Emma Mills?

1 Um toque do destino


Storybooke, Maine. Três anos após a Maldição


A casa estava escura e silenciosa, enquanto certa morena bebia lentamente sua tão amada cidra de maçã em seu escritório, coberta por uma escuridão que já não lhe incomodava a muito tempo, envolta por seus pensamentos sombrios acompanhada de uma solidão que nem mesmo a vinda para uma terra supostamente sem magia foi capaz de arrancar.
No lado de fora da mesma mansão, um clarão se fez presente por uma fração de segundo, e uma garotinha adormecida foi deixada em frente a mansão. Com uma carta a sua frente, poucas batidas foram ouvidas, mas foi o suficiente para tirar certa rainha de seus pensamentos e de sua escuridão.

Irritada e confusa, a morena deixou a taça sobre a mesa, dirigindo-se a porta, e não poderia ter ficado mais surpresa. Uma linda garotinha, deveria estar em seus três anos de idade dormia tranquilamente envolta por apenas um fino cobertor sob a temperatura que a essa altura da noite já se fazia fria, suas mexas douradas visíveis mesmo sobre a iluminação precária. além dela, outra coisa chamou a atenção da Rainha, uma carta a frente da garotinha, uma simples carta com poucas mas significativas palavras.

Ao se aproximar para pegar a carta, viu a pequenina menina enrugar o nariz e bocejar, os lábios de um rosa natural formando um perfeito O, Regina mesmo não admitindo a si mesma, sentiu seu enegrecido coração aquecer e aos poucos se render aquela criança. Balançou a cabeça levemente, enquanto as palavras suavemente entravam em sua mente.

Cara Regina Mills

O destino tem seu próprio jeito de direcionar vidas, nem sempre de uma forma justa Rainha, não podemos mudar o que aconteceu, mas posso lhe dar um presente, cuide bem dela.

A decisão é sua mas saiba que até o mais duro e enegrecido coração é capaz de amar, mas para ser amado, é preciso se permitir amar.

Olhou novamente para seu presente, e com as palavras ecoando em sua mente abaixou-se a pegando cuidadosamente em seus braços, mas a loirinha, estranhando começou a se mexer dando indícios de que iria acordar, a rainha temeu por sua reação, mas ela, ao sentir o aroma da morena aconchegou-se em seus braços a abraçando e voltando a dormir com um suspiro satisfeito como se estivesse em seu lugar.

Seu enegrecido coração aqueceu-se ao ver tal reação do bebê em seus braços, a abraçou com carinho, com a decisão já tomada, ela então fechou a porta.

Regina sentiu algo que a muito não sentia, a certeza de não estar mais sozinha, a estranha sensação de pertencer. Mal sabia ela, o quão certa estava.

Emma