Emo-ções - Por Todos Os Motivos Errados

8 Capítulo 8: Novos olhares as mesmas pessoas.


Abri os olhos. Em minha frente havia um garoto muito bonito. Sorri. Empurrei meu corpo para trás, sendo que eu estava de frente para o garoto. Ergui um pouco o edredom que nos cobria e analisei seu corpo, de cima a baixo. Ok, pervertidamente.


–Lindo! – sussurrei para mim mesmo, baixinho, mesmo que ele estivesse dormindo.


Era o corpo de um garoto e meu peito encheu-se de uma felicidade nada habitual. É errado se sentir tão imensamente atraído por um corpo masculino e nunca um feminino? É tão errado assim um garoto gostar de ver um corpo magro, esguio, sem peitos, de cintura fina e ombros maiores, nádegas firmes, coxas fortes...? Isso me faz tão estranho...


Bom, pelo menos agora, neste momento não sou estranho sozinho.


Olhei no relógio ao lado da cama. 4h 23min. O quarto ainda estava escuro e eu ali, dolorido e exausto.


Aproximei-me novamente de Matheus, encostando meu nariz em seu peito. Puxei a coberta até metade de meu rosto, pois estava frio. Apoiei minha mão em sua barriguinha por baixo das cobertas, sentindo a pele quente e gosmenta. Eu também me encontrava gosmento e sujo, mas tudo bem. De certa forma, isso é bom, mesmo eu que geralmente eu não goste de me sentir sujo.


–Estou feliz – constatei, suspirando e sorrindo de forma boba. Matheus era bom, doce, simpático, amável... E me proporcionara à melhor noite de minha vida.


–Hum... – ele resmungou, com seus braços envolvendo meu corpo por baixo da coberta. Meu peito se aqueceu mais ainda. –Temos que acordar?


–Não. Ainda está escuro.


–Ainda bem. Estou cansado.


Sua mão foi para meu cabelo, fazendo um cafuné gostoso. Um beijo fora depositado no topo de minha cabeça. Olhei para cima sem tirar meu rosto de seu peito. Matheus permanecia com os olhos fechados.


–Não quero ir à aula – admiti, suspirando.


–Quer faltar? Por mim tudo bem.


–Tudo bem mesmo?


–Sim, sim. Amanhã não terei física, então não há problema.


Aula... Mi comi, Alex, Luke, Pedro... Ok, admito, Pedro foi o primeiro nome que me veio a mente. Dormi com um garoto exatamente no dia em que ele me rejeitara. O que estaria fazendo agora? Ah, claro, dormindo. Será que pensou em mim hoje? De que forma será que me viu quando seus amigos debochavam de minha preferência sexual?


Pedro simplesmente me pisou, fácil, fácil. Também, eu deixei. Quis seu beijo e não quis ser tratado como brinquedo. Mas, quando se trata de um heterossexual não dá para conseguir as duas coisas.


–Matheus... Eu quero mudar. – Bocejei, já sonolento.


–Hum... Em que sentido?


–Aparência – e personalidade. Completei mentalmente.


Afastei um pouco meu rosto, tentando lhe fitar. Vi um sorriso, mas seus olhos continuavam fechados. Novamente encostei meu nariz em seu peito.


–Sabe Bryan, você é lindo. Eu o acho lindo e perfeito como você é, mas de nada isso adianta se você está infeliz consigo mesmo... – ele fez uma pausa, mais sonolento que eu. –A partir do momento em que você pensar “sou lindo” todos o verão de uma forma melhor, pela energia que você vai passar e os sorrisos sinceros que você dará.


–Eu quero colocar piercing para ser mais sedutor. Também quero mudar meu cabelo. Pintar e cortar.


–Sua mãe deixa? Precisa da assinatura do responsável para por piercing.


–Sim. Ela me deixa fazer qualquer coisa.


–Então tudo bem. Amanhã vamos a todos os lugares que você quiser...


–Obrigado.


-E... Bryan?


-Sim?


-Bem, nada de importante. Esqueça.


-Ok.


Afastei-me e desliguei o despertador, retornando para a mesma posição de antes. Fechei os olhos. Minha felicidade não estava mais presente em meu peito.


Eu beijei Pedro e transei com Matheus, no mesmo dia. Isso não é... Errado? Bem, Matheus não se importou. Então, isso significa que ele não gosta de mim com segundas intenções, certo? Isso é um tanto doloroso de se pensar... Não é como se eu gostasse de Matheus com segundas intenções, não é...? Também não significa que eu esteja apaixonado por Pedro. Hum... Pedro usava uma camiseta branca quando ficamos... Branca como bolas de algodão, bolas de algodão que formam um algodão doce e, aos poucos vão ganhando uma coloração azul fraquinha...



Anteontem, quarta-feira, eu beijei Pedro e tive minha primeira vez com Matheus. Ontem, quinta-feira passei o dia com Matheus. Minha mãe acabara por chegar tarde, então somente agora tenho sua autorização. Hoje é sexta-feira e eu estou no meio da aula de biologia. Por mim eu nem viria, mas Matheus estava certo quando disse que, se eu faltasse os garotos debochariam mais ainda de mim.


Entediado da aula acabei por lembrar de meu pai. Uma tristeza horrível me dominou, proporcionando uma ardência desconfortável a meu peito e minha garganta. Será que pensara em mim algum desses dias? Será que nunca mais falará comigo? Nós brigamos tão feio... Eu disse que o odiava e ele que não me amava. Me chamou de lixo... Eu gostaria de falar com ele novamente. Sinto sua falta e, cada vez que penso nisso começo a chorar, mas ele realmente não quer me ver nem pintado de ouro. Mas eu ainda o amo e ele é meu pai... Sorri melancólico. Agora, nem mais o direito de chamá-lo de pai eu tenho.


Resolvi evitar este assunto, assim como o tenho evitado até hoje. Choro sempre que me lembro de nossa briga...


Bem... Vejamos... Pedro está atrás de minha classe, mais para o fundo da sala. Ele ri e conversa com seus amigos como se nada houvesse acontecido. Será que eu estou sendo paranóico em levar isso tão a sério? Mas...


Suspirei e me debrucei na mesa, apoiando o rosto nos braços. Eu sei que é quase impossível, mas tenho certeza que se eu fosse um garoto lindo, popular entre os garotos Pedro ficaria comigo, sem se esconder. É porque ele é lindo e eu sou feio que sou rejeitado? Não sou feio, só não sou bonito. E sou um garoto, claro, isso é um “detalhe” importante.


O sinal soou pelos corredores, adentrando as salas de aula. Juntei meu material desanimado enquanto meus colegas já deixavam a sala apressados. Levantei-me e, só então percebi que meu all star estava desamarrado. Coloquei o pé na cadeira em que anteriormente eu me sentara e amarrei meu cadarço.


Praticamente pulei da cadeira quando senti um toque em minha bunda. Fiquei ereto – de pé e reto, não pense bobagem – e olhei para os lados. O grupo de Pedro ainda estava próximo, dentro da sala, caminhando na direção da porta. Teria sido ele...? Não, ele não faria isso depois do que aconteceu, até porque se alguém visse ele estaria ‘fudido. Mas então, quem foi...?


Porra, fala sério! Passaram a mão na minha bunda! E eu sou um garoto em uma turma cheia de homofóbicos!


–Só comigo mesmo que esse tipo de coisa acontece – resmunguei indignado, colocando somente um braço na mochila.


Ok, hora da confissão. Não estou tão irritado assim. Se passaram a mão na minha bunda é sinal de que se sentem atraídos. Esbocei um leve sorriso. Tsc, tsc, onde esse mundo vai parar assim? Homofóbicos estão se tornando gays!


Segui pelo corredor até a sala de química. Somente quando adentrei foi que entendi aquilo que “aula de química” quer dizer; mesas em duplas. Até hoje minha dupla houvera sido Pedro, mas agora ele se encontrava ao lado de uma garota, sorrindo para ela enquanto a puta se agarrava no braço dele, completamente oferecida. Tentei não demonstrar nada e sentei numa das mesas da frente que estavam fazias.


Sozinho. Alvo de piadinhas infames. Deboche da turma. Agora sim essa se parece com a minha vida. Suspirei. O ruim não é estar sozinho, mas, sim, os outros me verem sozinho. Meus colegas irão me ridicularizar e os professores se penalizar. Odeio isso.


–Posso me sentar com você?


Olhei para o lado e vi um garoto bonito. Ele tinha carinha de nerd, um cabelo ajeitadinho – não “lambido” – com uma franja reta para o lado e óculos retangulares, de aro fino e lentes divergentes.


–Claro – respondi puxando minha cadeira para a esquerda, sem me levantar. O garoto se sentou, largando seus cadernos e seu estojo encima da mesa. Fiquei a observá-lo. –Veja, por mim não há problema algum, mas se você sentar comigo irão debochar de você – avisei. Creio que ele já conheça minha fama, mas caso não conheça era bom deixá-lo a par da situação em que se metera.


O garoto me encarou com seus olhos claros por trás dos óculos prateados.


–Eu sei. Você é gay. Eu não me importo, já implicam comigo por ser nerd mesmo. – Ele deu de ombros, voltando o olhar para seu caderno encima da mesa, abrindo-o e folheando-o. –Eu não sou gay, mas se fosse não teria nenhum problema em admitir. Também não faz mal que pensem que sou, pois a garota por quem sou apaixonado não retribui meus sentimentos.


Apoiei o cotovelo na mesa e o rosto na mão, inclinando minha cabeça para o lado, fitando-o confuso. Se eu pudesse fugir de todo o preconceito sem ter de me esconder eu já teria feito. Então por que esse garoto, mesmo não tendo que, irá suportar o preconceito por algo que ele não é?


Ele ergueu o rosto exaltado, assustando-me.


–Ah! Eu preferia quando você andava com Pedro! Assim ele não dava atenção as garotas e Alice não ficava pendurada nele.


–Desculpe – pedi de modo simples, não querendo entrar em detalhes com relação a aquele assunto. –Sou Bryan.


–Eu sei. Estou dês do início do ano aqui e já conheço pelo menos o nome de todos da turma.


Sorri amarelo, completamente sem graça. Eu ainda não sei o nome nem de um terço. São pessoas demais! Mal sei o nome do grupo de garotos com o qual ando. Desconfio de que haja um que ainda desconheço o nome...


–Sou Erick – ele apresentou-se sorrindo, percebendo que, sem isso eu teria de esperar até a hora da chamada para descobrir seu nome.


Abri minha mochila e peguei meu estojo de caveira e meu caderno com a capa do Tokio Hotel. Abri e folheei algumas páginas em branco até chegar no final da bateria, deixando ali.


–Você não tem o início?


–Não. Cheguei algumas semanas atrasado. – Preferi não entrar em detalhes do porquê.


–Se você quiser pode copiar a minha. Depois eu te ensino a matéria. É bem fácil.


–Ah, isso seria de grande ajuda. Na última aula professora passou esse exercício e eu não entendi – lhe disse apontando em meu caderno a questão no. 6. Puxei a mão para a mesa e Erick permaneceu em silêncio. Fitei-o. Ele encarava minha mão. Sorri. –Quer pintar a unha também?


–Não, obrigado. Isso é bem estranho... Mas tudo bem, se você gosta disso... ‘Né...?


Eu ri, feliz em ser aceito por pelo menos uma pessoa de minha turma. Mas... Algo insistia em não se aquietar dentro de mim. Uma dúvida cruel que sempre guiava meus pensamentos para tristes esperanças e grandes decepções. Uma única frase interrogativa o qual dominou meus pensamentos pelo resto da manhã...


“Por que Pedro encarava a Erick como se quisesse matá-lo...?”



Hora do intervalo. Não tenho dúvidas de que Mi comi surgirá a qualquer momento saltitante e alegre, sendo assim a atitude mais sensata que encontrei para poder conversar com Erick e não ter de aturá-lo foi me esconder.


–Bryan, eu realmente não me importo que você passe o intervalo com aqueles seus amigos. Eu fico de boa na sala, fazendo o trabalho de geografia. Depois podemos conversar na aula.


–Você não está entendendo. Eu não quero conversar com eles! Mi comi não sai do meu pé! – Opa, falei Mi comi ao invés de Lucas. No momento ele está me enchendo o saco para que assine o caderno estúpido dele.


Continuei puxando Erick para o mais longe possível do tumulto de alunos reunidos no pátio. Não quis segurar sua mão para que ele não entendesse errado. Os garotos vêem de um jeito simples: se um homossexual fala com você ou te toca, ele é afim de você. Como se eu fosse atacar todos os garotos do colégio!


–BRYAAAAAAAAAN! – Ok, ora de mudar o rumo. –BRYAAAN! EU TE VI! – Porra de Mi comi! Tem que gritar meu nome tão alto?


Meti-me no meio dos alunos e “costurei” entre eles, perdendo-me da vista de Mi comi. Ultimamente aquele loiro falso tem me irritado com suas menores atitudes. Os gritos, os saltos, sorrisos, pedidos de carinho... URGH! TUDO! Porque eu sei que todas suas atitudes são falsas! Ele simplesmente se esconde por trás dessa máscara infantil!


Parei no lugar, assustando Erick. Perdi-me.


–Tudo bem Bryan, acho que ele já não está mais atrás de você.


Permanecíamos dentro do limite do colégio, porém em um lugar mais afastado e desértico. Havia alguns pequenos prédios, algumas árvores e grama aos meus pés. As cortinas do prédio perante nós estavam fechadas, sendo assim não pude ver o que havia dentro. Arrisco-me a dizer que isso é um laboratório, mas eu nunca vim aqui antes. Não seria, então, a sala dos professores?


Não faço a mínima onde estamos!


Gemi, irritado. Já Erick riu, não parecendo afetado.


–Não se preocupe Bryan, eu sei onde estamos.


Só então percebi que eu ainda segurava o pulso de Erick. Quando ele fez menção de soltar-se somente escorregou sua mão de meu pulso mais para baixo, girou meu corpo de frente para o dele. Arregalei os olhos, assustado. Esta situação está um tanto embaraçosa e demasiada estranha!


–Bryan, você tem interesse em mim? – Quê? Isso aconteceu muito rápido! Como assim interesse? Eu... Eu realmente acreditei naquela conversa de “não sou gay, mas aceito”. Será que é por isso que Pedro estava tão estranho...?


–Não – respondi sincero, cortando-o. Ainda não acredito na quantidade de garotos gays neste colégio!


–Então não tem problema se você me tocar Bryan. Eu sei que ficou receoso quando segurou meu pulso. Eu realmente não sou gay e não me importa que pensem assim. Sei que só porque você gosta de garoto não significa que pulará encima de qualquer um.


Continuei a fitá-lo nos olhos, completamente incrédulo. Erick estava bem próximo de mim, mas não parecia querer me atacar. Se ele realmente possuísse interesse em mim já poderia ter me beijado há tempos. E pior ainda, me pegaria de surpresa e conseguiria um grande beijo, com direito a língua.


–PORQUE EU ESTOU DIZENDO QUE NÃO!


–Não grite!


De lábios entreabertos virei meu rosto para trás, na direção daquela voz que me soara tão conhecida. A frase de negação em tom irritado viera dos lábios que eu beijara anteriormente. Daqueles lábios que exploraram cada parte de meu corpo em outrora. Daquele ser que parecia ser um poço de bondade, compreensão, paz e generosidade.


Matheus.


Soltei-me de Erick e andei devagar para mais próximo do pequeno prédio. À medida que eu ia me aproximando conseguia distingui-las, mas não entender. Matheus e Alex estavam atrás do prédio.


–Não insista!


–Tsc, tsc... Mat, isso são ciúmes? Uh?


–Não comece com brincadeiras que você sabe muito bem o que é!


Esgueirei-me pela parede e cheguei o mais próximo possível da parte de trás do prédio. Ouvi as vozes tão próximas de mim e engoli algumas vezes, pois parecia que meu coração estava em minha garganta.


–É exclusividade. Você me quer somente seu.


–Pára de me agarrar, Alex! Me solta!


Espiei sorrateiramente pelo pilar. Ambos estavam virados na minha direção, com Alex atrás puxando Matheus pela cintura. Escondi-me novamente. Felizmente acho que nenhum deles me viu.


–Vamos Mat. O garoto já é apaixonado por mim há meses! E ele é tão fofo...


–Você fala como se eu não soubesse!


–Você falando todo enciumado é lindo... Admita que está apaixonado, Mat.


–Você é um idiota!


–Admita que você não quer que eu namore com o fofo do Lucas porque tem ciúmes...


–Cala a boca, Alex! É para você fazer, não falar! Eu dis-


A conversa parou e eu tive um mal pressentimento. Movido pela curiosidade, espiei novamente. Lá estavam eles, desta vez com Matheus de costas para mim, de frente para Alex. As mãos de luvas negras sem dedos e unhas bem pintadas de preto encontravam-se apoiadas no peito do maior, enquanto eles se beijavam euforicamente. Ambos eu já beijara.


O que devo concluir de tudo isso?


Voltei abruptamente para trás, escondendo-me pela parede quando senti meu corpo bater em alguém. Dei um pulo e um grito. Quase cuspi meu coração para fora. Voltei-me na direção da pessoa em quem eu batera e era somente Erick.


Infelizmente a merda já estava feita.


–Quem está aí?


Quando dei um passo adiante, pronto para sair dali o mais rápido possível senti meu pulso sendo puxado com força, quase deslocando meu braço.


–Bryan!


Eu sei quando presencio algo que não deveria e este era um dos momentos. Meu corpo foi virado de frente para o dele abruptamente, quase me machucando. Eu estava cara a cara com Matheus, mas não era aquele garoto meigo e doce de sempre.


–O que você está fazendo aqui? Por que estava me espiando?!


Não importava o que eu respondesse, pois eu era o errado ali. Era a primeira vez que eu conversava com Matheus vendo-o brabo, sem sorrisos e sem palavras de estímulo. Para ser sincero, nunca pensei que seria possível irritá-lo.


–Por que você só me acusa? Era você quem estava se agarrando com o garoto que o Lucas gosta! Você é o traidor! É doce com ele, mas apunhala pelas costas! – cuspi as palavras. Estávamos muito próximos e agora a raiva me subia. Eu estava errado em ter escutado, mas mais errado era ele!


–Você não entend-


–Não entendo o que? Que talvez você esteja apaixonado por ele? Que vocês tem se agarrado enquanto você mente estar ajudando Lucas! Diz que vai ajudá-lo com Alex, mas imagina só se ele descobre como é essa ajuda! – gritei irritado, lembrando do quanto de minha confiança depositei nele. Fui tão idiota! Tão estúpido!


Esperei por uma reação de sua parte. Meu peito subia e descia por conta da respiração acelerada e minha garganta doía tamanha a intensidade de meus gritos. Ficar ali, tão próximo fitando seus lábios avermelhados e levemente inchados por conta do beijo dele e de Alex somente aumentava minha irritação.


–Não se meta, entendeu? – ele sussurrou entre dentes, aproximando-se mais de mim. –Você ouviu, não ouviu? Isso não é da sua conta. Não se meta – ele repetiu a última frase pausadamente. Ele estava sério, mas não parecia ter a metade da raiva que eu tinha.


Aquele era Matheus? Eu jurei poder ver sua alma em seus olhos tão belos e claros, mas acho que estava enganado o tempo todo. Eu dormi com esse garoto? Eu confiei e tive minha primeira vez com esse tipo de pessoa?


–Você é um lixo de pessoa e eu não quero mais nada que venha de você – disse-lhe de forma fraca, com as palavras já vacilando.


Por que todos têm que me trair?


–As professoras estão vindo! – gritou Erick, mas eu ignorei e continuei a encarar Matheus. Meu peito se contraía e, por mais que eu o olhasse ainda não entendia por que tudo tinha que ser daquele jeito. –Vamos!


Meu braço foi puxado com forma e, logo eu estava correndo, quase me enredando nos meus próprios pés.


Eu não sei mais em quem confiar. Eu nunca tive alguém, então nunca fui de me decepcionar com as pessoas, mas desde quando pisei neste colégio minha vida tem mudado...


Se minha vida mudou, nada mais justo do que mudar com ela. Eu não quero mais ser pisoteado e enganado. Eu não quero mais confiar nas pessoas! Não quero me esconder e não quero mais ter de aturar em silêncio piadinhas homofóbicas! Com ou sem Matheus á meu lado, eu vou mudar...


Notas finais
Então leitores amados do meu coração. Agora que leram o capitulo abram uma nova aba em seu navegador (porque terá de voltar aqui comentar) e sirvam-se! Vejam o que acharam da nova capa linda, perfeita, magnífica, extraordinária, esplendorosa, formidável que o tão amável e perfeito Zero-kun montou pra mim? Pode reclamar, elogiar, dizer os que menos gostou... Mas NÃO é permitido reclamar do fato do Mi comi estar de perfil. Deu um puta trabalho conseguir a foto dele!
Agradecimentos infinitos ao Zero-kun, a Anniie e a Lilia-chan que me ajudaram com a capa! São pessoas muito amáveis que me aturam trocando a foto do personagem de cinco em cinco minutos, sem me mandar onde eu mereço *-*
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Agradecimentos MAIS DO QUE INFINITOS a Kii-chan e a Lilia-chan! Mais duas recomendações falando melhor da história do que ela realmente é! Inclusive a Kii-chan por deixar reviews quilométricos (que eu amo) e a Lilia-chan por sempre me mandar mensagem cobrando da história e me chamar a atenção no msn, obrigando-me a escrever. Se não fosse por elas, a história com certeza parava! KKkkk *se esconde*
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Mil perdões por não ter respondido os reviews. Estou sem tempo e pc a disposição, mas juro que mando msg pra minha irmã a cada minuto mandando ela atualizar a página do Nyah e ver meus comentários!
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Agradecimentos a TODOS OS REVIEWS. Teve gente que acho que se decepcionou com o capítulo anterior e não comentou nada. Ok, eu supero isso *vai para um cantinho escuro chorar*. Podem reclamar gente, eu permito! Kkkkk Então, por favor, não me deixem sem reviews nesse capítulo! Mesmo quem não comentou no anterior seja lá pelo que for, comente neste, por favor.
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Minhas notas são sempre gigantes, né? ADOOOOOROO kkkk. Ok, perdão por isso também .-.
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*Levanta plaquinha "eu amo Matheus". Olha para os lados.* Que? Só eu? NÃO ME MATEM!
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O próximo capítulo está quase prooontoo, na na... Ele sairá antes de sábado SE vocês cooperarem =D E já aviso, me empolguei escrevendo, ou seja, é algo que eu considero bom...
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Kupo-chan, Kyu-chan, Kii-chan e Lilia-chan (as garotas que recomendaram) podem me pedir o que quiserem que eu vendo até a alma por vocês! (A Lilia sabe, me explora até a última gota de sangue! Porque eu deixo, claro. Sou tão safada que lhe ofereço tudo que é possível! Kkkk, entenderão no próx cap)
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VOTAÇÃO (só porque eu gosto de deixar vocês entretidos e felizes, participando da história). Querem um capítulo especial? Se sim, narrado por qual personagem? Lembrem-se que é votação, ganha maioria. Aliás, as meninas VIP (que recomendaram) o voto vale mais! Muahahahahaha!!
Não será no próximo capítulo porque ele já está quase pronto. A votação tem que ser feita com antecedência porque estou tentando adiantar a história.
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Quem ler sempre as notas até o final são as melhores, mais gatas e mais perfeitas de todas! HA HA HA