Encantado

39 Capítulo Trinta e Oito - Forever


Notas iniciais
Olá, olá! Duas semanas depois, aqui estou eu, com um capítulo cheio de amor para vocês!
Espero que gostem.
Até a N/A (leiam, por favor hehe)!
Divirtam-se (;

Edward POV.

Quinta feira, onze e quarenta e cinco.

Em menos de dois dias… eu estaria casado.

Peguei-me sorrindo ao olhar o relógio pela terceira vez em minutos, me perguntando pela milésima vez naquele dia se eu podia, de alguma forma, adiantar esses dois dias. Porque eu estava ansioso.

E muito.

E não via a hora de estar casado com Bella.

Bati meu pé contra o chão e meus dedos pela mesa, seguindo o mesmo ritmo da música alta que tocava no local, embora eu não estivesse prestando muita atenção na letra. Deixei que meus olhos percorressem o salão e suspirei, voltando-os para os três homens que estavam sentados à mesa comigo.

Se eu pedisse para ir embora agora, será que eles deixariam?

O garçom escolheu aquele momento para aparecer, trazendo em sua bandeja mais quatro canecas de cerveja e algumas doses de alguma bebida que, eu tinha certeza, eram fortes.

E esta foi a minha resposta.

Eu tinha certeza de que meu pai, meu irmão e cunhado não me deixariam ir embora para o apartamento de Bella naquele momento. Peguei uma das canecas e tomei um longo gole, finalmente prestando atenção no que eles falavam. Peguei-me rindo ao ouvir o final de uma piada, mesmo não tendo a mínima noção do que eles falavam; eu não queria que percebessem que eu tinha… me ausentado mentalmente por um tempo.

- Então, Edward... – Emmett se virou para mim, sorrindo, uma sobrancelha erguida. – Tem certeza de que quer se amarrar?

Eu revirei os olhos, mas sorri.

- Como se você não pensasse em “se amarrar” com Rosalie, um dia – brinquei, arrancando risadas de Jasper e Carlisle. – E sim, tenho certeza. Não vejo a hora de estar casado com Bella, na verdade.

- Certo – meu pai sorriu. – Estou muito feliz por você, filho, e sei que vocês dois vão ser muito felizes.

- Obrigado, pai – murmurei.

- E quero netos logo – avisou. – Já estou ficando velho e em breve estarei aposentado... Só me restará netos para estragar, enquanto vocês educam.

Eu ri.

- Bella quer esperar até que esteja formada – encolhi os ombros. – E eu sou mais novo que Emmett; peça a ele, então.

Emmett fez uma careta.

- Não, nada de crianças por agora – disse. – Daqui uns anos, talvez. Uns cinco… ou dez, eu realmente não me importo.

- Só resta Jasper, pai – ri.

Mas meu pai fez uma careta.

- Não – ele disse, e balançou a cabeça de forma negativa. – Sua irmã ainda está muito nova... Eu posso esperar até que Bella esteja formada. Quanto tempo falta?

- Cerca de um ano e meio, acredito eu – sorri.

- Certo – sorriu de volta. – Daqui um ano e meio espero notícias boas. Nem um minuto a mais.

Eu ri alto.

- Pode deixar.

Nós nos envolvemos em uma boa conversa então, falando de todo tipo de assunto. Pela primeira vez na noite, me vi concentrado em tudo o que eles diziam, embora vez ou outra ainda pegasse meu celular para verificar as horas.

Na terceira vez que fiz isso, havia uma nova mensagem, o que me fez sorrir.

Quero ir para o apartamento com você ):

Meu sorriso aumentou ainda mais – se é que isso era possível – e eu rapidamente comecei a digitar uma resposta.

Você acha que todos nos deixarão ir embora?

Eu deixei meu celular na mão e voltei a prestar atenção no que estava sendo dito na mesa, mas não consegui captar nada, porque meu celular logo estava vibrando novamente.

Não sei… e não me importo. Só quero ir embora ))):

Sorrindo, balancei a cabeça, a memória de meses atrás – de quando Bella e eu tínhamos contado a todos que estávamos noivos – tomando conta da minha mente.

Baby… você está bêbada?

Eu não podia vê-la, obviamente, mas eu podia dizer com toda a certeza que ela sorriria quando lesse minha mensagem; estando bêbada ou não.

Não, não estou, Edward. Mas… me buuuusque ):

Coloquei-me de pé ao ler a mensagem e guardei meu celular, antes de voltar minha atenção para todos.

- Aonde você vai? – meu pai perguntou.

- Vou buscar Bella – sorri. – Foi uma boa noite, mas já é quase uma da manhã. Obrigado por tudo, mas acho que já deu por hoje...

Ele retribuiu ao sorriso e assentiu.

- Até que você demorou a pedir para ir embora – disse. – Pode ir. Diga a sua mãe que daqui a pouco eu irei buscá-la.

- Certo. – Puxei minha carteira e a abri, pronto para tirar algum dinheiro, mas antes que eu pudesse fazer isso, meu pai balançou a cabeça de forma negativa. – Claro que vocês não vão me deixar pagar...

- É sua despedida de solteiro – ele riu. – É por nossa conta. Ah, não se esqueça de estar...

- É, eu sei – cortei-o. – Amanhã à noite devo ir para a sua casa, porque não posso ver a noiva depois de meia noite. Acredite, Alice já me disse isso mais vezes do que posso contar..

Eles riram.

- A gente se vê amanhã – acenei, começando a me afastar. – Mais uma vez, obrigado pela noite.

Saí do bar, tendo de desviar de algumas pessoas muito bêbadas durante o caminho, e caminhei até o estacionamento, enquanto brincava com as chaves em minhas mãos. Peguei-me sorrindo ao entrar, lembrando de tudo o que tinha acontecido nestes últimos dias, desde o ano novo.

Bella e eu corremos como nunca, revendo tudo do casamento, experimentando nossas roupas – no meu caso, o smoking; no dela, o vestido de noiva – e verificando se estava tudo certo para o grande dia. Era cansativo, mas eu realmente não podia reclamar. Era só ver o sorriso de Bella, o modo que seus olhos brilhavam de felicidade toda vez que eu mencionava algo sobre nosso dia… definitivamente, valia muito à pena.

Virei uma rua, percorrendo o mesmo caminho de meses atrás, já que elas tinham ido ao mesmo local. Estacionei em frente ao mesmo quando cheguei, e, ainda sorrindo, desci do carro, imaginando se ela estaria bêbada ou não.

Ouvi a risada de Rosalie assim que entrei e não demorei mais do que um minuto para encontrá-las, sentadas à uma mesa mais ao canto. Havia alguns copos vazios já na mesa e todas pareciam muito felizes, mas Bella não parecia bêbada.

Parei por um momento, próximo à mesa delas, apenas observando minha noiva. Ela realmente parecia cansada da maratona que vínhamos fazendo desde que havíamos começado a organizar tudo do casamento, e eu sabia que ela às vezes se pegava pensando na mãe – mãe que ela não convidara –, se perguntando se havia feito o certo, embora ela negasse toda vez que eu perguntava. Mais uma vez me peguei desejando que as horas passassem rápido, que o sábado chegasse logo. Porque nesse dia, ela se transformaria em minha esposa.

Isabella Cullen.

E isso sempre fazia com que eu sorrisse feito um idiota.

- Edward!

Revirei os olhos ao escutar Alice gritando e caminhei até elas, parando ao lado da cadeira de Bella. Olhei rapidamente para ela e sorri, antes de fitar a mesa e encarar a quantidade de copos que estavam ali.

- Olá, senhoras – cumprimentei, escondendo um sorriso. – Prontas para irem embora?

Rosalie revirou os olhos, pegando seu copo e tomando o resto, antes de puxar um novo, já completamente cheio, para perto de si.

- Fale por si mesmo e sua noiva, querido – ela murmurou, sua voz saindo um pouco arrastada. – Eu estou me divertindo muito e não pretendo ir embora tão cedo.

Minha mãe e Alice acenaram em concordância e eu tornei a revirar os olhos.

- Certo – suspirei. – Bem, já que têm certeza disso... Vou indo. Qualquer coisa, telefonem.

- Não se esqueça de sair do apartamento amanhã à noite! – Alice começou a falar, enquanto eu puxava Bella para mim. – Se não aparecer lá em casa, considere-se um homem morto.

- Pode deixar, Alice. – Peguei a bolsa de Bella, já começando a caminhar em direção à porta de saída. – Até mais, senhoras.

Puxei Bella para fora do bar, sem conseguir parar de sorrir. Ela começou a contar sobre o que tinham conversado durante à noite, não me dando muito espaço para falar, o que me fazia sorrir ainda mais. Ela não estava bêbada, como havia me dito, mas estava um pouco alegre, eu tinha certeza.

- Podemos assistir a algum filme? – indagou, assim que entramos no seu apartamento. Era minha última noite aqui e a penúltima de Bella, já que ela devolveria a chave no sábado de manhã. – Não quero ir dormir agora...

- Tudo bem – murmurei. – Por que não vai se trocar? Vou escolher um filme e deixar tudo pronto por aqui...

Eu sabia que ela não duraria muito e logo dormiria, mas mesmo assim escolhi um filme que seria do agrado dela e o coloquei no aparelho, antes de ajeitar o sofá. Quando ela voltou, eu troquei-me rapidamente e ao voltar, para a minha surpresa, já a encontrei dormindo.

Sorrindo, desliguei tudo e a peguei no colo, levando-a até o quarto. Depositei-a na cama e a cobri, antes de me deitar e puxá-la para os meus braços. Apertei-a ali e respirei fundo, deixando que seu cheiro tomasse conta de mim. Levantei minha cabeça um pouco, só para conseguir olhar o relógio na mesa de cabeceira, e sorri.

Sexta-feira, uma e dezessete.

Pouco mais de um dia... Pouco mais de um dia para ela ser a minha esposa.

E pensando nisto, não demorou muito para que eu adormecesse.

_

Sexta feira, três e trinta e cinco.

Eu sorri, sentando na cama de casal, meus olhos disparando por todo o quarto. Não era um quarto muito grande e claro, e todas essas coisas. Certamente, a cama poderia ser mais confortável e os móveis um pouco melhores, mas eu até gostava daqui. Bella e eu tínhamos vivido grandes momentos aqui.

Lembrei-me da primeira vez que entrei aqui... De quando ela me deu uma chave, no seu primeiro dia aqui... Tanta coisa já havia acontecido.

E amanhã nós iríamos nos casar.

- Edward! – Bella gritou, tirando-me de meus devaneios. Eu rapidamente olhei para o chão, onde ela estava sentada, organizando várias caixas. – Ajude, por favor. Você está parado há mais cinco minutos...

Eu ri.

- Desculpe – murmurei, pegando alguns livros e entregando para ela. – Eu só estava pensando em quando você mudou para cá...

Ela sorriu, e fechou mais uma caixa, antes de pegar uma fita para começar a lacrá-la.

- Parece que foi ontem – ela disse. – Eu fiquei tão feliz por ter conseguido um lugar... Não muito grande e nem confortável, mas um lugar que eu pude chamar de meu e que eu me senti… bem, entende?

Eu sorri para ela, orgulho tomando conta de mim. Bella era tão nova e já tinha passado por tanto... Mas mesmo assim, aqui estava ela, quase se formando na faculdade, com um emprego no ramo que ela gostava...

E em breve, minha esposa...

- Você está se distraindo novamente – ela brincou, sorrindo e revirando os olhos. – Vamos, vamos logo que você daqui a pouco tem que ir para a casa dos seus pais.

Eu revirei os olhos ao ouvir isso e bufei.

- Não fique assim – continuou. – Eu não ligo para essa superstição boba de não poder ver a noiva no dia do casamento, pelo menos até a hora de entrar na igreja, mas… já que estamos fazendo tudo como se deve fazer, por que não seguir essa também?

Eu sorri, assentindo.

- Tudo bem – disse. – Então, vamos terminar tudo isso logo e colocar as caixas no carro. Eu não quero a senhorita pegando peso depois que eu tiver ido embora.

Bella bufou, mas não disse nada.

Horas mais tarde e com tudo devidamente guardado – exceto algumas coisinhas que ela precisava para passar essa última noite –, despedi-me dela, com um abraço apertado e um beijo, antes de começar a caminhar para a saída.

- Até amanhã, futura esposa – brinquei. – Vou sentir saudades.

Bella corou.

- Até, Edward – disse. – Eu vou sentir sua falta também.

Saí do apartamento e fechei a porta, um sorriso tomando conta do meu rosto enquanto eu descia as escadas. Dei uma olhada no relógio, meu sorriso se tornando ainda maior.

Sexta feira, sete e quarenta.

Vinte e quatro horas. Pouco mais de vinte e quatro horas, até nós dizermos sim.

E sermos declarados marido e mulher.

_

- Edward, pelo amor de Deus! – Meu pai ralhou comigo pela décima vez em dois minutos. – Ainda está cedo, pare de andar de um lado para o outro.

Eu suspirei pesadamente, e passei a mão em meus cabelos, tentando me acalmar. Eu sabia que meu pai estava certo e que muito provavelmente eu estava entrando em pânico à toa, mas… faltavam menos de cinco horas até o casamento...

Eu tinha que me arrumar logo, certo?

- Edward, você está começando a andar de novo... – ele ralhou.

Eu olhei para ele, e o encontrei sorrindo, o que me fez sorrir também. Sentei-me no sofá, ao seu lado, e apoiei minha cabeça no mesmo, me obrigando a respirar fundo e me acalmar.

- Eu sei, eu sei – resmunguei. – Você acha que eu devo ir me arrumar que horas?

Ele riu.

- Bem, por volta das seis – disse. – O casamento começa às oito... Ainda acho que você vai ficar pronto antes da hora, mas já que está tão ansioso… comece a se arrumar às seis.

- Certo – murmurei. – E você, vai se arrumar que horas?

Ele tornou a rir.

- Vou me arrumar nesse horário também, filho. Fique tranqüilo, ninguém vai se atrasar. Bem, provavelmente Bella vai, mas isso é normal, sabe como é. Coisas das novas e tudo o mais.

Eu assenti, embora estivesse implorando, dentro da minha cabeça, para que Bella não se atrasasse tanto assim. Eu não acho que meus nervos iriam aguentar tal coisa.

Quando o relógio marcou seis da tarde, rumei para o meu antigo quarto, onde verifiquei se estava tudo certo com a minha roupa. Por fim, parti para o banheiro, onde caprichei no banho. Quando saí, fiz minha barba, verifiquei se estava tudo certo comigo e com meu cabelo, e por fim me vesti.

E fiquei pronto faltando mais de uma hora para começar o casamento.

Se mais cedo meu pai tinha conseguido me acalmar, dizendo que estava cedo, agora ele não conseguira a mesma coisa. Eu me encontrei andando de um lado para o outro na sala, ora verificando o relógio, ora me verificando, vendo se tinha algo fora do lugar. Mas não, eu estava pronto...

E não via a hora de ir para a igreja.

- Edward?

Eu me virei imediatamente, vendo meu pai, já pronto, parado próximo à porta de entrada. Ele estava sorrindo, provavelmente se divertindo com meu nervosismo.

- Sim? – Tentei empurrar um sorriso para fora do rosto. – Está muito cedo ainda, não é?

Ele riu.

- Na verdade, faltam vinte para às oito... – sorriu. – Se quiser ir de uma vez...

Antes que ele pudesse completar sua frase, corri até o espelho, onde verifiquei, mais uma vez, se estava tudo certo com minha roupa. Verifiquei também, talvez pela milésima vez, se o pequeno estojo com as alianças estava em meu bolso, e soltei um suspiro de alívio quando vi que estava.

Eu entrei no carro do meu pai e deixei que o mesmo dirigisse. Sabia que ele devia estar falando alguma coisa, mas eu sinceramente não estava prestando a atenção no que era. Tudo o que eu conseguia pensar era que estava perto. Logo, Bella seria minha esposa.

Um sorriso nasceu em meu rosto quando eu vi a igreja e meu coração acelerou, chegando a bater tão forte contra o meu peito, que eu tinha certeza que meu pai podia escutá-lo. Saí do carro antes mesmo que ele estacionasse completamente e comecei a caminhar em direção à entrada, sendo parado várias vezes pelas diversas pessoas que já estavam ali.

- Edward! – Minha mãe caminhou até a mim, usando um vestido longo vinho, com um sorriso no rosto e lágrimas nos olhos. – Você está tão lindo, filho.

Eu sorri para ela, e a beijei docemente na bochecha.

- Você também está maravilhosa, mãe – murmurei. – E Bella? Ela não vai atrasar tanto, vai?

Ela riu.

- Ela está tão ansiosa quanto você – disse. – Acho que não vai atrasar, então, respire fundo.

Eu assenti.

- Agora vamos – ela começou a me puxar. – A organizadora estava procurando por você. Vamos deixar tudo pronto, assim quando Bella chegar, não atrasamos tanto.

Várias pessoas vieram falar comigo, me felicitar pelo grande dia, enquanto a organizadora do casamento me colocava em minha posição. Fui proibido de olhar para trás e me vi batendo o pé de forma ansiosa no chão.

Dentro de alguns minutos, eu entraria na igreja.

Dentro de alguns minutos, eu a veria.

Dentro de alguns minutos, começaria o nosso casamento.

- A noiva chegou! – Eu escutei alguém gritar, e senti imediatamente meu coração acelerar.

Bella tinha chegado.

Bella estava aqui.

- Nada de olhar para trás. – Alice surgiu, sorrindo. – Vá se posicionar e prepare-se para entrar.

Não prestei atenção exatamente ao que aconteceu nos próximos minutos. Estava ciente do meu braço enrolado com minha mãe e sabia que alguma música tocava enquanto eu entrava – música que Bella e eu tínhamos escolhido há semanas. Sabia também que todos na igreja me olhavam – alguns sorrindo, outros não –, mas tudo o que eu conseguia pensar era na mulher que estava lá fora.

E que em breve seria minha.

Recebi um abraço e um beijo da minha mãe quando cheguei ao altar, vários flashes nos cegando quando fizemos tal coisa. Ela foi ocupar sua posição e eu a minha, meus olhos disparando pela entrada, tentando pegar nem que fosse um vislumbre de Bella.

Várias pessoas entraram no decorrer dos minutos. Madrinhas, dama de honras, padrinhos, meu pai, alguns tios distantes e outras pessoas que eu sabia que eram importantes, mas não conseguia me concentrar direito.

E então, finalmente, a marcha começou a tocar.

E eu a vi.

Linda, única, perfeita.

Bella.

Nossos olhos se conectaram assim que ela colocou o primeiro pé dentro da igreja, de braços dados com um Charlie muito sorridente. Ela estava linda, seu vestido branco, com alguns detalhes na cauda, e eu não via a hora de tê-la em meus braços.

Mais uma vez, estava ciente da música tocando, dos fotógrafos se movendo, assim como as pessoas que estavam filmando. Eu tinha vislumbres de flashes ao meu redor, das pessoas comentando, da minha mãe quase chorando… mas tudo o que ganhava minha completa atenção naquele momento, era Bella.

Andei alguns passos quando fui instruído, quase me esquecendo de tal coisa, e estiquei a mão, esperando que Charlie depositasse a de Bella ali. Quando nossas mãos entraram em contato, desviei meus olhos para Charlie, que ainda sorria, e consegui ler tudo o que ele falava ali.

- Só continue cuidando da minha Bella, Edward – ele disse, sua voz embargada. – Como você vem fazendo desde que a viu pela primeira vez.

E eu apenas sorri, antes de dizer:

- Sempre – jurei.

Eu guiei Bella até o altar, sem conseguir parar de olhá-la.

Sua maquiagem era simples, apenas destacando seus olhos e dando um pouco de brilho aos seus lábios. Seus cabelos estavam presos em uma espécie de coque alto, que destacava mais seu rosto, deixando-a ainda mais bela.

Sorrindo imensamente e sentindo meu coração bater a cada segundo mais acelerado, virei-me para o padre.

Em breve, muito em breve, seríamos declarados marido e mulher.

Bella POV.

Eu remexi minhas mãos mais uma vez, tentando mantê-las quietas em meu colo, como Alice instruíra, evitando tocar em meu rosto, meu vestido ou no penteado, não querendo estragar nada.

Peguei-me respirando fundo enquanto o motorista conduzia a limusine – coisas de Edward – até a igreja. Estava ciente de meu pai e Alice conversando sobre alguma coisa, e vez ou outra a fotógrafa que tinha me acompanhado durante todo o dia pedia que eu fizesse alguma coisa, somente para adicionar mais uma foto às milhares que ela já havia tirado.

- Chegamos! – Alice anunciou, sorrindo. – Pronta, Bella?

Eu sorri, e assenti.

- Sim – eu disse e não havia nenhuma dúvida em minha voz.

Esperei que todos saíssem do carro, antes de aceitar a ajuda do meu pai, que não parava de sorrir desde a primeira vez que tinha me visto naquele dia. Deixei que ele me guiasse até um ponto, não muito longe da entrada da igreja, sabendo que eles estavam fazendo aquilo para que Edward não me visse.

- Está nervosa, filha? – meu pai perguntou, sorrindo um pouco.

- Só um pouco – respondi, dando de ombros. – Acho que é normal, não é?

Ele riu.

- Claro que é.

Fiquei parada ali durante alguns minutos, até ser conduzida até a entrada. Meu pai segurou meu braço com firmeza, em nenhum minuto deixando de sorrir, e eu não pude evitar sorrir também.

Ele estava tão feliz...

Durante todo o dia, todos os sonhos, tudo o que eu tinha imaginado quando falava em casamento – ainda muito nova –, estavam sendo realizados. Alguns sonhos eram coisas bobas, como o lingerie azul que eu usava – uma coisa azul –, o bracelete de Alice que estava em meu braço esquerdo – uma coisa emprestada – e os brincos que Esme havia me dado e que, de acordo com ela, ela havia ganhado em sua formatura – uma coisa antiga, mas mesmo assim, tudo estava saindo tão mais perfeito do que eu imaginava...

Eu não poderia estar mais feliz.

- Você acha que eu fiz mal em não ter convidado Renée? – eu indaguei ao meu pai, enquanto nós esperávamos nossa vez de entrarmos. Tal pensamento tomou conta de mim durante todo o dia e eu queria esquecê-lo antes de caminhar até Edward. – Quer dizer, ela podia ter vindo ao menos até a cerimônia e...

- Não se preocupe com isso agora, Bella – ele sorriu. – Renée fez as escolhas dela quando ela nos deixou anos atrás, e agora você tem o direito de fazer as suas. Apenas relaxe, respira e se concentre no agora.

- Tudo bem – respirei fundo, apertando seu braço com um pouco mais de força.

Todos os pensamentos que eu tinha fugiram assim que coloquei meus pés dentro da igreja, meus olhos imediatamente encontrando os verdes de Edward. Ele sorria abertamente e eu retribuí ao sorriso automaticamente, querendo que meu pai me soltasse e me permitisse correr até os braços do meu futuro marido.

Mal prestei atenção no juramento que ele fez ao meu pai e no que o padre dizia. Eu sempre tinha prometido a mim mesma que guardaria cada palavra, cada mínimo detalhe, mas estar ali, ao lado de Edward, me fez perceber que eu sentiria essa felicidade mesmo se estivemos nos casando dentro de um quarto escuro e apertado.

Nós trocamos alianças, repetimos os mesmos votos que milhares de casais repetiam, juramos amar e respeitar um ao outro, e durante todo esse tempo, eu não conseguia parar de chorar e sorrir.

Porque aquilo estava acontecendo, porque Edward estava ali, à minha frente, jurando me amar, na saúde e na doença, me respeitar, cuidar de mim... Era bom demais.

E era real.

- Eu os declaro marido e mulher. – O padre enfim falou. – Pode beijar a noiva.

Senti os dedos de Edward segurando e erguendo meu queixo com delicadeza, ao mesmo tempo em que ele dava um passo para mais perto de mim. Segurei seus braços com cuidado e fitei seus olhos, só fechando os meus quando nossos lábios se encostaram.

Nosso primeiro beijo como casados.

Não durou muito e nem foi muito profundo, mas causou calafrios em meu corpo todo, me fazendo querer mais. Afastei-me antes que eu cometesse um pecado e Edward riu baixinho, me fazendo perceber que ele também tinha pensando a mesma coisa que eu.

Nós assinamos tudo o que tínhamos que assinar e tiramos milhares de fotos, antes de sairmos da igreja, desta vez de braços dados. Recebemos felicidades de milhares de pessoas e por mais que eu quisesse prestar atenção no que cada uma delas dizia, eu não conseguia.

Só conseguia olhar para Edward.

Meu marido.

Nós tiramos mais fotos e conversamos com mais gente, antes de caminharmos até a limusine, só nós dois. Alice tornou a repetir que, em dentro de uma hora, tínhamos que estar no salão, e enfim ficamos a sós.

E eu simplesmente não conseguia parar de sorrir.

- Isabella Cullen. – Edward disse, se aproximando de mim e segurando meu rosto entre suas mãos. – Isso soa tão… certo...

Eu ri baixinho.

- Eu sei – murmurei. – Eu sei.

Puxei seu rosto para perto do meu e o beijei, desta vez aproveitando o fato de que estávamos sozinhos – e mentalmente agradecendo ao fato de a divisória da limusine estar nos privando dos olhares do motorista –, o beijando de forma profunda. Soltei minhas mãos de seu rosto e ajeitei o vestido, não querendo amassá-lo, antes de passar minhas pernas por suas pernas e me aproximar ainda mais dele.

- Eu te amo tanto – ele gemeu por entre o beijo. – E você está tão linda, baby.

Eu corei.

- Eu também te amo – murmurei, meus olhos de repente de enchendo de lágrimas. – E… não tenho palavras para te agradecer por tudo o que você fez. Esse casamento, Edward… isso foi...

Ele sorriu.

- Você não tem que me agradecer por nada, Bella – interrompeu-me. – Aproveitei tanto quanto você. E realmente agradeço o fato de a cerimônia ter sido gravada, porque, para ser completamente sincero, eu não me lembro de quase nada que o padre disse.

Eu ri.

- Isso faz de nós dois – sussurrei, antes de beijá-lo novamente.

Pouco mais de uma hora mais tarde, o motorista parou em frente ao salão, e Edward saiu do carro primeiro, antes de me puxar com ele. Ajeitei um pouco do meu vestido, já sendo atingida por uma chuva de flashes e por fim nós entramos no local, sendo recebidos com aplausos.

Foi tudo… perfeito.

Nós circulamos pelo salão e cumprimentamos várias pessoas, assim como paramos para tirar fotos. Sentamos um pouco e comemos, sempre ao lado um do outro, sempre praticamente grudados. Mais tarde, nós tivemos a primeira dança como marido e mulher, e depois eu fui dançar com o meu pai, que tinha os olhos cheios de lágrimas.

- Você está tão linda, Bella – ele murmurou, sua voz embargada. – E eu sinto tanto, mas tanto orgulho de você, filha.

- Obrigada, pai – sorri para ele, sentindo, pela milésima vez naquela noite, as lágrimas chegarem aos meus olhos. – Obrigada por estar aqui, por entrar comigo na igreja. Eu sei que isso foi algo que o senhor sempre quis.

Ele riu.

Dancei com Emmett, Jasper e Carlisle, assim como algumas outras pessoas, antes de voltar a dançar com Edward – que tinha dançado com Rose, Alice, Esme, Sue e Angela. Nós cortamos o bolo não muito depois, brindamos, tiramos mais fotos.

E então, Alice me arrastou, junto de Esme e Rose, para uma outra sala, que ficava dentro do salão, e fizeram com que eu trocasse de roupa, já que Edward e eu tínhamos um voo para pegar ainda hoje.

Despedi-me de todos e segui com meu marido para o aeroporto. Nossas malas já estavam no carro, então não tivemos que passar em lugar algum para pegá-las. Seguimos direto para o aeroporto.

- Você não vai me falar para onde estamos indo? – eu indaguei Edward pela terceira vez em quinze minutos, e ele mais uma vez riu.

- Não – disse, ainda rindo. – Você vai descobrir em breve, Bella, não se preocupe.

Não demorou muito para que eu descobrisse, no entanto. Assim que chegamos ao aeroporto, Edward pediu que eu esperasse, sentada, enquanto ele ia resolver tudo. E então, quando ele voltou, me contou aonde estávamos indo.

Roma.

- Roma? – indaguei, um sorriso enorme tomando conta do meu rosto. – Sério?

Ele riu.

- Bem, sim – respondeu, dando de ombros. – Por quê? Não gostou?

Neguei imediatamente, ainda sorrindo, e encarando nossas passagens.

- É… perfeito.

Virei-me para Edward e deixei que ele me abraçasse, minha cabeça apoiada em seu peito. Depois de alguns minutos, levantei a cabeça e o olhei, e o encontrei sorrindo para mim.

- Obrigada – eu disse. – Por tudo.

- Não há de quê – ele piscou, rindo. – Sempre, lembra?

- Para sempre – corrigi, sorrindo. – Para sempre, Edward.

E ele apenas ergueu meu rosto e tomou meus lábios nos seus.

Notas finais
N/A: Oi :3 Então, deixei um aviso no perfil e avisei no twitter também, dizendo que tive uns problemas pessoais e não pude terminar o capítulo a tempo de postá-lo na semana passada... Mas enfim, aqui estou eu, finalmente trazendo esses dois casados para vocês ♥ E agora eles vão pra Roma, nhac nhac. Semana que vem mais desses dois na lua de mel.
Fanfic chegando à reta final, pois é ): Ainda tem umas coisinhas pra acontecer, no entanto hehehehehe. Alguém aí sentindo falta do "carro preto"? Vamos ver...
Quem quiser spoiler, já sabe. Assim que tiver um pouquinho do capítulo escrito, eu mando pra vocês.
E, pra finalizar, um Feliz Natal pra todas!
A gente se vê no domingo que vem!
xx