Encantado

43 Capítulo Quarenta - The End - Parte II


Notas iniciais
Demorou um pouquinho mais do que eu tinha planejado, mas finalmente aqui está o último capítulo! Eu espero que vocês gostem, de verdade.
Até a N/A, meninas. Leiam, por favor, ok?
Divirtam-se! (;

No capítulo anterior...

Olhei ao redor, engolindo em seco, e andei pelo quarto, me sentando na ponta da cama. Permaneci ali durante horas, torcendo minhas mãos, sem saber o que aconteceria dali para frente, ora olhando para a porta, ora olhando o chão. Peguei-me mordendo o lábio inferior algumas vezes – diversas, na verdade –, me sentindo mais nervosa a cada minuto que passava.

E então, cerca de três horas depois, a porta do quarto se abriu.

-x-

Bella POV.

Mantive-me parada na cama enquanto Renée entrava, seus olhos me observando com cautela. Não deixei de notar que agora ela já não sorria para mim. Provavelmente, me atrair com gestos gentis e falsas histórias, faziam parte do plano.

- Você está com fome? – ela indagou, seus olhos nunca deixando de me observar.

- Não – murmurei, olhando-a também. – Não quero comer nada.

Ela assentiu, e se moveu um pouco no quarto, parando perto de mim.

Ficamos caladas durante alguns minutos, cada uma olhando para a outra. Notei que ela abria e fechava a boca diversas vezes, mas nunca dizia nada. Cerca de alguns minutos depois, suspirou e deu de ombros, antes de se virar e sair do quarto.

Horas se passaram, tão lentamente que, mesmo estando ali a menos de um dia, eu poderia dizer que conhecia cada detalhe daquele quarto. Embora estivesse curiosa para explorar e procurar por uma saída, mantive-me quieta e parada, a ameaça de Riley ainda tomando conta da minha cabeça.

Pela janela – que tinham grades – vi a noite chegando e permaneci ali, mal me movendo. A única coisa que fiz foi me mover para o centro da cama e cruzar as pernas.

Apertei minhas mãos uma na outra, sabendo que Edward deveria estar muito preocupado àquela altura. Torci para que ele estivesse bem, para que Riley não tivesse feio mal algum a ele; eu não suportaria tal coisa.

Respirei fundo e balancei a cabeça, procurando afastar tais pensamentos.

E exatamente naquele momento, a porta tornou a se abrir.

E desta vez, era Riley.

- Olá, Bella – ele sorriu, entrando e fechando a porta trás de si. – Preciso de um pequeno favor seu...

Olhei para as suas mãos e notei a câmera que ele segurava, assim como um jornal daquele dia. Entendendo o que ele queria fazer, afastei-me o máximo que podia, e o ouvi rir.

- Não há lugar para fugir, Bella – tornou a rir, e balançou a cabeça. – Vamos lá. Segure esse jornal e faça uma cara bem triste... Preciso tirar uma foto sua.

Eu relutei um pouco, mas me sentei na beirada da cama, lembrando do que ele havia falado mais cedo, sobre fazer mal a Edward, e peguei o jornal, fitando a câmera e esperando que ele tirasse a foto.

- Por que você está fazendo isso? – eu indaguei.

Ele riu, para logo em seguida ficar sério novamente.

- Eu tinha dívidas quando fui preso, Isabella – respondeu. – Dívidas que preciso pagar. Pretendia fazer tal coisa quando estava solto... Só precisava de um ou dois jogos e conseguiria quitar todas elas, mas não... Você e seu querido maridinho resolveram atrapalhar meus planos.

Ele bufou, e começou a andar de um lado para o outro no quarto.

- Então, vou pedir a ele certa quantidade... – continuou. – Se ele não quiser me pagar, o que não acho que vá acontecer, você pode começar a despedir da sua vida...

Eu engoli em seco.

- Eles vão te pegar – murmurei. – Assim que você for fazer a troca, eles vão te pegar...

Ele riu, não parecendo nem um pouco embalado com o que eu estava dizendo.

- Fico feliz que se preocupe comigo, querida – piscou –, mas realmente não há necessidade. Eu posso me cuidar... Agora, deixe-me ir… tenho que fazer uma ligação para alguém e pedir algum dinheiro, se é que você me entende.

Eu o observei sair do quarto, sem nada poder fazer, devido à sua ameaça. Engoli em seco ao pensar em Edward, sabendo que ele provavelmente estava morrendo de preocupação...

Suspirei pesadamente e fechei os olhos. Sabia que meu marido era rico e que ele era dono de uma empresa importante, com filiais espalhadas por todo o canto, e sabia que ele não mediria esforços para me ter de volta.

Não importava a quantidade de dinheiro que Riley pedisse… eu tinha certeza de que Edward daria, sendo ela absurda ou não.

Voltei a me sentar no centro da cama, meus olhos e ouvidos atentos a qualquer coisa que pudesse me ajudar, caso eu precisasse de tal ajuda em um futuro próximo.

Com o passar do tempo, fui me sentindo cansada. Meus olhos começaram a se fecharem sozinhos e, antes que eu me desse conta, estava deitada na cama.

Tentei manter meus olhos abertos, não querendo que Riley ou Renée me pegassem desprevenida, caso tentassem algo contra mim, mas o cansaço foi realmente maior.

E logo eu estava dormindo.

_

Rolei na cama, ainda de olhos fechados, ainda sentindo muito sono para acordar totalmente. Encolhi-me contra a cama e ajeitei minha cabeça nos travesseiros, pronta para voltar a dormir...

Até que as memórias do que havia acontecido naquele dia tomarem conta de minha cabeça.

Sentei-me na cama de uma vez, meu coração acelerado, e olhei ao redor. A luz estava acesa, exatamente como estava quando eu tinha dormido, e ainda era noite. Não havia nenhum relógio no quarto; nada que me ajudasse a descobrir que horas eram exatamente ou quanto tempo eu tinha dormido.

Levantei-me com cuidado, procurando não fazer nenhum barulho, e me aproximei da porta, querendo tentar descobrir se havia alguém naquela casa. Mordendo o lábio inferior, encostei minha orelha na porta...

Mas não consegui escutar nada.

Franzindo a testa, estranhando o fato de que estava tudo quieto demais – embora não pudesse dizer quanto tempo aquilo estava durando, já que eu tinha adormecido –, voltei para a cama e me sentei.

E esperei.

Afinal, não havia nada que eu pudesse fazer naquele momento.

Algum tempo depois – novamente, eu não sabia dizer ao certo quanto –, escutei barulho de passos do lado de fora da porta e logo em seguida alguém mexendo com a maçaneta da mesma. Mantive meus olhos nela, com medo de que Renée ou Riley – ou os dois juntos – tivesse mandado alguém para ‘cuidar de mim’.

Mas quem entrou foi Renée.

- Vim trazer algo para você comer – ela disse, fechando e trancando a porta atrás de si, antes de caminhar até a mim e colocar ao meu lado um saco de comida. – Não é muito, mas acredito que você logo estará longe daqui, então...

Eu permaneci calada, apenas a fitando.

- Por que você está fazendo isso? – Eu finalmente criei coragem para perguntar aquilo que eu queria saber. – Por que se aproximar de mim e se fingir de arrependida só para me trazer até aqui?

Ela suspirou e olhou para o lado, evitando meus olhos.

- Hein? – insisti. – Por que está se unindo a Riley? O que você ganha com isso?

Eu continuei fitando a mulher que dizia ser minha mãe, mas que tinha me abandonado quando eu ainda era nova demais e que nunca aparecera nem para uma visita.

E compreensão me atingiu em cheio.

- Você quer dinheiro... – murmurei. – Por isso me procurou, não foi? Achou que eu pediria a Edward dinheiro e daria a você!

Ela continuou a evitar a me olhar e continuou calada.

- Então, você resolveu se aproximar de mim... – continuei, todos os fatos se juntando em minha cabeça. – Mas como soube onde eu estava, onde morava e que eu estava com Edward? Por que escolheu esse momento?

Ela finalmente me olhou, seus olhos azuis me fitando com atenção, mas continuou calada.

- Resolveu se encontrar comigo e contar uma história triste, para que eu tivesse dó de você? – indaguei, começando a sentir raiva. – Achou que cairia em suas mentiras?

Ela balançou a cabeça de forma negativa.

- Minha história foi real, aquilo realmente aconteceu – disse. – Eu não...

- Você resolveu se aproveitar da sua filha para chegar ao lugar que queria – ri, embora sem humor, interrompendo-a. – Não vai conseguir, Renée. Você e Riley serão pegos, e passarão o resto de suas vidas na cadeia.

Fitei-a, me sentindo a cada minuto mais furiosa, pronta para falar mais algumas coisas, mas antes que eu pudesse fazer tal coisa, ouvi um barulho de algo quebrando do lado de fora do quarto e me calei, olhando para a porta. Renée também reagiu e se virou, abrindo a porta e saindo do quarto rapidamente.

E novamente eu estava sozinha e trancada no quarto.

Levantei-me e fiquei atrás da porta, tornando a tentar escutar o que estava acontecendo lá fora. No começo, tudo que pude ouvir foram alguns resmungos e já estava prestes a desistir de tentar identificá-los, quando ouvi as vozes de Renée e Riley se aproximando.

- O que você está dizendo? – Renée perguntou a Riley. – Tem certeza absoluta disso?

- Já disse que tenho! – Riley disse, um pouco alto, parecendo nervoso. – Aquele filho da puta avisou ao pai dela e eles avisaram à polícia... Eu não sei como vamos fazer para fazer a troca agora...

Engoli em seco e me aproximei ainda mais da porta, colocando meu rosto nela e fazendo tudo para me concentrar.

- Não tem outro jeito? – Renée tornou a perguntar. – Peça mais quantia de dinheiro… e contrate alguém para fazer a troca, algo assim... Não podemos ser pegos.

- Contratar alguém pode ser uma boa ideia, mas eu não quero me arriscar – ele respondeu. – Vou procurar um amigo meu, que cuidava de alguns endividados na época que eu jogava, e pedir que ele arme tudo para pegar o dinheiro...

- E quanto à Bella? O que faremos com ela?

- Meu amigo só cuida de dinheiro e dá um jeito de apagar sem que a morte chegue aos chefes – murmurou. – Ele vai dar um jeito de sumir com Bella... Esse vai ser o castigo do Cullen.

Lutei contra a náusea que tomou conta de mim e fechei os olhos com força, procurando me concentrar.

- Vou ligar para ele agora – continuou Riley. – Avisar da pequena mudança para ele... Acredito que ele não vá se importar, afinal, dois ou três milhões não farão falta para ele.

Afastei-me da porta rapidamente, sem ter forças mais para ficar ouvindo. Eu não podia ficar ali, eu tinha que dar um jeito de ir embora... Se algo acontecesse comigo… Edward sofreria tanto...

Corri pelo quarto, olhando debaixo da cama, no armário, nas gavetas… procurando por qualquer coisa que pudesse me ajudar. Meu coração batia a cada minuto mais acelerado e eu me encontrava a cada segundo mais desesperada.

Continuei a procurar, saindo do armário e por fim indo até a cômoda. Revistei todas as gavetas, encontrava cada uma delas vazias...

Exceto a última, que tinha uma espécie de barra de ferro.

Não era muito, eu sabia, mas talvez poderia me ajudar a escapar.

Me mantive atenta no próximos minutos que se passaram, andando sempre próxima à porta, não querendo perder nenhum barulho. Cerca de alguns minutos depois, escutei alguns e novamente, alguém mexendo na maçaneta. Com o coração na mão me posicionei.

E esperei.

Renée entrou no quarto e eu vi o momento que ela me procurou no mesmo, para logo em seguida olhar para trás. Vi seus olhos se arregalando e vi quando viu o ferro em minha mão.

Mas mesmo assim, ela não fez barulho algum, e deu um passo para trás, deixando a porta livre. Senti um aperto no peito por ela estar fazendo isso, não conseguindo entender suas ações; elas só me deixavam mais confusa. No entanto, não esperei que ela fizesse um segundo movimento ou se arrependesse, e saí correndo, lembrando do caminho que tínhamos feito quando eu chegara aqui. Procurei ser silenciosa e rápida enquanto corria até a porta de entrada, e estava quase a alcançando quando vi Riley aparecer, de outra porta, na minha frente.

- O quê?... – ele começou, mas eu não esperei que ele começasse e o ataquei com o ferro, acertando sua cabeça.

O movimento me deu alguns segundos de vantagem, mas não tantos quanto eu gostaria, porém. Abri a porta e corri para fora da mesma, me preparando para descer as escadas e correr para a rua.

Esperançosamente, haveria alguém passando pela mesma – embora eu não tivesse visto nenhuma pessoa quando chegara aqui –, alguém que pudesse me ajudar.

Entretanto, antes que eu pudesse sequer descer todos os degraus, alguém me segurou por trás e me virou.

- Você não vai a lugar algum! – Riley rosnou, me empurrando contra uma parede.

Lembrei-me de quando eu era casada com ele, e de como eu tinha medo e vergonha do que acontecia quando ele me batia. Se fosse aquela época, provavelmente eu obedeceria, pediria desculpas ou simplesmente ficaria calada.

Mas não era aquela época mais. Eu não tinha que me envergonhar nem ter que ter medo. Eu tinha que lutar para ficar viver. Não só por mim.

Mas por Edward também.

Ele merecia isso mais do que ninguém.

Lutei contra Riley então, empurrando-o e o chutando, tentando fazer uso com a pequena barra de ferro que eu ainda tinha nas mãos. Ele parecia ficar com raiva a cada minuto que passava e começava a usar mais força, me machucando em alguns lugares.

- Entre na casa agora – ele rugiu, me empurrando em direção à porta.

- Não – gritei de volta, empurrando com toda a força.

E então, ganhei uma distração.

Uma sirene tocou, seguida por muitas outras, não muito longe dali e eu aproveitei tal coisa para empurrar Riley com força e ele, tomado pela surpresa, caiu no chão.

Comecei a correr para longe, em direção aos sons das sirenes, mas Riley segurou minha perna, fazendo com que eu caísse, rolasse pela escada e batesse com a cabeça no chão.

E a última coisa que me lembro, antes de desmaiar, foi dos sons das sirenes se aproximando.

_

Remexi-me um pouco na cama, fazendo uma careta de leve ao sentir uma pontada na minha cabeça e outra em minha perna direita. Havia um som de algo próximo ao meu ouvido, um som que incomodava um pouco, mas algo que eu podia até ignorar.

Abri meus olhos, mas tornei a fechá-los quando a luz me incomodou. Tentei me ajeitar na cama e consegui, mesmo com um pouco de dificuldade. Tornei a abrir os olhos, piscando lentamente, e logo eu fui capaz de olhar para o local onde eu estava.

Franzi a testa quando vi as paredes de um tom de amarelo, o sofá que tinha umas cobertas jogadas, a poltrona parada próxima à cama onde eu estava deitada... Olhei para o outro lado, vendo uma janela aberta, a cortina entreaberta… e as memórias do que tinham acontecido há algum tempo me atingiram com tanta força que imediatamente me sentei na cama, ofegando ao sentir uma pontada em minha cabeça.

Com o coração disparado, retirei as cobertas, surpresa por encontrar minha perna direita engessada, e tentei me levantar, querendo encontrar Edward o mais rápido possível. Eu não me lembrava do que tinha acontecido direito naquele dia que eu tinha sido seqüestrada – podia ter sido ontem ou há alguns dias; eu não tinha certeza de quanto tempo tinha dormido – e queria ter certeza de que ele estava bem.

Porém, antes que eu chegasse a dar um passo – o que seria difícil devido ao gesso – a porta do quarto se abriu e Carlisle, meu sogro, passou pela mesma, seus olhos se arregalando um pouco quando ele me viu de pé.

- Bella! – Ele largou o prontuário que segurava e correu até a mim, me segurando pela cintura e gentilmente me empurrando para a cama novamente. – Acho melhor você ficar durante mais algum tempo deitada...

Eu fiz uma careta ao sentir o gesso incomodando e minha cabeça também, e obedeci, relaxando um pouco contra os travesseiros. Voltei meu rosto para ele, que já começava a me examinar, e engoli em seco.

- Onde está Edward? – Eu falei pela primeira vez desde que tinha acordada e minha voz soou um pouco rouca. – Ele está bem, não está? Diga, por favor, que...

- Respire, Bella. – Carlisle sorriu, se movendo um pouco pelo quarto e voltando com um copo de água. – Edward saiu há pouco, foi comprar algo para comer, depois de eu tanto insistir.

Relaxei-me completamente contra a cama, meu coração parecendo voltar aos poucos a bater no ritmo normal. Tomei a água que ele me ofereceu, aos poucos, e depois deixei que ele examinasse, ficando completamente parada e respondendo às perguntas que ele fazia.

Quando ele terminou e começou a anotar tudo no prontuário, eu abri a boca para perguntar o que tinha acontecido, mas tornei a fechá-la. Carlisle provavelmente estava ocupado com o trabalho e eu não queria atrapalhá-lo.

Depois que ele terminou, pediu desculpas por não poder ficar, dizendo que o hospital estava muito movimentado e ainda tinha vários pacientes para ver.

- Seu pai foi descansar um pouco no hotel – ele disse, sorrindo gentilmente para mim. – E Edward logo estará de volta, então, procure ficar quieta e descanse, ok? Sei que hospitais são chatos para os pacientes, mas amanhã você já deve estar indo para casa.

Eu sorri de volta para ele, assentindo.

- Obrigada, Carlisle – murmurei. – Mesmo.

Observei-o sair do quarto, e assim que a porta foi fechada, comecei a me inspecionar, querendo ver quantos ferimentos eu tinha. Puxei as cobertas que cobriam meu corpo e vi minha perna direita engessada, como eu já tinha notado anteriormente ao tentar me levantar, e a esquerda com alguns machucados, todos pequenos. Eu não sentia nenhuma dor em meu peito nem nada do tipo, como tinha sido da última vez que Riley tinha me batido, antes de eu finalmente tomar coragem para denunciá-lo, então, graças a Deus, eu acreditava que não tinha quebrado nenhuma costela desta vez. Minha mão esquerda estava enfaixada e incomodava um pouco, mas a direita estava bem, o que eu agradeci mentalmente. Levantei a mão boa para o meu rosto e o apalpei, e encontrei alguns pontos doloridos – provavelmente hematomas –, assim como um curativo em minha testa – talvez a razão de minha cabeça estar tão dolorida.

Movi-me um pouco, tentando descansar, como Carlisle tinha dito, mas eu sabia que não iria conseguir tal coisa enquanto eu não visse Edward. Somente depois de vê-lo bem com meus próprios olhos, eu seria capaz de relaxar completamente.

Haviam também perguntas que eu gostaria de fazer. Se Riley e Renée tinham sido pegos, o que tinha exatamente acontecido depois que os policiais tinham aparecido...

Um barulho na porta me chamou a atenção, fazendo com que eu saísse de meus devaneios. Assim que eu reconheci os cabelos cor de bronze, os olhos verdes, a expressão cansada, meu coração tornou a acelerar e eu abri a boca, pronta para dizer algo – embora não tivesse a certeza do que era naquele momento –, quando Edward levantou a cabeça, desviando a atenção da sacola que ele trazia, e viu que eu estava acordada.

- Bella! – Ele largou a sacola no sofá e atravessou o quarto rapidamente, sentando na ponta da cama e me puxando para seus braços, seus olhos cheios de lágrimas. – Oh, Bella!

Permiti que minhas próprias lágrimas escorressem de meus olhos, o alívio tomando conta de mim com força. Ignorei completamente o protesto de minha cabeça, mão e perna, e permiti que ele me abraçasse com cada vez mais força.

- Você está bem? – Ele se afastou um pouco, segurando meu rosto entre suas mãos, seus olhos percorrendo cada centímetro do mesmo. – Sente alguma dor?

Eu sorri em meio às lágrimas, sem conseguir acreditar que eu o estava vendo novamente.

- Você está bem – sussurrei, levando minha mão boa para o seu rosto e o acariciando com carinho. – Você está mesmo bem.

Ele sorriu torto.

- É claro que eu estou bem, meu amor – murmurou de volta, encostando nossos narizes. – Por que eu não estaria? Mas e você? Está tudo bem? Quer algum remédio? Sente fome? Porque eu trouxe algo leve para comer e...

Colei meus lábios nos de Edward, apenas lhe dando um selinho, interrompendo-o.

- Riley disse que se eu não entrasse no carro com ele e Renée – comecei, imediatamente vendo o rosto de Edward se fechar quando mencionei meu ex-marido –, ele faria mal a você, machucaria você... Eu tentei fugir, mas quando ele disse isso… eu só não queria que você se machucasse...

Edward me apertou mais em seus braços.

- Eu fiquei tão preocupado, baby – murmurou. – Quando você não apareceu, eu...

Ele balançou a cabeça e engoliu em seco, parecendo incapaz de continuar. Apoiei minha cabeça em seu ombro e fiquei ali, durante alguns minutos, apenas aproveitando aquela sensação gostosa, de proteção, segurança, amor...

- Você precisa comer – ele disse depois de algum tempo e me empurrou delicadamente contra os travesseiros, somente para ajeitar as cobertas ao meu redor novamente.

Observei-o se levantar e pegar a sacola, antes de voltar e retirar um saco de lá de dentro. Aceitei a salada de frango e o suco que ele me ofereceu, junto com algum caldo, e comi, devagar, nunca deixando de observá-lo.

- Você pode me contar o que aconteceu? – Edward perguntou assim que terminei de comer.

Eu assenti e deixei as embalagens de lado, tornando a me ajeitar na cama. Olhei para as nossas mãos entrelaçadas em meu colo por um momento e suspirei, tentando organizar meus pensamentos, e por fim o fitei, dando-lhe um meio sorriso.

- Como eu tinha te dito ao telefone, Renée não apareceu no nosso encontro – eu comecei. – Eu estava indo mesmo para casa exatamente como eu tinha te dito, mas assim que coloquei os pés para fora da lanchonete, eu vi o carro preto.

Senti as mãos de Edward congelando nas minhas e as acariciei suavemente, ainda sorrindo, somente para acalmá-lo.

- Eu acho que meio que congelei ao invés de fugir ou algo assim, e talvez tenta até sido minha culpa, mas... – balancei a cabeça, tentando me focar. – Quando dei por mim, as duas portas estavam se abrindo… e Renée e Riley saindo do mesmo.

“Eu os enfrentei, eu acho. Disse que não entraria no carro e comecei a andar para longe... Talvez eu devesse ter corrido, mas mantive meus olhos atentos à rua, procurando por um táxi... E então, senti Riley atrás de mim, com uma faca nas minhas costas... Eu disse que gritaria caso ele me forçasse a entrar no carro e ele finalmente disse que faria mal a você caso eu não fosse... E eu simplesmente não podia deixar aquilo acontecer, então… fui com ele.”

Edward suspirou e balançou a cabeça.

- Você não devia ter feito isso, Bella – ele murmurou. – Eu seria capaz de contratar alguns seguranças, nos proteger até que Riley estivesse atrás das grades novamente...

Balancei a cabeça, nem considerando tal coisa.

- Eu não sabia se ele já tinha alguém pronto para te fazer mal ou algo assim – dei de ombros. – E não preferi arriscar. Pode ter sido um erro, eu sei disso agora, mas eu não podia seguir pensar na possibilidade de perder você...

Ele sorriu.

- Renée pegou meu celular e nós seguimos pela cidade, até a casa onde vocês me encontraram – continuei. – Fui levada até um quarto e deixada lá, trancada. As janelas tinham grades, a porta estava fechada e não havia outro lugar onde eu pudesse passar, então… tudo o que eu fiz foi esperar.

“Renée apareceu para oferecer comida, mas logo saiu. Depois Riley veio tirar uma foto e disse que tinha dívidas que precisava pagar, e que por nossa causa ele não tinha feito tal coisa antes... Eu dormi pouco depois que ele saiu, porque não consegui mais ficar acordada, e quando acordei, tudo estava tão silencioso...”

Eu parei por um momento, tomando fôlego, pronta para contar até onde eu conseguia me lembrar.

- Sinto muito que você tenha passado por isso – ele sussurrou, levando minhas mãos até o seu rosto e beijando-as de forma delicada. – De verdade.

Eu dei de ombros, e empurrei um sorriso para fora do rosto.

- Quando Renée apareceu novamente, tentei descobrir o motivo de ela estar fazendo tudo aquilo, e acho que até sei mais ou menos, mesmo não tendo certeza, mas ela logo saiu novamente quando escutou um barulho... Me aproximei da porta para escutar a conversa, e descobri que eles planejavam pedir mais dinheiro e se livrarem de mim... Foi quando eu decidi fugir...

Edward apertou minhas mãos e soltou um suspiro.

- Eu fiquei tão preocupado – ele sussurrou. – Eu não consegui dormir, comer... Quando Riley ligou e pediu dinheiro, eu… eu não pensei duas vezes e disse que daria. Logo em seguida eu já estava avisando ao seu pai e ao banco, querendo tirar o que ele tinha pedido...

Engoli em seco.

- Ele chegou a ligar para pedir mais? – eu indaguei.

Edward assentiu.

- Ele pediu inicialmente três milhões de dólares – murmurou, e eu arregalei os olhos. – Depois fez outra ligação, pedindo por mais dois milhões...

Eu engoli em seco.

- O telefone já tinha sido grampeado quando ele ligou da segunda vez – continuou. – Foi como nós encontramos o local para onde ele tinha te levado...

Eu assenti.

- Insisti para ir junto com os policiais e consegui – suspirou. – Encontramos você caída, desmaiada, em frente à casa... Riley estava tentando fugir, mas conseguiram pegá-lo...

- E Renée? – eu indaguei.

- Ela se entregou de boa vontade – deu de ombros. – Saiu por conta própria da casa e se entregou... Eles conseguiram fazer até Riley contar sobre o cara que ele ia contratar, então ele foi preso não muito depois também.

Suspirei.

- Então realmente acabou – eu murmurei. – Não consigo nem acreditar.

Edward riu, me puxando para os seus braços e depositando um beijo no topo da minha cabeça.

- Sim, Bella – ele sussurrou. – Finalmente, finalmente, acabou.

_

Charlie me visitou no hospital algumas horas depois, mas infelizmente não pôde ficar muito, já que ele tinha de voltar ao trabalho em Forks. Eu saí do hospital no dia seguinte, após falar com alguns policiais e contar o que tinha acontecido, e fui direto para casa. Tinha ganhado atestado de alguns dias e Edward tinha falado que tiraria alguns dias de folga, até eu poder voltar à faculdade – infelizmente, eu teria de ficar um tempo maior fora da creche; estar com a perna quebrada e ter que correr atrás de crianças eram duas coisas que definitivamente não combinavam.

Fui recebida por Sue, Angela e todos os Cullen assim que colocamos os pés para dentro de casa. Eles ficaram durante algum tempo ali, conversando e se certificando que eu estava bem.

Mas eu estava.

Realmente bem.

Quer dizer, ainda haviam algumas coisas que eu realmente gostaria de entender – e eu procuraria saber delas em breve –, mas eu não estava tendo medo de sair de casa nem nada do tipo. Riley tinha sido preso e além da acusação de seqüestro, ele ainda tinha outras em cima dele, então ele provavelmente ganharia prisão perpétua. Renée provavelmente sairia dentro de alguns anos, mas eu realmente não me importava com isso.

Eu ainda queria entender o que a levou a fazer aquilo, dessa vez escutando de sua boca, mas não a queria na minha vida. Durante anos eu tinha vivido sem ela e tinha conseguido sobreviver… e eu realmente não queria alguém que só queria o meu dinheiro.

Quem sabe um dia nós não nos encontrássemos novamente?

Sem pressão, sem desespero, sem ficar me perguntando o que poderia ter acontecido.

E pronto.

Quando retirei o gesso, algumas semanas depois, organizei uma visita para a mulher que dizia ser a minha mãe. Edward ficou um pouco apreensivo, eu pude notar tal coisa, e insistiu para me acompanhar, mesmo que ele não fosse entrar comigo.

- Ei... – Eu o chamei, assim que ele estacionou. – Eu não vou demorar, prometo. Só preciso saber o porquê, Edward, e então, seguiremos com a nossa vida, ok?

Ele assentiu.

- Não demore tanto, por favor – sussurrou, antes de me beijar delicadamente. – Ok?

Eu assenti e sorri gentilmente para ele.

Fui levada até uma sala cheia de cadeiras. Um vidro a dividia pela metade; a única forma de se comunicar era por um telefone que ficava ali.

Sentei-me na cadeira indicada e esperei até eles trazerem Renée. Ela não estava sorrindo nem nada, embora me observasse com curiosidade. Observei-a enquanto ela se sentava e peguei o fone, colocando-o em meu ouvido, enquanto ela fazia o mesmo.

Nenhuma de nós falou nada durante alguns minutos, ficamos apenas observando uma a outra. Lembrei-me, porém, de Edward me esperando e de como ele ficaria mais preocupado caso eu demorasse mais tempo do que o necessário.

- Por quê? – eu finalmente indaguei, sabendo que ela entenderia minha pergunta.

Renée suspirou e fechou os olhos por um momento, o que me levou a achar que ela não iria responder. Porém, antes que eu tivesse a chance de lhe dizer mais alguma coisa, ela abriu e boca.

E enfim falou.

- Eu não tive uma vida tão boa quanto achava que teria quando deixei seu pai e você, e saí de Forks – murmurou. – Quer dizer, sempre tive comida, contas pagas e essas coisas, mas não a vida que eu queria, que eu sonhava... Eu me virava aqui e ali, e conseguia algum dinheiro, às vezes, que me daria uma folga, mas… nunca era o suficiente.

“E então, um dia, enquanto eu lia o jornal, eu vi você, junto de Edward Cullen. Eu já tinha ouvido falar dele e também não tinha certeza se era você, é claro, então eu pesquisei e consegui com um amigo de um jornal seu nome... Isabella Swan, na época Isabella Biers.”

Engoli em seco ao escutá-la dizendo tudo aquilo que eu já havia imaginado, outrora.

- Observei você durante algum tempo... – continuou. – Tive de contratar um detetive e gastar algumas economias, mas consegui algumas informações importantes... E quando eu descobri, através do jornal, que vocês estavam juntos...

- Você viu aquilo como sua grande oportunidade – eu alfinetei, sem me importar com o fato de a estar interrompendo.

- Sim – suspirou, seus olhos azuis nunca desviando dos meus. – Vim para cá e comecei a te seguir, te observar... E então, você pareceu parar de andar com ele. Decidi dar um tempo, pensando que vocês tinham terminado ou brigado… mas depois descobri que ele tinha viajado. E quando ele voltou, ele te pediu em casamento...

- Foi quando decidiu entrar em cena – sibilei, novamente a cortando.

- Eu te contei a verdade sobre a minha história, de verdade – ela murmurou, se inclinando um pouco. – Eu só queria uma vida mais confortável, do jeito que sempre sonhei.

Senti meu coração apertar ao ouvir tais palavras saírem da boca de minha própria mãe.

- E Riley? – eu indaguei. – Como você o conheceu?

Ela deu de ombros.

- Acredito que ele tenha me visto te seguir ou algo do tipo, porque alguns dias depois que tive que parar, já que seu marido correu atrás do carro, ele apareceu – suspirou. – Ofereceu-me dinheiro, contou-me de seus planos... E eu aceitei.

Engoli em seco.

Comecei a me levantar, porque não tinha mais nada para ouvir. Finalmente eu poderia seguir em frente com a minha vida, com pessoas que realmente se importavam comigo, sem olhar para trás e me perguntar o que poderia ter acontecido caso eu tivesse dado uma chance.

- Espere! – Renée gritou, antes que eu tivesse a chance de colocar o fone no lugar. Parei e a olhei, meus olhos analisando cada centímetro do seu rosto. – Eu só… só seja feliz, Bella. De verdade. Só isso.

Eu assenti, incapaz de dizer qualquer coisa, e me retirei dali.

Não havia mais nada para fazer naquele local.

Caminhei até o carro de Edward e entrei no mesmo, me sentindo tão mais… leve, como se um peso tivesse sido retirado das minhas costas. Virei-me para o meu marido e sorri, antes de pegar sua mão e apertar na minha.

- Como foi? – ele indagou, seus olhos me fitando com atenção.

- Exatamente como eu esperava, acredito – dei de ombros.

- E você está bem? – perguntou.

Eu sorri para ele, enquanto revirava os olhos.

- Estou, Edward – sussurrei. – Estou.

E ele somente sorriu de volta, antes de me puxar para ele e depositar um beijo em meus lábios.

_

Eu estremeci de leve ao sentir o vento batendo em meus braços nus, mas não fiz nenhum movimento para fechar a janela. Era cedo ainda – muito cedo para eu estar de pé em uma manhã de sábado –, mas o sono tinha simplesmente desaparecido. Alguns meses haviam se passado e estávamos quase em junho. Os julgamentos de Riley e Renée já tinham passado, e ambos passariam muito tempo na prisão.

E eu estava me sentindo ótima.

Em alguns meses me formaria na faculdade e meu sonho se tornaria realidade. Tinha lutado tanto para chegar até aqui e já estava quase completando tal passo – principalmente, com a ajuda do cara mais importante na minha vida. A terapia era algo que eu ainda fazia, quando precisava, sem isso de ir todas as semanas. Permaneci indo muitas sextas depois de dar um adeus definitivo à Renée, não porque eu tinha dúvidas, mas porque eu realmente não queria tê-las no futuro; somente queria virar aquela página de uma vez por todas e seguir em frente.

E tudo estava indo bem. com minha carreira, com minha faculdade, com meus amigos, familiares… com meu marido.

Soltei um riso bobo ao me lembrar dele. O cara que tinha surgido na minha vida do nada e que desde então tinha feito de tudo para eu ser feliz.

- Por que você acordou tão cedo?

Eu me virei rapidamente e olhei para a porta da sala, somente para encontrar um Edward ainda muito sonolento olhando para mim. Senti minhas bochechas corarem enquanto eu observava seus cabelos bagunçados, sua cara de sono, seu peitoral completamente definido, sua calça meio que caindo e mostrando a barra de sua cueca... Tanto tempo com aquele homem e ele ainda era capaz de mexer comigo como se fosse a primeira vez.

- Eu perdi o sono – dei de ombros, revirando os olhos para ele. – Não queria te acordar, então vim para cá passar o tempo.

Edward sorriu e assentiu, enquanto se aproximava de mim. Ele me abraçou por trás, me puxando mais para ele, me aquecendo com seu abraço.

- Em que estava pensando? – indagou, enquanto depositava pequenos beijos em meu pescoço.

Senti imediatamente cada pelo do meu corpo arrepiar e mordi o lábio inferior com um de força, na esperança de que assim eu poderia conter um gemido.

- Em você, em mim – comecei. – Renée... Como o tempo está passando depressa, em minha formatura...

Senti-o sorrir em meu pescoço, enquanto apertava mais seus braços ao meu redor.

- E você está feliz, baby? – ele indagou. – Ou se arrepende de ter tomado as decisões que te trouxeram ao agora?

Eu me virei um pouco, sem conseguir conter o meu sorriso. Revirei meus olhos para ele, enquanto enlaçava seu pescoço com os braços.

- Eu tenho você – murmurei. – E estou certa de tudo o que fiz. Tudo o que eu não teria feito se você não tivesse surgido em minha vida.

Edward abriu um sorriso lindo, daqueles que me faziam sorrir ainda mais automaticamente.

- Hmmm... – ele murmurou, me puxando para mais perto (se isso era realmente possível). – Eu já te disse que te amo hoje?

Eu franzi a testa, enquanto fingia que estava pensando.

- Não – brinquei, depositando um beijo leve em seus lábios. – Eu também te amo, baby. E muito.

Ele me beijou novamente, desta vez de forma mais profunda e calma. Ficamos durante alguns minutos ali, apenas trocando alguns carinhos, e eu simplesmente, quando nos separávamos para respirar, não conseguia parar de sorrir.

- Agora... – começou ele, passando sua barba de leve no meu pescoço. – Nós podemos ir tomar café da manhã… ou podemos voltar para o quarto mais um pouquinho... O que você acha?

Eu revirei os olhos imediatamente e me pus na ponta dos pés, tomando seus lábios em um beijo faminto e cheio de segundas intenções.

- Esta é uma boa escola – ele murmurou, quebrando um beijo apenas por alguns segundos, antes de colá-los novamente, ao mesmo tempo em que me pegava no colo e me carregava para o nosso quarto.

Enquanto ele me levava para lá, pensei na pergunta que ele havia feito, sobre eu me arrepender de ter tomado as decisões que me trouxeram ao presente...

Eu tinha amigos de verdade, meu pai, os Cullen – minha família, de coração, que eu amava tanto – e, principalmente, eu tinha ele. Meu Edward. Meu anjo.

O que mais eu poderia querer?

Notas finais
N/A: Olá, meninas lindas! Como vão? O que acharam do final, gostaram de tudinho? rsrs
Espero que sim, porque tudo foi escrito de coração. Sorry não ter postado ontem, mas né, nyah em manutenção, últimas ideias que surgiram de última hora... Editei o capítulo, aumentei um pouquinho (ou muito, mas ok) e aqui, enfim, está ele!
Sabem, enquanto eu escrevia o capítulo, notei uma coisa que saiu sem nem eu ter pensado no assunto... A Bella. A força que ela mostrou, o fato de lutar contra o ex-marido, sem aquele medo e vergonha que ela sentia no começo da fanfic. Achei isso tão lindo, que mostrou que ela tinha amadurecido e tudo o mais. E eu espero que tenham gostado também.
Ia postar a fanfic nova hoje, mas acredito que vou esperar até o epílogo (ou a cena extra, se é que vocês vão querer uma)... A gente se vê na semana que vem, ok?
E lá eu me despeço.
Até, até. Quem quiser spoiler, só deixar e-mail.
xx