Encantado

12 Capítulo Onze - Helping You


Notas iniciais
Ei, ei! Domingo chegou, Encantado também. Deem boas-vindas ao Charlie, haha ♥♥
A gente se fala mais na N/A, ok? Divirtam-se! ;*

Edward POV.

Foi extremamente difícil dormir naquela noite, tamanha era a minha vontade de que o dia seguinte chegasse.

Meus olhos temiam a ficar abertos, conferindo o relógio de cinco em cinco minutos, mas os ponteiros pareciam querer brincar comigo naquela noite.

Um minuto parecia demorar uma hora para passar.

Quando, enfim, amanheceu – e eu tinha conseguido cochilar um pouco –, levantei-me, correndo para o banheiro e tomando um banho quente, porém rápido. Enxuguei-me e me vesti, já pegando as chaves do carro e descendo até a cozinha. Comi a primeira coisa que vi na frente e parti.

Era hora de pegar Alice na casa dos meus pais.

Minha irmã esperava na porta e pulou para o banco da carona, um sorriso de orelha a orelha.

- Está bem agasalhado? – indagou, sem nem mesmo dar bom dia.

- Bom dia para você também, Alice – revirei os olhos, dando partida no carro.

Ativei o GPS, atento ao caminho, enquanto minha irmã praticamente quicava no banco ao lado.

- Eu pesquisei sobre Forks – disse. – Lá faz frio, ok? E chove o tempo todo.

Eu revirei os olhos.

A viagem durou um pouco mais de três horas. Não sabia se Bella iria aceitar Alice e eu na sua vida algum dia, mas eu precisava tentar. E mesmo que ela não aceitasse, mesmo que – por mais que meu coração se comprimisse só de pensar nisso – nunca mais nos víssemos, eu queria ter a certeza de que o pai dela soubesse que Riley batia na filha. Queria ter a certeza de que Bella iria ter alguém sempre ao seu lado, disposto a dar suporte e protegê-la.

Prendi minhas mãos no volante, o semblante dela voltando a minha mente. Sentia falta dela. Queria saber se ela estava bem, se estava tomando os remédios que o médico receitara.

Queria muito tê-la perto de mim novamente.

- E agora? – indagou Alice, quando enfim chegamos a Forks. – Como vamos fazer para descobrir aonde Charlie Swan mora?

Suspirei.

- Bom, ele é o chefe de polícia – dei de ombros. – É conhecido. Vamos parar em algum lugar para comermos e depois perguntamos a alguém.

Ela assentiu em concordância e voltou seu rosto para a janela, a procura de uma lanchonete, restaurante, qualquer lugar onde pudéssemos comer. Quando enfim achamos uma lanchonete pequena, estacionei e desci.

Parecia que todos ali estavam nos encarando.

Abri a porta do local, esperando que Alice passasse e entrei também, um pouco incomodado com o silêncio que tomou conta do local.

- Posso ajudá-los, queridos? – indagou uma senhora mais velha, sorrindo gentilmente para nós.

- Claro – sorri. – Nós gostaríamos de comer algo, por favor.

Ela nos guiou até uma das mesas mais afastadas e nos estendeu os cardápios.

- Sinto muito pelos olhares – disse, sorrindo. – É uma cidade pequena, as pessoas estão acostumadas com os mesmos rostos todos os dias.

- Eu entendo. – Alice sorriu também. – Não precisa se desculpar.

Nós fizemos nossos pedidos e conversamos enquanto esse não chegava. Comemos, em meio às mesmas conversas.

Na verdade, em meio a uma pessoa.

Bella.

- Não sei exatamente o que dizer ao pai dela – confessei.

- Como assim? – Alice indagou, dando uma mordida em seu sanduíche.

- Bem... – dei de ombros. – Eu chego e digo: “Oi, chefe Swan, sou Edward Cullen e sua filha apanha do marido”? Acho que não parece muito correto.

Alice assentiu.

- Talvez devêssemos nos apresentar primeiro como amigos dela – sugeriu. – Depois a gente pode pensar em algo.

Assenti também.

Quando terminamos, nos levantamos e fomos em direção ao caixa. A mesma mulher que nos atendera estava ali.

- A senhora pode me dizer aonde fica a casa de Charlie Swan? – indaguei, enquanto pagava a conta. – Preciso muito falar com ele.

Ela estreitou os olhos por um momento, mas assentiu.

- Claro, querido.

Levou-nos para fora da lanchonete e começou a explicar como chegávamos à casa do chefe de polícia da cidade.

- É uma casa de dois andares, bem simples, branca – disse. – Há uma caminhonete velha sempre estacionada do lado de fora da garagem, de um vermelho desbotado, que a filha dele costumava usar quando morava aqui. Não tem erro e qualquer coisa é só perguntar por aí, embora ache difícil se perder nessa cidade.

Ela soltou um risinho.

- Obrigado por tudo – sorri.

- Imagina – balançou as mãos. – Obrigada pela gorjeta, querido, e tenha um bom dia. Você também, querida.

Alice e eu nos despedimos e tornamos a adentrar o carro. Como ela disse, foi bem fácil achar a casa de Charlie. A caminhonete que ela mencionou estava de fato estacionada ali, o que me fez sorrir.

Por que será que eu definitivamente conseguia imaginar Bella dirigindo aquela caminhonete?

- Pronto? – Alice indagou, tirando o cinto de segurança.

Respirei fundo, focando meus pensamentos no que ocorrera nos últimos dias. A raiva que eu sentia cada vez que me lembrava de Alice me contando dos machucados de Bella, Alice e eu a vendo no hospital, Bella com o braço quebrado, tomou conta de mim e eu assenti imediatamente.

O pai dela provavelmente poderia ajudar, caso eu e Alice não pudéssemos mais.

- Vamos lá.

Desci do carro, assim como Alice, e caminhamos até a porta da frente, batendo gentilmente.

Ninguém respondeu.

- Talvez ele esteja trabalhando – minha irmã murmurou.

- Provavelmente – suspirei. – Vamos nos sentar lá no carro e esperar.

Ela assentiu.

Porque eu não iria desistir.

Só iria embora dali depois que tivesse falado com Charlie Swan.

Bella POV.

Passei o resto daquele sábado sozinha, estranhando o fato de Riley não ter voltado nem dado notícias. Decidi, porém, aproveitar tal fato, e dei uma estudada, além de conferir o meu dinheiro, que eu mantinha escondido.

O dinheiro que eu juntava para fazer faculdade.

E eu mal podia acreditar quando vi que faltava pouco – bem pouco – para poder fazer a prova e poder começar realmente a estudar em algo que eu amava muito. Não que eu não gostasse de trabalhar na confeitaria, mas meu sonho mesmo era dar aula para crianças. Sempre foi, desde quando eu era pequena.

Curti aquele dia o máximo que pude, aproveitando o fato de Riley não estar ali. Peguei-me implorando para que ele tivesse ido viajar novamente, mas não tive essa sorte.

Ele chegou pouco depois de meia noite, bêbado e partindo direto para o quarto. Agradeci imensamente por ele nem me notar ali.

Sentei-me no sofá assim que ouvi a porta do quarto batendo, suspirando pesadamente enquanto fitava o meu braço. O gesso ali só me lembrava ainda mais do que ocorreu desde que me casei com Riley.

Ele foi gentil desde o começo. Havia ido a Forks com um grupo de amigos, disposto a ir à praia, pescar e acampar um pouco. Eu estava lá junto do meu pai e de Billy, seu melhor amigo, como ia todo fim de semana.

Riley puxou assunto comigo quando nos encontramos para uma noite de fogueira. Ele tinha bons assuntos, me contando que era administrador de um negócio que tinha com um amigo e que viajava muito devido a isso. Eu contei que estava juntando dinheiro para poder freqüentar uma faculdade e ele me deu umas ideias bem legais de qual escolher.

Durante os finais de semana que se seguiram, Riley foi aparecendo cada vez mais. Ele era uma boa companhia, me divertia. E como uma jovem boba, achando que tudo seriam as mil maravilhas, caí no encanto dele.

Já havia beijado outros caras, mas nunca namorado. Quando Riley me pediu, em uma das noites de fogueira que ocorriam sempre em La Push, eu me vi dizendo sim. Parecia impossível acreditar que um cara como Riley parecia realmente gostar de mim.

Duas semanas depois, quando ele tentou avançar mais do que deveria, eu o parei. Era virgem e – por mais idiota e bobo que pudesse parecer na época – queria me manter assim até o meu casamento. Pensei que Riley riria de mim, me chamaria de boba e se afastaria, mas ele só se aproximou mais.

Ele parecia um rapaz ótimo, educado, bem-sucedido... E por mais que Charlie não fosse muito com a cara dele, eu continuei a namorá-lo, pensando que ele somente estava com ciúmes.

Só que depois do nosso simples casamento no civil, sem direito a um vestido de noiva e tudo aquilo que eu mais sonhava, Riley mudou. Completamente.

Estremeci, puxando os joelhos para cima, me lembrando da minha dolorosa primeira vez. Riley não fora cuidadoso, não tivera paciência, e eu perdi minha virgindade da pior maneira possível.

No começo, me mantive a mesma idiota apaixonada, pensando que ele pudesse mudar, que ele logo veria que estava errado, mas eu estava enganada.

Os tapas começaram do nada. Quando ele não tinha o jantar pronto quando chegava do trabalho, quando as coisas não saíam como ele queria. Aos poucos, fui conhecendo o lado bêbado de Riley e as coisas foram só piorando.

Até hoje.

Ele nunca tinha quebrado um osso meu, embora certa vez tenha torcido o tornozelo. Sempre fora cuidadoso com os lugares que escolhia e na frente de todos era um amor.

Hoje eu torcia para Riley encontrar outra mulher e quisesse se casar com ela, porque assim ele faria questão de se divorciar de mim, sem que eu precisasse enfrentar a vergonha de uma separação litigiosa, a vergonha de contar a muitos que meu próprio marido me batia e que eu era submetida a isso há quase um ano.

Respirei fundo, enfim me deitando no sofá e fechando os olhos. Queria mais do que nunca, agora, a companhia de Edward, Alice, a família... Pessoas que cuidavam de mim, que queriam o meu bem...

Peguei meu celular, abrindo a agenda telefônica e encontrando o número de Edward e Alice ali. Vi-me acariciando o nome de Edward na tela do já velho celular e suspirei pesadamente, tentando entender aquele sentimento no meu peito.

Por quê? Por que ele mexia comigo daquele jeito?

Joguei o celular com força debaixo do travesseiro e coloquei a cabeça nele, respirando fundo e me concentrando em dormir.

Queria muito ligar para algum deles, mas não podia.

Era melhor assim. Seguir em frente, concentrar-me nos meus estudos e rezar para que tudo aquilo acabasse.

Edward POV.

Alice e eu ficamos no carro, escutando músicas. Às vezes conversávamos, mas a maioria do tempo foi passado em silêncio.

Até que minha irmã o quebrou.

- Olha, uma viatura de polícia – disse, apontando para um carro que estava chegando e estacionando atrás da gente. – Deve ser ele.

Assenti, abrindo a porta do carro, de repente me sentindo nervoso. Alice também desceu e ficamos ali, parados, ao lado do carro, enquanto um homem vestido com seu uniforme. Seus olhos castanhos nos fitaram, os cabelos lisos, o rosto tomado pela barba.

Eu podia, se observasse bem, ver que Bella herdou alguns traços do seu pai. Perguntei-me se algum dia teria a chance de pelo menos ver a foto da mãe dela, assim eu poderia dizer com quem ela mais parecia.

- Boa tarde – murmurei, me aproximando lentamente. – Sou Edward Cullen e essa aqui é minha irmã, Alice Cullen. O senhor deve ser o Chefe Swan.

Estendi a minha mão de forma cautelosa. Para a minha surpresa, ele a recebeu com um aperto firme.

- Posso ajudá-los em alguma coisa? – indagou, fechando a porta do carro.

- Somos amigos da sua filha, Isabella – disse Alice.

- Aconteceu alguma coisa com Bella? – perguntou, seu rosto se franzindo, seus olhos arregalados.

Ele estava preocupado com a possibilidade de ter ocorrido alguma coisa com Bella.

- Não – neguei imediatamente. – Na verdade, só gostaríamos de conversar um pouco sobre ela, caso o senhor não se importe.

Ele nos fitou durante algum segundo, parecendo extremamente confuso, mas por fim assentiu.

- Venham – murmurou. – Vamos entrar. Lá podemos conversar.

Seguimos o pai de Bella até dentro da sua casa. Parecia extremamente arrumada para um homem que morava sozinho. Algumas fotografias estavam espalhadas pela sala e eu não pude me conter. Aproximei-me e percebi que a maioria delas pertencia a Bella.

Bella coberta de lama, aparentemente com uns 6 ou 7 anos, um sorriso – faltando os dois dentes da frente – tomando conta do seu rosto. Bella com o uniforme que eu julguei ser da escola. Bella em frente a um bolo em seu aniversário de 10 anos.

Havia várias fotos dela ali. Eu sorria cada vez que olhava uma.

- Bem... – Charlie começou, fazendo com que eu me virasse e o fitasse. – Vocês aceitam alguma coisa?

Nós dois agradecemos e negamos. Ele pediu que nos sentássemos e foi retirando seu cinto, guardou a arma e só depois se juntou a nós.

- Oh, chefe Swan, nos desculpe. – Alice disse rapidamente. – O senhor provavelmente está querendo comer, tomar um banho e...

- Não se preocupe com isso, criança – interrompeu, sorrindo um pouco. – Eu vim da casa de um amigo e já comi por lá. Quanto ao banho, posso esperar um pouco. Estou curioso, confesso. O que aconteceu com Bella para vocês virem até aqui?

Eu respirei fundo, tentando pensar em algo. Como começar a dizer aquilo?

Alice, percebendo meu estado, adiantou-se, o que eu agradeci.

- Bem – começou –, ela trabalha em uma confeitaria em Seattle, com uma mulher muito gentil, que de acordo com Bella, é amiga do senhor.

Ele assentiu.

- A Sue – disse. – E me chamem de Charlie, por favor.

- Certo – murmurou Alice. – Bom, Bella é realmente muito educada, simpática. Toda a minha família gostou muito dela logo de primeira. Nós nos aproximamos, começamos a conversar e logo eu a considerava uma amiga. Um dia, fui até a casa dela para chamá-la para sair... Ela aceitou e se virou para ir se trocar...

Alice respirou fundo, me fitando, sem saber se deveria dizer de uma vez. Balancei a cabeça, incentivando-a a continuar.

- Naquele dia eu vi umas marcas de cintos e mãos nela... Pareciam estar melhorando, mas eu soube o que acontecia com ela naquele momento.

Charlie abriu a boca e fechou diversas vezes, aparentemente sem saber o que dizer.

- Ela apareceu depois com hematomas por toda a barriga – continuou minha irmã. – E bem, agora está com o braço quebrado.

Eu observei Charlie, meio apreensivo. Suas mãos se fecharam em punhos e ele respirava fundo, seus olhos de repente fechados.

- Charlie? – chamei cautelosamente.

- Eu nunca confiei naquele canalha do Riley – sibilou. – Eu alertei Bella milhares de vezes, mas ela não me escutou...

Ele respirou fundo por diversas vezes, suas mãos ainda fechadas em punhos.

- Eu deveria matá-lo – grunhiu. – Deveria ir até lá...

Bem, eu conhecia esse sentimento.

- Charlie – murmurei –, eu posso entender que para você é difícil ver sua filha passar por isso e não fazer nada, mas acho que entende, não é? A não ser que Bella não queira denunciá-lo, nós não podemos fazer nada.

Ele assentiu.

- Eu vi Bella com o braço quebrado e acabei soltando que deveria bater no marido dela – suspirei. – Ela não sabia que eu sabia, então se afastou da gente... Recusa-se a denunciá-lo, se recusa a ver a mim e a Alice.

- E a gente quis vir aqui conversar com você – continuou minha irmã. – Queremos ajudá-la, mas estamos de mãos atadas. Não há muito a fazer.

Ele suspirou pesadamente.

- Eu entendo – disse por fim, suas mãos ainda fechadas em punho. – Agradeço muito por terem vindo até aqui. Bella e eu somos parecidos em muitas coisas, gostamos de guardar nossos problemas para nós mesmos...

Ele nos fitou, esboçando um sorriso triste.

- Não sei se fiz um bom trabalho com ela – continuou. – A mãe, Renée, a deixou quando ela ainda era muito novinha, pouco mais de um ano, e eu tive que virar entre o trabalho e a criação da pessoa que é a mais importante da minha vida.

Eu suspirei, um pouco surpreso por Charlie estar se abrindo com a gente daquela maneira.

- Sempre nos demos bem – sussurrou. – Brigávamos e tudo, mas Bella sempre fora responsável. Tirava notas boas, trabalhava em uma creche aqui, porque ela se recusava a aceitar meu dinheiro para ajudá-la com a faculdade e porque realmente sempre gostou de crianças. Foi uma boa menina, mas eu sei que ela sempre sentiu falta da mãe. Principalmente quando criança.

Eu prestava atenção a cada detalhe do que Charlie Swan dizia, porque conhecer um pouco mais sobre a história de Bella estava fazendo com que eu a conhecesse um pouco mais, mesmo que fosse através do pai dela.

- Ela chegava, quando pequena, e sempre me perguntava onde estava a mãe, por que todos tinham uma e ela não tinha. – Ele balançou a cabeça. – Fiz o melhor que pude, tentei protegê-la de tudo, mas aparentemente não fiz o suficiente.

Alice pegou a mão de Charlie e apertou, sorrindo um pouco para ele.

- Tenho certeza de que se saiu bem – disse gentilmente. – Mas é que realmente precisamos pensar em algo, precisamos pensar em algo.

Ele assentiu.

- Talvez eu devesse ir para Seattle – começou. – Passar um tempo com Bella, ficar por perto... Só acho que devo começar a ligar mais para ela, assim ela não desconfia de nada.

Sorri.

- É uma boa ideia – murmurei.

- Ah, Charlie – minha irmã se levantou –, importa-se de usar o seu banheiro?

- Claro – assentiu rapidamente. – Só subir as escadas, criança. É a porta do meio.

Ela sorriu e sumiu de vista rapidamente.

Então, Charlie Swan se virou para mim.

- Eu quero agradecer por estarem fazendo isso – disse-me. – É muito bom saber que Bella tem bons amigos, Edward.

Sorri mais uma vez para ele.

- Só estou fazendo o que posso para ajudá-la, Charlie – disse. – Quero que ela seja feliz e não acho que vivendo com aquele Riley isso possa acontecer.

Ele me fitou por alguns segundos, parecendo me fitar intensamente. Por fim, sorriu um pouco.

- Acho que você está apaixonado por minha filha, Edward – murmurou.

Eu desviei os olhos dos dele imediatamente.

Era assim tão óbvio?

- Sou – confessei. – Mas mesmo que um dia ela se separe do marido e não queria ficar comigo, eu vou respeitar isso, Charlie. Porque eu quero que ela seja feliz.

Ele sorriu.

- Por que você não apareceu um ano atrás? – indagou, rindo um pouco. – Talvez ela se apaixonasse por você e hoje estaria livre daquele canalha.

Eu ri um pouco também, desejando mais do que nunca que isso fosse verdade. Que isso pudesse acontecer.

Alice voltou pouco depois. Conversamos mais um pouco, combinando tudo o que seria feito, antes de nos despedirmos e voltarmos para Seattle.

Charlie e Alice sabiam que eu era apaixonado por Bella. Eu realmente já acreditava que minha família também desconfiava. Parecia óbvio demais.

Então, por que Bella não percebia tal coisa também e deixava que eu cuidasse dela?

Suspirei pesadamente, enquanto dirigia. Alice cochilava ao meu lado enquanto eu pensava em toda a conversa de hoje.

Eu estava cada vez mais apaixonado por Bella Swan.

E sentia que tal sentimento nunca iria parar.

Agora era torcer para que ela denunciasse Riley. Porque eu estava no meu limite. Não iria agüentar mais vê-la machucada e ficar parado, sem fazer nada.

Da próxima vez que ele a machucasse... eu iria agir.

Notas finais
N/A: Olá! :D Esse Edward, hein? Coisa fofa esse menino, gente! HAHA. E o Charlie? Será que no próximo capítulo ele vai fazer uma visitinha para Bella? Hein, hein? E se ele fizer, como será que Riley vai se comportar?
Bem, semana que vem vocês descobrem :D Quem tiver muito curioso, só deixar email que eu mando spoiler, ok?
E esse final... Edward não aguenta mais ficar parado sem fazer nada, então, bom, vou me calando e ficando por aqui.
A gente se fala mais no domingo que vem!
Besos ;*
N/B: aaaawn que bonitinho o Charlie ♥ Eu realmente só espero que as coisas melhorem pra Bella, ela é muito tapada e idiota, sério. Muito Maria do Bairro, se é que vocês me entendem. HAHA :D Enfim, só isso galera! Beeeijos ;*