Encantado

33 Capítulo Trinta e Dois - Space Needle


Notas iniciais
Oi, gente! Aviso importante na N/A, ok? Leiam, por favor.
Espero que gostem desse capítulo super fofo!
Divirtam-se (;

Edward POV.

Eu encarei a tela à minha frente enquanto franzia a testa. Podia ser só coisa da minha cabeça, eu sabia, mas mesmo assim... Eu sentia que algo estava estranho.

Era uma terça-feira e eu estava em Londres há apenas dois dias. Tanto quanto eu queria ir embora e começar a montar um plano para pedir Bella em casamento, eu não podia. Em meio a tantas reuniões e tudo o que eu tinha que resolver para que essa nova filial fosse um sucesso, eu não estava tendo tempo para nada.

Porém, mesmo com pouco tempo, eu sempre arrumava algum para conversar com Bella e/ou mandar uma mensagem para ela.

Que era o que eu tinha feito há poucos minutos. Havia mandado uma mensagem dizendo que sentia falta dela, não via a hora de voltar e que era completamente louco por ela.

E tudo o que ela tinha respondido era “eu também”.

Suspirei pesadamente e balancei a cabeça, afastando os pensamentos que estavam tomando conta de mim. Não era nada demais, certo?

Mesmo que Bella tenha agido indiferente na noite anterior também. Mesmo que não tenha atendido e nem retornado a ligação que eu havia feito a pouco, sabendo que era o horário de almoço dela.

Cansado de ficar pensando em besteiras, desbloqueei meu celular, resolvendo mandar uma mensagem para ela.

Está tudo bem? Você parece... Estranha.

Cliquei em enviar e esperei deitado em minha cama, ansioso pela sua resposta.

Que só chegou uns bons quinze minutos depois.

Tudo ótimo, apenas dias corridos. Provas... E o número de crianças na creche aumentou.

Respirei fundo, me sentindo um pouco mais aliviado, embora ainda estivesse um pouco preocupado. Mandei, então, uma última mensagem para ela, dizendo-lhe que eu sentia saudades e que mal podia esperar por sexta, que era quando eu iria embora.

Coloquei o celular no criado-mudo, por fim, e me ajeitei na cama, deixando que o sono tomasse conta de mim.

Eu teria um longo dia pela frente para enfrentar amanhã.

_

Bella continuou um pouco estranha na quarta. Ela me mandou mensagens e conversou um pouco comigo, mas parecia um pouco distraída.

E mesmo eu tentando me convencer de que era coisa da minha cabeça, não pude deixar de ficar um pouco preocupado. Por isso, naquela noite, quando cheguei da empresa, liguei para Alice, pedindo-lhe para almoçar com Bella no dia seguinte, apenas para saber se estava tudo bem.

– E os planos para sábado? – indagou-me ela, após prometer-me que iria buscar Bella na faculdade. – Já sabe como vai ser tudo?

Eu sorri, sentindo meu coração acelerar um pouco.

– Eu ainda não tenho o anel, Alice – disse. – Vou conseguir comprar no sábado, acredito... Estava olhando alguns modelos e... Eu não sei.

Ela riu.

– Eu vou te ajudar – disse. – Do que você precisa?

Contei a ela sobre os meus planos, embora eu não estivesse muito certo de que aquilo funcionaria. Alice, porém, pareceu bem animada, desligando logo em seguida, dizendo que tinha muito que fazer.

– Dê uma olhada na internet – prosseguiu. – Tenho certeza de que, até sábado, vamos conseguir um anel perfeito para Bella. Pode apostar.

Eu a agradeci mais uma vez, antes de desligar, lembrando-lhe de falar com Bella no dia seguinte.

Por fim, levantei-me e tomei um longo banho, antes de tornar a me deitar. Bocejando, olhei a tela do meu celular e sorri.

– Mais três dias até eu te pedir, Bella – suspirei. – E eu realmente espero que você diga sim.

_

Já que eu estava disposto a ir embora na sexta logo cedo, fiquei até mais tarde na empresa no dia seguinte. Em meio a reuniões, palestras e tudo o mais, eu mal tive tempo de almoçar.

E duvidava que conseguisse dormir antes das onze naquela noite.

Fechei mais alguns contratos e dei mais umas lidas em alguns papéis.

E estava tão concentrado que demorei um pouco para escutar meu celular tocando.

– Oi, Alice – murmurei, bocejando. – Aconteceu alguma coisa?

Ela riu.

– Você pode entrar no skype por um minutinho, por favor? – pediu. – É meio que urgente...

Suspirei pesadamente, largando a folha que eu estava segurando.

– Estou meio ocupado... – disse. – Está tudo bem com Bella? Você almoçou com ela hoje?

– Entre no skype, por favor – pediu, ignorando-me. – Eu prometo que você não vai se arrepender!

Revirei os olhos, mas disse a ela que entraria rapidamente. Encerrei a ligação, por fim, e peguei o notebook, abrindo-o e já digitando minha senha. Após verificar se eu tinha conexão com a internet, abri o skype. Quase que imediatamente, Alice me chamou para uma chamada com vídeo.

– Ei, Alice. – Sorri para a tela assim que minha irmã apareceu, um sorriso enorme no rosto. – Está tudo bem?

Ela assentiu, rindo.

– Você disse que estava com pressa, então... – A tela se mexeu um pouco e eu pude ver que Alice estava em seu quarto, na casa dos nossos pais. – Há alguém aqui querendo falar com você.

Bella apareceu, sorrindo e acenando para mim. Seus cabelos castanhos estavam presos em um rabo de cavalo, mas eu não podia ver muito mais do que isso. Podia ver um pedaço da sua blusa e um pedaço do edredom que cobria a cama de Alice. Parecia que as duas estavam... Deitadas na cama?

– Oi, baby – murmurei. – Você está bem?

– Vou deixar vocês a sós. – Escutei Alice dizer, mas não consegui vê-la sair do quarto. – Até mais, irmãozinho.

Bella olhou para trás por um momento, rindo, antes de voltar a olhar para mim.

– Ei... – sussurrou. – Estou ótima... E você? Eu não estou atrapalhando o seu serviço, não é?

Eu neguei imediatamente, mesmo tendo diversos papéis na mesa que precisava avaliar e liberar ainda hoje, se quisesse mesmo voltar para casa na sexta. Entretanto, eu não via Bella desde o domingo e realmente sentia falta dela.

– Não se preocupe com isso – sorri. – Como estão às coisas por aí?

Ela deu de ombros.

– Sinto muito por parecer distante – suspirou. – Estou em semana de provas, sabe como é... E o número de crianças na creche tem aumentado... Andy ainda está olhando uma terceira pessoa para nos ajudar, mas até agora nada...

Eu observei a olheira ao redor de seus olhos e me aproximei um pouco mais da tela.

– Aposto que a senhorita anda estudando até tarde e não dormindo direito – estreitei meus olhos.

Ela riu. E logo em seguida mordeu o lábio inferior.

– É só essa semana – murmurou. – Eu prometo.

Sorri, assentindo.

– Você resolveu almoçar com meus pais hoje? – indaguei.

– Alice me arrastou para cá. – Bella revirou os olhos, mas continuou sorrindo. – Nós já almoçamos... Então ela me disse que você estava preocupado e sugeriu que conversássemos um pouco... Eu realmente sinto muito.

Dei de ombros.

– Está tudo bem, baby – disse. E então me lembrei dos papéis que me esperavam. Infelizmente, ela tinha que trabalhar e eu tinha de voltar ao meu trabalho. – Vê se não some, ok? Eu sinto sua falta...

Ela assentiu.

– Me mande uma mensagem quando você estiver indo dormir – disse. – Eu prometo responder.

– Certo – disse. – E trate de dormir direito, por favor. Além do mais, eu tenho uma surpresa para você no sábado à noite.

Bella arregalou os olhos por um momento antes de estreitá-los, inclinando a cabeça um pouco para o lado, como ela sempre costumava a fazer quando estava pensativa. Eu sorri com a imagem, desejando que não houvesse uma tela entre nós, desejando que ela estivesse ali comigo.

Por favor, pensei, aceite meu pedido. Case-se comigo. Seja minha esposa. Nada me faria mais feliz.

– O que você está aprontando, Edward? – ela indagou, me fazendo rir.

– Não se preocupe – murmurei, sentindo meu coração já acelerado. Eu realmente estava ansioso para o sábado. – Apenas se cuide, certo?

Ela sorriu.

– Se cuide também – disse. – Por favor.

Foi a minha vez de sorrir.

– Pode deixar – pisquei para ela. – Não se esqueça de me mandar uma mensagem

Bella assentiu.

– Você sabe que eu te amo, não sabe? – sussurrou.

– É claro que eu sei, baby. Eu também te amo, muito.

Nós nos despedimos durante mais alguns segundos, antes de eu fechar a tela do meu notebook, agora um pouco mais tranqüilo.

Voltei a pegar meus papéis, começando a trabalhar mais rápido do que antes.

– Sábado, Bella – murmurei. – Sábado.

E eu mal podia esperar por ele.

Bella POV.

Eu fechei o notebook de Alice sentindo-me um pouco mal por ter ocultado algo de Edward. Tinha ficado sim, um pouco distante dele nesses últimos dias... Mas apenas porque eu não tinha ideia de como iria lhe dizer que eu estava sendo seguida.

Na terça eu tinha sido seguida novamente, mas na quarta não. Eu tinha visto o carro apenas quando estava saindo do prédio, o que tinha me feito congelar durante um ou dois segundos. Porém, não o vi durante o resto do dia. E nem hoje. Nem mesmo uma vez.

Fiquei um pouco mais tranqüila com isso, decidindo que contaria a Edward apenas no caso de voltar a acontecer. Não queria que ele ficasse preocupado por causa de algo que, talvez, tivesse sido apenas um engano meu.

Desci as escadas pouco depois de termos conversado, pedindo a Alice que me levasse de volta ao trabalho. Ela concordou imediatamente, já indo abraçar sua mãe e seu pai.

– Obrigada pelo almoço. – Agradeci aos dois, me despedindo também.

E Esme apenas disse para eu aparecer mais.

Alice contava animada sobre o show que havia ido com Jasper na noite passada, enquanto eu tentava adivinhar a surpresa que Edward estava preparando.

– Alice... – cortei-a quando percebi que estávamos chegando à creche. – Edward me falou de uma surpresa no sábado...

Ela sorriu, seus olhos verdes iguais aos do irmão me fitando por um momento antes dela olhar para frente novamente.

– Você sabe! – acusei.

E ela somente riu.

– Claro que eu sei – revirou os olhos. – Você vai amar, eu tenho certeza. E antes que peça, já digo que não, não posso te contar. Apenas esteja esperando por mim em seu apartamento no sábado, por volta das 15h30.

Eu mordi o lábio inferior com força.

– Você não vai mesmo me contar? – murmurei.

– Apenas confie em mim, Bella – disse ela, revirando os olhos novamente. – Algo me diz que você vai amar.

E eu somente bufei, o que a fez rir ainda mais.

_

O resto do dia se passou até que rapidamente. Em meio a olhar as crianças, brincar com elas, ajudá-las em seus desenhos e tudo o mais, eu mal tive tempo para parar.

Quando enfim eu fui liberada para ir embora, congelei por um momento antes de sair, com medo de ver o carro preto. Porém, para a minha surpresa, não havia nenhum quando saí da creche e nem quando eu seguia para o ônibus, descia do mesmo e seguia para o meu apartamento.

Na sexta também não vi o carro em lugar nenhum, o que me deixou mais aliviada. Segui até a faculdade normalmente, muito mais aliviada agora que esse carro tinha parado de me seguir.

Comi rapidamente na lanchonete na hora do almoço, sorrindo ao me lembrar de que Edward chegaria à noite. E eu realmente esperava que ele não tivesse que viajar tão cedo.

Passei em seu apartamento após almoçar, onde peguei seu carro. Seu voo estava programado para chegar por volta das sete e após o serviço, eu iria direto para o aeroporto. Exatamente como tinha prometido a ele.

Agradeci mais uma vez por ter um trabalho que me permitia distrair. Era sempre bom estar com as crianças, me divertir com elas.

E antes mesmo que eu me desse conta, já era hora de ir buscar Edward.

– Tenha um bom final de semana, Bella. – Andy disse, sorrindo. – Você pode ir agora. Só temos mais uma criança e o pai disse se atrasaria um pouco...

Eu sorri para ela.

– Tem certeza, Andy? – indaguei.

– Claro – revirou os olhos. – Vá lá buscar o seu namorado. Acho que você já está, também, um pouco atrasada...

Eu desejei para ela um final de semana também, sorrindo, antes de pegar minhas coisas e ir em direção ao aeroporto. Dirigi o mais calmamente que eu pude, em nenhum momento conseguindo parar de sorrir.

Eu realmente sentia falta de Edward.

E queria muito vê-lo logo.

Estacionei na primeira vaga que vi, assim que cheguei, pegando minha bolsa e retirando a chave da ignição. Saí, trancando o carro atrás de mim, e praticamente corri para dentro do aeroporto.

Se meu relógio estivesse correto, eu estava um pouquinho atrasada. Edward, àquela altura, já deveria estar me esperando.

Um enorme sorriso tomou conta do meu rosto assim que eu o vi, segurando sua mala e encostado em uma das paredes. Seus olhos verdes quase que imediatamente encontraram-me em meio às pessoas que entravam e saíam apressadas, e ele sorriu, já se afastando da parede e começando a vir em minha direção.

– Bella! – Edward largou a mala e me abraçou. – Eu senti a sua falta, baby.

Eu ri em sua camisa, retribuindo ao abraço, apertando-o contra mim.

– Eu também. – Plantei um beijo em seu pescoço e me afastei, encarando aqueles olhos que eu tanto amava. – Como foi o voo?

– Longo, mas tranqüilo. – Ele deu de ombros. – E o seu dia, como foi?

– Normal – murmurei. – Na verdade, eu estou meio curiosa... O que você aprontou?

Mas Edward somente riu e me beijou, não respondendo a minha pergunta. Ele pegou a mala logo em seguida e minha mão, saindo e indo em direção ao seu carro. Conversamos um pouco enquanto ele dirigia para o meu apartamento. Quando tentei novamente descobrir o que iríamos fazer no dia seguinte, ele tornou a rir e disse que era para eu esperar.

Nós ficamos tanto juntos quanto possível naquela noite. Edward pediu comida chinesa, dizendo que eu não precisava preparar nada. E depois de comermos, nós fomos tomar banho... Juntos.

– Senti sua falta – murmurou Edward, salpicando beijos em meu pescoço, a água quente escorrendo e batendo em nossos corpos. – Muita...

Eu gemi baixinho, inclinando minha cabeça um pouco para o lado, o que fez Edward rir. Ele se aproximou ainda mais do meu corpo, envolvendo-me em seus braços e erguendo meu queixo.

– Eu te amo, baby – sussurrou, beijando minha testa, meu nariz, minhas bochechas, meu queixo...

– Eu também te amo – murmurei de volta, antes de tomar seus lábios em um beijo.

Mais tarde, nós deitamos em minha cama, Edward usando apenas uma calça de moletom e eu usando uma de suas blusas. Aconcheguei-me em seu peito, seus braços imediatamente me envolvendo, seus lábios beijando meu cabelo.

– Boa noite... – murmurei, os olhos já fechados.

E antes de eu adormecer, tive a impressão de Edward ter falado algo comigo.

– Eu realmente espero que você diga que sim...

_

Edward me acordou no sábado bem cedo, dizendo que ele tinha algumas coisas para resolver na rua.

– O que é? – indaguei, bocejando.

E ele apenas riu.

– Parte da sua surpresa – piscou. – Não se preocupe, a gente vai se ver à noite, ok?

– Só à noite? – tornei a perguntar, enlaçando seu pescoço com os braços, prendendo-o na cama. – E você não vai me contar o que vai fazer?

Edward tornou a rir, enquanto depositava um pequeno beijo em meus lábios.

– Não, senhorita – murmurou. – Alice disse que vai passar aqui por volta de 15h30. Faça tudo o que ela pedir, ok? Eu venho te buscar por volta das 18h30.

Assenti, revirando os olhos.

– Até mais tarde, baby. – Ele me beijou novamente antes de ir.

Enrolei o máximo que pude na cama, mas acabei levantando pouco mais de uma hora depois. Preparei ovos mexidos e bacon para mim, assim como suco de laranja, sentando-me à mesa e comendo de forma devagar.

Lavei a louça quando terminei, enrolando o máximo que eu podia, mas quando terminei, vi que ainda era muito cedo. Então, abri e fechei as portas do armário, pegando um bloco e anotando o que estava faltando. Caminhei até o banheiro e fiz minha higiene matinal. Por fim, troquei-me e caminhei até o supermercado.

Quando voltei para o apartamento, pulei-me no sofá, onde fiquei vendo televisão o resto da manhã. Mais tarde, pouco depois de meio-dia, preparei um lanche rápido para mim, sem estar muito a fim de almoçar. Depois, comecei a terminar alguns trabalhos para a faculdade, o que acabou tomando um bom tempo da minha tarde.

E então, antes mesmo que eu me desse conta, a campainha do meu apartamento tocou, o que me assustou um pouco. Juntando os papéis que eu tinha deixado espalhados pela mesa da cozinha, olhei o relógio, vendo que já era quase 15h30.

– Oi, Alice – cumprimentei-a assim que abri a porta, meus olhos presos nas sacolas e bolsas que ela carregava. – O que você pretende fazer com tudo isso?

Ela riu, revirando os olhos.

– Eu estou muito bem, Bella, obrigada, e você? – indagou, entrando no apartamento. – E tudo isso aqui, é para você se arrumar.

– Me arrumar? – perguntei confusa, fechando e trancando a porta antes de segui-la até o meu quarto.

– Sim. – Ela tornou a revirar os olhos. – Agora, por que você não vai tomar um banho?

Eu continuei a encarando por um momento, antes de suspirar e dar de ombros. Aceitei os cremes que ela me estendeu, ouvindo suas instruções de como usar cada um, alguns para o cabelo e outros para o corpo.

Peguei minha toalha e segui para o banheiro, fazendo tudo como Alice havia dito, embora não conseguisse por que de estar fazendo tudo aquilo.

Terminei de banhar quase meia hora depois, graças a todos os produtos de Alice. Sequei-me e me enrolei na toalha, saindo do banheiro e voltando para o quarto.

Pela próxima uma hora Alice me empurrou vestidos, meias, sapatos e tudo o mais. Quando ela pareceu satisfeita quanto a roupa que eu vestiria, me empurrou para uma cadeira que ela havia colocado no canto e começou a trabalhar em meus cabelos, secando-os. Após eles estarem secos, ela os enrolou e os prendeu com alguns grampos.

– Pronto? – indaguei, erguendo a sobrancelha, o que a fez rir.

– Feche os olhos agora – ordenou. – Vou fazer sua maquiagem.

Eu bufei, mas a obedeci, deixando que ela trabalhasse em meu rosto. Quando ela acabou com ele, voltou para os meus cabelos, soltando-os do grampo e tornando a mexer mais um pouco neles.

– Pronto – disse. – Agora, senhorita Swan, vá se vestir. E só se olhe no espelho quando terminar.

Eu revirei os olhos, mas obedeci. Ela me ajudou a colocar o vestido, ajeitando-o com cuidado em meu corpo. Quando pareceu satisfeita, me entregou um par de sapatos muito altos.

– Alice! – murmurei, arregalando os olhos. – Se eu colocar esses sapatos vou, provavelmente, passar a noite em um hospital ou algo assim...

Ela apenas riu.

– Edward não vai te deixar cair – piscou. – Agora, ande, calce.

Suspirando pesadamente, eu os calcei, sentindo-me mais alta do que nunca. Caminhei, então, até o guarda-roupa, abrindo uma das portas e me fitando no espelho grande que havia ali, arregalando um pouco os olhos ao ver o resultado.

– Espere! – Alice soltou um gritinho, mexendo em diversas sacolas ali, até tirar um estojo de veludo. – Edward pediu que você usasse isso...

Ela retirou um cordão bem bonito, afastando meu cabelo e o colocando, assim, completando meu visual. Eu me fitei no espelho novamente, dando uma olhada em meus cabelos, que caíam até os meus seios, formando grandes cachos na ponta... Meus olhos, destacados pela maquiagem... O vestido, um pouco curto, mas ainda assim bonito, e para concluir, aqueles sapatos que, eu tinha certeza, me fariam cair em algum momento daquela noite.

– Agora sim, você está pronta. – Alice disse, parecendo muito orgulhosa.

– Obrigada, Alice – murmurei. Acariciei o lindo cordão em meu pescoço. – Mas esse cordão... Eu não acho que eu possa aceitá-lo...

Ela riu.

– É um presente de Edward, então sim, você vai aceitar – piscou.

Ela começou a juntar todos os outros vestidos, colocando-os nas sacolas novamente, assim como todos os sapatos e as outras coisas.

– Eu te ligo amanhã – sorriu, acenando.

– Espere... – consegui dizer, seguindo-a até a sala. – E Edward?

– Hm... – Alice deu uma olhada no relógio. – Ele deve estar chegando mais ou menos dentro de dez ou quinze minutos, portanto não amasse o vestido. A gente se fala depois.

Eu consegui dizer um “obrigada” muito rápido para Alice, antes de ela sair do apartamento, fechando a porta atrás de si. Voltei para o quarto, terminando de ajeitar tudo ali, até que ouvi a campainha tocar.

Franzindo a testa – já que Edward tinha a chave – segui até lá, abrindo a mesma e me deparando com um Edward muito bonito, trajando um smoking preto e carregando um buquê de flores.

– Oi... – murmurei, sentindo minhas bochechas corarem um pouco. – Obrigada pelo colar.

Ele sorriu.

– Você está linda – sussurrou. – E aqui, essas flores são para você, senhorita.

Eu sorri, pegando o buquê de suas mãos.

– Que flores são essas? – indaguei.

E Edward apenas riu.

– Eu conto mais tarde – piscou. – Agora, vamos?

Eu corri até a cozinha, procurando algo para colocar as flores. Após achar, coloquei água e deixei ali, no centro da mesa, antes de voltar para a sala e aceitar o braço que Edward mantinha estendido para mim.

– Aonde vamos? – indaguei, deixando que ele abrisse a porta do carro para mim.

E ao invés de me dizer, Edward tornou a rir, entrando no lado do motorista e começando a dirigir.

– Obrigada pelas flores – murmurei. – E pelo colar, novamente.

– Não há de quê, Bella – sorriu. – É tão bom quando você aceita meus presentes...

Eu revirei os olhos.

– E a propósito, você está lindo – corei.

– Obrigado – disse. – Você também está muito linda.

Edward dirigiu rapidamente, sem me dar pistas de onde estávamos indo. Ele logo estacionou, saindo e descendo para me ajudar a descer também.

– Aonde vamos? – perguntei novamente, talvez pela décima vez naquela noite.

– Não está óbvio? – indagou, apontando para cima.

Eu olhei, arregalando um pouco os olhos quando vi o Space Needle. Sorri logo em seguida, voltando meus olhos para Edward, lembrando-me de uma vez que eu tinha dito a ele que nunca havia ido ali, mas que tinha vontade.

– Nós vamos jantar – murmurou ele, enlaçando minha cintura com um braço e me guiando. – E depois vamos ficar observando a vista um pouco, que tal?

Eu somente sorri, assentindo.

– Alice fez uma reserva – continuou, ainda me guiando. – Estamos planejando isso há alguns dias.

Eu revirei os olhos, rindo baixinho, ainda sem acreditar que Edward realmente se lembrava do que eu havia comentado meses atrás.

Nós subimos até o restaurante, várias outras pessoas junto de nós, rindo e conversando. Ao contrário das outras pessoas, eu estava apenas observando a cidade que aparecia diante de nós, sorrindo, enquanto os braços de Edward estavam ao meu redor.

Fomos guiados para nossa mesa quase que imediatamente, logo após Edward dizer seu nome e a reserva que havia feito há alguns dias. Edward segurou a cadeira para mim, esperando que eu sentasse antes de dar a volta e se sentar à minha frente, o tempo todo sorrindo.

– É uma vista tão linda... – murmurei. – Eu nem acredito que você se lembrou do que eu disse há meses.

Ele deu de ombros, sorrindo suavemente. Pegamos os menus, conversando animadamente enquanto escolhíamos. Edward, obviamente, escolheu o vinho. Ele parecia tão feliz e animado em alguns momentos, enquanto que em outros ele ficava um pouco nervoso, se mexendo de forma desconfortável na cadeira.

– Algum problema? – indaguei, tomando um gole de vinho.

Ele negou, sorrindo para mim.

Após ele pedir a conta e pagar, guiou-me, novamente junto de outras pessoas, para o topo da torre. Era tudo tão lindo que eu somente fiquei olhando durante alguns minutos, sentindo os braços de Edward me abraçando.

– É muito lindo aqui – murmurei, virando-me em seus braços. – Obrigada por me trazer.

Eu o encarei por um momento antes de me esticar e beijá-lo com suavidade. Ele sorriu por entre o beijo, logo se afastando, seu rosto de repente ficando sério.

– O que foi? – indaguei, franzindo a testa.

– Eu tenho outra coisa para te dar... – Edward engoliu em seco, retirando seus braços de mim e esticando a mão, pegando algo em seu bolso.

Ele esticou uma pequena caixinha azul, envolvida em um laço branco. Eu a peguei, um pouco confusa pela expressão de Edward, e com todo o cuidado do mundo, puxei a ponta do laço, que se desfez imediatamente.

– Eu sei que você não gosta de receber presentes – murmurou, seus olhos verdes me encarando com atenção –, mas eu realmente queria que hoje fosse especial. E também, caso você diga sim, você vai ter que se acostumar com esse tipo de coisa...

Eu tornei a franzir a testa, mas assenti. Tornei a fitar a caixa e retirei sua tampa, arregalando os olhos quando eu vi um lindo bracelete ali, com um pingente azul de coração.

– Oh, Edward... – murmurei. – É lindo.

Ele sorriu.

– Abra o coração – sussurrou, segurando a caixa para mim.

Com as mãos um pouco trêmulas, eu peguei o pingente e o abri delicadamente. Havia um pedaço de papel dobrado ali e, confusa, eu o peguei, abrindo-o também.

Somente para abrir mais os olhos quando eu li o que estava escrito ali, meu coração imediatamente acelerando.

“Casa comigo?”


Notas finais
N/A: Pois é. Parei logo ai, rsrs. Vamos ver o que dona Bella responde.
Fala sério, quem não quer um Edward desses? Muito fofo, pelo amor, né?
E o carro preto? Será que a pessoa lá dentro (ou pessoas, nunca se sabe) parou de seguir a Bella? Vamos ver...
Bom, infelizmente não haverá capítulo no próximo domingo, ok? Eu viajarei na quinta e estarei de volta só no domingo à noite ou na segunda de manhã. Caso eu consiga terminar o capítulo até quarta, dou um jeito. Vou avisar no twitter (@deh_cc). Mas provavelmente, a gente só vai se ver no domingo dia 11/10, ok? Podem deixar e-mail, vou mandar spoiler, sim. Não deve ser nessa semana, mas na próxima mandarei um maior que o normal, que tal?
Espero que compreendam.
Até dia 11/10.
xx