Encantado

32 Capítulo Trinta e Um - Plans


Notas iniciais
Olá! Domingo chegou e Encantado também! :33
Espero que gostem do capítulo (;
A gente se fala mais na N/A :D
Divirtam-se!

Edward POV.

Eu andei rapidamente pelo corredor, tentando organizar as pilhas de papéis que estavam em minhas mãos e ao mesmo tempo olhar o relógio, conferindo o que eu já tinha absoluta certeza desde que eu tinha levantado: eu estava um pouco atrasado.

Entretanto, não estava ligando muito para isso. Tinha valido à pena ficar acordado até tarde conversando com Bella pelo telefone. Afinal, eu não a via há alguns dias, já que estava viajando a trabalho.

E eu realmente sentia falta dela.

Sorri para a minha assistente – que tinha viajado comigo – assim que cheguei em frente à sala de reuniões.

- Não se preocupe, Sr. Cullen. – Ela disse, provavelmente ignorando o fato de que eu já tinha pedido que ela me chamasse de Edward mais de mil vezes. – Nem todos chegaram ainda.

Eu assenti, suspirando de forma aliviada. Não era de atrasar e isso não acontecia muito, e eu também não gostava quando acontecia. Adentrei a sala e cumprimentei algumas pessoas, desculpando-me pelo atraso. Enquanto me ajeitava e me sentava à mesa, o resto foi chegando e enfim nós começamos a reunião.

_

Quando cheguei ao hotel naquela noite, parti direto para o banho, agradecendo ao fato de que amanhã eu iria embora. Mesmo que tivesse que viajar novamente – dessa vez, para Londres – dentro de alguns dias.

Tomei um banho e comi, olhando o relógio e sorrindo, sabendo que Bella provavelmente estava fazendo a mesma coisa agora. Assim que terminei, liguei para Alice, como ela tinha pedido durante todo o dia por mensagem.

- Oi, Allie – cumprimentei, verificando o relógio mais uma vez. – Aconteceu alguma coisa?

Eu a escutei rir.

- Você ficou de me ligar... – comentou. – Tudo certo para o que você vai fazer amanhã?

Eu respirei fundo, sentindo meu coração acelerar um pouco. Eu estava me preparando para aquilo há semanas e em um momento de desespero, talvez, tinha contado a Alice sobre o que eu estava planejando. Obviamente, ela ficou talvez um pouco mais animada do que eu, derrubando todos os medos e incertezas que eu parecia ter.

- Sim, claro – murmurei. – Vou sair daqui logo cedo, por volta das dez, e seguirei direto para Forks.

- E Bella? – perguntou.

Eu sorri com a menção do nome dela, sentindo novamente meu coração acelerar. Eu esperava, de verdade, que ela aceitasse. Ela me faria o homem mais feliz do mundo caso desse a resposta que eu tanto queria.

- Bom, eu estarei em Forks por volta do almoço – comecei. – Charlie já está, acredito eu, mais ou menos ciente do assunto que eu vou tratar com ele, então não devo demorar muito lá. Até umas duas, já devo estar a caminho de Seattle e chego mais ou menos no horário que Bella sai da creche. Ela simplesmente acha que eu vou chegar de Olympia nesse horário, preso em reuniões, novamente, o dia inteiro.

Alice tornou a rir.

- E quando você pretende pedir? – indagou.

Eu engoli em seco.

- Eu ainda não tenho certeza – comentei. – Talvez quando eu voltar de Londres, quem sabe?

Pela terceira vez, em menos de dez minutos de conversa, Alice tornou a rir.

- Ainda com medo da resposta? – indagou. – Edward, pelo amor de Deus...

Eu revirei os olhos, sorrindo um pouco, mesmo ela não podendo ver.

- A gente pode conversar sobre isso depois, por favor? – pedi. – Eu quero ligar para Bella...

- Certo. – Mesmo não podendo ver minha irmã naquele momento, eu tinha certeza de que ela estava revirando os olhos. – Me ligue quando estiver voltando de Forks amanhã, por favor.

- Claro, pode deixar.

Eu desliguei, já discando o número de Bella e colocando o telefone na orelha novamente. E ela atendeu no segundo toque.

- Ei... – Sorri ao ouvir sua voz. – Eu pensei que tinha acontecido alguma coisa, já que você geralmente liga mais cedo.

Eu ri.

- Alice ligou – revirei os olhos. – Sabe como é...

E Bella riu também.

- Como foi o seu dia? – indagou. – Tudo certo para você voltar amanhã?

Eu tornei a sorrir.

- Sim – murmurei. – Devo chegar à noite, no entanto. Prometo ir direto para o seu apartamento. Eu realmente sinto sua falta.

Eu a escutei suspirar do outro lado da linha.

- Eu também – murmurou. – Mas é só mais um dia... Quando você vai para Londres mesmo?

Eu fiz uma pequena careta quando a escutei dizer isso. Estávamos abrindo uma filial de minha empresa em Londres, o motivo de eu estar viajando tanto. Todas as cidades – mesmo que fossem pequenas – que tinham algo a ver com a empresa, estavam recebendo visitas minhas. Eu queria saber se tudo estava certo, verificar algumas coisas, antes de viajar para Londres, onde eu ficaria durante uma semana.

E infelizmente, Bella não iria poder ir comigo, já que ela tinha seu trabalho e a faculdade.

- Eu acredito que na semana que vem – comentei. – Eu queria que você pudesse ir comigo...

- Eu também queria ir – disse. – Mas vai passar voando, eu prometo. E se você tiver que ir lá para resolver algum problema um dia, e eu estiver já formada ou de férias, ou algo assim, prometo que vou com você, ok?

Eu ri, imediatamente sendo tomados pelas lembranças de nossa viagem a Nova York. Uma viagem que tinha acontecido há pouco mais de um ano.

- Precisamos voltar a Nova York um dia – comentei.

E ela riu.

- Talvez no Natal... – murmurou.

E eu tornei a rir.

Nós conversamos durante mais alguns minutos, até eu olhar o relógio e ver que, se eu pretendia levantar cedo, resolver o que eu tinha para resolver e conseguir viajar por volta das dez, eu precisava ir dormir.

- Tenho que ir – comentei. – Tenho uma reunião amanhã cedo...

- Ah, tudo bem – respondeu. – A gente se vê amanhã, certo?

- Claro que sim, linda – sorri. – Eu sinto muito a sua falta, sabia?

- Eu também sinto a sua falta, Edward – comentou. – Mais do que você imagina.

Eu me peguei sorrindo para o quarto escuro, sabendo que Bella provavelmente estava sentada em sua cama, as pernas cruzadas, os olhos castanhos que eu tanto amava com aquele brilho, um sorriso brincando em seu rosto, as bochechas coradas...

- Dirija com cuidado. – Ela continuou. – Por favor.

Eu ri.

- Pode deixar, baby – disse. – Durma bem, ok?

- Você também. – Sua voz não passava de um sussurro agora. – Eu te amo.

- Eu também te amo – respondi.

Desliguei o celular, já o programando para despertar amanhã às seis, com um sorriso gigante no rosto. Pareciam palavras tão simples, mas que sempre mexiam comigo.

Toda vez que Bella falava.

E sempre fazendo com que eu me lembrasse de quando ela tinha dito aquelas três palavras pela primeira vez.

Flashback.

Após o aniversário de Bella, o tempo pareceu voar. Charlie voltou no dia seguinte a Forks, fazendo, novamente, com que prometêssemos uma visita. Em meio ao meu trabalho e ao trabalho de Bella e sua faculdade, nós começamos a nos ver só à noite, já que parecia praticamente impossível que conseguíssemos almoçar juntos.

Nós estávamos cada vez mais juntos e mais abertos um com outro. Tínhamos nossas brigas, geralmente bobas, como todos os casais. Mas nos dávamos bem, nos divertíamos juntos, descobrindo mais sobre o outro, pequenas coisas que não pareciam ser muito importes mas que acabavam sendo.

Em um sábado, pouco mais de dois meses depois do aniversário de Bella, resolvemos sair, fazer um piquenique. Bella preparou a cesta e eu escolhi o lugar, o Volunteer Park. Saímos cedo, aproveitando o clima.

- Você nunca veio aqui, não é? – indaguei a Bella assim que chegamos, já pegando a cesta que tinha ficado no porta-malas.

Ela olhou em volta, seus lindos olhos castanhos brilhando. Eu sorri com a visão, prometendo a mim mesmo que eu a traria ali quantas vezes ela quisesse, apenas para ver seus olhos brilhando daquela forma novamente.

- Não – murmurou. – É lindo.

Nós caminhamos durante algum tempo, de mãos dadas. Havia muitos casais ali, assim como algumas crianças. Eu sorri com a imagem.

- Onde você quer se sentar? – indaguei a Bella.

Ela deu de ombros, sem deixar de sorrir.

- Por mim, tanto faz.

Andamos mais um pouco antes de enfim nos sentarmos, de frente para uma vista linda. Eu ajeitei a manta que havíamos trazido, colocando algumas comidas e bebidas ali, ao mesmo tempo em que observava Bella, que em nenhum minuto, desde que tínhamos chegado ali, tinha parado de sorrir.

- Aqui é tão lindo. – Ela comentou, seus olhos castanhos olhando tudo ao redor, antes de enfim olharem para mim. – Obrigada por me trazer.

Eu sorri de volta para ela, dando de ombros, estendendo-lhe a mão e a puxando para mais perto de mim.

Nós ficamos ali, apenas em silêncio, comendo e bebendo. Às vezes conversávamos, às vezes ríamos quando víamos uma criança passar por ali correndo. Bella e eu estávamos correndo tanto, devido à faculdade dela e nossos trabalhos, que era bom ter um dia para relaxar, apenas para curtir um ao outro.

E então, pouco mais de uma hora depois que estávamos ali, Bella se remexeu em seus braços, virando-se um pouco, um sorriso enorme tomando conta de seu rosto.

Eu sorri de volta para ela automaticamente.

- O quê? – indaguei, deixando que ela se ajeitasse em minhas pernas, agora de frente para mim.

Bella se calou durante alguns segundos, ficando séria de repente. Ela ergueu a mão e acariciou meu rosto.

- Eu te amo – murmurou.

Eu fiquei calado também, arregalando um pouco os olhos, sentindo meu coração começando a acelerar. Eu abri a boca e fechei, sem conseguir acreditar que aquelas três palavras tinham mesmo saído da boca dela.

- Você não precisa dizer nada. – Bella continuou, sorrindo um pouco. – Eu só queria que você soubesse, sabe? Tem um tempinho que eu queria dizer isso, mas não sei, queria que fosse perfeito...

Eu senti um sorriso nascendo em meu rosto ao mesmo tempo em que ela dava de ombros. Meu coração acelerou um pouco de mais e eu me ajoelhei imediatamente, segurando o rosto dela entre minhas mãos, somente para depositar um beijo demorado em seus lábios.

- Oh, Bella... – suspirei. – Eu também te amo. Você não tem ideia do quanto.

Eu a beijei novamente e novamente, quebrando o beijo somente quando ambos precisávamos respirar um pouco.

- Obrigada – sussurrou ela, seus olhos castanhos brilhando, aquele sorriso que eu tanto amava tomando conta de seu rosto. – Obrigada por tudo.

Eu ergui minha mão e acariciei seu rosto, e ela fechou os olhos, inclinando seu rosto e deitando-a em minha mão.

- Sempre – murmurei, antes de tomar seus lábios em mais um beijo.

Fim do flashback.

Ainda sorrindo, ajeitei-me na cama, deixando que o sono tomasse conta de mim. O dia seguinte seria longo, eu sabia. Assim como sabia que valeria totalmente a pena.

_

Eu me vi de pé assim que o celular despertou, ainda um pouco sonolento. Exatamente por isso, caminhei até o banheiro, onde tomei um banho, deixando que a água quente escorresse pelas minhas costas. Sorrindo, vesti-me assim que me enxuguei, colocando uma calça jeans e uma blusa de mangas cumpridas. Após guardar meu pijama na mala e fechá-la, saí do quarto do hotel, segurando a mala em uma mão e a jaqueta na outra.

Parti para o escritório por volta das sete e meia, onde fiquei preso em uma última reunião, resolvendo os últimos detalhes. Quando a mesma acabou, coloquei minha assistente no táxi que eu pagara para que a levasse até Seattle.

- Tire o dia de folga – disse a ela. – Não precisa se preocupar com nada, ok? Nos vemos amanhã, depois do almoço, na empresa.

Ela sorriu, assentindo. Acenei mais uma vez, vendo o táxi se afastar antes de seguir em direção ao meu carro. Adentrei o mesmo e sorri, já o ligando e partindo para Forks.

Três horas depois, eu me encontrava adentrando aquela cidadezinha que eu tinha ido algumas vezes. Sorrindo, dirigi-me para o caminho já conhecido: a casa de Charlie.

A viatura estava parada em frente à casa, então eu estacionei atrás dela. Desci e segui para a porta de entrada, batendo gentilmente à porta.

- Edward! – Charlie abriu a mesma com um sorriso imenso no rosto. – Você chegou mais cedo do que eu esperava.

Eu sorri de volta para ele, entrando em sua casa. Ele me levou até a cozinha, pedindo que eu me sentasse, enquanto abria a geladeira.

- Cerveja? – indagou.

- Não, obrigado – disse. – Eu vou dirigindo para Forks hoje ainda.

Charlie assentiu e, junto com uma lata de cerveja, tirou uma jarra de suco. Ele as colocou na mesa, junto com um copo, antes de voltar para a geladeira e tirar algumas vasilhas.

- Sue veio visitar Forks um dia desses – comentou. Eu fiquei um pouco surpreso quando vi as bochechas de Charlie corarem; isso me fez sorrir. – Ela deixou algumas comidas prontas para mim. Espero que não se importe.

- Claro que não, Charlie – murmurei. – Precisa de ajuda?

Ele negou, pedindo que eu continuasse sentado, enquanto servia um pouco de comida e colocava no micro-ondas. Logo em seguida, ele colocou o prato em minha frente e se sentou também, já começando a comer.

Nós conversamos sobre banalidades enquanto comíamos, eu me sentindo um pouco nervoso para falar com ele sobre o que me levara ali.

Mas então, quando acabamos, Charlie voltou-se para mim, um sorriso tomando conta de seu rosto.

- Acho que Bela não sabe que você está aqui... – murmurou, o que me fez soltar um riso nervoso.

- Não, ela não sabe – disse. – Ela acha que estou em Olympia, tendo reuniões...

Ele riu.

- E por que você não contou para ela, filho?

Eu respirei fundo, tomando o último gole do suco e colocando o copo de volta à mesa.

- Hmmm... – murmurei, sem saber como dizer aquilo.

- Só diga logo o que você quer, Edward. – Charlie riu, balançando a cabeça, dando mais um gole em sua cerveja.

Eu o encarei, vendo como ele parecia despreocupado. E isso me fez sorrir.

- Eu quero a sua bênção para pedir a mão de Bella em casamento – murmurei. – Eu quero fazer dela a minha mulher. Quero, mais do que tudo, que ela se torne a minha esposa.

Bella POV.

Eu encarei o relógio pela décima vez naquele dia, desejando que o horário de ir embora chegasse logo. Por mais que eu amasse meus trabalhos e me divertisse – e muito – cuidando de todas aquelas crianças, eu sentia falta de Edward.

E eu realmente queria vê-lo hoje.

- Tia Bella, tia Bella!

Eu olhei para baixo imediatamente, sorrindo ao ver Ricky, um garotinho de cinco anos que tinha começado na creche naquela semana. Abaixei-me, ficando a altura de seus olhos, observando seu sorriso, seus olhos azuis brilhando.

- O que foi, querido? – indaguei, passando a mão por seus cabelos extremamente lisos e loiros.

- Você vem cololir comigo? – perguntou, já pegando minha mão e começando a me puxar em direção à mesa onde antes ele estava sentado.

E eu somente sorri, assentindo e o seguindo.

Nós colorimos durante alguns minutos, antes de eu me levantar e andar pela sala, ajudando as outras crianças. Eu fiquei fazendo tal coisa até minha chefe, Andy, avisar que estava na hora do lanche delas.

Ficar com as crianças era algo que me fazia bem e me divertia muito, fazendo-me enxergar como seriam meus próximos anos, já que eu tinha escolhido aquela profissão. Eu já estava tão acostumada a estar naquele lugar, que nem parecia que já trabalhava ali a pouco mais de um ano.

Algum tempo mais tarde, eu me encontrava entregando a uma criança para uma mãe sorridente, que mal se despediu de mim e começou a perguntar à filha como tinha sido a tarde dela. Eu sorri para essa visão e me virei, despedindo-me de Andy e lhe dizendo ‘até amanhã’.

- Vá com cuidado, Bella. – Ela disse, acenando.

Eu assenti, pegando minha bolsa e já saindo, fechando a porta atrás de mim. Caminhei bem devagar, em direção ao ponto de ônibus que ficava na próxima rua, sorrindo para o nada, somente por saber que, naquela noite, eu veria Edward.

Parei de caminhar e me abaixei rapidamente, no canto da calçada, apenas para amarrar o meu tênis, antes que eu tropeçasse e acabasse caindo. Quando tornei a ficar de pé, notei um carro preto se movendo muito devagar, ao meu lado na rua, quase parando. Franzindo a testa e dando de ombros, continuei a caminhar.

Atravessei a rua e me dirigi ao ponto de ônibus, onde mais duas pessoas se encontravam. Quando parei ali, olhando para a direção que eu tinha vindo, esperando por meu ônibus, notei o carro preto mais uma vez e tornei a franzir a testa.

Por fim, balancei a cabeça e suspirei, afastando aquele pensamento de ser seguida da minha cabeça. Provavelmente, tinha sido só uma coincidência.

Poucos minutos depois meu ônibus chegou e eu entrei, sentando-me no fundo e apoiando minha cabeça na janela. Puxei meu celular rapidamente para fora da minha bolsa, contando os minutos para ver Edward novamente.

Desci um ponto antes do que eu costumava descer, parando no supermercado e comprando os ingredientes para a torta de chocolate que Edward tanto gostava quando eu fazia. Comprei outras coisas que eu precisava também, querendo preparar um jantar para ele. Eu sabia que ele adorava quando eu fazia esse tipo de coisa.

Cumprimentei o porteiro assim que cheguei, parando rapidamente para pegar minhas correspondências. Subi para o meu andar, deixando uma sacola no chão apenas para conseguir abrir a porta.

Então, comecei a me mover de forma rápida, sabendo que Edward estaria aqui em breve, tentando preparar o jantar e a torta ao mesmo tempo. Após colocar a torta na geladeira e o peixe no forno, rumei até o banheiro, onde tomei um banho rápido. Depois de estar vestida com meu habitual pijama, segui novamente até a cozinha, abrindo o forno e tirando o peixe.

E então, enquanto eu lavava algumas das louças que eu tinha sujado, escutei o barulho de chaves na porta. Sorrindo, larguei as louças imediatamente, desligando a torneira e secando minhas mãos, antes de seguir em direção à porta.

Somente para encontrar um Edward sorridente ali.

- Edward! – gritei, correndo até ele e o abraçando.

Ele riu baixinho, envolvendo seus braços ao meu redor e atacando meus lábios com um beijo que se tornou intenso quase que imediatamente.

Eu o senti andar e fechar a porta, virando-se e me apoiando nela. Deixei que meus dedos passeassem pelos seus cabelos, arrancando-lhe um gemido baixo. Isso fez com que eu sorrisse.

- Senti sua falta – murmurei, quebrando o beijo, respirando de forma rápida e curta. – Muita.

Edward apertou os braços ao meu redor, sorrindo imensamente.

- Eu também, baby. – Ele salpicou beijo por todo o meu rosto, antes de voltar para a boca novamente. – Eu também.

Eu sabia que havia um jantar e uma torta esperando por nós, mas não estava ligando muito para isso. Nesse último ano que estávamos cada vez mais próximos, Edward tinha viajado poucas vezes, mas nunca tinha ficado tantos dias fora como dessa vez. E como ele ficaria quando fosse viajar para Londres.

Nós nos beijamos durante alguns minutos, separando-nos somente quando precisávamos respirar. Alguns minutos depois, Edward me levou até o sofá e ficamos ali um pouco, ora matando um pouco a saudade, ora conversando.

Quando fomos jantar, tive que esquentar a comida novamente, mas não me importei. Edward adorou o filé de peixe, assim como adorou a torta. E então, assim que acabamos de comer, nos dirigimos para o meu quarto, dispostos a matar mais um pouco da saudade.

_

Infelizmente, no domingo, Edward viajou para Londres, onde ficaria por volta de cinco ou seis dias. Nós passamos aquele final de semana tão juntos quando podíamos e no domingo eu o levei até o aeroporto, recusando, mais uma vez, quando Edward pediu que eu ficasse com seu carro até que ele voltasse.

- Ele vai ficar parado mesmo, Bella – comentou. – Por que você não o usa?

Eu revirei os olhos.

- Não – disse. – Eu estou acostumada a andar de ônibus, é sério.

Edward suspirou.

- Tudo bem – resmungou. – Mas você vem me buscar na semana que vem, certo?

Eu sorri para ele, colocando-me na ponta dos pés e o beijando novamente.

- Claro que sim.

Fiquei ali mais um pouco antes de ir embora, acenando para ele. Sorrindo um pouco, saí do aeroporto.

Voltei para casa e passei o resto do domingo estudando. Preparei um lanche rápido quando a noite chegou e depois de ver um pouco de televisão, me dirigi para a casa, onde fiquei esperando Edward ligar, para avisar que tinha chegado. Logo após falar com ele, deixei que o sono tomasse conta de mim, sabendo que aquela semana iria se arrastar.

Acordei no dia seguinte no mesmo horário de sempre, arrumando-me rapidamente e tomando um café da manhã. Por fim, peguei minha mochila e me para fora do apartamento, levando comigo uma maçã.

E assim que saí do prédio, vi um carro preto familiar parado logo ali.

Parei por um momento, mas balancei a cabeça e suspirei, seguindo para o ponto de ônibus.

A manhã pareceu se arrastar, mas logo eu estava livre das aulas. Caminhei até uma lanchonete ali perto e comi rapidamente, antes de seguir para a creche.

E mais uma vez, no meio do caminho, eu vi o mesmo carro preto.

Engolindo em seco e sentindo meu coração acelerar, eu segui para o trabalho, agradecendo mentalmente às crianças por me distraírem. Enquanto elas lanchavam, mandei uma mensagem para Edward, dizendo-lhe que sentia sua falta e que não via a hora de ele estar de volta.

- Pronto, Bella. – Andy falou, já à noite. – Obrigada por ficar um pouco mais tarde... Eu ainda estou entrevistando as garotas para a terceira vaga, mas logo as coisas aqui devem se acalmar.

Eu sorri para ela, assentindo.

- Sem problemas – disse. – Você sabe que eu gosto.

Ela riu. Despedi-me dela e peguei minha mochila, saindo da creche. Andei rapidamente, querendo chegar em casa logo. Olhei em volta, suspirando de alívio quando não vi nenhum carro preto ali.

Mas o alívio durou pouco, já que assim que desci no meu ponto, pouco antes de casa, o vi ali, parado.

Os dias pareceram se arrastar, mas logo a quinta-feira chegou. Edward me ligava sempre que podia e na noite anterior, havia me dito que estaria de volta no sábado, à noite.

Tentei dar uma boa olhada no carro, para ver se eu conseguia enxergar o motorista, mas foi em vão. Os vidros eram muito escuros e eu não tinha coragem de chegar mais perto do que aquilo.

Então, com o coração acelerado, andei um pouco e quando olhei para trás, o carro preto estava se movendo. Disposta a comprovar se tudo aquilo era da minha imaginação, entrei no supermercado, pegando algumas coisas que eu precisava e parando no caixa. Após pagar, olhei para o lado de fora e novamente, o carro preto estava ali, parado.

Sentindo meu coração acelerar saí do supermercado, rumando para casa o mais rápido possível. Quando cheguei em frente ao prédio, virei-me, apenas para me certificar se o carro tinha me seguido.

E ele tinha.

Corri para dentro do prédio, cumprimentando o porteiro rapidamente e indo para o meu andar. Fechei a porta atrás de mim e a tranquei, encostando-me na mesma logo em seguida, fechando os olhos e respirando fundo.

Ao que tudo indicava, eu estava sendo... seguida?

Mas se estava... por quê?

Notas finais
N/A: Olá, que capítulo, hein?! Edward planejando pedir Bella em casamento, em meio às viagens de trabalho dele e tudo o mais. E Bella sendo seguida, hmmm... Será? E se estiver, por quê?
Vamos ver, vamos ver.
Quem quiser spoiler, já sabe. Só deixar e-mail.
E é isso...
Até domingo que vem!
xx
PS: Beta ainda sem internet, portanto capítulo não betado. Dei uma revisada e tudo o mais, mas enfim. Perdoem-me por possíveis erros ;)