Encantado

16 Capítulo Quinze - Angel


Notas iniciais
Olá :3 Vim aqui só para trazer esse Edward super fofo e lindo hahahaha ♥
Espero que gostem! Divirtam-se, a gente se fala mais na N/A (;

Edward POV.

Os papéis a minha frente eram importantes e eu estava ciente disso quando pedi que não fosse interrompido enquanto não terminasse de lê-los. Entretanto, não estava conseguindo prestar atenção. Meus olhos dispararam a todo minuto para o relógio, louco para que o expediente terminasse.

Bella tiraria o gesso naquele dia e eu queria convidá-la para jantar.

Suspirei, sorrindo ao me lembrar dela. Eu ainda conseguia me lembrar do seu corpo entrando em contato com o meu, de ela falando que se sentia segura comigo... E me pegava sorrindo ainda mais somente ao lembrar dela murmurando em seu sono. Murmurando o meu nome...

Tornei a olhar para o relógio, mas ainda faltava meia hora para que eu pudesse ir embora. Alice levaria Bella até o hospital e depois provavelmente a deixaria em algum hotel.

Voltei a minha concentração para o contrato que eu lia, tentando me concentrar. Foi em vão, porém. Antes mesmo de eu chegar à segunda linha, meu celular tocou, distraindo-me ainda mais.

– Alô? – disse, sem olhar sequer quem havia me ligado.

– Edward? É o Charlie...

Endireitei-me na cadeira, largando os papéis. Fazia uns dias que eu não conseguia falar com Charlie.

– Charlie? Está tudo bem? – indaguei.

Escutei seu suspiro do outro lado da linha.

– Desculpe por sumir... – murmurou. – Dobrei meus turnos no trabalho desde que cheguei... Eu realmente não queria fazer isso, mas foi necessário.

Assenti, só para logo em seguida me lembrar de que ele não podia ver.

– Entendo – suspirei. – Pode me contar o que aconteceu?

– Você sabe? – indagou. – Como?

Suspirei pesadamente.

– Bella me ligou na noite que você voltou para Forks – comecei. – Ela estava em um hotel... Não sei se ela vai denunciar o Riley, mas ela me pediu ajuda para achar um lugar para morar.

– Oh! – Escutei Charlie soltar um suspiro, parecendo aliviado. – Talvez se eu tivesse ficado um pouco mais, ou não tivesse dito o que disse para ela...

– Não, Charlie – interrompi-o. – Acredito que foi o que você disse que ajudou da forma que Alice e eu não pudemos. Pode me contar o que aconteceu? Bella nunca falou nada...

Charlie me contou o que acontecera naquela noite depois que voltou do supermercado. Eu podia muito bem entender a raiva que ele sentira ao ver Bella daquele jeito não querendo fazer nada.

– Eu não deveria ter ido embora – disse por fim. – Mas Bella ficou ali, falando aquelas coisas e eu não podia ficar... Eu ia acabar fazendo alguma coisa com aquele...

– Eu entendo Charlie – interrompi-o. – Dê um tempo a Bella... Tenho certeza de que ela vai querer te ligar.

Ele suspirou.

– Mais uma vez obrigado, Edward. Eu vou indo agora. Qualquer coisa me ligue ok?

– Não precisa se preocupar Charlie – sorri. – Fique tranquilo e pode deixar que eu ligo sim.

Desliguei o celular e voltei minha atenção para o contrato. Entretanto, antes mesmo que eu pudesse sequer associar o que falara na primeira linha, meu celular voltou a tocar.

E dessa vez, era Alice.

– Ei, Allie. – Cumprimentei-a, sorrindo. – Vocês duas já saíram do hospital?

– Sim! – riu. – Estou em um café perto do hotel onde Bella está ficando... Ela foi até a casa do tal do Riley e vai me encontrar aqui daqui a pouquinho.

Sorri. O contrato era importante, mas eu podia resolver na segunda. Comecei a guardar tudo, ainda falando com Alice ao telefone.

– Tudo bem – disse. – Me passa o endereço que eu estou indo para aí agora.

– Vou mandar o endereço para o celular do seu motorista – tornou a rir. – Até breve, caro irmãozinho.

Revirei os olhos e desliguei o celular, puxando minha pasta e saindo da sala. Despedi-me da minha secretária e assistente e segui até o carro, onde Marcus já esperava. Ele dirigiu rapidamente e logo estávamos diante do café.

Adentrei o local e passei os olhos, procurando por Alice e Bella. Minha irmã ainda estava sozinha. Caminhei até lá e depositei um beijo na sua cabeça, assustando-a um pouco.

– Ei, pequena – cumprimentei. – Onde está Bella?

– Não sei. – Seu rosto se franziu e ela puxou o celular. – Ela está atrasada tem quase meia hora... Não atende ao celular e nem ao telefone da casa do tal do Riley.

Franzi a testa, pegando meu próprio celular e já ligando para Bella. Chamou uma, duas, três, quatro vezes... E ela não atendeu.

– Talvez ela esteja no hotel – murmurou minha irmã. – Vou ligar para lá.

Assenti e fiquei atento durante toda a conversa.

– Então ela não passou aí? – indagou. – Tem certeza? Ok... Obrigada pela informação.

Coloquei-me de pé imediatamente. Talvez Bella tivesse resolvido tomar um banho ou pegar algumas coisas estava demorando mais do que ela imaginava. Porém, eu estava com uma sensação ruim e não ignoraria aquilo.

– Talvez não seja nada – disse. – Vou até lá buscá-la. Você quer ficar esperando aqui, somente para o caso de ela aparecer?

Alice assentiu, sorrindo um pouco.

– Qualquer coisa me liga, ok?

Acenei para ela e saí do café. Pedi a Marcus que me levasse até a casa dela, balançando minha perna conforme nós nos aproximávamos. E se Bella tivesse mudado de ideia?

Assim que ele acenou, eu desci do carro. Toquei a campainha duas vezes, mas ninguém atendeu.

– Bella? – gritei.

Respirei fundo, passando a mão nos cabelos e puxando meu celular novamente. Tornei a ligar para seu celular, mas não deixei que tocasse muito. Podia escutar, mesmo do lado de fora da casa, o toque do celular de Bella.

Suspirei pesadamente e bati à porta algumas vezes, mesmo já tendo tocado a campainha anteriormente e ninguém ter respondido. Por fim, girei a maçaneta e me surpreendi por descobrir a porta aberta.

Eu sabia que era errado entrar na casa de alguém desse jeito, ainda mais não tendo sido convidado, mas eu somente queria me certificar que Bella não estava mesmo ali antes de ir procurá-la em outro lugar.

Assim que entrei, soube que algo estava errado. Cacos de vidro tomavam conta de alguns pontos do chão e eu fui andando lentamente, contornando a poltrona e depois congelando.

Porque ao lado da mesinha de centro e em meio a vários vidros, estava Bella. Eu corri até a ela, notando sua respiração um pouco ofegante demais, seus olhos fechados. Havia tanto sangue ali que eu não tinha como saber de onde estava vindo.

– Bella? – chamei, meu coração batendo cada vez mais rápido contra meu peito. – Por favor, Bella, abra os olhos e fale comigo!

Puxei meu celular novamente, discando rapidamente os números do meu pai. Eu estava nervoso demais para conseguir pensar claramente.

– Oi, filho. – A voz do meu pai soou do outro lado após o segundo toque. – Tudo bem?

– Pai! – suspirei. – Você tem que me ajudar, pai, eu...

– O que? – interrompeu-me. – Preciso que você se acalme, Edward, eu não estou entendendo. Você está ferido?

– Não, não... Bella, pai, ela está desacordada, tem sangue, vidros quebrados e está respirando rápido demais e...

– Ok, preste atenção. – Tornou a me interromper. – Eu preciso que você se acalme e faça exatamente o que eu disser, ok?

Assenti rapidamente, só para me obrigar a dizer um ok logo em seguida, já que meu pai não podia ver o que eu estava fazendo.

– Consegue verificar o pulso dela? – indagou. – Ele está rápido ou lento?

Ergui minha mão livre e coloquei no pulso de Bella, tendo que respirar fundo antes, porque eu estava tremendo demais. Ela tinha que ficar bem.

– E-eu não tenho certeza, pai – gaguejei. – Eu não... Não consigo.

– Tudo bem, filho – disse por fim. – Passe-me o endereço. Eu mesmo vou acompanhar uma ambulância e chegar até aí.

– Venha rápido, por favor – implorei. – Tem muito sangue.

– Só se mantenha calmo, por favor, Edward. – E então o escutei falar alguma coisa e depois mais vozes. – Eu estou a caminho.

Desliguei o celular, custando a colocá-lo de volta no meu bolso. Eu mantive meus olhos em Bella, me sentindo realmente inútil por não saber o que fazer para ajudá-la. Eu queria puxá-la para meus braços e correr com ela até o hospital mais próximo, mas não sabia o quão ferida estava, não sabia se faria mal movê-la.

Não sei dizer quanto tempo exatamente se passou até eu ouvir as sirenes. Eu levantei rapidamente e corri até a porta, abrindo-a. Vi meu pai descer da ambulância junto de meus dois paramédicos.

– Ela está logo ali. – Apontei para frente do sofá, dando espaço para que eles passassem com a maca.

Meu pai assentiu, dando ordens. Ele não se voltou para mim nenhuma vez e eu realmente não me importei com aquilo. Sabia que ele estava em seu modo médico e só queria que ele me dissesse o que tinha de errado com Bella logo.

Ela tinha que ficar bem.

Eles logo a colocaram na maca e saíram da casa. Comecei a segui-los, mas antes mesmo que pudesse entrar na ambulância, meu pai me impediu e me segurou.

– Vá com o carro – disse. – A gente se encontra no hospital.

– Mas, pai...

– Por favor, Edward – pediu. – Eu realmente preciso que faça isso.

Eu vi Bella deitada na cama, os paramédicos a rodeando e engoli em seco. Eu queria ficar perto dela, queria me certificar que ela estaria bem. Porém, meu pai estava certo. Se alguém pudesse fazer alguma coisa, esse alguém era ele.

Assenti, por fim, e corri para a limusine, onde Marcus já se encontrava. Não precisei falar nada; assim que entrei, ele já a ligou e começou a seguir a ambulância.

Saí do carro praticamente correndo assim que Marcus estacionou. Tentei clarear minha mente e respirei fundo, voltando-me para ele logo em seguida.

– Sabe o café onde eu estava antes? – indaguei. Ele assentiu. – Preciso que ligue para Alice e vá pegá-la lá. Não diga o que aconteceu, só a traga para cá, por favor. Eu não consigo pensar em mais nada nesse momento e talvez ela possa me ajudar.

Só vi Marcus assentindo e corri para o hospital. A ambulância já havia chegado, antes mesmo de eu e meu motorista, e eu realmente não tinha ideia de onde meu pai estava agora. Pedi informações na recepção, mas ela não pode me ajudar muito.

Caminhei, por fim, até a sala de espera. Andei de um lado para o outro, torcendo as mãos, somente implorando para que Bella ficasse bem. Meus olhos disparavam para a porta a todo o momento, esperando que meu pai surgisse e me dissesse que tinha sido só um susto e que ela poderia ir embora naquele mesmo dia.

E então, pensando nisso, comecei a sentir raiva.

Assim que eu tivesse notícias de Bella, eu ia matá-lo. Eu ia fazê-lo pagar por cada dor que provocara nela. Ele realmente iria se arrepender de ter feito tudo o que fez.

– Edward?

Virei-me rapidamente, saindo de meus devaneios. Alice me encarava, parecendo realmente nervosa. Seus olhos estavam arregalados.

– O que aconteceu com Bella? – indagou, se aproximando de mim.

– Não sei... – confessei, minha voz de repente muito embargada. – Eu... Eu a vi machucada e agora... Agora ela está aqui e não tenho notícias...

– Shhh... – Minha irmã me abraçou. – Vai ficar tudo bem, você vai ver.

Eu assenti, me afastando dela novamente e começando a andar de um lado para o outro. Continuei a olhar para a porta de minuto em minuto. Onde meu pai estava? Por que ele estava demorando tanto?

Não sei quanto tempo se passou até que, enfim, a porta tornou a se abrir e ele surgiu. Ele sorriu para mim e eu suspirei, me sentindo um pouco mais aliviado. Ele não sorriria desse jeito caso alguma coisa tivesse dado errado.

– Venham comigo – disse.

Eu e Alice rapidamente o seguimos. Ele andou durante alguns minutos antes de enfim abrir a porta da sua sala e dar espaço para que entrássemos.

– E então? – indaguei. – Ela está bem?

Alice e meu pai se sentaram, mas eu me mantive de pé, ansioso demais para conseguir me acalmar.

– Ela tinha um ferimento na cabeça, mas sem sinais de traumatismo – disse.

– E todo aquele sangue? – perguntei antes que ele pudesse continuar.

– Ferimentos na cabeça sangram bastante, Edward – continuou. – Mas não se preocupe, como eu já disse, ela não teve sinais de traumatismo, então é só observar e ela vai ser monitorada.

Assenti, engolindo em seco.

– Ela vai poder ir embora que dia? – indaguei.

– Vai demorar um pouco – suspirou. – Ela fraturou duas costelas e tivemos que fazer um procedimento, já que uma perfurou o pulmão.

– Procedimento? – Engoli em seco. – Ela vai mesmo ficar bem?

Meu pai se levantou e se aproximou, colocando as mãos nos meus ombros.

– Vai, Edward – sorriu. – Tivemos que introduzir uma válvula torácica para permitir que o ar acumulado saia enquanto o pulmão se cura, entende? Mas não se preocupe, Bella vai sentir dores durante algum tempo, mas vai ficar bem.

Assenti.

– Eu posso vê-la?

– Ela não vai acordar hoje, Edward – disse. – Só amanhã.

– Eu... Eu só preciso dar uma olhada nela, pai. Não me importo de falar para as paredes.

Ele riu um pouco.

– Antes, deixe-me fazer uma pergunta... – Ele se voltou para Alice também. – Vocês sabem, em casos de suspeita de agressão, o hospital deve chamar a polícia...

Alice suspirou pesadamente e ergueu a mão, impedindo nosso pai de continuar.

– Pode chamar a polícia, pai – murmurou.

Meu pai assentiu.

– Eu já imaginava que fora o marido que fizera isso com ela... – suspirou. – Bem, venha, Edward, vou deixar que veja Bella um pouco. E Alice, talvez seja bom se você avisar o lugar que ela trabalha amanhã cedo, por favor.

Eu segui meu pai antes que Alice pudesse responder. Também esperava que ela avisasse Charlie, porque sinceramente eu não tinha condições de fazer aquilo naquele momento.

Pareceu demorar uma eternidade, mas logo eu estava diante de Bella. Eu engoli em seco enquanto me aproximava dela. Ela parecia tão mais frágil e pálida ali...

Ergui minha mão, ainda um pouco hesitante, e acariciei seu rosto.

Olhei para trás e percebi que meu pai havia me deixado sozinho. Puxei, então, uma cadeira e fiquei ali, fitando-a em seu sono. Suspirei pesadamente, estremecendo quando me lembrei da imagem dela caída ao redor de cacos de vidro e sangue. Meus olhos se encheram de lágrimas e eu tentei controlar os sentimentos que tomavam conta de mim.

Dor. Medo. Raiva. Ódio.

Balancei a cabeça, querendo me focar em Bella, querendo estar ali por ela. Inclinei-me um pouco e depositei um beijo demorado em seu rosto, torcendo para que ela acordasse logo.

Lembrei-me do dia que eu havia ido até o hotel e Bella pedira para eu ficar com ela até adormecer. Lembrei-me dela dizendo que se sentia segura em meus braços. E me lembrei dela murmurando meu nome durante o sono.

– Eu vou ficar com você enquanto me quiser, Bella – murmurei.

Suspirei pesadamente, apoiando meu queixo na cama. Esperava que ela acordasse logo e concordasse em denunciar o crápula do marido. Ela não precisava ter medo, porque eu iria ajudá-la. Enquanto ela me quisesse por perto, eu estaria lá.

Bella POV.

Meu corpo parecia pesado demais e minha cabeça latejava um pouco. Tentei me mexer um pouco, mas senti algumas pontadas em meu corpo, impedindo-me de tal coisa. Suspirei pesadamente, só para descobrir que tal coisa doía também. Por fim, franzi a testa e tentei abrir os olhos.

Tornei a fechá-los assim que a luz bateu diretamente em mim, fazendo-me gemer um pouco. Minha garganta estava um pouco seca e eu molhei meus lábios.

– Bella?

Abri os olhos, dessa vez de forma mais lenta, somente para encontrar um par de olhos verdes ali. A próxima coisa que vi foi à testa franzida, logo depois os cabelos ainda mais bagunçados e a boca puxada em uma careta.

– Edward... – sussurrei, tossindo um pouco. Isso provocou ainda mais dor e eu me encolhi.

– O que foi? – indagou. – Vou chamar o meu pai e...

– Pode me dar água? – pedi, interrompendo-o.

Ele assentiu imediatamente e se levantou. Logo voltou, trazendo um copo descartável na mão direita. Ele se inclinou com cuidado, apoiando a outra mão livre na minha cabeça e a puxando para cima. Gemi baixinho quando o senti tocar em um ponto dolorido.

– Está doendo muito? – indagou, seus olhos verdes muito preocupados.

– Está tudo bem – menti. – Só realmente preciso de água.

Edward me ajudou a tomar água e logo em seguida saiu do quarto, dizendo que iria chamar seu pai. Alguns minutos depois os dois tornaram a entrar no quarto. Carlisle parou diante de mim, sorrindo um pouco.

– Como está se sentindo, Bella? – indagou.

Suspirei, esquecendo-me por um minuto que tal coisa doía também.

– Dolorida – admiti. – Respirar, suspirar, mexer... Tudo dói.

Ele assentiu.

– Tivemos que dar pontos em sua cabeça, querida – disse. – Você tem duas costelas fraturadas, então vai doer por um tempo. Há um dreno também, já que uma delas perfurou o pulmão, e devemos retirá-lo dentro de quatro dias.

Assenti, engolindo em seco.

– Eu... – comecei. – Eu vou ficar aqui quantos dias?

– Nós vamos ver isso, ok? – sorriu. – Agora trate de descansar.

Tornei a assentir.

– E mais uma coisa, Bella... – começou. – Uma assistente social do hospital virá falar com você, ok?

– Pode ser amanhã? – murmurei. – Eu realmente não quero falar muito hoje.

Ele tornou a sorrir.

– Tudo bem, querida – riu. – Descanse, ok? Vou mandar uma enfermeira aqui para lhe dar um remédio para dor e assim você vai conseguir dormir um pouco.

– Obrigada, Carlisle – sorri um pouco. – De verdade.

Ele deu de ombros.

– Não me agradeça, só fiz o meu trabalho – disse. – Quem a achou foi Edward.

Olhei imediatamente para Edward, que sorriu timidamente para mim. Corei um pouco e observei Carlisle se despedir, dizendo que a enfermeira viria em breve. Edward se aproximou um pouco, mas não disse nada.

Nós dois ficamos em silêncio enquanto a enfermeira não vinha. Ela chegou logo em seguida, sorrindo para mim. Não desviei os olhos de Edward, mesmo quando ela me dava o remédio e me fazia algumas perguntas.

– Tenha uma boa noite, querida – sorriu. – Qualquer coisa é só apertar esse botão, ok?

Assenti, sorrindo para ela também. Ela se afastou e acenou a cabeça para Edward. Assim que a porta se fechou ele se aproximou, sentando-se na cadeira que estava ao lado da cama.

– Obrigada – murmurei.

Ele sorriu e deu de ombros.

– Não se preocupe com isso, Bella – disse. – Eu fiz o que qualquer um faria.

Neguei imediatamente, lamentando quando encostei um ponto da cabeça no travesseiro. Estremeci e gemi baixinho antes de olhar para ele novamente.

E eu simplesmente me perdi naqueles olhos verdes.

– Não... – sussurrei. – Não é qualquer um que faria tudo o que você e sua família têm feito. Eu sei que me afastei de vocês e tudo o mais, mas é que na época eu meio que me senti traída...

Ele franziu a testa.

– Traída? – indagou.

– Eu me acostumei a ser sozinha, Edward – disse. – E eu meio que confiei em Alice quando ela descobriu e prometeu não contar a ninguém, entende? Quando eu descobri que ela tinha contado, não sei...

Dei de ombros e logo em seguida estremeci de dor. Edward sorriu e ergueu a mão, colocando-a por cima da minha, o que me fez sorrir um pouco.

– A gente pode conversar depois, ok? Não se preocupe com nada – sussurrou. – Por que você não dorme um pouco?

– E você? – indaguei. – Não vai dormir?

Ele deu de ombros.

– Vou ficar aqui com você – disse. – Quero me certificar que você fique bem.

Sorri e logo em seguida senti meus olhos se enchendo de lágrimas. Virei a minha mão e entrelacei seus dedos nos meus, apertando um pouco. Meu peito se aqueceu e eu quis muito naquele momento puxá-lo para um abraço.

– Sabe com o que você anda parecendo ultimamente? – indaguei. Ele sorriu, vendo nossas mãos, enquanto seu polegar fazia círculos suaves na minha pele, e negou. – Você parece um anjo.

Edward riu.

– Estou longe de ser um anjo, Bella.

Encolhi os ombros um pouco, feliz por não sentir tanta dor.

– Lembra-se quando eu lhe disse para não se preocupar, naquela noite no hotel? – indagou. Busquei tal memória em minha mente e assenti logo em seguida. – Então, eu já disse e repito: vou ficar com você enquanto me quiser.

Sorri imensamente para ele, deixando algumas lágrimas escaparem. Apertei sua mão ainda mais forte e ele retribuiu, apertando de forma carinhosa. Ergueu sua outra mão e limpou minhas lágrimas.

– Agora é hora de dormir – disse. – Você precisa descansar.

– Você vai estar aqui quando eu acordar? – perguntei, mordendo o lábio inferior. – Quer dizer, eu sei que você tem que ir para casa e dormir e essas coisas, mas...

– Eu entendo – interrompeu-me, ainda sorrindo.

Assenti.

– Você vai estar aqui? – tornei a perguntar.

Edward assentiu.

– Sempre, Bella – prometeu.

Suas palavras imediatamente me tranquilizaram e eu sorri mais uma vez antes de fechar os olhos. Tornei a bocejar e aos poucos senti meu corpo relaxando.

E quando eu enfim me entreguei ao sono, ainda podia sentir a mão de Edward na minha.


Notas finais
N/A: Ei, meninas. Último capítulo que posto, ok? Estou fugindo com esse Edward agora mesmo, hahahaha! Brincadeira, rs. Mas que esse Edward é um fofo, ele é, falem sério :33. Enfim, as coisas estão começando a melhorar, né? Vamos ver o que acontece no próximo capítulo, vamos ver, haha.
Quem quiser spoiler, só deixar email. E comentem, por favor! Não fiquem só deixando email, ok? Mandarei spoiler pra quem comentar, quero saber o que acham! :D
A gente se fala mais no domingo que vem, ok?
Besos, suas lindas!
N/B: Gente, esse Edward é um sonho! ♥ Eu acho o sentimento dele pela Bella a coisa mais linda, sério. Dá vontade de pegá-lo e não soltar nunca mais! *Felícia Feelings* (quem era fã de Looney Tunes sabe de quem eu falo, rá) Vamos torcer para que a Bella melhore logo e que as coisas definitivamente mudem para melhor! o/
beijo ;** Tamy.