Emma Mills?
9 Medo
Notas iniciais
Medo
No outro lado da praça...
A loirinha também não percebeu o que havia acontecido até notar que estava numa parte que não conhecia, nem seus amiguinhos ela enxergava, só vários adultos e crianças desconhecidas, Emma havia se perdido, sem saber onde estava e preocupada começou a correr não prestando atenção no que pisava o que foi um erro já que ela tropeçou cortando seu joelho.
Certa morena com cabelos curtos que estava aproveitando seu sábado para ler um bom livro viu Emma caindo e correu para ajudar a garotinha que nunca havia visto, devia ser nova na cidade, pensou ela, já que como professora acabou conhecendo cada criança daquela cidade.
Emma só notou a presença da mulher quando esta lhe estendeu sua mão a ajudando a levantar. A mulher aproveitou para olhar a garotinha, era tão linda e familiar, que estranho, ela pensou.
– Hey pequenina, devia tomar mais cuidado e ver onde anda, deixa me ver se você se machucou. – disse preocupada, sentia uma estranha ligação com essa criança, como se fosse parte de si. Só então ela viu o sangue nos joelhos de Emma que a estava observando, sabia que não devia falar com estranhos, mas ela sentia que conhecia aquela mulher, que nela podia confiar.
– Você cortou o joelho meu amor. Vem aqui. – a mulher pegou Emma no colo e a levou até onde estava sentada antes de ir a seu auxilio, a loirinha se aninhou nos braços dela, era estranho, mas Emma a sentia como se ela fosse uma parte muito importante de sua vida, como uma mãe, o sentimento era recíproco.
Era diferente do que sentia por Regina, que era um amor maior do que poderia imaginar, como se elas fossem o coração uma da outra, a pequena sabia que não suportaria estar longe de Regina.
– Qual é o seu nome? – perguntou quando a colocou no banco.
– Emma, meu nome é Emma e o seu? – se possível, a morena se encantou ainda mais com a pequena.
– Prazer Emma, eu me chamo Mary Margaret. E você é nova na cidade não é mesmo? Está com quem Emma? – Ela disse estendendo sua mão a loirinha.
– Prazer Mary, eu sou sim, estou com a Gina, e eu preciso achar ela, você deve conhecer ela, é a prefeita da cidade. – disse aflita, afinal ela pensava que a morena estaria louca atrás dela, não queria preocupar a Rainha.
– Regina? Que estranho, não sabia que ela conhecia alguma criança. O que você é dela meu amor? – perguntou com carinho, querendo conhecer aquela garotinha que tanto lhe cativou.
– Eu estou com ela, moro com ela agora. – disse suavemente surpreendendo Mary que jamais imaginou que alguém como a prefeita pudesse querer ficar com uma criança.
– Ela te adotou Emma? – foi suave.
– Sim. – disse como se fosse obvio.
– Ela cuida bem de você? – Mary queria saber se ela era bem cuidada, sentia um instinto de proteção muito forte para com aquela criança.
– Cuida sim, e eu a amo muito, ela até me trouxe aqui para brincar, mas eu me perdi dela. – Emma segurou firme nos braços de Mary e pediu com os olhinhos brilhantes de lágrimas e medo. – me ajuda a achar ela, por favor, promete que vai me levar até ela? – sua voz denotava seu pânico, tinha medo de nunca mais encontrar com a morena.
Mary acariciou seu rostinho tentando acalmar a loirinha, sem muito resultado, só Regina poderia a acalmar.
– Nós vamos achar ela tudo bem? – Emma acenou com a cabeça. – mas você se machucou, vamos cuidar desse ferimento primeiro.
– Não! Não! A Gina, eu quero a Gina, me leva até ela. – disse quase soluçando. Quanto mais tempo longe da Rainha, mais seu coração doía.
– Tudo bem meu amor. – Mary a pegou no colo e abraçou forte acariciando seus cabelos, começou a andar pela praça a procura de Regina com uma loirinha soluçando em seu pescoço.
Uma hora mais tarde...
Já havia se passado uma hora e nada de acharem Regina, sendo assim, Mary levou uma Emma chorosa para sua casa, que protestou, mas acabou concordando, pois, seu machucado era meio fundo e podia infeccionar se não fosse cuidado e com seu kit de primeiro socorros Mary limpou o ferimento que já havia manchado toda a perninha da loirinha de sangue.
Foi só então que viu o quão fundo era o machucado, como não notou isso antes? Iria ter de levar ela ao hospital, Emma precisaria de pontos, ficou surpresa pela pequena não ter reclamado de dor ainda, mas ela não sabia que o desespero por não achar Regina a impedia de sentir dor, concentrada demais na morena.
– Meu amor, você vai precisar de um cuidado a mais no seu joelho, vou te levar no hospital meu amor.
– Não! Você disse que ia me levar até a Gina. Não vou a lugar nenhum sem ela! – disse firme.
– Emma, olha para mim. – a loirinha a olhou, sua expressão era de partir o coração. – Você precisa de um cuidado que eu não posso dar, eu te levo até lá e peço para ligarem para a Regina, tudo bem? – Emma acabou concordando.
Sendo assim, logo Mary pegou sua bolsa e a loirinha no colo a levando para o hospital. Encontrou Whale que já estava de saída, mas ao ver a professora com Emma no colo logo se prontificou a ajudar a loirinha que não aceitou sair do colo de Mary, não confiava nele. Ele levou Mary até o pronto socorro e indicou para que a deitasse na maca, mas Emma não desgrudou da professora.
– Whale, você tem o numero da Madam Mayor? – questionou Mary, sabendo que apenas a morena seria capaz de fazer Emma deixar o medico cuidar dela.
– Não, mas o hospital tem o da prefeitura. Por quê? – questionou confuso.
– Emma estava com ela e acabou se perdendo hoje na praça. – explicou aflita.
– Tudo bem, irei pedir aos recepcionistas para contatarem a prefeitura e informarem o que ocorreu a prefeita, imagino que logo ela estará aqui.
Assim o medico se dirigiu a recepção, que logo se comunicou com a prefeitura, a secretária logo discou o numero de Regina.
Enquanto isso ainda na praça...
A morena ainda procurava sua loirinha, até que tomada pelo desespero, sentou no banco encostando seus cotovelos nos joelhos e a cabeça na mão, o coração apertado, ela parecia ter perdido seu chão, quem a visse agora jamais reconheceria a Prefeita Mills, mas isso era a ultima coisa que passava em seus pensamentos rodeados apenas por sua pequena. Temia que algo tivesse acontecido quando seu celular toca.
Sem nem ao menos ver quem era ela o atende.
– Madam Mayor, recebemos uma ligação do hospital informando que uma garotinha chamada Emma foi levada até lá e
– E o que? O que aconteceu? Ela está bem? – questionou com o coração querendo sair pela boca tamanha preocupação quando ouviu Emma e hospital na mesma frase.
– Eu não sei senhora Mills, apenas me informaram que ela estava lá e que a senhora fosse até lá.
Regina nem ao menos se deu ao trabalho de responder, apenas desligou o celular e correu para o hospital, do jeito que tremia nem sabia como não acabou sofrendo um acidente, tendo certeza que violou muitas normas de transito.
Estacionou de qualquer jeito no estacionamento e foi direto a recepção.
– Estou aqui por uma garotinha loira de três anos. – sua voz denotava seu desespero.
– Sim Madam Mayor, ela esta no pronto socorro, Leandra acompanhe a Madam Mayor até Emma. – a mulher havia recebido ordens de que Regina fosse levada até onde Emma estava quando chegasse.
A rainha andava atrás da recepcionista muito aflita. Enfim chegaram ao lugar, viu Emma com os olhos vermelhos no colo de Mary Margaret, correu até ela que quando a viu logo se jogou com desespero nos braços da Rainha que também a abraçava forte, sentindo seu cheirinho, chorando em alivio por achar a loirinha. Ela segurou o rostinho de Emma:
– Nunca mais me dê um susto desse meu amor, eu quase enlouqueci te procurando. – e logo beijou diversas vezes seu rostinho, á apertando.
– Nunca mais Gina, eu fiquei com tanto medo. – Emma voltou a chorar se apertando em Regina.
– Madam Mills, desculpe por interromper, mas preciso cuidar da pequenina. – disse o pediatra que Whale chamou para cuidar da loirinha.
Regina aflita olhou Emma de cima abaixo notando o machucado da loirinha.
– O que houve? Como ela se machucou? – olhou para Mary.
– Ela estava correndo sem olhar para onde ia e tropeçou, eu a ajudei a levantar, nós te procuramos, mas não conseguimos achar, então a levei para meu apartamento mas era mais grave do que pensei então a trouxe para o hospital. – informou Mary.
– Mas essa garotinha não permitiu que eu cuidasse dela, chamando por você. – Regina não pode evitar um leve sorriso, bem sabia que as vezes quando Emma não queria algo ninguém a convencia do contrario.
Ela tentou a colocar na maca para que ele cuidasse do corte mas a loirinha não deixou, Regina a fez lhe olhar.
– Emma, ele precisa cuidar desse corte que você tem. – disse suavemente tentando convencer a loirinha.
– Não quero que se afaste Gina. – seus olhos denotavam medo.
– Não vou me afastar meu amor vou estar aqui todo o tempo. – a morena também não queria se afastar, não depois desse susto que Emma lhe deu.
– Promete? – pediu a loirinha.
– Prometo. – Regina foi firme. Emma acenou com a cabeça enquanto era posta na maca, recebendo carinho nos cabelos enquanto o pediatra cuidava de seu joelho.
Quem as visse jamais poderia questionar o amor que uma sentia pela outra, o cuidado que a morena dirigia a Emma era prova mais que suficiente desse amor, e a calma que a loirinha agora emanava, tão diferente de momentos atrás denotava que tal amor era mais que recíproco. Finalmente ambas estavam juntas, era isso o que realmente importava no momento. Poderiam enfim respirar aliviadas.
Fale com o autor