Encantado
40 Capítulo Trinta e Nove - Questions
Notas iniciais
Até a N/A.
Divirtam-se (;
Edward POV.
Eu afastei Bella de mim com todo o cuidado possível, e sorri quando vi que ela nem mesmo se mexeu. Saí do banco de trás do táxi, tentando fazer o mínimo barulho possível, e fui até o porta-malas, onde peguei nossas malas com a ajuda do taxista.
Levei-as, ainda com a ajuda dele, até a sala da nossa casa e as deixei ali, antes de voltar para pegar Bella no colo. Ela estava dormindo tão profundamente que mal se mexeu, apenas se aconchegou contra o meu peito e respirou fundo.
- Obrigado – eu murmurei para o taxista, entregando uma nota de cinqüenta dólares para ele. – Pode ficar com o troco.
Ele sorriu, e assentiu.
- Eu que agradeço, senhor – disse. – Tenha um bom descanso.
Levei minha esposa adormecida para dentro de casa, tendo um pouco de dificuldade para acender as luzes, não querendo tropeçar no escuro e fazer com que nós dois caíssemos. Subi as escadas com cuidado e entrei na segunda porta, à esquerda, no corredor, e sorri ao ver nosso quarto, já completamente pronto. Bella e eu tínhamos ficado por apenas duas semanas, mas aparentemente foi o suficiente para que Alice e minha mãe colocassem tudo no lugar.
- Hmmmm... – Bella murmurou, e se remexeu um pouco, abrindo os olhos rapidamente antes de tornar a fechá-los. – Já chegamos?
Eu sorri para ela, e a depositei com cuidado na cama.
- Sim, baby – ri baixinho. – Por que você não torna a dormir? Descanse… foi uma viagem muito longa.
Ela murmurou alguma coisa, os olhos ainda fechados, mas foi tão baixo que não consegui ouvir. Pedi para ela repetir, mas ela já havia dormido novamente, o que me fez sorrir.
Com cuidado, movi-me pelo quarto, indo até o closet e pegando uma camisola para ela. Tirei seus tênis e sua roupa, antes de vesti-la rapidamente e terminei de ajeitá-la na cama. Por fim, busquei nossas malas e as coloquei no canto do quarto; não havia necessidade alguma de desfazê-las naquele dia. Eu estava um pouco cansado e com sono, mas não iria conseguir dormir agora, então resolvi tomar um banho, preparar algo para comermos e avisar aos nossos pais que tínhamos chegado. Havíamos marcado um jantar na casa dos meus pais no dia seguinte, mas eu sabia que minha mãe iria ficar preocupada caso eu não a avisasse que estávamos bem hoje.
Banhei-me rapidamente e segui para a cozinha, onde preparei um espaguete – uma das poucas coisas que eu sabia preparar, para ser completamente sincero. Depois de deixá-lo no micro-ondas, sabendo que Bella logo acordaria e estaria com fome, peguei meu celular e telefonei para a casa de Charlie – a conversa com Esme provavelmente demoraria mais.
- Alô? – Ele atendeu ao segundo toque, sem tom de voz sonolento.
- Ei, Charlie – sorri, embora ele não pudesse me ver. – É Edward.
- Oh, oi, Edward! – Ele riu um pouco. – Eu fiquei me perguntando se você ou Bella iriam me ligar hoje...
Tornei a sorrir.
- Bella dormiu a caminho de casa – comentei. – Eu não te acordei, não é?
- O quê? Oh, não, não – riu. – Um amigo ligou, pedindo que eu cobrisse no trabalho... Estava dormindo, mas agora estou é a caminho da delegacia.
- Não quero atrapalhá-lo nem nada – eu disse. – Só liguei para avisar que chegamos bem. Provavelmente, aproveitando o resto de nossas férias, eu e Bella devemos ir aí no final de semana, para vermos você, como havíamos combinado anteriormente.
- Isso é ótimo – murmurou. – Obrigado por ligar. Eu conversaria mais, mas realmente preciso ir para a delegacia agora... Mande um beijo para Bella e peça que ela me ligue quando puder, pode ser?
- Claro, Charlie – sorri. – Sem problema algum, eu entendo. Pode deixar que eu falo. A gente se vê no final de semana. Até lá.
Finalizei a ligação, e já comecei a discar o número da casa dos meus pais, sabendo que esta conversa demoraria um pouco mais. Foi Alice quem atendeu, e, como eu imaginava, fez várias perguntas sobre a lua de mel, insistindo várias vezes para falar com Bella, mesmo depois de eu dizer que ela já havia adormecido. Após falar brevemente com meu pai, conversei durante alguns minutos com a minha mãe e, assim que terminei, estava começando a sentir o sono a tomar conta de mim.
Olhei o relógio rapidamente e constatei que eu tinha tempo para tirar um cochilo. Subi para o segundo andar e entrei no meu quarto, um sorriso tomando conta do meu rosto ao ver Bella ainda na mesma posição. Puxei as cobertas e me deitei ao seu lado, me cobrindo logo em seguida.
Eu mal havia ajeitado Bella em meus braços e colocado a cabeça no travesseiro, e já estava dormindo.
_
No dia seguinte, como tínhamos combinado, Bella e eu fomos jantar com os meus pais. Entregamos os presentes que tínhamos comprados para eles, Emmett, Rosalie, Alice e Jasper, e contamos como tinham sido esses quinze dias – emitindo alguns detalhes, obviamente. Em algum momento da noite, minha mãe e irmã arrastaram Bella e Rose para a cozinha, deixando Jazz, Carlisle, Emmett e eu, sozinhos na sala.
Nós conversamos durante cerca de uma hora, antes de nos despedirmos e irmos para casa novamente. Era uma quinta e iríamos para Forks no dia seguinte logo após o almoço, já que pretendíamos voltar no domingo de manhã. Nós já iríamos voltar à nossa rotina normal a partir de segunda e queríamos descansar um pouco.
- Tem certeza que não prefere viajar de manhã cedo? – perguntei a Bella, enquanto terminávamos de preparar nossas duas pequenas malas.
Ela sorriu, enquanto fechava o zíper da sua.
- Absoluta – respondeu. – Meu pai vai trabalhar até quase à noite, que é o horário que vamos chegar lá... E além do mais, quero ir à confeitaria amanhã cedo... Quero dar os presentes de Sue e Angela.
Eu assenti.
- Ok, então – disse. – Vou aproveitar tal coisa e dar uma limpada no Volvo... Faz tempo que não faço isso...
Bella apenas sorriu.
Acordamos cedo no dia seguinte, muito embora a confeitaria não abrisse até às nove. Assistimos um pouco de televisão e tomamos café da manhã, juntos. Eu já havia me acostumado com essa rotina nossa, muito antes de termos nos casados, mas confesso que olhar para a mão de Bella e ver a aliança ali… sempre trazia um sorriso no meu rosto.
- Tem certeza de que não quer que eu te espere? – indaguei à Bella, quando eu estacionei. – Não tem problema algum...
Ela revirou os olhos, mas sorriu, se inclinando e me dando um beijo rápido.
- Eu pego um táxi na volta, juro – disse. – Não precisa se preocupar. Apenas limpe o carro e se prepare, logo após o almoço vamos viajar.
Assenti.
Esperei que ela entrasse, antes de arrancar o carro de volta para a nossa casa. Passei a manhã limpando o carro e, quando a hora do almoço chegou, estranhei um pouco o fato de Bella ainda não ter chegado. Achando que ela tinha se distraído, puxei meu celular e já ia telefonar para o dela, quando um táxi parou em frente à nossa casa e uma Bella muito abatida desceu do mesmo.
- Ei – murmurei, franzindo a testa, enquanto andava até a ela. – Aconteceu alguma coisa?
Ela sorriu.
- Não, não – respondeu. – Só um pouco cansada... Podemos ir para Forks?
Eu a fitei durante algum tempo, antes de suspirar e assentir. Eu sabia que ela estava me escondendo alguma coisa, assim como sabia que ela iria tentar esconder tal coisa durante algum tempo, antes de contar.
- Vamos almoçar primeiro – eu disse, sem desviar meus olhos dos dela. – E depois nós vamos.
Bella mal tocou na comida e permaneceu praticamente calada durante toda a nossa viagem. Quando chegamos a Forks, Charlie já estava em casa e nos esperava com um grande sorriso no rosto. assim como eu, ele notou que havia algo diferente com Bella, mas, assim como eu, ele não disse nada.
- Eu vou tomar um banho. – Bella anunciou, forçando um sorriso. – E já volto, ok?
Eu assenti.
- Estaremos aqui.
Sentei-me ao lado do meu sogro no sofá, e ambos ficamos em silêncio até ouvirmos o barulho de porta fechando no andar de cima e logo em seguida o chuveiro sendo ligado. Voltei-me, então, para ele, e suspirei.
- Aconteceu algo – eu disse, antes que ele perguntasse. – Levei-a até a confeitaria de Sue hoje e ela insistiu em voltar de táxi... Mas demorou. E quando chegou, estava estranha assim.
Ele assentiu.
- Você acha que… o carro preto voltou a segui-la? – ele indagou, e tal pergunta fez meu coração acelerar.
- Não sei – murmurei. – Talvez... Mas não sei. Se ela não dizer nada até o final da noite, eu vou perguntar. Não vou deixar que ela esconda, como fez da primeira vez.
Ele tornou a assentir.
Conversamos durante algum tempo, até Bella sair do banho. Foi a minha vez de subir, então, antes de dar uma olhada nela.
Ela estava nervosa.
Alguma coisa, definitivamente, havia acontecido mais cedo hoje.
Bella POV.
Eu me mexi no sofá, me sentindo um pouco desconfortável, enquanto respondia a algumas perguntas do meu pai, mais de forma automática, minha mente ainda presa no que havia acontecido mais cedo, no modo que ela tinha reagido.
Renée.
Como da primeira vez, ela não tinha me respeitado e não tinha aceitado meu tempo. Só que, desta vez, ela não correu para o meu pai… ou Edward... Simplesmente apareceu, enquanto eu saía da confeitaria – após ter uma ótima conversa com Sue e Angela sobre Roma – e começou a conversar comigo.
- Bella! – Ela sorriu, parecendo surpresa por me encontrar ali. – Que coincidência... Eu não esperava encontrá-la aqui...
Forcei um sorriso para fora do rosto.
- Ei – murmurei. – É, bem, mas eu já tenho que ir... Sinto muito, mas eu estou com pressa.
Porém, antes que eu pudesse chamar um táxi, ela segurou meu braço, com um pouco de força, seu sorriso desaparecendo.
- Olha, Bella... – começou. – Eu sei que disse que lhe daria um tempo, realmente sei. Mas… podemos conversar uma última vez, por favor? Só preciso que você venha comigo e aí...
- Eu não posso ir – cortei-a rapidamente, antes que ela concluísse seu pensamento. – Tenho compromissos agora. E você concordou em me dar um tempo. Foram muitos anos, Renée. Algumas semanas não mudam tudo.
Ela suspirou, mas não soltou meu braço. Simplesmente continuou implorando para que eu fosse com ela, para que conversasse com ela pela última vez.
Abri a boca para dizer que tudo bem, que um café não faria mal e nem me atrasaria muito, me sentindo um pouco chocado com sua atitude desesperada… até que eu vi um carro preto, muito igual ao que eu tinha visto me seguindo até algumas semanas atrás, parado ali por perto.
E de repente, tudo parecia fazer sentido em minha cabeça. Eu podia até estar errada, mas era muita coincidência Renée estar ali, na confeitaria, no exato momento que eu estava saindo. Será que… ela estava me seguindo? Podia também ser somente naquele dia, mas… novamente, era muita coincidência ela aparecer assim e o carro preto também, ambos no mesmo dia e local.
- Sinto muito – eu disse rapidamente, mantendo uma máscara serena no rosto, e soltando meu braço do seu aperto. – Eu realmente não posso, ok?
Andei rapidamente para longe dela, em nenhum momento olhando para trás, com medo do que eu pudesse ver. Se ela entrasse naquele carro...
Por quê? Por que ela me seguiria?
E se ela estava me seguindo, por que a pausa quando Edward foi para Londres? E por que voltar a me seguir depois do retorno dele?
- Bella? – Meu pai me chamou, tirando-me de meus devaneios. – Está tudo bem?
- Oh, sim, pai – forcei um sorriso. – Por que não estaria?
Ele estreitou os olhos, depois balançou a cabeça.
Eu sabia que tinha que contar ao meu pai e Edward sobre o meu pequeno encontro com Renée, sabia que eles não tinham acreditado quando eu dissera que tudo estava bem... Mas eu não contaria do carro preto, não agora, pelo menos.
Eu queria ter certeza primeiro. Queria ter minhas respostas primeiro. Não sairia acusando ninguém, assim, como se eu tivesse alguma prova.
Mas se fosse verdade… por que minha própria mãe – que tinha me abandonado e que agora aparecera minha vida se dizendo estar arrependida – faria algo do tipo? E por quê? O que ela, de verdade, queria?
Tais perguntas, eu sabia, eu só teria a resposta caso resolvesse me encontrar com ela novamente.
E foi exatamente o que eu fiz.
Quando Edward saiu do banho, e depois que jantamos, contei sobre minha pequena conversa com Renée, ocultando o carro preto e a parte de seguir. Eu sabia que, futuramente, quando eles soubessem, iriam ficar um pouco bravos, mas eu realmente queria ter certeza primeiro.
- Renée? – Charlie indagou, franzindo a testa. – Desesperada?
- Eu sei – dei de ombros, e mordi o lábio inferior. – Implorou para que nós conversássemos mais uma vez... Tornei a falar do tempo, mas provavelmente vou dar a ela mais uma chance... Não quero que ela fique surgindo em todo o canto que eu for. Talvez seja melhor assim.
Ambos assentiram, mas não comentaram mais nada, o que eu agradeci profundamente; não sabia se seria capaz de continuar ocultando mais alguma coisa deles.
Após o jantar, ficamos mais um pouco conversando, até meu pai nos dar boa noite. Coloquei-me de pé e comecei a ajeitar a cozinha.
- Ah, eu arrumei uma cama de casal e coloquei no seu quarto, Bella. – Meu pai comentou, parado na porta da cozinha. – Não queria que você e Edward tivessem que dividir uma cama de solteiro.
Eu sorri, evitando olhá-lo, já que minhas bochechas haviam ficado vermelhas, e assenti.
- Obrigada por isso, pai – disse. – Até amanhã.
Ele riu e balançou a cabeça, antes de se virar e começar a caminhar em direção às escadas.
Edward e eu não falamos muito enquanto seguíamos para o meu quarto. Eu estava perdida em meus próprios pensamentos, pensando se deveria levar essa história de Renée e desse carro preto – que aparentemente voltara a me seguir – adiante.
Não queria nem pensar na reação de Edward quando descobrisse tudo...
- Está tudo bem? – ele indagou, seus olhos verdes me fitando com atenção, assim que entramos no quarto. – Você está meio calada...
- Sim – suspirei. – Só pensando em Renée, você sabe... Não quero que ela fique aparecendo em cada lugar que eu vou. Não queria ter que resolver a situação dela por agora, mas não acho que vou ter como evitar tal coisa...
Ele assentiu.
- Vai ficar tudo bem, baby – sorriu. – Por que você não tenta descansar um pouco? Vamos aproveitar o final de semana... Quando voltarmos para casa, você pensa nisso, ok?
Mas não consegui aproveitar nada.
Os dias foram se passando de forma rápida, e eu me vi adiando o inevitável. Sabia que eventualmente teria de ligar para Renée e definir nossa situação de uma vez por todas… mesmo que eu não estivesse pronta para tal coisa, mesmo que eu não tivesse ideia do que iria dizer.
Na segunda, Edward e eu voltamos à nossa rotina. Eu tinha perdido alguns dias na faculdade e passei a semana toda ocupada, repondo tudo, e em meio a isso, a uma vida de casada e ao emprego, eu não tive tempo para realmente pensar em Renée.
Até que o sábado chegou e eu decidi encontrá-la em uma lanchonete perto da faculdade.
- Você quer que eu vá com você? – Edward me indagou, sentado em nossa cama, me assistindo enquanto eu colocava meu tênis.
Eu sorri para ele, balançando a cabeça de forma negativa.
- Não precisa se preocupar – eu disse. – Eu só devo levar por volta de meia hora… ou uma. Não tenho certeza do que ela vai falar, mas pode ficar tranqüilo. Vou estar com meu celular e te ligo assim que estiver saindo de lá, ok?
Ele sorriu. Terminei de amarrar meu cadarço e me pus de pé, ajeitando meu rabo de cavalo. Analisei minha roupa, nada forma, apenas jeans e uma blusa de frio, e parei em frente a Edward, que imediatamente me abraçou e me puxou para mais perto dele.
- Me ligue – ele disse. – E relaxe, ok? Não quero você se preocupando muito...
Eu sorri.
- Pode deixar. – Abaixei um pouco e depositei um beijo em seus lábios. – Eu não demoro. Quando voltar, prometo ser toda sua.
Ele riu.
- Vou cobrar – piscou, e logo em seguida ficou sério. – Agora, Bella, não se preocupe, ok? Seja lá a decisão que tomar, lembre-se que é a sua escolha e ninguém tem o direito de fazê-la por você, e muito menos julgá-la. Apenas pense, converse e escute, e depois, se precisar de mais tempo, peça.
Assenti.
- E lembre-se, também, que, caso um dia se arrependa da decisão que tomar hoje, você sempre pode arrumar um detetive e procurar por Renée.
Sorri.
- Obrigada por isso, Edward. – Tornei a beijá-lo. – Você sabe que eu te amo mais do que tudo, não sabe?
Ele se pôs de pé, em nenhum momento deixando de sorrir.
- Claro que eu sei – murmurou. – E eu também te amo, baby. Sempre, lembra?
Cheguei um pouco atrasada à lanchonete, e assim que entrei, meus olhos percorreram o local, esperando encontrar uma Renée muito ansiosa no mesmo. Não tive que me preocupar, no entanto. A lanchonete estava quase vazia e não havia nenhum sinal dela, o que me fez respirar fundo.
Seu atraso me daria alguns minutos para pensar.
Pensei em tudo o que Charlie, Edward e Irina me disseram nesses dias, enquanto tomava um café. Eu faria como Edward me dissera; ouviria o que Renée tinha a dizer e depois, tomaria uma decisão.
Mas eu realmente iria acabar com aquilo naquele dia. Simplesmente não podia ficar pensando em Renée ocasionalmente e em como seria tê-la de volta na minha vida.
Peguei-me olhando para a porta de minuto em minuto, e a cada vez que o sino tocava, indicando a entrada de alguém, eu olhava, somente para encontrar uma pessoa que não era Renée. Após quinze minutos sentada ali, demorando mais do que o necessário para tomar o café, eu me vi franzindo a sobrancelha, me perguntando por que ela poderia estar demorando tanto.
Principalmente depois de se mostrar tão ansiosa por me ver novamente.
Esperei mais quinze minutos, antes de bufar e puxar meu celular. Disquei o número de Edward e não tive que esperar chamar nem três vezes; ele logo atendeu.
- Já conversaram? – ele perguntou, antes que eu pudesse dizer qualquer coisa.
- Não – murmurei, meus olhos ainda na porta de entrada. – Ela não apareceu...
- Sério? – A voz de Edward soou confusa. – Uau, eu não esperava por isso...
- Eu também não – suspirei. – Mas, bem, ela teve sua chance. Já estou indo para casa, ok? Chego aí em quinze minutos.
- Certo – ele disse. – Quer que eu te busque?
- Não precisa – ri. – Daqui a pouco estou em casa, não se preocupe.
Finalizei a ligação após dizermos mais algumas coisas e deixei o dinheiro em cima da mesa, antes de pegar minha bolsa e me levantar. Puxei meu casaco e o vesti, nunca desviando meus olhos da porta.
Eu tinha pensado que esse encontro com Renée esclarecia algumas coisas… mas estava indo embora me sentindo ainda mais confusa do que quando eu tinha chegado. Iria embora sem ter a chance de lhe perguntar sobre o carro – se é que eu realmente teria coragem para tal coisa –, sem ter a chance de lhe perguntar sobre o que ela poderia querer, mesmo depois de, aparentemente, já ter me falado tudo.
Desviei de algumas pessoas enquanto caminhava até a porta, ajeitando minha bolsa no ombro. Abri a porta da lanchonete e saí da mesma, já começando a caminhar pela calçada, meus olhos percorrendo a rua, à procura de um táxi.
Somente para ver uma coisa que me fez congelar.
O carro preto estava parado à minha frente, mas diferente das outras vezes, não fugi. Apenas fiquei ali, parada, sentindo meu coração bater a cada vez mais forte.
E diferente das outras vezes, quando ficava somente parado e me seguia, a porta do motorista se abriu, assim como a da carona, e duas pessoas saíram do carro.
A primeira não me surpreendeu muito, porque eu já esperava, mesmo ainda tendo minhas dúvidas. Eu encarei o rosto muito sério de Renée, seus olhos protegidos pelos óculos, por cerca de um segundo, antes de disparar meus olhos para a segunda pessoa, que saíra do lado do carona.
E eu poderia ter parado de respirar naquele momento.
A outra pessoa era...
Riley Biers.
Meu ex-marido.
Notas finais
O próximo é o último, acredito eu. Caso o capítulo fique maior do que eu imagine ou eu tenha alguma ideia, vou aumentar a fanfic mais um pouquinho, mas eu realmente acho que não. Acho que está chegando a hora de dizer adeus a esse Edward fofo demais mimimimimi. Quanto a lua de mel, pretendo escrever um bônus desses dois em Roma. Iria postá-lo hoje, mas decidi deixar para depois. Talvez venha semana que vem, talvez venha depois que a fanfic acabar... Vamos ver.
Espero que tenham gostado, ok?
No mais, um Feliz Ano Novo para todas e que 2013 seja melhor que 2012! Obrigada por me acompanharem, e espero vocês ano que vem também, porque tenho mais algumas ideias para compartilhar.
Até lá :D
xx
PS: Desculpem não ter mandado o spoiler essa semana, mas final de ano é uma loucura. Parentes chegando, sair toda hora, comprar/trocar presentes... Pretendo mandar essa semana, então deixem os e-mails e cruzem os dedos para que tudo dê certo (;
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