Emma Mills?
22 O tempo vai me trazer de volta. Sempre.
Notas iniciais
O tempo vai me trazer de volta. Sempre.
O tempo é sempre algo bem complexo de se entender e quase doloroso quando pensamos no quanto ele passa rápido para todos nessa terra sem magia, assim também o era numa terra, antes lar de fadas, duendes, princesas e uma tão temida Rainha má, terra que se destruiu através da maldição e se fez Storybrooke, trazendo todos seus habitantes junto a ela, com vidas tão distintas de outrora, mas seria assim que aconteceria nessa nova terra, construída para certa morena ter seu final feliz, algo que só se fez realidade quando misteriosamente uma linda e muito atrevida loirinha foi deixada a sua porta.
Mas o tempo, sempre tão rigoroso com todos e responsável por levar consigo a beleza e juventude de quem está em seu controle, não tinha poder algum de mudar coisa alguma nessa tão distinta cidade.
Ou assim o era até Storybrooke se tornar o lar da única cuja vida ele pode interferir, e interferiu, pois enquanto todos estavam congelados no tempo, a pequena Emma crescia mais a cada dia, deixando que a pequena e esperta menininha fosse dando lugar para uma muito inteligente, doce, e decidida adolescente, sendo arrogante com quem merece esse tratamento, a pequenina havia herdado características tanto da Regina adolescente, quanto da Prefeita Mills que possui algumas características de Evil Queen.
Para a felicidade da Rainha, o tempo, responsável por levar seu bebê, foi bondoso o suficiente para não arrancar do coração da loirinha seu amor por Regina, pelo contrario, pois, como sempre, a loirinha contrariava todas as expectativas e fazia diferente, ao seu modo, afinal, como sempre fazia questão de assinalar, era uma Rainha, e uma Rainha faz do seu modo.
Conforme crescia, naturalmente, foi transformando a antiga Evil Queen em apenas Regina, sua amada guardiã, a quem contava tudo sobre si e sabia tudo sobre ela. Tanto que com o passar dos anos, Emma não a abandonou por pessoas de sua idade como se é esperado nessa fase, antes fez de Regina sua melhor amiga, a única em quem realmente confiava, mesmo que fosse responsável por algumas atitudes que deixavam a Rainha de cabelo em pé, gerando pequenas discussões, que eram enterradas com um pote de sorvete e as historias de como a loira aproveitou essa rebeldia.
Era nisso que a mesma pensava enquanto observava a não mais tão pequena loirinha ressonando tranquilamente no quarto que foi seu desde pequena, agora já totalmente redecorado, conforme seu gosto tão distinto do da Rainha que sorriu ao ver, pendurada na cadeira em frente ao seu computador, sua inseparável jaqueta de couro vermelha, fruto de um dos seus atos rebeldes, onde com seu carro, presente de seus 16 anos, assim como a carteira de motorista, saiu de Storybrooke escondido para ver como era uma cidade de verdade à noite, e se apaixonou por essa jaqueta.
Foi à discussão mais feia que já tiveram, mas no fim, a Rainha até se divertiu com as historia contadas pela loirinha, das confusões e pessoas estranhas que conheceu. A morena silenciosamente caminhou até a mesma, passando a mão enquanto seus momentos com Emma passavam em sua mente, seus raros momentos de adolescente rebelde quando fazia algo perigoso, as conversas que costumam ter, a morena nunca havia tido uma amiga de verdade, pois, antes vivia sobre a obsessiva supervisão de sua mãe e depois de se tornar Rainha, seu coração se fechou para qualquer pessoa exceto seu pai.
Cada momento como esse com Emma, era único, quem diria que aquela loirinha esperta iria crescer para se tornar a amiga que se tornou? Mas quanto mais pensava nisso, mais certeza tinha de que a loirinha foi a melhor coisa que já lhe aconteceu, não apenas por estar sempre com ela, mas por preencher cada buraco vazio em seu coração.
Sentia dolorosamente cada batida de seu coração, o ar parecia incapaz de suprir a necessidade de seu corpo cada vez que a certeza da separação se fazia mais presente. Como doía pensar que no dia seguinte não poderia mais desfrutar de momentos assim com Emma, que não a teria mais por perto, espantando seus fantasmas e a fazendo feliz. Que novamente teria apenas uma grande e vazia casa a esperando depois de um longo dia na prefeitura, que não riria mais das brincadeiras de Emma, nem reclamaria por burlar suas regas de não comer porcarias.
Como viveria sem seu sorriso, sem sua capacidade de ver a verdadeira Regina, de entender e amar que ela é e já foi? Foi impossível não lembrar os momentos já a muito vividos, tempos de uma loirinha pequena e petulante, mas também doce e adorável, fechou os olhos e foi como se o tempo tivesse lhe aberto uma exceção e voltado para aquele dia ensolarado de primavera, podia até mesmo ouvir sua doce voz e ver seu rosto, jamais esqueceria aquele dia, e as palavras ditas por ela.
“ elas brincavam nos fundos da Mansão 108, onde agora habitava um balanço de dois lugares, embaixo de uma arvore majestosa, o sol brilhando forte no céu límpido de Storybrooke, a população já estava acostumada a dias assim, que curiosamente se faziam mais freqüentes desde a chegada de certa loirinha...
– Mais forte Gina! Empurra mais forte Gina! – pedia a loirinha, soltando uma gostosa gargalhada cada vez que seu desejo era atendido pela morena. – Isso Gina! Mais alto vai! Eu quero tocar o céu! – ela olhava maravilhada para aquele céu tão azulzinho, seu sorriso era grande e se fazia mais lindo ainda porque era acompanhado pelo brilho inocente de seus olhos, também por gargalhadas – dela e da Rainha- e gritos de alegria.
Até que elas cansaram e foram se sentar na sombra da arvore, onde, novamente fora surpreendida pela loirinha.
– Sabe, quando eu disse que entendia o que havia acontecido para você se tornar quem foi? Eu falei de verdade. – a loirinha olhou fundo nos olhos castanhos, podendo enxergar uma súbita confusão neles.
– Eu sei que sim meu amor, porque isso agora? – a morena não entendia o que se passava na cabeça da pequenina, porque voltar nesse assunto depois de tanto tempo. Mas a mais velha conhecia o brilho naquelas orbes, era o mesmo que sempre habitava os olhos castanhos quando descobre algo novo e fascinante.
– Porque eu descobri que dentro de mim existe uma nova capacidade... – ela pausou para sorrir lindamente, com o brilho dado apenas a pessoas amadas.
– Capacidade de que meu amor? – Regina retribuiu-lhe sorrindo brilhantemente.
– A capacidade de amar cada parte de você, boa ou ruim e isso inclui quem você foi, é e será daqui a alguns anos, e sabe por quê? – a Rainha apenas negou com a cabeça, pega de surpresa pelas palavras da loirinha. – Porque cada parte, boa ou ruim fez de você que é hoje, e meu amor é grande o suficiente para amar cada uma delas. E eu prometo para você, que aconteça o que acontecer, eu jamais vou deixar de te amar, que você sempre será minha guardiã. – com isso a Rainha não suportou e a abraçou o mais apertado possível, a enchendo de beijos, pois, naquele instante era incapaz de articular palavras, deixou seus olhos falarem por ela, o que vale o mesmo que palavras para alguém que sabia lê-la tão bem quanto a loirinha.”
Um sorriso saudoso se desenhava em seu rosto, quisera poder congelar o tempo naquele momento.
– Espero que mantenha sua promessa... – sussurrou levemente enquanto passava os dedos pela jaqueta, olhou ao redor, tudo tão diferente de outrora, sem mais bonecas, nem brinquedos, que foram substituídos por posters de bandas, guitarra e violão guardados em um canto do quarto, junto ao seu amado teclado, foi inevitável que um audível suspiro lhe escapasse, sua loirinha cresceu como em um piscar de olhos, mas, ainda se lembrava de cada momento, como seu primeiro dia de aula, a Rainha ficou mais nervosa que a loirinha, e olha que a mesma mantinha um bico insatisfeito no rosto.
– eu tenho mesmo que ir? – perguntou com uma expressão que quase pôs por terra sua determinação e a certeza de que ela precisava estudar para ser alguém na vida.
– Tem sim meu amor. – a Rainha se abaixou até ficar na altura da pequena e disse olhando em seus olhos. – vai ser divertido meu amor, vai ter crianças da sua idade para você brincar, professoras boas e até Mary Margaret – ia citando tentando tirar aquela expressão do rosto da pequena.
– Mas não vai ter você. – disse emburrada.
– Não, mas eu vou te buscar todos os dias e vamos passar muito tempo juntas você vai ver. – enfim, a Rainha conseguiu espantar aquela carinha para bem longe.
– Você promete? – perguntou manhosa.
– Com minha vida- disse firme, tentando passar a confiança que a pequenina precisava.
– Então ficarei bem. – falou e a abraçou forte. – mas vou sentir sua falta, muito mesmo. – ela se afastou da Rainha, segurando com suas mãozinhas o rosto da mesma, como que para afirmar a seriedade de seu pedido. – Então volta logo para mim.
– Volto sim, porque também vou sentir sua falta. – um sinal tocou encerrando o momento, e indicando que era hora de ir. A morena segurando sua mão adentrou na escola, levando a loirinha até sua sala. – comporte-se.
– Como uma Rainha. – a morena sorriu, beijou sua maça do rosto.
– Boa aula meu amor. – e a pequena entrou na sala. – cuide bem dela. – olhou nos olhos de Mary, que apenas acenou com a cabeça.
A morena se esgueirou e passou mais um tempo ali, olhando como sua pequena estava, para garantir que ela realmente ficaria bem, até que finalmente se dirigiu para a prefeitura, onde um longo dia de trabalho a esperava.
Como foi difícil te deixar ir aquele dia meu amor, passar tanto tempo longe, mas eu consegui me adaptar, assim como você. E eu que achava aquelas horas difíceis, o que eu não daria para tê-las de volta em? pois, aquilo não é nem um décimo tão difícil quanto te deixar ir agora, que possui um outro sentido, quisera eu poder estar sempre junto a você, me esgueirar pelos cantos, garantindo que ficaria bem, que ninguém te machucaria.– pensava a Rainha, enquanto lagrimas desciam lentamente por seu rosto, enquanto outra lembrança lhe invadia a mente...
A morena acelerava a toda pelas ruas da calma cidade, rumo a escola de Emma, da qual, recebeu uma ligação da diretora minutos antes, informando que a loirinha havia se metido em uma briga, o que a surpreendeu, pois, em três anos na mesma, nunca houve nada sequer parecido, estacionou sem muito cuidado e se dirigiu o mais rápido possível para dentro do prédio. Chegando lá, encontrou Emma sentada com sua postura de Rainha em frente a diretora.
– Olá Madam Mayor, que bom que pode vir até aqui. – cumprimentou, com visível irritação nos olhos, a Rainha tomou sua pose altiva e lhe lançou um olhar gélido, para logo depois ver que a loirinha tinha um machucado na boca, bem leve, e o cabelo levemente escabelado.
– Diga logo para o que me chamou até aqui, como bem deve saber, tenho uma agenda cheia. – falou com a voz arrogante, era um fato que detestava essa mulher, coisa que era recíproca, e só não descontado em Emma porque a mesma tinha receio de perder seu emprego.
– Como bem lhe expliquei no telefonema, Emma se envolveu numa briga com outra educanda, que por sinal era minha filha. – falou fuzilando a loirinha que lhe empinou mais o nariz.
– Emma? – Regina olhou para a loirinha. – tem algo a dizer?
– Como assim, tem algo a dizer, eu lhe chamei aqui para dizer qual será seu castigo e para lhe dizer que dê modos a essa criança, não para ouvir o que essa encrenqueira quer falar. – a diretora disse irritada.
– Primeiramente, abaixe o tom de voz quando se direcionar a mim ou a Emma, ponha-se em seu lugar, estou tentando ser justa e manter uma conversa civilizada, e segundo, conheço Emma, e sei que ela não se meteria em algo assim sem um motivo, algo que a senhora não pode dizer de sua filha pelo que sei, afinal, a menina está sempre em sua sala, algo que nunca aconteceu com Emma – falou com sua altivez, e a diretora não teve como revidar, sendo que sua filha sempre arrumava encrenca na escola.
– Eu tive meus motivos sim Gina, sei que é errado, mas não posso me desculpar nem dizer que não farei mais porque ela mereceu e se ela fizer de novo não vou ser tão boazinha com ela.
– Ora! Está vendo? Isso é um absurdo! Minha filha jamais a provocaria. – a diretora tentava a todo custo se conter.
– Se não acredita então não conhece a filha que tem em casa, você passa o dia com ela para saber como ela age? – a loirinha falava firme cada palavra.
– Não mas, — Emma nem a deixou terminar e foi logo falando
– Pois eu passo, e já vi ela fazendo coisas que ate Deus duvida, não sou encrenqueira, sua filha é, então sugiro que reserve parte de seu tempo para dar modos a sua filha que precisa os receber bem mais do que eu. Com licença, te espero lá fora Gina. – e se encaminhou até o banco de espera.
– Faço das palavras de Emma as minhas, falarei com ela, pois, não aprovo esse tipo de atitude, mas já adianto que não fará comigo que fez as outras mães, se Emma tiver uma advertência, sua filha levará uma também, pois, foi quem provocou a briga, como vive provocando. – disse firme, pois, tinha total convicção de que algo grande tinha que ter acontecido para a loirinha agir assim.
– Vamos esquecer o ocorrido de hoje...
Minutos depois Regina saia da sala da diretora e rumou, junto a Emma, prédio a fora.
– To muito encrencada? – questionou quando a morena parou em um frente a mansão mas não fez menção alguma de se retirar.
– Depende muito do que tem a dizer sobre esse episodio lamentável. – a morena suspirou. – o que te fez agir assim Emma. – ela finalmente fitou a loirinha que disse olhando em seus olhos:
– Nós estávamos no recreio, e ela como sempre, mexia com os menores, mas desse vez, eu estava por perto e ela levantou a mão para bater numa garota do segundo ano, menor que nós, naquele momento eu lembrei de como era quando eu apanhava por não conseguir atingir uma meta, que hoje sei ser algo injusto, então me meti na frente para protegê-la, segurando firme a mão dela. Não ia bater nela Gina, eu juro, mas então ela começou a mexer comigo, não me importei, mas ela falou coisas de você, que era o que sempre ouvia de sua mãe segundo a mesma, fiquei com Raiva, ninguém tem o direito de falar assim de você, então eu a fiz engolir cada palavra que disse. – terminou seu relato com voz firme.
– Oh meu amor. – a morena estava emocionada, mesmo sendo errado, sentia orgulho por ver como sempre era protegida pela loirinha. – eu entendo seu lado, e fico orgulhosa de ter defendido a criança, e por ter me defendido também, mas não deve agir assim cada vez que algo parecido ocorra, não é certo, dessa vez passa amor, mas quero que entenda que brigar é feio, você entende? – questionou olhando em seus olhos.
– Entendo. – disse por fim.
– Então vamos entrar, que tal nos assistirmos um filme como antes? – questionou querendo deixar esse episodio de lado.
– Oba! – falou toda feliz e abraçou a morena. – eu sempre vou te defender Gina. – disse por fim, o que gerou um sorriso na mesma, que abraçou mais forte a garota que já alcançava seu abdômen, tanto que havia crescido, se perguntando quantos momentos como esse ainda teria com a loirinha.
Quem diria que a garota que Emma salvou, seria inteligente a ponto de poder pular um ano e ser colega da loirinha? Mas ela foi, e se tornou mais que uma colega, e sim uma amiga da loirinha, talvez a única da sua idade que a entendia, e que se importava alem da Regina e de poucos adultos, incluindo Mary e David que se casariam ao fim daquele ano.
Conformada, a Rainha com um ultimo suspiro, andou até a loirinha, acariciou seus cabelos por um tempo, guardando essa imagem em sua mente, beijou sua testa e se encaminhou até a saída do quarto, olhou-a mais uma e desejou antes de fechar a porta. Que o tempo te traga de volta para mim minha eterna pestinha. Saiu, entrou em seu quarto, trocou de roupa, mas demorou a cair num sono, que foi conturbado, tanto que agradeceu quando o dia finalmente amanheceu.
Como em todos os dias, a Rainha levantou, e aproveitou para cozinhar com muito carinho o ultimo café que dividiria com a loirinha, que desceu pouco antes de ela terminar, como sempre.
– Vou sentir falta de acordar todos os dias com o cheiro de sua comida. – dizia saudosa enquanto beijava o rosto da morena. – não acho que consigo fazer tão bem quanto você enquanto estiver na faculdade. – a loirinha sorriu enquanto se sentava em sua habitual cadeira, sentiria falta disso também, a quem queria enganar? Sentiria falta de tudo, afinal, fez dessa cidade seu lar.
Também sentirei falta de sua presença, essa casa ficará... – pausou, queria dizer, tão vazia, mas seria egoísmo seu, — te esperando a cada minuto que estiver lá, poderá me visitar, assim como eu vou te visitar, sempre. – a morena segurava o choro e o desespero causado pela certeza de que passaria tanto tempo sem a loirinha, que cursaria musica, uma de suas maiores paixões, queria aprender mais disso, tinha sede por esse conhecimento, mas estava decidida a ser treinada para ser uma policial quando voltasse. Regina mesmo com dor no coração, concordava que ela devia ter essa experiência.
– Pode demorar um pouco dessa vez, mas eu sempre vou voltar para você. O tempo vai me trazer de volta. Sempre. – ela falou quando a morena se sentou ao seu lado na mesa, segurando sua mão, a apertando no final, como que afirmando suas palavras. – Afinal, uma Rainha que se preze, cumpre suas promessas. – falou por fim.
A Rainha sorriu, tendo a certeza que a loirinha ouviu cada pedido feito pela mesma, mal sabia ela que a loirinha teve uma noite igual ou pior que a dela, não queria se afastar, mas era necessário. Ambas, tomaram seu desjejum em conversas triviais e sorrisos, aproveitando o Maximo cada minuto. Mas a hora chegou e Emma foi buscar suas malas, e juntas foram até a casa de Sophie Scott, a garota que Emma salvou e iria junto a ela para a faculdade. Emma descobriu que na verdade, Sophie era órfã e foi mandada para o orfanato de Storybooke quando o que estava pegou fogo, e foi adotada com dois anos por um casal de vendedores que possuíam sua loja própria na cidade.
Ela possuía os cabelos vermelhos e encaracolados, pele branca e olhos verdes, assim como covinhas adoráveis que se faziam presentes em seu rosto sempre que sorria. Logo a mesma entrou no carro, cumprimentando Emma e Regina com um beijo na bochecha, assim, elas seguiram rumo a cidade vizinha, onde voariam para cursar a mesma faculdade, já que Sophie amava compor, mais uma paixão dividida por elas.
No aeroporto, as garotas entraram na fila e logo já estavam esperando seu vôo sair. Quando ouviram a chamada de seu avião, Regina abraçou a loirinha, segurando corajosamente suas lagrimas, assim como Emma.
– Se cuide Emma e por favor não se meta em confusão. – disse segurando seu rosto.
– Eu prometo. – Emma disse firme. – se cuida Gina, e nunca esqueça que eu te amo. – disse a loirinha, beijou sua testa.
– Também te amo Emma. – e assim, elas se separaram, a loirinha uns passos a frente, esperou por Sophie que abraçou Regina e sussurrou em seu ouvido.
– Vou cuidar dela. Fique bem. – disse e se separou da mais velha.
– Obrigada, cuide-se também Sophie.
A ex-Evil Queen, assistiu, com dor no coração, sua loirinha, que de inha não tinha mais nada se afastar, só olhando em sua direção antes de embarcar, pois, temia não ser forte o suficiente para ir. Só então, quando sentada em seu assento, a loira deixou algumas lagrimas correrem lentamente por seu rosto enquanto seu olhar se dirigia a janela do avião que não tardou em decolar, vendo tudo o que mais amava ficando para trás, sua amada cidade, seus amigos, e o mais importante, Regina, para dar lugar a um horizonte desconhecido pela mesma, um destino um tanto incerto, com pessoas desconhecidas a aguardava, e a loira o sentia bater de frente com ela, numa sensação esmagadora. Mas agradecia com todo seu coração por ter Sophie com ela, talvez, algo de bom o destino tivesse para ela.
A morena deixou as lagrimas correrem de seus olhos enquanto via o avião decolar, levando para longe dela aquela que foi responsável pelo sopro de vida e alegria em sua existência solitária, a mesma que com um sorriso era capaz de desmontá-la. Quando o perdeu de vista, virou as costas e se encaminhou para seu carro, apenas desejando, com todo seu coração, que Emma fosse capaz de cumprir sua promessa e voltasse para ela.

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