Emo-ções - Por Todos Os Motivos Errados
7 Capítulo 7: Primeira - e não última - vez.
Na hora do jantar fiz como minha mãe sugerira e pedi uma pizza; uma enorme pizza. Sentamos a mesa da cozinha para comer, um de frente para o outro. Sei que um adolescente normal comeria em qualquer outro lugar da casa, mas eu realmente não consigo fazer isso. Tanto a comida quanto a bebida ficam desequilibradas, caindo por toda minha roupa e estragando-a.
O silêncio começara a me incomodar. Enfatizo bem o “me”, pois Matheus não aparentava nem um pouco de desconforto, devorava seu pedaço de pizza com uma felicidade beirando ao infantil.
-Está gostando da pizza? – perguntei ironicamente, pois suas atitudes o denunciavam. A intenção era somente começar um diálogo, pois a voz descontraída de Matheus soava a meus ouvidos de forma tão agradável...
Matheus levantou-se, chamando minha atenção. Ele arrancou um pedaço da pizza com os dentes e colocou parte dela para fora da boca, aproximando-se de mim. Chegou perigosamente perto de meus lábios, sorri ao entender suas intenções e mordi a pizza, contudo, mais gostoso do que a pizza eram seus deliciosos lábios...
Ao invés de retornar a cadeira que ele ocupara anteriormente Matheus puxou uma ao meu lado, sentando-se ali, erguendo um de seus joelhos para próximo de seu tórax.
-É boa... Paga pela noite – ele debochou, sorrindo sarcasticamente.
-Agora você virou garoto de programa e tem que ser pago? – rebati, entrando na brincadeira. Matheus fingiu estar ofendido.
-Hey! Só para você saber, sou um dos melhores.
-Tanto que é pago com comida...
Rimos juntos. Matheus continuou a comer a pizza, mas eu realmente já saciara minha necessidade fisiológica por comida. Servi-me mais um pouco de coca-cola e beberiquei o refrigerante.
-Está nervoso? – Matheus me perguntou concentrado em sua comida. Eu fiquei a fitá-lo.
-Sim – admiti. Por mais que eu pensasse no que aconteceria, em nenhum momento consegui manter a calma. Matheus era uma pessoa física e ele está aqui, ao meu lado. Não consigo me concentrar porque sempre me recordo de que Matheus não faz nem ideia do que estou pensando, de todas as perversidades que passam por minha mente tão perversa e impura...
-Isso é normal. Na verdade, seria estranho se você não estivesse nervoso. Então, mesmo com essa inquietude dentro de você, tente não ter medo. – Falando assim Matheus realmente parecia ser um expert no requisito sexo.
-Você poderia me distrair um pouco contanto algumas coisas... – disse com um sorriso malicioso nos lábios, com segundas, talvez até terceiras intenções...
-O que você quer saber? – Matheus perguntou sorrindo, sem se importar com meu olhar intimidador.
-Como foi a sua primeira vez.
-Horrível e traumatizante.
Fiquei boquiaberto, piscando mais seguido do que o necessário. Matheus somente riu.
-Brincadeira, estou exagerando, não foi tão horrível assim. Só... Não foi maravilhoso. Foi como somente mais uma noite para o garoto, ele não se importou se era minha primeira ou qüinquagésima vez. Foi somente sexo.
Fiquei a fitá-lo, tentando entender o que ele sentia. Matheus parecia dar pouca importância as suas próprias palavras, como se a pizza fosse mais importante.
-Por causa do garoto ou por sua causa?
Ele finalmente acabara com aquele maldito pedaço de pizza que me inquietava. Levantou-se.
-Por causa de Alex. Foi com ele minha primeira vez. – Matheus rumou até a cadeira na minha frente onde se sentara no início do jantar. Sentou-se ali e pegou o copo de refrigerante ali perto.
Limitei-me a apenas observar suas atitudes. Ele bebia de forma semelhante a que comia, atos estes que me intrigavam. Nunca presenciei alguém com atitudes como as dele.
-Mi c... Lucas sabe?
-Não. Mas não é algo com que eu deva remoer e me flagelar mentalmente. Quando ficava com Alex Lu ainda não gostava dele.
-Quero saber mais – pedi, com uma curiosidade nada característica minha. Tentei não ser intrometido, mas eu daria a Matheus todos os detalhes de minha primeira vez, pois ele participaria dela. Sendo assim, ele me devia isso.
De qualquer forma, ele pareceu não se importar em ter de me contar momentos íntimos de sua vida pessoal. Matheus sorriu e apoiou um cotovelo na mesa, apoiando seu queixo na mesma mão do cotovelo. Concentrei-me em seus olhos. Aqueles olhos verdes clarinhos aparentavam demonstrar até a alma dele. Não parecia esconder segredos e nem possuir ódio e rancor. Alguém realmente pode ser assim? Tão transparente e sem sentimentos raivosos que gritam alto, ambicionando serem libertados até tomarem conta de toda a alma da pessoa?
-Foi com Alex e ele não se importou em ser minha primeira vez. Me tratou como apenas mais um, como se nem fosse virgem. Doeu muito, demais e ele não me deixou ficar por cima. A pulseira de espinhos dele me machucava constantemente e ele tem um piercing na língua. Odiei sentir aquela bolinha chata em contato com meu corpo constantemente, principalmente em meu mamilo. Que mais...? Ah, e achei horrível transar com camisinha. É... – ele abriu ambas as mãos, distorcendo a face em uma careta de total nojo. –Não sei como explicar, só achei horrível. Mas foi isso que me salvou, pois Alex já transou com tantos garotos que tenho quase certeza que ele contraiu alguma doença.
Escutei a cada uma de suas palavras pasmo. Com certeza eu nunca teria a coragem de Matheus para contar detalhes tão íntimos assim, com tamanha facilidade. Tal linha de raciocínio minha se seguiu, chegando a um ponto crítico: Matheus também contaria detalhes de nossa noite para os outros?
-O que acontecer conosco, você irá contar para os outros fácil como me conta sobre sua primeira vez?
Novamente ele sorriu. Matheus sorri demais.
-Não. Não conto porque sei que você não quer. Comigo e com Alex foi somente uma noite como qualquer outra para ele sendo que, para mim foi especial. Ele não se importa que eu conte.
Tentei sentir pena de Matheus por perder sua virgindade em uma noite tão ruim como ele contou, mas não consegui. Ele não parecia triste e nem demonstrava nenhum sentimento ruim, sendo assim não pude me comover.
Anteriormente, quando Matheus me perguntara se eu confiava nele eu menti. Eu confio nele, afinal, mesmo não querendo.
-E então Bryan, pronto?
Movimentei minha cabeça em sinal afirmativo. Senti o nervosismo nascer em meu peito, espalhando-se rapidamente pelo resto de meu corpo, deixando-me tenso. Limitei-me a apenas assistir seus movimentos enquanto Matheus juntava os copos e os levava para a pia. O resto da pizza ele deixou na caixa, tapando-a. Rapidamente ele arrumou a mesa e dirigiu-se a geladeira, segurando a garrafa de coca-cola que continha um pouco mais de um palmo dentro.
-Posso? – ele pediu. Eu autorizei com mais um aceno de cabeça. Matheus abriu a geladeira, guardou o refrigerante e retirou de lá uma garrafinha cinza que ele trouxera de casa. Dês da primeira vez em que eu vira aquela garrafinha fiquei intrigado com seu conteúdo, mas por ela possuir cor não pude ver o que havia dentro. Matheus voltou-se para mim. –Vamos?
Levantei-me e segurei em sua mão, sendo guiado para a escada. Subimos e Matheus me levou para meu próprio quarto, o qual ele já conhecia a localização. Senti-me... Frustrado. Todo aquele clima só me deixava nervoso, nada de tesão. Sei que ainda nem entramos no quarto, mas estou um pouco chateado com a falta de clima quente e excitante.
-Sente-se. – Assim o fiz e me sentei. Matheus largou a garrafa na mesinha ao lado de minha cama e ajoelhou-se entre minhas pernas. –Esqueci de comentar, o fato de sua cama ser de casal é ótimo.
-É porque minha mãe não esperava que eu viesse morar com ela, então não tinha um quarto pronto. Sendo assim acabei ficando com o antigo quarto de hóspedes.
Matheus sorriu sem me fitar. Levou suas mãos a minha pulseira quadriculada preto e branca e retirou-a, junto a várias outras fininhas de couro que eu tinha no mesmo pulso. Em seguida retirou meus vários anéis, subindo para meu pescoço e retirando meus dois colares, um com uma estrela de seis pontas contornada por um círculo e a outra com uma caveira. Largou tudo na mesinha e começou a retirar seus próprios acessórios, inclusive seus piercings, um do nariz e outro da sobrancelha.
Continuo frustrado com a falta de clima.
Mas, afinal, o sexo é uma brincadeira a dois, não? Imerso em tais pensamentos eu mesmo retirei meus all star juntamente com a meia, seguindo direto para meu casaco retirei-o e joguei-o no chão mesmo. Arrastei-me para o centro da cama e sentei, apoiando meu peso nas duas mãos atrás de meu corpo.
-Matheus – chamei por seu nome arrastando um pouco a voz. Serei sincero, me senti ridículo. Torço veementemente para que ele não ria.
-Que foi Bryan? – ele perguntou sorrindo inocentemente, como se não houvesse percebido a diferença em minha voz. De pé, Matheus retirava os tênis, puxando-os um com o outro pé.
Segurei-me para não fazer uma careta e continuei com minha expressão de simplicidade.
-Terei de ficar esperando? Sinto meu corpo quente. – Sabem quando você se sente completamente ridículo por dizer algo vergonhoso? Neste exato momento sinto-me assim e a vermelhidão de meu rosto demonstra claramente. Se eu pudesse voltar atrás e enfiar as palavras de volta em minha boca...
Matheus subiu devagar no canto direito, aos pés de minha cama. Engatinhou para perto de mim, sorrindo como se ainda não entendesse nada.
-Mesmo? Mas eu acho que terei de esquentar um pouco mais...
Ele chegou bem próximo de mim e colocou uma de suas mãos em minha coxa, provocando-me um arrepio gostoso. Fiquei a fitar seus lábios enquanto estes vinham ao encontro dos meus até finalmente beijarem-me. Este com certeza fora um beijo mais quente, pois Matheus já foi direto metendo a língua, esfregando-a na minha e em cada canto de minha boca, movimentando-a de forma quente e sensual. Sua mão esquerda acariciava minha coxa por sob a calça, apertando-a levemente. Comecei a jogar meu quadril na direção de sua mão, pois não poder sentir seu toque diretamente em minha pele era decepcionante.
Aquele seu beijo estava realmente diferente. Seria muito estúpido se somente com um beijo quente e algumas carícias próximas de minha coxa eu já estivesse me animando? Mas infelizmente a falta de ar já estava incomodando meus pulmões, sendo assim necessariamente eu tive de interromper nosso beijo. Os lábios de Matheus escorregaram pela minha bochecha, aproximando-se de minha orelha e mordiscando levemente a parte de trás desta, próximo ao lóbulo. Senti seu hálito quente bater ali, fazendo um calafrio percorrer minha espinha e um suspiro satisfeito escapar por meus lábios.
-Deite-se Bryan – ele sussurrou seu pedido tão suavemente que nem o ouvi, limitei-me a ficar admirar sua voz. Somente percebi o que ele queria quando senti suas mãos nas minhas, puxando-as, obrigando-me a apoiar minha cabeça no travesseiro.
Uma de suas mãos foi para meu cabelo, emaranhando seus dedos ali, porém sem puxar. Seus lábios foram para a curva de meu pescoço, enquanto sua outra mão tocava em minha barriga por baixo da blusa. Pele a pele, e desta vez ambas nossas temperaturas se encontravam elevadas. Matheus não esperou muito e foi logo subindo sua mão para meu mamilo, passando a ponta dos dedos ali, enquanto seus lábios trabalhavam em meu pescoço, beijando e lambendo. À medida que ele ia lambendo e beijando, como conseqüência ele acabava por ter de fechar os lábios. Não demorou muito para que os beijos se transformassem em chupões.
-Mais forte – pedi com um suspiro, entorpecido demais pelas sensações e pela aceleração de meus batimentos cardíacos para ouvir minha própria voz.
Nem eu mesmo ouvi meu pedido, mas Matheus ouviu. Logo, os chupões se tornaram mais fortes, com seus lábios fazendo uma sucção gostosa em meu pescoço. Os dentes foram incluídos, mordiscando minha pele quente de forma não tão suave. Um de seus braços envolveu minha cintura, erguendo meu troco enquanto que, com a outra mão ele subia minha camisa, tendo minha ajuda para retirá-la.
Assim que recostei minha cabeça no travesseiro novamente Matheus lambeu meu mamilo, sem cerimônias. Acabei por descobrir que tal parte de meu corpo é realmente muito sensível. Tranquei um gemido em minha garganta, não querendo soltá-lo no ar. Pelo menos, não ainda. Minha respiração já pesava e, inconscientemente eu acabava por não respirar durante um ou dois segundos, para, em seguida liberar o ar de meus pulmões em um suspiro longo, como se retirassem algo que tapasse minha boca. Quase gemi diversas vezes.
Não soube onde colocar minhas mãos, então deixei-as ao lado de meu corpo, apertando a coberta a baixo de mim. A língua de Matheus umedecia meu mamilo, dando uma ótima sensação em conjunto com seu hálito. Começou a sugá-lo e raspar os dentes suavemente, provocando-me uma sensação deliciosa. Sua mão esquerda estava em meu mamilo direito, porém, para minha infelicidade não era aquele tipo de toque que eu necessitava.
-Geme pra mim, Bryan. Pode ser baixinho.
Finalmente seus lábios se locomoveram, trilhando um caminho de saliva até meu outro mamilo, chupando-o direto. Eu poderia ter gemido. Na verdade, minha garganta preparou um bom gemido, mas eu ainda estava envergonhado demais para soltá-lo, então o prendi. Realmente, acho ridículo aquelas pessoas que fazem um escândalo, gemendo de forma nojenta e arrastada, como putas.
Já sentia meu membro pulsante entre minhas pernas, como se ondas de calor passassem por ele. Perguntei-me se Matheus se sentia assim também e, impulsionado por esta curiosidade dobrei meu joelho direito, sendo que este se encontrava entre as pernas de Matheus. Gemi bem baixinho ao sentir o volume duro em suas calças.
Uma de suas mãos pervertidas desceu para o meio de minhas pernas e apertou meu membro. Com a surpresa não pude conter um gemido, que soou como um suspiro forte em um som excitante. Sim, achei meu próprio gemido excitante, evento este que me instigou em desejar ouvir os gemidos de Matheus. Agora entendo o porquê dele pedir para que eu gemesse.
Sua língua foi descendo até meu umbigo. Suas mãos trataram de desafivelar meu cinto e abrir minha calça, aumentando meu nervosismo. De repente ele já estava retirando minha calça junto a minha cueca. Apertei bem forte meus olhos e recusei-me a abri-los. Eu estava excitado e meu corpo todo se encontrava exposto para ele. Saber que seus olhos clarinhos estavam em me analisando por completo, principalmente em minha parte íntima era excitante, mas extremamente vergonhoso. Felizmente minha atenção foi focada em um beijo quente.
-Agora quero ouvir você gemer... – ele sussurrou baixinho, pois nossos rostos estavam tão próximos que eu era capaz de ouvir sua respiração.
Houve mais um beijo. Nossas línguas quase brigando pela dominância, mas de um jeito bom. Entre um beijo e outro, sua língua lambia meus lábios já vermelhos e mordiscava-os. Nossos corpos já mantinham contato, mesmo assim joguei-me para frente, esfregando meu corpo no seu. Para minha frustração ele ainda estava vestido, sendo assim não pude sentir sua pele.
Meus pulmões exigiam ar, mas eu os ignorei. O beijo era delicioso demais para acabar. Quis fazer alguma coisa, então fui adentrando minhas mãos por baixo de sua camisa. Sua barriga estava quente e deliciosa. Arranhei levemente, não querendo machucá-lo. Escorreguei minhas mãos por seu corpo, apertando de forma desejosa. Arranhei-o novamente, porém desta vez usando de um pouco mais de força.
-Tire a camisa – pedi entre beijos. Eu até tentei retirá-la sozinho, mas estava sendo uma missão impossível, pois ele não cooperava.
Matheus ergueu um pouco o corpo, retirando a camisa. Sorriu quando percebeu que eu estava assistindo. Eu teria corado, se meu rosto estivesse na cor normal. Quando ele se deitou sobre meu corpo novamente um tremor me percorreu. Sua pele quente contra a minha provocava-me um calor excessivo, mas de jeito nenhum eu queria que ele se separasse de mim.
Meus lábios foram atacados mais uma vez, porém, de uma forma diferente. Matheus puxava meus lábios para dentro de sua boca, mordendo e chupando. Abracei seu corpo, apertando-o mais contra mim. Arranhei suas costas com força, desejando deixar uma marca ali. Na verdade, eu gostaria de deixar várias marcas em seu corpo, preferencialmente que ficassem expostas para todos.
-Não se segure – ele sussurrou em meu ouvido, completamente sedutor. Mordiscou meu lábio mais uma vez, descendo mordidinhas por meu queixo. Sua mão tocou meu sexo, envolvendo-lhe e apertando levemente. Gemi baixinho, ouvindo uma risada pequena e curta.
Seu corpo desceu e eu não pude mais me agarrar. Eu sabia exatamente quais eram suas intenções e, mesmo envergonhado eu queria aquilo. Queria seus lábios em meu membro. Infelizmente ele beijou minha coxa, perto da virilha. Os beijos foram se espalhando pela coxa, agora em forma de lambidas, chupões e mordidas. Aquilo era excitante, mas extremamente frustrante.
Apertei com força as cobertas embaixo de mim, dando uma amplitude forte ao som. Não foi um gemido manhoso, felizmente. Seus lábios finalmente estavam na glande, como se massageassem ali. Quando senti quase todo meu sexo sendo colocado para dentro de sua boca eu gemi alto, mas minha vontade foi de gritar. Sua boca era tão quente e úmida... Ele segurou meu membro na base e começou a me masturbar, com as estocadas sendo dentro da boca dele, me levando a loucura. Os movimentos iam se tornando mais rápidos e gostosos. Eu realmente acabei fazendo como ele me pedira e gemi. Minhas mãos apertavam a coberta com força, de tamanho o desejo.
-Matheus... Eu vou... – tentei avisar, mas estava se tornando difícil falar quase gozando. Não sei o gosto que o esperma tem, mas se Matheus também não sabia agora conhecera, com o pré-gozo. De qualquer forma ele entendeu meu aviso, pois intensificou os movimentos, tornando-os mais rápidos, enquanto sua língua pressionava meu sexo. Por fim, acabei gozando, na sua boca e em sua mão.
Fechei os olhos e tentei me acalmar um pouco. Meus batimentos cardíacos e minha respiração estavam quase me enlouquecendo, como se eu não fosse sobreviver. Abri os olhos para ver o que Matheus fazia. Ele me fitava, com os olhos verdes transbordando em desejo, quase me devorando. Em seus lábios brincava um sorriso, enquanto que sua língua passeava por cada dedo dele, saboreando meu sêmen.
-É bom? – perguntei curioso, mas mais para provocá-lo. Matheus estendeu a mão para mim, colocando um de seus dedos sujos de meu líquido gosmento próximo a meus lábios. Abri a boca e chupei seu dedo, mas logo me arrependi. Fiz uma careta, pois o gosto era horrível. Matheus riu.
-Não gostou de seu sabor? Não quer me beijar? – ele provocou, aproximando seus lábios de minha boca. Virei o rosto para o lado. Um beijo com aquele gosto seria horrível!
Quando ele se afastou eu virei meu olhar para ele. Matheus retirara a tampa da garrafa que trouxera e bebia do líquido dali de dentro em grandes goles. Terminado de beber, a garrafa foi largada na mesinha e Matheus se abaixou para me beijar. Minha respiração ainda se encontrava descontrolada, mas tentei agüentar. Sua boca estava com um gosto amargo que não consegui identificar, mas era melhor do que o gozo.
-Abra as pernas – ele pediu em um sussurro sensual, provocando ondas de prazer em meu corpo. Obedeci e abri as pernas. Tal ato me excitou, pois meu corpo estava ainda mais exposto para ele.
Matheus se colocou entre minhas pernas. Seus lábios foram para meu pescoço, chupando e mordendo com força, mas de uma maneira boa. Uma de suas mãos foi para minha nádega esquerda, apertando.
O medo se revelara novamente, nascendo em meu peito e se espalhando por meu corpo. Eu tremi. Sabia que seria doloroso, para logo depois o prazer surgir, mas a parte “doloroso” me preocupava bastante.
-Não tenha medo – ele pediu de uma forma doce, como se conseguisse ler meus pensamentos. –Prometo que doerá menos que a minha primeira vez.
Seu corpo se afastou do meu e, logo ele estava remexendo em sua mochila ao lado da cama. Sentei-me, observando seu corpo. Suas costas realmente apresentavam riscos vermelhos de minhas unhas. A quantidade de marcas me deixou insatisfeito.
Sorri. Aproximei-me de Matheus e comecei a beijar seu pescoço. Sentir aquela pele quentinha arrepiar-se ao toque de minha língua foi incrível. Alarguei meu sorriso e comecei a chupar, fazendo uma sucção forte e mordendo. Eu realmente queria deixar uma marca ali, para que todos vissem. Ouvi um gemido sair de seus lábios fechados e finalmente me senti satisfeito. Deslizei minhas mãos para sua cintura, subindo e descendo.
-Bryan, você quer me enlouquecer?
Meus ombros foram empurrados e eu caí de costas na cama. Meus lábios foram atacados e, desta vez antes dele pedir eu já estava abrindo minhas pernas, encaixando-o entre elas. Nosso beijo foi interrompido e Matheus se ajoelhou na cama. Em suas mãos se encontrava um tubo parecido com de pasta de dentes, porém maior e mais largo. Ele abriu e apertou, passando em seus dedos.
Fechei os olhos e respirei fundo, tentando acalmar meu coração. Senti um beijo na minha bochecha, seguido de um selinho em meus lábios.
Um de seus dedos pressionou minha entrada com um gel gélido para, em seguida escorregar para dentro de mim. Gemi. Até que não foi tão horrível. O pior era a entrada que doía um pouco, mas dentro não. Seu dedo foi se movimentando, para dentro e para fora, enquanto que um calor avassalador atingia meu membro.
Resmunguei quando não senti mais aquele dedo dentro de meu corpo. Havia uma falta ali, era como se eu precisasse daquele dedo de volta em mim. Logo ele voltou, desta vez acompanhado. Eram dois dedos em meu ânus, escorregando para dentro e para fora. Doía, mas ainda não era uma dor horrível. O gel ajudava no movimento, tornando o ato mais prazeroso. Quando um terceiro dedo se meteu ali, daí sim eu senti a dor. Tenho certeza que meu ânus não foi feito para comportar três dedos dentro dele. Mesmo assim não expressei minha dor em palavras, somente esbocei uma careta. Dentro até que era mais aceitável, parecia que meu corpo “acomodava” os dedos, mesmo que com dificuldade. O problema era a entrada, que doía demais.
-Dói muito, Bryan?
Fiz sinal negativo com a cabeça, ainda de olhos fechados. Doía, mas era suportável. Aos poucos o movimento foi se tornando mais gostoso e me peguei desejando que aqueles dedos não saíssem dali.
Beijos começaram a surgir em meu pescoço, de cima a baixo e de baixo para cima. Indo de meu ombro até o osso de meu maxilar, descendo novamente. Seus dedos saíram de dentro de mim e Matheus fez menção de se afastar. Segurei em seu pescoço e puxei-o para próximo de mim.
-Que houve? – perguntei apertando-o com força, não querendo que ele saísse dali.
-Tenho que colocar camisinha.
Suspirei chateado e comecei a beijar seu pescoço, sem largá-lo nem por um único segundo.
-Não precisa. Se é ruim como você disse, eu não quero – resmunguei em um ímpeto de insanidade e irresponsabilidade.
-Mas... Você não tem medo de pegar uma doença?
-Eu não tenho nenhuma doença sexualmente transmitida. Você tem?
-Não, mas... Não achei que você confiasse em mim.
-Eu confio – respondi sincero, beijando-lhe os lábios.
Desta vez não me arrependi de depositar minha confiança em uma pessoa e espero não me arrepender. Matheus é tão bom e tão sincero que é incapaz de fazer mal a um amigo. Sendo assim, ficar feliz por vê-lo sorrindo em possuir minha confiança fora inevitável.
Eu já estava começando a desejá-lo dentro de mim. Fiquei irritado quando senti que ele ainda estava de calça e comecei a empurrá-la com os pés. Matheus riu e se afastou um pouco de mim, retirando a calça e a cueca, finalmente nu. Seu corpo estava novamente sobre o meu e desta vez eu sentia sua ereção, pele a pele. Com a mão, ele foi ajeitando seu membro e, não demorou muito para que eu o sentisse roçar em minha entrada.
-Matheus... – chamei apreensivo. Abri os olhos e lá estava sua face, próximo da minha. Sabia que ele veria minha expressão e entenderia. Toquei seu rosto com cuidado.
-Não se preocupe. – Ele beijou a palma de minha mão, dando-me coragem.
Senti seu membro entrando em mim e tive de me conter para não gritar. Doía, doía muito, como se estivesse me rasgando por dentro. Felizmente o lubrificante ajudou. Agora sinto a terrível dor. Sua mão foi para meu membro duro e pulsante, envolvendo-o. Seus movimentos com a mão foram devagar, enquanto que seu sexo adentrava meu corpo.
Mordi o lábio inferior e me agarrei no corpo de Matheus. Arranhei suas costas com força, tentando acabar com pelo menos um pouco daquela dor. Enquanto ele não reclamasse eu continuaria a quase retalhar suas costas. Seus beijos estavam em meu pescoço novamente, chupando com força.
Parecia que seu membro não terminaria de entrar em mim nunca! Foi somente terminar a frase mental que ele parou, com todo dentro de mim. Arfei muito, tentando me concentrar nos movimentos de sua mão escorregando por meu falo ou nos movimentos sensuais de sua língua, queimando-me.
Não vou dizer que foi fácil. Na verdade acho que fiz Matheus esperar demais. Mesmo assim, quando senti que meu corpo estava se acostumando com aquele tamanho eu movimentei meu quadril, puxando meu próprio corpo pra cima e retirando um pouquinho de si para fora de meu corpo. Ele entendeu o recado.
Os movimentos começaram, tão dolorosos quanto a entrada. Porém, era fácil para ele entrar em meu corpo, ele simplesmente “escorregava”. Sua mão em meu membro acompanhava os movimentos lentos. Aos poucos, meu corpo foi se acostumando. Eu sabia que Matheus estava tremendo, talvez para manter o controle, pois suas estocadas continuavam lentas. Eu também estava tremendo, mas pelo prazer.
-Mais rápido – sussurrei com a voz embriagada pelo desejo do ato. Meu corpo doía, mas não era aquela dor latejante do início. Era menor e, mesmo ainda doendo eu queria que fosse mais rápido.
Obviamente meu pedido foi acatado com entusiasmo. Seus movimentos foram mais rápidos e em uma estocada... Oh, nossa! Gemi tão alto que foi quase um grito... Aquele ponto em específico proporcionou-me um prazer que tomou conta de todos os meus sentidos. E mais uma vez Matheus entendeu perfeitamente minhas atitudes, dedicando-se a acertar-me sempre ali.
Logo, eu estava apreciando aquilo com espasmos prazerosos em todo meu corpo. Eram dois prazeres deliciosos: os movimentos de seu sexo entrando e saindo de meu corpo e os movimentos de sua mão. Somente um deles já me levaria à loucura, os dois então... Foi como se meu cérebro desligasse e somente aqueles atos dominassem meu corpo, mandando ondas de calor por todo ele.
O ato do sexo estava me dominando, como um animal.
Matheus não conseguiu continuar a me beijar o pescoço. Ele apoiou seu queixo em meu ombro e me permitiu acompanhar sua respiração pesada e forte, entre alguns gemidos.
-Bryan... – Ouvir meu nome saindo de seus lábios foi maravilhoso. Porque era o meu nome, como todos me chamavam, como eu ouvira minha vida toda...
-Mais forte Matheus... – eu pedi levando uma de minhas mãos aos seus cabelos, enlaçando meus dedos em suas mechas.
Meus fios de cabelos já começavam a incomodar, grudando muito próximo de meus lábios e nariz por conta do suor. Nossos corpos deslizavam um sobre o outro, ambos fervendo. Tentei erguer uma de minhas mãos, mas ela tremia tanto que tive de levá-la de volta as costas daquele corpo suado sobre o meu.
-Matheus... – eu chamei seu nome novamente, desta vez tentando avisá-lo de que eu estava por vir, mas nenhuma outra palavra saiu de minha boca. Elas não se formavam, nem ao menos em minha mente. Mas ele também deveria estar, porque os movimentos eram frenéticos.
Aquele calor tomou conta de meu corpo, levando-me a melhor sensação que já experimentara. Foi um alívio enorme e um prazer avassalador que me levou a gozar. Tão próximo de meu prazer senti uma última estocada. O sêmen quente de Matheus preencheu meu corpo, aumentando meu prazer, o que achei não ser possível.
Ele retirou seu membro de dentro de mim e caiu sobre meu corpo. Seu peso não era ruim, era uma pressão até... Satisfatória.
Pensei que meu coração fosse rasgar meu peito, de tão forte que batia. Respirar se tornara uma batalha, pois nem todo o ar do quarto me parecia suficiente. Matheus escorregou para meu lado na cama e me abraçou. Meu rosto estava em seu peito, ouvindo seu coração tão desesperado quanto o meu.
A sensação do gozo escorregando para fora de meu corpo não é, nem de longe agradável. É tão estranho...
Alguns minutos se passaram, o suficiente para nos acalmarmos. Respirar ainda era um obstáculo, mas agora pequeno. Ergui o rosto fitando Matheus. Ele sorria para mim e beijava minha testa várias vezes.
-Quero ficar por cima agora – pedi, indicando que queria ser o ativo.
-É? – ele perguntou como se nem tivesse me ouvido. Resolvi brincar.
-Sim. Não é você o garoto de programa que eu paguei com uma pizza?
-Hum... Acho que vou querer mais do que uma pizza, já que terei de exercer os dois papeis.
Beijos começaram a serem distribuídos por meu rosto e eu ri. Aos poucos Matheus foi me empurrando para cima de seu corpo, enquanto começávamos mais um beijo ardente. Senti-me um pouco envergonhado por não saber o que fazer, mas eu sabia o que eu queria fazer.
Minhas mãos passeavam por todo seu corpo, desejando senti-lo por inteiro. Meus lábios trilharam um caminho de saliva por todo seu pescoço, seguindo para ombro, colo, até chegar a seus mamilos. Lambi aquela pele com gosto diferente do resto, com meu corpo já respondendo. Era realmente gostoso provar do corpo de Matheus. Lambi e mordisquei, apreciando verdadeiramente o sabor. Passei para o outro, dando-lhe a mesma atenção. Fiquei um tempo ali, pois além de ser bom para mim também era para ele. Seu corpo me dizia isso, pois seus mamilos estavam durinhos.
Quando meus beijos e mordidas foram descendo até seu umbigo sua pele me chamou a atenção. Era clarinha, quente e gostosa. Era realmente muito bom senti-la em minhas mãos. Pensei em lhe fazer uma oral, mas... Eu realmente fico temeroso com isso. Nunca fiz antes e duvido muito que eu me saísse bem. Com certeza os dentes me atrapalhariam e o gosto que eu provara anteriormente não me instigava a continuar.
Parei para pensar por um segundo. Eu gostaria de seguir em frente, mas... Meu corpo treme demais. Como vou manter a firmeza e... Fazer...? E também, como vou contá-lo deste meu problema?
Ergui meu rosto e beijei-o. Uma de minhas mãos estava apoiada encima de seu tórax, enquanto a outra permanecia na cama. A mão de Matheus se aproximou da minha na cama, entrelaçando nossos dedos. Nosso beijo demorou mais do que eu esperava e, sinceramente nunca fui muito bom em prender a respiração.
-Você está tremendo, não é? – Senti-me aliviado em não ter de contar eu mesmo. Abaixei o olhar envergonhado. Sua mão foi para meu rosto, acariciando minha bochecha. –Não se preocupe, isso é um problema fácil de resolver.
Lentamente ele foi me empurrando até ambos sentarmos na cama. Matheus empurrou-me um pouco mais para trás, dando mais espaço para si mesmo.
-Consegue ficar de joelhos?
-Também não sou tão ruim assim – comentei, girando a pupila de meus olhos.
-Tudo bem... Se ficar difícil é só dizer. Ah, e use isso – ele respondeu atirando-me aquela embalagem de lubrificante.
Ajoelhei-me na cama. Era realmente mais fácil. Abri a tampa da embalagem branca e azul e espalhei o gel dali de dentro em meus dedos. Era gelado com uma textura agradável. Levemente gosmento e bem escorregadio.
Matheus já estava de quatro a minha frente. Aproximei-me dele, até nossos corpos se encontrarem. Fiquei com receio de machucá-lo, mas eu já conhecia as sensações que ele experimentaria, então seria mais fácil. Toquei em seu ânus com meu dedo do meio. Pressionei de leve, tentando não machucar na entrada. Aos poucos fui empurrando meu dedo, o qual entrou fácil, mesmo sendo apertado. Movimentei-o de leve e sorri ao ouvir um gemido escapar de seus lábios.
Adicionei mais um dedo, movimentando de leve. Era somente uma questão de tempo até ele se acostumar. Adicionei o terceiro dedo com mais cuidado, pois já conhecia a sensação. Sentir meus dedos serem esmagados por sua entrada era uma sensação verdadeiramente excitante. Fui aumentando a velocidade do movimento, alimentando-me de seus gemidos cada vez mais altos.
-Bryan... Pode colocar. – Matheus cedeu ao peso de seu corpo, abaixando os braços e apoiando-se na cama pelo antebraço e cotovelo.
Retirei meus dedos de dentro de si. Coloquei um pouco mais de lubrificante em minha mão e passei em meu próprio membro, mesmo não me parecendo necessário, pois meu membro já se encontrava melado pelo pré-gozo. Era dolorosa a sensação de não poder penetrá-lo logo. Encostei a ponta de meu membro em sua entrada, forçando de leve. Pouco a pouco, fui me colocando dentro dele. Era quente e apertado; extremamente apertado. Eu sentia como se fosse escorregar para fora dele.
Quando me senti completamente dentro de seu corpo não consegui ficar parado. Era torturante e agonizante. Eu não possuía o mesmo autocontrole de Matheus para conseguir esperar que ele se acostumasse. Porém, forcei-me a ir devagar, mesmo que meu corpo insistisse em aumentar a velocidade, exigindo cada vez mais. Lembrei-me que masturbar seria útil, então envolvi seu membro com minha mão, começando um movimento de vai-e-vem sincronizado com meus próprios movimentos.
-Bryan...! – ele gritou em um gemido mais alto, indicando que aquele era seu ponto sensível.
Aumentei os movimentos, tentando acertar sempre naquele mesmo ponto que outrora o fizera gemer por meu nome. Sentia como se aquele lugar apertado passasse correntes elétricas por todo meu corpo, incendiando-me.
-Bryan... Eu...
Inclinei meu corpo um pouco para frente, sem parar os movimentos. Tentei ver seu rosto, mas sua testa estava apoiada nos braços encima da cama e seu cabelo caia-lhe sobre o rosto, escondendo-lhe a face. Será que estava doendo demais?
-Que foi...? Está... Está doendo?
-Não... É bom... Muito bom...
Isso foi o suficiente para que eu deixasse que aquele prazer tomasse conta de meu corpo e minha mente, mais uma vez naquela noite. Eu queria ir cada vez mais rápido, mais forte... Era como um instinto de deixar-se ser possuído pelo prazer...
-Bryan...
Meu nome fora repetidas inúmeras vezes, mas era como se eu nem ao menos o reconhecesse. Também chamei por seu nome, acho... Eu balbuciei algumas palavras sem sentido, mas que também era para ser seu nome.
-Bryan... Eu...
E tentando ir o mais fundo possível alcancei o ápice em seu interior, preenchendo-o com meu sêmen. Gozar é um alívio tremendo que leva a um êxtase total, em um sublime prazer.
Apoiei meu corpo nas costas de Matheus. Parecia impossível raciocinar, pois tudo girava em torno do prazer. Mas uma coisa eu percebi: a mão dele estava sobre a minha, movimentando-se. Era como se meu corpo não possuísse mais força alguma e meu corpo tombou na cama.
Todo e qualquer movimento era difícil, principalmente respirar. Fechei os olhos, tentando me recordar de tudo, mas parecia ser em vão.
-Bryan...
Senti um calor me envolver, mas demorou um tempo até eu perceber que eram os braços de Matheus. Eu estava mais uma voz de frente para seu peito, mas permaneci com meus olhos fechados.
Uma mão começou a afagar meus cabelos. Remexi-me inquieto até ficar de costas para Matheus. Abri os olhos e vi meu quarto em tons de preto e cinza escuro. Quase não distingui nada. Não consegui permanecer com meus olhos abertos e os fechei. Uma melodia... Escutei o cantarolar de uma música que me era conhecida, mas meus pensamentos insistiam em vagar por coisas sem sentido, como um elefante verde que se transformava em ervilhas...
E, gradativamente, o sono e o cansaço foram me levando para um estado inconsciente, onde a linha que separa a razão do subconsciente se enfraquece, quase desaparecendo...
Não se preocupe
Eu vou te pegar
Não se preocupe
Eu vou te pegar
Nunca se preocupe
Notas finais
1 - Isso foi uma primeira vez em primeira pessoa, obviamente o Bryan tinha que prestar atenção nos detalhes.
2 - Escrevi este capítulo em noites que eu estava quase dormindo encima do teclado, sempre passando das 3h. Não tenho beta e nunca corrijo os caps. Nesse eu somente arrumei as palavras sublinhas, então, perdão por erros. < péssima coisa para uma autora admitir.
3 - Prometo que os próximos lemons < ela está pensando em próximos, ou seja, não demorarão < serão bem "lemonzásticos" e quentes.
4 - A música usada no finalzinho é Don't Worry,Simple Plan.
5 - Eu tenho estado sem pc, então foi uma puta sacanagem só atingir o número de reviews exigidos só na sexta-feira! (acho q foi isso, então eu nem fiquei sabendo com antecedência). De qualquer forma, promessa é dívida, entãaaoo vou adiantar algum capítulo.
6 - Lembram das notas do capítulo passado quando eu disse: "máximo de 4 mil palavras?". 'Poisé, esse tem 6 mil. Sem comentários...
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xx - Lindo, perfeito, amável e compreensivo Zero-kun tem me ajudado nos capítulos com ideias, apoio e uma "surpresinha" para vocês... Tenho muito a agradecê-lo (principalmente por não se irritar comigo e ser tão amável). Muitíssimo obrigada!
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Por último, de tão importante que é eu não irei numerar. Eu não recebi uma recomendação, eu recebi DUAS recomendações! Isso é muito, muito bom porque essas duas garotas tão amáveis me provaram que não leem a história só como mais uma, mas sim como uma importante que gostam, afinal você pode deixar review só pra não dizer que só leu, mas você não recomenda só por recomendar. Principalmente a linda Kyu-chan que sempre me disse que essa era a história favorita dela e eu sempre achei que era exagero. Meninas, vocês me deram dias muitos felizes, de muita dança, sorrisos e infernais aos meus irmãos, que mandaram minha mãe me internar, pois não me aguentavam mais (sério mesmo).
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