Encantado
37 Capítulo Trinta e Seis - Decision
Notas iniciais
Espero que gostem do capítulo, e que se divirtam (;
A gente se fala na N/A!
Edward POV.
Eu a encarei após cumprimentá-la, ainda sentado à mesa, esperando que ela dissesse qualquer coisa. Principalmente o que estava fazendo ali – embora eu já tivesse as minhas suspeitas.
Fitei-a nos olhos, várias perguntas surgindo à minha cabeça, mas decidindo não expressar nenhuma delas por enquanto. Simplesmente fiquei ali, parado, observando a mulher que se dizia mãe da minha noiva, mas que, na primeira oportunidade, a havia abandonado.
- Edward... – Ela disse, por fim, balançando um pouco a cabeça. – Eu... hmmm... posso me sentar?
Assenti rapidamente, apontando para a cadeira que ficava do outro lado da minha mesa. Ainda não disse nada e, em nem por um minuto, deixei de observá-la.
Ela deu-me um sorriso pequeno, talvez meio nervoso, e moveu-se até a cadeira, puxando-a e se sentando. Mexeu rapidamente em sua bolsa, colocando-a em seu colo, e me olhou novamente, tornando a sorrir.
- Posso ajudá-la em alguma coisa? – indaguei.
Eu a vi suspirar e abaixar a cabeça por um momento, antes de tornar a me fitar.
- Eu sei que disse à Bella que lhe daria um espaço – murmurou –, mas eu realmente quero conversar com ela... E não sei o que fazer... Dei o meu número e disse em qual hotel estava ficando, na esperança de ela vir me procurar, cedo ou tarde, mas… até agora nada.
Não expressei nenhuma reação, apenas assenti, em um incentivo silencioso para que ela continuasse.
- Sei que não deveria ter surgido no apartamento daquele jeito – continuou – e que deveria ao menos ter aviso antes, provavelmente para Charlie, mas é que eu demorei tempo demais...
Tornei a assentir.
- Eu posso te fazer uma pergunta? – indaguei, inclinando-me na minha mesa, apoiando meus braços nela. Assim que ela assentiu, continuei: – Como você ficou sabendo onde Bella estava morando? Cidade, tudo bem, talvez não seja assim tão difícil de descobrir, mas… apartamento? Como?
Ela apertou as mãos uma na outra e sorriu.
- Eu sumi por um tempo – disse –, eu sei. Muito tempo, talvez. Mas venho há algum tentando encontrá-la, tentando arrumar uma maneira de consertar o erro que cometi... E um dia, encontrei uma foto dela com você no jornal.
Assenti, me perguntando mentalmente em qual. Devido ao fato de eu ter uma empresa importante em Seattle e ao status – tanto financeiro quanto social – da minha família, ocasionalmente algumas fotos da gente saíam no jornal. Ultimamente, muitas minhas e de Bella saíam, mas eu nunca liguei muito para isso.
E não achava que Bella tivesse prestado atenção em tal coisa.
- Certo – suspirei. – Olha, Renée, Bella me contou de sua visita e nós conversamos sobre isso... No entanto, a decisão é dela, se ela vai lhe procurar ou não, e eu vou apoiá-la, não importa o que.
Ela assentiu.
- Eu entendo – disse. – Mas é que realmente só queria uma chance, sabe? Uma chance para conversar com ela.
Suspirei pesadamente, sem saber o que dizer.
- Você só pode dizer a ela que eu continuo no mesmo hotel e que só quero conversar? – continuou, parecendo perceber que eu não iria dizer nada. – Eu ficaria muito agradecida.
- Tudo bem – concordei. – Eu posso dizer isso para ela, mas não posso garantir nada.
- Certo – suspirou, afastando a cadeira e se pondo de pé. – Mesmo assim, obrigada, Edward. Eu fico muito feliz por Bella ter encontrado alguém...
Coloquei-me de pé também, aceitando a mão que ela estendia, e dei-lhe um sorriso gentil, apertando um número em meu telefone e pedindo a Maggie para aparecer na minha sala. Quando a mesma chegou, pedi que acompanhasse Renée até a saída, só voltando a me sentar quando as duas tinham ido embora.
Passei o resto da tarde imerso em meus próprios pensamentos, e por mais que tentasse me concentrar, não conseguia. Eu já estava pronto para ir embora quando Bella me mandou uma mensagem, dizendo que seria liberada dentro de vinte minutos, e saí da empresa após verificar minha agenda com Maggie e liberá-la para ir embora. Adentrei meu carro e dirigi em direção à creche. Bella estava saindo quando cheguei e ela despediu de Andy com um sorriso, atravessando a rua e caminha até o meu carro.
- Ei – cumprimentou, esticando-se um pouco e depositando um selinho em meus lábios. – Como foi sua tarde?
Dei de ombros, sorrindo para ela, esperando que ela colocasse o cinto antes de dar partida no carro.
- Meio parada, acho – ri. – E a sua?
Nós conversamos até chegarmos ao apartamento dela. Bella insistiu para que eu tomasse banho primeiro, enquanto ela preparava o jantar, e eu fui, pensando em como eu contaria a ela que Renée tinha ido me visitar, impaciente demais para esperar o contato da filha.
Bella banhou-se rapidamente depois de mim, e nós jantamos em meio a conversas sobre nosso casamento e nossa família, assim como as pessoas que iríamos convidar. Minha mãe havia ligado rapidamente para Bella mais cedo, dizendo que tinha alguns nomes de locais, mas estava olhando outros e só teria a resposta no dia seguinte. Então, ela, Rosalie e Alice viriam aqui amanhã, à noite, para contar as novidades.
- O que há com você? – Bella perguntou após o jantar, nós dois já deitados em sua cama. – Você está meio quieto...
Eu suspirei, parando de acariciar suas costas e me virei para ela, apoiando em meu cotovelo, fitando aqueles olhos castanhos que eu tanto amava.
- Renée foi à empresa hoje – murmurei. – Ela queria falar comigo...
Os olhos de Bella arregalaram, sua boca se abriu e ela me olhou, incrédula.
- O que ela falou?
Contei rapidamente como a conversa tinha sido, vendo a testa de Bella franzir quando comentei sobre as nossas fotos no jornal.
- Eu não sabia que tínhamos aparecido em jornais – comentou. – Sinceramente, não tinha nem ideia.
Eu ri baixinho.
- Não é grande coisa – dei de ombros. – Apenas algumas vezes, quando aparecíamos em público com a minha família... E uma foto comentando sobre o nosso noivado, mas só. Você não tem que se preocupar.
Ela assentiu, mas não disse nada durante alguns minutos, seus olhos fitando um ponto qualquer no cobertor, um suspiro saindo de seus lábios. Esperei que ela falasse, sabendo que ela estava pensando em Renée, apenas segurando sua mão.
- Você acha que eu devo procurá-la? – Bella indagou, alguns minutos depois, ainda sem me fitar.
Eu suspirei.
- Não sei, baby – disse. – Eu acho que você deve se perguntar se vai conseguir viver com a dúvida. Se daqui alguns anos não vai se arrepender de ter tomado essa decisão...
Ela assentiu.
- Eu sei – sussurrou. – Eu só não sei o que esperar, Edward. Não tenho ideia do que perguntar a ela...
Sorri gentilmente, erguendo minha mão livre e acariciando seu rosto, puxando seu queixo até que ela olhasse para mim.
- Você não tem que perguntar nada, só ouvir – expliquei. – Na verdade, se você não quiser, você não tem nem que procurá-la, Bella, a decisão é sua.
Ela assentiu, se aproximando um pouco e deitando a cabeça em meu peito. Acariciei sua cabeça e costas com carinho, e alguns minutos depois senti seu corpo relaxar, o que me fez sorrir.
Fiquei ali durante alguns minutos, continuando a mexer com seus cabelos, sem pensar em nada em particular. Após algum tempo, o sono começou a tomar conta de mim e eu me permiti adormecer, apertando o corpo de Bella mais contra mim.
Bella POV.
Acordei no dia seguinte antes do celular despertar, meu corpo enrolado contra o de Edward. Apoiei minha cabeça contra a mão e o olhei durante um momento, sorrindo ao ver seus cabelos bagunçados, seu peito subindo e descendo com sua respiração suave... Olhei o relógio rapidamente, suspirando pesadamente ao ver que ainda faltavam pouco mais de vinte minutos antes do horário de acordar, e decidi levantar antes que eu acabasse acordando Edward.
Tomei um banho rápido e me vesti, antes de seguir para a cozinha e preparar café da manhã para ele. Eu não sentia muita fome, mas mesmo assim me obriguei a comer ovos mexidos e tomar um pouco de suco, antes de terminar de preparar tudo para a faculdade e o trabalho. Edward acordou alguns minutos depois e assim que ele se arrumou e tomou o café, nós saímos para mais um dia.
Não consegui, porém, me concentrar muito na faculdade e no trabalho naquele dia, e estava certa de que não iria conseguir me concentrar em Alice, Esme e Rosalie mais tarde, quando as três viessem falar sobre o casamento.
A conversa que eu tinha tido ontem com meu noivo martelava em minha cabeça, a cada minuto. Eu sabia que Edward estava certo e de que eu não iria conseguir viver na dúvida, mas ainda não sabia se estava pronta para ouvir a história de Renée. Ela tinha uma vida ao lado do meu pai, ele a amava... E ela tinha uma filha.
Por que nos deixar de um dia para o outro, como se não fôssemos nada?
Conversei com Andy naquele dia, perguntando se ela podia me liberar um pouco mais cedo, e liguei para a Dra. Irina, perguntando se ela podia me encaixar em sua agenda, mesmo não sendo o dia que nos víamos. Sabendo que Edward ficaria preocupado caso eu não avisasse – mesmo que o carro preto tivesse sumido –, eu liguei para ele, prometendo que pegaria um táxi e que o esperaria dentro do prédio.
- Tudo bem – resmungou. – Fique no telefone comigo, eu não quero você sozinha...
Conversei com ele durante todo o caminho, tranquilizando-o e dizendo que estava tudo bem, que eu não estava sendo seguida. Ele só me permitiu, no entanto, finalizar a chamada quando eu estava dentro do prédio, me fazendo, novamente, prometer que telefonaria para ele e lhe avisaria quando saísse da consulta.
Cumprimentei a secretária, encontrando o escritório vazio, e esperei que ela avisasse a Dra. Irina que eu já estava lá. Entrei na sala alguns minutos depois e sorri, sentando-me no mesmo lugar de sempre.
- Confesso que estou um pouco surpresa, Bella – ela disse, seus olhos azuis me fitando com gentileza. – Nós geralmente só nos vemos uma vez por mês agora...
- Eu sei – suspirei. – Mas é que houve um imprevisto... E eu queria conversar com você...
Ela assentiu rapidamente, sem desviar os olhos de mim.
- Acredito que você se lembra de tudo o que falei sobre Renée – murmurei. Após ela assentir novamente, respirei fundo e continuei: – Ela está aqui, em Seattle... Me procurou uma vez, pediu que eu ligasse para ela quando quisesse conversar... Mas como não fiz isso, procurou por Edward...
Irina assentiu pela terceira vez, pegando a prancheta e a caneta, e fazendo algumas anotações. Observou-me após um minuto e sorriu.
- E você vai procurá-la? – indagou.
Mordi o lábio inferior com força, dando de ombros.
- Sinceramente, não sei – suspirei. – Quer dizer, sei que não vou conseguir viver com essa dúvida para sempre e que futuramente vou me perguntar o que ela poderia querer comigo, mas… não sei. Não sei o que dizer para ela.
Tomei um fôlego, olhando para minhas mãos, pensando no que Edward havia dito ontem.
- Edward e eu conversamos sobre isso – continuei. – E conversamos com meu pai, também. Eu sei que devo procurá-la porque futuramente vou me arrepender se não procurar, mas… não sei. Não sei o que ela vai dizer, mas sei que nada justifica o fato de ela ter abandonado meu pai e eu.
Calei-me, por fim, e observei a Dra. Irina, tornando a morder o lábio inferior.
- Eu acho que você já tem sua resposta – sorriu de forma gentil. – Você pode estar com medo, o que é normal, já que ela abandonou você e tudo o mais, mas você não consegue viver na dúvida. Então, a procure, escute o que ela tem a dizer. Só isso. Você não é obrigada a aceitá-la de volta na sua vida e muito menos confiar nela.
Assenti.
- Combine de encontrá-la em uma cafeteria ou algum lugar do tipo – continuou, ainda sorrindo. – Escute o que ela tem a dizer e depois peça um tempo para pensar. Aí sim, você pode decidir, de forma mais tranquila talvez, se vai aceitá-la ou não em sua vida.
Nós conversamos durante mais alguns minutos e quando eu saí de lá, me sentia muito mais leve. Despedi-me da Srta. Coppy e entrei no elevador, mandando uma mensagem rápida para Edward, apenas para dizer que eu já estava de saída. Esperei dentro do prédio, próxima ao porteiro, até que eu vi seu Volvo perto da porta de entrada.
Não conversamos muito enquanto ele dirigia até o meu apartamento, eu perdida em meus próprios pensamentos. Entrei no prédio assim que chegamos e peguei minhas correspondências rapidamente antes de seguir para o meu andar. Edward me seguia calado, e eu o sentia me fitando às vezes, embora ele não falasse nada.
- E então... – Ele começou, após eu trancar a porta. – Como foi a consulta?
Suspirei pesadamente, e mordi o lábio inferior. Eu queria muito conversar com ele sobre a consulta e sobre a decisão que eu tomara, mas uma olhada rápida no relógio me fez perceber que em breve Alice, Rose e Esme estariam aqui, e eu realmente queria estar de banho tomado quando elas chegassem.
- Podemos conversar sobre isso mais tarde? – indaguei. – Está quase na hora de sua irmã, mãe e cunhada chegarem, e eu quero tomar um banho antes...
Ele sorriu, assentindo.
Edward resolveu pedir comida chinesa para todos nós enquanto eu tomava banho, e eu organizei tudo enquanto ele tomava o dele. A comida chegou após as três chegarem e nós jantamos em meio a conversas.
- Olhei algumas igrejas – disse Esme, puxando uma folha de papel e estendendo para nós – e aqui está a lista. Não achei que fosse conseguir, já que precisamos marcar as datas com antecedência, mas há algumas igrejas que têm horários disponíveis para os dias quatro, cinco e seis de janeiro. Há algumas outras com datas para o meio e o final, mas acredito que vocês vão preferir que seja mais cedo, já que querem aproveitar as férias da Bella.
Eu sorri, assentindo.
- Amanhã, Bella, você vai faltar aula. – Alice disse, sorrindo. – E você, Edward, arrume sua agenda, já que não vai trabalhar. Nós vamos dar uma olhada nas igrejas, porque precisamos decidir a data logo. Assim que escolhermos o local da cerimônia, mamãe vai olhar os salões para as festas, e eu e Rose vamos ajudar a Bella com os vestidos.
Eu me mantive atenta a todos os detalhes, o tempo todo ao lado de Edward, minha cabeça apoiada em seu ombro. Eu sabia que homens geralmente não gostavam de coisas como essa, mas Edward parecia tão feliz e animado, e eu sabia que isso era por causa do sonho bobo que eu comentara uma vez com ele.
- Obrigada – murmurei, assim que todas foram embora, após dizerem que estariam aqui por volta das oito.
Abracei Edward apertado e depositei um beijo rápido em seu peito, o que o fez sorrir.
- Por que você está agradecendo? – ele indagou.
Eu sorri, dando de ombros.
- Eu sei que homens não curtem muito isso de igrejas, decorações, festas e salões – comentei. – Mas obrigada por estar fazendo tudo isso por mim.
Ele segurou meu queixo, fazendo com que eu levantasse a cabeça e o olhasse. Seus olhos verdes brilhavam e ele tinha um sorriso no rosto, o que me fez sorrir novamente.
- Você não tem que agradecer – comentou. – Eu também estou animado com tudo isso, acredite. Quero fazer tudo certo. Quero, daqui uns anos, mostrar para os nossos filhos o álbum de nosso casamento, e quero olhar também quando formos velhinhos e não tivermos uma boa memória...
Eu ri.
Nós nos trocamos e fomos para o quarto, assim como fizemos na noite passada. Desta vez, porém, eu não me deitei. Sentei-me ao seu lado e lhe dei um sorriso trêmulo, sabendo que ele ainda estava querendo saber da consulta.
- Você acha que se eu não conversar com Renée agora – comecei –, vá me arrepender disso no futuro?
Edward sorriu de forma gentil.
- Eu não sei, baby – respondeu. – Talvez sim. Acho que você pode ficar se perguntando o que ela queria te dizer e que em algum momento, talvez sim, você vai querer voltar atrás e ouvir.
Assenti.
- Eu acho que vou conversar com ela – murmurei. – Vou marcar em uma cafeteria ou algo assim...
Ele sorriu.
- Você vai comigo? – indaguei, mordendo o lábio inferior com força.
Edward se sentou na cama também, se aproximando e se pegando a minha mão, apertando de forma carinhosa.
- Eu poderia ir e iria com prazer, Bella – disse. – Mas eu acho que sua mãe e você precisam conversar sozinhas, esclarecer algumas coisas...
Suspirei pesadamente, sabendo que ele estava certo.
Não dormi muito bem naquela noite, ansiosa para o dia seguinte. Tornei a acordar e ficar pronta antes do despertador e de Edward. Nós olhamos algumas igrejas, conversamos com o pessoal responsável para marcar a cerimônia e prometemos dar a resposta até o final de semana, como Alice pediu. Olhamos alguns locais para a decoração também e alguns convites, apenas para deixar tudo adiantado.
Almoçamos todos juntos na casa dos Cullen, onde discutimos um pouco sobre os convidados. Cada Igreja tinha seu número máximo de convidados e nós baseamos mais ou menos a lista nesses números.
Assim que terminamos de almoçar, Edward me levou até a creche antes de partir para a empresa. Eu passei o meu dia pensando no que havia acontecido ontem, sabendo que não iria conseguir adiar muito e que logo eu teria de ligar para Renée.
Edward já estava me esperando do lado de fora da creche quando eu saí, e ao invés de irmos para o meu apartamento, como sempre fazíamos, ele me levou para um restaurante italiano.
- Por que estamos aqui? – indaguei. – Alguma ocasião especial?
Ele sorriu, balançando a cabeça.
- Só faz um tempo desde que saímos – deu de ombros. – Você vive cozinhando... Decidi lhe dar uma folga hoje.
Conversamos um pouco mais sobre o casamento enquanto jantávamos, comentando sobre as Igrejas que tínhamos visitado.
- Temos que olhar uma casa também. – Edward disse, pegando a taça e tomando um gole do seu vinho.
- Uma casa? – Ergui uma sobrancelha. – Por que precisamos olhar uma casa?
Ele riu.
- Bem, o seu contrato termina mais ou menos em um mês, certo? – perguntou. Eu apenas assenti, fazendo um sinal para ele continuar. – E o meu apartamento pode ser um pouco maior que o seu, mas ele só tem dois quartos. Acho que comprar uma casa de uma vez vai ser melhor.
Eu revirei os olhos, mas sorri.
- Você adora gastar dinheiro – acusei.
E Edward tornou a rir.
- Não é adorar, baby – disse. – Eu só estou investindo no futuro. Vamos olhar uma casa grande, com um quintal... Quero que, quando tivermos filhos, eles tenham um lugar para brincar.
Eu ainda tentei dizer a Edward que ele não precisava se preocupar com isso agora, mas ele insistiu, e eu acabei concordando. Nós fomos para o meu apartamento não muito tempo depois, conversando um pouco sobre isso, e então mudamos o assunto para Renée.
- Vou ligar para o meu pai – comentei. – Ele não comentou nada sobre conversar com ela... Acho que ele vai querer saber que eu vou me encontrar com ela.
Charlie ficou um pouco apreensivo, dizendo que ainda não tinha entrado em contato com Renée, devido aos turnos pesados que ele estava tendo na delegacia. Pediu que eu esperasse alguns dias antes de conversar com ela, mas eu acabei o convencendo que era melhor acabar com isso logo.
- Tudo bem – resmungou. – Mas depois me ligue e conte sobre essa conversa, por favor.
- Certo, pai – sorri.
Conversei com ele um pouco sobre os planos para o casamento e logo em seguida me despedi. Não coloquei o telefone de volta ao local, no entanto. Fiquei o encarando e mordendo o lábio. Não era tão tarde assim. Ela não deveria estar dormindo… mas será que eu já deveria ligar?
- Edward? – chamei, minha voz não passando de um sussurro, já que ele estava ao meu lado. – Você ainda tem o número do hotel?
Eu não o olhei, mas o senti se movimentando do sofá e depois me estendo um papel; o mesmo que Renée anotara os números.
- Será que eu devo mesmo ligar? – indaguei, olhando para ele, pegando o papel em suas mãos. – Ou será que devo esperar um pouco?
Ele sorriu, apertando a mão que segurava com carinho.
- Ligue de uma vez, baby – disse. – Quanto mais cedo você conversar, mais cedo vai acabar com tudo.
Assenti, dando-lhe um sorriso gentil.
Com os dedos trêmulos, digitei o número do hotel rapidamente, sentindo meu coração bater forte contra meu peito. Coloquei-o por fim no meu ouvido, e a cada toque, eu me sentia mais nervosa.
- Alô? – A voz de Renée soou do outro lado da linha.
Fiquei calada por um minuto, ainda meio em dúvida se isso era o certo ou não. Por fim, respirei fundo, e decidi falar.
- Oi, Renée – murmurei. – É a Bella. Acho que está na hora de conversarmos.
Notas finais
E bom, a fanfic iria, mesmo, até o capítulo 38, mas tem mais uma coisas para acontecer e eu vou ter que aumentá-la um pouco. Não sei ao certo quantos capítulos serão agora, não vou prometer, porque nunca se sabe, mas provavelmente terão mais cerca de 4 ou 6 capítulos, fora um bônus que eu estou querendo postar.
Mas vamos ver.
Desculpem-me pelos erros, mas a beta não pode betar, então... enfim, só ignorem os erros que vão encontrar por aí hahaha.
Quem quiser spoiler, já sabe. Só deixar e-mail e tal, que assim que der, mando para vocês.
Até domingo que vem.
xx
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