Emma Mills?
28 Sempre
Notas iniciais
Sempre
Em silêncio as duas apenas se olhavam, naquele momento, a loira não se importava com o fato de que cada minuto que se passava aumentava ainda mais sua tortura, o medo do não batendo de frente com sua coragem, ela apenas ficou ali, fitando as orbes que tanto amava, a verdade é que somente a morena importava, nada a faria apressar seu momento, assim sendo, Emma a esperaria, a vida inteira se preciso fosse.
Regina fitava a loira já a algum tempo, e embora seu coração implorasse que acabasse logo com essa tortura e, ao menos uma vez ser feliz de verdade, seus fantasmas insistiam em bater de frente, lembrando-a de todas as coisas ruins que já fizera, dos inocentes mortos ao fio da espada de seus guardas, como alguém assim poderia sequer sonhar em ter Emma ao seu lado? não podia fazer isso. Apesar de nunca ter desejado esse destino, a verdade é que se tornou a Evil Queen, e nada poderia mudar quem foi, nem o fato de que não a merecia.
A mais velha com um suspiro abaixou seu olhar, porque seu passado tinha que interferir no presente justo agora, que sabia ter seu amor correspondido? estaria Rumple certo afinal de contas, vilões não tinham finais felizes? Nem mesmo quando a droga da verdade é que nunca quisera ser uma vilã, mas essa era a verdade, não teria seu final feliz, e novamente se via perdendo seu amor mais verdadeiro sem nada poder fazer, porque não merecia Emma, seu presente merecia outra pessoa, alguém bom o suficiente para ela.
Quando se preparava para dar a resposta que lhe destruiria de vez sentiu um toque suave em seu rosto, o erguendo, nada foi dito, não foi necessário, não quando aquelas orbes tão expressivas já o faziam, ali, a morena pode perceber que mesmo podendo ter qualquer outra pessoa no mundo inteiro, não era a elas que Emma, a sua Emma queria, a verdade estava mais que estampada nos seus olhos, dando a Regina a segurança necessária, naquele momento, a Rainha permitiu-se deixar o amor da loira lhe dar a coragem que tanto queria.
– Não importa para onde eu vá, ou quantas mulheres eu conheça, não importa nem mesmo se você me mandar embora daqui agora, nada vai mudar o que sinto por você Rainha, eu não quero, não preciso de mais ninguém, porque só você tem o que eu preciso, é só com você que serei feliz, porque já encontrei meu amor verdadeiro, e ele se chama Regina Mills, põe isso nessa cabeça dura, e me deixe te fazer feliz. — sua voz suave, junto a coragem a amor que seus olhos passavam para a mais velha, foi o que faltava para que Regina finalmente enterrasse de uma vez seus fantasmas.
– Sempre. — foi tudo que as lagrimas de alegria lhe permitiram dizer e era tudo que Emma precisava ouvir.
Regina se jogou em seus braços, enlaçando o pescoço de Emma, que capturou os labios da morena num beijo cheio de amor, beijo este que aos poucos começou a esquentar, dando lugar a paixão, ficaram ali por um tempo, mas estavam cada vez mais envolvidas, sentiam-se pegando fogo e foi Emma a dar o próximo passo. desceu suas mãos abaixo dos quadris da morena e a ergueu em seu colo, caminhando com ela nos braços até depositá-la cuidadosamente nas almofadas dispostas no tapete. Depositando seu corpo sobre o mesmo, sem jamais interromperem o beijo, já não suportando mais conter o desejo, interromperam o beijo, por falta de ar, ela se olharam, ofegantes.
– Emma...Eu... — Regina tentou falar algo, mas Emma a impediu colocando um dedo sobre seus lábios.
– Shiii... não Regina ...não precisamos de palavras. — Disse Emma, tomando novamente os lábios da morena.
Mãos passeavam por corpos quentes e macios, roupas se tornaram empecilhos, barreiras a serem transpostas. apesar de todo o desejo de ambas, Regina ainda estava receosa. Receio este que desapareceu ao ver a loira se despir em sua frente, a fazendo engolir em seco. Sorriu ao receber um sorriso luminoso da loira ao tempo que sentia sua pele arrepiar ao ver Emma tocar em suas coxas, entrando por dentro da saia, retirando sua calcinha.
A morena sentia seu centro latejar a cada peça de roupa tirada, parecia uma adolescente apaixonada e assustada em sua primeira vez. Sorriu com essa ideia.
Ao sentir o peso da mulher maior sobre o seu corpo, instintivamente abriu suas pernas, a acomodando em um encaixe perfeito. Ambas gemeram ao sentir seus centros se tocarem. Emma a beijou com amor, e apesar de nunca o terem feito, de uma forma, era como se já se conhecessem há séculos, tudo perfeito e sincronizado.
Regina se tranquilizou nos braços de Emma, se sentia em casa, ela era o seu lar, aquelas mãos tomando os seus seios, aquele corpo alvo e quente roçando sobre o seu, tudo nela, era o lar de Regina.
Emma se deliciava com a pequena mulher sob ela, tocava aquele corpo com devoção, como quem toca porcelana, ou uma obra de arte, que deveria ser tocada de forma delicada. Dedos se entrelaçavam, pernas também, mas o desejo de terem mais uma da outra foi crescendo dentro delas e o ritmo foi ficando mais rápido, forte e frenético. Gemidos guturais saiam de ambas as mulheres, mãos vagavam pelos corpos já suados naquele embate de amor.
As mãos de Emma desciam pelo ventre de Regina, assim como o olhar da loira, queimando por onde passava. afastando uma perna da morena, Emma acariciou a parte interna da coxa de Regina, tocou o sexo da morena e desceu até o meio das pernas dela, acariciando o sexo de Regina, para em seguida beijar com carinho.
Regina olhava pra Emma quase sem ar e gemeu alto quando viu e sentiu a boca da loira tomar sua intimidade, abrindo caminho com a língua por aquele vale. a morena enroscou seus dedos nas madeixas loiras, arqueando seu corpo, gemendo e chamando o nome da sua amada.
Emma olhava as reações no corpo da morena e segurava as coxas da mesma quando ela arqueou, os dedos fortes de da loira estavam fincados nas coxas de Regina, com certeza deixaria marcas. A morena rebolava na boca da sua amante e sentiu as mãos de Emma largarem suas coxas e se dirigirem aos seus seios, os apertando.
Regina ofegava, gemia alto, mas não conseguia formular palavras, tamanho era o furor em que se encontrava. Emma retornou uma de suas mãos de volta para o centro de sua amada, desta vez na entrada úmida e quente da morena. Subiu pelo corpo da mesma, queria olhar em seus olhos no momento em que a possuísse e assim o fez, se encaixou em uma das coxas da Rainha, rebolando e a olhando nos olhos a fez dela, introduzindo seus longos dedos na cavidade apertada de Regina, que revirou os olhos, não suportando tanto prazer.
– Olha pra mim, Regina. Me beija meu amor. — pediu Emma, logo sendo atendida.
Regina abraçou os ombros de Emma e se lançou no beijo pedido por sua amada. Estavam no mesmo ritmo e apesar da chuva que caía lá fora, ali dentro estava quente como um vulcão em erupção e foi como um vulcão que a morena chegou a um poderoso orgasmo nos braços de Emma, gritando o nome da loira.
Emma sorria, enchendo sua Rainha de beijos, acariciando os cabelos escuros, esperando a respiração da morena se acalmar. Regina deu um último gemido, mas foi de protesto, ao sentir os dedos da loira saírem de seu interior. Mais recuperada, abraçada ao corpo de Emma, a morena a olhou.
– Minha vez, não acha? — disse sorrindo e se deitando sobre a loira, tomando os seios em suas mãos, apertando e substituindo as mãos pelos lábios, fazendo Emma gemer e arquear o corpo com a língua quente de Regina em seus seios.
Regina rebolava no centro da loira, já com a liberdade dos amantes, sorria, depositando beijos por todo o corpo de Emma, às vezes passava as unhas pelo ventre da mesma, arranhando forte, como quem quer marcar o ser amado.
Ao chegar ao centro da loira, Regina admirou toda a beleza de Emma, tocou em sua intimidade, brincando com o clitoris , provocando inúmeras sensações na mesma, que a olhava encantada, ansiosa pelo que estava por vir. Regina então toma o sexo da loira em sua boca, se deliciando com o sabor dela, o perfume da sua excitação e a sugou forte como se fosse uma flor cheia de mel e ela estivesse faminta.
Emma gemia, rebolava pra sua morena. Gritou mais alto ao sentir os dedos de Regina em seu interior e a boca sugando seu clítoris. Emma tocou os cabelos negros numa carícia, enquanto era transportada para um mundo de puro prazer nos braços de sua Rainha, chegando ao orgasmo chamando por ela: — Ohh Ginaaaaaa.
Regina a sugou mais uma vez, saboreando seu gozo e aos beijos veio escalando o corpo da sua loira, sorriu frente à frente e beijou Emma, fazendo a loira sentir seu próprio gosto nos lábios da amada.
Ficaram ali abraçadas, felizes e realizadas nos braços do amor.
Um clarão se fez presente e um enorme barulho, ambas apenas sorriram, estavam seguras ali, bem onde estavam, lugar esse que não sairiam nunca mais.
– Eu te amo. — declarou Emma com um sorriso que deixava a mais velha de pernas bambas.
– Eu te amo. — devolveu Regina olhando em seus olhos. E assim, sorrindo as duas passaram a noite, se amando com palavras e ações até o cansaço as alcançar e dormiram uma nos braços da outra.
Enquanto isso, do lado de fora da mansão uma mulher as observava, e sorrindo consigo mesma sumiu em sua fumaça transparente.
Duas semanas depois...
Já haviam se passado duas semanas, e para Emma e Regina sua vida não poderia estar melhor, seu relacionamento foi uma surpresa para todos, mas nenhuma delas parecia se importar com isso, se amavam e era tudo o que bastava, não iriam esconder. Embora algumas pessoas como Mary e David nem tenham tido a decência de demostrar surpresa, pelo contrario, felicitaram as duas afirmando que já não era sem tempo.
A loira estava amando poder voltar para casa todo dia sem mais precisar esconder seu amor, estava feliz em ser recebida por sua amada com um caloroso beijo, assim como a morena estava mais que satisfeita em fazê-lo. A felicidade parecia habitar permanentemente naquela casa, naquelas mulheres.
Tudo era desculpa para a loira ir fazer uma visita na prefeitura, e vice-versa, como a loira amava surpreender sua Rainha com flores, jantares românticos, bombons e tudo mais que encontrasse, estava mais que satisfeita em poder finalmente encher de mimos e carinhos a mulher que ganhou seu coração.
Regina via se a cada dia mais apaixonada por sua loira, mal cabia em si de tanta felicidade, que podia ser notada de longe, e era tanta que a prefeita parecia flutuar pelas ruas de Storybrooke, não sabia se merecia tal felicidade mas não se importava mais nem iria abrir mão dela.
Naquela tarde, enquanto se dirigia para a prefeitura, Emma recebeu uma chamada em seu rádio, o mercado estava sendo furtado, coincidência ou não ela estava na esquina do mesmo, desceu do carro vendo olhando ao redor, quando notou um movimento no beco do mesmo, rapidamente foi até o local correndo pelo local, parou ao avistar o suspeito, parado na sua frente.
A loira sentiu suas pernas bambas quando o viu, o garoto não devia ter nem um metro de altura, com roupas e calçados gastos, era tão pequeno, possuía quase toda sua pele suja, e estava com fome, seus pequenos olhos arregalado gritavam isso, assim como as pequenas mãozinhas que agarravam firmemente um pacote de biscoitos, o menino não deveria ter nem quatro anos.
Aquilo lhe tocou o coração, a loira se abaixou até ficar na altura da criança e com voz suave falou, tentando lhe acalmar.
– Hey, não precisa ter medo pequeno, não vou te machucar, eu prometo.- dizia olhando nos olhos daquela criança.
– E tomo vó sabler islo? — disse o pequeno em tom de duvida.
– Porque sou a Xerife, eu protejo a cidade e você está na minha cidade, não vou deixar nada de ruim te acontecer. Você confia em mim? — por mais louco que podia parecer, a criança apenas acenou com a cabeça, Emma lhe sorriu gentilmente.
– Qual é o seu nome? — perguntou sorrindo.
– Henry. — disse o pequeno olhando nos olhos de Emma. — Mleu nome é Henry.
Henry

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