Emotions: O Segredo da Corrente
7 Capítulo 6: Compromissos
Notas iniciais
Capítulo 6: Compromissos.
O suco de abóbora foi cuspido pelo ruivo. E ele entrou em uma tosse forte e que não parava.
Todos da mesa estavam extremamente assustados com o que a loira acabara de dizer. Hermione estava com uma mistura de sentimentos incrível, Harry assustado com a coincidência e Ginny tinha uma forte vontade de matar Lavender. Draco tinha surpresa dentro de si, mas não se abalou muito.
— Mal de família... – sussurrou Draco, porém os outros ouviram. Menos Ron que ainda tossia. Os outros se irritaram extremamente com o comentário de Draco, mas ignoraram-no.
— Então, agora quer conversar em particular? – perguntou Lavender com cara de nojo.
Ron se levantou tremendo nervoso com que ela acabara de dizer, e depois seguiu a loira.
Hermione e Ginny se olhavam caladas por alguns segundos, e depois de uma conversa calada, apenas de olhares as duas levantaram e começaram ir em direção a eles. Draco, claro foi puxado por Hermione, mas Harry ficou no seu lugar, então Ginny voltou e puxou seu namorado.
— A gente precisa de uma corrente daquelas... – brincou a ruiva puxando Harry e voltando a seguir Hermione.
***
Eles entraram no banheiro feminino em silêncio para que Ron e Lavender não os ouvissem, e ficaram escondidos na entrada calados apenas ouvindo.
— E como você tem certeza? – perguntou o ruivo com medo na voz.
— Eu fiz o teste, ué? A questão é: Você vai assumir, ou vai embora tentar reconquistar a nojentinha lá e me largar sozinha.
Hermione sentiu uma pontada de raiva do seu xingamento, porém um frio na barriga ao ouvir ‘tentar reconquistar’.
— Estou esperando a resposta, Ronald. – falou a loira seca.
— Isto está errado! Deu... Deu... Alguma coisa errado neste teste!
— Ronald, meu amor. É um teste bruxo! Não dá errado... Talvez se fosse a sua amada trouxa, lá... Né?
— Não fala mal dela! – exaltou-se o ruivo, porém ainda triste. – Olha Lavender... Desde o início você sabia que eu não te amava que era apenas para deixar Hermione com ciúmes... Então... Você sabe perfeitamente que eu não te amo.
— Sei... – falou ela com a voz melosa. – Mas a minha pergunta não foi essa.
— Porém... Eu não vou ser covarde em não assumir um erro meu.
— Erro? Ronald! Estamos falando de uma criança! Como pode chamar a criança de erro?! – exaltou-se a loira.
— Porque foi um erro Lavender! Foi um erro o que a gente fez. – ele também levantou a voz. – Se era tudo uma armação em nenhum momento precisávamos ter feito isso. Mas fique tranquila... Nunca irei te amar, mas esta criança será muito amada por mim e por toda minha família.
— Ron... – chamou a loira chorando. – Como você quer eu fique feliz ao ouvir isso? Seremos uma família terrível. Pais que não se amam? Assim é melhor meu filho nem saber quem é o pai.
- Nosso filho será a criança mais feliz do mundo Lavender. – disse ele com uma voz confortadora. E abraçou a amiga. – Não posso mentir para você, Lavender. Sabe que eu amo a Hermione. E talvez isso nunca mude... Mas prometo te fazer feliz eternamente... E quando tivermos brigas, nosso filho nunca verá, assim seremos felizes sempre.
Ginny e Hermione estavam chorando com as palavras doces e românticas do irmão e do amigo. Draco e Harry estavam desconcertados ainda, porém estavam um tanto comovidos com a bravura de Ron.
- Não posso prometer te amar. – voltou a falar. – Mas tentarei. E sempre te respeitarei certo? As pessoas a nossa volta acharão que realmente somos um casal perfeito... – ele se calou por um tempo. – Se seremos... Eternos amigos, que com tempo se amarão.
- Você irá me amar, Ron? – a loira perguntou.
- Não posso te prometer isso... Mas irei tentar. E sempre te amarei como amiga, pelo menos.
- Queria que ela nunca existisse... – falou a garota.
- Não diga isso... Hermione não tem culpa de nada! Vamos combinar assim... Não falaremos mais nada sobre ela. Certo?
- Perfeito! – disse a loira parando de chorar. – Eu te amo, Ronald Weasley. E sempre vou te amar.
— Nós iremos nos casar, e será eterno. – terminou o ruivo.
Hermione virou-se e saiu do banheiro praticamente correndo e segurando o seu choro. Draco tentou acompanhar seus passos mais estava difícil. Ela se jogou no chão de baixo da árvore, onde ela de costume estudava tentando esquecer Ron, e claro chorava.
— Mas o que você tem, afinal? – perguntou o loiro.
— Como assim, o que eu tenho?! – ela gritou com ele. Não tinha ninguém perto deles há pelo menos uns 10 km. – Você sabe que eu o amo desde o segundo ano, Draco!
O loiro sentiu raiva ao ouvir a castanha dizer aquilo, mas não disse nada que pudesse magoá-la. Sabia que não devia. Depois de um tempo, sentou-se do lado da garota, e puxou seu rosto para poder vê-la.
— Ei... – ele disse segurando o queixo da castanha. – Agora eu estou aqui, tudo bem? Não precisa mais sofrer por ele. – e a abraçou.
— Eles vão se casar... – chorou ela no colo de Draco.
-Esquece aqueles babacas. – falou o loiro fazendo carinho em sua cabeça. – Agora somos apenas nós.
E os dois passaram o resto da tarde ali. E quando chegou a noite, continuaram ali. Na verdade dormiram ali. Abraçados, um aquecendo o outro.
***
— O que deu em vocês dois? – perguntou a ruiva comendo um biscoito, e acordando os dois. – Dormiram aqui fora... E abraçados! Olha... Vou dar a chance para vocês de me contarem a verdade... E eu com base nisso invento uma mentira para os outros que viram esta cena embaraçosa. Andem! Eu tenho todo o tempo do mundo.
— Contar o que Weasley? – bravejou o loiro.
— Ora, o motivo de vocês terem dormindo aqui fora e estarem abraçados.
A castanha e o loiro se olharam, e quando viram que estavam abraçados se empurraram automaticamente interpretando para a ruiva.
— Certo, só que este teatrinho de vocês não cola pra mim. Eu, diferente de todos os outros percebi desde o primeiro dia a mudança de olhar de vocês. Quero a verdade. Sei que não se odeiam mais. – e ela mordeu seu biscoito olhando os dois com um sorrisinho de quem estava adorando o sabor do biscoito.
— Weasley, convivência faz isso com as pessoas. – respondeu o loiro.
— Aham. Faz se apaixonar, certo?
— Não. Faz se aturar! – disse Draco. — A prova disso é a corrente.
— É, a corrente realmente ainda é um dilema para mim, porém... Sei que tem fubá por baixo dessa tapioca... Tá mas eu vou descobrir, mesmo que não me contem. Porém, aqueles fofoqueiros lá atrás vão voar em cima de mim para saber o que vocês estão fazendo e eu não tenho ideia do que dizer... Então eu vou dizer o que eu acho: ‘Olha, eles se apaixonaram, sabe?’...
— Não! – gritaram os dois.
— Por que o medo? Afinal, é mentira... Hermione, você não é aquela que diz: ‘mentiras sobre mim não me abalam, por isso irei ignora-las’ e blá, blá... – eles se encaravam em silêncio. – Olha, posso ficar aqui o dia todo... – ela olhou para Hermione e sentiu um pouco de tristeza. – Não sabe como me magoa Hermione, saber que confio tudo em você e você não confia nada em mim. Tudo bem, eu invento alguma coisa para aqueles babacas.
A ruiva se levantou e antes que pudesse ir embora, Hermione a chamou.
— Espera... Temos uma coisa para contar. – Hermione olhou para Draco, que não parecia nada feliz com o que ela pretendia fazer.
A ruiva voltou e sentou-se novamente olhando para eles.
— Ginny eu e Draco... – começou a castanha, mas antes que pudesse terminar Ginny a interrompeu.
— Já sei que são amigos, ok! Há, só precisava ter a certeza. – ela riu feliz. – Aquele papo de acordo para parar de brigar não me convenceu. – os olhos da ruiva brilhavam. – Aposto que viraram amigos, mas não querem que os outros fiquem falando, aí depois que saiu do castigo o Draco fez aquela piada ridícula sobre meu segredo, mas tudo bem. Aquilo ficou bem real. Eu gosto da ideia de sermos amigos, certo? Ah, me realizei agora. – e a ruiva estava com um sorriso enorme na cara olhando-os.
— Puxa! – Hermione arfou aliviada. – Como você adivinhou? – ela pareceu bem sincera para Ginny, mas na realidade ria por dentro de si.
— Há, sou demais amiga! – ela se levantou e foi embora.
Quando ela estava bem longe olharam um pra cara do outro e começaram a rir.
— Nossa! Nos safamos legal! – Draco falou rindo. – Imagina se descobrisse que estamos namorando. – e ele voltou a rir.
Hermione parou de rir, e ficou olhando para cara de Draco com um sorriso. Quando o loiro percebeu que ria sozinho, parou um pouco constrangido, e também começou a mirá-la.
— Estamos namorando? – perguntou ela.
— Bom... – ele falou um pouco desconcertado.
— Meu Draquinho! – e a castanha se jogou em cima dele abraçando-o e fazendo com que eles caíssem. E ela o beijou.
— Ei, sua louca! – falou ele rindo. – As pessoas vão ver!
— E qual o problema? Deixe todos saberem! – ela comemorou feliz.
— Não... – ele mudou sua feição. – Olha, não quero que fiquem falando sabe?
— Ah, ignore-os. Deixe-os, e depois não falaram mais nada. Daqui a pouco vão saber de Ron e Lavender e nós vamos parar de ser o centro das atenções.
— Não me leve a mal, Hermione. Mas eu realmente não quero. Se a minha família descobrir vai ser terrível.
— Arh. – ela ficou um pouco decepcionada, mas aceitou.
— Ei... – o loiro chamou. — Como será que vamos quebrar esta corrente de novo, hein?
— Eu não sei. Se antes tínhamos que ser amigos, e já erámos amigos... Tivemos que nos tornar namorados... E agora que somos namorados... Teremos que nos casar? – indagou a castanha calmamente. Quando a garota percebeu suas palavras arregalou os olhos, e mirou o loiro que também parecia tão assustado quanto ela.
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