Emma Mills?
10 Pressentimento
Notas iniciais
Pressentimento
Ainda no hospital meia hora depois...
– Prontinho Senhorita Emma, já cuidamos desse corte, mas a senhorita vai ficar um bom tempo sem correr. – disse o médico após cuidar do corte em seu joelho.
– Sem correr? Como eu vou ficar sem correr? Não! Gina? – ela olhou com aquela carinha que sabia derreter o coração da morena, mas nessa circunstancia não obteve resultado.
– Eu também não estou a favor de você correndo por ai, e não acho que com esses pontos você consiga grande coisa, sem correr sim mocinha, e sem biquinho também. – Regina não resistiu e beijou a bochecha de uma Emma meio emburrada que sorriu brilhantemente, sem saber, a morena tinha dado munição para a loirinha.
– Tem razão Gina, meu joelho vai doer tanto que mal vou poder andar. Por isso alguém terá que ser minhas perninhas e me levar para onde eu for, certo doutor? – disse com a carinha mais inocente que pode fazer. Regina tinha até medo quando ela fazia essa expressão.
– Certo minha paciente. – o doutor também sabia aonde ela chegaria, era sempre assim, as crianças choramingavam até ver o poder que era dado em suas mãos.
– Entãooo, sendo assim, você vai ter que fazer minhas vontades enquanto eu estiver tão debilitada assim. – disse olhando com o sorriso idêntico ao de Regina quando sabe que tem alguém em suas mãos.
– Não sei se concordo muito com isso, mas tudo bem mocinha. – disse com um pouco de medo, porque pela cara dela a morena sabia estar enrascada com essa Emma debilitada.
– Podemos falar em particular Madam Mayor? – perguntou o doutor.
– Claro. Já volto meu amor. – disse beijando sua testa.
– Não! Não vai não Gina, você disse que ficaria comigo. – protestou a loirinha, não desejava ficar longe da Rainha, não depois dessa tarde.
– Calma meu amor, não vou para muito longe e volto rapidinho. – a morena acariciou o rosto da loirinha, tentando lhe passar confiança, e de fato, não se afastaria, jamais perderia Emma de vista novamente.
– Tudo bem Emma, eles voltam logo, e eu fico aqui com você até eles voltarem. — Mary que não conseguiu se afastar da pequena, e ficou a observando com Regina todo o tempo, querendo garantir que ela sairia bem se aproximou delas ficando de frente para morena, segurando as mãos da loirinha, tentando também convencê-la.
Nem preciso afirmar que Regina estava mais que insatisfeita essa aproximação da professora com a loirinha, pois, apesar de grata pelo que fez por Emma, ela não desejava dividir a loirinha, e no fundo, esse sentimento era apenas medo de perder o que de melhor lhe ocorreu. Emma acabou concordando, com um bico manhoso nos lábios:
– Tudo bem, mas fique onde eu possa lhe ver. – Emma falou imitando seu tom mandão, fazendo Regina conter o riso.
– Sim senhora. – e assim seguiu o medico até onde ela não pudesse ouvir, mas mantendo os olhos em Emma, que estava sendo entretida por uma Mary muito encantada para seu gosto, sabia que a loirinha era encantadora, mas era Seu presente, e ninguém o tiraria dela.
– Madam Mills, o corte foi devidamente cuidado, e ela terá que retirar os pontos em cinco dias, mas terá que ter alguns cuidados básicos para que o corte cicatrize bem, como trocar as ataduras depois do banho e ela realmente não poderá por o pé no chão por conta dos pontos que podem se romper. – Foi categórico.
– Ok Doutor, seguirei as recomendações. – disse já se dirigindo a Emma, pois Mary parecia estar muito confortável ocupando o lugar da Rainha.
– Voltei meu amor. – a Rainha fez questão de enfatizar o meu, acariciando sua cabecinha, vendo seus olhinhos brilharem sabia o quanto a loirinha amava receber carinho nas madeixas.
– Voltou sim, e não demorou. – disse dando seu sorriso mais encantador. – Mesmo que Mary fosse me ensinar outra musiquinha para eu cantar enquanto te dou apoio moral na cozinha, depois você pode me ensinar não pode? – olhou para a professora com olhos pidões.
– Posso, claro, assim você pode cantar para a Senhorita Mills. – e piscou para a loirinha que repetiu o gesto, deixando Regina fuzilando Mary e arqueando a sobrancelha para Emma que apenas sorriu.
– Eu disse para ela que sua comida sai muito mais gostosa quando ouve minha voz cantando para você enquanto cozinha. – a morena teve de sorrir com isso, sua pestinha era uma figura, e realmente acredita que seu desempenho culinário depende de sua voz, afirmando com tal veemência que já a estava convencendo, pois, a voz de Emma alegrava tanto seu coração que tudo parecia ter mais cor, dava um toque diferente a cada sabor.
– Quem sabe não marcamos um dia para passarmos juntas? E ai eu posso brincar com você e te ensinar muitas musiquinhas, que tal? Podemos Miss Mills? – Mary perguntou meio temerosa de não ter permissão de ficar com a loirinha.
– Deixa Gina? Por favorzinho? – perguntou Emma com os olhinhos pedintes, mesmo não querendo, Regina sentia o quanto seu presente queria aquilo, mesmo que lhe doesse concederia para lhe fazer feliz.
– Tudo bem meu amor, podemos pensar em algum horário. – disse mesmo a contra gosto fazendo Emma sorrir e pular de entusiasmo na cama, preocupando a rainha. – Calma meu amor, sei que ficou feliz, mas não pode se agitar assim. – disse repreendendo com voz suave.
– Desculpe, mas é que será tão legal passar esse tempo com vocês, e nos três podemos brincar bastante, aprender as musiquinhas, vai ser tão bom ...
– Como assim Emma? – a rainha achou ter entendido errado, pois pensou que Emma gostaria desse tempo apenas com a professorinha.
– Sem você nada tem graça Gina. – disse como se fosse obvio, jamais cogitaria em qualquer programa que não envolvesse a morena, não gostava de se afastar dela.
– Ok, quando você melhorar desse joelho nós vamos marcar esse passeio, agora eu tenho que ir meu anjinho. – Finalmente, pensou a morena vendo Mary beijar a testa de Emma. – Até logo Emma.
– Até logo Mary. – Emma lançou beijinhos ao vento na direção de Mary que retribuiu encantada antes de sair porta a fora.
– Podemos ir? – questionou a Rainha ao doutor.
– Claro, vou assinar a alta dela. – disse se virando para sair.
– Não! – Emma declarou firme, o fazendo se virar olhando com curiosidade para a loirinha.
– Como assim Emma? Não quer ir embora? – a morena estava confusa com essa negativa da loirinha.
– Quero! – disse como se fosse obvio.
– Então? – perguntou o doutor, não entendendo nada, todas as crianças sempre estão loucas para ir embora, então porque essa recusa de Emma em ir embora?
– Quero meu doce oras! – declarou com cara de obvio. — Eu fui uma boa paciente depois que você chegou! Mereço meus pirulitos. – e cruzou seus braços fazendo sua melhor cara de mandona, que aprendeu com Regina, parecia uma mini Prefeita sempre que agia assim.
– Seus pirulitos? – perguntou o médico. – Mais que um? – disse segurando o riso.
– Sim ué! Um para cada ponto que levei! – disse séria, demonstrando não estar de brincadeira. – a culpa é sua que me deu mais de um desses pontos. – agora o doutor não pode resistir e sorriu, qualquer um poderia reconhecer Regina naquele jeitinho mandão da loirinha, mas nela ficava muito fofo, alem de ser prova mais que concreta que Emma a amava tanto que estava pegando seus jeitos e manias.
– Tudo bem dona Emma, vou ir assinar sua alta e pegar seus doces, quatro pirulitos é muito, não coma todos hoje tudo bem? – disse ele com divertimento na voz, fazendo Regina se segurar para não bufar, era obvio que jamais deixaria Emma comer tanto doce num só dia.
– Tudo bem, mas só porque a Gina não deixaria mesmo. – Emma olhou para a morena que sorriu ao ver o quanto seu presente a conhecia.
Quinze minutos depois a loirinha saia do hospital nos braços de Regina segurando quatro pirulitos enormes com um sorriso grande no rosto, indo para casa.
Quando enfim chegaram em casa, a morena ao abrir a porta com uma loirinha agarrada a ela notou uma carta no carpete, a pegou reconhecendo o letra de Gold, a segurou enquanto levava a Emma para dentro de casa.
Cumpriram sua rotina normal de todos os dias, mas levemente alterada pelo fato da loirinha estar impossibilitada de correr, ou mesmo andar. Emma dormiu agarrada a morena, que nem cogitava se afastar dela, e quando enfim ela dormiu, a Rainha esticou o braço para pegar a carta tomando cuidado para não acordar a loirinha.
Na carta, Gold dizia para que lhe encontrasse no dia seguinte em sua loja, afinal, já se passara o tempo dado para os papeis de a adoção estar prontos, porem, a sentia como um mal pressagio, tinha o pressentimento de que algo não estava certo, e como Evil Queen, aprendeu a nunca ignorar os avisos por trás deles, mas ela esperava com todo seu coração estar errada.

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