Encantado

38 Capítulo Trinta e Sete - Preparations


Notas iniciais
Olá, meninas :3
Espero que gostem do capítulo.
A gente se fala na N/A!
Divirtam-se (;

Bella POV.

Ela ficou calada do outro lado da linha durante alguns segundos, talvez, e eu me encontrava a cada vez mais nervosa, lançando olhares para Edward, que apenas sorria de forma tranquila e apertava a minha mão.

- Oh, Bella... – disse, por fim. – Isso é ótimo! Quando e onde podemos nos encontrar?

Mordi o lábio inferior com força, e dei a ela o endereço de uma Starbucks que ficava perto da creche, marcando no dia seguinte, na hora do almoço.

- Se você puder chegar cedo – disse. – Trabalho e não vou ter muito tempo, talvez cerca de uma hora.

- Eu posso lidar com isso – respondeu. – Até amanhã, então, Bella.

- Até.

Finalizei a ligação e levantei a cabeça, vendo Edward ainda ali. Joguei o telefone para o lado e me aproximei dele, deitando minha cabeça em seu peito, deixando que ele me abraçasse.

- Vai dar tudo certo – ele murmurou. – Assim que você sair de lá, me ligue, ok? Se precisar, saio da empresa para gente conversar um pouco sobre isso.

Sorri para ele, depositando um beijo em seu peito.

- Não precisa – eu disse. – Mas pode deixar, eu te ligo.

Não consegui dormir muito bem naquela noite, ansiosa demais para o dia seguinte. Mais uma vez acordei antes de Edward, mas dessa vez não consegui comer. Apenas tomei um banho rápido, me vesti e preparei o seu café, antes de arrumar a mochila que eu usava tanto na faculdade quanto na creche, e me sentar no sofá, onde fiquei esperando por Edward.

Ele não comentou nada quando viu, falando de qualquer assunto menos do que ia acontecer em breve. Parecia irracional me sentir nervosa desse jeito, eu sabia, mas tinha vivido minha vida toda longe de Renée... Nenhuma explicação apagaria tal fato.

- Ei... – Edward me chamou, quando paramos em frente à universidade. Eu o olhei, tentando sorrir um pouco, embora ainda me sentisse um pouco nervosa. – Me ligue, ok? Não importa o que aconteça, me ligue.

Assenti, inclinando-me um pouco e depositando um beijo em seus lábios.

- Pode deixar – respondi, abrindo a porta do carro e já saindo do mesmo.

Foi difícil me concentrar nas aulas naquele dia. Eu me encontrava olhando o relógio a todo o momento, uma parte de mim querendo que as horas se arrastassem e eu tivesse um tempo maior para me preparar para a conversa, enquanto que a outra queria que passasse rápido, somente para eu acabar com aquilo de uma vez. Me vi perdida no que os professores falavam diversas vezes e por mais que eu tentasse me concentrar, eu estava muito nervosa.

Não sabia o que Renée falaria, não sabia se estava pronta para aceitá-la em minha vida novamente.

Quando as aulas acabaram, eu saí, pegando o celular e ligando para Edward, apenas para avisar que eu estava pegando um táxi. Ele tinha insistido em me buscar e me levar até Renée, ainda preocupado com o carro preto, mas eu havia prometido ficar ao celular com ele e pegar um táxi, ao invés de um ônibus.

Despedi-me assim que cheguei à Starbucks, prometendo ligar em breve, e adentrei o local, meus olhos passando por todas as mesas, até que eu encontrei Renée, parecendo muito nervosa e ansiosa, brincando com a alça de sua bolsa.

Avancei até lá, sentindo meu coração bater de forma rápida e acelerada, sem saber como começar a conversa. Eu não tinha muito tempo, devido ao trabalho, então enrolar não era uma opção.

- Oi... – murmurei, mordendo o lábio inferior com força.

Sua cabeça imediatamente se levantou, seus olhos azuis me avaliaram, enquanto um sorriso pequeno nasceu em seu rosto. Eu permaneci parada ali, de pé, sem retribuir ao seu sorriso.

Não estávamos lá ainda. E eu nem mesmo sabia se chegaríamos.

- Bella! – Ela se pôs de pé também, ainda sorrindo, ajeitando uma mecha do seu cabelo, sem desviar os olhos dos meus. – Eu fico feliz que você tenha vindo...

Assenti.

- Eu vou... hmmm... pegar algo para beber e aí podemos conversar...

Ela me parou, erguendo a mão, sem deixar de sorrir.

- Eu pego algo para você – disse, mexendo em sua bolsa e pegando uma carteira. – Eu insisti para que conversássemos, faço questão disso.

- Não precisa – eu murmurei, não querendo que ela comprasse nada para mim. – Eu só quero um chocolate quente, não preciso de mais nada.

- Sente-se, Bella – sorriu. – Eu já volto.

Suspirei pesadamente, sentando-me à mesa e apoiando o rosto nas mãos. Fechei os olhos por um momento, procurando me acalmar e respirar fundo. Quando Renée voltou, eu me endireitei na cadeira, pegando o chocolate quente que ela estendia para mim e tomando um gole.

- Obrigada – sussurrei.

Eu a vi se sentar e me olhar, inclinando a cabeça, ainda sorrindo. Limpei a garganta e escondi minhas mãos no colo, sem saber como começar.

- Eu vou começar a falar, já que você tem que ir em breve – ela disse, pouco depois. – Sei que é difícil estar aqui, Bella, e entendo se você quiser, em algum momento, se levantar e ir embora. Eu só queria ter a chance de me explicar ao menos uma vez.

Eu assenti, sem saber o que falar, enquanto fechava minhas mãos em punhos.

- Eu amei Charlie, realmente amei – continuou, sorrindo. – Nós nos conhecemos muito novos e eu logo engravidei... Não queria casar, para ser sincera, porque me achava nova, mas nossos pais e Charlie insistiram, então nós nos casamos.

“Os primeiros meses pareciam um mar de rosas; nós nos dávamos bem, na medida do possível. Tínhamos nossas brigas, como qualquer outra casal, mas seu pai estava realmente se esforçando, trabalhando e estando sempre em casa, não querendo que nada faltasse para nós duas.”

Ela parou, puxando seu copo e tomando lentamente, em nenhum momento desviando os olhos dos meus.

- Mas mesmo assim… era difícil – suspirou, dando-me um sorriso fraco. – Eu sempre quis uma vida mais… fácil, por assim dizer. Não, não fácil. Eu só queria uma vida melhor. Poder sair, comprar o que eu quisesse, sem ter que me preocupar em estar tirando o dinheiro do pão ou leite... E em Forks, infelizmente, nós não teríamos isso.

“Tentei convencer Charlie a irmos tentar a vida em outro lugar, mas ele disse que isso não mudaria nada, que só traria dificuldades. E ele tinha razão. Fora de Forks, com um bebê para criar, tudo seria mais difícil. Eu só não enxergava aquilo na época.”

Eu não expressei nada, apenas continuei a olhando, querendo escutar o resto daquela explicação. Ela saiu de Forks pensando em uma vida melhor para ela, simplesmente deixando marido e filha para trás.

- Tentei ficar durante algum tempo, mas não consegui – continuou. – Eu decidi sair de Forks sozinha, pensando em tentar algo melhor. Caso eu conseguisse, eu pensava em voltar, sabe? Buscar você e seu pai...

- Mas tudo o que ele recebeu, meses depois – cortei-a –, foram os papéis do divórcio, é claro.

Ela engoliu em seco, mas assentiu, abaixando a cabeça, pela primeira vez não me olhando.

- Sim – disse. – Não consegui uma vida melhor, pelo contrário. Foi difícil conseguir me estabelecer e me reerguer. Eu fiquei envergonhada, não consegui voltar. Imaginei que seu pai tenha tido dificuldades no começo, mas sabia que ele ia se acostumar...

- Você conseguiu? – perguntei. – Conseguiu uma vida boa, ter dinheiro para comprar tudo aquilo que queria?

Renée suspirou, parecendo um pouco envergonhada.

- Foi difícil no começo – murmurou. – Mas eu me reergui, como disse. Fiz alguns cursos, consegui um emprego, emprego que eu nunca arranjaria em Forks, achei um lugar bom para morar... Não foi fácil, mas pelo menos hoje minha vida é um pouco melhor do que aquela que tive anos atrás...

Assenti, engolindo em seco.

- E por que você nunca voltou? – indaguei novamente. – Se conseguiu uma vida melhor, mesmo que não foi aquilo que você esperava, por que não voltou?

- Fiquei envergonhada – sussurrou. – Não sabia o que esperar...

- E então, por que você voltou agora? – Eu sabia que não estava sendo nada educada, mas simplesmente não conseguia me parar. – Sua vergonha passou?

Ela sorriu um pouco, dando de ombros.

- Antes tarde do que nunca, não é? – disse. – Eu sabia que me arrependeria caso não viesse...

Nenhuma de nós duas disse nada nos próximos minutos. Renée parecia ter falado tudo aquilo que ela queria e poderia até estar se sentindo mais leve, mas eu ainda não conseguia entendê-la direito e não tinha ideia do que pensar.

Eu realmente precisava de um tempo.

- Eu vim aqui e escutei tudo o que você tinha para falar, como você pediu – eu murmurei, alguns minutos depois, por fim. – Mas agora preciso de um espaço e preciso de tempo... Não sei se vou te procurar... Para ser sincera, não tenho ideia do que vou fazer.

Ela assentiu.

- Tudo bem, Bella, eu entendo – murmurou.

- Não procure Edward nem meu pai, por favor – pedi, já me colocando de pé. – Só… me dê um tempo, por favor.

Ela tornou a assentir.

- Obrigada por vir – disse. – E me ouvir.

- Claro – suspirei. – Obrigada pelo chocolate quente...

Eu acenei e o peguei, tomando um longo gole enquanto saía da Starbucks e caminhava em direção à creche, minha cabeça baixa. Eu sentia meu coração apertado e estava odiando tal coisa. Eu realmente tinha pensado que conversar com Renée e ouvir sua explicação, traria um alívio e eu poderia seguir em frente.

Mas não estava me sentindo daquele jeito naquele momento.

Usei as crianças para me distrair naquela tarde, brincando mais do que o normal e aceitando ficar até que a última fosse embora para que Andy pudesse sair com seu namorado. Eu sabia que tinha prometido a Edward que ligaria assim que saísse do almoço com Renée, mas eu tinha apenas enviado uma mensagem, dizendo que conversaríamos mais tarde.

Mandei uma mensagem novamente, horas mais tarde, quando o pai da última criança ligou, avisando que estaria aqui dentro de quinze minutos. Eu continuei a brincar com ela, ao mesmo tempo em que guardava tudo, me sentindo extremamente cansada – tanto física quanto mentalmente.

- Obligado, tia Bella! – Carry me abraçou com carinho, quando o pai dela chegou, o que me fez sorrir um pouco. – Até amanhã!

- Até, querida.

Juntei todas as minhas coisas, automaticamente, e apaguei as luzes, saindo da creche, fechando e trancando a porta atrás de mim. Sorri um pouco quando vi o Volvo de Edward parado ali e caminhei até ele, abrindo a porta e entrando.

- Ei – murmurei, esticando-me e o beijando rapidamente.

- Ei, baby – sorriu. – Tudo bem?

Dei de ombros, empurrando outro sorriso para fora do rosto.

- Vai ficar – disse.

Fiquei calada durante todo o caminho para o apartamento, minha cabeça apoiada contra o banco, meus olhos fechados. Automaticamente, eu retirei o cinto e saí do carro quando chegamos, caminhando para dentro do prédio, puxando minhas chaves e abrindo a porta.

Fui direto para a cozinha, disposta a preparar algo para Edward e eu comermos – já que eu não havia me alimentado durante todo o dia –, quando senti uma mão em meu pulso.

- Hey... – Edward me abraçou, sua mão livre segurando meu queixo. – Converse comigo, baby. O que aconteceu?

Senti as lágrimas brotarem ao mesmo tempo em que eu tentei falar. Quando não consegui, simplesmente apoiei minha cabeça no peito do meu noivo, e deixei que as lágrimas rolassem pelo meu rosto.

Edward não disse nada durante algum tempo, simplesmente me abraçou, e acariciou minhas costas e cabelo. Eu demorei um pouco para me acalmar, ainda meio sem saber o que fazer, mesmo depois da conversa de hoje.

Mas quando consegui parar de chorar, afastei-me dele um pouco e limpei minhas lágrimas, empurrando um sorriso para fora do rosto.

- Tudo bem? – ele indagou, passando a mão pelas minhas bochechas, um olhar preocupado em seu rosto. – Quer conversar sobre isso?

Eu assenti, e mordi o lábio inferior, meus olhos passeando rapidamente pela cozinha.

- Eu só vou preparar algo para você jantar – disse, minha voz um pouco rouca.

- Não precisa – ele sorriu. – Eu peço alguma coisa para comer. Enquanto isso,vai tomar um banho e relaxar um pouquinho, está bem? Vou ficar esperando por você aqui na sala.

Eu queria dizer a ele que estava tudo bem e que eu faria o jantar, mas a proposta de tomar um banho quente e relaxar um pouco me fez ficar calada, e tudo o que eu fiz foi assentir, sorrir um pouco e seguir até o banheiro.

Não sei dizer exatamente quanto tempo fiquei debaixo do chuveiro, mas quando saí, me sentindo um pouco melhor, Edward estava esperando por mim no corredor, ainda sorrindo.

- Pedi comida chinesa – murmurou. – Vou tomar um banho rápido, a gente vai jantar e conversar, ok? E caso a comida chegue antes de eu sair, deixei dinheiro na mesinha de centro.

Assenti rapidamente, e sorri, antes de seguir para o meu quarto e me vestir rapidamente, indo para a sala logo em seguida. Permaneci sentada no sofá durante alguns minutos, até escutar o interfone tocar.

Rapidamente peguei o dinheiro e atendi ao interfone, autorizando a entrada do cara de entrega. Paguei e peguei a comida, levando até a cozinha. Estava saindo de lá quando Edward surgiu, com uma calça de moletom e uma camiseta cinza.

Nós comemos enquanto conversávamos sobre nosso casamento. Falamos sobre as igrejas que Esme tinha nos mandado, reduzindo a lista para três. No dia seguinte, iríamos lá visitá-las, antes de darmos nossa resposta final.

- Pronto. – Edward me puxou para o quarto e me fez sentar na cama, assim que acabamos de comer. – Agora, me conte tudo.

Respirei fundo, começando a falar tudo o que Renée me falara e como eu me sentia em relação a isso. Edward ouviu atentamente, sem nunca me interromper, apenas assentindo ocasionalmente, para mostrar que ele estava ouvindo e para eu continuar a falar.

- Não sei se estou pronta para aceitá-la de volta na minha vida – concluí. – Isso faz de mim uma pessoa ruim?

Ele sorriu, e ergueu a mão, acariciando meu rosto.

- Não, baby – disse. – Eu acho que você tem todo o direito de estar confusa e com raiva, por tudo o que ela fez, ter abandonado você e seu pai porque a vida não era boa como ela queria.

- Acha? – indaguei, minha voz não passando de um sussurro. – Então, tudo bem se eu não convidá-la para o nosso casamento nem nada do tipo?

Ele riu um pouco.

- Bella, é o nosso casamento – murmurou. – Não devemos convidar as pessoas por obrigação...

Eu ri também, dando de ombros.

- Eu ainda não tenho ideia do que fazer... – confessei, fazendo uma careta.

- Isso não é um problema – sorriu. – Você vai ter seu tempo para pensar, para resolver o que fazer... Ninguém vai te obrigar a aceitar Renée, baby.

Assenti.

- Obrigada – murmurei, me aproximando dele e o abraçando. – Por tudo.

- Sempre, esqueceu? – ele riu baixinho, envolvendo seus braços ao meu redor. – Sempre.

Senti-me melhor após conversar com ele e consegui dormir naquela noite, sem ficar acordada pensando no que iria acontecer. Eu sabia que iria ter que tomar uma decisão definitiva e logo, mas por enquanto, eu iria apenas me concentrar em meu casamento.

Eu tinha o direito disso.

Como eu previra, os preparativos começaram a gastar a maior parte do meu tempo livre. Edward e eu finalmente decidimos pela igreja, resolvendo fazer uma cerimônia à noite, no primeiro sábado de janeiro. Com a questão da igreja resolvida, começamos a procurar por locais onde podíamos fazer a festa, nos preocupar com convites, comes e bebes, assim como madrinhas, damas de honra e tudo o mais.

Havia momentos que eu imaginava que iria ficar louca e que não iria dar conta de tanta coisa, mas eu sabia que iria adorar tudo no dia, sabia que valeria à pena. E a cada vez que eu via o sorriso animado de Edward – que insistia em participar de cada decisão que tomássemos –, eu apenas sorria também.

Alice, Rose e Esme apareciam todos os dias com novidades, nos fazendo perguntas, marcando horários com tudo o que podíamos imaginar.

- Vocês têm um horário amanhã com um buffet – murmurou Alice, seus olhos presos em seu Ipad. – É na hora de almoço dos dois. Vou deixar o endereço com Edward e eu e minha mãe esperaremos vocês lá.

Os dias pareciam correr e logo novembro chegara, o que significava que, além de nos preocuparmos com o casamento, tínhamos de nos preocupar com os preparativos para o Natal e Ano Novo.

E além de me preocupar com fim do semestre na faculdade, eu também passara a experimentar diversos vestidos por dia, assim como sapatos e acessórios. O penteado a maquiagem ficariam para depois, assim que eu decidi qual vestido iria usar.

Renée não voltara a me procurar e nem o carro preto voltara a me seguir, o que eu agradeci muito. Eu realmente queria me esquecer de tudo isso e apenas me concentrar no que importava naquele momento: meu casamento com Edward.

Quando chegamos a segunda semana de dezembro, comecei a ficar um pouco preocupada, já que ainda não tinha conseguido encontrar um vestido que combinasse comigo e com o casamento. Alice, Esme e Rose pareciam muito tranqüilas e pacientes, me levando a vários lugares e me mostrando diversos modelos.

- Nunca vou conseguir achar um vestido a tempo – murmurei, enquanto estávamos a caminho de uma loja, para experimentar mais alguns vestidos. – Vamos ter que adiar o casamento… e eu não quero isso.

Alice riu.

- Fique tranquila, Bella – ela disse. – Nós vamos conseguir arrumar um vestido sim.

Eu apenas assenti, não querendo concordar nem discordar dela. Ela vinha falando isso nos últimos dias, mas até agora, nada.

Experimentei cerca de três vestidos naquele dia, me sentindo mais desanimada a cada vez que olhava no espelho e não gostava do que via. Estava prestes a desistir, decidida a olhar na semana que vem, quando vi um vestido mais ao canto, que parecia tão… lindo e perfeito, que eu pedi para experimentar.

E assim que coloquei meus olhos no espelho, eu soube que era aquele.

- Oh, Bella... – Os olhos de Esme se encheram de lágrimas quando ela me viu. – Você está tão linda...

Eu sorri.

- Mesmo? – indaguei. – Eu amei este e o achei perfeito...

E então, decidimos por aquele.

Com o vestido já comprado e devidamente escondido dos olhos do noivo, nós testamos algumas maquiagens e alguns penteados, e então decidimos, deixando-me um pouco mais aliviada. Os convites de casamento já tinham ficado prontos e tinham sido enviados, a decoração e o buffet tinham sido decididos, e tudo estava caminhando bem. Só faltava decidir pelos sapatos que eu usaria e os acessórios, assim como terminar de decidir a roupa de Edward.

Quando o Natal chegou, eu me encontrava com folga pela primeira vez em semanas. Estava de férias na creche, livre da faculdade por enquanto e o casamento estava, enfim, completamente pronto.

Faltava apenas a casa, que Edward e eu começamos a olhar, mesmo sendo época de feriado, decididos a resolver tal coisa antes que partíssemos para a lua de mel – lugar que Edward mantivera em segredo, recusando-se a me contar aonde iríamos.

Foi um pouco difícil, porque Edward queria uma casa maior – pensando no futuro, como ele dissera – e eu não queria que ele gastasse mais dinheiro do que estava gastando. Mas conseguimos. Edward comprou uma casa de dois andares, quatro quartos, com um grande quintal e piscina aos fundos. E então, nós começamos a montar tudo para a decoração da mesma – que seria feita enquanto estivéssemos em lua de mel.

Nós passamos o Natal na casa dos Cullen, como sempre. Meu pai viera para passar o feriado conosco, mesmo que ele tivesse que voltar para trabalhar até um dia antes do nosso casamento. No Ano Novo, fomos até um salão de festas, para a festa que a empresa de Edward organizava anualmente.

E mesmo com todas as pessoas rindo e se divertindo ao redor, tudo o que eu conseguia pensar era que, em menos de uma semana, eu me casaria.

Com Edward.

Parecia até uma coisa boba, visto que eu já tinha me casado antes e tinha até perdido a esperança de um dia realizar o sonho de usar um vestido de noiva e ser conduzida pelo meu pai até o altar. No entanto, eu me via ansiosa, feliz e nervosa, só querendo que o sábado chegasse logo.

Movi-me até a varanda que havia ali, trazendo a taça até os meus lábios e tomando um gole do vinho. A varanda já estava começando a ficar cheia, já que faltavam poucos minutos para o final de ano, mas eu consegui um lugar bom.

E não muito depois, senti braços quentes me abraçando por trás.

- Resolveu comemorar o começo de um novo ano longe de mim? – Edward indagou, depositando um beijo em meu ombro.

Eu ri.

- Não, apenas está muito cheio lá dentro. – Apoiei minha cabeça em seu peito e respirei fundo, fechando os olhos logo em seguida. – Não vejo a hora de estarmos casados...

Foi a vez dele rir.

- Eu também. – Apertou-me mais em seus braços.

Ficamos em silêncio durante mais alguns minutos, até a contagem regressiva de um minuto começar. Virei-me nos braços de Edward, olhando em seus olhos verdes, e sorri, aproximando nossos rostos.

- Eu te amo – murmurei.

- Eu também te amo, baby – sussurrou de volta. – Muito.

As pessoas começaram a gritar, desejando feliz ano novo umas para as outras, mas eu ignorei todos os barulhos ao meu redor. Tudo o que eu fiz foi encostar meus lábios nos de Edward e beijá-lo profundamente.

E assim, nada mais precisava ser dito.

Notas finais
N/A: Olá novamente! E então, o que acharam da conversa entre a Renée e a Bella? Acham que ela está falando a verdade? Confiam nela? Hmmm... Vamos ver.
Casamento e (se tudo der certo e sair como estou esperando) um pouco da lua de mel no próximo capítulo! Vamos ver... E depois, ai ai. Não falarei nada.
Minha beta ainda está sem internet, então desculpem-me pelos erros que encontrarão, ok?
Quem quiser spoiler do próximo, já sabe... Só deixar e-mail. Assim que eu escrever o capítulo, eu mando. Geralmente isso acontece lá pela terça ou quarta, então é só aguardar.
Até semana que vem!
xx