Emma Mills?
18 Palavra de Rainha
Notas iniciais
Palavra de Rainha
O que ninguém esperava era que elas não eram as únicas naquele lugar, pois, um homem acampava a alguns bons metros de onde elas estavam e aproveitava esse tempo na natureza, coisa que ele quase nunca tem, para correr um pouco, fazia tanto tempo desde sua ultima vez que pode fazer isso, era um fato que ele amava a natureza, se sentia mais completo e menos sozinho, como se o simples fato de estar nela lhe lembrasse de algo bom. Afastava a solidão, o que já bastava para ele, que alem dela, ainda sentia um vazio de quem perdeu que mais amava algo nunca por ele entendido.
Mas já estava ficando com fome, então decidiu voltar para seu acampamento quando viu na beira do lago uma garotinha loira, perto demais para seu gosto. Ele decidiu correr até ela para dizer que se afastasse da margem, quando a viu cair nele, o homem correu o quanto pôde atitude que o fez ser notado pelas mulheres, que procuraram Emma, mas não conseguiam a ver, Regina estava com uma angustia no peito, como se fosse perder algo que ama.
Emma. Era tudo que se passava na cabeça da Rainha. Seu pânico só aumentou quando viu o homem desconhecido pulando no lago, mergulhando logo em seguida, como quem procura algo... Emma. Então ela soube que seu presente havia caído naquele lago, não pensou, simplesmente correu até o lago sendo seguida de perto por Mary que estava em pânico, estava pronta para mergulhar quando o homem desconhecido surgiu com ela em seus braços, o desespero da Rainha só aumentou quando a loirinha não esboçou reação alguma quando chegou à superfície. Emma tinha a pele pálida, os lábios sempre rosados agora possuíam um tom meio roxo, tremia pela mudança inesperada de temperatura. A morena estava tão apavorada que nem prestou atenção no homem, tudo o que via era a loirinha em seus braços, que mal respirava.
Mas o homem balançou um pouco a criança em seus braços, imaginando que ela apenas ainda estava em pânico e por isso não estava tendo nenhuma reação, foi quando Emma começou a tossir, voltando a respirar para o alivio tanto de Regina quanto de Mary que já estava chorando em desespero, e até mesmo do homem até então desconhecido, que já se sentia ligado a ela. De uma maneira que não sabia explicar.
Só sabia que quando a viu cair nas águas, que pelo visto a pequena não sabia nadar, e estava afundando, um sentimento de angustia grande tomou seu peito e ele não pensou duas vezes, simplesmente correu mais que suas pernas podiam até estar perto dela e se jogou naquele lago, nadando até ela, pedindo a quem quer que fosse que a pequena aguentasse mais um pouco. Ele mergulhou um pouco e conseguiu sentir seu corpo tocar na pequena figura, ele a puxou para a superfície o mais rápido que pôde a sacudindo levemente.
A loirinha lutava para manter a respiração presa, sabia que a água entraria nela se não o fizesse, mas estava difícil demais, mas tinha esperança que sua Gina a tirasse da água, quando já estava desistindo, sentiu algo a puxar para cima, só que estava em choque demais para emitir qualquer reação, talvez ainda imaginasse estar dentro da água, e quando foi sacudida levemente ela finalmente conseguiu tossir com todas suas forças, inspirando logo em seguida, tremendo com o vento que tocava sua pele muito úmida e já acostumada a temperatura da água.
Podia sentir braços ao seu redor, e eles eram protetores, a loirinha se sentia bem neles, em casa, o que era muito difícil de acontecer, tendo em vista que sabia não pertencerem a Regina nem a Mary, mas não se incomodou com esse fato, porque sabia que aqueles braços pertenciam ao seu salvador, que ele não lhe faria nenhum mal.
Porem, não pode pensar em mais nada quando viu Regina desesperada na superfície, o homem nadou rapidamente até ela que agarrou a loirinha assim que suas mãos a tocaram, a puxando para seus braços a apertando num abraço cheio de alivio, tanto que lagrimas caiam de seus olhos enquanto sentia seu presente finalmente ali com ela, sentiu tanto medo.
A rainha se pôs a observar cada detalhe da loirinha, vendo se havia algum machucado, quando não encontrou apenas a abraçou mais apertado, beijando seu rostinho, que também derramava lagrimas agarrando a morena com todas suas forças, pois, a pequena tinha tido muito medo também, Mary acariciava as costas de Emma, tentando tranquilizar a loirinha, e beijava seu rosto, tentando se acalmar também, sabendo que ela estava bem.
Ficaram assim por um bom tempo, o homem tinha saído do lago e apenas observava a cena que se desenrolava diante de seus olhos aliviados, quando seus olhos fixaram na professora, sua respiração falhou enquanto observava a beleza da morena mais nova, e mais que isso, a sensação vinda do mais profundo de seu ser de que a conhecia, e que ela era importante para ele.
O que importava era o fato de não conseguir desviar seu olhar, que se prendeu ao dela, e como duas almas destinadas a sempre se encontrarem, sentiram o coração quase sair pela boca de tão forte que bateram, pois, mesmo que seus donos não lembrassem seus corações pertenciam um ao outro, eles se reconheciam. Mas foram tirados de sua bolha particular pela voz de Regina, que embora mais calma, ainda estava afetada.
– Meu amor, eu fiquei tão preocupada, nunca mais faça isso comigo, quase enlouqueci de tanta preocupação, o que deu em você para ficar tão perto do lago e sozinha? Você podia ter morrido meu amor, e eu não suportaria te perder, nunca. – seu tom era sofrido, Emma sentiu por deixar ela assim, mas não achou que teria algum mal em olhar o lago, nem achou que cairia nele, e se caísse ela sabia nadar, quando imaginaria que na hora não conseguiria se lembrar de algo que poderia a salvar?
– Desculpa, desculpa Gina, mas eu não achei que teria algo em observar o lago, e as águas são tão calmas ali, eu prometo que não faço mais, nunquinha, também senti muito medo. Não fica brava com a Emminha não, eu te amo muito e não queria mesmo te deixar assim. – a loirinha então se agarrou mais a morena, se sentindo segura novamente.
A morena a amparou, abraçando, como desejaria poder proteger seu presente de tudo e qualquer coisa.
– Tudo bem meu amor, eu não estou brava com você, mas fiquei muito preocupada, não faça mais isso, por mais calma que as águas pareçam, ainda são perigosas, ainda mais se você não sabe nadar. – a morena a repreendeu.
– A Regina tem razão Emma, o que você fez é muito perigoso, se não fosse esse homem... eu nem quero pensar no que teria acontecido, não faça mais isso meu amor. – Mary falou com voz suave, e beijou a cabeça da loirinha.
– Nunca mais faço isso. Dou minha palavra de Rainha. – disse com sua postura de Rainha, arrancando sorrisos dos presentes. Regina então se virou para o desconhecido, ficando surpresa em ver quem ele era, a loirinha ficou surpresa também.
– Você salvou minha Emma, eu nem sei como lhe agradecer. – a Rainha beijou os cabelos da loirinha, e perguntou como se não o conhecesse. – Não me lembro de já tê-lo visto na cidade, você não é daqui não é mesmo? – sondou Regina.
– Não a algum tempo, acredito que nunca tenhamos nos visto, eu sou o novo Xerife da cidade, fui solicitado pois o antigo havia sido promovido, mas sofri um acidente e fiquei em coma por três anos, acordei a alguns meses, vou começar a assumir nesta segunda. – explicou meio sem jeito.
– O novo xerife? Ah sim, Graham me informou sobre você mesmo, prazer, sou Regina Mills, prefeita de Storybrooke, essa garotinha que você salvou hoje é a Emma. – a morena as apresentou.
– Prazer Madam Mills, sou David Nolan, e você quem é? – perguntou lançando a professora seu olhar mais galante, o que fez Emma soltar um risinho encantador.
– Oh, eu me chamo Mary ... – eles começaram a conversar quando Emma sussurrava no ouvido da Regina.
– É ele Gina, ele é o meu papai, e me salvou, Gina, ele me salvou. – Ela exclamava surpresa.
– É claro que salvou meu amor. – disse suavemente.
– Você não entende Gina? Ele é um papai. – disse como se fosse obvio. – eles são maus e nos machucam. – sua voz era fraquinha.
Por mais que a loirinha tivesse medo de que ele fosse ser como o outro, e quisesse não gostar dele, por medo de ele a machucar, depois de ser salva por ele, ela não conseguia, pois não importa o que sua mente diga Emma o via como seu salvador, e sentia que jamais seria machucada por ele.
– Mas ele protegeu a Emma Gina, esse papai é bonzinho.
– Ele é sim meu amor. – a morena sorriu nos cabelos da loirinha.
– Ele é meu salvador. – disse emocionada olhando com amor para as pessoas que estavam conversando ao lado.
– Agora eles tem um ao outro, acha que eles vão ficar juntos Gina? – perguntou com os olhos do gato de botas, a morena sabia onde isso ia parar.
– Não sei meu amor. – disse simplesmente, temendo que ela dissesse o que achava que ela diria.
– Nós temos que fazer eles ficarem juntos Gina. – disse categórica. – assim todos ficam bem. – falou por fim, e quando viu que a morena ia negar ela usou seus olhos pedintes e biquinho manhoso, nem preciso dizer que a Rainha não pode resistir.
– Tudo bem meu amor. – disse a contra gosto, na verdade, a Rainha temia que tendo os pais juntos, a loirinha quisesse ir morar com eles, mas se isso fizesse feliz sua loirinha, ela aceitaria, mesmo que a matasse por dentro.
– Eles estão sozinhos a bastante tempo Gina, agora que se reencontraram podem ficar juntos, sem ficarem muito tristes, pois, terão um ao outro, assim como tenho você. Te amo Gina. – disse beijando a face mais calma da morena, as palavras da loirinha eram um balsamo para seu coração aflito.
– Também te amo muito meu amor. – a Rainha apertou a loirinha em seus braços.
– É claro que ama Gina, e como não amaria se sou a pessoa mais linda e adorável na sua vida. – disse como se fosse uma Rainha, fazendo Regina rir com gosto, para depois encher de beijos a melhor coisa que já lhe aconteceu. Como amava essa pestinha.
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