Emo-ções - Por Todos Os Motivos Errados

30 Capítulo 30: A sinceridade que precisávamos.


– Aquele não era o...

– Ele pintou o cabelo?

– Aparentemente...

– Luke!

Ele virou-se e olhou quando Matheus o chamara. Em seguida virou o rosto novamente, ignorando-os completamente. Seu cabelo não tinha mais nenhum resquício de colorido ou descoloração, apenas completamente negro, com a franja caindo-lhe no rosto, escondendo os olhos claros. Com os dedos puxara as mangas do casaco, literalmente fugindo de todos nós.

– O que houve com ele? – perguntei para alguém; qualquer um ou quem tivesse a resposta. Fitei a Matheus sentado na grama à minha frente com Lucas no colo e ele apenas negou com a cabeça, lançando um olhar preocupado na direção de onde Luke sumira. O loiro falso parecia mais estar dormindo que qualquer coisa, então voltei o olhar para Thiago ao seu lado. Ele parecia distraído com algo e novamente fui ignorado.

Suspirei cansado. A manhã mal começou e já me pego desejando que o dia acabe logo. Porque agora Erick namora com Alice então não anda mais conosco. Thiago vive distraído, perdido em outro mundo. Alex apenas sumiu. Matheus e Lucas parecem uma só pessoa de tanto que se agarram, briguei com meu pai por ser tão intrometido e Pedro não é muito fã de manter-se próximo de Matheus e Lucas, então sempre que tem uma chance se afasta. Ah, claro, e agora Luke nos ignora completamente.

Parece que tudo está tão errado... E eu não posso evitar sentir este peso dentro de mim. Eu deveria fazer algo, sei disto, mas o quê...?

Nós estamos apenas sendo quebrados e separados...

– Parece que você está prestes a chorar, Bryan – comentou Matheus, fazendo-me fita-lo.

– Matheus, estamos caindo aos pedaços – fui sincero, mesmo percebendo que minhas palavras soavam estúpidas e clichês. – Sei que você e Lucas estão bem, ou pelo menos você, mas não é assim com todos nós e estou me sentindo muito inútil por não fazer nada.

– Estão falando de mim – intrometeu-se Thiago, fitando-me com ressentimento em sua voz.

– Você também – fui sincero e direto. – Erick está namorando com a garota que ele é “apaixonado”, ok legal, então se é para ser assim que ele deixe de ser idiota e te deixe em paz, Thiago. Ou você acha que eu não vejo como ele te olha o tempo todo ou como continuam juntos? Ele não te deixa em paz.

– Não preciso de você se metendo, Bryan – Thiago me cortou em um tom cruel que fez com que eu me sentisse mal. Sei que estou me metendo, contudo eu só quero o melhor para meus amigos. – Se ainda somos amigos é porque eu quero. Gosto da nossa amizade.

Fiz uma pausa, encarando-o bem ressentido. Minhas intenções são as melhores do mundo! Eu vi como Thiago reagiu quando descobriu sobre o namoro entre Erick e Alice e como me abraçou tão apertado. Estou mesmo intrometendo-me mais do que deveria...?

Respirei fundo e tomei coragem para continuar. Eu quero que meu amigo fique bem.

– Então você é um masoquista, Thiago. Porque essa amizade não é nada mais que uma dor para você. Não está pronto para superar e seguir em frente e se é assim não está pronto para seguir sendo amigo de Erick. Ele é meu amigo também, mas um grande idiota porque está machucando você! Resolvam isso, diga que o ama e que não pode continuar assim! E se a amizade precisar de um tempo então deem até que você possa superar isto sem que te machuque.

Seus olhos castanhos claros dobraram de tamanho. Não dei tempo para que ele respondesse e me levantei, estapeando minha roupa.

– Tenho aula agora e muitas coisas pra resolver, inclusive com Luke e você – apontei para Matheus, — Vai me ajudar. Eu não vou ficar sentado me sentindo um inútil e lamentando.

– Certo... – ouvi Matheus murmurar antes que eu me retirasse, rumo a minha sala de aula.

Encontrei Pedro próximo da entrada do prédio. Ele sorriu lindamente para mim e eu retribuí, me sentindo um pouco melhor após o desabafo e com a visão de meu namorado me esperando. Não tivemos muito tempo junto nos últimos dias, então tudo que eu queria fazer era ir até ele e beijá-lo, todavia me contive, afinal, estamos no colégio.

– Hey...

– Bom dia.

Não nos beijamos, não tocamos... Nada além de sorrisos. Era como a primeira (e temporariamente única) regra do nosso relacionamento: evitar demonstrações públicas de afeto. Foi algo que eu pedi e já estou terrivelmente arrependido. Eu não sou idiota, pedi isto porque não lido muito bem com as pessoas nos encarando o tempo todo, porém, neste momento tudo que eu gostaria era apenas abraça-lo... Não fiz, orgulhoso demais para.

– Como vão as coisas com seu pai? – Pedro perguntou enquanto caminhávamos para nossa sala de aula lado a lado. As pessoas sempre encarando.

– Não nos falamos dês daquele dia. Ele tentou e eu ignorei.

– Vocês deveriam conversar... Você sabe que terá que falar com ele, é o seu pai, e quanto antes melhor.

Revirei os olhos antes de fita-lo. Pedro retribuiu meu olhar e minhas pernas começaram a vacilar. Céus, será que serei sempre assim? Com meu próprio namorado?

– Eu sei... – suspirei, desviando o olhar para frente. – Mas eu não sei... Eu quero resolver tudo e ao mesmo tempo não sei se quero encará-lo.

Paramos adjacente a porta de nossa sala de aula. Havia poucos alunos nos corredores. As aulas ainda não tinham começado.

– Fale com ele. É mais fácil conversarem do que ficar carregando esse peso por mais tempo.

Pedro avançou, segurando minhas mãos com as suas. Inclinou-se para frente, fazendo com que eu me sentisse menor perto dele e beijou meu cabelo.

– E depois eu vou sempre cuidar do meu menino.

Ele se afastou com um sorriso lindo nos lábios. Meu rosto fervendo por debaixo da minha pele. Então ele saiu, entrando na sala de aula. Passei poucos segundos a mais do lado de fora, respirando fundo, quando vi um rapaz bem conhecido sair do banheiro próximo para o corredor. O cabelo completamente escuro e as mangas do moletom cinza comprido puxadas para o meio da palma. Seu corpo era magro, talvez, tão magro quanto meu próprio, porém alguns centímetros mais alto, encolhido, diferente de sua postura típica. Era Luke.

O sinal tocou e ponderei rapidamente, inquieto no meu lugar ao lado da porta. Deveria entrar na sala ou ir atrás dele? Tenho receio porque sempre parece que eu faço a escolha errada, mesmo tentando fazer o melhor.

– Bryan? – olhei para frente para encontrar a professora de matemática me encarando com um olhar curioso, na frente da porta. Abaixei a cabeça e só adentrei a sala de aula, logo notando o olhar questionador de Pedro.

Luke, você não vai fugir de mim esta manhã.

.

O sinal do intervalo soou e eu fui o primeiro a sair da sala de aula (o que foi algo realmente raro de acontecer). Senti-me um pouco mal por ter deixado Pedro sem dizer uma palavra, todavia explico-o mais tarde e ele entenderá. Era realmente necessário sair o mais rápido possível antes que Luke fugisse.

A sala de sua turma era ao lado da minha, logo que passei pela porta eu o vi de costas, já no corredor, a mesma posição de quando o encontrei mais cedo. Luke fugiria se eu chamasse por seu nome, afirmando-lhe que estava atrás de si. Decidi não arriscar e acelerei o passo, puxando seu braço quando o alcancei.

– Hey! – ele protestou quando o obriguei a se virar. Quando viu que era eu sua postura mudou, como se estivesse mais... Rígido e cauteloso. – O que você quer, Bryan?

– Falar com você.

– Sobre...?

– Sobre você!

– Eu não quero conversar.

Meu queixo caiu quando percebi que estava sendo tratado com tanto desprezo. Luke também não olhava para mim, vacilando o olhar ao redor como se quisesse estar em outro lugar. Irritei-me e saí puxando-o pelo braço, forçando Luke a caminhar.

– Mas eu não te dei opção – foi o que respondi, ignorando suas ofensas enquanto o arrastava a força, puxando pelo braço.

– Você está me machucando, Bryan! Me solta!

– Não faça drama, eu nem estou usando força – respondi ao seu exagero, rolando os olhos.

Matheus e Mi comi estavam de mãos dadas próximos da porta de sua sala. Não prestei atenção em Lucas, focado em Matt que estava com os lábios entreabertos, visivelmente assustado com a minha atitude.

– Me ajudem a arrastar Luke para um lugar onde podemos conversar.

Luke começou a se debater. Fui pego de surpresa e soltei seu braço, porém antes que fugisse Matheus o segurou pelo pulso contrário. Não perdi tempo em capturar seu braço de volta, puxando-o juntamente com Matheus enquanto Lucas o empurrava pelas costas.

Devia ser uma cena realmente ridícula vista de fora, entretanto situações drásticas exigem medidas drásticas.

– Ok, eu não sou uma criança, podem parar de me machucar que eu vou!

Olhei para Matheus que concordou, mudo. Colaborei e escorreguei minha mão do braço de Luke para sua mão, segurando-a como garantia de que ele não ia fugir enquanto caminhávamos.

Paramos numa parte pouco mais afastada de onde a maioria dos alunos estava. Eu larguei a mão de Luke e me virei de frente para ele.

– Então...? – ele instigou, o olhar longe de qualquer um de nós.

– Qual o problema?

– Não há problema.

Irritei-me com ele evitando meu olhar daquele jeito e me aproximei, segurando seu rosto com ambas minhas mãos, obrigando-o a voltar-se para mim.

– Repita.

– Não há problema – ele repetiu como eu pedira, desta vez encarando-me. Sua voz oscilante era fraca como um sopro.

– Você é o pior mentiroso que eu já vi.

– Solte-me – ele pediu, puxando meus braços para longe, no intuito fugir do meu olhar novamente. Respirei fundo perante sua teimosia, tentando me acalmar.

– Você não vai dizer nada?

– Eu não tenho o que dizer.

Matheus avançou um passo, puxando a manga do moletom folgado de Luke, pegando-o de surpresa. Prendi a respiração, sentindo meu coração contrair. Seus pulsos e braço estavam cobertos por bandagens. Luke encarou Matheus com uma mistura de raiva por ter sido exposto daquela forma e um pedido desesperado por ajuda em seus olhos.

– Por quê...? – Matheus indagou em um tom suave, segurando na mão de Luke antes que ele o afastasse.

– Você nunca entenderia. Não é como se já tivesse passado por algo parecido.

Sem pensar naquilo que estava fazendo puxei a mão de Luke mais uma vez e puxei minha própria manga, retirando meu relógio e empurrando as pulseiras, expondo minhas cicatrizes... As cicatrizes antigas, riscando meu pulso. Era a primeira vez que eu as mostrava para alguém por vontade própria. Seus dedos magricelos e esbranquiçados desenharam uma de minhas linhas suavemente. Fitei a Luke esperando até que ele erguesse o olhar no meu.

– Tente – ofereci em um tom suave, tentando não soar opressor.

Luke me fitou por algum tempo, ponderando minha oferta. Seu lábio inferior começou a tremer e as lágrimas acumularam-se em seus olhos.

Ele estava quebrando.

– Você não pode me ajudar... – seu tom era oscilante, porém nenhuma lágrima fora derrubada. Avancei e abracei-o, rodeando seu pescoço com meus braços.

– Mas eu quero.

Por mais que um lado meu estivesse quebrando junto com Luke, sentindo toda sua desesperança e desespero o outro, pequeno, gritando estupidamente do fundo de meu cérebro estava orgulhoso de mim mesmo. Pelo menos estou melhorando nesse lance de consolar alguém...

... Depois de muitas tentativas fracassadas.

– Eu merecia, por isso eu fiz... – ele soprou baixinho no meu ouvido, fazendo com que eu me sentisse ainda pior. Luke retribuiu o abraço, instigando-me a aumentar a força, na intenção de passa-lo a sensação de segurança e apoio.

O que eu devo dizer agora? Que ele não merece, é claro, entretanto eu ainda nem sei o porquê dele achar que merece. Não soaria falso se eu dissesse que ele não merece antes de ouvir a justificativa? Ótimo, já estou falhando no consolo.

No meio de minha busca mental por palavras boas o suficiente um barulho de uma briga próxima chamou nossa atenção. Começou com palavras perdidas, logo formando palavras.

– Você não pode estar falando sério!

– Por quê? Você é estúpido demais para assumir?!

– Erick!

Eram Erick e Thiago. Afastei-me de Luke e olhei para os garotos, os quais pareciam igualmente interessados. Matheus fez sinal de que deveríamos ir ver, então peguei a mão de Luke na minha e o arrastei comigo, desta vez ao meu lado enquanto ele fungava, sem lágrimas.

– Por que está brigando comigo se você tem uma namorada?

– É diferente!

– Como pode ser diferente?!

– A menos que Anitta seja sua namorada é muito diferente!

– O que está acontecendo? – Matheus se meteu assim que nos aproximamos de Thiago, ainda mais afastados do resto dos alunos. Erick estava a sua frente, alguns passos os separando e seu rosto estava avermelhado de raiva, a expressão nada amigável. Ele cruzou os braços e encarou todos nós como se fôssemos insetos.

– Estamos discutindo. Não é óbvio?

– Não fale com Matheus assim! – Thiago pediu em um tom bem menos violento.

– Você não pode calar a boca por um minuto, não é mesmo?

– Foi você quem começou a discutir!

– Foram as suas atitudes que pesaram!

– Hey, hey, hey! – interrompeu Matheus, pondo-se entre Erick e Thiago, os quais ameaçavam avançar cada vez mais. – Que tal resolvermos com menos violência e mais amor?

Tentei trancar uma risada perante as palavras de Matheus, infelizmente ela dera um jeito de escapar, arranhando o céu da minha boca antes de escapar em um tom anasalado. Erick voltou seu olhar para mim, ele estava com tanta raiva que considerei seriamente que ele iria partir pra cima de mim.

– Se você se atrever a rir vou arrancar seu cabelo falso, emo depressivo!

Parei por um momento, completamente atônito com o que havia acabado de ouvir. No segundo seguinte já sentia meu sangue fervendo por debaixo da pele.

– Pior é você que os únicos que te suportam são o bando de emos depressivos! – gritei de volta sem pensar duas vezes, avançando um curto passo antes de sentir Matheus me forçando para trás, se posicionando entre mim e Erick.

– Ok, ok! Vamos nos acalmar ou iremos todos nós para a diretoria. Somos todos amigos, então sem derramamento de sangue – Matheus se intrometera novamente, tentando me empurrar o mais amistosamente possível para trás, longe de Erick.

Todos nós nos separamos, caindo no silêncio. Erick e Thiago respirando com dificuldade, uns de frente para os outros, encarando, sem saber o que dizer. Eu ainda com raiva de Erick, segurando a raiva para não recomeçar uma discussão.

– Então... Podem me dizer por que tudo começou? – pedira Matheus, como o único que se arriscava a dizer alguma coisa.

– Não é da sua conta – rebatera Erick em tom irritado, voltando a ferver meu sangue.

– Erick estava xingando a Anitta sem motivos – respondera Thiago mais apropriadamente.

– Como sem motivos?! Ela é completamente prepotente!

– A Alice faz muito pior e eu nunca disse nada!

– Hey, hey! Estão começando a olhar! Sério, assim vamos todos para a diretoria – interrompera Matheus mais uma vez, como o único que tinha coragem de se meter. Ele me fitou, os olhos verdes implorando por alguma ajuda e eu só sorri sem graça, balançando os ombros. De repente ele sorriu. – Ok, faremos dois grupos para ver os dois pontos de vista e depois juntamos: Bryan e Luke, vocês ficam com o Erick. Eu e Lu ficamos com o Thiago.

Segurei-me para não bufar quando fitei a Erick. Ele parecia no pior dos humores e infelizmente tinha sobrado para mim, porque depois de Thiago eu era com quem ele mais falava. Ficara basicamente para que eu e Matheus resolvêssemos a situação, tendo em vista o estado lastimável de Luke e... Bem, a infantilidade de Mi comi.

Logo Matheus, Thiago e Lucas estavam se afastando, deixando-nos para trás. Encarei Erick por longos segundos simplesmente porque eu não queria conversar com ele. Parecia que qualquer coisa vinda de mim ele iria usar como motivo para começar uma discussão.

– Então... O que o Thiago fez? – perguntei no tom mais calmo que eu conseguia naquele momento, ainda segurando o impulso de partir para cima dele.

– Anitta. Ela é uma vadia e ele não aceita isso – ele respondera civilizadamente, para meu alívio.

– A Alice também é uma vadia – murmurara baixinho Luke ao meu lado, no intuito de que Erick não escutasse. Infelizmente o olhar esverdeado por detrás dos óculos disparara para Luke, brilhando em raiva.

– Não fale assim da minha namorada ou nós vamos brigar violentamente.

Suspirei dramaticamente, revirando os olhos. Fitei a Luke brevemente, vendo que ele não parecia muito afetado pelas palavras de Erick, para meu alívio.

– O que a Anitta fez? – perguntei o mais paciente possível, ciente de que tanto eu quanto Erick estávamos a uma fagulha de partir um para cima do outro.

Sinceramente eu não sei quem é Anitta ou o que ela fez. Thiago comentara brevemente sobre ela, uma amiga, e pelo menos eu não possuía qualquer conhecimento além. Mas, é claro, não importa quem é a menina ou o quão legal ela pode ser, Erick está mais interessado em odiá-la por um pequeno e simples motivo de seis letras: ciúmes.

– Ela é uma vadia o tempo todo! Arrogante e prepotente, vive mandando indiretas e dando grandes discursos como se ela fosse grande coisa!

Embalei o corpo levemente para trás, em um gesto automático. Um “click” em minha mente fazendo com que eu arregalasse os olhos.

– Anitta? Cabelos azuis, branca como papel, fala pelos cotovelos e se tirar toda a maquiagem vira outra pessoa?

Erick dera um pequeno sorrisinho irônico tão, mas tão arrogante que se eu não estivesse interessado demais na nova amiga de Thiago eu teria lhe acertado um soco.

– Sim, ela já disse que te conhece e que vocês não se dão muito bem. Ela disse que você era uma pessoa difícil, principalmente com garotas.

Eu literalmente entreabri os lábios perante o choque. Porra! A desgraçada da Anitta! Aquele demônio de cabelo azul é a “grande amiga” do Thiago! E eu sou um grande idiota por não ter associado o nome. Não é como se muitos fossem os pais que colocam o nome da filha de Anitta, mas- Porra!

E pela expressão arrogante de Erick ele parecia extremamente satisfeito com a minha reação.

– E vocês ouviram ela e nem ao menos me disseram algo. Ela é louca! E eu não me dar bem com ela não tem nada a ver com ela ser garota.

– Bem... Você também não gosta da Alice...

– Eu não tenho culpa se as garotas que eu conheço são idiotas!

– Não fale assim da Alice, Bryan! Porque eu juro que estou me contendo para não te atacar...

Respirei muito fundo, começando uma contagem mental e mordendo a língua para não responder-lhe a altura ou dar-lhe um soco muito merecido bem no nariz empinado.

– Você acha que eu não estou me controlando para não bater com a sua cabeça na parede? A Alice é uma idiota e só você não percebe!

– E a Anitta é o quê?

– As duas não prestam!

– Você é quem não presta!

De repente Erick calou a boca. Quando eu vi o que tinha acontecido me calei também, porém pasmado, fitando a cena a minha frente com os lábios entreabertos e os olhos arregalados. O estalo fora tão alto que as pessoas próximas voltaram-se para nós, inclusive Matheus, Thiago e Mi comi.

Luke havia avançado e dado um sonoro tapa no rosto de Erick.

Todos estávamos atônitos, inclusive Erick, com a mão posicionada na bochecha recém machucada. A expressão dele era de completo choque, como todos nós, com exceção de Luke que parecia realmente irritado.

– Quer saber o quê, Erick? Eu não aguento mais a sua infantilidade! E agora você vai me ouvir e vai ficar quietinho, depois o que fará com as minhas palavras não me importa. Você pode ser inteligente como tantos alegam e realmente considerar ou apenas ser um ignorante e se achar superior demais. Não me importa. Você pode enfiar elas no rabo que eu não dou à mínima! – Luke rangia os dentes, controlando o tom de voz para não sair nos gritos engasgados que realmente eram.

Erick não resmungara, murmurara... Ele nem ao menos abrira a boca, agindo de forma inteligente pela primeira vez no dia. Talvez fosse o choque falando mais alto e fazia todo sentido se você considerar que Luke e Erick nunca foram muito próximos, então ele enfrenta-lo daquele jeito era, no mínimo, inesperado.

– Então não, a Anitta pode não ser legal, entretanto a Alice é mil vezes pior! Nenhum cara, gay ou hetero a suporta, só os que querem comê-la. Não importa se é sua namorada ou não, ela não muda! E sinceramente eu não aguento mais você fazendo cu doce. Porra Erick, qualquer idiota nesse colégio já percebeu que o Thiago lambe o chão por onde você passa. Ele é apaixonado por você! Se você realmente foi idiota até esse ponto em achar que ele era apenas seu amigo, então você é o nerd mais burro que eu já conheci. E se você vier pra cima de mim bancar o homofóbico com nojo só porque seu amigo se apaixonou por ti eu quebro o teu nariz aqui e agora. Thiago não mudou quem ele é ou a amizade que vocês possuem, ele apenas se apaixonou por quem você é.

Meu coração corria, disparando adrenalina. Tudo o que eu podia fazer era assistir Luke recuperar o fôlego rapidamente para não dar tempo de Erick reagir e tomar a palavra. Lembrei a mim mesmo de respirar e não ficar prendendo a respiração em surpresa.

– Diga alguma coisa antes que eu mude de ideia – Luke sibilou entre os dentes, soando ameaçador de uma forma que eu nunca imaginei antes.

– Eu não... Eu não tenho culpa se ele se apaixonou por mim... Eu não posso fazer nada – Erick respondera em um tom totalmente sem confiança, vacilando nas próprias palavras.

Prendi a respiração novamente, repuxando os cantos de meus lábios para evitar um sorriso quando vi Luke revirar os olhos antes de desferir um segundo tapa no rosto de Erick, tão forte quanto o primeiro.

Erick se comportou como eu jamais poderia esperar, quieto, o olhar surpreso fixo em Luke.

– Oh, yeah, você tem culpa sim, tem culpa por trata-lo tão mal! Thiago não tem culpa de ter se apaixonado por um idiota. Eu sei que é sofrimento para qualquer um ter que suportar a Alice, mas principalmente para o Thiago, acima de qualquer um. Vocês são namorados, ótimo para você, parabéns por você ser um idiota, mas tenha pelo menos alguma consideração pelos sentimentos dele. Estar perto de vocês como um casal o machuca.

– Então se estou namorando nós não podemos mais ser amigos?

Desta vez Luke erguera a mão com o punho fechado, fazendo com que Erick recuasse imediatamente. Conti o riso nervoso, não querendo chamar atenção, embora Erick merecesse que Luke batesse com a cabeça dele contra a parede até que deixasse de ser idiota.

– Quer saber, Erick? Não, não podem. Se você não pode ter um mínimo de consideração pelos sentimentos do seu amigo você não o merece. É uma escolha entre ele e Alice? Sim, é. Thiago não diz nada porque ele quer você, ele faria qualquer coisa por ti. Então se for para vocês serem apenas amigos com o tempo ele irá superar e vocês poderão voltar a serem best friends forever. Porque, seu idiota fresco e metido que fica se fazendo, não é uma questão de Anitta ser chata ou não, é você e seus ciúmes! Você consegue ser egoísta o suficiente para preferir que ele sofra sozinho perto de você a deixa-lo ir!

Luke terminara, respirando pesadamente. Olhei para um Erick embasbacado antes de fugir meu olhar para Matheus, Lucas e Thiago, todos igualmente assombrados. Ninguém ousava respirar demais, com medo de chamar atenção.

De repente um soluço irrompera no meio do silêncio. Todos voltaram-se para de onde ele vinha: era Thiago, com lágrimas escuras pela forte maquiagem escorrendo. Meu olhar recaiu e volta para Erick, na expectativa pela sua reação. Por um, dois, três segundos...

Nada. A única coisa que ele fez fora desviar o olhar, ocasionando em outro soluço engasgado por parte do Thiago.

Então Luke empurrou Erick e no momento seguinte Matheus estava lá, apartando a briga, segurando os braços de Luke.

– Quer saber? Eu cansei dessa porra! Você é um viadinho enrustido louco pra dar! – fora a última coisa que Luke gritara antes de se desvencilhar de Matt e sair pisando firme, passando por Thiago e puxando-o pelo braço para longe de todos nós.

.

– Eu acho que você deveria ligar para seu pai agora.

– Eu sei...

– Quer que eu pegue o seu celular?

– Eu não quero ligar...

– Eu sei.

Suspirei, apoiando os cotovelos em minhas coxas e escondendo o rosto com as mãos. Pedro ao meu lado começou a mexer no meu cabelo, tentando me reconfortar. Permaneci em silêncio por mais algum tempo, apenas observando minhas pernas que balançavam, batendo no muro em que estávamos sentados.

– Quando antes melhor...

Não respondi verbalmente, apenas balançando a cabeça de um lado para o outro. Já tenho tanta coisa para pensar, sobre Erick e Thiago, sobre Luke e sua automutilação... Eu queria resolver tudo, todavia eu também não esperava que acabasse sendo tão complicado assim.

Senti uma mão em meu queixo, puxando meu rosto. Permiti, tendo meus lábios levados até os de Pedro em um beijo suave. Sorri levemente sem querer quebrar o contato enquanto jogava meus braços sobre seus ombros. Meu coração correndo enquanto nos separávamos, apenas para nos beijarmos novamente.

– Ligue para o seu pai.

Fiz uma careta, provocando um belo sorriso em Pedro. Ele inclinou-se e beijou muito suavemente meu pescoço e quando eu menos esperava senti sua língua lambendo minha pele sensível, provocando um arrepio gostoso em mim. Um braço serpenteou ao redor de minha cintura, me puxando contra ele. Automaticamente eu apertei meus braços ao redor do seu pescoço, sentindo um pequeno incômodo começar a surgir em minhas calças.

– Pedro... – murmurei no pouco firme que eu conseguia reunir, avisando-o para recuar, mesmo sendo muito contra a minha vontade.

Ele entendeu e subiu, beijando minha bochecha delicadamente. Ele se afastou, depositando uma mão na mesma bochecha que beijara, seu olhar fixo ali. Era a minha bochecha machucada que eu escondia com maquiagem.

– Eu gostaria de ver como está...

– Está muito melhor. Eu estou usando uma pomada cicatrizante, então provavelmente não vou precisar de plástica.

Pedro sorriu com os olhos castanhos claros fixos nos meus. Senti meu corpo tremer como um idiota. Porra Bryan, ele é seu namorado!

– Ligue para seu pai.

– Tá bom, tá bom – revirei os olhos, soltando-o para buscar meu celular na mochila.

Disquei e esperei, contudo apenas ouvi aquele sinal irritante até a ligação cair. Franzi o cenho, recebendo um olhar curioso de Pedro.

– Só chama – informei, mexendo no celular para discar novamente. Fiz e novamente o mesmo resultado. – Estranho... Meu pai sempre atende, só não o faz quando está carregando, mas se chama...

– Ele pode estar ocupado, talvez com algum cliente...?

– Ás 12:13? – questionei ao fitar o horário na tela do meu celular. – Será que ele está brabo comigo?

– Se fosse o meu pai teria arrancado minha cabeça – Pedro respondera rindo, parando ao receber um olhar aflito da minha parte. – Relaxa, eu estou brincando. Quero dizer, o meu pai realmente arrancaria a minha cabeça, mas o seu passou os últimos dias ligando uma e outra vez. Você realmente acha que ele realmente não quer falar contigo?

Sorri e abaixei o olhar, encarando o celular em minhas mãos apenas para não ter que encará-lo. O sorriso não sumia quanto mais eu pensava sobre Pedro e como ele mudou. Agora ele fala palavras completas, menos interjeições... Até acabou de usar “contigo”!

– O que você está rindo?

Ri ainda mais com a sua pergunta, sentindo meu ombro ser empurrado levemente.

– Você... Você mudou muito desde que nos conhecemos – respondi erguendo o olhar para ele. Pedro sorriu daquele jeito lindo.

– Eu acho que pode ser a convivência com vocês emos. Daqui a alguns dias vou chegar ao colégio com lápis de olho e ouvindo músicas depressivas.

Revirei os olhos com um pequeno sorriso, mantendo o clima de brincadeira.

– Aí está o meu Pedro, o preconceituoso que eu conheci. Músicas emos não são todas depressivas, elas apenas são bem mais puxadas para o lado emocional – brinquei retribuindo o leve encontro de ombros. – Sério, você mudou bastante...

Pedro riu, passando uma mão pelos cabelos curtos, bagunçando-os.

– Acho que eu penso mais agora, desde que tive de decidir o que sentia por você.

Só de ouvir Pedro falar de sentimentos senti meu rosto esquentar. Eu não lido bem romantismo e coisas assim. Por outro lado também senti meu peito se aquecer com as suas palavras. Porque ele gosta de mim...

– Isso é bom... Mas você ainda não gosta dos meus amigos.

– Ah, isso... Bem, um é uma coisa saltitante que me assusta, outro parece estar sempre em depressão profunda, daí tem aquele que não gosta de mim porque anda com o nerd, o nerd e o Matheus... E você sabe que eu tenho um pé atrás com o Matheus... – ele tentou explicar com uma leve careta, repuxando os lábios. Eu ri.

– Acho que é justo. Eu também não sou fã dos seus amigos.

– Ultimamente nem eu... – Pedro murmurara baixinho, mais para si mesmo. Inclinei-me e beijei sua bochecha.

De repente meu celular tocou, interrompendo o silêncio com Carolyn, do Black Veil Brides. Fora o Matheus quem escolhera, alegando que qualquer uma soaria melhor que Perfect, do Simple Plan. Peguei-o na esperança de que fosse meu pai, mas o visor anunciava tratar-se da minha mãe.

– Alô?

– Bryan, é a Amanda. Sua mãe está preocupada, quer saber se você virá para casa. Eu tentei ligar para o Michael, mas ele não atende.

– Ah... Minha mãe está em casa? – perguntei sentindo um pequeno alívio por saber que meu pai não estava me ignorando.

– Sim, parece que teve uma folga.

– Você pergunta para ela se ela poderia me levar para a casa do meu pai agora, por favor?

– Sim, só um pouquinho– disse enquanto me deixava na espera, ouvindo os ruídos do telefone. – Ela disse que sim, só dizer onde está que ela te busca.

– No colégio.

– Tudo bem, é para você esperar aí.

Concordei, me despedi e desliguei rapidamente antes que Amanda pudesse começar algum outro assunto completamente aleatório. Pedro parecia entretido com o próprio telefone, fitando-o com uma cara de desaprovação.

– Quer ir para casa? Minha mãe já está vindo, posso esperar sozinho – sugeri calmamente, imaginando que poderia ser alguma ligação ou mensagem de seus pais se preocupando, bem como os meus.

– Não, não. São só os caras me mandando mensagem.

Murmurei em concordância e Pedro rapidamente mudara de assunto para outro aleatório. Nós ficamos ali, falando de várias coisas normais, como amigos, vez ou outra beijando, tocando...

Quando a minha mãe chegou ela e Pedro se cumprimentaram tão alegremente e conversaram tão animados. Ela, inclusive, insistiu em dar uma carona para ele, mesmo Pedro rejeitando várias vezes, apenas para que pudessem ir conversando no caminho e eu ali, quieto, completamente esquecido...

A casa de Pedro era perto do colégio. Foi a primeira vez que eu vi ela. Não houve nenhuma surpresa, parecia bem normal, talvez do tamanho da casa da minha mãe e menor que a do meu pai.

– Você ainda não falou com ele?

– ‘Nop.

– Não diga a ele que eu já conheci o Pedro – minha mãe advertiu rindo. Inclinei-me mais para a frente do banco de trás porque sim, o Pedro tinha sentado no passageiro ao lado dela. – Ele vai descobrir de qualquer forma, mas não diga antes dele conhecê-lo. Michael vai ficar louco de ciúmes – ela riu, parecendo divertir-se e eu sorri porque era verdade.

Paramos na frente da casa do meu pai, quando fui sair do carro minha mãe estava com o rosto virado para trás, na minha direção, fitando-me. Entendi o recado e imediatamente me inclinei para ela, beijando sua bochecha antes de me despedir e sair. Ela saiu sorrindo o tempo todo, fazendo com que eu me sentisse satisfeito comigo mesmo.

Mexi no fundo da mochila, procurando a minha chave com o chaveiro do Jack, de O Estranho Mundo de Jack. Estava esquecida num bolso cheio de papéis e lixo o que faz sentido, considerando o tempo que eu não uso ela.

Entrei pelo portão e pela porta, parando na sala. Não havia qualquer sinal de vida.

– Pai? – chamei incerto, baixo demais porque caso ele estivesse em casa com certeza me xingaria por estar gritando. Ele odeia que grite, mesmo sendo apenas para chamar. Quando ele precisa me chamar procura por mim pela casa e eu devo fazer o mesmo.

Larguei minha mochila no sofá, mesmo sendo o lugar errado porque ela estava pesada demais. Quando eu comecei a cogitar a possibilidade de que ele poderia ter ficado no trabalho ou apenas ido almoçar fora eu ouvi um pequeno barulho proveniente da cozinha. Fora fácil porque era a única coisa quebrando o silêncio.

– Pai? – chamei em um tom normal, indo até a porta. Quando entrei parei ali mesmo, em choque.

Lá, mexendo no freezer estava uma moça jovem e alta, de longos cabelos loiros e lisos que passavam a cintura. Seu corpo parecia ser do estereótipo magro, como modelo, embora estivesse vestindo um suéter cinza mais do que duas vezes o seu tamanho que claramente não a pertencia.

Ela parou e me fitou com seus olhos claros, curiosa. Eu retribuí, sentindo o gelo subir pela minha espinha, criando raízes em meu peito, machucando... Ela sorriu, como se para soar mais simpática, porém tudo o que conseguira fora aumentar meu desprezo...

Porque ela estava usando um suéter do meu pai.

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Notas finais
MEUS GATÍSSIMOS E GATÍSSIMAS, qe saudades :3 Podem me escravizar, prender, torturar, chicotear... Eu sei qe mereço e qe parece mentira da minha parte dizer qe sinto falta de vcs, mas eu sinto u.u Emo-ções tem os comentários MAIS LINDOS, DIVOSOS E MOTIVADORES do mundo! Eu realmente sinto falta, me sinto culpada cada vez que eu vejo o contador de visualizações e msm messes sem atualizações ele continua com uma média de 50 acessos por dia, eu amo e ao mesmo tempo me sinto culpada kkk Eu amo vcs dms ♥ Eu já disse qe amo vcs dms ? Qem desistir eu realmente entendo, mas qem n desiste só ganha mais amr eterno, meu coração, meu corpo, minha alma... Okay, hora dos avisos: – Betado pela Andy Yumi, minha escrava ♥ (/apanha). Não, sério, é um escravismo do século XXI, maaaaaas escravizada com mto amour e ela permite, então tudo bem :) Ela surgiu como leitora de Emo-ções e agr eu exploro ela pra tudo e mais um pouco kkk N vivo sem... – Dedicado ao Alê, por ser seu aniversário! 27 de dezembro. O emo/'screamu/góticofofo/unicórniopurpurina (oq-) mais gatíssimo do mundo ♥ Surgiu em Emo-ções, mora do outro lado do Brasil EEE msm assim temos até fotos kkk – A galeria foi excluída pela moderação do Nyah! Fanfiction logo após a atualização. Pq? Pq é ilegal. Sinceramente? Eu sabia kkk Todos sabíamos u.u Mas fala sério, ela era tão lecau D= E tinha comentários tão lindjos – A cena do Luke a ideia veio de uma leitora qe super curte o Luke por ele ser do tipo "qe n faz cu doce", eu gostaria de por o nome, mas o Nyah! arqivou/excluiu todas minhas mensagens, então eu perdi... (pfvr, n fiqe chateada!) – Ah, o Nyah! Fanfiction arqivou/excluiu todas minhas mensagens, msm sem eu ler pq passei mto tempo sem entrar. Se vcs deixaram uma bem lindja e divosa, mas eu não respondi: perdão, mas eu não pude nem ao menos ver. _________________________Quando sai o próximo cap?_________________________ Juro pela minha alma (qe n vale mto, mas ignoremos) que será no final de fevereiro/início de março. "Ah Tassi, mas falta mto!" Olha, vejam bem... Se vcs considerarem o tempo qe esse demorou... kkkk E eu estou sinceramente considerando Emo-ções ser minha próxima prioridade, ou seja: quase um cap por semana. Lado ruim: acabará rápido (finalmente!). Bem, então... Se vcs forem o msms amores de sempre eu estou CONSIDERANDO SERIAMENTE em publicar Emo-ções como um livro! Legal ? Não ? Besteira ? Deixem sua opinião u.u Me perdoem por ser tãaaaaaoooo enrolona, mas vcs são realmente a minha felicidade ♥ Obg aos qe n desistirem!