Emma Mills?

14 Promete para mim


Notas iniciais
Olá, bom, antes de tudo, gostaria de agradecer a todos os comentários do capitulo anterior, eles me motivam e muito a escrever ao menos um pouco por dia, e a tentar me superar nos capítulos, por vocês eu tento fazer algo bom, mesmo que eu não esteja muito bem, então, obg a todos que comentam. enfim, esse cap está com algumas surpresas, e infelizmente, nossos momentos com a Emma bebê estão acabando. :( mas ela precisa crescer não é mesmo? Mas fiquem tranquilas, vai ser aos poucos, uma mudança como essa não vai ser colocada de repente, até porque eu não gostaria de estar lendo num cap ela bebê e no outro já adulta. Vamos devagar e digo apenas que vamos aproveitar as fases e crescimento dela. Então é isso, comentem, sua opinião é importante e levada em conta por mim na hora de escrever. Boa leitura. beijos.

Promete para mim

Algumas semanas depois...

O tempo estava passando bem rápido na percepção das duas, seus dias em geral, sendo entre brincadeiras e conversas leves, as noites em sua maioria, repletas de estórias e carinhos, o quarto de Emma quase nunca era usado para dormir, pois, ela e até mesmo a morena sentia se mais segura quando estavam juntas, abraçadas, como se nada as pudesse machucar. A harmonia que se via nelas era algo único.

Naquela noite, já eram passado das nove horas da noite, o que na nova rotina da mansão 108 indicava hora de dormir, e de ouvir estórias, coisa que a loirinha amava, mas nessa noite em especial, algo diferente iria acontecer. As duas já prontas para dormir, quando Regina perguntou:

– Meu amor, você confia em mim? – disse suavemente. – sabe que não deixaria nada te machucar não é? – seus olhos nunca parando de fitar a loirinha.

– Eu confio em você Gina. – disse firmemente.

– Então me diz que te fez tanto mal? O que aconteceu com você meu amor? – disse suavemente, tentando saber o que houve. – nada de ruim vai te acontecer, eu vou te proteger meu amor, diz para mim. – os olhos castanhos imploravam por uma resposta aos olhos verdes que estavam indecifráveis.

– Eu confio em você, mas quero que confie em mim também. – disse simplesmente.

– Como assim Emma? – perguntou curiosa, a loirinha sempre a surpreendia.

– Eu quero saber a verdade sobre você, eu sei quando mentem para mim, mas mais que isso, eu sei quando você mente, ou tenta esconder algo de mim, e porque nada nessa cidade parece real, como se fosse algo já programado para acontecer. Eu confio que vai me proteger, então confia em mim, acredite que não vou te julgar, mas eu quero a verdade. A verdade que você esconde atrás da figura de Regina Mills. – a loirinha disse firme olhando para a morena.

– De onde você tirou essa linguagem? – perguntou temendo transmitir o quanto as palavras mexeram com ela, pois sabia que isso mostraria a verdade a ela, e uma verdade que traga consigo a possibilidade de perder Emma era verdadeiramente temida.

– Amo programas de detetives, estimula minha capacidade de absorver e ligar informações. – disse com seu melhor tom de sabe tudo.

– Como se você precisasse de mais isso para aumentar sua inteligência pequena sabe tudo. – Emma sorriu toda orgulhosa e a morena tocou o nariz dela com o dedo carinhosamente, mas o sorriso da loirinha foi desaparecendo até que em sua face restasse apenas expectativa, o que fez a Rainha suspirar. Não gostava de esconder coisas da loirinha, mas nesse caso era necessário. – Não há outra verdade Emma, você sabe quem eu sou, por que isso agora? – disse por fim.

– Tudo bem Gina, eu conto o que houve comigo, mas só se você me deixar te contar uma historia depois. – Emma usou outra tática.

– Tudo bem. – a morena estava curiosa e temerosa com o que viria, mal sabia ela o que Emma tinha em mente, e que algo havia acontecido.

Duas semanas atrás...

Fazia uma semana que ela havia tirado os pontos e já podia correr por ai, então convenceu Regina a passear com ela pela cidade, estava tudo bem até ai, só que a loirinha era muito observadora, foi quando ela começou a notar o comportamento das pessoas e das crianças, então comparou ao orfanato em que vivia, as pessoas que conhecia, a tudo o que via e nada parecia real.

Três dias se passaram e ela não parava de pensar nisso, quando Regina teve uma reunião que necessitava de sua presença, e Emma passava à tarde na casa de Mary, isso unido ao fato de sempre notar um canto mais escuro nos olhos da morena, como quem esconde algo doloroso, ela reconhecia porque era a mesma dor que via sempre em seus próprios olhos. O fato era que a pequena não conseguia pensar em outra coisa e parecia desanimada aos olhos de Mary, foi então que ela teve uma ideia.

– Você gosta de ler meu amor? – perguntou suavemente.

– Sim. A Gina sempre lê para mim na hora de dormir. – a loirinha disse meio desatenta, mas sem deixar de sorrir ao lembrar-se da morena. Mas prestou atenção quando Mary foi até sua bolsa e de lá ela tirou um livro grande e o colocou no colo da loirinha.

– Once Upon A Time. – a loirinha leu o que estava escrito na capa e olhou curiosa a professora.

– Achei que fosse gostar de um livro de contos. – disse simplesmente, sorrindo de maneira bondosa. – Que tal um chocolate com canela? – disse enquanto via a loirinha folhear o livro que não se lembrava de ter lido, e não se interessava em ler, mas sentiu como se algo a induzisse a trazê-lo para dar a Emma.

A loirinha quase não ouviu o que Mary disse, pois seus olhos estavam fixos naquele livro, eram rostos que ela conhecia, mas de jeito diferente, como se estivessem em outro tempo e fizessem parte de uma historia, algo maior que uma estória infantil, como se esse conto realmente tivesse acontecido.

– Mary. – chamou a professora, mas quando a olhou, foi como se visse a mulher do livro, com vestido de noiva, cabelo maior, preso em um bonito penteado, ela viu Snow White.

– Sim? – perguntou sorrindo para a criança no sofá, Emma piscou os olhos e voltou a ver Mary Margaret na sua frente. A loirinha percebeu que algo não estava certo, mas apenas disse.

– Obrigada. – sua voz era suave, a professora sorriu e disse apenas:

– De nada. – e se dirigiu até a cozinha.

Foi quando Emma começou a ler o livro, e sentiu como se houvesse mais verdade sobre essas pessoas nos parágrafos desses contos do que na vida que elas estavam vivendo, mas deixou para tirar conclusões quando terminasse a leitura. Se fosse verdade, ela iria querer saber a visão de Regina, será que é isso que ela esconde? Mas eu a conheço, ela não é má, ela não pode ser má. Mary voltou até a sala, e a loirinha decidiu deixar para pensar nisso mais tarde, recebendo o chocolate, Emma fechou o livro e começou a conversar com a morena.

A tarde passou e logo Regina voltou, quando a viu ela estava com um vestido de sua época como Evil Queen, o mesmo parecia abraçar seu corpo, negro como ébano, digno de uma Rainha o cabelo preso e a maquiagem forte, a face fria, indiferente, ela estava deslumbrante, mas a loirinha observou seus olhos, eram profundos, naqueles poucos segundos Emma, uma criança de apenas três anos conseguiu enxergar a dor que ninguém nunca viu, foi quando entendeu, Regina sofria por ser daquele jeito, por verem ela daquele jeito.

Ela então sorriu brilhantemente para a morena, voltando a ver Regina, ela teve sua confirmação Eu sabia que ela não era má. Depois disso apenas se jogou nos braços da morena, deixaria para descobrir seu passado como a Rainha Má depois, pois nesse momento, ela era apenas Regina, Sua Regina.

Aquela foi a primeira vez ela dormiu no seu quarto desde o episódio na praça, e assim que a morena saiu, a loirinha pegou a lanterna e se pôs a ler parágrafo por parágrafo do livro, se atendo principalmente a cada palavra que mencionasse Regina, tendo depois de lê-las, a certeza de que o livro escondia partes da historia da morena, talvez as mais importantes, as que ela desejava acima de tudo conhecer. Pois para Emma, o livro contava a historia de apenas um lado. Foi também naquela noite que a pequena soube que aqueles contos eram na verdade, uma historia real. Mas toda historia tem dois lados.

Foram quatro noites dedicadas à leitura, e por fim, soube tudo o que aconteceu, a maldição, o motivo de ser abandonada, entendeu que seus pais só queriam o melhor para ela, que no fim, Regina foi a responsável pela dor que ela passou, e que seus pais passariam se lembrassem o que aconteceu.

Só que seus pais foram responsáveis por muitas mágoas que a Rainha tinha, e de certo modo, ela achou justo, pois, não seria justo que eles vivessem felizes para sempre ao preço da dor da morena, nem era justo que Regina vivesse feliz sob a dor de seus pais, (ainda era estranho para a criança dizer essa palavra) haveria então um meio termo? Emma não sabia, mas deixaria o destino decidir, por hora pensaria em formas de descobrir o que houve com Regina.

Mas quem disse que a loirinha deixaria isso atrapalhar ou modificar sua visão de Regina? Pelo contrario, a fez se aproximar ainda mais da morena, pois de uma coisa sabia, seu amor pela Rainha não acabaria por isso, nem por nenhuma outra coisa. A loirinha precisava e iria descobrir a historia de Regina, mas por hora decidiu deixar toda a tensão dos últimos episódios passarem e digerir as informações também.

Noite atual

– Primeiro, promete para mim que não vai fazer nenhuma bobagem? Que não vai usar de vingança contra eles? – pediu suavemente.

– O que? Não pode me pedir isso Emma. Por que você esta os defendendo? – perguntou Regina inconformada.

– Não estou os defendendo Gina, não mesmo. – disse devagar, era difícil falar sobre isso. – mas eu passei muito tempo pensando sobre o que aconteceu, antes mesmo de sair de lá, pensava se eles teriam algo pelo que me faziam, pensava que se eu contasse talvez eles tivessem, mas meu medo era muito maior. Só que recentemente aconteceu algo que me fez ver que a vingança nunca é o caminho, eu sei o que ela faz com uma pessoa, ela destrói mais quem a pratica do que a pessoa que provocou esse desejo, eu não quero isso para você, não por isso, não por eles. Você não é assim. – não mais. Pensou a pequena.

– Emma ... – Regina estava sem palavras, Emma tinha o poder de fazer isso com ela, inteligente demais para sua idade.

– Só promete para mim que não fará isso, por favor, ou não contarei nada, pois não vou contar algo que irá te destruir, só peço isso porque eu te amo Gina, e não quero que isso aconteça com você. – disse firme, não queria que ela se deixasse levar de novo por coisas ruins, e se a morena podia proteger a loirinha, a pequena também poderia proteger a Rainha.

– Te amo também meu amor. — ela acariciou o rosto da loirinha. — Eu prometo. – disse por fim, mesmo contrariada. Mas Emma não precisava saber se ela fizesse algo, não seria uma vingança, e sim uma lição, mas deixaria para pensar nisso depois, pois agora era hora da verdade. Emma respirou profundamente antes de começar. Fazia tanto tempo que tentava fugir, não pensar, não lembrar, porém, as lembranças sempre estiveram lá, a assombrando, a loirinha as sentia como se tivessem sido marcadas a ferro e fogo nela, talvez fosse bom mesmo falar, ela torcia para que fosse o suficiente para poder enfim esquecer tudo e tentar ter uma vida normal ao lado da Rainha.

Notas finais
A imagem no capitulo, mostra como a Emma viu a Regina na lembrança. Comentem!