Encantado
35 Capítulo Trinta e Quatro - Feelings
Notas iniciais
Espero que gostem.
A gente se fala na N/A.
Divirtam-se! (;
Bella POV.
Os olhos azuis me fitaram de cima a baixo, demorando em meu rosto. Seus cabelos, em um tom de castanho um pouco mais claro do que o meu, estavam presos em um coque frouxo, alguns fios escapando e caindo ao redor de seus ombros. Seus lábios estavam repuxados em um sorriso tímido, talvez. E as roupas eram simples; apenas uma calça jeans e uma blusa de frio de lã.
Eu nunca a tinha realmente conhecido, eu não me lembrava de sequer de conversar com ela.
Entretanto, eu havia visto fotos. E aquele rosto, mesmo não sendo familiar, seria algo que eu nunca seria capaz de me esquecer.
– Bella... – Renée enfim abriu a boca, ainda sorrindo um pouco.
Eu engoli em seco, segurando a maçaneta com força, buscando apoio. Sentia meu coração bater contra o meu peito de forma curta e rápida, me perguntando por que, depois de tantos anos, ela voltou.
E como ela me achou?
– Eu... – Renée tornou a falar. – Eu posso entrar?
Engoli em seco novamente, sem saber se deveria ou não deixá-la entrar. Não tinha ideia do que ela queria... E também não fazia ideia se eu queria saber.
Por que ela me abandonou?
Por que uma mãe abandonaria um filho?
– Acho melhor não... – sussurrei por fim, ainda completamente parada em frente à porta. – Acho melhor você ir embora...
Ela assentiu, seu sorriso sumindo. Ficou me encarando durante um minuto – talvez mais – e por fim suspirou, puxando a bolsa do ombro dela e a abrindo rapidamente. Eu a observei retirar um bloco de notas e uma caneta, e anotar alguma coisa ali. Quando terminou, arrancou a folha, e voltou a guardar o bloco e a caneta na bolsa, ajeitando a bolsa no ombro logo em seguida.
– Aqui... – murmurou, esticando a mão com a pequena folha para mim. – É o endereço do meu hotel e o número do meu celular...
Eu continuei parada, olhando para sua mão, sem saber se pegava ou não. Será que eu deveria?
– É só para o caso de você quiser me ligar ou me ver... E conversar. – Renée pegou minha mão livre e colocou a folha ali. – Bom, é isso.
Ela arriscou um sorriso e acenou, se afastando e me encarando mais uma vez antes de se virar e caminhar em direção às escadas.
Permaneci parada ali durante mais alguns segundos, meu coração batendo cada vez mais acelerado. Por fim, respirei fundo e me afastei da porta, fechando-a e trancando-a atrás de mim. Caminhei até o sofá e me joguei ali.
Eu não sabia o que pensar. Não sabia o que fazer.
Por quê? Por que ela voltou? O que ela queria? E como ela tinha me achado?
Permaneci ali parada talvez tempo demais, a nota que Renée deixou ainda em minha mão. Não vi o tempo passar, ainda tentando responder as perguntas que surgiam a cada minuto.
– Bella?
Eu pisquei, balançando a cabeça rapidamente, vendo Edward parado à minha frente, sua testa franzida.
– Está tudo bem? – Ele se aproximou, sentando-se ao meu lado. – Ou ainda está um pouco mal por causa de toda a bebida de ontem?
Forcei um sorriso, sem saber exatamente o que dizer. Encarei minha mão fechada em punho e suspirei pesadamente, fechando os olhos por um momento.
– Renée esteve aqui – soltei.
Edward tornou a franzir a testa, inclinando a cabeça um pouco para o lado. Virei meu corpo de lado, ficando de frente para ele.
– Renée? – Ele murmurou por fim.
– Sim – murmurei. – Minha... Mãe.
Ele arregalou os olhos um pouco, parecendo surpreso. Eu continuei o olhando com a mesma expressão, muita confusa ainda para saber o que sentir ou o que fazer.
– Mas como? – indagou. – Vocês conversaram ou algo assim?
Eu neguei imediatamente, mordendo o lábio inferior com força.
– Não – suspirei. – Não sei como ela passou pelo porteiro... Só ouvi a campainha tocar e pensei que fosse Alice... Ou a sua mãe... Eu nunca esperava que fosse Renée, não depois de todos esses anos.
Edward me puxou para um abraço imediatamente, depositando beijos em minha cabeça, sem dizer nada. Senti a primeira lágrima escorrendo pelo meu rosto antes mesmo que eu me desse conta de tal coisa. Enxuguei-a rapidamente, mas outras vieram e então, pouco depois, eu estava soluçando nos braços de Edward.
– Shhh... – Ele murmurou. – Se acalma Bella, por favor.
– Por quê? – Afastei-me um pouco, encarando-o. – Por que ela voltou?
Ele sorriu para mim, enxugando minhas lágrimas.
– Eu não sei, baby – murmurou. – Eu realmente não tenho ideia, mas a gente pode descobrir, se você quiser. Ela te falou alguma coisa?
Respirei fundo, procurando me acalmar.
– Ela deixou o número do celular e o endereço do hotel – disse. – Ela pediu para entrar, mas eu... Eu achei melhor não... Isso faz de mim uma pessoa ruim?
Edward tornou a sorrir.
– Não, Bella – disse. – Você não tem obrigação nenhuma de ouvi-la e só faremos aqui o que você quiser, ok?
Assenti.
– Vou conversar com o porteiro, procurar saber por que ele a deixou subir. – Ele disse, ainda sorrindo. – Enquanto isso, você vai se arrumar para ir trabalhar, ok? Nós vamos sair para almoçar e, se você quiser, podemos conversar sobre isso.
Sorri.
– Obrigada. – Depositei um beijo rápido em seus lábios. Então, abri minha mão, esticando a nota que ela deixara. – Você pode guardar isso, por favor? É o que Renée deixou aqui... Eu não tenho certeza se devo ficar com ele...
Edward pegou a nota e, após dar uma lida rápida, guardou-a em seu bolso. Ele se pôs de pé, então, e me puxou também, me abraçando mais uma vez antes de se afastar.
– Agora senhorita, vá se arrumar – disse. – Eu vou conversar com o porteiro e já volto.
– Obrigada – murmurei mais uma vez, vendo-o sorrir e assentir, antes de se afastar e começar a caminhar em direção à porta.
Assim que a mesma foi fechada, caminhei até o banheiro e parei diante da pia, me encarando no espelho. Lavei meu rosto e penteei os cabelos, fazendo uma trança rápida. Após escovar os dentes e me olhar mais uma vez, constatando que meus olhos estavam um pouco menos vermelhos do que antes, caminhei até o quarto, puxando uma roupa e a vestindo de forma rápida, evitando pensar no que havia acontecido agora há pouco.
Escutei o barulho da porta abrindo e fechando assim que terminei de colocar meus tênis e arrumar minha mochila. Peguei-a e voltei para sala, encontrando Edward.
– Pronta para ir? – ele indagou.
Eu assenti, sorrindo um pouco. Deixei que ele pegasse minha mochila, como ele sempre fazia, e me guiasse até fora do apartamento.
– Conversei com o porteiro. – Edward informou, enquanto eu trancava a porta. – É o novo... Ele pediu desculpas por ter deixado Renée subir. Disse que ela tinha dito que era sua mãe e mostrou o documento de quando ela ainda era casada com seu pai ou algo assim... Pedi a ele que avisasse se ela aparecesse outra vez ao invés de simplesmente deixá-la subir.
Eu assenti, sorrindo para ele.
– Obrigada por isso – murmurei.
Ele sorriu também.
– Não precisa se preocupar, baby – disse. – Vamos?
Procurei evitar o assunto durante todo o almoço, não querendo mesmo pensar nisso. Às vezes, porém, me pegava me perguntando mais uma vez por que, depois de todos esses anos, ela voltara. E não conseguia pensar em nenhuma resposta.
Edward me levou ao trabalho, como ele sempre fazia. Nós nos despedimos rapidamente e eu saí do carro, acenando mais uma vez para ele e virando para atravessar a rua.
Somente para encontrar o carro preto que tinha me seguido há alguns dias, novamente parado em frente à creche.
Engolindo em seco, acelerei meus passos, entrando no local o mais rápido possível. Cumprimentei Andy e as poucas crianças que estavam ali, antes de colocar minha mochila na sala dos funcionários e voltar para começar meu turno.
Ofereci para ficar até mais tarde naquele dia, querendo não pensar na visita que eu recebera mais cedo, aproveitando que a ajudante tinha medo e teve de ir embora antes do previsto.
Só liguei para Edward, avisando que eu tinha terminado, quando o pai da última criança chegou. Enquanto ele não chegava, procurei ajudar Andy e guardei todos os brinquedos que acabavam ficando espalhados. Tranquei tudo para ela e a acompanhei para o lado de fora da creche, sentindo meu coração apertar em meu peito, com medo de ver o carro novamente.
E ele estava lá.
Parado exatamente no mesmo lugar de mais cedo.
– Está tudo bem, Bella? – Andy perguntou, quando viu que eu congelei.
– Sim, sim – menti. – Alguém vai vir te buscar?
Ela sorriu.
– Não, meu carro está estacionado logo ali, na outra rua – disse. – Quer que eu espere Edward com você?
– Não precisa – sorri. – Ele deve estar chegando.
Ela assentiu e acenou rapidamente, antes de começar a caminhar na direção oposta que eu estava acostumada a ir. Mantive-me parada em frente à creche, meus olhos grudados no carro preto, meu coração batendo acelerado contra o meu peito. Se a pessoa que estivesse lá dentro ameaçasse sair...
Mantive-me o mais distante possível do carro, meus olhos disparando para a rua, um pouco aliviada por ela não estar nada vazia. Prestei atenção em cada carro que passava na rua, rezando para que o Volvo de Edward logo aparecesse.
Cinco minutos depois meu celular vibrou, informando a chegada de uma nova mensagem. Eu o peguei com as mãos trêmulas, meus olhos intercalando entre a tela do celular e o carro preto.
Reunião de última hora, devo ir embora só daqui à uma hora ): A gente se vê no seu apartamento, pode ser?
Eu suspirei pesadamente, mordendo o lábio inferior com força. Ajeitei minha bolsa no ombro e andei rapidamente, respondendo a mensagem enquanto caminhava em direção ao ponto de ônibus.
Claro, não se preocupe. Te espero lá então ;)
Guardei o celular sem esperar por uma resposta, e soltei um suspiro quando parei no ponto e vi que o ônibus já se aproximara. Assim que ele parou, eu entrei, não arriscando olhar para trás e ver o carro que, aparentemente, voltara a me seguir.
Durante todo o caminho para casa, procurei me distrair, pensando em qualquer coisa exceto aquele dia. Tentei me concentrar no que acontecera no sábado, quando Edward me pediu em casamento... E quando contamos à família dele, ao meu pai... Entretanto, por mais que tais lembranças fizessem um sorriso surgir em meu rosto e meu coração acelerar, eu ainda continuava a me lembrar de Renée me procurando logo cedo, o carro que voltara a me seguir...
Suspirei pesadamente, fechando os olhos e apoiando a cabeça contra a janela, me sentindo cansada, tanto física quanto mentalmente, do dia cheio que eu tive.
E só de pensar em contar a Edward sobre o carro que tinha me seguido... Eu tinha certeza de que ele não ficaria nada feliz por eu não ter contado antes.
Permaneci quieta, perdida em meus próprios pensamentos, até o ônibus parar no ponto em que eu descia. Procurei mais uma vez não olhar ao redor, meu coração já batendo acelerado demais. Eu não queria ver aquele carro preto novamente e confirmar o fato de que estava sendo seguida novamente.
Cumprimentei o porteiro assim que entrei no prédio, pegando minhas correspondências rapidamente antes de subir para o apartamento. Após entrar e conferir se a porta estava trancada, rumei para o banheiro. Retirei minhas roupas rapidamente, colocando-as no cesto que ficava ali, e me enfiei debaixo da água quente, apoiando minhas mãos na parede e abaixando a cabeça, deixando que a água batesse em minhas costas.
Eu só queria que aquele dia acabasse. Queria que Renée voltasse para sua vida e me esquecesse, e que aquele carro parasse de me seguir. Só queria me esquecer do dia de hoje... E me concentrar em Edward, eu e nosso noivado.
Gemi baixo ao pensar em Edward novamente, sabendo que ele não ficaria nada feliz quando soubesse que eu tinha escondido dele o fato de ter sido seguida.
Como eu iria contar isso a ele?
Edward POV.
Tentei me manter ocupado e calmo durante toda à tarde, embora estivesse um pouco nervoso, sempre pensando em Bella e em tudo o que tinha acontecido mais cedo. Tentei, também, imaginar porque Renée apareceu depois de tantos anos, logo agora... E porque ela tinha aparecido de surpresa assim.
Suspirei pesadamente, encarando a pilha de papéis à minha frente, querendo acabar de resolver tudo logo e ficar perto de Bella, porque eu sabia – e a conhecia bem o suficiente – que ela estava tentando se mostrar mais forte do que era.
Foquei-me então nos papéis e nas reuniões que tive no decorrer da tarde, assim como algumas entrevistas que eu precisava aprovar. Senti um sorriso crescer em meu rosto quando Bella me ligou, avisando que tinha acabado o trabalho e que eu poderia ir buscá-la.
Sorriso esse que morreu quando minha assistente entrou, avisando que eu iria ter uma reunião de última hora.
– Ok, Maggie – disse. – Pode ir organizando a sala de reuniões, por favor. Eu estarei lá em um minuto.
– Certo, Sr. Cullen.
Eu puxei meu celular e mandei uma mensagem para ela, avisando-lhe da reunião. Ela respondeu quase imediatamente, dizendo para eu não me preocupar, o que me fez sorrir novamente. Guardei meu celular no bolso e me pus de pé, seguindo até a sala de reunião.
Quase uma hora mais tarde, eu me via saindo da empresa, ansioso para chegar logo ao apartamento de Bella – apartamento que eu ficava mais do que eu meu próprio – e vê-la. Sabia que ela ainda devia estar mexida com o que tinha acontecido de manhã e estar perto dela logo.
Cumprimentei o porteiro assim que entrei no prédio e subi as poucas escadas que me levavam até o apartamento da minha noiva. Puxei a chave que ela tinha me dado nos seus primeiros dias aqui, e que eu guardava até hoje, e abri a porta, encontrando a sala escura, assim como a cozinha.
– Bella? – chamei, fechando e trancando a porta atrás de mim.
– Quarto. – Ela gritou de volta, sua voz parecendo um pouco rouca.
Eu segui imediatamente até o quarto dela, largando minha pasta em cima do sofá, e tentei sorrir quando a vi sentada no meio da cama, suas pernas cruzadas, suas mãos brincando com o celular.
– Ei... – murmurei, me aproximando dela enquanto retirava meu terno e gravata, e me sentando ao seu lado, puxando suas mãos para mim. – Tudo bem?
Ela deu de ombros, mordendo o lábio inferior.
– O que foi? – indaguei, franzindo a testa. – Renée te procurou de novo?
– Não, não – suspirou. – Na verdade, eu preciso te contar uma coisa...
Assenti, franzindo o cenho para ela. Bella se ajeitou na cama, sorrindo um pouco, e se aproximou um pouco de mim.
– Não fique com muita raiva, ok? – indagou. – Eu sei que provavelmente você não vai ficar muito feliz, mas eu pensei que tinha parado...
– Com raiva? – perguntei, interrompendo-a. – Parado?
Bella tornou a morder o lábio inferior.
– Eu acho que estou sendo seguida – ela soltou, ainda me fitando. – Às vezes acho que é imaginação, mas o carro aparece em todos os lugares...
Eu engoli em seco imediatamente, meu corpo todo congelando, meu coração acelerando. Segurei a mão de Bella com mais força e me puxei para mais perto dela, fitando aqueles olhos que eu tanto amava.
– Sendo seguida? – murmurei, tornando a engolir em seco. – Eu... Eu...
– Está tudo bem, Edward. – Bella me cortou, sorrindo um pouco. – Eu não tenho certeza, talvez seja coisa da minha cabeça... Eu só não contei antes porque você estava viajando e...
– O quê? – tornei a interrompê-la. – Você quer dizer que isso está acontecendo desde que eu estava viajando para Londres?
Bella engoliu em seco e suspirou pesadamente.
– Começou no dia que você voltou de Olympia – murmurou, desviando os olhos dos meus e encarando nossas mãos. Eu permanecia parado, meu coração ainda acelerado, sem conseguir acreditar no que estava ouvindo. – Não reparei se me seguiu nos outros dias, mas sei que ele estava lá após você ter viajado... E ele estava em todos os lugares...
Ela parou por um momento, voltando a me encarar, seus olhos arregalados.
– Eu ia te contar quando você voltasse – continuou. – Não queria que se preocupasse enquanto estivesse em Londres, por isso me afastei um pouco... Lembra-se? E então, na quarta, o carro apareceu só pela manhã… mas não apareceu de novo à noite, nem nos outros dias... Eu achei realmente que tinha parado e decidi te contar só se ele aparecesse de novo...
– E ele apareceu hoje? – eu indaguei.
– Sim – sussurrou. Bella, então, se ajoelhou na cama, se aproximando de mim. – Eu sinto muito por não ter te contato antes, realmente sinto, mas...
Ela mordeu o lábio inferior e me encarou, respirando fundo. Eu procurei respirar fundo também e a olhei de volta, ainda não muito certo de como agir.
– Você devia ter me contato antes – murmurei.
– Eu sei – ela disse. – Eu sei e sinto muito...
– Se alguma coisa acontecesse com você, eu... – Parei de falar imediatamente, balançando a cabeça, sem conseguir concluir meu pensamento.
– Não vai acontecer nada. – Bella sorriu, depositando um beijo rápido em meus lábios. – Não faço ideia de quem está dentro do carro, mas essa pessoa nunca saiu, nem fez menção de sair. Ela só me segue daqui para a faculdade e depois aparece quando estou saindo da creche...
Assenti.
– Mesmo assim, vamos tomar cuidado – murmurei. – Eu vou te levar e te buscar, e quando não puder, vou pedir alguém que faça isso... Posso contratar um segurança também e...
– Não, Edward, por favor. – Bella me interrompeu. – Nada de seguranças, ok? Eu não quero chamar a atenção de ninguém...
Respirei fundo.
– Bella...
– Não, por favor – ela disse. – Você pode me levar e buscar... Assim como pode pedir alguém para me pegar também. Mas só isso, ok?
Eu assenti, mesmo não estando muito convencido.
Encarei Bella durante alguns minutos e logo a puxei para a cama, deixando que ela deitasse a cabeça em meu peito. Acariciei seus cabelos e beijei sua testa, me sentindo incomodado com o fato de ela estar sendo seguida.
E ainda havia Renée, que surgira sem mais nem menos...
– Bella... – murmurei. Esperei que ela olhasse para mim antes de continuar a falar: – E quanto a Renée? Você decidiu o que vai fazer?
Ela negou imediatamente, seu sorriso sumindo.
– Eu não tenho ideia – murmurou. – Mesmo. Eu preciso conversar com meu pai, mas não quero falar sobre isso por telefone...
Eu assenti.
– Nós podemos ir até lá no final de semana – sugeri. – Se você quiser, é claro.
– Sério? – ela indagou, sorrindo um pouco. – Eu acho que ia ser melhor... Não acho que meu pai sabe que Renée voltou para Washington, se é que algum dia ela saiu desse lugar...
– Podemos ir e vocês podem conversar – eu sorri. – E também... Querendo ou não, Bella, eu quero conversar com Charlie sobre o fato de você estar sendo seguida, ok? Posso não contratar um segurança, posso não ir até à polícia nem nada do tipo, mas seu pai deve saber.
Ela mordeu o lábio inferior e me encarou durante um minuto, antes de assentir novamente. Eu depositei um beijo em seus lábios e a puxei para o meu corpo, abraçando-a um pouco mais forte do que deveria.
Bella me abraçou de volta e logo dormiu, mas eu não consegui relaxar. Em minha cabeça, eu repassava a conversa que tínhamos tido, o fato de ela estar sendo seguida...
Apertei-a mais contra o meu corpo e respirei fundo, pensando em uma pessoa que eu não pensava há muito tempo: Riley Biers. A última vez que eu tinha ouvido falar dele, ele ainda estava preso, mas pelas minhas contas, seu período na cadeia estava acabando... Então, como poderia ser ele se ele ainda estava preso?
Engoli em seco ao pensar em alguém querendo fazer mal a Bella e a encarei, vendo seu peito se mexer um pouco devido a sua respiração. Aconcheguei-a mais contra o meu corpo e beijei seus lábios de leve, encarando aquele rosto que eu tanto amava.
Eu estava muito ansioso, de repente, pelo final de semana, querendo muito conversar com Charlie. Talvez ele pudesse colocar na cabeça da filha que o melhor seria se eu contratasse um segurança para ela.
Porque se algo acontecesse com Bella...
Eu não sabia o que seria de mim.
Notas finais
Vamos ver aonde tudo isso vai dar.
Gostaria de dedicar o capítulo à Clarissa Cullen Potter pela recomendação. Eu amei (e muito)! Obrigada pelas lindas palavras, sua fofa!
Espero que tenham gostado do capítulo. Quem quiser spoiler, é só deixar e-mail que assim que eu tiver um pouquinho do próximo capítulo pronto, eu mando.
Até domingo que vem!
PS: Surtaram com BD2? Choraram? Porque eu amei. E chorei, é claro. Vi só uma vez, mas pretendo ver amanhã de novo! ♥
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