Emotions: O Segredo da Corrente
6 Capítulo 5: A surpresa de uma Vadia
Notas iniciais
Capítulo 5: A surpresa de uma vadia
Hermione foi a primeira a acordar olhou Draco dormindo e lembrou da noite passada que lhe deu uma imensa alegria.
Ela se vestiu e decidiu terminar os troféus. Depois de um tempo — Hermione — ainda não havia terminado os troféus — o loiro acordou.
Hermione o ignorou enquanto se vestia, e Draco pela primeira vez ficou meio que sem o que dizer para uma garota depois de uma noite.
— Bom dia... — começou o loiro a falar meio sem graça mas com um sorriso no rosto. — Incrível! A Minerva ainda não veio mandar a gente sair...
— Pois é... — concordou Hermione com um sorriso enorme olhando seu reflexo no troféu que já estava limpando a um bom tempo. — Não faço ideia do motivo... Vai ver está muito cedo.
— Não... Daqui a pouco ela deve aparecer aí... Hermione? A quanto tempo está esfregando este troféu? Ele está um brinco! Com toda certeza ele vai ser o troféu mais bonito daqui...
— É, acho que há bastante tempo, porque este ainda é meu primeiro troféu... — respondeu ela olhando Draco pelo reflexo que também olhava para ela. — Mas, mudando de assunto... Sabe o que eu estava pensando? — o loiro negou balançando a cabeça. — E agora? Vamos dizer o que para os outros?
— Hmm, nada! — sibiliou — Ninguém precisa saber de nada... Quer dizer... Deixa ficar em segredo, tá?
— Foi o que eu suspeite que você fosse dizer... — comentou a castanha tirando o sorriso da cara. — Mas, como vai ser?
— Ah, não sei... — o loiro também tirou o sorriso da cara — É, que... Não me leve a mal, mas eu ainda não estou pronto Hermione... Todos vão ficar falando e tudo... Mas o que mais me preocupa são seus amigos chatos que você gosta; eles com certeza vão ficar com raiva disso... E... A minha mãe... Ela é grata ao que você, o Potter e o Weasley fizeram assim como todos nós, mas... Ela não vai gostar nenhum um pouco desta história... E meu pai está na cadeia, então... Bom, ele não faria diferença.
— Entendo... — assentiu a castanha ainda sem olhá-lo. — Mas... Então vai acabar tudo por aqui mesmo...? Ou... Sei lá! De alguma forma... — ela procurava as palavras certas para dizer o que ela pensava mas ela não conseguia dizer.
— Você está tentando dizer... Tipo escondido? — indagou o loiro com um abrindo um sorriso novamente.
— É... — a castanha assentiu e olhou para ele nos olhos pela primeira vez naquele dia. — Draco... Isto foi muito especial, não queria que acabasse... Entende?
— Entendo perfeitamente! — ele respondeu aumentando seu sorriso. Ela tentou dizer alguma coisa, mas Draco fechou sua boca com um dedo e depois lhe deu um beijo doce e macio nos lábios da garota.
— Mas... — disse Hermione falou terminando o beijo com um sorriso e com brilhos nos olhos — Então vamos fingir ser amigos? — perguntou ela. — Porque nossa corrente, afinal, se acabou. E não podemos contar a verdadeira história para ele!
— Dizemos que fizemos um acordo de não brigarmos e... — ele olhou para cima pensando um pouco e depois continuou — E que tinhamos e mente da diretora quebrar o feitiço, mas ele próprio acabou quando fizemos o acordo.
— Hmm... Boa mentira! — zombou. E ela voltou a beijar o loiro.
Os dois ficaram um boom tempo ali, até que a porta se abriu e eles tiveram que parar. Disseram a história para Minerva que não ficou feliz "por não terem virados amigos" mas, se apenas tivesse paz em seu colégio estava bom.
***
Hermione caminhou livre e com um sorriso enorme no rosto, o que para as pessoas era por ela estar livre de Draco quando na verdade era totalmente ao contrário.
— Olá pessoal! — disse Hermione feliz.
— Cadê seu encosto? — perguntou Ron abelhado.
— Estou livre dele! — comemorou fingidamente.
— Que bom! — alegrou-se Harry.
— Que péssimo! — irritou-se o ruivo — Você virou amigo dele? — aparentemente ele foi o único que lembrou disso.
— Bom, nós concordamos em parar de brigar, mas não em ser amigos! — contava a garota com um sorriso — E no dia seguinte pensávamos em contar isso para a Minerva e ela quebraria o feitiço. Mas aí, só quando concordamos o feitiço acabou. Nem precisamos virar amigos! Se era mesmo isso que você estava perguntando...
— É... Melhor, né? – suspirou um ruivo aliviado e com um sorriso para a garota.
— Hermione? – chamou a ruiva. – Mas... E... Aquilo? Sabe... Ele sabe!
— O quê? – perguntou em coro Ron e Harry.
— Arh... – suspirou Hermione preocupada. – Podemos falar com ele, para ele não contar.
— Ele vai acabar usando isso contra mim, eu sei disso...
— O quê? – repetiu os dois.
- Pode ser... – concordou a castanha encafifada. – E você, Ron? – ela mudou de assunto – Cadê seu encosto?
- Ahr.. . Estou livre dela também. – ele deu um meio sorriso sem graça.
Houve um grande silêncio entre todos. No corredor, Draco passou por eles, e quando olhou a ruiva comendo não pode evitar de perturbá-la. Na verdade sua intenção era chamar a atenção da castanha.
- Ei, bolinha de fogo! – chamou Draco para Ginny – Lembre-se, você deve comer por dois, e não para dois!
Ginny abriu a boca irritada, e seus olhos encheram de lágrimas. A castanha mais que imediatamente se levantou e olhou para ele com advertência nos olhos.
— Qual é a sua garoto?! – gritou a castanha realmente irritada. – Você é totalmente ridículo, sabia? Não sabe guardar um segredo? Urghs! Idiota! – mas a voz da garota, sem que ela ficava irritada fica extremamente alta, então fez eco em todo o salão.
— UUh, que medo! – ela abriu um sorriso vencedor e sedutor. – Vamos lá, nós concordamos em não brigar mais! Eu só fiz uma brincadeira! – ele soltou uma gargalhada alta, e todos do salão olhavam para eles, quando ele terminou e olhou com seus olhos azuis para a castanha, ela mais que depressa socou sua cara que fez todos do salão soltarem gritos e o garoto caiu no chão, colocando sua mão no rosto.
— Que manhã divertida! – zombou Ron feliz pelo soco.
— Ah, cale a boca, palha enferrujada! – reclamou o loiro. – Você me paga sua sangue ruim nojenta! – falou o loiro fingindo ter um tom sério, embora ele tivesse conseguido o que queria.
No final do corredor, Minerva olhou para eles e eles entenderam perfeitamente que era para seguir ela.
***
- Mas o que foi isso, hein? – perguntou a diretora indignada. – Eu não acredito nisso! Todos nós queremos paz, entenderam? Isso está ficando impossível já! Tem que acabar!
- Foi ele quem começou diretora! – falou a garota chorando. Embora ela tentasse conter as lágrimas não conseguiu.
- Não fui eu quem te dei um soco na cara! – protestou o loiro, mostrando raiva na voz, embora por dentro houvesse arrependimento.
— Silêncio! – exclamou a diretora – Não tenho escolhas. Vocês vão ficar com a corrente novamente. E desta vez até serem amigos! Não irá falhar!
Os dois se entreolharam, e Hermione tinha raiva em seus olhos cobertos de lágrimas e o loiro apenas pesar.
— Vocês intercalarão. – falou a diretora. – Um dia a Senhorita irá dormir na casa da Slytherin e no outro o Senhor irá dormir da casa de Gryffindor. – a diretora pegou sua varinha fez o feitiço e mandou eles se retirarem.
Eles passaram a tarde toda calados. Draco queria se explicar, mas sempre quando a oportunidade lhe aparecia ela não demonstrava algum interesse em saber, e assim ele parava de falar. Apenas a noite, que Hermione foi falar com ele.
— Você vai dormir hoje na minha casa. Não quero ficar na Slytherin. – a castanha decidiu.
— Minha opinião não importa?
— Claro que não. – respondeu fechando o livro.
— Desculpa. – pediu o loiro. A castanha olhou para ele pela primeira vez em horas. – Eu queria chamar sua atenção, e fiz da pior forma... Sou um idiota.
— É mesmo. – concordou a garota. Ela abriu um sorriso e olhou em volta para ver se alguém estava por volta. – Você me assustou. Pensei que tivesse sido tudo... Falso.
— Não! De jeito nenhum... É, quê... Na verdade realmente queria arrumar briga, para irmos para outro lugar... Mas, acho que peguei pesado.
— Muito! – concordou a castanha em tom de advertência. – Mas eu perdoo. – Ela abriu outro sorriso, maior do que o outro e lhe deu um beijo doce e macio.
Eles terminaram de se beijar depois de um tempo, todos dois com sorrisos enormes na cara e com os olhos brilhando até que o loiro sussurrou:
— Nós dois... Ninguém poderia imaginar amor mais estranho.
— Amor? – a castanha abriu um mais seu sorriso. – Não esperava ouvir isto de você... Mas gostei de ouvir... Ei, temos que ir. Como disse vamos para Gryffindor hoje. – ela se levantou e começou a andar.
— Claro Madame. Seu desejo é uma ordem. – e ele a seguiu.
***
Eles dois entraram, e todos já estava dormindo. Menos Harry e Ginny.
Ginny chorava muito e Harry estava mais pálido do que o normal, apenas abraçando Ginny.
— O que ele está fazendo aqui? – pergunto Harry um pouco irritado.
— Ele vai ter que ficar comigo hoje... – respondeu Hermione com uma voz acolhedora já sabendo o que tinha acontecido. A castanha tentou controlar suas lágrimas, mas acabou derramando algumas.
Draco ficou um tanto desconcertado com a cena, realmente não sabia o que dizer. Ele se abaixou no chão, e ficou sentado no canto da sala junto a Hermione.
Depois de um tempo Harry e Ginny foram para seus quartos, já que naquela sala Hermione e Draco que dormiriam ali.
***
Na manhã seguinte, ao acordar, alguns Gryffindors ficaram um pouco enojados ao ver Malfoy ali, mas ignoraram-nos dormir ali. Hermione acordou primeiro, e apesar de ter adorado vê-lo dormir, tevê de acordá-lo.
— Ei... Tá na hora, ô Bela Adormecida... Acorda... – disse ela com carinho.
— Hmm... Mas tá tão bom este soninho... – resmungou abrindo um sorriso, embora seus olhos ainda tenham ficado fechados...
— O que é isto? – perguntou Ron ao ver Hermione com suas mãos em cima de Draco.
— AGORA VOCÊ MORRE SEU SLYTHERIN NOJENTO! – gritou Hermione de repente apertando o pescoço de Draco.
Ron riu. Draco demorou 2 segundos para entender, as ao perceber empurrou Hermione xingando ela.
— Sua sangue sujo nojenta! Não encoste em mim!
— Ei! – Ron interviu. – Não ouse usar este tom de voz com Hermione. – falou o ruivo se colocando entre os dois. – Nunca faça nada de errado com ela, ou te mato... Eu juro! Se você fizer ela sofrer novamente eu te mato!
Draco apesar de ter apenas interpretado o ódio por Hermione, sentiu uma raiva dentro de si enorme ao olhar nos olhos azuis do ruivo. Ao perceber que ele ainda amava Hermione.
— E quem te chamou Weasley? – perguntou Draco com ódio e desdém.
— Não se trata de quem me chamou Malfoy. E sim de com quem você estava falando.
— Ron... É, obrigada por me defender. – falou Hermione desconcertada. – Tem gente que não mede palavras mesmo! – ela mudou o tom de voz ao olhar Draco, embora Draco tenha entendido que era mentira. – Bom, agora temos que ir para o salão, né? Vamos tomar café.
— Eu irei te acompanhar, Hermione. – falou Ron. – A sua companhia não parece ser muito agradável. Precisa de um amigo. Tudo bem? – ele abriu um sorriso.
— Claro! – ela respondeu com outro sorriso e deu as mãos para Ron.
Irritado Draco os acompanhou andando atrás de Hermione até o salão comunal e eles sentaram onde Hermione sentará todos os outros dias anteriores aqueles: junto com seus amigos.
— Oi Harry, Oi Ginny. Estão melhores? – perguntou Hermione preocupada.
— Melhores? – indagou o ruivo. – Por quê? Eles estavam mal? – e os três se sentaram.
— Ah Ron... É que nós estamos mal na matéria de poções, sabe? – mentiu Ginny.
— Bem feito! Jogaram o livro do Snape fora... Haha! Harry era ótimo com aquele livro.
— É, pois é... – concordou Ginny sem animação. Harry e Ginny estavam abraçados a todo tempo, mas em nenhum momento abriam sorriso, como normalmente faziam.
— Ronald, precisamos conversar! – falou a loira de cabelos cacheados.
— É? E se eu não quiser conversar com você? – respondeu o ruivo sem olhar para ela.
— É importante. – ela fala severamente. – E precisamos conversar em particular.
— Meus amigos vão querer saber depois e eu irei contar. Então, poupe-me os meus esforços em contar para eles e diga-nos agora. – falou o garoto bem calmo e desinteressado. A presença da loira incomodava a todos.
— Irá se arrepender... – disse ela.
Ron revirou os olhos e pegou seu suco de abóbora para beber.
— Eu estou grávida. – disse ela convicta daquilo.
Notas finais
"- Mas o que você tem, afinal? perguntou o loiro.
- Como assim, o que eu tenho?! ela gritou com ele. Não tinha ninguém perto deles há pelo menos uns 10 km. Você sabe que eu o amo desde o segundo ano, Draco!
O loiro sentiu raiva ao ouvir a castanha dizer aquilo, mas não disse nada que pudesse magoá-la. Sabia que não devia. Depois de um tempo, sentou-se do lado da garota, e puxou seu rosto para poder vê-la.
- Ei... ele disse segurando o queixo da castanha. Agora eu estou aqui, tudo bem? Não precisa mais sofrer por ele. e a abraçou.
- Eles vão se casar... chorou ela no colo de Draco.
-Esquece aqueles babacas. falou o loiro fazendo carinho em sua cabeça. Agora somos apenas nós."
Esta é minha cena favorita deste capítulo *_*
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