Encantado

36 Capítulo Trinta e Cinco - Protecting


Notas iniciais
Hey :3 Aqui está mais um capítulo pra vocês haha
Espero que gostem. E se divirtam.
A gente se fala na N/A, como sempre (;

Edward POV.

Foi um pouco difícil dormir naquela noite. Eu me via acordando várias vezes apenas para me certificar de que Bella estava em meus braços, sempre a encontrando deitada em meu peito, respirando de forma calma.

Poucos minutos antes do celular despertar, indicando que era hora de ambos levantarmos, eu me pus de pé, movendo-me silenciosamente pelo apartamento, evitando fazer barulho, enquanto me arrumava e ao mesmo tempo preparava o café da manhã.

Quando Bella acordou, eu estava na cozinha, arrumando a mesa, e tentei agir de forma normal com ela. Sorri, ri e tudo o mais, mesmo que estivesse a cada minuto mais preocupado ao pensar que alguém a estava seguindo.

- Está tudo bem? – Bella perguntou, enquanto trancava a porta do apartamento. Eu ajeitei a mochila dela na minha mão e sorri, assentindo, pegando sua mão na minha e a puxando em direção às escadas. – Você está meio calado...

Dei de ombros.

- Apenas pensando em algumas coisas – murmurei.

Ela me olhou por um minuto, sua testa se franzindo, mas não disse nada, apenas mordeu seu lábio inferior.

- Certo... – disse.

Fiquei imediatamente tenso assim que saímos do prédio, meus olhos disparando por toda a rua. Para meu azar, não havia somente um carro preto ali, então se ele já estava seguindo Bella, eu não poderia dizer.

Entretanto, tive sorte alguns segundos depois. Enquanto eu caminhava até o meu Volvo que ficava estacionado ali em frente a noite toda, eu senti Bella congelar ao meu lado e a olhei imediatamente, seus olhos se fixando em uma direção.

- Entre no carro, por favor, Bella – pedi, observando o carro preto parado dois carros atrás do meu. – Eu já venho.

- Edward... – murmurou ela, segurando minha mão com um pouco mais de força.

Respirei fundo, me virando para ela e segurando seu rosto entre as minhas mãos. Sorri para ela e depositei um beijo rápido em sua testa.

- Por favor – sussurrei. – Só entre no carro... E tranque as portas, ok?

Bella me olhou por um segundo e engoliu em seco, antes de assentir. Desativei o alarme do meu carro e abri a porta do carona para ela, antes de tornar a fechá-la. E então, virei-me em direção ao carro, avançando a passos rápidos. Porém, antes que eu chegasse e tivesse a chance de dar uma boa olhada na placa, a pessoa pareceu perceber que eu estava caminhando em direção a ela e colocou o carro em movimento.

Bufei, e parei por um minuto ali, respirando fundo e procurando me acalmar. Eu só queria dar uma olhada na placa e fazer algumas pesquisas... Queria descobrir em nome de quem estava aquele carro e por que essa pessoa estava seguindo Bella.

Voltei para o meu carro minutos depois, abrindo a porta e entrando nele.

- Tudo bem? – Bella me perguntou, seus dentes superiores maltratando o lábio inferior. – Conseguiu ver quem era?

Suspirei pesadamente, balançando a cabeça de forma negativa.

- Mas tudo bem – sorri. – Ele não pode ser mais esperto que nós.

No entanto, nos próximos dias, o carro preto simplesmente desapareceu, o que me deixou mais aflito. Em uma promessa que eu tinha feito a Bella, não comentei aquilo com ninguém, muito embora ficasse nervosa cada vez que a deixava na universidade e depois na creche, sempre ligando e mandando mensagens, querendo saber se ela estava bem.

Meu maior medo era que a pessoa tivesse trocado de carro ou pintado, ou algo do tipo. Medo de que, agora que eu sabia que minha noiva estava sendo seguida e a pessoa sabia disso, ela tentasse uma abordagem diferente, tentasse machucar Bella de verdade.

Bella, ao contrário de mim, parecia bem mais calma. Ela me acalmava toda vez que eu a deixava em algum lugar, dizendo que estaria bem, que ela não ficaria sozinha... E não me xingava quando eu extrapolava e ligava mais do que necessário, apenas me acalmava, dizendo que o final de semana estava chegando e que Charlie pensaria em uma solução.

Ainda havia a questão de Renée, que não voltara a nos procurar. O papel com seu número e o hotel onde ela estava ficando estava guardado comigo, mas toda vez que eu tocava no assunto com Bella, ela dizia que ainda não tinha ideia se iria procurar pela mãe ou não.

Quando a sexta chegou, muito para o meu alívio, eu me peguei suspirando enquanto seguia até o apartamento de Bella. Era a primeira vez na semana que eu não a pegava depois da creche, devido a uma reunião de última hora. Só consegui ficar tranqüilo com isso quando ela me prometeu pedir carona a Andy, sua chefe, e prometeu me ligar assim que chegasse em casa, o que ela fez.

- Hey – murmurei para ela, assim que entrei no apartamento, sorrindo assim que a vi jogada no sofá, usando apenas um short e minha blusa de moletom. – Como foi à tarde?

Ela sorriu também.

- Boa – disse. – Por que você não vai tomar um banho? Estou terminando o nosso jantar...

Eu sorri e assenti, indo até o sofá e depositando um beijo de leve em sua testa antes de depositar minha pasta no sofá e seguir para o banheiro.

Procurei relaxar durante o banho, deixando que a água quente batesse em minhas costas e diminuísse a canseira de meus músculos. Amanhã pela manhã Bella e eu iríamos para Forks, e conversaríamos com Charlie que, esperançosamente, teria uma solução para ambos os nossos problemas.

Eu sabia que mesmo não comentando sobre Renée, Bella estava um pouco ansiosa e que infelizmente não havia muito que eu poderia fazer ou dizer. Ao contrário de Charlie, nenhum de nós a conhecia muito bem. E quanto ao carro seguindo Bella, como um policial, Charlie poderia ter um ponto de vista diferente do nosso.

Pelo menos, eu esperava que sim.

Quando saí do banho, a mesa da cozinha já estava posta e Bella tinha um enorme sorriso no rosto. Ela fez com que eu me sentasse e me impediu de me servir, fazendo ela mesma tal serviço.

- Para que tudo isso? – eu indaguei, sem conseguir deixar de sorrir, vendo-a andando de um lado para o outro na cozinha, mexendo em panelas e talheres. – Não que eu não esteja gostando, mas...

Eu dei de ombros, sem concluir meus pensamentos, o que a fez rir e revirar os olhos.

- Você está muito preocupado essa semana – comentou, trazendo um prato já cheio para mim, assim como uma taça. – Sei que tem muitas coisas na cabeça agora, ambos temos, mas eu realmente queria tirar essa noite de folga e me concentrar só em nós dois, pode ser?

Eu a observei começar a servir seu prato, sem conseguir parar de sorrir. Era incrível como eu podia me apaixonar a cada dia mais por Bella, seja nos pequenos ou grandes detalhes.

- Tudo bem – eu ri. – Tudo o que você quiser, senhorita.

Nós rimos em meio ao jantar, deixando os problemas de lado, focando somente em nós.

- E então, já que só é permitido falar de nós hoje – brinquei, o que a fez rir –, queria falar de nosso casamento com você.

Bella sorriu, seus olhos castanhos brilhando enquanto ela se inclinava na mesa, prestando total atenção em mim.

- O que tem nosso casamento? – indagou.

Foi a minha vez de sorrir.

- O que me diz de um casamento logo após Ano Novo? – sugeri. – Podemos usar suas duas semanas de recesso para viajarmos para algum lugar e passarmos nossa lua de mel...

Bella continuou a sorrir.

- Mas será que dá tempo? – ela perguntou. – Quer dizer, temos que arrumar um lugar, fazer tantas coisas... E temos menos de dois meses para isso...

Eu sorri ainda mais quando a vi morder o lábio inferior de forma nervosa.

- Se contarmos com a ajuda de Alice, minha mãe e Rose, acho que conseguimos – disse. – Quanto ao lugar, não acho que teremos muitos problemas. Minha mãe conhece muitas pessoas, já que ela trabalha nesse ramo de decoração e tudo o mais. Tenho certeza de que ela pode conseguir um belo lugar para a gente.

Bella ficou calada durante alguns segundos, parecendo pensar, mas sem deixar de sorrir. Ela enfim assentiu, parecendo muito feliz e animada com a decisão.

- Então ok – ri. – Vou informar Alice e a dona Esme dos nossos planos. Tenho certeza de que, se elas precisarem da ajuda de Rose, elas mesmo podem pedir.

Bella assentiu e se pôs de pé, esticando-se e depositando um beijo rápido em meus lábios. Pediu que eu comunicasse à minha irmã e mãe enquanto ela pegava a sobremesa.

- Sobremesa? – ergui a sobrancelha, sorrindo.

- Torta de chocolate – respondeu.

Eu continuei sorrindo enquanto puxava meu celular e ligava para Alice, para informar dos meus planos e de Bella. Ela ficou meio apreensiva por ter menos de dois meses – mais precisamente cerca de seis semanas –, mas depois ficou animada, combinando de ligar para nossa mãe e Rose, e encontrar Bella e eu na segunda, para começarmos a combinar tudo.

Eu sabia que confiar Alice e minha mãe em um projeto me deixaria louco nas semanas que se passassem, mas sabia também que, por mais que eu ficasse cansado, aquilo valeria à pena. Afinal, isso significava que, no começo de 2013, Bella e eu estaríamos casados.

- Tudo certo? – Ela perguntou, voltando com dois pedaços de sua famosa torta nas mãos. – Sua irmã acha que consegue?

Eu assenti.

- Ela ficou meio apreensiva, mas concordou – sorri. – Vai nos encontrar na segunda, já que viajamos amanhã, para começarmos a olhar tudo.

Bella tornou a sorrir.

Após a sobremesa, ela me expulsou da cozinha, dizendo que naquela noite era tudo por conta dela. Fui para o seu quarto e me deitei na cama, sorrindo. Eu ainda estava preocupado com sua segurança e com o fato de Renée ter voltado depois de tantos anos, mas estava feliz e mais tranqüilo agora. Falar de nós e de nosso casamento realmente fez bem a mim essa noite.

Cansado do jeito que eu estava, lutei contra todas as minhas forças, querendo esperar Bella para que pudéssemos dormir juntos. Entretanto, o cansaço foi maior e, antes que eu pudesse me dar conta, estava dormindo.

_

Bella e eu acordamos cedo no dia seguinte, pouco antes das nove, querendo chegar em Forks cedo. Charlie já estava ciente de nossa visita – e também muito animado – e nos disse que tinha pedido esse final de semana de folga, para que pudesse passá-lo conosco.

- Nervosa? – indaguei a Bella, já quase chegando a sua cidade natal.

Ela se remexia no carro a todo o minuto, trocando as músicas, cantarolando, brincando com o cinto de segurança.

- Um pouco – admitiu. – Não sei como Charlie vai reagir quando souber que Renée voltou... E que estou sendo seguida...

Eu assenti rapidamente, engolindo em seco.

- Você vai querer falar logo nesse assunto? – indaguei. – Ou vai querer esperar um pouco.

Ela riu, nervosa.

- Não sei – disse. – Talvez depois do almoço... Não quero falar logo de cara, mas também não podemos adiar muito, não é?

Tornei a assentir.

- Depois do almoço, então – murmurei.

Passamos no supermercado rapidamente, onde compramos algumas coisas necessárias para o prato que Bella queria fazer. Algumas pessoas nos cumprimentaram, pessoas que já tinham me visto ali antes, sempre comentando do anel que agora ocupava o dedo de Bella. Foi um pouco divertido, confesso, ver o tom rosa que tomou conta de suas bochechas; aparentemente ela nunca gostaria de ser o centro das atenções.

Charlie esperava por nós quando estacionamos, seus olhos castanhos brilhando, um sorriso enorme tomando conta de seu rosto. Ele abraçou Bella, sem deixar de sorrir, e depositou um beijo em sua cabeça, antes de se virar para mim e me puxar para um abraço também.

Ele ralhou um pouco quando viu as sacolas de compras, mas logo após Bella anunciar que faria lasanha, prato favorito de seu pai, ele tornou a sorrir, nos puxando para dentro de casa.

Mesmo sendo uma casa pequena e mesmo não visitando muito Forks, eu gostava daquela casa e me sentia bem ali. Charlie, como sempre, me tratou como filho, conversando comigo enquanto Bella preparava o almoço, se mostrando muito feliz por ver que seu pai e noivo se davam bem.

- E então, vocês já decidiram quando vão se casar? – Charlie perguntou a mim e a Bella, intercalando o olhar entre nós dois, sem deixar de sorrir.

- Hm... – murmurou Bella, retirando a lasanha do forno. – Decidimos por janeiro, pai, logo no começo do ano. Assim podemos aproveitar minha pausa na faculdade para viajarmos...

Charlie assentiu, sem deixar de sorrir.

- Isso é bom – ele disse. – Eu fico feliz por vocês.

Eu sorri para ele, assentindo, mas não disse nada. Ter a aprovação do pai de Bella desde o começo – mesmo antes, quando eu ainda era apenas um amigo para ela – era algo que sempre me fazia bem.

Nós almoçamos em meio a conversar e risos. Não havia muito que falar do casamento ainda, já que tínhamos combinado a data ontem, mas conversamos um pouco sobre esse assunto.

Quando terminamos, Bella arrumou rapidamente a cozinha, expulsando Charlie e eu de lá. Nós fomos para a sala e nos sentamos. Esperei que Charlie ligasse a televisão, mas ele não fez isso.

Nós conversamos um pouco, sobre banalidades, enquanto Bella terminava com a cozinha. Quando ela terminou, sentou-se na poltrona de frente para nós, um sorriso nervoso tomando conta de seu rosto.

- Pai? – chamou. Charlie a olhou, estreitando os olhos um pouco. – Quero conversar sobre algo com você...

Ele assentiu, olhando rapidamente de mim para ela.

- Aconteceu algo? – indagou.

Bella assentiu, e suspirou pesadamente, torcendo suas mãos.

- Uma pessoa procurou por mim um dia desses – ela disse. – Alguém que eu pensei que nunca mais veria...

Ele franziu a testa.

- Quem? – perguntou.

Bella disparou os olhos para mim, em uma pergunta silenciosa. Eu sorri para ela, incentivando-a a falar.

- Renée – suspirou.

Eu observei o rosto de Charlie se contorcer em diversas caretas antes de ele se recompor, tossindo levemente. Ele olhou para mim rapidamente, voltando seus olhos para sua filha logo em seguida.

- Renée? – murmurou. – O que… O que ela quer?

Bella deu de ombros, antes de narrar o que tinha acontecido quando Renée aparecera. Charlie prestou atenção em cada detalhe, mesmo não tendo muito para contar.

- Você vai procurá-la? – ele perguntou.

- Não sei. – Bella murmurou. – Eu não sei o que falar com ela... Para ser sincera, não quero ter que passar por isso... Eu não quero ter que perguntar por que ela nos abandonou.

Charlie assentiu.

- Tudo bem, criança – ele disse. – Você não precisa fazer aquilo que não quer. Eu vou tentar achá-la e conversar com Renée. Você não tem que se preocupar com nada.

Bella sorriu.

- Você também não precisa fazer isso, pai – murmurou. – Vou dar mais um tempo, mais alguns dias, e depois decido o que vou fazer.

Ele tornou a assentir.

Nenhum de nós três disse nada durante um ou dois minutos, antes de eu decidir que era hora de Charlie saber que Bella estava sendo seguida. Eu troquei um olhar com ela rapidamente, antes de voltar para o seu pai.

- E tem mais uma coisa, Charlie – murmurei. Esperei que ele voltasse seu olhar para mim, parecendo confuso novamente, antes de falar. – Bella me contou uma coisa esses dias, algo que ela tinha escondido de mim por um tempo, e eu achei que você deveria saber.

- O quê? – ele indagou, olhando para mim e para a filha.

- Ela vem sendo seguida – soltei.

Os olhos dele imediatamente se arregalaram e ele me interrompeu, disparando seus olhos para mim e para Bella, perguntando por que ela não tinha falado nada antes. Eu mais uma vez a escutei contando tudo o que tinha acontecido, sentindo meu coração apertar a cada palavra que saía de sua boca.

- Bella, por que você não contou antes? – ele ralhou. – Você não sabe o que a pessoa quer...

- Eu sei, pai – murmurou. – Sinto muito, mas eu realmente achei que haviam parado de me seguir...

- Eu tentei anotar a placa do carro, mas o carro fugiu – comentei. – Não sei bem o que fazer... E Bella não me deixa contratar um segurança para ela.

Charlie grunhiu.

- Eu preciso da placa – ele disse. – Se vocês verem qualquer carro preto que pareça suspeito, ou algum outro carro que esteja te seguindo, Bella, não importa a cor, eu quero que você finja que está fazendo outra coisa e anote a placa, por favor.

Ela assentiu.

- Eu vou tentar tirar uns dias de folga e ir para Seattle – comentou. – Mesmo achando difícil... É final de ano, preciso estar aqui, então por favor, se cuide. E caso a situação piore, se você não deixar Edward contratar um segurança, eu vou, ok?

Bella tornou assentir.

Nós discutimos mais algumas coisas, antes de Bella pedir que mudássemos de assunto. Saímos um pouco, demos uma volta na cidade, e quando voltamos, vimos um filme com Charlie, antes de irmos dormir. No outro dia, quando acordei, Bella ainda estava dormindo, então segui para a cozinha, encontrando seu pai sentado à mesa, uma xícara na mão, a outra ocupada com o jornal.

- Bom dia – murmurei, sentando-me à sua frente, ainda meio sonolento.

Charlie abaixou o jornal e sorriu para mim.

- Bom dia, filho – disse. – Dormiu bem?

Assenti rapidamente, puxando um copo e me servindo um pouco de suco.

- Quero aproveitar que Bella ainda está dormindo e quero conversar com você – ele continuou, o sorriso de outrora sumindo. – Sei que ela é teimosa e tudo o mais, mas não quero brincar com a segurança dela, então... Se você precisar viajar ou ver que a situação continua ou piorou, pode me dizer e contratar um segurança, por favor? Pode parecer bobeira minha, mas não quero arriscar.

- Eu te entendo – disse. – Conversei com o advogado que cuidou do caso de Bella e Riley há uns dias, mas Riley ainda continua preso, então não faço ideia de quem pode estar a seguindo.

Charlie assentiu.

- E pode ficar tranqüilo – completei. – Se eu ver que a situação está pior, faço questão de contratar um segurança, Charlie.

Ele tornou a assentir.

- E quanto a Renée... – suspirou. – Eu infelizmente não tenho ideia do por que ela voltou, por que foi embora em primeiro lugar... Queria ter respostas, mas há muito tempo deixei de entender a cabeça dela.

- Eu entendo, Charlie – disse. – Acho que Bella vai acabar querendo falar com ela, apenas para ter essas respostas... Ela se perguntou isso por muito tempo, sei que ela não vai aguentar viver com a dúvida muito tempo.

Ele assentiu.

- Só me mantenha informado, ok? – murmurou. – Eu quero saber o que Renée quer. Não confio nela. E não acho que Bella deva confiar também.

Foi a minha vez de assentir.

- Obrigado por cuidar de minha menina, Edward – ele sorriu. – Eu tenho certeza de que vocês dois vão ser muito felizes.

- Não há de quê, Charlie – sorri também. – E eu tenho certeza que iremos.

Bella acordou não muito depois, encontrando a mesa posta para o café da manhã. No horário do almoço, pouco antes de irmos embora, Charlie fez questão de nos levar para almoçar no seu restaurante favorito, dizendo que Bella não precisava cozinhar. Voltamos para a casa dele logo depois, mas não ficamos muito. Após prometermos mantê-lo informado de tudo – os preparativos para o casamento, Renée e a perseguição –, nos despedimos, partindo para Seattle.

Foi uma viagem normal, embora Bella, mais uma vez, tenha insistido em dirigir, alegando que eu nunca a deixava fazer tal coisa. Eu apenas ri, dizendo para não se preocupar.

Como chegamos cedo a Seattle, ligamos para Alice, pedindo que ela fosse até o apartamento de Bella para começarmos a falar do casamento. Quanto mais tempo tivéssemos para falar sobre o assunto, melhor.

Minha irmã chegou junto de minha mãe e Rose, todas as três muito animadas. Eu pedi que elas se sentassem e fui ajudar Bella a rapidamente preparar um lanche rápido, antes de voltarmos para a sala e começarmos a falar sobre tudo.

Nós discutimos sobre tudo, desde o local – que minha mãe ficou de olhar – até a decoração, o número de convidados, a festa... Alice não deixou que falássemos sobre algo que envolve Bella, no entanto. O vestido, buquê, sapatos e demais acessórios só seriam discutidos depois que Esme tivesse resposta sobre os locais que ela olharia.

- Vou resolver tudo no máximo até terça – informou ela. – Daí, você pode tentar uma folga na quarta, ou faltar à faculdade, Bella... Assim fica mais fácil de irmos escolher o vestido.

Bella sorriu, assentindo.

- Eu vou ver o que posso fazer – respondeu.

Após mais alguns detalhes discutidos, elas foram embora, prometendo estar de volta logo, assim que Esme tivesse os nomes de locais que poderíamos escolher.

Bella e eu conversamos um pouco e vimos um filme, antes de irmos tomar um banho juntos e deitarmos. Eu a puxei para os meus braços, como fazia todas as noites, e beijei sua testa demoradamente, antes de deixar que o sono tomasse conta de mim.

_

Mantive-me atento no dia seguinte ao sair com Bella logo de manhã, procurando pelo carro preto. Ele não estava lá, como eu já suspeitava, mas mesmo assim eu não relaxei.

E sabia que não relaxaria enquanto aquela história toda não fosse desvendada.

Levei-a até a universidade e esperei que ela entrasse antes de seguir para a minha empresa, como fazia todos os dias. Na hora do almoço, apareci faltando dez minutos para as aulas acabarem, e assim que Bella apareceu, fomos para um restaurante que ficava próximo a creche, como eu estava fazendo nos últimos dias.

- Você está se preocupando muito, Edward. – Bella disse, enquanto eu a levava até a creche. – Acho que o carro parou de me seguir...

Eu neguei imediatamente, parando em frente ao portão branco e a puxei para meus braços. Depositei um beijo terno em sua testa e ergui seu rosto, beijando seus lábios.

- Não vou arriscar. Não com você envolvida – murmurei. – Então, vamos tomar cuidado, ok?

Ela assentiu, sorrindo para mim.

- Até mais tarde – disse, depositando mais um beijo em seus lábios.

- Até, baby – sussurrei.

- Te amo – acenou, já próxima à porta.

- Eu também – disse de volta, sorrindo para ela.

Esperei mais uma vez que ela entrasse antes de seguir para o meu carro e então para a empresa. Mergulhei-me no trabalho, um pouco aliviado por não ter nenhuma reunião naquele dia.

Até ser interrompido por Maggie, por volta das três da tarde.

- Sr. Cullen – começou –, há uma pessoa querendo falar com o senhor... Eu disse que o senhor estava ocupado, mas ela falou que é urgente.

Franzi a testa, afastando minha cadeira um pouco e fitando minha assistente.

- Hm... Ela disse o nome? – indaguei.

Maggie assentiu, afastando a franja dos olhos.

- Ela falou que se chama Renée – murmurou. – E que você saberia quem ela era.

Engoli em seco, parando para pensar por um momento no que eu iria fazer. Suspirei pesadamente, passando a mão no cabelo, e voltando a fitar minha assistente.

- Pode pedir para ela entrar, por favor, Maggie – sussurrei.

Ela assentiu e rapidamente saiu da sala, voltando alguns minutos depois com uma mulher. Eu a fitei, parando em seu cabelo – um pouco mais claro que o de Bella –, seus olhos azuis... Eu reconheci alguns traços em seu rosto que pareciam com a filha, embora ela se parecesse muito mais com Charlie.

Ela sorriu para mim, dando um passo hesitante para mais perto da minha mesa. Esperei Maggie saísse da sala, antes de voltar meus olhos para a mulher que se dizia ser mãe da minha noiva.

- Olá, Renée – murmurei.

Notas finais
N/A: Hey :3 Como foi a semana de vocês? Ansiosos para hoje chegar?
Hmmm... Esse Edward, por favor. Muito fofo, todo preocupado com a Bella ♥ Planos para o casamento chegando, vamos ver como tudo vai correr. E a Renée... O que será que ela pode querer com o Edward, hein?
Domingo que vem vocês saberão! haha. Mas quem estiver muito curioso, só deixar e-mail. Assim que o spoiler estiver pronto, eu mando (;
Espero que tenham gostado :3
Até domingo que vem.
xx