás do caixa. Comi e bebi em silêncio, aproveitando o gosto da torta. Eu terminei logo em seguida e me levantei, caminhando até o caixa.


– Quanto deu, por favor? – perguntei, já puxando minha carteira.


– Sua mãe já deixou o bolo pago – sorriu. – São 8 dólares, senhor.


Eu peguei uma nota de cinquenta dólares e entreguei. Quando ela me entregou o troco, recusei.


– Pode ficar.


– Mas...


– Pode ficar – disse firme.


Ela suspirou e segui até uma porta, voltando logo em seguida com o bolo.


– Tenha uma ótima festa, senhor.


– Obrigado... – Eu procurei por um crachá, onde indicasse o nome dela.


– Bella – disse. – Meu crachá ainda não está pronto.


– Certo – assenti. – Obrigado por tudo então, Bella.


Sorri mais uma vez para ela e saí, desejando ter mais desculpas para ficar.


Bella POV.


Eu não sabia dizer bem o que havia me despertado, mas o fato era que estava de pé às seis da manhã, morrendo de frio e maluca por tomar um banho quente.


Mas meu caminho até o trabalho era um pouco longe e como eu não estava acostumada, queria sair mais cedo. Por isso apenas lavei o rosto, escovei os cabelos e os prendi em um rabo de cavalo desajeitado. Vesti-me de forma simples e coloquei um casaco. Depois de pegar minha mochila e apenas uma maçã, segui meu caminho pelas ruas de Seattle.


Eu costumava gostar mais daquele lugar antigamente. Tinha prazer em passear, visitar lugares... Agora, tudo o que eu mais queria, era acordar do pesadelo no qual eu vivia há quase um ano.


Parei no ponto de ônibus e fiquei ali, cantarolando uma música qualquer. Agradeci ao fato de o ônibus estar quase vazio e balancei meu braço esquerdo, para a manga da blusa subir um pouco e eu poder olhar as horas.


Começaria a trabalhar as nove e não eram nem oito ainda. Pelas minhas contas, eu chegaria cedo. Um pouco cedo demais.


Mas eu estava me sentindo bem com aquilo. Bem de verdade. Sabia que não poderia trabalhar ali para sempre, até porque eu ainda pretendia fazer uma faculdade – embora naquele momento mais parecesse um sonho do que tudo. Só que naquele momento, nada mais me faria melhor.


Quando cheguei ao ponto mais próximo da confeitaria na qual trabalharia, desci e andei calmamente, aproveitando o clima ao redor. Eu me lembrava de quando gostava de sair só para sentir aquele cheiro de Seattle.


Parei de andar logo adiante, quando vi a confeitaria. O nome escrito de maneira elegante, os bolos e tortas chamando a atenção. Eu me sentia sortuda em trabalhar ali. De verdade.


A porta ainda estava trancada, mas como funcionária, agora eu tinha uma chave. Peguei-a, sorrindo de maneira boba, e abri a porta.


– Bella!


Eu me virei e sorri para Sue Clearwater, dona do local. Eu sabia que estava cedo e ela provavelmente estava surpresa com isso.


– Bom dia, Sra. Clearwater – cumprimentei-a educadamente. – Eu sei que cheguei cedo, mas acabei acordando antes da hora e...


Ela revirou os olhos, sorrindo.


– Tudo bem – deu de ombros. – Que tal fazer uma torta? E não me chame de senhora, por favor.


Sue tinha sido uma grande amiga do meu pai, Charlie. Ele me indicara a ela, mesmo tendo uns anos que eles não se falavam.


– Fazer uma torta? – ri. – Claro. Só não sabia que faria algo logo no meu primeiro dia.


Ela deu de ombros outra vez.


– Seu pai disse que você cozinha bem, Bella. – Pegou minha mão e me puxou para dentro da cozinha. Ela era ampla, bonita, limpa. A cozinha dos meus sonhos. – E você fará uma, eu provarei. Se gostar, você faz outra e colocamos para vender.


Assenti.


Eu segui uma receita que tinha visto em um site, certa vez, e aperfeiçoado. Não era a minha melhor, mas eu gostava muito.


E algumas horas mais tarde, depois de ter provado, Sue também aprovou.


– Essa é minha – anunciou, rindo. – Vou levá-la para casa. Meus filhos vão adorar.


E eu fiz outra, me sentindo ainda mais feliz quando Sue a colocou para vender.


Conforme as horas foram passando, eu comecei a me acostumar com tudo. Naquele dia eu trabalharia praticamente sozinha – com Sue na cozinha com um ajudante –, já que a outra funcionária só voltaria de licença maternidade na semana que vem.


Mas eu estava conseguindo.


– Bella! – A cabeça de Sue surgiu da porta da cozinha. Eu apenas a olhei. – Uma mulher vai passar aqui e deixar um dinheiro para o bolo, a mando da Sra. Cullen. Só guarde ok?


– Claro – assenti.


Meia hora depois o dinheiro estava bem guardado e eu avisei Sue, que trabalha em um bolo. Continuei meu trabalho, amando tudo, até que fui chamada outra vez.


Sue perguntou como as coisas estavam indo e eu avisei que estava amando, antes de abrir a porta e me preparar para voltar ao caixa. Estava quase na hora de eu ir embora.


Só para encontrar um homem parado ali.


Dava apenas para ver seu terno perfeitamente desenhado naquelas costas, uma calça que abraça suas curvas e um cabelo bronze bagunçado.


Cor diferente, porém muito bonita.


– Boa tarde, senhor – anunciei. – Posso ajudá-lo com alguma coisa?


O homem se virou imediatamente e eu senti vontade de corar.


Que olhos verdes eram aqueles?


Eu arrisquei um sorriso tímido, sabendo que me encontrava corada.


Mas ele apenas continuou ali, me encarando sem dizer uma palavra.


– Senhor? – mordi o lábio inferior, me sentindo nervosa de repente.


Será que eu havia feito algo errado?


– Desculpe – sorriu um sorriso torto. – Minha mãe pediu que eu buscasse um bolo. O nome dela é Esme Cullen.


Eu assenti, pensando no Cullen que ouvi mais cedo.


– Espere um minuto que eu vou olhar – disse. – Sente-se, senhor, e sinta-se a vontade.


Eu me virei e caminhei para a cozinha novamente, onde Sue ajeitava um bolo na em uma caixa larga e branca.


– O filho da senhora Cullen está aqui para pegar o bolo.


– É esse aqui, Bella. – Lacrou a caixa e me entregou.


– Ok – sorri. – Vou lá entregar.


– Depois que ele for você pode começar a contar o dinheiro do caixa e anotar tudo, ok? Já estamos quase fechando.


– Claro.


Eu caminhei com a caixa nas mãos, tomando todo o cuidado para não tropeçar e derrubá-la. O homem, que se encontrava sentado em umas das mesas cuidadosamente colocadas no centro da confeitaria, levantou-se e correu em minha direção quando entrei em seu campo visual.


Ele pegou a caixa da minha mão, sempre sorrindo.


– Pode deixar que eu levo, senhor – mordi o lábio novamente.


Ele não precisava carregar, era o meu trabalho, certo?


– Claro que não – revirou os olhos. – Então, o que você me recomendaria comer?


Eu olhei ao redor, me sentindo boba por não ter decorado os nomes de tudo que tinha ali.


– Bom... É meu primeiro dia aqui e... – gaguejei.


– Você fez alguma dessas delícias? – cortou-me, fazendo-me corar ainda mais.


– Eu fiz apenas uma torta de chocolate – dei de ombros. – Posso servir ao senhor, se quiser. Dê-me a caixa com o bolo que vou guardar e lhe sirvo.


Guardei a caixa na cozinha novamente e peguei um pedaço da torta na vitrine, colocando na bandeja.


– Alguma bebida para acompanhar? – indaguei-o, assim que voltei e lhe servi.


– Apenas um café, por favor.


Eu fiquei atrás do caixa, observando-o enquanto comia e bebia. Ele pareceu gostar da torta, embora não tenha falado nada. E isso me deixou feliz.


Logo ele se levantou, caminhando até a mim.


– Quanto deu, por favor? – indagou, já puxando a carteira.


– Sua mãe deixou o bolo pago – sorri. – São 8 dólares, senhor.


Ele puxou uma nota de cinquenta da carteira e me entregou. Peguei o troco no caixa e lhe estendi, mas ele abanou a mão, recusando.


– Pode ficar.


– Mas...


Quem era o maluco que deixava mais de 40 dólares de gorjeta?


– Pode ficar – repetiu de maneira firma.


Suspirei, guardando o dinheiro e segui até a cozinha, só pegando o bolo e voltando.


– Tenha uma ótima festa, senhor – disse.


– Obrigado... – Ele olhou para a minha roupa e eu o fitei meio confusa, até entender que ele queria, provavelmente, saber o meu nome.


– Bella – disse. –Meu crachá ainda não está pronto.


– Certo – assentiu. – Obrigado por tudo então, Bella.


Ele sorriu mais uma vez e se retirou.


E eu me senti triste de repente, porque estava quase na hora de ir embora.


Quase na hora de voltar para casa.


Edward POV.


Marcus dirigiu rapidamente em direção à casa dos meus pais. Eu estava com o bolo no colo, pensando em Bella.


Realmente, eu iria voltar mais vezes lá.


Para comer a torta, é claro.


Mal Marcus estacionou e eu já saía do carro, indo em direção à porta de casa. Minha mãe já esperava ali, vestida de maneira muito bonita, com um sorriso nos lábios.


– Oi, mãe – dei um beijo em sua testa.


– Você demorou – puxou-me para dentro. – Vem, vamos colocar o bolo na cozinha.


– Onde estão todos? – indaguei-a.


– Seu pai está terminando de arrumar, Emmett ligou e disse que vai atrasar um pouco e sua irmã está na cozinha, beliscando tudo.


Eu ri e entrei na cozinha, vendo Alice, de fato, roubando algumas coisas que já estavam prontas.


– Que coisa feia, Allie – dei um beijo fofo na sua cabeça.


– Não enche – ralhou. – Mãe, liga para Emmett e mande-o vir logo, por favor.


– Credo, filha, ele logo chega.


Meu pai logo desceu, sorrindo ao ver praticamente todos ali. Nós o abraçamos e entregamos presentes. Assim que Emmett chegou e entregou o seu, fomos jantar.


– Hoje de manhã quando fui olhar o bolo – mamãe começou –, conheci a nova menina que trabalha lá. Tão educada ela.


– Bella? – perguntei, não conseguindo evitar um sorriso. Isso não passou despercebido por todos. – Eu a conheci também.


– Tá caidinho pela menina, é, Eddie? – Emmett brincou, batendo palmas.


– Deixa de ser idiota – dei um tapa em sua nuca.


Eles me zoaram por mais alguns minutos, mas logo me deixaram em paz. Nós voltamos a comemorar em família e logo em seguida fomos tirar a foto, que todo ano tirávamos.


Despedi-me de meus pais logo em seguida, achando que já era hora de ir para casa. Marcus dirigiu rapidamente pelas ruas de Seattle e não demorou muito até que eu chegasse ao meu apartamento.


– Pode ir para casa, Marcus – sorri. – Até amanhã.


– Até amanhã, senhor.


Eu fui direto para o banho e me demorei um pouco lá, pensando em Bella novamente. Ela era encantadora. Muito.


E talvez eu desse uma passada lá no dia seguinte, apenas porque queria comer da sua torta novamente.


Pelo menos, era disso que eu estava tentando me convencer.


Notas finais
N/A: Hi, suas lindas ♥. Edward todo encantado, own ♥ Já o quero para mim, haha :33. Hmmm... Por que será que a Bella nem ao menos pensou no fato de ser casada, hein hein? Tem mais coisa aí, será?
É isso, então, haha :3 Espero que gostem.
Besos e até domingo que vem!
N/B: aaaw *u* que boniticos eles >< primeiro capítulo muito açucarado, gostei! Deixem reviews, pfv (: